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  • CARF/Usina Zanin Açúcar e Álcool X Fazenda Nacional

    1ª Turma da 4ª Câmara da 2ª Seção

    Exportação / Senar

    Processo 18088.000711/2009-73

    1ª Turma da 4ª Câmara da 2ª Seção

    Exportação / Senar

    Processo 18088.000711/2009-73

    Por unanimidade, os conselheiros entenderam que incide o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) sobre as receitas decorrentes de exportações feitas por agroindústrias. O relator do caso, conselheiro Rayd Santana Ferreira, considerou que, ao contrário do que alegava a empresa, não há uma vedação constitucional à cobrança.

    A companhia defendia que o Senar entraria no conceito de “contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico”, que, de acordo com o artigo 149 da Constituição, não podem ser cobradas sobre as receitas de exportação. O relator, por outro lado, considerou que o tributo cobrado no processo é “de interesse das categorias profissionais ou econômicas”.

    Por unanimidade, os conselheiros também entenderam que o Senar incide sobre a revenda de álcool hidratado, combustíveis e óleos lubrificantes.

  • CARF/Icavi Indsústria de Caldeiras Vale do Itajaí X Fazenda Nacional

    1ª Turma da 4ª Câmara da 2ª Seção

    Contribuição Previdenciária / Terceirização

    Processos 13971.724028/2013-23 e 13971.724029/2013-78

    1ª Turma da 4ª Câmara da 2ª Seção

    Contribuição Previdenciária / Terceirização

    Processos 13971.724028/2013-23 e 13971.724029/2013-78

    A companhia, que produz caldeiras e é optante do Simples Nacional, foi autuada após contratar a empresa Prisma Serviços de Montagem para cessão de mão de obra. Para o fiscalização, a segunda empresa não existiria, sendo apenas um mecanismo que possibilitaria o não pagamento de contribuição previdenciária pela primeira. A alegação foi mantida por todos os conselheiros da 1ª Turma da 4ª Câmara.

    De acordo com a fiscalização, foi comprovado que havia uma relação de subordinação entre a Icavi e os funcionários cedidos pela Prisma, além de haver elementos que comprovariam que ambas as companhias seriam apenas uma. Isso porque as duas empresas teriam a mesma sede, os mesmos administradores e o mesmo RH.

    Além disso, segundo o fiscal, a Icavi dirigia e fiscalizava os funcionários contratados por meio da Prisma, fixando, por exemplo, metas a serem cumpridas pelos trabalhadores.

    Todos os conselheiros do colegiado consideraram que ficou comprovada a relação entre a Icavi e os funcionários, mantendo a cobrança de contribuição previdenciária sobre as folhas de salário. Foi mantida ainda uma multa de 150% lavrada contra a companhia, pela prática de simulação.

    Os conselheiros Rayd Santana Ferreira, Andrea Egypto e Luciana Matos Barbosa defendiam a compensação do total a ser pago com a parcela relativa à contribuição previdenciária paga pela empresa na sistemática do Simples, e por isso ficaram parcialmente vencidos.

  • Reforma trabalhista já recebeu dez emendas na CAE

    Com apenas quatro dias de tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a reforma trabalhista já recebeu dez emendas. O PLC 38/2017 foi recebido na última quinta-feira (4) pela CAE e, se aprovado, ainda passará pela análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

    Com apenas quatro dias de tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a reforma trabalhista já recebeu dez emendas. O PLC 38/2017 foi recebido na última quinta-feira (4) pela CAE e, se aprovado, ainda passará pela análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

    Autora de nove das dez emendas apresentadas na CAE, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) destacou como a emenda mais importante a que suprime a prevalência dos acordos coletivos sobre o que está na legislação, a chamada prevalência do negociado sobre o legislado. Pelo projeto, o acordo coletivo vai prevalecer para 13 pontos específicos, entre eles, plano de cargos e salários, participação nos lucros e resultados e o parcelamento de férias anuais em até três vezes.

