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  • Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) – junho 2017

    Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, com informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento. A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010.

    Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, com informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento. A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 118/2017

    DESTAQUES:

    Estabelece sobre o parcelamento dos débitos devidos pelo microempreendedor individual com a Receita Federal, apurados pelo Simples Nacional

    Arquivado o processo de pedido de Registro Sindical do Sindicato do Comércio Varejista de Valença

    DESTAQUES:

    Estabelece sobre o parcelamento dos débitos devidos pelo microempreendedor individual com a Receita Federal, apurados pelo Simples Nacional

    Arquivado o processo de pedido de Registro Sindical do Sindicato do Comércio Varejista de Valença

  • CNC divulga amanhã resultados de JUNHO da Peic

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga amanhã, 29 de junho, quinta-feira, os resultados de JUNHO da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A partir das 10 horas, a economista da CNC Marianne Hanson estará disponível para atender os jornalistas, e análises e gráficos serão enviados por e-mail. A pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

    Sobre a Peic

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga amanhã, 29 de junho, quinta-feira, os resultados de JUNHO da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A partir das 10 horas, a economista da CNC Marianne Hanson estará disponível para atender os jornalistas, e análises e gráficos serão enviados por e-mail. A pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

    Sobre a Peic

    A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores. Das informações obtidas, são apurados importantes indicadores: percentual de consumidores endividados, percentual de consumidores com contas em atraso, percentual de consumidores que não terão condições de pagar suas dívidas, tempo de endividamento e nível de comprometimento da renda.

     

     

     

  • CCJ recebeu dois votos em separado contra a reforma trabalhista e um a favor

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) recebeu nesta terça-feira (27/06) mais três votos em separado (relatórios alternativos) ao projeto da reforma trabalhista (PLC 38/2017). Dois deles, das senadoras Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), defendem a rejeição completa do projeto. O terceiro, do senador Lasier Martins (PSD-RS), é favorável, porém remove dispositivos do texto.

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) recebeu nesta terça-feira (27/06) mais três votos em separado (relatórios alternativos) ao projeto da reforma trabalhista (PLC 38/2017). Dois deles, das senadoras Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), defendem a rejeição completa do projeto. O terceiro, do senador Lasier Martins (PSD-RS), é favorável, porém remove dispositivos do texto.

    A CCJ deve votar a reforma trabalhista nesta quarta-feira (28). Durante a sessão serão lidos os votos em separado, que já totalizam cinco – além dos três apresentados nesta terça , já estão na comissão os votos dos senadores Eduardo Braga (PMDB-AM) e Paulo Paim (PT-RS), ambos contrários à proposta.

    Todos os votos em separado serão lidos na sessão desta quarta-feira antes da votação da reforma trabalhista na CCJ. Após receber o parecer da comissão, ela seguirá para o Plenário do Senado. O relatório oficial, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), recomenda a aprovação integral do projeto, sem alterações.

    Inconstitucional

    Lídice da Mata e Vanessa Grazziotin alegam que o PLC nº 38 é inconstitucional porque vulnerabiliza as relações de trabalho e põe sob ameaça direitos consolidados. Lídice afirma que a reforma introduz “um cardápio de contratos precários”. Para Vanessa, o projeto “atende unicamente aos interesses dos maus empregadores”.

    As senadoras consideram que a reforma retira dos trabalhadores direitos como a remuneração do tempo de deslocamento para o trabalho, a gratificação por tempo de função, a garantia de acesso gratuito à Justiça do Trabalho e a proteção sindical diante da rescisão contratual.

    Além disso, Lídice e Vanessa apontam a possível fragilização das estruturas sindicais, através do fim da contribuição obrigatória dos trabalhadores aos sindicatos e da sobreposição dos acordos individuais à negociação coletiva.

    Mudanças

    Lasier Martins afirma, em seu voto em separado, ser favorável à aprovação da reforma trabalhista, mas sugeriu emendas ao texto para remover pontos polêmicos. Segundo ele, são críticas que “se tornaram consenso entre a maioria dos parlamentares”.

    O senador propõe a retirada do projeto o trabalho intermitente (contrato por hora) e a jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. Ele também rejeita a flexibilização das regras que restringem a atividade de mulheres grávidas em condições insalubres e a previsão de que negociações coletivas possam se sobrepor à lei trabalhista. Por fim, Lasier propõe que a contribuição sindical obrigatória seja extinta num prazo de quatro anos, em vez de imediatamente.

