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  • Sancionada lei da terceirização, mas Senado deve votar projeto alternativo

    Com três vetos, o presidente Michel Temer sancionou, em 31 de março, a lei que libera a terceirização em todas as atividades das empresas. O texto amplia as possibilidades de contratação de serviço terceirizado, que poderá ser feita tanto na área meio quanto na atividade fim. Por sua vez, o Senado tem em pauta projeto que restringe essas possibilidades.

    Com três vetos, o presidente Michel Temer sancionou, em 31 de março, a lei que libera a terceirização em todas as atividades das empresas. O texto amplia as possibilidades de contratação de serviço terceirizado, que poderá ser feita tanto na área meio quanto na atividade fim. Por sua vez, o Senado tem em pauta projeto que restringe essas possibilidades.

    Do texto, aprovado em 22 de março pela Câmara dos Deputados, foram mantidos os temas centrais, como a possibilidade de as empresas terceirizarem sua atividade principal, sem restrições, inclusive na administração pública. As empresas de terceirização poderão subcontratar empresas para realizar serviços, e, em casos de ações trabalhistas, caberá à empresa terceirizada pagar os direitos questionados na justiça, se houver condenação.

    O principal trecho vetado permitia a extensão do prazo de 270 dias dos contratos temporários ou de experiência. Segundo o Palácio do Planalto, isso abriria a possibilidade de prorrogações indefinidas do contrato temporário. Os outros vetos, segundo a justificativa, são relativos a trechos que já repetiam itens da Constituição.

    A lei de terceirização tem sido alvo de críticas de senadores, e sua sanção vai contra o pedido de parte da bancada do PMDB na Casa. Em 28 de março, nove senadores encaminharam uma carta a Michel Temer alertando que, da forma como tinha sido aprovado, o texto poderia agravar o desemprego e reduzir a arrecadação.

    Na ocasião, o líder do partido, Renan Calheiros (AL), criticou a decisão da Câmara de resgatar um projeto antigo (PLC 3/2001), que havia sido aprovado pelo Senado há 16 anos, em vez de esperar a resolução de uma proposta mais moderna e capaz de dar segurança jurídica aos terceirizados. No mesmo dia, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, garantiu a representantes de centrais sindicais que será votado em breve o projeto que restringe a terceirização (PLC 30/2015).

    O relator da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), disse que seu parecer está pronto para ser debatido e votado. O texto será enviado para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), e depois do Plenário. O texto do Senado restringe a possibilidade de terceirização às atividades meio — aquelas de suporte, ou secundárias, como de limpeza ou segurança.

  • Taxas da Zona Franca de Manaus serão debatidas em nova audiência pública

    A comissão mista que analisa a MP sobre a questão tributária da Zona Franca de Manaus tem nova audiência pública na terça-feira (4/4). A Medida Provisoria (MP) 757/2016 cria duas taxas sobre a importação de mercadorias e sobre serviços.

    A comissão mista que analisa a MP sobre a questão tributária da Zona Franca de Manaus tem nova audiência pública na terça-feira (4/4). A Medida Provisoria (MP) 757/2016 cria duas taxas sobre a importação de mercadorias e sobre serviços.

    As taxas de Controle Administrativo de Incentivos Fiscais (TCIF) e de Serviços (TS) estabelecidas pela medida seriam arrecadadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A criação da TCIF e da TS foi necessária para substituir a Taxa de Serviços Administrativos (TSA) considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em maio de 2016.

    Esta será terceira audiência pública promovida pela comissão para a MP. Na audiências anteriores foram ouvidos representantes de federações do comércio e indústria de estados da Região Norte. Na terça-feira serão ouvidos representantes do governo federal, das secretarias de Planejamento de estados da Região Norte e sindicalistas.

    A audiência terá início às 14h30, na sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho, no Anexo II do Senado. A votação do relatório está prevista para o dia 26 de abril.

  • Lei sobre segurança em casas noturnas e boates é sancionada com vetos

    A Lei 13.425/2017, que estabelece normas sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndios em estabelecimentos de reunião de público, foi sancionada com uma série de vetos na quinta-feira (30/3) e publicada nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da União. O texto estabelece normas mais rígidas a serem seguidas por proprietários de estabelecimentos, autoridades públicas e profissionais, visando evitar tragédias como a da boate Kiss.

