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  • CARF/Banco Santander (Brasil) X Fazenda Nacional

    1ª Turma da 4ª Câmara da 1ª Seção

    Ágio

    Processo 16327.721125/2014-38 e 16327.721168/2014-13

    Por cinco votos a três, o colegiado cancelou a cobrança fiscal lavrada contra o Santander. O processo foi “herdado” pelo banco após a aquisição do ABN AMRO, e envolve o aproveitamento de ágio na aquisição do Banco Sudameris – controlado pela italiana Intesa – pelo Grupo ABN na Holanda.

    1ª Turma da 4ª Câmara da 1ª Seção

    Ágio

    Processo 16327.721125/2014-38 e 16327.721168/2014-13

    Por cinco votos a três, o colegiado cancelou a cobrança fiscal lavrada contra o Santander. O processo foi “herdado” pelo banco após a aquisição do ABN AMRO, e envolve o aproveitamento de ágio na aquisição do Banco Sudameris – controlado pela italiana Intesa – pelo Grupo ABN na Holanda.

    Na turma, as discussões giraram em torno da possibilidade de amortização fiscal de um ágio que já tinha sido anteriormente amortizado contabilmente. Isso porque, no momento em que o ágio foi abatido da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da CSLL ele já havia sido “baixado” na contabilidade.

    O relator do caso, conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, entendeu que a amortização contábil não impede a amortização fiscal. Ele afastou a alegação da Receita Federal, que considerou que, ao amortizar contabilmente, o contribuinte perde o direito à amortização fiscal.

    Ficaram vencidos os conselheiros Luiz Augusto de Souza Gonçalves, Abel Nunes de Oliveira Neto e Luiz Rodrigo de Oliveira Barbosa.

  • CARF/Intercement Participações X Fazenda Nacional

    2ª Turma da 3ª Câmara da 1ª Seção

    Lucros no exterior

    Processo 16561.720076/2015-24

    A empresa é acusada de não tributar, no Brasil, o lucro de uma controlada na Áustria. Segundo a companhia, porém, a parcela sobre a qual é cobrado o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a CSLL não seria lucro, e sim reembolso de reserva de capital.

    2ª Turma da 3ª Câmara da 1ª Seção

    Lucros no exterior

    Processo 16561.720076/2015-24

    A empresa é acusada de não tributar, no Brasil, o lucro de uma controlada na Áustria. Segundo a companhia, porém, a parcela sobre a qual é cobrado o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a CSLL não seria lucro, e sim reembolso de reserva de capital.

    Para o contribuinte, o montante não seria tributado por três motivos:

    – Não é lucro;

    – Já foi tributado no Brasil;

    – A bitributação é proibida pelo tratado firmado entre o Brasil e a Áustria;

    Votou até agora o relator do caso, conselheiro Rogério Aparecido Gil, que manteve a cobrança fiscal. Pediu vista o conselheiro Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa.

  • STJ/Fazenda Nacional X OESA Comércio e Representações LTDA.

    2ª Turma

    II / Capatazia

    Resp 1.528.204

    Relator: Mauro Campbell Marques (Relator dos embargos de declaração)

    Por unanimidade, os ministros rejeitaram embargos de declaração da OESA Comércio e Representações por entenderem que não houve omissão, obscuridade, contradição ou erro material na decisão proferida pelo colegiado.

    2ª Turma

    II / Capatazia

    Resp 1.528.204

    Relator: Mauro Campbell Marques (Relator dos embargos de declaração)

    Por unanimidade, os ministros rejeitaram embargos de declaração da OESA Comércio e Representações por entenderem que não houve omissão, obscuridade, contradição ou erro material na decisão proferida pelo colegiado.

    O caso trata da inclusão de serviços de capatazia na base de cálculo do Imposto de Importação. Ao julgar o caso concreto, em março deste ano, a turma entendeu que devido ao fato de o serviço de capatazia ser posterior à nacionalização da mercadoria, não deve incidir o imposto. O placar foi de 3 x 2.

    O caso demorou mais de um ano para ser analisado devido aos vários pedidos de vista. Na época, apenas os ministros Og Fernandes e Herman Benjamin divergiram do relator.

    Na sessão de hoje, a turma julgou apenas os embargos de declaração, tal observação foi até ressaltada pelo ministro Herman Benjamin que pediu destaque do processo.