    Vanessa Grazziotin explicou que, no Brasil, a Justiça do Trabalho já prevê a prevalência do negociado sobre o legislado, desde que o acordo coletivo traga condições mais benéficas aos trabalhadores do que o disposto na legislação. Segundo ela, o PLC 38, ao permitir que o negociado prevaleça sobre o legislado em 13 pontos específicos, independente do seu conteúdo, pretende excluir direitos trabalhistas pela via negocial.

    “É temerária qualquer proposta de fazer prevalecer o negociado sobre o legislado, para permitir a fixação de condições de trabalho e remuneração inferiores às asseguradas por lei, sem realizar previamente uma ampla reforma sindical. Isso significaria enorme incentivo ao avanço da corrupção nas relações coletivas de trabalho”, afirmou a senadora.

    As outras emendas tratam, entre outros temas, de suprimir a possibilidade de flexibilização do pagamento das horas in itinere, da terceirização em atividade-fim da empresa, do trabalho intermitente de forma descontínua e da instituição da prescrição intercorrente no Direito do Trabalho.

    Mudanças

    Vanessa Grazziotin acredita que é possível realizar mudanças no projeto vindo da Câmara dos Deputados. Segundo ela, o governo terá muita dificuldade para aprovar a reforma trabalhista no Senado, já que o projeto, na forma como está, é muito ruim.

    “Se a reforma é para melhorar a situação do Brasil, se é para ampliar a produtividade, nada disso ela fará. Ela vai precarizar ainda mais as relações de trabalho, retirando direitos conquistados pelos trabalhadores há décadas”, disse.

    Na mesma linha, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse acreditar que os parlamentares contrários à proposta terão força suficiente para rejeitá-la. Ele considera que as mudanças são danosas aos trabalhadores e que a mobilização social poderá frear o projeto. O senador afirmou que, se aprovada, a proposta causará uma precarização do emprego e uma desproteção social para os trabalhadores, especialmente os mais pobres.

    “A rejeição da população a essa reforma só tem aumentado. Os senadores irão refletir sobre qual a melhor maneira de se posicionar nesse processo e a melhor maneira é não votar. Agora, se o governo tiver força suficiente para aprovar, vamos tentar fazer mudanças no texto que veio, seja para minimizar os prejuízos para os trabalhadores, seja para que essa matéria tenha que voltar para Câmara”, afirmou.

    O senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que os debates devem ser feitos com responsabilidade e que o texto aprovado pela Câmara pode passar por mudanças, desde que sejam para melhorar o projeto.

    “É muito importante que a gente possa modernizar uma legislação que vai ajudar a criar empregos. As pessoas devem discutir a proposta com racionalidade e responsabilidade. Não adianta fazer um discurso fácil, populista, irresponsável”, ponderou.

    Audiência pública

    As Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e Assuntos Econômicos (CAE) vão se reunir a partir das 9h desta quarta-feira (10/05) para tratar da reforma trabalhista. Inicialmente, os senadores ouvirão o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho. Após a participação do ministro, haverá uma audiência pública sobre contrato de trabalho.

    A audiência faz parte de um ciclo de debates proposto pela senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). Foram convidados ainda o presidente eleito da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Guilherme Guimarães Feliciano; o diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Peter Poschen; o professor da USP José Pastores e o vice-presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, José Reginaldo Inácio.

    Relatorias

    Na CAS, ainda não foi definido um relator para o projeto, o que deve ocorrer nos próximos dias, segundo a presidente Marta Suplicy. Os outros dois relatores estão escolhidos. Na CAE, a tarefa ficará por conta de Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Já na CCJ, o relator será Romero Jucá (PMDB-RR).

  • Grupo técnico da CNC discute seguro ambiental e compras sustentáveis

    A Assessoria de Gestão das Representações (AGR), que coordena o Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA), convidou a Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor ) visando encontrar solução à reivindicação de um seguro ambiental no contrato de adesão das lojas ao sistema de logística reversa de lâmpadas.

