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  • Boletim Informativo Diário (BID) 116/2017

    DESTAQUES:

    Designados representantes dos Contribuintes (CNC) para o CARF

    Designado representante suplente das Confederações Representativas de Categorias Econômicas de Nível Nacional no Comitê de Acompanhamento, Avaliação e Seleção de Conselheiros (CNC) do CARF

    Republicada norma disponibilizando ambiente de produção restrita do projeto eSocial para as empresas

    Designado representante da CNC para integrar o Conselho Curador do Fundo de Desenvolvimento Social – CCFDS

    DESTAQUES:

    Designados representantes dos Contribuintes (CNC) para o CARF

    Designado representante suplente das Confederações Representativas de Categorias Econômicas de Nível Nacional no Comitê de Acompanhamento, Avaliação e Seleção de Conselheiros (CNC) do CARF

    Republicada norma disponibilizando ambiente de produção restrita do projeto eSocial para as empresas

    Designado representante da CNC para integrar o Conselho Curador do Fundo de Desenvolvimento Social – CCFDS

    Alterada norma que designa membros para a Câmara Temática de Educação para o Trânsito, Formação e Habilitação de Condutores do CONTRAN

    Alterada norma que designa membros para a Câmara Temática de Assuntos Veiculares do CONTRAN

    Contran proíbe a instalação e a utilização do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) como combustível nos veículos automotores

    Criada a Câmara Técnica (CT) da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de Trabalho (CIRHRT/CNS)

    Determinada a prorrogação dos mandatos dos conselheiros do Conselho de Recursos do Seguro Social – CRSS

    Deferido o Registro de Alteração Estatutária ao Sindicato do Comércio Varejista de Concórdia

    Deferido o registro de Alteração Estatutária ao Sindicato do Comércio Varejista de Adamantina e Região

    Deferido o registro de Alteração Estatutária ao Sindicato das Empresas de Promoção, Organização, Produção e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do Distrito Federal

    Arquivado o pedido de Registro Sindical do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Vidros e Cristais Planos no Estado de Minas Gerais

  • Sumário Econômico 1491

    Destaque da edição:

    Confiança do comércio fica estável em junho com piora das expectativas

    Destaque da edição:

    Confiança do comércio fica estável em junho com piora das expectativas

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou estabilidade (+0,0%) na passagem de maio para junho, atingindo 102,0 pontos. O resultado foi influenciado por aumento no índice de avaliação das condições correntes (+1,1%) e por quedas no índice de expectativas de curto prazo (-2,8%) e no índice de intenções de investimento (-0,9%). Em todas as regiões, apurou-se redução da confiança dos comerciantes em junho, exceto na região Centro-Oeste, onde a confiança cresceu (+1,3%). O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) do Icec alcançou 71,6 pontos em junho, aumento de +1,1% na série com ajustes sazonais. Na comparação anual, o Icaec teve mais uma importante variação positiva (+75,5%), porém o índice ainda se encontra na zona negativa, abaixo dos 100 pontos.

    CNC projeta alta de 1,4% nas vendas em 2017

    Mais próximo da recuperação do volume de vendas, a manutenção da inflação dos alimentos em níveis reduzidos nos próximos meses será fundamental para o varejo virar o jogo contra a crise. O volume de vendas no comércio varejista brasileiro vem dando sinais de recuperação no curto prazo. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de abril, divulgada hoje (13/06) pelo IBGE, o faturamento real dos dez segmentos que compõem o comércio varejista no conceito ampliado apresentou crescimento médio de 1,5% na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. Essa foi a quinta alta registrada nos últimos seis meses, e o segundo melhor resultado do varejo desde abril de 2016 – em janeiro, o varejo no conceito ampliado apurou variação de +3,0%. Destacaram-se positivamente nessa base comparativa os ramos de vestuário e acessórios (+3,5%) e de equipamentos de informática e comunicação, cuja variação mensal observada em abril (+10,2%) foi a maior desde novembro de 2015 (+16,0%).