    A Lei 13.425/2017, que estabelece normas sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndios em estabelecimentos de reunião de público, foi sancionada com uma série de vetos na quinta-feira (30/3) e publicada nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da União. O texto estabelece normas mais rígidas a serem seguidas por proprietários de estabelecimentos, autoridades públicas e profissionais, visando evitar tragédias como a da boate Kiss.

    Na madrugada de 27 de janeiro de 2013, um incêndio na boate, em Santa Maria (RS), provocou a morte de 242 pessoas e resultou em 680 feridos. A norma é decorrente do Projeto de Lei 2020/07, da deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), e entra em vigor daqui a 180 dias.

    Comandas

    Um dos vetos do presidente Michel Temer foi feito ao trecho que proíbe o uso do sistema de comanda para controle do consumo em casas noturnas. A intenção era trazer maior segurança em caso de incêndio ou outras ocorrências. Para vetar a iniciativa, Temer afirmou que a proibição, “embora louvável”, pode ser mais flexível, “preservando-se também peculiaridades setoriais, mercadológicas e eventuais mudanças tecnológicas”.

    Donos de estabelecimentos

    A criminalização dos donos de estabelecimentos também foi retirada. Foi vetado o trecho que previa para os proprietários pena de detenção de seis meses a dois anos além de multa. De acordo com a justificativa para o veto, não há necessidade de criar um novo tipo penal, “de perigo abstrato”, sem ter havido lesão concreta ou mesmo exposição a risco real. Na justificativa, Temer acrescentou que a atual legislação penal já cobre o assunto.

    Normas da ABNT

    Foi vetado também trecho que obriga o cumprimento de normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) por parte de engenheiros e arquitetos, bombeiros militares, prefeituras e donos de estabelecimentos. Para Temer, “ao subordinar a atuação do Poder Público e sua competência legislativa a regulamentos ou normas técnicas expedidos por entidades privadas, os dispositivos ferem o princípio da legalidade e podem atingir a supremacia do interesse público, bem como incrementar o risco de conflito de interesses”.

    Fluxo de saída

    Foi vetada a adequação à lei de edificações que, pela estrutura física ou pela natureza das atividades desenvolvidas, tenham restrição à existência de mais de uma direção no fluxo de saída de pessoas. De acordo com a justificativa para o veto, a adequação desses estabelecimentos gera custo desnecessário e indevido, principalmente para empresas de micro e pequeno porte, sem aumentar a segurança de forma relevante.

    Vistoria

    O presidente Temer vetou também a obrigatoriedade de vistoria anual pela prefeitura ou bombeiros em locais enquadrados na lei. O governo alegou que as leis existentes já dão conta “adequadamente” do assunto e que essa regra vai evitar “incrementar desnecessariamente” o número de vistorias em locais de baixo risco, concentrando esforços em empreendimentos com maior risco de incêndio.

    Fiscalização e certificação

    O projeto aprovado pelo Congresso atribuía a responsabilidade pela fiscalização à prefeitura, trecho que foi vetado também. Para Temer, isso poderia causar a interpretação errônea de que a responsabilidade de fiscalização seria exclusiva da prefeitura, excluindo outras instâncias e agentes, principalmente aqueles com “poder de polícia”.

    Um outro trecho vetado foi o que estabelecia a improbidade administrativa a prefeitos e bombeiros que não cumprissem os prazos para emissão de alvará ou não fizessem as vistorias. De acordo com Temer, essa regra enquadraria “situações omissivas que fogem ao controle e governabilidade dos agentes”, gerando “medidas desproporcionais e injustas”.

    O texto enviado à sanção estabelece ainda que o governo poderia exigir uma certificação de segurança a mais para projetos artísticos, culturais, esportivos, científicos que recebessem incentivos fiscais da União. Esses projetos teriam que apresentar certificação pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), além da fiscalização pela prefeitura e bombeiros militares. Esse trecho foi vetado porque essa certificação não existe e a exigência poderia resultar em duplicidade de vistorias, segundo a justificativa.

  • Renalegis debate reforma trabalhista

    O vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), Ivo Dall’Acqua Júnior, disse nesta sexta-feira (31/3) que o empresariado tem expectativa muito otimista em relação à aprovação do proposta de reforma trabalhista, em tramitação na Câmara.

