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  • Seminário em Belo Horizonte debaterá mudanças na Lei Kandir

    A comissão especial que analisa propostas que modificam a Lei Kandir (Lei Complementar nº 87/1996) promove, nesta quinta-feira (06/07), um seminário em Belo Horizonte (MG) para discutir o tema. O colegiado analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 221/1998 e apensados. O evento foi solicitado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e será realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a partir das 15 horas.

    A lei

    A comissão especial que analisa propostas que modificam a Lei Kandir (Lei Complementar nº 87/1996) promove, nesta quinta-feira (06/07), um seminário em Belo Horizonte (MG) para discutir o tema. O colegiado analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 221/1998 e apensados. O evento foi solicitado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e será realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a partir das 15 horas.

    A lei

    A Lei Kandir isenta de ICMS as exportações de produtos primários e semielaborados. Até 2003, garantiu aos estados o repasse de valores para compensar perdas decorrentes da isenção de ICMS, mas, a partir de 2004, a Lei Complementar nº 115/2002, embora mantendo o direito de repasse, deixou de fixar o valor. Com isso, os governadores precisam negociar a cada ano com o Executivo o montante a ser repassado, mediante recursos alocados no Orçamento da União.

    A Lei Kandir determina ainda que uma lei complementar normatize os repasses para compensar os estados com a perda da arrecadação tributária sobre a exportação de produtos e serviços. Essa norma, no entanto, ainda não foi regulamentada pelo Congresso. Por isso, em novembro passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Parlamento aprove, em 12 meses, a lei com essa compensação.

  • Lançamento do Enaex 2017 é marcado por debate sobre reforma tributária

    A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) promoveu, em 3 de julho, o lançamento oficial do Encontro Nacional de Comércio Exterior 2017 (Enaex), na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que é patrocinadora do evento.

    A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) promoveu, em 3 de julho, o lançamento oficial do Encontro Nacional de Comércio Exterior 2017 (Enaex), na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que é patrocinadora do evento.

    Nessa edição, o Enaex vai debater o tema “Reduzir custos para exportar, reindustrializar e crescer”, ressaltando os principais entraves para o desenvolvimento do comércio exterior no Brasil. Para marcar o lançamento do evento, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) foi convidado para apresentar o Projeto de Lei da Reforma Tributária, do qual é relator.

    José Augusto de Castro, presidente da AEB, realizou a abertura e conduziu o evento, que teve a presença do vice-presidente Administrativo da CNC, Darci Piana, e o consultor Econômico da entidade, Ernane Galvêas. “Esperamos que esse debate aqui hoje seja uma conversa franca sobre uma proposta que venha ao encontro das necessidades do nosso país”, afirmou Piana.

    Reforma tributária com justiça social

    Em sua palestra, Luiz Carlos Hauly apresentou um breve histórico das discussões da reforma tributária no Brasil. Segundo ele, o projeto de reforma deve utilizar a tributação como instrumento de desenvolvimento econômico sustentável e inclusão social com distribuição de renda através da mudança na legislação tributária atual. “O sistema tributário atual é contrário à produtividade e à criação de empregos. Nosso objetivo é fazer o Brasil crescer e distribuir a renda com justiça social”, afirmou.

    Hauly classificou a reforma tributária como “o elo perdido das reformas” em meio ao atual cenário político e o protagonismo das discussões em torno das reformas trabalhista e da Previdência Social. Para o deputado, o sistema é caótico e irracional. “Estudos comprovam a ineficiência do sistema tributário. O contribuinte não tem poder aquisitivo, e isso trava todo o sistema produtivo.”