    Marketplace e a nova regulação

    Uma nova regulação do Banco Central, que atinge todas as empresas que recebem do cliente por cartão de crédito e repassam fluxos de pagamento a terceiros, vai impactar diretamente as “marketplaces”. Estas são lojas on-line que negociam serviços e produtos de outras lojas e recebem comissão por isso, por exemplo: iFood, Peixe Urbano, Mercado Livre e B2W. Atualmente, as transações se dão por meio de uma série de TEDs e DOCs, entretanto no novo sistema as transações serão liquidadas diariamente pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), que já liquida boa parte da movimentação financeira do País. Os únicos participantes que ainda permanecem fora dessa liquidação centralizada são os chamados subadquirentes, como PayPal, Moip e MercadoPago, e as marketplaces. Em teoria, esse tipo de liquidação pode até reduzir os custos de transação das empresas, mas sua implementação é complicada e impõe custos, pois, para ser homologada pela CIP e ter acesso à liquidação centralizada, cada empresa terá que ser capaz de compartilhar seus dados na mesma linguagem de programação usada pela CIP.

    Seminário CNI

    Na quarta-feira, dia 7 do corrente mês, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou em Brasília a quarta versão do seminário Pense nas Pequenas Primeiro. Com apoio do governo federal através do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, a CNI conseguiu reunir bom público para ouvir os debates sobre diversos temas afeitos ao segmento das micro e pequenas empresas (MPEs). Assim como a CNI e a CNC, outras entidades integrantes do Fórum Permanente das MPEs enviaram representantes, como o Sebrae e a Conampe, por exemplo. Dessa vez sem trazer palestrantes estrangeiros para colher experiências de outros países, o foco do 4º Pense nas Pequenas Primeiro ficou centrado no desafio ao crescimento dessas empresas, no fornecimento do crédito, na

    produtividade e na Indústria 4.0, e na reforma trabalhista, que poderá desengessar investimentos e gerar empregos. Um dos pontos altos do evento foi a formalização do convênio entre a CNI e a instituição bancária Caixa Econômica Federal. Com o convênio, a grande rede do sistema da indústria, formada por federações, sindicatos e empresas, deverá receber tratamento diferenciado por parte desse banco quanto à cobrança de tarifas, taxas e relacionamento dos empresários com os gerentes, em especial com relação a linhas de crédito e financiamento.

  • Comissão de Constituição e Justiça deve votar reforma trabalhista na quarta-feira

    A proposta de reforma trabalhista, contida no Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 38/2017, será submetida a mais uma votação no Senado. Agora é a vez de os integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) opinarem. A reunião está marcada para 10h de quarta-feira (28/06). Um dia antes, haverá duas audiências públicas, pela manhã e à tarde.

    A proposta de reforma trabalhista, contida no Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 38/2017, será submetida a mais uma votação no Senado. Agora é a vez de os integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) opinarem. A reunião está marcada para 10h de quarta-feira (28/06). Um dia antes, haverá duas audiências públicas, pela manhã e à tarde.

    Conforme ficou acertado com o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), os oposicionistas prometeram não fazer manobras para atrasar a votação ou obstruir os trabalhos. Ainda assim, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da proposta nas comissões de Assuntos Sociais e Assuntos Econômicos, já avisou que a votação vai ocorrer, mesmo que a reunião entre pela madrugada.

    “Acredito [que entre pela madrugada] até pelo debate que vamos fazer. É natural, é do processo democrático que todos expressem suas convicções e divergências. Mas vamos esgotar esse tema na Comissão de Justiça na quarta-feira — afirmou Ferraço em entrevista à Rádio Senado.

    Oposição

    Animados pela recente vitória na Comissão de Assuntos Sociais, quando derrubaram o relatório de Ferraço, os oposicionistas acreditam que poderão virar o jogo também na CCJ ou, posteriormente, no Plenário. O senador Paulo Paim (PT-RS) já está elaborando seu voto em separado, com a ajuda de entidades representativas de especialistas, advogados e juízes, advertindo que se trata de um projeto que fere a Constituição.

    “Na CAS, ganhamos por um voto. O voto da consciência, da humanização e da esperança. Semana que vem é na CCJ. Antes, vamos ouvir juristas, empresários e sindicalistas. Quero ver um só que tenha coragem de defender esse projeto como está aqui”, afirmou Paim na sexta-feira (23).

