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  • Câmara pode votar hoje projeto que regulamenta a terceirização

    O projeto de lei que permite a terceirização de todas as atividades da empresa pode ser votado nesta terça-feira (21) pelo Plenário. Os deputados precisam analisar o substitutivo do Senado ao PL 4.302/98, do Executivo. A matéria é o único item da pauta de hoje.

    O projeto de lei que permite a terceirização de todas as atividades da empresa pode ser votado nesta terça-feira (21) pelo Plenário. Os deputados precisam analisar o substitutivo do Senado ao PL 4.302/98, do Executivo. A matéria é o único item da pauta de hoje.

    De acordo com o texto dos senadores, quanto às obrigações trabalhistas haverá a responsabilidade subsidiária da empresa contratante em relação à responsabilidade da empresa de serviços terceirizados. Parecer unânime aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público mantém a responsabilidade solidária, conforme texto da Câmara. As mudanças ocorrem na Lei nº 6.019/74.

    Na responsabilidade subsidiária, os bens da empresa contratante somente poderão ser penhorados pela Justiça se não houver mais bens da terceirizada para o pagamento da condenação relativa a direitos não pagos. Na solidária, isso pode ocorrer simultaneamente. Contratante e terceirizada respondem ao mesmo tempo com seus bens para o pagamento da causa trabalhista.

    O projeto também regulamenta aspectos do trabalho temporário, aumentando de três para seis meses o tempo máximo de sua duração.

    Para o relator, deputado Laércio Oliveira (SD-SE), o texto vai incentivar contratações ao modernizar as regras trabalhistas e criar uma lei específica sobre terceirizações. “Essa proposta não é a solução definitiva para o desemprego, mas é um facilitador porque traz segurança jurídica. Hoje quase sempre as consequências de contratos malfeitos recaem sobre o trabalhador terceirizado”, diz.

    Já o deputado Ságuas Moraes (PT-MT), vice-líder do partido, argumenta que a abertura da terceirização para mais áreas de uma empresa vai prejudicar o trabalhador. “O empresário poderá demitir um funcionário que tem carteira assinada com a sua empresa e contratar uma outra empresa para prestar aquele serviço. Com certeza, o trabalhador terá um salário menor, pois a empresa terceirizada buscará ter lucro”, afirma.

    A Ordem do Dia do Plenário começa às 16 horas.

  • Comissão da reforma trabalhista faz duas audiências nesta semana

    A comissão especial que analisa a proposta de reforma trabalhista (PL 6.787/16) realiza nesta semana duas audiências públicas. Na quarta-feira (22), os deputados do colegiado debaterão soluções extrajudiciais, por sugestão dos deputados Rogério Marinho (PSDB-RN), Wadih Damous (PT-RJ) e Sergio Vidigal (PDT-ES).

    São convidados:

    – o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Alexandre de Souza Agra Belmonte;

    – o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, 1ª Região, Gustavo Tadeu Alckmin;

    A comissão especial que analisa a proposta de reforma trabalhista (PL 6.787/16) realiza nesta semana duas audiências públicas. Na quarta-feira (22), os deputados do colegiado debaterão soluções extrajudiciais, por sugestão dos deputados Rogério Marinho (PSDB-RN), Wadih Damous (PT-RJ) e Sergio Vidigal (PDT-ES).

    São convidados:

    – o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Alexandre de Souza Agra Belmonte;

    – o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, 1ª Região, Gustavo Tadeu Alckmin;

    – o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, 17ª Região, Carlos Henrique Bezerra Leite;

    – o presidente da Comissão de Direito do Trabalho da OAB/DF, Dino Araujo de Andrade;

    – o vice-presidente executivo da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), Ermínio Alves de Lima Neto;

    – e o professor da Universidade de São Paulo (USP) Nelson Mannrich.

    O encontro terá início às 14h30, em local a ser definido.

    Segurança jurídica

    Na quinta-feira (23), a audiência discutirá súmulas e segurança jurídica, por solicitação dos deputados Patrus Ananias (PT-MG), Arnaldo Jordy (PPS-PA), Chico Alencar (Psol-RJ), Luiza Erundina (Psol-SP) e Rogério Marinho.

     São convidados:

    – o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Mauricio Godinho Delgado;

    – o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, 3ª Região, João Bosco Pinto Lara;

    – o juiz do Tribunal Regional do Trabalho, 8ª Região, José Maria Quadros de Alencar;

     – o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Fernando da Silva Filho;

    – e o doutor em Direito do Trabalho pela Universidade de São Paulo Antônio Galvão Peres.