    O deputado afirmou ainda que, ao optar por um sistema que escolhe tributar o consumo, ao contrário de tributar a renda ou a propriedade, como outros países fazem, o Brasil sufoca o contribuinte e afasta investidores. Dados apresentados mostram que a tributação em cima do consumo no Brasil soma 54,4% do total da arrecadação no País. “O Brasil nunca vai crescer se não mudar o seu sistema tributário. Metade das empresas estão inadimplentes atualmente. Nós matamos o consumidor brasileiro e ao mesmo tempo queremos ter um mercado de consumo interno”, disse Hauly, que afirmou que o peso da burocracia tributária na indústria brasileira chega a R$ 1,5 trilhão de impostos, além de outros R$ 500 bilhões em matérias tributárias em análise no Supremo Tribunal Federal.

    Dentre as propostas no projeto de reforma tributária, Hauly apontou a redução de alíquotas em alimentos e medicamentos; a diminuição da regressividade do consumo com Imposto de Renda progressivo (o que, segundo ele, desconcentra a riqueza, socializando os benefícios do crescimento); a reindustrialização do Brasil por meio da desoneração de equipamentos e da exportação; o fortalecimento dos munícipios; a simplificação do Imposto de Valor Agregado (IVA); e o incentivo a novas tecnologias de recolhimento, universalizando a Nota Fiscal Eletrônica.

    Para o deputado, independentemente da situação política do País, este é o momento para aprovar a reforma tributária. “O governo está enfraquecido, mas o Congresso também, os empresários também, os trabalhadores também, as prefeituras, os governos estaduais também. A oportunidade é ímpar. É agora. O Congresso precisa de algo grande e forte para sair deste marasmo que está, porque apanhamos para aprovar o teto [de gastos], apanhamos para aprovar a terceirização, apanhamos para aprovar a reforma trabalhista. A previdenciária, que não saiu até agora, estamos apanhando de qualquer maneira. Essa aqui não, é jogo de ganha-ganha”, analisou.

    “Fiquei muito satisfeito em ver como as coisas estão caminhando e a possibilidade de se fazer não só uma reforma no sistema, senão a redução da carga tributária, pois o momento pode não permitir, pelo menos um alinhamento, uma conciliação das extravagâncias que existem no nosso sistema”, afirmou o consultor Econômico da CNC, Ernane Galvêas.

    Participaram ainda do evento Bernardo Cabral, consultor da Presidência da CNC e ex-senador relator da Constituinte; Marcio Fortes de Almeida, diretor da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e da AEB; e Carlos Eduardo Portella, vice-presidente Executivo da AEB.

    O Enaex 2017 será realizado nos dias 9 e 10 de agosto, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.enaex.com.br.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 122/2017

    DESTAQUES:

    Instituído formulário digital para a apresentação de informações pelos interessados em solicitar alteração cadastral e baixa no CNPJ, a ser utilizado por empresas nacionais e domiciliadas no exterior

    DESTAQUES:

    Instituído formulário digital para a apresentação de informações pelos interessados em solicitar alteração cadastral e baixa no CNPJ, a ser utilizado por empresas nacionais e domiciliadas no exterior

    Convocação do Sindicato Patronal das Empresas da Categoria Econômica do Comércio Varejista e Atacadista dos Municípios de Redenção; Conceição do Araguaia; Santana do Araguaia; Santa Maria das Barreiras; Pau d’Arco; Xinguara; Rio Maria; Floresta do Araguaia; Cumaru do Norte; Agua Azul do Norte; Ourilândia do Norte; Tucumã e São Felix do Xingu – SIND-COMÉRCIO-PA para a Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se no dia 4 de agosto de 2017

  • Calendário da reforma trabalhista será definido nesta terça

    O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), deve definir nesta terça-feira (04/07) o calendário de votação da reforma trabalhista no Plenário. O governo tem pressa: quer evitar que a tramitação se arraste para depois do recesso parlamentar. A oposição tenta adiar a decisão final sobre o PLC 38/2017 para a próxima semana.

    O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), deve definir nesta terça-feira (04/07) o calendário de votação da reforma trabalhista no Plenário. O governo tem pressa: quer evitar que a tramitação se arraste para depois do recesso parlamentar. A oposição tenta adiar a decisão final sobre o PLC 38/2017 para a próxima semana.

