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  • CARF/Banco Santander (Brasil) X Fazenda Nacional

    1ª Turma da Câmara Superior Ágio/empresa veículo/IRPJ/CSLL

    Processo 16561.000222/2008-72

    A instância máxima do tribunal manteve cobrança fiscal lançada contra o Santander, por aproveitamento indevido de ágio na aquisição do Banespa. Apesar de o banco ter perdido em relação ao principal os conselheiros derrubaram uma multa de 150% aplicada contra a instituição, além de entenderem pela decadência de parte do montante total.

    1ª Turma da Câmara Superior Ágio/empresa veículo/IRPJ/CSLL

    Processo 16561.000222/2008-72

    A instância máxima do tribunal manteve cobrança fiscal lançada contra o Santander, por aproveitamento indevido de ágio na aquisição do Banespa. Apesar de o banco ter perdido em relação ao principal os conselheiros derrubaram uma multa de 150% aplicada contra a instituição, além de entenderem pela decadência de parte do montante total.

    O recurso do Santander envolvia uma cobrança de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e CSLL, e tratava de dois temas que despertam a antipatia de parte dos conselheiros da Câmara Superior: utilização de uma “empresa veículo” e de capital estrangeiro na geração do ágio.

    Da aquisição do Banespa pelo Santander espanhol houve a geração do ágio, que posteriormente, foi transferido pera uma holding do banco no Brasil.

    De acordo com a PGFN, a Santander Holding tinha como único objetivo possibilitar a amortização do ágio no Brasil. O Santander, por outro lado, alegava que essa era a única organização societária que possibilitava que o banco concorresse em pé de igualdade com as instituições brasileiras na aquisição do Banespa.

    A decisão final, desfavorável ao Santander, foi dada por voto de qualidade, que ocorre quando há empate, e o voto do presidente, que representa a Fazenda Nacional, é utilizado para resolver a questão. 

  • CNC projeta recuo de 2,6% para o desempenho do setor de serviços este ano

    O volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo IBGE. Foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012.

     

    O volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo IBGE. Foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012.

     

    Encerrado o primeiro trimestre deste ano, ainda não é possível identificar qualquer indício de recuperação do nível de atividade nos serviços. Nos três primeiros meses do ano, o setor acumulou queda de 4,6% ante o mesmo período de 2016, ritmo semelhante àquele verificado ao longo do ano passado quando se observou queda de 5,0%. “Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a maior resiliência dos preços dos serviços tem se colocado como um obstáculo adicional à retomada do crescimento das atividades terciárias. Nos últimos doze meses encerrados em abril, a inflação de serviços respondeu por 51% da variação do IPCA”, comenta Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mesmo apostando em um cenário mais favorável em relação ao comportamento dos preços e do custo dos investimentos nos próximos meses, a manutenção do ritmo de perdas do setor terciário nos últimos dois meses levou a entidade a revisar para baixo sua projeção no volume de receitas do setor de -1,9% para -2,6% em 2017.

     

     

  • CNC projeta recuo de 2,6% para o desempenho do setor de serviços este ano

    O volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo IBGE. Foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012.

     

    O volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo IBGE. Foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012.

     

    Encerrado o primeiro trimestre deste ano, ainda não é possível identificar qualquer indício de recuperação do nível de atividade nos serviços. Nos três primeiros meses do ano, o setor acumulou queda de 4,6% ante o mesmo período de 2016, ritmo semelhante àquele verificado ao longo do ano passado quando se observou queda de 5,0%. “Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a maior resiliência dos preços dos serviços tem se colocado como um obstáculo adicional à retomada do crescimento das atividades terciárias. Nos últimos doze meses encerrados em abril, a inflação de serviços respondeu por 51% da variação do IPCA”, comenta Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mesmo apostando em um cenário mais favorável em relação ao comportamento dos preços e do custo dos investimentos nos próximos meses, a manutenção do ritmo de perdas do setor terciário nos últimos dois meses levou a entidade a revisar para baixo sua projeção no volume de receitas do setor de -1,9% para -2,6% em 2017.

     

     

  • CARF/Decisão foi por voto de qualidade

    Ágio/empresa veículo/IRPJ/CSLL

    Processo 16561.000222/2008-72

    BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. x FAZENDA NACIONAL

    Ágio/empresa veículo/IRPJ/CSLL

    Processo 16561.000222/2008-72

    BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. x FAZENDA NACIONAL

    Ocorrida há mais de 15 anos, a privatização do Banespa foi pauta da sessão de hoje (11/05) da Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A instância máxima do tribunal manteve uma cobrança fiscal lançada contra o Santander, por aproveitamento indevido de ágio na aquisição do extinto banco paulista.