  • Iniciativas que contribuem para o turismo esportivo

    O último painel do seminário Caminhos para o Turismo Esportivo, realizado em 19 de junho pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, abordou iniciativas de êxito para o Turismo e o Esporte no Brasil.

    O último painel do seminário Caminhos para o Turismo Esportivo, realizado em 19 de junho pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, abordou iniciativas de êxito para o Turismo e o Esporte no Brasil.

    Maria Luiza Dias, gerente de Desenvolvimento Físico-Esportivo do Sesc-SP, apresentou as ações da instituição voltadas para o esporte e a inclusão social. Segundo ela, o Sesc-SP trabalha com uma visão do esporte para todos, com educação para e pelo esporte. “Acreditamos que é uma oportunidade para o público estar próximo tanto dos eventos esportivos e também da prática esportiva”, afirmou.

    A gerente do Sesc-SP apresentou programas como o Dia do Desafio, que em 2017 contou com mais de 43 milhões de participantes em todo o mundo (O Sesc é o organizador no Brasil) e consiste em um único dia de diversas atividades, com o intuito de estimular a prática de atividades físicas e a sua inserção no cotidiano das pessoas.

    Maria Luiza também falou sobre a criação de uma rede latino-americana para a promoção do esporte, com parceiros internacionais para a realização de ações de impacto. “Queremos capacitar e desenvolver parceiros e multiplicadores para que tenhamos resultados como uma rede consistente”, disse.

    O vice-almirante Paulo Zuccaro, diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, falou sobre os investimentos feitos pelas Forças Armadas no desenvolvimento de atletas de elite. Segundo Zuccaro, as iniciativas vão desde o topo à base da pirâmide, com um programa que visava inicialmente ao desempenho dos atletas brasileiros nos Jogos Mundiais Militares, realizados no Rio de Janeiro, em 2011.

    O sucesso do programa fez com que ele fosse continuado, gerando resultados positivos nas Olimpíadas de Londres, em 2012, e ainda mais expressivos nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, quando dois terços das medalhas conquistadas pelos brasileiros vieram de atletas militares. “O esporte militar tem um lema que prega a amizade através do esporte. Não é a atividade-fim das Forças Armadas, mas é uma contribuição que julgamos relevante para o futuro do esporte nacional”, afirmou Zuccaro.

    Em seguida, Ricardo Trade, ex-diretor da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), falou sobre os eventos que envolvem o vôlei brasileiro, que têm potencial de mobilizar cidades e turistas. Ele ressaltou a transformação vivida pelo País na última década, entre 2007 e 2017, com os diversos eventos esportivos que o Brasil recebeu nesse período. “Hoje nós temos hotéis com quartos disponíveis e aeroportos que funcionam melhor do que antes. Ficaram como um legado para os brasileiros”, disse.

    Trade também afirmou que o voleibol realiza mais de 70 eventos por ano, um esforço nascido da conversa entre a CBV e as prefeituras e patrocinadores locais, e que a união entre Turismo e Esporte é de suma importância. “O Turismo é a atividade econômica que vai salvar o nosso país”, completou.

    Finalizando o último painel do seminário, Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física, destacou a importância do planejamento estratégico do turismo nacional, afirmando que faltam políticas públicas para tratar tanto do turismo como do esporte. “Se queremos pensar em um País que precisa se desenvolver nessas áreas, é preciso políticas públicas voltadas para essa questão. A falta de estratégia para o esporte ou para o turismo vai impossibilitar todas essas questões que discutimos aqui no seminário”, disse ele.

    A profissionalização das atividades físicas, na figura do professor ou instrutor de educação física, também é fundamental, segundo Steinhilber, que afirmou que é preciso pensar na responsabilidade pela integridade física do turista e a sua segurança. “Quem faz o esporte virar um aspecto de saúde, de formação ou de educação é aquele que orienta o esporte. Não adianta falarmos no desenvolvimento dessas áreas se não cuidarmos da segurança das pessoas que vão praticar essas atividades, e é aí que entra a importância do profissional de educação física”, finalizou Jorge Steinhilber.

  • Divergências antes da votação da reforma trabalhista marcaram reunião da CAS

    A fase de debate que antecedeu a votação da proposta de reforma trabalhista (PLC nº 38/2017) na Comissão de Assuntos Sociais nesta terça-feira (20/06) foi dominada por desentendimentos entre os parlamentares. A começar pelo tempo reservado ao pronunciamento de cada integrante da comissão. O tempo estipulado pela presidente da comissão, Marta Suplicy (PMDB-SP) – de cinco minutos para cada senador – desagradou aos oposicionistas, que protestaram.