  • Líderes divergem sobre calendário de votação da reforma trabalhista

    O líder da bancada do PMDB, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu que a votação da reforma trabalhista seja adiada para a próxima semana. Renan pediu “bom senso” sobre o assunto, ao falar ao Plenário durante a ordem do dia desta terça-feira (27). O projeto da reforma (PLC nº 38/2017) está na pauta da reunião desta quarta-feira (28/06) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    O líder da bancada do PMDB, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu que a votação da reforma trabalhista seja adiada para a próxima semana. Renan pediu “bom senso” sobre o assunto, ao falar ao Plenário durante a ordem do dia desta terça-feira (27). O projeto da reforma (PLC nº 38/2017) está na pauta da reunião desta quarta-feira (28/06) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    Segundo Renan, o governo não pode obrigar o Senado a votar “da noite para o dia” a reforma trabalhista. Ele admitiu a necessidade das reformas, mas ponderou que o momento político é conturbado. O senador ainda lamentou o conteúdo da proposta, apontando que a reforma retira direitos do trabalhador, e fez críticas à condução política e econômica do presidente da República, Michel Temer.

    “Precisamos de uma reforma trabalhista que atualize a legislação e de uma reforma das aposentadorias que viabilize a Previdência Social para a próxima geração”, afirmou Renan, que ainda pediu uma reunião de líderes para esta quarta. Para o senador, o acordo para o calendário de votação não deve ser usado para “revogar direitos do trabalhador”.

    Ele disse que, se necessário, poderá alterar a composição da CCJ. Na visão de Renan, o PMDB não pode seguir sustentando um governo “que não tem credibilidade nenhuma”. Ele chegou a manifestar apoio à sugestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – que propôs a renúncia de Temer e a antecipação das eleições diretas.

    “O governo que está aí não tem condições de propor reformas para o País. O erro de Temer foi achar que poderia governar o Brasil influenciado por um presidiário de Curitiba”, declarou Renan, em referência ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

    O senador Humberto Costa (PT-PE) manifestou apoio ao pedido de Renan e pediu que as votações da reforma sejam realizadas depois “de superada essa grave crise política”. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também pediu bom senso diante do momento político, pois Temer “não tem legitimidade para propor reformas” e usa o cargo de presidente “como um habeas corpus”.

    O líder do PT, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que votar o projeto sem um debate profundo é “apequenar o papel do Senado”. Já Magno Malta (PR-ES) pediu ao líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), relator da matéria na CCJ , que garanta a edição de uma medida provisória (MP) com os ajustes acordados na reforma trabalhista.

    Acordo

    Em resposta aos questionamentos, Jucá disse que o governo se comprometeu a fazer os ajustes, seja por veto ou por meio de uma MP. De acordo com Jucá, o acordo precisa ser cumprido, pois o relator do projeto da reforma trabalhista nas Comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), fez um “excelente trabalho”.

    O líder do governo discordou da posição de Renan Calheiros e disse não apoiar mudanças no projeto na CCJ. Na visão de Jucá, a matéria não é mais do Executivo, pois “agora é do Senado”. O senador negou que a proposta tire direitos do trabalhador e afirmou que, na verdade, a reforma vai gerar empregos. “Temos um acordo. Vamos votar amanhã [quarta-feira, 28, na CCJ]. A partir daí, é com o presidente Eunício”, disse Jucá.

    Ricardo Ferraço entende que a votação não deve ser adiada. Para o senador, a reforma é de grande interesse do País e representa a modernização das leis trabalhistas. Ele lembrou que há um calendário de votação pactuado, mas admitiu que a posição do governo “é insustentável”.

    O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) também defendeu a manutenção do cronograma de votação, ao apontar que é “justo cumprir o que foi acordado”. O líder do PSDB, Paulo Bauer (PSDB-SC), manifestou apoio ao governo e disse que as reformas precisam avançar. Para Bauer, a reforma trabalhista significa a preservação dos direitos do trabalhador e a valorização do trabalho.

    “Não podemos esperar. Estamos votando para gerar mais empregos no país. Os votos do PSDB estarão lá para confirmar a reforma”, declarou Bauer.