    O vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), Ivo Dall’Acqua Júnior, disse nesta sexta-feira (31/3) que o empresariado tem expectativa muito otimista em relação à aprovação do proposta de reforma trabalhista, em tramitação na Câmara. Em palestra na reunião extraordinária da Rede Nacional de Assessorias Legislativas (Renalegis), em Salvador, ele justificou que, nas audiências públicas promovidas pela Comissão Especial que analisa o Projeto de Lei 6787/2016, do Executivo, as teses defendidas pelos empresários estão sendo recebidas com empatia pelos deputados.

    “É porque temos apresentado argumentos sólidos. O maior deles é defender que a proposta não mexe em direitos individuais dos trabalhadores”, sustentou. O que o governo propõe, explicou, é alterar a forma de fruição e a maneira de se poder negociar. A iniciativa, acrescentou, foca na recuperação de um princípio constitucional que vem sendo rechaçado pelo Judiciário de forma geral, que é o respeito à autonomia coletiva privada. “Está na Constituição, na estrutura sindical e nos direito sociais.”

    Ação conjunta

    Membro da Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Dall’Acqua elogiou o trabalho que vem sendo desenvolvido em defesa do PL 6787 pelo Grupo Interconfederativo Empregador (GIEMP).

    Questionado por participantes da reunião sobre a ação do Grupo, esclareceu que os representantes das Confederações patronais decidiram não patrocinar nenhum ponto de interesse particular para evitar fragmentar ou fragilizar a argumentação. Além da CNC, fazem parte do GIEMP, que debate assuntos sindicais e de relações do trabalho nos órgãos públicos, as Confederações da Indústria, da Agricultura e Pecuária, das Instituições Financeiras e dos Transportes.

    O dirigente destacou que o projeto da reforma trabalhista já recebeu 849 emendas. Por isso, as confederações estão selecionando aquelas consideradas fundamentais para o trabalho de defesa de interesse. O princípio de consenso é o que estabelece que o negociado entre as partes prevaleça sobre o legislado, o qual já recebeu 72 emendas. “Na verdade, projeto não é uma reforma, mas orienta como deve ser gerenciada uma relação patrão-empregado”, disse.

    O assessor legislativo da CNC Reiner Leite, da Assessoria junto ao Poder Legislativo (Apel) da CNC, chamou a atenção para a necessidade de clareza e contundência no texto da proposta que fala a respeito da prevalência do acordado sobre o legislado. Isso, a seu ver, evitará interpretações de magistrados e potenciais ações trabalhistas.

    Os integrantes da Renalegis também questionaram sobre a tramitação do PL na Câmara. Dall’Acqua acredita que o relatório final do deputado Rogério Marinho (PSDB/RN) deve ficar pronto no final de abril, quando será discutido e votado no âmbito da Comissão e após ir a Plenário. Em seguida, vai ao Senado, onde o governo tem maioria mais consistente.

    Desenvolvimento da Renalegis

    O chefe da Apel, Roberto Velloso, falou sobre a importância do Plano de Desenvolvimento da Renalegis, uma nova ação cujo objetivo é integrar o trabalho de acompanhamento de proposições nas três esferas do legislativo (municipal, estadual e federal), alinhar processos e permitir a troca de informações entre as federações e CNC. Na apresentação do plano, o assessor Felipe Miranda, disse que isso será feito por meio de encontros presenciais, sendo um por semestre, com grupos de federações.

    Atualmente, segundo ele, 84% das federações estão integradas ao trabalho da Renalegis. Depois da etapa de padronização do acompanhamento legislativo, o foco agora é a integração dos sindicatos.

    Agenda Legislativa

    A reunião extraordinária da Renalegis foi coordenada pelo 1º vice-presidente da Fecomércio-BA, Kelsor Fernandes. O dirigente falou sobre a importância do trabalho de assessoria parlamentar e destacou o lançamento da primeira edição da Agenda Política e Legislativa do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da entidade. O lançamento se dá no momento em que a Federação comemora seus 70 anos.

    Na véspera, durante a reunião de Diretoria, o presidente Carlos de Souza Andrade fez referência à iniciativa da Fecomércio. Entre os objetivos, disse, está a busca de um bom ambiente de negócios para o desenvolvimento econômico e social do setor, responsável por mais de 70% do PIB baiano.

    Presença de parlamentares

    Também participaram do evento Renalegis o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ângelo Coronel, o presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa da Bahia, deputado Eduardo Salles, deputados estaduais, vereadores e vários integrantes da Diretoria da Fecomércio.