    A fase de debate que antecedeu a votação da proposta de reforma trabalhista (PLC nº 38/2017) na Comissão de Assuntos Sociais nesta terça-feira (20/06) foi dominada por desentendimentos entre os parlamentares. A começar pelo tempo reservado ao pronunciamento de cada integrante da comissão. O tempo estipulado pela presidente da comissão, Marta Suplicy (PMDB-SP) – de cinco minutos para cada senador – desagradou aos oposicionistas, que protestaram.

    Já na abertura da reunião Marta Suplicy se desentendeu com Lindbergh Farias (PT-RJ), que havia pedido a palavra para lembrar da impossibilidade de votar o projeto num quadro de instabilidade política. O representante do Rio de Janeiro pediu calma à presidente depois de ter seu pedido inicial negado, irritando a senadora. “Olha o machismo e se cuida”, rebateu Marta, pondo um ponto final na discussão.

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) também não gostou de ter sido apressada por Marta Suplicy e confrontou a presidente da comissão: “Eu sei que este debate está incomodando muito. Eu faço ideia de como está a sua consciência e o quanto este debate a está incomodando. Contudo, eu não aceito que fale comigo nesse tom. A senhora tenha um pouquinho mais de calma, de educação e de equilíbrio”, advertiu.

    “Senadora Kátia, eu sou a presidente da comissão e a estou tratando com respeito. A senhora interprete como quiser, mas Vossa Excelência tem os seus cinco minutos”, rebateu Marta.

    Apelos

    Ao defenderem a rejeição do projeto, os oposicionistas fizeram apelos ao relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES), lembrando que até mesmo aliados do governo apresentaram emendas ao texto. Por isso, não fazia sentido votar sem mexer no conteúdo que veio da Câmara dos Deputados.

    “Qual o senador que aprova o projeto do jeito que está? Nenhum. Mas esse acordo poderosíssimo fez que senadores abrissem mão de sua função precípua. Eu sei que eu vou ter muita dificuldade de relacionamento com o senador Ferraço daqui para frente, porque eu digo sempre: eu não esperava isso do senador Ferraço. O Espírito Santo conta com dois senadores, porque um abriu mão de legislar”, criticou Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

    Ricardo Ferraço reafirmou que nenhum dos direitos trabalhistas previstos na Constituição será afetado. Até porque, segundo ele, a reforma está sendo feita via projeto de lei, que é inferior hierarquicamente.

    “Estou seguro e convicto de que pela hierarquia de nosso ordenamento jurídico, uma lei ordinária não afasta o que está na Constituição. Os direitos fundamentais estão consagrados”, assegurou.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 112/2017

    DESTAQUES:

    Designados os representantes da CNC no Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual

    Indeferido o processo de Pedido de Registro Sindical de interesse do Sindicato dos Institutos de Beleza e Cabeleireiros de Senhoras de Ribeirão Preto e Região

    Sancionada Lei do Estado do Rio de Janeiro que institui o Programa “De Olho no Vencimento”, mediante adesão voluntária do comércio varejista do Estado do Rio de Janeiro

    DESTAQUES:

    Designados os representantes da CNC no Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual

    Indeferido o processo de Pedido de Registro Sindical de interesse do Sindicato dos Institutos de Beleza e Cabeleireiros de Senhoras de Ribeirão Preto e Região

    Sancionada Lei do Estado do Rio de Janeiro que institui o Programa “De Olho no Vencimento”, mediante adesão voluntária do comércio varejista do Estado do Rio de Janeiro

  • Lei institui novas taxas para Zona Franca de Manaus

    Duas novas taxas serão cobradas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). É o que estabelece a Lei nº 13.451/2017, sancionada com vetos pelo presidente Michel Temer e publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União. As novas taxas valem a partir de hoje. A lei é decorrente do projeto de lei de conversão (PLV nº 13/2017), originário de medida provisória (MPV nº 757/2016). O texto foi aprovado pelo Senado no último dia 23.

    Duas novas taxas serão cobradas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). É o que estabelece a Lei nº 13.451/2017, sancionada com vetos pelo presidente Michel Temer e publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União. As novas taxas valem a partir de hoje. A lei é decorrente do projeto de lei de conversão (PLV nº 13/2017), originário de medida provisória (MPV nº 757/2016). O texto foi aprovado pelo Senado no último dia 23.