    A Assessoria de Gestão das Representações (AGR), que coordena o Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA), convidou a Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor ) visando encontrar solução à reivindicação de um seguro ambiental no contrato de adesão das lojas ao sistema de logística reversa de lâmpadas. A cláusula foi incluída pela Reciclus, instituição criada para gerir a implantação da logística reversa de lâmpadas, sob o argumento de resguardar a entidade gestora e o estabelecimento comercial que receberiam os coletores de lâmpadas, explicou Cristiane Soares, assessora da AGR, durante a reunião do Grupo, em 5 de maio.

    A CNC pesquisou no mercado e constatou que não existe esse tipo de produto para o varejo, apenas para grandes empresas, principalmente para os setores petrolíferos, de mineração ou transporte. Então, foi solicitado à Reciclus que retirasse a cláusula. “Seria uma intervenção muito complexa para a loja ter um seguro de responsabilidade nesses moldes”, detalhou.

    Segundo o diretor da Fenacor Amilcar Vianna, o seguro ambiental atualmente só está disponível na carteira de empresas estrangeiras. As companhias brasileiras poderiam operar nessa área, mas, além de lhes faltar conhecimento técnico, elas não enxergam como um mercado que lhes dê retorno financeiro ideal. Preferem se dedicar a seguros mais simples, como vida, saúde e automóvel. As estrangeiras, ao contrário, buscam nichos no mercado e entram como especialistas.

    Mas a principal mensagem que Martins disse ter trazido é que a indústria de seguros possui capacidade de reparar danos pecuniários ou financeiros, “porém, recompor prejuízos ambientais não depende só de dinheiro. O melhor quadro é evitar danos e aí é que as companhias de seguro podem dar sua contribuição, conscientizando o beneficiário já na contratação do seguro”.

    Com isso, concluiu, serão minimizadas as chances de um desastre ecológico, um dano ao meio ambiente, que é muito maior do que qualquer cifra para pagar um seguro de indenização. “A seguradora tem como norma gerenciar o risco de forma competente, isto é, tendo o ganho financeiro, mas enfatizando as medidas de proteção que o segurado precisa tomar. É uma relação de ganha-ganha para todos os envolvidos.”

    Compras sustentáveis

    Encerrando a série de palestras da 15ª reunião do GTT-MA, a assessora de Projetos Institucionais do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Tatiana Araújo, falou sobre “Competitividade e consumo sustentável: aplicações para o varejo”. O CEBDS é uma associação sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável por meio da articulação junto aos governos e a sociedade civil.

    Conforme Tatiana, 96 % das empresas consideram aspectos de sustentabilidade na seleção de fornecedores ou na decisão de compras. Do total, 40% das empresas consideram que os benefícios superam os custos. Extrapolando para o mercado mundial, ela revelou que empresas tomam ações sustentáveis para atender a expectativas de clientes e redução de riscos.

    A assessora Cristiane Soares, da AGR, destacou que hoje a compra sustentável é uma responsabilidade da empresa por conta da cadeia de suprimentos que ela cria até pôr o seu produto no mercado. “Agrega valor à mercadoria quando a empresa mostra responsabilidade ao não utilizar, por exemplo, trabalho escravo ou infantil, não desmatar florestas e não poluir.”

    Em relação ao comércio, Mario Saladini, representante do Sesc Nacional, afirmou que a Controladoria-Geral da União (CGU) já vinha requerendo que o Sistema Comércio (Fecomércio-Sesc-Senac) revelasse as suas diretrizes de compras sustentáveis. Como o CEBDS já vinha desenvolvendo um trabalho nesse sentido, decidimos associar a expertise do Conselho às compras sustentáveis do Sistema. “No futuro, esperamos poder multiplicar isso para as empresas”, anunciou.

  • Aprovada demissão por justa causa de quem faltar por 30 dias seguidos

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou no último dia 26 de abril, o PL 4001/2012 que permite a demissão por justa causa do empregado contratado com carteira assinada que faltar ao serviço por 30 dias consecutivos sem justificativa.