    Até agora, oficialmente, a CCJ recebeu apenas um voto em separado. É de Eduardo Braga (PMDB-AM), que opina pela rejeição. O senador aponta itens do projeto que vão contra os direitos do trabalhador, na opinião dele, e por isso afirma que a proposta não merece a chancela do parlamento. Braga é mais um peemedebista a se manifestar contra a reforma, a exemplo de Renan Calheiros (AL), Roberto Requião (PR) e Hélio José (DF). Também em entrevista à Rádio Senado, o senador Hélio José (PMDB-DF) afirmou que se o relatório de Jucá continuar semelhante ao apresentado na CAS, ele novamente votará contra.

    Pesquisa

    Tema de grande interesse nacional, a reforma trabalhista tem sido avaliada pela população na consulta pública aberta no e-Cidadania, na página do Senado na internet. Até a manhã desta sexta-feira, 129,5 mil pessoas se manifestaram contra a proposta. Apenas 5,7 mil participantes registraram voto a favor.

    Segundo Paim, essa rejeição é óbvia e reflete a perversidade da proposição: “É a desumanização da ação política. O homem se transforma num opressor. O país passa a ser uma grande senzala, desta vez não só de negros, mas com brancos, idosos, mulheres, trabalhadores do campo e da cidade. Não podemos aceitar. Isso não é um processo natural do mundo do trabalho. Não é natural. É desumano.”

  • Confiança das famílias aumenta 12,3% na comparação anual

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 77,1 pontos em junho de 2017, em uma escala de 0 a 200. O aumento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado é a quarta variação positiva consecutiva. Na comparação com maio, o indicador apresentou queda de 0,7%.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 77,1 pontos em junho de 2017, em uma escala de 0 a 200. O aumento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado é a quarta variação positiva consecutiva. Na comparação com maio, o indicador apresentou queda de 0,7%.

     “A confiança, que segue em trajetória positiva em relação ao mesmo período do ano passado, vem sendo conduzida pela melhora das expectativas. O início de recuperação das condições econômicas, como desaceleração da inflação, queda dos juros e liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, pode levar a uma alta mais consistente das variáveis que medem a situação corrente dos consumidores ao longo dos próximos meses”, aponta Bruno Fernandes, economista da CNC.

     Emprego acima da zona de indiferença

    Ainda que acima da zona de indiferença (100 pontos), com 107,2 pontos, o componente Emprego Atual teve queda de 1,2% em relação a maio. Na comparação anual, no entanto, teve elevação de 7,9%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,2%, ante 31,8% em maio.

    A preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho aparece no componente Perspectiva Profissional. Com 96,6 pontos, o subitem apresentou queda de 2,3% na comparação mensal. Em relação a junho do ano passado, teve aumento de 3,9%.

    “Apesar da elevação dos indicadores relacionados ao emprego e renda na comparação anual, as variações mensais apresentaram recuo em junho. Isso mostra a fragilidade da confiança das famílias, visto o atual cenário em relação ao mercado de trabalho, com manutenção de uma taxa elevada de desemprego e baixo crescimento da renda”, comenta Bruno Fernandes, economista da CNC.

    Consumo em alta

    O componente Nível de Consumo Atual apresentou a terceira variação anual positiva consecutiva, com 23,2%, e aumento de 2,8% ante abril. Mesmo assim, a maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo menor do que o do ano passado (59,3%, ante 60,2% em maio). O item Perspectiva de Consumo registrou aumento de 0,6% em relação a maio e de 30,8% ante o mesmo período de 2016, a décima variação anual positiva desde agosto de 2014.

    Refletindo a tendência positiva no consumo, Momento para Duráveis apresentou elevação de 0,2% na comparação mensal. Em relação a 2016, o componente mostrou aumento de 23,2%, o sétimo consecutivo. O item Acesso ao Crédito, com 69,4 pontos, apresentou queda de 0,9% na comparação mensal, mas teve aumento de 8,7% em relação a junho de 2016.

    Para o ano de 2017, a CNC revisou a sua previsão anterior de crescimento das vendas no varejo ampliado (de +1,2% para +1,4% em relação a 2016). Apesar da alta, perspectivas mais favoráveis no que diz respeito à velocidade de queda dos juros e impactos positivos que essa medida provocaria sobre o mercado de trabalho ainda são necessárias para que o setor retome um ritmo de crescimento mais intenso nos próximos meses.