    Marcado para as 9 horas, o debate ocorrerá em plenário a ser definido.

    Porto Alegre e Belo Horizonte

    A comissão especial participará, nesta sexta-feira (24), de seminário estadual sobre os impactos da reforma nos trabalhadores e no mercado de trabalho. O encontro, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, terá início às 9 horas, no auditório Dante Barrone.

    No mesmo dia, haverá fórum estadual com o mesmo ponto de pauta no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O encontro terá início às 10 horas.

  • Comissão pode votar parecer sobre Lei de Responsabilidade Educacional

    A comissão especial que analisa o projeto da Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7.420/06) reúne-se nesta quarta-feira (22) para discutir e votar o parecer do relator, deputado Bacelar (PTN-BA).

    A reunião está marcada para as 14h30, em plenário a definir.

    Proposta

    A proposta estende punições previstas na Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92) ao gestor público que permitir, injustificadamente, o retrocesso da qualidade da educação básica nos Estados, municípios e Distrito Federal.

    A comissão especial que analisa o projeto da Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7.420/06) reúne-se nesta quarta-feira (22) para discutir e votar o parecer do relator, deputado Bacelar (PTN-BA).

    A reunião está marcada para as 14h30, em plenário a definir.

    Proposta

    A proposta estende punições previstas na Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92) ao gestor público que permitir, injustificadamente, o retrocesso da qualidade da educação básica nos Estados, municípios e Distrito Federal.

    A chamada Lei de Responsabilidade Educacional reúne 19 propostas (o projeto principal 7.420/06, de autoria da ex-deputada Professora Raquel Teixeira, e outras 18 propostas sobre o mesmo assunto que tramitam apensadas).

    A aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional é uma das exigências do Plano Nacional de Educação (PNE – Lei nº 13.005/14), aprovado em 2014, e já deveria estar em vigor.

    Queda nos índices

    Segundo o relatório de Bacelar, a piora dos índices de qualidade da educação caracteriza ato de improbidade administrativa do chefe do Poder Executivo – no caso, os prefeitos e os governadores. Nesse caso, os governantes podem ser punidos com penas como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o Poder Público.

    Se o chefe do Executivo justificar por que não atingiu as metas, ele não será punido. “Por exemplo, se o prefeito tem como meta colocar duas mil crianças em creches, mas ele só tem dois estabelecimentos, que atendem 300. Então, ele vai, periodicamente, anualmente, prestar contas dos avanços ou então dos retrocessos ocorridos, justificando-os”, explicou Bacelar.

    Tramitação

    Se for aprovada na comissão especial, a proposta seguirá para análise pelo Plenário da Câmara. Depois, deverá ser votada pelo Senado.

  • CNC: confiança das famílias segue em recuperação lenta

    [21/03/2017]A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março de 2017, em uma escala de 0 a 200. Apesar de continuar abaixo da zona de indiferença (100 pontos), o índice aumentou 1,4% na comparação mensal e 0,9% em relação a março de 2016.

     

    [21/03/2017]A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março de 2017, em uma escala de 0 a 200. Apesar de continuar abaixo da zona de indiferença (100 pontos), o índice aumentou 1,4% na comparação mensal e 0,9% em relação a março de 2016.

     

    “Mesmo com os cortes na taxa básica de juros e a liberação de saques em contas inativas do FGTS, o maior volume de dinheiro em circulação deverá ser usado, primeiramente, na quitação de dívidas e redução do endividamento. Em seguida, ele seguirá para o consumo”, aponta Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

     

    Emprego em alta

     

    Os dois componentes ligados ao emprego registraram pontuação acima da zona de indiferença. Emprego Atual atingiu 108,3 pontos e registrou alta de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,5% na comparação com março de 2016. Já a Perspectiva Profissional atingiu 103 pontos, um aumento de 1,1% ante fevereiro. Na comparação anual, manteve-se estável. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,5%.

     

    Queda no consumo

     

    Com a menor pontuação mensal (51,1 pontos), o subitem Nível de Consumo Atual apresentou queda de 2,4%, ante fevereiro, e recuo de 4,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A maior parte das famílias, 60,8%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado. Já o componente Compra a Prazo teve aumento de 2,5% na comparação mensal e queda de 5,2%, em relação a março de 2016.

     

    Após sete meses de alta, o subitem Momento para Duráveis teve queda de 1% na comparação mensal. Na comparação anual, no entanto, apresentou aumento de 6,6%. A taxa de juros ainda está alta para o consumidor, e a maior parte das famílias (70,3%) ainda considera o momento desfavorável para a aquisição de duráveis.