    A proposta define esse prazo para caracterizar o abandono de emprego, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/1943). A lei também estabelece justa causa para demissão por indisciplina, improbidade e condenação criminal.

    Jurisprudência

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou no último dia 26 de abril, o PL 4001/2012 que permite a demissão por justa causa do empregado contratado com carteira assinada que faltar ao serviço por 30 dias consecutivos sem justificativa.

    A proposta define esse prazo para caracterizar o abandono de emprego, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/1943). A lei também estabelece justa causa para demissão por indisciplina, improbidade e condenação criminal.

    Jurisprudência

    Atualmente, a legislação trabalhista não especifica o prazo de ausência injustificada para caracterizar abandono. A jurisprudência trabalhista tem adotado a Súmula 32 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que estabelece os 30 dias.

    O texto aprovado é um substitutivo da deputada Flávia Morais (PDT-GO) ao Projeto de Lei 4001/2012, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO). O texto inicial previa a demissão por justa causa, mas sem incluir o prazo no item de abandono de emprego.

    Conforme o texto, o empregador deverá encaminhar notificação ao empregado, pessoalmente ou por via postal, com aviso de recebimento, da demissão por justa causa por abandono de emprego. O texto original previa que a notificação fosse enviada, o que poderia dificultar encontrar o emprego e efetivar a demissão.

    Morais retirou da proposta a possibilidade de publicar em edital a decisão da demissão, caso o empregado não seja encontrado em seu endereço. “O texto atual da CLT diz apenas que o abandono de emprego constitui justa causa, mas não diz depois de quanto tempo isso se dará”, explica.

    Segurança nacional

    O substitutivo também retirou a dispensa por justa causa de empregado por praticar atos contra a segurança nacional. Segundo Morais, o item foi incluído na época do regime militar e não foi corroborado pela Constituição.

    Tramitação

    De caráter conclusivo, a proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Licenciamento ambiental será discutido em audiência nesta quarta

    A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza audiência pública para discutir o relatório da Comissão de Finanças e Tributação sobre o PL 3729/2004, que trata de licenciamento ambiental. O debate foi solicitado pelo deputado Leonardo Monteiro (PT-MG).

    Segundo ele, o relator da proposta na Comissão de Finanças, deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), trata de questões que não são da competência do colegiado. O texto de Pereira vem enfrentando resistência de ambientalistas por flexibilizar as normas de licenciamento ambiental.

    A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza audiência pública para discutir o relatório da Comissão de Finanças e Tributação sobre o PL 3729/2004, que trata de licenciamento ambiental. O debate foi solicitado pelo deputado Leonardo Monteiro (PT-MG).

    Segundo ele, o relator da proposta na Comissão de Finanças, deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), trata de questões que não são da competência do colegiado. O texto de Pereira vem enfrentando resistência de ambientalistas por flexibilizar as normas de licenciamento ambiental.

    “Em seu substitutivo, o relator modifica conceitos técnicos de gestão ambiental, adentra da seara da legislação ambiental, traz regramento específico para licenciamento ambiental para setores como da agropecuária e construção civil, sem que seja esta a atribuição da comissão, conforme especifica o Regimento Interno da Câmara dos Deputados”, afirma Monteiro.

    O projeto já foi aprovado pelas comissões de Meio Ambiente e de Agricultura.

    Convidados

    Foram convidados para o debate:

    – O relator da proposta na Comissão de Finanças, deputado Mauro Pereira;

    – O relator da proposta na Comissão de Meio Ambiente, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP);

    – A presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Suely Vaz Araújo;

    – A representantes do Mistério Público Federal, da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), e da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anama).

    A audiência ocorrerá no plenário 2, a partir das 9 horas.

  • Avançam acordos setoriais da Política de Resíduos Sólidos

    O Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reuniu-se em 5 de maio, em Brasília, para debater avanços nos acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), bem como a proposta de acordo na área de resíduos de eletroeletrônicos.