  • Comissão analisa relatório de MP que acaba com desoneração da folha de pagamento

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória nº 774/2017 reúne-se hoje (28/06) para discutir o relatório sobre a matéria. A MP estabelece o fim das desonerações sobre a folha de pagamentos das empresas. A reunião tem início às 14h30, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.

    Adiamento

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória nº 774/2017 reúne-se hoje (28/06) para discutir o relatório sobre a matéria. A MP estabelece o fim das desonerações sobre a folha de pagamentos das empresas. A reunião tem início às 14h30, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.

    Adiamento

    O relator da medida, senador Airton Sandoval (PMDB-SP), propôs adiar o fim das desonerações de contribuições previdenciárias, de julho de 2017 como previsto no texto original, para janeiro de 2018. A medida provisória restabelece a tributação original para cerca de 70 setores da economia, abrangendo empresas de comércio e indústria e algumas da área de serviços.

    Em 2011, a Lei nº 12.546/2011 alterou a forma de recolhimento da contribuição previdenciária dessas empresas. O cálculo deixou de ser feito com base na folha de pagamento e passou a se basear na receita bruta, reduzindo o tributo.

    A MP retorna o sistema original de cobrança a partir de primeiro de julho deste ano. O relator alterou o texto original para reonerar as empresas a partir de janeiro de 2018. Airton Sandoval justifica que a mudança de cálculo no meio do exercício financeiro complicaria o pagamento do tributo por parte das empresas. A medida também revoga, por perda de finalidade, a alíquota adicional de 1% da Cofins-Importação, prevista na Lei nº 10.865/2004.

    Na semana passada, foi concedida aos integrantes da comissão vista coletiva (tempo para análise) do relatório da MP. A comissão mista é presidida pelo deputado Pedro Vilela (PSDB-AL). O relator-revisor da MP é o deputado Renato Molling (PP-RS).

  • Ministro do Planejamento diz que situação fiscal do País é gravíssima

    O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou nesta terça-feira (27/06) que a situação fiscal do País continua “gravíssima” e é preciso manter a meta de resultado primário de deficit público de R$ 131 bilhões. “Teremos completado ao longo dos próximos anos um período de seis anos de deficit em níveis relevantes, cerca de 2% anuais”, disse Oliveira ao citar o início da recessão técnica em 2015.

    Segundo o ministro, a situação fiscal não é normal e é impossível de ser sustentada no longo período. “Não é um cenário adequado de gestão do País. Precisamos gerar superavits.”

    O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou nesta terça-feira (27/06) que a situação fiscal do País continua “gravíssima” e é preciso manter a meta de resultado primário de deficit público de R$ 131 bilhões. “Teremos completado ao longo dos próximos anos um período de seis anos de deficit em níveis relevantes, cerca de 2% anuais”, disse Oliveira ao citar o início da recessão técnica em 2015.

    Segundo o ministro, a situação fiscal não é normal e é impossível de ser sustentada no longo período. “Não é um cenário adequado de gestão do País. Precisamos gerar superavits.”

    LDO

    Oliveira falou aos membros da Comissão Mista de Orçamento (CMO) sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 (PLN nº 1/2017). O texto prevê um superavit das contas do chamado setor público consolidado (governo central, mais estatais e estados e municípios) apenas em 2020, de R$ 23,2 bilhões (0,3% do PIB). Até lá, estão previstos deficits de R$ 131 bilhões para 2018 e de R$ 64 bilhões para 2019.

    Previdência

    Oliveira voltou a defender a necessidade de aprovação da reforma da Previdência (PEC nº 287/2016) para reduzir o percentual dos gastos públicos para a área, atualmente em 57%. “A cada ano, a nossa despesa previdenciária foi aumentando continuamente e, este ano, teremos uma despesa de R$ 730 bilhões”, disse.

    Segundo Dyogo de Oliveira, o deficit da área deve quadruplicar em quatro anos (2014-2018). “É uma despesa descontrolada com participação crescente. Está abocanhando outras áreas do orçamento”, afirmou, ao comentar sobre aplicação de recursos para educação. Para o ministro, o Congresso não deve ficar paralisado e deixar de votar a reforma por causa da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da República, Michel Temer.