    Coronel enfatizou o mérito do trabalho da assessoria legislativa da Federação de Comércio como suporte à ação dos parlamentares. “A economia, a sociedade e a população são os grandes beneficiados dessa parceria”, resumiu.

    Proposições

    Os integrantes da Renalegis analisaram e definiram estratégias sobre 19 proposições que tramitam no Parlamento. Entre elas, o PL 559/2015, o qual dispõe sobre a criação do Serviço Social da Saúde e o Serviço Nacional de Aprendizagem em Saúde; e o PL 6787/2016, que trata da reforma trabalhista.

    Ainda foram debatidos o PL 4302/1998, sobre a terceirização; o PLC 30/2015, a respeito dos contratos de terceirização e as relações de trabalho deles decorrentes; e o PLS 386/2016, o qual estabelece que parte dos recursos destinados ao Sistema S será alocado para financiar a seguridade social.

  • CNC promove seminário sobre os impactos da economia colaborativa

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realiza no dia 17 de abril o seminário Impactos da “Economia Colaborativa” – Hospedagem, na sede da CNC, no centro do Rio.

    Empresas da chamada “economia colaborativa”, como Uber, AirBnb, Windu, HomeAway, entre outras, estão cada vez mais presentes na rotina de viajantes de todo o mundo. No entanto, o crescimento desses novos serviços envolve questões sobre a justa concorrência para empresas de turismo e hospitalidade.

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realiza no dia 17 de abril o seminário Impactos da “Economia Colaborativa” – Hospedagem, na sede da CNC, no centro do Rio.

    Empresas da chamada “economia colaborativa”, como Uber, AirBnb, Windu, HomeAway, entre outras, estão cada vez mais presentes na rotina de viajantes de todo o mundo. No entanto, o crescimento desses novos serviços envolve questões sobre a justa concorrência para empresas de turismo e hospitalidade.

    Como funcionam esses novos serviços de turismo por plataformas, como as empresas hoteleiras e os destinos turísticos estão se adaptando e encontrando soluções para as situações criadas? Como regular esse novo modelo de negócio para uma concorrência equilibrada? Qual a estratégia a ser desenvolvida pelos formuladores da política pública para fomentar a inovação no turismo nacional? O seminário Impactos da “Economia Colaborativa” – Hospedagem pretende debater essas e outras questões.

    O encontro, que será aberto ao público, reunirá diversos especialistas no setor para debater as questões de regulamentação e tributação dos serviços de turismo por plataformas. Participarão do evento representantes do Ministério do Turismo, do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, da Associação Brasileira de Resorts, do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro, entre outros.

     

    Seminário Impactos da Economia Colaborativa/ CNC

    Data: 17 de abril de 2017

    Local: CNC/ RJ

    Horário: das 13h às 19h

    Clique aqui e faça sua inscrição

  • STF fixa como constitucional a contribuição do empregador rural ao Funrural

    O STF declarou nesta quinta-feira a constitucionalidade da contribuição do empregador rural pessoa física ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), evitando uma derrota que teria impacto significativo nos cofres públicos. Com a decisão, o STF fixou a seguinte tese: é constitucional formal e materialmente a contribuição social de empregador rural pessoa física instituída pela Lei 10256/2001 incidente sobre receita bruta obtida com a comercialização de sua produção.

    O STF declarou nesta quinta-feira a constitucionalidade da contribuição do empregador rural pessoa física ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), evitando uma derrota que teria impacto significativo nos cofres públicos. Com a decisão, o STF fixou a seguinte tese: é constitucional formal e materialmente a contribuição social de empregador rural pessoa física instituída pela Lei 10256/2001 incidente sobre receita bruta obtida com a comercialização de sua produção. A decisão terá efeito para mais de 15 mil processos que estavam suspensos em instâncias inferiores esperando definição do Supremo.

  • Grupo Silvio Santos tem vitória no Carf

    O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que o grupo Silvio Santos Participações não deve pagar autuação de R$ 900 milhões de PIS e Cofins em operação envolvendo a quitação de empréstimos obtidos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) mediante pagamento com o título emitido pelo grupo BTG Pactual. A operação foi feita com respaldo do Banco Central para pagar o FGC após as negociações que garantiram a sobrevivência do banco Panamericano, pertencente ao grupo Silvio Santos até 2010.