    O Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reuniu-se em 5 de maio, em Brasília, para debater avanços nos acordos setoriais previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), bem como a proposta de acordo na área de resíduos de eletroeletrônicos.

    O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, falou sobre o estágio do acordo setorial de embalagens. O principal entrave continua sendo a ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual de São Paulo e o federal, para quem as empresas e entidades que aderiram ao acordo não atendem ao Sistema Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos e, portanto, não cumprem o previsto na PNRS.

    De acordo com Milan, a ação traz insegurança jurídica para as empresas, tanto do comércio como da indústria. “Conseguimos sinalizar aos promotores e, posteriormente ao juiz, que hoje o processo está fortemente calcado nas demandas jurídicas quando o foco deveriam ser as questões operacionais. E propusemos que ambos os MPs desistissem da ação.”

    A esse respeito, a chefe da Assessoria de Gestão das Representações (AGR), Wany Pasquarelli, explicou que, como a CNC está no polo passivo (ré) da ação junto com as empresas, a entidade está refletindo sobre a sua posição frente ao acordo setorial. “A Confederação entrou no acordo porque tem capilaridade para fazer articulação, disseminar informações, e não como uma entidade que executa a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por isso, no acordo, a sua responsabilidade não pode ser a mesma das empresas”, argumentou.

    “Em conversa com interlocutores do Ministério do Meio Ambiente (MMA), sugeriu-se que a Advocacia-Geral da União (AGU) fosse consultada para que informasse qual seria, contratualmente, a responsabilidade jurídica do interveniente anuente, função da CNC, nos acordos setoriais”, relatou a executiva. Se o entendimento da AGU for no mesmo sentido da ação civil pública, a CNC já anunciou a possibilidade de se retirar oficialmente dos acordos setoriais. A decisão da Confederação vai depender do argumento usado pela AGU, disse Wany.

    Marcio Milan concluiu seu relato destacando que, pela primeira vez, se conseguiu finalizar, em 2016, os números sobre o volume de resíduos que as cooperativas conseguiram recolher e dar destinação final adequada. São 40 associações de catadores, que reúnem 1.126 profissionais com carteira assinada, que comercializaram cerca de 29 mil toneladas, com destaque para as quase 17 mil toneladas de papel e papelão.

    Lâmpadas fluorescentes e similares

    O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos de São Paulo (SincoElétrico) e diretor tesoureiro da CNC, Marco Aurélio Sprovieri, revelou que o acordo setorial na área de lâmpadas fluorescentes e similares está evoluindo. Mas admitiu que “se trata de um processo complicado”, com um aprendizado muito grande por parte da entidade gestora, a Reciclus, no sentido de estabelecer um modelo de coletor adequado para os estabelecimentos. Revelou que, em São Paulo, já existem 16 pontos de coleta.

    Os coletores estão sendo dimensionados para 200 lâmpadas (apenas para o consumidor residencial), o que atende a demanda atual. A previsão, afirmou, é ampliar o número de pontos de coleta, à medida que a entidade gestora for evoluindo, não só no processo do estabelecimento do coletor, mas também no modelo operacional dos operadores logísticos, até a homologação das empresas responsáveis pela descontaminação do produto.

    “A presunção básica para o sucesso do projeto é de que o consumidor vá ao Ponto de Entrega Voluntária (PEV) em lojas atacadistas e varejistas e deixe o produto usado. Mas ele não é obrigado a fazer isso. Portanto, é um processo de conscientização.”

    Embalagens de óleos lubrificantes

    O consultor jurídico para Meio Ambiente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) Bernardo Souto fez palestra sobre o andamento do acordo setorial de embalagens de óleos lubrificantes. Disse que, apesar dos avanços, há um impasse delicado, no modelo de expansão da 2ª etapa, à espera de solução: a responsabilidade de quem prestar conta na devolução do resíduo, cuja definição está nas mãos do Ministério do Meio Ambiente.