    O Plenário vota nesta terça um requerimento de urgência para a reforma trabalhista. Se o pedido for aprovado, o PLC nº 38/2017 entra na Ordem do Dia da segunda sessão ordinária. O senador Jorge Viana (PT-AC) defende que, durante esta semana, o tema seja apenas debatido pelos parlamentares no Plenário. O encaminhamento e a votação ficariam para o dia 12 de julho.

    “Podemos até concordar de aprovar a urgência, mas o bom senso pede que essa matéria seja votada só na semana que vem. O presidente Eunício Oliveira até agora não assumiu compromisso nenhum. Nós da oposição estamos fazendo um apelo para que ele nos ajude a ter um mínimo de entendimento”, afirmou Viana.

    A resposta ao apelo pode sair após uma reunião de líderes, prevista para as 14h30 desta terça-feira. O líder do Governo e relator da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Romero Jucá (PMDB-RR), até concorda com o adiamento da decisão. Desde que ela não passe da próxima semana, a última antes do recesso parlamentar.

    “Não descarto nada. Mas não há nenhuma intenção de passar um trator em cima da oposição. O presidente Eunício Oliveira está discutindo com as lideranças. A ideia é nesta semana votar a urgência e na próxima semana votar o mérito da matéria”, afirmou Jucá.

    A aposta da oposição para tentar barrar a reforma trabalhista é que Michel Temer perca apoio parlamentar ao longo dos próximos dias. A Câmara analisa um pedido de abertura de inquérito contra o presidente da República pelo crime de corrupção passiva.

    “O governo a cada dia vive uma agonia. Uma semana, dez dias fazem muita diferença no humor do Congresso e no quórum de votação. Semana que vem ninguém sabe qual será o comportamento: quem vai estar com Temer, quem vai estar contra Temer. Só sabemos que não vai estar como está hoje”, afirma Jorge Viana.

    O líder do Governo evita falar sobre números. Mas afirma que o PLC 38/2017 será aprovado no Senado, mesmo com a estratégia da oposição. “É claro que vai haver chicana regimental, vai haver tentativa de postergar. Mas faz parte do jogo. O embate político prevê obstrução e tentativa de falar demais. Vamos superar tudo isso e aprovar uma lei que é boa para o Brasil”, disse Romero Jucá.

    A reforma trabalhista já passou por três comissões do Senado. Dos 52 senadores que votaram durante a tramitação, 31 declararam voto a favor do texto que veio da Câmara. Houve 20 votos contra a proposta e uma abstenção. O Senado tem 81 parlamentares. No plenário, o governo vai defender a votação do parecer da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O relatório aprovado, do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), é pela aprovação da reforma trabalhista.

  • Seminário vai avaliar três anos do Plano Nacional de Educação

    A Câmara dos Deputados promove na quarta-feira (05/07) seminário sobre os três anos do Plano Nacional de Educação (PNE). O ministro da Educação, Mendonça Filho, é um dos convidados para a abertura do evento.

    O PNE estabelece diretrizes, metas e estratégias para a educação brasileira a partir da primeira infância e até a entrada na universidade, por um período de 10 anos. A ideia do seminário é avaliar o que foi feito pelo poder público desde 2014, além de projetar os desafios para os próximos sete anos. As normas estabelecidas pelo plano vão até 2024.

    A Câmara dos Deputados promove na quarta-feira (05/07) seminário sobre os três anos do Plano Nacional de Educação (PNE). O ministro da Educação, Mendonça Filho, é um dos convidados para a abertura do evento.

    O PNE estabelece diretrizes, metas e estratégias para a educação brasileira a partir da primeira infância e até a entrada na universidade, por um período de 10 anos. A ideia do seminário é avaliar o que foi feito pelo poder público desde 2014, além de projetar os desafios para os próximos sete anos. As normas estabelecidas pelo plano vão até 2024.