     Acesse a análise completa, os gráficos e a série histórica da ICF.

    O economista Bruno Fernandes está disponível para atender os jornalistas no telefone (21) 3804-9471.

     

     

     

  • Comissão analisa relatório de MP que acaba com desoneração da folha de pagamento

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória nº 774/2017 reúne-se na quarta-feira (28) para discutir o relatório sobre a matéria. A MP estabelece o fim das desonerações sobre a folha de pagamentos das empresas. A reunião tem início às 14h30, no plenário 6 da ala Senador Nilo Coelho, anexo 2 do Senado Federal.

    Adiamento

    A comissão mista que analisa a Medida Provisória nº 774/2017 reúne-se na quarta-feira (28) para discutir o relatório sobre a matéria. A MP estabelece o fim das desonerações sobre a folha de pagamentos das empresas. A reunião tem início às 14h30, no plenário 6 da ala Senador Nilo Coelho, anexo 2 do Senado Federal.

    Adiamento

    O relator da medida, senador Airton Sandoval (PMDB-SP), propôs adiar o fim das desonerações de contribuições previdenciárias, de julho de 2017 como previsto no texto original, para janeiro de 2018. A medida provisória restabelece a tributação original para cerca de 70 setores da economia, abrangendo empresas de comércio e indústria e algumas da área de serviços.

    Em 2011, a Lei nº 12.546/2011 alterou a forma de recolhimento da contribuição previdenciária dessas empresas. O cálculo deixou de ser feito com base na folha de pagamento e passou a se basear na receita bruta, reduzindo o tributo.

    A MP retorna o sistema original de cobrança a partir de primeiro de julho deste ano. O relator alterou o texto original para reonerar as empresas a partir de janeiro de 2018. Airton Sandoval justifica que a mudança de cálculo no meio do exercício financeiro complicaria o pagamento do tributo por parte das empresas.

    A medida também revoga, por perda de finalidade, a alíquota adicional de 1% da Cofins-Importação, prevista na Lei nº 10.865/04. Na semana passada, foi concedida aos integrantes da comissão vista coletiva (tempo para análise) do relatório da MP. A comissão mista é presidida pelo deputado Pedro Vilela (PSDB-AL). O relator-revisor da MP é o deputado Renato Molling (PP-RS).

  • Paim apresenta à CCJ voto pela inconstitucionalidade da reforma trabalhista

    O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou na sexta-feira (23/06) à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) um voto em separado contra a reforma trabalhista (PLC nº 38/2017). Para Paim, a proposta do governo Temer deve ser integralmente rejeitada por ser inconstitucional e ameaçar o “projeto de sociedade” que se consolidou no Brasil ao longo do último século.

    O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou na sexta-feira (23/06) à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) um voto em separado contra a reforma trabalhista (PLC nº 38/2017). Para Paim, a proposta do governo Temer deve ser integralmente rejeitada por ser inconstitucional e ameaçar o “projeto de sociedade” que se consolidou no Brasil ao longo do último século.

    O voto de Paim é o segundo recebido pela CCJ nesta semana que defende a rejeição completa da reforma trabalhista. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) havia feito o mesmo na quinta-feira (22). O relatório oficial, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), argumenta em favor da aprovação do projeto, sem alterações.

    A CCJ deve votar a reforma trabalhista na próxima quarta-feira (28). Antes da votação, todos os votos em separado, que divergem do relatório, serão lidos pelos seus autores. Independente da decisão final da comissão, o PLC 38 seguirá, depois, para o Plenário do Senado.

    Direitos

    Em seu voto, Paim argumenta que a Constituição Federal de 1988 sacramenta uma “sociedade de direitos”, concluindo um processo que se iniciou, segundo ele, com a outorga da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943.

    “O que se [exprime] é a intenção clara de fazer dos direitos sociais um objeto em permanente construção, em que à consolidação de um direito seguiria a incorporação de outro. Esse projeto se encontra sob ataque. Os grupos que não se conformam com esse projeto de sociedade para todos, que preferem a sociedade em benefício de alguns e exclusão de muitos, se mobilizam para modificar drasticamente esse modelo”, alerta ele em seu texto.