    O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que o grupo Silvio Santos Participações não deve pagar autuação de R$ 900 milhões de PIS e Cofins em operação envolvendo a quitação de empréstimos obtidos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) mediante pagamento com o título emitido pelo grupo BTG Pactual. A operação foi feita com respaldo do Banco Central para pagar o FGC após as negociações que garantiram a sobrevivência do banco Panamericano, pertencente ao grupo Silvio Santos até 2010.

  • CARF/Tratado Internacional/Itaipu/Cofins

    1ª Turma da 3ª Câmara da 3ª Seção

    Processo 10166.007875/2003-54

    Centrais Elétricas Brasileiras x Fazenda Nacional

    Por maioria de votos, a turma decidiu que a Cofins deve incidir sobre o pagamento de empréstimos feitos pela Eletrobras à hidrelétrica de Itaipu. O caso analisado já havia passado pela Câmara Superior do tribunal administrativo, mas voltou à câmara baixa para que se discutisse se haveria tributação por força do tratado assinado entre Brasil e Paraguai, que isentava de tributos a construção da hidrelétrica.

    1ª Turma da 3ª Câmara da 3ª Seção

    Processo 10166.007875/2003-54

    Centrais Elétricas Brasileiras x Fazenda Nacional

    Por maioria de votos, a turma decidiu que a Cofins deve incidir sobre o pagamento de empréstimos feitos pela Eletrobras à hidrelétrica de Itaipu. O caso analisado já havia passado pela Câmara Superior do tribunal administrativo, mas voltou à câmara baixa para que se discutisse se haveria tributação por força do tratado assinado entre Brasil e Paraguai, que isentava de tributos a construção da hidrelétrica.

    Segundo a PGFN, as isenções só poderiam abranger a construção da hidrelétrica. Ainda segundo a Fazenda, a hidrelétrica havia usado o empréstimo para construir um museu e instalar show de iluminação, obras que se desligariam do tratado. Ficou vencido o conselheiro Marcelo Costa Marques D’Oliveira, relator do processo, que disse em seu voto que a cobrança do tributo acabaria onerando a obra.

  • Cetur defende modernização das relações de trabalho

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) foi convidado a debater a reforma trabalhista em audiência pública na Comissão Especial de Reforma Trabalhista da Câmara dos Deputados, no dia 30 de março. O presidente do Cetur, Alexandre Sampaio, também presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), representou a entidade  para tratar do Projeto de Lei nº 6.787/2016.

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) foi convidado a debater a reforma trabalhista em audiência pública na Comissão Especial de Reforma Trabalhista da Câmara dos Deputados, no dia 30 de março. O presidente do Cetur, Alexandre Sampaio, também presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), representou a entidade  para tratar do Projeto de Lei nº 6.787/2016.

    A proposta altera o Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 – Consolidação das Leis do Trabalho –, e a Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, para dispor sobre eleições de representantes dos trabalhadores no local de trabalho e sobre trabalho temporário.

    De acordo com Sampaio, “a legislação trabalhista deve incentivar a livre negociação, regulamentar novas formas de trabalho, como o trabalho intermitente, e simplificar procedimentos”. Ele destacou a Emenda n° 83/2017 (que altera o PL 6.787/2016), que pretende normatizar a prestação de serviço descontinuada, ou trabalho intermitente, que poderá intercalar prestação de serviços e períodos de inatividade. Alexandre Sampaio citou ainda a necessidade da redução de custos de contratação para hotéis, restaurantes, bares e similares, visto que o setor está sendo afetado pelas novas tecnologias, por exemplo pelo surgimento da plataforma Airbnb.

    Negociação coletiva é defendida como alavanca para recuperação econômica

    O representante da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística Narciso Figueiroa defendeu que as negociações coletivas prevaleçam sobre a legislação, como previsto na proposta de reforma. Conforme ele, as negociações visam adequar a legislação a cada segmento produtivo. Figueiroa acredita que a sociedade quer mudanças na legislação trabalhista. Segundo ele, houve modernização das relações de trabalho, e a legislação não acompanhou.

    Conforme dados apresentados por Narciso, o Brasil tem 2,6 milhões de novas ações trabalhistas anuais, enquanto nos Estados Unidos esse número é de 75 mil. Segundo ele, uma das causas dessa diferença é a legislação excessivamente protetiva ao trabalhador no Brasil. Além disso, declarou que o Judiciário tem que tratar as partes com paridade, tem que dar causa a quem tem razão.