    O objetivo é melhorar a arrecadação da Suframa para compensar os prejuízos causados pela suspensão da Taxa de Serviços Administrativos (TSA), cobrada anteriormente na Zona Franca. A cobrança da TSA foi considerada ilegal pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2016.

    A nova lei cria a Taxa de Controle Administrativo de Incentivos Fiscais (TCIF), que incidirá sobre o ingresso de mercadorias estrangeiras e nacionais na área de jurisdição da Suframa, e a Taxa de Serviços (TS), que custeará a prestação de serviços oferecidos pela autarquia, como atualização cadastral, armazenagem e movimentação de cargas.

    Ficarão isentos da TCIF as microempresas, as operações comerciais relativas a livros e jornais, equipamentos médico-hospitalares, dispositivo de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência e mercadorias que compõem a cesta básica comercializada em Manaus, nas Zonas de Livre Comércio e na Amazônia Ocidental. Também serão isentos a União, os estados da Amazônia Ocidental, o Amapá e os respectivos municípios, autarquias e fundações públicas.

    Diferenças na taxa

    De acordo com o texto, haverá, explicitamente, uma diferença na cobrança da TCIF para a indústria e o comércio. Para a indústria, será cobrado o valor fixo de R$ 250 pelo Pedido de Licenciamento de Importação (PLI) ou por cada nota fiscal incluída em registro de Protocolo de Ingresso de Mercadorias (PIM). Também será cobrada a cifra de R$ 45 para cada mercadoria constante do PLI ou de cada nota fiscal incluída em registro de PIM. Para ambos os casos, há um limite de 1,5% tanto para o valor total das mercadorias quanto para o valor individual de cada mercadoria. O objetivo é evitar que a taxa seja onerosa em relação ao valor total das operações.

    Já no comércio, o valor nominal da TCIF será de R$ 200, limitado a 0,5% do valor total das mercadorias. O adicional de cada item constante na nota será de R$ 30, limitado a 0,5% do valor individual da correspondente mercadoria.

    Os valores da TCIF poderão ser atualizados anualmente em ato do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços com a aplicação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), do IBGE.

    Vetos

    O artigo 15 do PLV aprovado no Congresso previa a destinação exclusiva à Suframa dos recursos arrecadados pela TCIF e pela TS. O trecho foi vetado pelo presidente Temer, depois de consulta aos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. De acordo com Temer, “o dispositivo, além de tornar o orçamento público mais rígido, ao estabelecer nova despesa obrigatória, bem como um conjunto de regras de utilização dos recursos, torna-o, também, ineficiente e ineficaz, ao vincular o montante de execução da despesa ao valor da receita arrecadada, e não às reais necessidades do órgão.”

    Também foi vetada uma emenda sugerida pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) e acrescentada ao texto final pela relatora, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A emenda permitia o parcelamento do débito de empresas que gozam dos incentivos fiscais na Zona Franca de Manaus e que foram penalizadas pelo não-investimento em pesquisa e desenvolvimento.

    De acordo com a justificativa do veto, o parcelamento viola uma série de normas, inclusive a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016. De acordo com a legislação, toda renúncia de receita deve ser acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro e da respectiva medida de compensação.

  • Comissão aprova proposta que amplia isenção de IPI na região Norte

    A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia aprovou proposta que amplia a lista de produtos com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na região Norte. O texto original (PL nº 1405/2015) de autoria do deputado Expedito Netto (PSD-RO) só beneficiava os estados que integram a Amazônia Ocidental: Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

    A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia aprovou proposta que amplia a lista de produtos com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na região Norte. O texto original (PL nº 1405/2015) de autoria do deputado Expedito Netto (PSD-RO) só beneficiava os estados que integram a Amazônia Ocidental: Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

    O relator no colegiado, no entanto, deputado Rocha (PSDB-AC), apresentou emenda para estender os benefícios tributários a toda região Norte do País, ou seja, incluindo os estados do Pará, do Amapá e do Tocantins. “A emenda pretende incluir esses estados com o objetivo de diminuir as diferenças tão sentidas pelos estados dessa região, que ficariam de fora caso a proposição fosse aprovada da forma original”, destacou o relator.