    O comerciante recebe o produto usado em sua loja e lá o disponibiliza para ser retirado. Os fabricantes, entretanto, querem que o comércio emita recibo pelos resíduos recebidos e os entregues nos pontos concentradores que podem ficar em outro município. As negociações com o governo e com os fabricantes têm evoluído, com o comércio mostrando os pontos com os quais não concorda, “porque extrapolam as obrigações estipuladas em lei e podem onerar o setor”. O principal deles, explicou Souto, é a impossibilidade de criar uma logística do caminho de volta do resíduo.

    “Se, na resposta à consulta, o ministério disser que o comércio é o responsável e pode responder por eventuais falhas no processo, provavelmente o acordo entrará num impasse, porque as entidades sindicais sairão e aí o governo terá que definir como vai obrigar os comerciantes”, alertou.

    Acordo setorial de eletroeletrônicos

    A proposta para o acordo setorial de resíduos eletroeletrônicos foi o tema da palestra do gerente do Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Ademir Brescansin. Segundo ele, ainda há muitos entraves a serem superados. Os quatro principais são os seguintes:

    1 – reconhecimento da não periculosidade dos produtos descartados, durante as fases de coleta, triagem e transporte. Ainda depende de ajustes com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);

    2 – regulamentação para que os não signatários do acordo setorial tenham as mesmas responsabilidades dos signatários. A proposta não passou pelo Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (Cori), mas está próximo de aprovação no MMA;

    3 – criação de documento autodeclaratório para o transporte dos produtos descartados, com validade nacional. A solução está sendo buscada via secretarias de Fazenda; e

    4 – regulamentação da Participação Pecuniária do Consumidor no custeio da logística reversa, o chamado EcoValor. Nada mais é do que na Europa é chamado de visible fee, uma taxa visível para o consumidor final de um determinado valor, variável de acordo com o produto. Brescansin explicou que, na compra de uma mercadoria nova, seria pago esse ecovalor, que custearia todo o sistema de logística reversa de produtos usados. Uma das formas seria embutir no preço final, ou seja, o consumidor paga, mas não fica sabendo, ou aparecer destacado na nota fiscal, o eco valor.

    O problema é que para se colocar um item a mais numa nota fiscal, seria necessário criar uma série de leis pelo Ministério da Fazenda, que não abre negociação. “E mesmo dentro da indústria não há consenso. Então, estamos tentando definir quais as linhas de produto nas quais seria imprescindível ter o ecovalor e, por parte do governo, ter uma resposta se vai ou não ser possível.”

    Uma nova minuta de acordo foi encaminhada em fevereiro ao MMA, que não deu qualquer retorno. Na semana passada, a Abinee protocolou um pedido de explicação no ministério.

    Leia mais sobre a reunião do GTT-MA em http://bit.ly/2q04rQ8

  • Dia das Mães deve registrar alta nas vendas

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o próximo Dia das Mães deve movimentar R$ 9,2 bilhões no País, um crescimento de 3,8% em volume de vendas – já descontada a inflação – na comparação com o ano anterior. Se confirmada, a data comemorativa volta a registrar crescimento real no faturamento após dois anos de queda. Em 2015 e 2016, as vendas variaram -0,4% e -9,0%, respectivamente.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o próximo Dia das Mães deve movimentar R$ 9,2 bilhões no País, um crescimento de 3,8% em volume de vendas – já descontada a inflação – na comparação com o ano anterior. Se confirmada, a data comemorativa volta a registrar crescimento real no faturamento após dois anos de queda. Em 2015 e 2016, as vendas variaram -0,4% e -9,0%, respectivamente.

    Com a expectativa de incremento das vendas por parte dos varejistas, a contratação de trabalhadores temporários pelo setor deve apresentar ligeiro aumento neste ano (20,6 mil vagas), na comparação com o mesmo período de 2016 (20,1 mil vagas). Apesar da maior oferta de postos de trabalho, a taxa de efetivação deve se manter abaixo da média histórica de 5,5%.