    Narciso expôs também que a maioria das ações trabalhistas são propostas com base em teses jurídicas, exemplificou suas considerações citando as súmulas dos tribunais, as quais criam novos direitos, gerando insegurança jurídica.

    Para a professora e juíza do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região Thereza Christina Nahas, o alto número de ações trabalhistas é, em parte, culpa da própria Justiça. Segundo ela, os tribunais apresentam várias divergências e não reconhecem as negociações coletivas.

    Ela acredita que uma reforma trabalhista estrutural é necessária, tendo em vista a crise econômica mundial desde 2008 e o aumento do desemprego, também em nível mundial. Contudo, em sua visão, a reforma deveria ser mais ampla do que a proposta do governo, com um código/estatuto do trabalhador, em vez de uma consolidação das leis.

    Visão do Legislativo é a modernização

    O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), relator substituto, acredita que a modernização da legislação é essencial, especialmente diante do alto índice de desemprego do País.

    Segundo ele, o Brasil é avaliado como um dos piores países do mundo para se ter uma empresa e é preciso dar condições de sobrevivência para essas empresas, para que empregos possam ser gerados: “sem empresa, não tem emprego”. “O passado é muito importante, mas o presente e o futuro são ainda mais”, afirmou o parlamentar, ao garantir que a reforma trabalhista não visa retirar direitos do trabalhador, mas sim encontrar a melhor alternativa para o empregador e o empregado, lembrando as conquistas da CLT durante o debate.

    Lippi comentou as dificuldades do pequeno empresário e pediu que a sociedade respeite as empresas, “pois sem elas não há como ocorrer melhora econômica”.

    O parlamentar ressaltou que o Brasil tem o maior número de conflitos trabalhistas do mundo, gerando insegurança jurídica para as empresas, que não enfrentam somente problemas trabalhistas, mas também altos tributos e questões fiscais.

    Para ele, é preciso que haja harmonia e tratamento da questão, visando ao equilíbrio das duas partes, diante de dados que mostram que “no Brasil, após cinco anos de abertura, 60% das empresas morrem. Eu quero defender o equilíbrio para encontrar soluções e evitar conflitos e mais fechamentos de empresas”. “Não é fácil ser empresário. Quem emprega, hoje, tem medo”, finalizou Vitor Lippi.

    A audiência foi presidida pelo 1º vice-presidente da comissão especial destinada a emitir parecer sobre o Projeto de Lei (PL) n° 6.867/2016, deputado Antonio Goulart (PSD-SP), que declarou defender o trabalho intermitente. “Tenho uma empresa do ramo gastronômico. Sei das dificuldades de ser empresário. O meu estabelecimento precisa abrir também aos sábados e domingos. Nesse caso, preciso utilizar mão de obra intermitente e não há perda de qualidade de serviço ou qualquer problema trabalhista”, afirmou, falando da necessidade de modernização das negociações trabalhistas para o bem do País.

  • CARF/Extravio de Carga/ IPI/Imposto de importação

    Processo 10831.004616/2006-24

    Polar Air Cargo x Fazenda Nacional

    O Carf começou a julgar se o extravio de uma carga de 800 kg deve ser conhecido pela Conferência Final de Manifesto de Carga – registro de descarga obrigatório feito em todos os voos que transportam carga – ou pelo sistema de checagem eletrônico Mantra (Sistema Integrado da Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento).

    Processo 10831.004616/2006-24

    Polar Air Cargo x Fazenda Nacional

    O Carf começou a julgar se o extravio de uma carga de 800 kg deve ser conhecido pela Conferência Final de Manifesto de Carga – registro de descarga obrigatório feito em todos os voos que transportam carga – ou pelo sistema de checagem eletrônico Mantra (Sistema Integrado da Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento).

    No caso analisado, a transportadora alega que detém um registro de que a carga fora extraviada fora do país, antes de chegar ao aeroporto. Em seu voto, o relator José Henrique Mauri, entendeu que o auto de infração poderia ter sido feito pelo Mantra. A defesa afirma, contudo, que a checagem feita a partir deste sistema só passou a ter força de lei em 2013, anos após o auto de infração.

    Também em seu voto, o relator afastou a incidência de IPI, pois a norma que permitiria a aplicação do IPI não estava vigente à época dos fatos. Pediu vista do processo o conselheiro Marcelo Costa Marques D’Oliveira.