    Apesar da manutenção da cobrança principal, o Santander venceu parte do recurso. No Carf, os conselheiros derrubaram uma multa de 150% aplicada contra o banco, além de entenderem pela decadência de parte do montante total.

    O recurso do Santander envolvia uma cobrança de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e CSLL, e tratava de dois temas que despertam a antipatia de parte dos conselheiros da Câmara Superior: utilização de uma “empresa veículo” e de capital estrangeiro na geração do ágio.

    O ágio corresponde ao sobrepreço praticado em operações de aquisição. Ele é gerado quando uma empresa opta por adquirir outra por um preço superior ao de balanço, e pode ser abatido, pela adquirente, do total a pagar de IRPJ e CSLL.

    Da aquisição do Banespa pelo Santander espanhol foi gerado ágio, que, posteriormente, foi transferido para uma holding do banco no Brasil.

    De acorco com a Procuradoria-geral da Fazenda Nacional (PGFN), a Santander Holding tinha como único objetivo possibilitar a amortização do ágio no Brasil. O Santander, por outro lado, afirma que essa era a única organização societária que possibilitava que o banco concorresse em pé de igualdade com as instituições brasileiras na aquisição do Banespa.

    A decisão final, desfavorável ao Santander, foi dada por voto de qualidade, que ocorre quando há empate, e o voto do presidente, que representa a Fazenda Nacional, é utilizado para resolver a questão. A decisão é da instância máxima do Carf, o que significa que não cabe mais recurso na esfera administrativa. O Santander, entretanto, poderá recorrer à Justiça.

    Fonte: Jota.info

  • Trabalho aprova regularização do seguro-desemprego concedido durante vigência de MP

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou o Projeto de Lei 2750/2015, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), para regularizar o recebimento do seguro-desemprego entre 28 de fevereiro e 16 de junho de 2015. Durante esse período esteve em vigência a Medida Provisória 665/2014, que, depois, foi transformada na Lei 13.134/2015, com regras mais brandas.

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou o Projeto de Lei 2750/2015, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), para regularizar o recebimento do seguro-desemprego entre 28 de fevereiro e 16 de junho de 2015. Durante esse período esteve em vigência a Medida Provisória 665/2014, que, depois, foi transformada na Lei 13.134/2015, com regras mais brandas.

    A intenção é aplicar as regras definitivas da lei para aqueles que pediram o benefício durante a vigência da MP, seja para fins de obtenção, majoração ou ampliação do número de parcelas. Como a lei aprovada pelo Congresso tem regras mais benéficas aos trabalhadores do que a MP que lhe deu origem, a ideia é conferir tratamento isonômico para todos os trabalhadores.

    Mudança nas regras

    Pela MP original, seriam necessários 18 meses de trabalho, nos últimos 24 meses, antes que um trabalhador pudesse pedir o seguro-desemprego pela primeira vez, e 12 meses, nos últimos 16, para pedir pela segunda vez.

    Já pela lei aprovada pelo Congresso, na primeira solicitação, o trabalhador precisará comprovar o recebimento de salários em, pelo menos, 12 meses nos 18 meses anteriores à data da dispensa. No segundo pedido, deverá comprovar o recebimento de 9 salários nos 12 meses anteriores.

    A partir da terceira solicitação do seguro-desemprego, o trabalhador precisa comprovar seis meses de trabalho ininterruptos antes da demissão para fazer o pedido, tanto pela lei aprovada, como pelo texto original da medida provisória.

    Justiça

    A relatora na comissão, deputada Flávia Morais (PDT-GO), afirmou que, durante a vigência da MP e antes da publicação da lei com as novas regras, muitos trabalhadores foram prejudicados sem o seguro-desemprego, principalmente com o desemprego já em ascensão. “Nada mais justo que correção semelhante seja feita também em relação aos trabalhadores urbanos e rurais, sendo assim aplicada a norma mais favorável ao trabalhador”, disse.

    A comissão também aprovou proposta apensada (PL 4040/2015) de conteúdo idêntico e incorporou os dois textos em um substitutivo.

    Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, durante pouco mais de três meses de vigência da MP, aproximadamente 42 mil trabalhadores se enquadraram nas hipóteses do referido benefício, aplicando-se a essas pessoas as normas estabelecidas por ela.

    Tramitação

    A proposta tramita em regime de urgência e, por isso, pode ser votada em Plenário diretamente. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou o projeto em setembro de 2015.

  • Sessão temática em Plenário mostra divisão sobre reforma trabalhista

    O Plenário do Senado discutiu nesta quinta-feira (11/05) o projeto de reforma trabalhista encaminhado pelo governo (PLC 38/2017) ao Congresso Nacional. Os senadores ouviram e questionaram seis especialistas convidados, que manifestaram opiniões fortes e divididas.

    Os convidados favoráveis afirmaram que a reforma tem o mérito de reconhecer e enfrentar a forma “ultrapassada” da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e de promover “mais segurança jurídica” ao fortalecer as negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores.

    O Plenário do Senado discutiu nesta quinta-feira (11/05) o projeto de reforma trabalhista encaminhado pelo governo (PLC 38/2017) ao Congresso Nacional. Os senadores ouviram e questionaram seis especialistas convidados, que manifestaram opiniões fortes e divididas.

    Os convidados favoráveis afirmaram que a reforma tem o mérito de reconhecer e enfrentar a forma “ultrapassada” da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e de promover “mais segurança jurídica” ao fortalecer as negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores.

    Por sua vez, os convidados contrários à proposta disseram que ela contém “equívocos impressionantes” que enfraquecem a posição dos trabalhadores frente aos patrões. Para eles, a reforma representa um “atalho” para, gradualmente, reduzir as garantias e proteções que a legislação atual dá aos trabalhadores.

    A sessão temática de debates foi promovida pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS), duas das responsáveis por emitir parecer sobre o projeto Uma nova discussão em Plenário ocorrerá na próxima terça-feira (16), as 11h.

    Relações de trabalho

    O juiz Marlos Melek, da 9ª Região da Justiça do Trabalho, afirmou que a reforma estabelece “mais racionalidade” ao ramo trabalhista do Judiciário, ao tomar diversas medidas que eliminam conflitos potenciais. Segundo explicou, o Brasil tem 11 mil novas ações trabalhistas por dia. Uma das iniciativas meritórias, para Melek, é a criação da demissão por acordo.

    “O Direito do Trabalho é tão conflitivo que hoje ele só permite o “te mando embora” ou o “entrego a minha demissão e não ganho nada”. Fizemos um meio termo, porque isso, na prática, já existe. O trabalhador terá direito a todas as verbas salariais, sem um centavo de desconto, poderá receber 20% da multa do FGTS, também sacará 70% do saldo, mas não terá direito ao seguro-desemprego, para que não se incentive a rotatividade.

    O sociólogo Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), disse que a reforma inicia um processo “inevitável” de precarização das relações de trabalho. Ele destacou a necessidade de se modernizar a legislação trabalhista, porém no sentido de garantir mais formalidade e proteção sindical à população trabalhadora. Para ele, o projeto do Executivo vai no sentido contrário.

    “A reforma proposta pelo governo vai desequilibrar as relações de trabalho, fragilizando ainda mais a situação do trabalhador. Não é resultado de um processo de debate ou de negociação social, mas é uma imposição. Se queremos favorecer a negociação, fortalecer o entendimento, nós precisamos ter um sistema coerente com essa intenção. O projeto não faz isso”, afirmou.

    Sindicatos

    O papel dos sindicatos na reforma trabalhista também foi um dos principais assuntos abordados pelos convidados à sessão temática de debate. O economista Hélio Zylberstajn, professor da Universidade de São Paulo (USP), citou um estudo que mostra que, desde 2008, os reajustes salariais abaixo da inflação são minoritários, o que mostra capacidade de os sindicatos defenderem os interesses das suas categorias. Sendo assim, concluiu, a iniciativa de elevar acordos coletivos à força de lei reconhece isso.

    “A medida mais importante é a ideia da prevalência do negociado sobre o legislado. Essa vai ser uma inovação importante, porque vai criar a oportunidade para ganhos mútuos. Os sindicatos sabem negociar reajustes, pisos, têm know-how e tradição de bons negociadores. Por que essa avaliação a priori de que eles não saberão negociar a aplicação dos direitos que hoje existem?”, indagou

    Já o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), presidente da Força Sindical, chamou atenção para o fim da contribuição sindical obrigatória, que, em sua avaliação, vai deteriorar a estrutura das organizações trabalhistas no País. Para ele, o fim da contribuição é um equívoco porque os sindicatos têm a missão de defender não apenas os seus filiados, mas os trabalhadores como um todo.