    Matérias-primas beneficiadas

    Pelo texto, a isenção do IPI será aplicada a produtos industrializados nessa área e que utilizem matérias-primas regionais de origem animal, vegetal, agrossilvopastoril e mineral, exceto minérios de ferro e seus concentrados, incluindo as piritas de ferro. O benefício vale para produtos que se destinem tanto ao consumo nesses estados quanto em qualquer outro ponto do território nacional.

    Atualmente, já contam com isenção do IPI os produtos industrializados na região elaborados com matérias-primas agrícolas e extrativas vegetais aprovados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), segundo o Decreto-Lei nº 1.435/1975.

    PIS/Pasep e Cofins

    O texto aprovado também reduz a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a venda no mercado interno dos mesmos produtos que terão isenção de IPI.

    Sem isenção

    O projeto estabelece, por fim, que a isenção de IPI não se aplica aos seguintes produtos: armas, munições, fumo, automóveis de passageiros, bebidas alcoólicas e produtos cosméticos, nesse último caso, a menos que sejam produzidos com matérias-primas da fauna e da flora regionais. Fumo e bebidas alcoólicas já estão atualmente excluídos do benefício fiscal.

    Crédito presumido

    Além disso, a proposta também elimina o dispositivo que autoriza a geração de crédito presumido do IPI sempre que os produtos isentos sejam empregados na embalagem ou industrialização, em qualquer ponto do território nacional, de produtos efetivamente sujeitos ao pagamento do referido imposto.

    Tramitação

    O projeto será analisado conclusivamente pelas comissões de Finanças e Tributação, inclusive quanto ao mérito; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Confiança do Comércio se mantém estável em junho

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 102 pontos no mês de junho, mantendo-se estável na comparação com o mês anterior e permanecendo na zona positiva (acima dos 100 pontos). Na base de comparação anual, a confiança dos comerciantes teve aumento de 23,8%.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 102 pontos no mês de junho, mantendo-se estável na comparação com o mês anterior e permanecendo na zona positiva (acima dos 100 pontos). Na base de comparação anual, a confiança dos comerciantes teve aumento de 23,8%. O resultado foi influenciado pelos subíndices: condições atuais dos empresários (+1,1%), expectativas de curto prazo (-2,8%) e de intenções de investimentos (-0,9%).

    “A tramitação da agenda de reformas e a leve recuperação das vendas do comércio vinham incentivando as expectativas dos comerciantes nos últimos três meses. Os acontecimentos políticos de maio, no entanto, lançaram novas incertezas no cenário de retomada da atividade econômica, afetando a confiança dos tomadores de decisão no varejo”, aponta a economista da CNC Izis Ferreira.

     Condições atuais em alta

    O subíndice da pesquisa que mede a percepção dos comerciantes sobre as condições correntes chegou a 71,6 pontos, um aumento de 1,1%, com ajuste sazonal, na passagem de maio para junho. Na comparação anual, o incremento foi de 75,5%.

    A percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia melhorou em junho (0,9%), assim como em relação ao desempenho do comércio (+1,7%) e ao da própria empresa (+0,8%).

    A proporção de comerciantes que avaliam as condições econômicas atuais como “piores” segue em queda. Para 64% dos varejistas, a economia piorou em junho, percentual abaixo daquele observado em junho de 2016 (84,7%).

    “O desempenho positivo deste subíndice reflete a recuperação no curto prazo, ainda que pequena, das vendas do comércio. A queda nos preços do varejo e o processo de redução do custo do crédito aos consumidores têm influenciado a avaliação mais positiva das condições correntes”, acrescenta Izis Ferreira.

    Perspectivas

    Único item na zona positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença), o subíndice que mede as expectativas do empresário do comércio teve queda de 2,8% em relação a maio, atingindo 146,4 pontos. Na comparação anual, no entanto, houve crescimento de 13,4%.

    A expectativa quanto ao desempenho da economia também piorou em junho: na avaliação de 77,8% dos entrevistados, a economia vai evoluir nos próximos seis meses. Em maio, esse percentual havia alcançado 81,4%.

    Intenção de investimentos cai 

    Em junho, o subíndice que mede as intenções de investimento do comércio registrou queda de 0,9% com ajuste sazonal, alcançando 88 pontos. Na passagem de maio para junho, diminuíram as intenções de contratação de funcionários (-1,9%), investimento nas empresas (-0,1%) e em estoques (-0,1%).