    Um levantamento do Observatório do PNE, que reúne dezenas de organizações ligadas à educação, apontou que nos primeiros três anos de vigência do Plano, apenas 20% das metas que deveriam ter sido cumpridas no período foram alcançadas.

    O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Implementação do Plano Nacional de Educação, deputado Pedro Uczai (PT-SC), disse que vai aproveitar a presença de autoridades do Ministério da Educação para questionar a emenda do teto de gastos. “Como é possível atingir, universalizar; expandir a creche, educação fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos; dobrar o número de jovens nas universidades, se a emenda constitucional 95 – que foi aprovada no Congresso – limita os gastos por 20 anos, corrigidos só pelo IPCA, para a área da educação? Essa conta não fecha. Queremos saber como é que vamos atingir as metas do PNE sem dinheiro?”

    Ao longo do seminário, serão realizadas três mesas de debates: “O PNE e o Sistema Nacional de Educação”, “Financiamento da Educação, 10% do PIB e a Emenda Constitucional 95” e “PNE e a valorização dos profissionais da educação”.

    O seminário será realizado no auditório Nereu Ramos, a partir das 9 horas.

  • Comissão mista votará destaques para beneficiar mais setores com desoneração

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) nº 774/2017 deverá concluir hoje (04/07) a votação de 15 destaques apresentados ao texto aprovado no último dia 28/06. A medida provisória retomou a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de pagamentos, com exceção de alguns setores da economia.

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) nº 774/2017 deverá concluir hoje (04/07) a votação de 15 destaques apresentados ao texto aprovado no último dia 28/06. A medida provisória retomou a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de pagamentos, com exceção de alguns setores da economia.

    A MP dá fim à principal política tributária do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que substituía a contribuição social sobre a folha de pagamento das empresas por uma contribuição baseada na receita bruta (Lei nº 12.546/2011), reduzindo o tributo. A MP nº 774 estabeleceu desonerações apenas para os setores de transportes, construção civil e comunicação, mas o texto do relator da matéria, senador Airton Sandoval (PMDB-SP), estende o benefício a outros setores.

    Também continuarão a recolher a contribuição social com base na receita bruta as empresas dos segmentos econômicos de tecnologia da informação e comunicação; call centers; projetos de circuitos integrados; couro, calçado, confecção ou vestuário; e empresas estratégicas de defesa.

    Adiamento do prazo

    O parecer já aprovado pela comissão mista adia, de julho deste ano para janeiro de 2018, o prazo final da desoneração. Por acordo firmado entre as lideranças, os destaques ao texto principal beneficiam outros setores com a desoneração da folha. A reunião está marcada para as 14h30, no plenário 2, da ala senador Nilo Coelho.

  • Comissão aprova redução de quóruns de sociedades limitadas previstos no Código Civil

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta que diminui os quóruns necessários para designação de administradores dentro de empresas (sociedades limitadas). Pelo texto, a designação de administradores não sócios depende da aprovação de, no mínimo, 2/3 dos sócios, antes da integralização do capital – o repasse do valor devido pelo sócio para formar o patrimônio da empresa.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta que diminui os quóruns necessários para designação de administradores dentro de empresas (sociedades limitadas). Pelo texto, a designação de administradores não sócios depende da aprovação de, no mínimo, 2/3 dos sócios, antes da integralização do capital – o repasse do valor devido pelo sócio para formar o patrimônio da empresa.

    Atualmente, o Código Civil (Lei nº 10.406/2002) estabelece a aprovação unânime dos sócios. Quando o capital já foi integralizado, a proposta exige a aprovação de titulares com mais da metade do capital social ao em vez de, no mínimo, 2/3 dos sócios, como está no Código Civil.

    O texto aprovado é o substitutivo do deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE) ao Projeto de Lei nº 4498/2016, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT). O texto original exigia um quórum menor que o substitutivo de 2/3 dos sócios antes da integralização e da metade, após.