    “Os sindicatos, que todos falam que não servem pra nada, é que aumentam os salários todos os anos. Garantimos o mercado interno para fazer a economia girar. O Senado precisa corrigir [a reforma], senão destrói a organização dos trabalhadores, o que nem a ditadura conseguiu. O que faremos na tal da democracia é destruir a organização dos trabalhadores, criar milhões de sindicatinhos e defender a livre negociação”, protestou.

    Por sua vez, o advogado Antônio Galvão Peres, professor da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), disse considerar a extinção da contribuição sindical como uma decisão correta, que respeita a liberdade do trabalhador. Um complemento a ela, segundo explicou, é o fim da chamada “unicidade sindical”, a regra segundo a qual deve haver apenas um sindicato por categoria para uma mesma base territorial – no caso brasileiro, o município.

    A possibilidade de que negociações coletivas estabeleçam regras diferentes da legislação trabalhista também foi criticado por Maurício Godinho Delgado, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Para ele, o projeto extrapolou esse objetivo e não levou em consideração que os trabalhadores partem de uma posição desprivilegiada.

    “Não é mais o caso de apenas permitir a redução de direitos por negociação coletiva. O projeto foi além. Foi ao extremo e deu poderes quase incontrastáveis ao empregador, como se fosse uma relação entre iguais, quando na verdade se trata de um contrato de adesão”, alertou.

    Senadores

    Após as manifestações dos convidados, os senadores presentes à sessão puderam tecer considerações sobre o projeto da reforma trabalhista. Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que é relator do projeto na CAE, foi o primeiro a falar. Ele manifestou preocupação com as mudanças promovidas no acesso à Justiça gratuita. Para ele, é preciso cuidado para que os trabalhadores mais pobres não tenham dificuldades para buscar seus direitos caso se inviabilize para eles a gratuidade.

    A presidente da CAS, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), falou em seguida. Para ela, o Senado tem obrigação de dar a sua palavra sobre o tema e fazer mudanças sobre o texto que foi remetido pela Câmara dos Deputados.

    “Vamos fazer, mesmo que seja difícil, o enfrentamento político, com a convicção de que é o melhor para o Brasil, para a dinâmica da economia. Aqui há um consenso de que deve haver mudanças, mas também o trabalhador não pode ser um perdedor nessa história”, afirmou.

    A maior parte das opiniões externadas durante o período de intervenções dos senadores foi em oposição à reforma. Paulo Paim (PT-RS), por exemplo, classificou a proposta como “perversa” e disse que ela “desumaniza” as relações de trabalho. Paulo Rocha (PT-PA) afirmou que ela “retroage décadas” de direitos trabalhistas.

    A líder do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), criticou o que percebe como “pressa” na análise da reforma no Senado. Para ela, a realização de uma audiência conjunta entre duas comissões no Plenário foi uma forma encontrada pela base do governo para apressar as discussões.

    “Estamos vendo na prática um regime de urgência. Não podemos ser mansos aqui, senão quem vai pagar a conta é o povo brasileiro. Não vamos aceitar regime de urgência dessa matéria. Vamos discutir à exaustão”, disse.

    Do outro lado, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), último orador da sessão, elogiou a proposta. Ele disse não ser verdadeira a tese de que a reforma retira direitos, e argumentou que, em vez disso, ela trará mais trabalhadores para o emprego formal e a CLT, através de mecanismos como a regulamentação do trabalho intermitente (por hora).

    “Se fosse para tirar direito do trabalhador, eu jamais apoiaria esta reforma trabalhista. A retomada do emprego no Brasil passa obrigatoriamente por ela. [Com] esse trabalho intermitente, por exemplo, nós vamos trazer muita gente da informalidade – explicou.

  • Câmara aprova regras para garantia estendida de produtos e serviços

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quinta-feira (11/05), proposta que define novas regras para a garantia estendida que alguns fabricantes e lojistas oferecem aos produtos, prevista no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990).

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quinta-feira (11/05), proposta que define novas regras para a garantia estendida que alguns fabricantes e lojistas oferecem aos produtos, prevista no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990).