    Contradição

    O deputado Bohn Gass (PT-RS), disse que a apresentação do ministro é contraditória. “O governo gera uma expectativa que a economia está se recuperando, mas ela não está se recuperando, não”, afirmou. Segundo ele, os dados estatísticos usados pelo governo estão errados. Para Bohn Gass, o governo trabalha com um orçamento irreal ao contar com a aprovação de reformas como a da Previdência, que estaria comprometida por causa da crise política.

    Segundo Dyogo de Oliveira, a expansão de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2017 é um dos resultados que mostram uma melhora na economia.

    Teto de gastos

    Esta é a primeira vez que a LDO será analisada com a nova regra constitucional do Teto de Gastos Públicos por 20 anos (Emenda Constitucional 95). Pela regra, os gastos federais só poderão aumentar de acordo com a inflação acumulada no ano anterior.

    Para o presidente da comissão, senador Dário Berger (PMDB-SC), esse será o grande desafio ao buscar o equilíbrio entre despesas e receitas para conter o deficit fiscal e cumprir a regra do teto de gastos. A emenda instituiu o Novo Regime Fiscal, que limita o crescimento da despesa primária da União à taxa de inflação.

  • Juristas consideram reforma trabalhista inconstitucional

    Juristas e senadores contrários à reforma trabalhista (PLC nº 38/2017) participaram nesta terça-feira (27/06) da primeira audiência que discute a constitucionalidade e mérito da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para um dos participantes, o procurador do trabalho Ronaldo Fleury, o texto da reforma torna o trabalhador uma espécie de “ser humano de segunda classe”, devido à retirada de uma série de direitos hoje previstos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    Juristas e senadores contrários à reforma trabalhista (PLC nº 38/2017) participaram nesta terça-feira (27/06) da primeira audiência que discute a constitucionalidade e mérito da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para um dos participantes, o procurador do trabalho Ronaldo Fleury, o texto da reforma torna o trabalhador uma espécie de “ser humano de segunda classe”, devido à retirada de uma série de direitos hoje previstos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    Um dos pontos mais criticados por Fleury e outros participantes é o artigo que condiciona as indenizações fruto de ações na Justiça ao salário percebido pelo trabalhador. Para Fleury, dispositivos com esta filosofia inclusive já tem posicionamento pela inconstitucionalidade por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), quando vedou mecanismos de “tarifação da vida” ao julgar a Lei de Imprensa.

    Estudioso do Direito Comparado, o procurador disse não existir hoje no planeta nada semelhante a este mecanismo em termos de legislação, sendo este um dos pontos de “grande retrocesso” existente na proposta.

    “Só encontrei algo semelhante no Código de Hamurabi, que remete a quase 2.000 anos antes de Cristo, que estabelecia penas de acordo com a classe social da vítima”, informou, acrescentando ainda que pelo texto o valor das indenizações difere se a vítima de um empreendimento for um “transeunte em uma rua” ou um trabalhador da própria empresa, neste caso em prejuízo do trabalhador.

    A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) também pediu que os senadores reflitam bastante antes de referendar um texto como este, chamando a atenção para o que ele pode resultar em termos de aumento de casos de assédio sexual e moral em ambientes de trabalho por todo o País.

    Trabalho intermitente

    Outro ponto muito criticado durante a audiência é a legalização do chamado “trabalho intermitente”, em que o trabalhador presta seus serviços ao contratante mediante um chamado por antecedência de ao menos três dias, acertando vencimentos, dias e horários de trabalho. Segundo Fleury, o projeto, como está, poderá resultar em nenhum pagamento ao trabalhador, ao condicioná-lo à necessidade do serviço efetivar-se ou não nos termos previamente contratados.

    Ele informou que a primeira empresa a contratar trabalhadores no Brasil com base na jornada intermitente foi o McDonalds, o que depois caiu judicialmente, e agora essa companhia busca por meio da reforma trabalhista legalizar esta forma de contratação.

    O procurador informou ainda que diversos países que adotaram o trabalho intermitente estão hoje revogando o dispositivo, e que o Brasil estaria ao aprová-lo indo “na contramão do planeta”. “Em todos os países nórdicos da Europa, na Itália e na Nova Zelândia a jornada intermitente já foi vedada. Na Austrália a vedação também já está próxima de ser aprovada, além de na Inglaterra no recente processo eleitoral todos os partidos terem defendido a sua suspensão”, disse Fleury, informando que também em Nova York (EUA) o prefeito Bill de Blasio analisa proibi-la.