    O senador também destacou que a reforma, desde o seu início na Câmara dos Deputados, não passou por “amplo debate” com a sociedade civil e tramitou com “invulgar celeridade”. Segundo ele, a maioria das intervenções que o texto promove sobre a CLT foi apresentada “de forma surpresa” pelo relator na Câmara, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Para Paim, a reforma trabalhista sofre de “déficit democrático”.

    Inconstitucionalidades

    Devido ao que percebe como ausência de diálogo com os trabalhadores, Paulo Paim afirma que o PLC nº 38/2017 é inconstitucional por violar duas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) das quais o Brasil é signatário. Essas convenções preveem a discussão de quaisquer modificações da legislação trabalhista com representantes dos empregados e dos patrões.

    Paim também diz ver inconstitucionalidades nos pontos do projeto que tratam da regulamentação do contrato intermitente — no qual o trabalhador é contratado por um número específico de horas e pago por hora trabalhada. Para o senador, esse modelo de contratação viola o direito constitucional ao salário mínimo, uma vez que o trabalhador pode receber menos do que esse valor se for convocado para trabalhar por poucas horas em um mês.

    A ampliação da terceirização e a diferenciação entre trabalhador autônomo e empregado regular, outras propostas da reforma, retiram direitos ao não garantir ao trabalhador um contrato regular integral, afirma Paim. Também representa inconstitucionalidade, na visão do senador, a previsão de que negociações coletivas possam tomar decisões que contrariem a legislação trabalhista — fenômeno chamado de “negociado sobre legislado”.

    Outro dispositivo que Paim questiona é a modificação de regras para o acesso gratuito à Justiça do Trabalho. Na visão do senador, a versão apresentada pela reforma tira de muitos trabalhadores o direito à gratuidade, uma vez que remove da CLT essa garantia a quem apenas declarar não ter condições de arcar com os custos processuais.

    União

    O senador Paulo Paim afirma que a existência de mais de um voto em separado contra a reforma, não tornará “difusa” a resistência a ela, pelo contrário. Ele lembrou que, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde a proposta foi rejeitada, também havia mais de um voto contrário, mas a oposição de uniu e conseguiu fazer prevalecer um deles — no caso, o de Paim.

    “Eu acho que todos os votos em separado que sejam apresentados vão na mesma linha. No caso da CAS o nosso capitaneou, mas mediante um amplo acordo. Entendo que vai acontecer a mesma coisa na CCJ. O importante para nós é rejeitar esse monstro que veio da Câmara e aprovar o voto da oposição”, disse o senador nesta sexta-feira.

    Paim disse que o seu voto foi preparado em colaboração com a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e membros do também de contribuições do Ministério Público do Trabalho (MPT).

  • Confiança das famílias aumenta 12,3% na comparação anual

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 77,1 pontos em junho de 2017, em uma escala de 0 a 200. O aumento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado é a quarta variação positiva consecutiva. Na comparação com maio, o indicador apresentou queda de 0,7%.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 77,1 pontos em junho de 2017, em uma escala de 0 a 200. O aumento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado é a quarta variação positiva consecutiva. Na comparação com maio, o indicador apresentou queda de 0,7%.

    “A confiança, que segue em trajetória positiva em relação ao mesmo período do ano passado, vem sendo conduzida pela melhora das expectativas. O início de recuperação das condições econômicas, como desaceleração da inflação, queda dos juros e liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, pode levar a uma alta mais consistente das variáveis que medem a situação corrente dos consumidores ao longo dos próximos meses”, aponta Bruno Fernandes, economista da CNC. 

    Emprego acima da zona de indiferença

    Ainda que acima da zona de indiferença (100 pontos), com 107,2 pontos, o componente Emprego Atual teve queda de 1,2% em relação a maio. Na comparação anual, no entanto, teve elevação de 7,9%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,2%, ante 31,8% em maio. 

    A preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho aparece no componente Perspectiva Profissional. Com 96,6 pontos, o subitem apresentou queda de 2,3% na comparação mensal. Em relação a junho do ano passado, teve aumento de 3,9%.

    “Apesar da elevação dos indicadores relacionados ao emprego e renda na comparação anual, as variações mensais apresentaram recuo em junho. Isso mostra a fragilidade da confiança das famílias, visto o atual cenário em relação ao mercado de trabalho, com manutenção de uma taxa elevada de desemprego e baixo crescimento da renda”, comenta Bruno Fernandes, economista da CNC. 