    Na comparação anual, as intenções de investir na empresa (+20,3%), contratar funcionários (+21,2%) e de renovar os estoques (+1,7%) estão maiores.

    É menor o percentual de comerciantes que avaliam os estoques acima do que esperavam vender: para 29,3% dos consultados, os estoques estão acima do adequado em junho.

    De acordo com a CNC, o acirramento da crise política fez surgir novas incertezas quanto à agenda de reformas e ao desempenho da atividade econômica adiante, o que impactou a confiança do comércio. Apesar disso, há sinais de retomada das vendas no curto prazo. A CNC estima que o volume de vendas do comércio em 2017 deve experimentar melhora, com aumento de +1,4%.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor, do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

    A economista Izis Ferreira está disponível para atender os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9384.

     

  • Big Data pode impulsionar turismo esportivo

    Em um mundo conectado, compreender os dados que estão disponíveis para melhorar o desempenho de um segmento é fundamental. O mesmo não é diferente para o turismo. Esse foi o tema do segundo painel do seminário Caminhos para o Turismo Esportivo, realizado pela CNC, em 19 de junho. 

    Em um mundo conectado, compreender os dados que estão disponíveis para melhorar o desempenho de um segmento é fundamental. O mesmo não é diferente para o turismo. Esse foi o tema do segundo painel do seminário Caminhos para o Turismo Esportivo, realizado pela CNC, em 19 de junho. 

    O professor Fabio Porto, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), falou sobre a importância do big data e a sua interpretação para o planejamento de eventos e atividades. “Os dados permitem que se veja com clareza algumas previsões que podem basear atitudes que podem ser tomadas. Com a interligação de todos esses dados é que se pode provar determinada hipótese”, afirmou Fabio. 

    O professor apresentou o SAHA (Sistema de Apoio Holístico ao Atleta), que funciona no laboratório do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e aplica os dados coletados para melhorar o desempenho de atletas de alto nível. “Esse sistema poderia também, por exemplo, tentar ver qual a relação entre o desempenho de alunos das escolas públicas em atividades físicas e o seu rendimento escolar”, disse. Fabio ainda deu o exemplo de um aplicativo que cruza dados do Flickr, a partir de fotos de turistas, gerando roteiros turísticos específicos. 

    Fabio Porto completou sua apresentação ressaltando que o uso de grandes volumes de dados para tomadas de decisão aumenta a precisão e permite avaliar cenários. “Hoje, conhecimento é chave para o sucesso, e o conhecimento está nos dados. O que é preciso é saber extrair esse conhecimento dos dados”, completou. 

    Em seguida, Michael Nagy, presidente do Rio Convention & Visitors Bureaux, explicou o trabalho da entidade na captação de eventos para o Rio de Janeiro. Michael afirmou que o planejamento estratégico é a principal ferramenta e que coordenar um calendário de eventos é fundamental para o funcionamento do turismo. “A iniciativa privada se sentiu alheia ao planejamento estratégico do governo para as Olimpíadas e precisou se organizar de forma independente. Estamos trabalhando um projeto chamado Rio 2020. Nossa preocupação é que o Rio chegue onde cidades como Sidney e Barcelona chegaram. Temos a obrigação de olhar o futuro”, esclareceu. 

    Encerrando o painel, Mirko Lalli, CEO da empresa italiana Travel Appeal, mostrou, via videoconferência, como os dados podem impactar a escolha de um destino turístico e como eles funcionaram em cidades como Florença e Veneza. 

    Mirko apresentou a experiência da empresa, que trabalha com camadas de dados e analisa aspectos como restaurantes, museus, hotéis, entre outros players, dividindo-os em dois grupos: como os destinos são percebidos pelos viajantes e como eles se comunicam. A partir daí, é possível fazer as adaptações necessárias para satisfazer a experiência do viajante. “Todos os dados podem ser lidos e mudar a percepção do destino”, disse Mirko. 

    Ele falou também de cidades como Vancouver, Barcelona e Sidney, que conseguiram aproveitar eventos olímpicos realizados para se projetar como destinos turísticos. Mirko analisou ainda o perfil do novo turista, que está inteiramente conectado, procura as informações sobre os destinos e planeja as atividades antes mesmo de chegar ao local. “A prioridade desses superturistas é a conectividade, a disponibilidade do wi-fi, por exemplo. Isso já podemos prever nos dados e implementar a experiência do viajante”, afirmou Mirko.