    Por orientação do relator na comissão, deputado Covatti Filho (PP-RS), o texto aprovado é o substitutivo acatado anteriormente pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços ao Projeto de Lei 2285/2011, do deputado Ricardo Izar (PP-SP). A análise na CCJ ficou restrita aos aspectos constitucionais, jurídicos e de técnica legislativa da proposição.

    Por tramitar em caráter conclusivo, a matéria segue agora para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisada pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A proposta também foi aprovada pela Comissão de Defesa do Consumidor.

    O texto original obriga fabricantes e lojistas a contratar uma seguradora para amparar a cobertura estendida. No entanto, a fim de não encarecer e inviabilizar o benefício, o substitutivo explica os termos em que deverá ser feita a garantia estendida, para que o consumidor possa ter mais segurança na contratação do serviço.

    Garantia contratual

    Pelo substitutivo, a garantia estendida se dá apenas por meio do termo de garantia contratual. O documento deverá incluir, obrigatoriamente: o início e o fim do prazo de garantia; as situações cobertas e não cobertas; e o local do exercício dos direitos, preferencialmente a loja de compra ou locais de assistência técnica.

    A proposta determina que o consumidor não será cobrado para utilizar a garantia contratual ou para enviar o produto para ser trocado ou reparado. Além disso, exige que os manuais de instrução apresentem ilustrações e textos com tamanho suficiente para facilitar a visualização e a compreensão do consumidor. Também devem ser redigidos em termos simples e comumente utilizados na linguagem cotidiana.

    Algumas regras sobre o assunto já estão previstas de forma mais resumida hoje no Código de Defesa do Consumidor, que só permite a garantia estendida por meio de termo escrito. Esse termo deve esclarecer em que consiste tal garantia, além da forma, do prazo e do local em que pode ser requerida e ainda o possível ônus que caberá ao consumidor.

    Além disso, exige que os manuais de instrução apresentem ilustrações e textos com tamanho suficiente para facilitar a visualização e a compreensão do consumidor. Também devem ser redigidos em termos simples e comumente utilizados na linguagem cotidiana.

  • CNC projeta recuo de 2,6% para o desempenho do setor de serviços este ano

    O volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo IBGE. Foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012. 

    O volume de receitas do setor de serviços recuou 2,3% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo IBGE. Foi o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012. 

    Encerrado o primeiro trimestre deste ano, ainda não é possível identificar qualquer indício de recuperação do nível de atividade nos serviços. Nos três primeiros meses do ano, o setor acumulou queda de 4,6% ante o mesmo período de 2016, ritmo semelhante àquele verificado ao longo do ano passado quando se observou queda de 5,0%. “Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a maior resiliência dos preços dos serviços tem se colocado como um obstáculo adicional à retomada do crescimento das atividades terciárias. Nos últimos 12 meses encerrados em abril, a inflação de serviços respondeu por 51% da variação do IPCA”, comenta Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mesmo apostando em um cenário mais favorável em relação ao comportamento dos preços e do custo dos investimentos nos próximos meses, a manutenção do ritmo de perdas do setor terciário nos últimos dois meses levou a entidade a revisar para baixo sua projeção no volume de receitas do setor de -1,9% para -2,6% em 2017.

    Acesse abaixo a análise completa da CNC. 

  • Boletim Informativo Diário (BID) 086/2017

    DESTAQUES:

    Sancionada, com vetos, lei que cria a Identificação Civil Nacional

    Editado o Regimento Interno da Fundação Joaquim Nabuco, cujo Conselho Deliberativo será composto, entre outros, por representante do Sesc

    Deferido o Registro Sindical ao Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Angra dos Reis

    DESTAQUES:

    Sancionada, com vetos, lei que cria a Identificação Civil Nacional

    Editado o Regimento Interno da Fundação Joaquim Nabuco, cujo Conselho Deliberativo será composto, entre outros, por representante do Sesc

    Deferido o Registro Sindical ao Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Angra dos Reis

  • Sumário Econômico 1486

    Destaque da edição:

    Reformas necessárias

    Destaque da edição:

    Reformas necessárias

    Estão na pauta das ações de governo mudanças no sistema de Previdência e alterações na legislação do trabalho. Em termos etimológicos, a palavra reforma tem várias acepções, mas, neste texto, significa mudar determinado estado de coisas para melhor. Não sem enfrentar enormes resistências do mundo corporativo lastreadas em “direitos adquiridos”, ainda que estes comprometam na Previdência as gerações futuras e no trabalho a produtividade total dos fatores de produção, e peça essencial do desenvolvimento econômico e do nível de emprego. Sem nos deter no intricado debate que essas duas reformas estão gerando, cabe, entretanto, fazer algumas reflexões de caráter objetivo. No que concerne à Previdência, a dinâmica de nossa população, com relação ao Direito do Trabalho, sua defasagem no tempo.