    Segundo Real, as sociedades limitadas não justificam a instituição de quóruns para tornar suas decisões mais complexas. “A proposta traz alterações que flexibilizam a tomada de decisões pelas sociedades limitadas, reduzindo quóruns que, de maneira injustificada, foram estabelecidos em patamares muito elevados.”

    Destituição

    A proposta também trata da destituição do sócio administrador, que passará a requerer aprovação dos quotistas que correspondam a, no mínimo, mais da metade do capital social. O percentual atual é de titulares com, no mínimo, 2/3 de capital social.

    Segundo Côrte Real, a referência à metade do capital social – como previa o texto original – pode representar um empate. “Nesse caso não haveria porque privilegiar a metade que optou por uma ação em detrimento de outra metade contrária a essa ação.”

    O quórum para modificar o contrato social ou incorporar, fundir, dissolver a sociedade ou cessar a liquidação fica reduzido de 3/4 do capital social para maioria simples (maioria de votos dos sócios presentes à reunião).

    Tramitação

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Câmara aprova acesso à contabilidade da empresa por sócio, sem restrição de prazo

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou projeto de lei que que permite aos sócios de empresas examinar, a qualquer tempo, livros e documentos e o estado do caixa e da carteira da sociedade. A proposta (PL nº 5281/2016) altera o Código Civil (Lei nº 10.406/2002), que hoje permite que a empresa estipule época determinada para esse exame.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou projeto de lei que que permite aos sócios de empresas examinar, a qualquer tempo, livros e documentos e o estado do caixa e da carteira da sociedade. A proposta (PL nº 5281/2016) altera o Código Civil (Lei nº 10.406/2002), que hoje permite que a empresa estipule época determinada para esse exame.

    A proposta é de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) e recebeu parecer favorável do deputado Fábio Sousa (PSDB-GO). Ele explicou que a prática é de que a época própria para que os sócios exerçam o direito de fiscalização seja por ocasião da apresentação do balanço patrimonial anual.

    “No entanto, essa diretriz deve ser alterada, permitindo-se que o sócio possa, a qualquer tempo, examinar os livros e documentos, e o estado da caixa e da carteira da sociedade, tendo em vista a proteção de um bem jurídico maior para a sociedade”, disse.

    Como tramita em caráter conclusivo e já foi aprovada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, a proposta seguirá para análise do Senado, a menos que haja recurso aprovado para que sua tramitação continue pelo Plenário.

  • Lei da Migração é elogiada por especialistas em audiência na CRE

    A Lei da Migração, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em maio deste ano, foi considerada um avanço por especialistas que participaram nesta segunda-feira (03/07) de audiência pública sobre migração e refugiados, promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

    A Lei da Migração, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em maio deste ano, foi considerada um avanço por especialistas que participaram nesta segunda-feira (03/07) de audiência pública sobre migração e refugiados, promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

    “A Lei de Migração é o principal legado humanitário do Congresso Nacional em 2017. A lei menciona sete vezes o princípio da não-discriminação, que é o princípio basilar de todas as nossas falas na noite de hoje”, disse o professor Renato Zerbini, do Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Para o professor, um País como o Brasil, signatário de vários tratados de direitos humanos, não poderia privar pessoas de desfrutar desses direitos. Zerbini disse considerar que o país já havia se destacado com a Lei de Refúgio, de 1997, que serviu como modelo para leis semelhantes nos países do Mercosul.

    O professor André de Carvalho Ramos, da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que o Brasil ganha quando respeita suas origens e o seu passado de fluxos migratórios. De acordo com Ramos, a história ensina que nenhuma nação ganhou ao rechaçar a mobilidade humana. Um critério importante de avaliação da democracia, explicou, é analisar como um país trata os mais vulneráveis.

    “Os países que tentaram nesses últimos 100 anos estabelecer o chamado Estado fortaleza fracassaram. As sociedades se movem, quer os governantes queiram ou não. A história da humanidade é uma história de fluxos e nós não estaríamos onde estamos, em todos os continentes, com a pujança da humanidade, se não fossem esses fluxos”, ressaltou.