    Consumo em alta 

    O componente Nível de Consumo Atual apresentou a terceira variação anual positiva consecutiva, com 23,2%, e aumento de 2,8% ante abril. Mesmo assim, a maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo menor do que o do ano passado (59,3%, ante 60,2% em maio). O item Perspectiva de Consumo registrou aumento de 0,6% em relação a maio e de 30,8% ante o mesmo período de 2016, a décima variação anual positiva desde agosto de 2014. 

    Refletindo a tendência positiva no consumo, Momento para Duráveis apresentou elevação de 0,2% na comparação mensal. Em relação a 2016, o componente mostrou aumento de 23,2%, o sétimo consecutivo. O item Acesso ao Crédito, com 69,4 pontos, apresentou queda de 0,9% na comparação mensal, mas teve aumento de 8,7% em relação a junho de 2016. 

    Para o ano de 2017, a CNC revisou a sua previsão anterior de crescimento das vendas no varejo ampliado (de +1,2% para +1,4% em relação a 2016). Apesar da alta, perspectivas mais favoráveis no que diz respeito à velocidade de queda dos juros e impactos positivos que essa medida provocaria sobre o mercado de trabalho ainda são necessárias para que o setor retome um ritmo de crescimento mais intenso nos próximos meses.

  • Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – junho de 2017

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

  • CNC Notícias 199

    Comércio atento e forte

    A necessidade de estar atento a tudo que impacta a performance do negócio sempre foi uma obrigação empresarial. Mudanças de cenário não afetam somente os lucros de um empreendimento, atingem toda a sociedade, afinal, as pessoas envolvidas com ele – trabalhadores, empreendedores, consumidores, fornecedores, famílias inteiras – são impactadas por fatores plurais nem sempre positivos.

    Comércio atento e forte

    A necessidade de estar atento a tudo que impacta a performance do negócio sempre foi uma obrigação empresarial. Mudanças de cenário não afetam somente os lucros de um empreendimento, atingem toda a sociedade, afinal, as pessoas envolvidas com ele – trabalhadores, empreendedores, consumidores, fornecedores, famílias inteiras – são impactadas por fatores plurais nem sempre positivos.

    No entanto, algumas mudanças ganham caráter emergencial quando a única possibilidade é avançar. Cientes disso, e dado o contexto social e político que o Brasil atravessa, representantes de sindicatos patronais de todo o País se reuniram em João Pessoa (PB) para o 33º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNSE). A matéria de capa desta CNC Notícias apresenta um resumo de tudo o que foi tratado e de como a Confederação participou dessa iniciativa. “Temos que apoiar nossos parlamentares nos Estados para que as reformas aconteçam”, conclamou Antonio Oliveira Santos, presidente da CNC, no congresso, chamamento que ganha mais estofo no artigo do líder empresarial, neste número.

    Ainda sobre mudanças, a edição de junho reporta as ações do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC para atualizar a legislação do setor, em busca de equilíbrio frente a desafios como a concorrência com as plataformas de hospedagem da chamada economia colaborativa. Os esforços das Câmaras Brasileiras de Comércio Exterior e de Produtos Farmacêuticos também ganham registro, bem como as novidades de todo o Sistema Comércio pelo País. E, para complementar a ideia de que mudanças afetam todos do início deste editorial, a entrevista da edição aborda segurança do trabalho.

    Boa leitura!

  • Boletim Informativo Diário (BID) 115/2017

    DESTAQUES:

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 1º de julho de 2017

    Disponibilizado ambiente de produção restrita do projeto eSocial para as empresas

    Revogada norma que constituía Grupo de Trabalho para debater e apresentar soluções para a atual situação de oferta do seguro de responsabilidade civil para o transporte rodoviário interestadual de passageiros, composto, entre outros, pela Fenacor

    DESTAQUES:

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 1º de julho de 2017

    Disponibilizado ambiente de produção restrita do projeto eSocial para as empresas

    Revogada norma que constituía Grupo de Trabalho para debater e apresentar soluções para a atual situação de oferta do seguro de responsabilidade civil para o transporte rodoviário interestadual de passageiros, composto, entre outros, pela Fenacor