    Alta da confiança do comércio em abril: crescimento generalizado de todos os itens

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 102,3 pontos em abril, ante os 99,9 pontos apurados em março. Com esse resultado, o índice alcançou a zona de avaliação positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença), fato que havia ocorrido pela última vez em fevereiro de 2015. Na série com ajuste sazonal, o Icec aumentou +2,1%. Estão melhores as avaliações das condições correntes (+5,6%) e as expectativas de curto prazo (+0,6%), assim como aumentaram as intenções de investimento (+3,2%). Em relação a março de 2016, os empresários do comércio também estão mais confiantes: o Icec aumentou 27,7%, décima taxa positiva consecutiva nesta base de comparação. O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) do Icec alcançou 70,1 pontos em abril, aumento de +5,6% na série que considera os ajustes sazonais. Na comparação anual, o Icaec teve a nona variação positiva (+65,3%), porém o índice ainda se encontra na zona negativa, abaixo dos 100 pontos. A percepção dos varejistas quanto às condições atuais novamente melhorou em relação aos três itens, tanto na passagem mensal quanto na comparação com abril do ano passado. Desde fevereiro de 2016, a avaliação das condições correntes vem acelerando. Naquele mês, foi apurada a primeira taxa positiva na base de comparação mensal desde julho de 2015.

    Dia das Mães deverá registrar alta nas vendas após dois anos

    Com a menor variação de preços dos últimos anos desde 2007, CNC projeta crescimento de 3,8% no volume de vendas em relação a 2016. Setor deve gerar 20,6 mil vagas de emprego temporário. O volume de vendas voltadas para o próximo Dia das Mães deve apresentar crescimento de 3,8% em 2017, segundo estimativa da CNC. Uma vez confirmada essa previsão, a data comemorativa volta a registrar crescimento real no faturamento após dois anos consecutivos de queda. Em 2015 e 2016, as vendas variaram -0,4% e -9,0%, respectivamente. O Dia das Mães é a segunda data comemorativa mais importante do varejo brasileiro e deve movimentar aproximadamente R$ 9,2 bilhões neste ano. Os desempenhos dos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico e de móveis e eletrodomésticos devem ser os destaques neste ano com variações de +6,7% e +6,4%, respectivamente, em relação ao Dia das Mães do ano passado. Já as vendas do setor de vestuário e calçados, principal ramo do varejo nesta data com cerca de 40% do faturamento total, devem se manter praticamente estáveis (+0,5%) em relação ao mesmo período do ano passado.

    Eleições francesas

    O sucesso ou o fracasso do novo presidente francês terá impacto bem além da França – e além da Europa. Se Emmanuel Macron for bem-sucedido, as forças do nacionalismo e do extremismo político – representadas na França por sua oponente derrotada, Marine Le Pen – sofrerão um revés em todo o mundo, mas, se ele falhar, o populismo, o nacionalismo e o protecionismo logo poderão ressurgir. Enquanto o novo presidente saboreia uma vitória esmagadora sobre Le Pen (a despeito do baixo comparecimento às urnas no segundo turno), ele também sabe que o voto acumulado dos eleitores da extrema esquerda e da extrema direita, no primeiro turno da eleição presidencial, foi próximo de 50%. Isso significa que quase metade dos eleitores franceses quer esmagar “o sistema”. É tarefa de Macron mostrar que o sistema pode funcionar melhor. No entanto, há chances altas de fracassos: Macron precisa, simultaneamente, revigorar a economia francesa e o projeto europeu. Ambos são notoriamente difíceis de reformar e enfrentam profundos desafios estruturais, que podem derrotar até mesmo o político mais imaginativo e dinâmico. As tarefas de reformas no país e na Europa estão ligadas, pois, ao menos que ele possa demonstrar ao governo alemão que a França está mudando genuinamente, é improvável que os alemães arrisquem aprofundar a integração da União Europeia, o que Macron acredita ser necessário para fazer com que a moeda única europeia funcione.