    Segundo Fabio Bentes, economista da CNC, a menor efetivação decorre de vários fatores, como as condições de consumo ainda frágeis, especialmente no que se refere à lentidão nos processos de retomada do nível de atividade econômica, emprego e crédito, este último, elemento fundamental para a materialização das vendas a prazo.

    Os artigos mais procurados

    De acordo com a CNC, os ramos de artigos de uso pessoal e doméstico e de móveis e eletrodomésticos devem ser aqueles mais procurados neste ano, apontando variações de +6,7% e +6,4% em volume de vendas, respectivamente, na comparação com o Dia das Mães anterior. Já para o setor de vestuário e calçados, principal ramo do varejo nessa data, com cerca de 40% do faturamento total, a previsão é de ligeira alta de 0,5% em comparação com 2016.

    Variação nos preços

    Segundo dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), os bens e serviços sazonalmente mais demandados no Dia das Mães acumularam alta de 4,6% nos últimos 12 meses – a menor variação em 10 anos. Sendo assim, com preços abaixo daqueles observados no ano passado, os itens de mobiliário (-0,9%), joias e bijuterias (-0,7%) e aparelhos telefônicos (-0,8%) devem impulsionar as vendas nos segmentos. Por outro lado, variações ainda expressivas nos preços médios dos chocolates (+14,6%), tênis (+11,6%) e artigos de maquiagem (+11,2%) devem impedir que a média de preços dos bens e serviços mais consumidos nessa data baixe ainda mais este ano.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 082/2017

    DESTAQUES:

    Prorrogada a validade dos Certificados de Aprovação – CA dos Equipamentos de Proteção Individual – EPIs de óculos de segurança, protetor facial e máscara de solda

    Convocação do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas do Estado de São Paulo, para Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 31 de Maio de 2017

    DESTAQUES:

    Prorrogada a validade dos Certificados de Aprovação – CA dos Equipamentos de Proteção Individual – EPIs de óculos de segurança, protetor facial e máscara de solda

    Convocação do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas do Estado de São Paulo, para Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 31 de Maio de 2017

  • Comissão rejeita programa para financiar abertura de empresas por jovens

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviço rejeitou o Projeto de Lei n° 2485/2015, que institui o Programa Uma Ideia, Uma Vida, com o objetivo de financiar a abertura de sociedades empresariais ou de empresa individual, por jovens residentes no Brasil, de 18 a 25 anos.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviço rejeitou o Projeto de Lei n° 2485/2015, que institui o Programa Uma Ideia, Uma Vida, com o objetivo de financiar a abertura de sociedades empresariais ou de empresa individual, por jovens residentes no Brasil, de 18 a 25 anos.

    O objetivo do autor da proposta, deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB), é estimular o empreendedorismo na população jovem. Também poderão ser contemplados pelo programa ex-detentos de 18 a 35 anos de idade, desde que não tenha se passado mais de cinco anos do cumprimento ou da extinção da pena.

    O financiamento será concedido, mediante autorização do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de bancos credenciados que atuem em todos os estados do país, sendo do BNDES o risco do financiamento.

    O parecer do relator, deputado Laercio Oliveira (SD-SE), foi contrário à proposta e aos projetos apensados (PLs n° 3335/2015, 3482/2015 e 4516/2016).

    “Parece-nos inadequado que se pense em incentivo ao empreendedorismo sem se preocupar, antes de mais nada, com a formação acadêmica básica desses indivíduos”, disse. “Afinal, qualquer tipo de atividade econômica merece ser meticulosamente planejada antes de seu início, exigindo-se, para isso, capacidade técnica e intelectual dos interessados, além do apoio do Estado”, completou.

    Origem dos recursos

    Pela proposta, os recursos do Programa Uma Ideia, Uma Vida teriam origem nos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) repassados ao BNDES ou por este administrados; no orçamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; na destinação de parte dos depósitos compulsórios, segundo política monetária do Banco Central do Brasil; na reversão dos financiamentos concedidos; e em outras fontes a serem estabelecidas pelo Poder Executivo.

    Tramitação

    A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.