    O senador Lasier Martins (PSD-RS) informou que pretende apresentar um voto em separado na CCJ, questionando especialmente a jornada intermitente. Para ele, tal mecanismo não traz nenhuma vantagem ao trabalhador e o joga numa constante incerteza, tornando impossível prever quanto receberá ao final do mês.

    Legalização do bico

    Outros pontos da reforma, que altera 117 artigos da CLT, também foram criticados por outros participantes da audiência.

    Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, a reforma não criará novos postos de trabalho, mas precarizará a vida de dezenas de milhões de funcionários hoje cobertos pela atual legislação.

    Participando da audiência também em nome de todas as outras centrais, Freitas garante que elas estão dispostas a negociar uma nova reforma em uma ampla mesa de negociações, incluindo os empresários, governo e parlamento. Mas reafirmou a oposição ao atual projeto, frisando que seu texto não foi negociado.

    Para estas entidades, a reforma resultará em ainda mais insegurança jurídica e prejudicará a economia, ao dificultar o acesso à renda por parte da classe trabalhadora. O ponto visto como o mais prejudicial é o que estabelece que os acordos individuais ou coletivos prevalecerão sobre a lei, pois no entender dos sindicatos, no Brasil não existe uma livre negociação de fato entre patrões e empregados. Prevalecerá sempre a vontade do empregador, ainda mais num cenário de desemprego e crise como o atual.

    Também foram citadas por Freitas e Fleury pesquisas realizadas no âmbito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que a maioria dos empresários consultados acreditam que a reforma não deverá criar empregos de forma significativa, estando este fenômeno mais ligado à retomada do crescimento econômico.

    Outras inconstitucionalidades

    Para a ministra Delaide Alves, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Constituição só prevê a prevalência do negociado sobre o legislado em caso de aumento de direitos, e não de subtração como em sua opinião caminha a reforma proposta. Ela lembrou que o País passou, entre 2005 e 2014, por um período de enorme geração de empregos sem modificar a CLT.

    Outros pontos do projeto também foram avaliados como “flagrantemente inconstitucionais” por Alves e os demais convidados da audiência pública, como a possibilidade de grávidas trabalharem em condições insalubres; a criação da figura do “autônomo exclusivo”, que prestará serviços a apenas um empregador; a possibilidade do recorrente arcar com custos da perícia; a terceirização geral no serviço público, abrindo espaço segundo os debatedores para nepotismo e favoritismo em detrimento do concurso público; a retirada de abonos e outros benefícios da condição de salário; restrições ao acesso à Justiça trabalhista e a pejotização indiscriminada, que no entender deles levará na prática ao fim de direitos como o 13º salário, férias, FGTS e outros.

    As senadoras Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) e Regina Sousa (PT-PI), alertam ainda para o fato de que a reforma provocará uma forte queda de receitas e quebrará a Previdência Social, ao generalizar a precarização do trabalho, diminuindo os repasses ao sistema.

  • Comissão mista da MP do novo Refis discute plano de trabalho nesta quarta-feira

    Os deputados e senadores da comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) nº 783/2017 reúnem-se nesta quarta-feira (28/06) para discutir o plano de trabalho do colegiado.

    A MP institui o Programa Especial de Regularização Tributária (PERT) uma espécie de novo Refis federal, com abatimento de dívidas com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A MP nº 783/2017 foi editada porque a MP nº 766/2017 perdeu a vigência sem ter sido aprovada pelo Congresso Nacional

    Os deputados e senadores da comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) nº 783/2017 reúnem-se nesta quarta-feira (28/06) para discutir o plano de trabalho do colegiado.

    A MP institui o Programa Especial de Regularização Tributária (PERT) uma espécie de novo Refis federal, com abatimento de dívidas com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A MP nº 783/2017 foi editada porque a MP nº 766/2017 perdeu a vigência sem ter sido aprovada pelo Congresso Nacional

    A reunião ocorrerá no plenário 9, da ala senador Alexandre Costa, do Senado, a partir das 14h30.

     

  • Carta Mensal 745

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional, que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do País.

     

    Para solicitar outras edições, clique aqui.

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