    O professor também disse que os países não podem tratar a questão da migração com políticas paliativas que funcionam como um curativo. A seu ver, os países precisam pensar no longo prazo e não devem ter o foco apenas na segurança, esquecendo o lado social. Para ele, a legislatura de 2017 do Congresso Nacional vai ficar marcada, para as gerações futuras, como a que pagou uma grande dívida com os estrangeiros.

    Limites artificiais

    O consultor legislativo Tarciso Dal Maso Jardim explicou que a questão dos muros para conter a imigração é antiga e existe em várias partes do mundo. Para ele, esses limites são artificiais, do ponto de vista das antigas comunidades — como ocorreu na delimitação das fronteiras coloniais africanas, por exemplo — e ignoram a forte integração entre os países que fazem fronteira.

    O consultor lembrou que há muito mais migrantes brasileiros em outros países que estrangeiros no Brasil. Ele também elogiou a iniciativa do Congresso de aprovar a Lei da Migração e disse acreditar que, ao contrário do que dizem os críticos da medida, a lei é bem elaborada e traz várias inovações, sem deixar de lado a questão da segurança.

    “O gerenciamento não é o muro, o gerenciamento é a ponte, onde as pessoas conversam. Eu louvo a iniciativa que ocorreu no Brasil buscando um outro caminho para a questão migratória que desembocou na Lei da Migração. Nós buscamos, finalmente, uma solução brasileira para a questão, apesar de uma influência midiática importando problemas alheios.”

    Crise de percepção

    O oficial da Unidade de Proteção no Brasil da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur), Gabriel Gualano de Godoy, explicou que a crise de refugiados no Brasil é uma crise, na verdade, de percepção. Outros países do mundo, explicou, enfrentam fluxos muito maiores, especialmente países vizinhos a áreas de conflito. Outro ponto que precisa ser esclarecido, de acordo com Godoy, é o mito de que refugiados procuram países ricos para refazer suas vidas: 84% deles pedem proteção a países em desenvolvimento.

    Esses refugiados, explicou, não significam um peso para o país de destino, mas uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento. Como exemplo, citou refugiados sírios que ajudam o país a exportar carne, trabalhando como tradutores em negociações ou orientando as fazendas interessadas em seguir a tradição Halal, que determina se uma comida ou bebida está de acordo com as regras do Alcorão. O oficial da Acnur fez recomendações que, na sua opinião, devceriam ser adotadas pelo Brasil.

    Entre elas está a atenção do governo ao pedido de incremento feito pelo Ministério da Justiça para o Comitê Nacional para Refugiados. Ao Congresso, ele pediu a ratificação da adesão do Brasil à Convenção da ONU dos direitos dos trabalhadores migrantes e seus familiares, de 1990. A mensagem de aprovação da convenção já foi enviada pelo Executivo e aguarda a aprovação do Legislativo.

    Meio ambiente

    Ao final da audiência, o presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTC-AL), anunciou para o dia 7 de agosto o próximo painel do ciclo de debates. O tema será “Meio ambiente e relações internacionais: o Brasil como ator global”.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 121/2017

    DESTAQUES:

    Autorizado e divulgado o cronograma do pagamento dos rendimentos do Pis-Pasep, exercício 2017/2018

    Divulgada a Consulta Pública para o Relatório “Princípios para Reorganização do Setor Elétrico Brasileiro”

    Sancionada lei do Município do Rio de Janeiro alterando normas sobre o comércio ambulante

    DESTAQUES:

    Autorizado e divulgado o cronograma do pagamento dos rendimentos do Pis-Pasep, exercício 2017/2018

    Divulgada a Consulta Pública para o Relatório “Princípios para Reorganização do Setor Elétrico Brasileiro”

    Sancionada lei do Município do Rio de Janeiro alterando normas sobre o comércio ambulante