     

    Expectativas

     

    A perspectiva de consumo das famílias cresceu 3,1% em relação a fevereiro de 2016. Na comparação anual, o índice apresentou aumento de 13,1%, a sexta variação anual positiva desde agosto de 2014. O índice registrou 69,7 pontos.

     

    A CNC espera relativa estabilidade nas vendas do comércio em 2017. A desaceleração da inflação já auxiliou na redução do ritmo de perdas do varejo no último trimestre de 2016. O volume vendido caiu 1,2% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre do ano passado e após recuo de 1,6% no trimestre anterior.

     

    Acesse a análise completa, os gráficos e a série histórica da ICF.

     

    A assessora econômica Juliana Serapio está disponível para atender os jornalistas no telefone (21) 3804-9492.

     

     

  • CNC: confiança das famílias segue em recuperação lenta

    [21/03/2017]A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março de 2017, em uma escala de 0 a 200. Apesar de continuar abaixo da zona de indiferença (100 pontos), o índice aumentou 1,4% na comparação mensal e 0,9% em relação a março de 2016.

     

    [21/03/2017]A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março de 2017, em uma escala de 0 a 200. Apesar de continuar abaixo da zona de indiferença (100 pontos), o índice aumentou 1,4% na comparação mensal e 0,9% em relação a março de 2016.

     

    “Mesmo com os cortes na taxa básica de juros e a liberação de saques em contas inativas do FGTS, o maior volume de dinheiro em circulação deverá ser usado, primeiramente, na quitação de dívidas e redução do endividamento. Em seguida, ele seguirá para o consumo”, aponta Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

     

    Emprego em alta

     

    Os dois componentes ligados ao emprego registraram pontuação acima da zona de indiferença. Emprego Atual atingiu 108,3 pontos e registrou alta de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,5% na comparação com março de 2016. Já a Perspectiva Profissional atingiu 103 pontos, um aumento de 1,1% ante fevereiro. Na comparação anual, manteve-se estável. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,5%.

     

    Queda no consumo

     

    Com a menor pontuação mensal (51,1 pontos), o subitem Nível de Consumo Atual apresentou queda de 2,4%, ante fevereiro, e recuo de 4,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A maior parte das famílias, 60,8%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado. Já o componente Compra a Prazo teve aumento de 2,5% na comparação mensal e queda de 5,2%, em relação a março de 2016.

     

    Após sete meses de alta, o subitem Momento para Duráveis teve queda de 1% na comparação mensal. Na comparação anual, no entanto, apresentou aumento de 6,6%. A taxa de juros ainda está alta para o consumidor, e a maior parte das famílias (70,3%) ainda considera o momento desfavorável para a aquisição de duráveis.

     

    Expectativas

     

    A perspectiva de consumo das famílias cresceu 3,1% em relação a fevereiro de 2016. Na comparação anual, o índice apresentou aumento de 13,1%, a sexta variação anual positiva desde agosto de 2014. O índice registrou 69,7 pontos.

     

    A CNC espera relativa estabilidade nas vendas do comércio em 2017. A desaceleração da inflação já auxiliou na redução do ritmo de perdas do varejo no último trimestre de 2016. O volume vendido caiu 1,2% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre do ano passado e após recuo de 1,6% no trimestre anterior.

     

    Acesse a análise completa, os gráficos e a série histórica da ICF.

     

    A assessora econômica Juliana Serapio está disponível para atender os jornalistas no telefone (21) 3804-9492.

     

     

  • CNC Apoia Congresso Brasileiro de Convention & Visitors Bureaux

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio do seu Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), apoia e participa do IX Congresso Brasileiro de Convention & Visitors Bureaux. O encontro é realizado na sede da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), no Centro do Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 21 de março, e reúne acadêmicos, empresários e governo para o debate sobre negócios e turismo sustentável no Brasil.

     

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio do seu Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), apoia e participa do IX Congresso Brasileiro de Convention & Visitors Bureaux. O encontro é realizado na sede da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), no Centro do Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 21 de março, e reúne acadêmicos, empresários e governo para o debate sobre negócios e turismo sustentável no Brasil.

     

    Em sua nona edição, o Congresso Brasileiro de Convention & Visitors Bureaux é organizado por entidades que atuam como “Convention & Visitors Bureaux” (C&VB) no País, e são elas responsáveis por atuar junto ao poder público apresentando alternativas e auxiliando na tomada de decisões que objetivem o fomento do turismo brasileiro, particularmente na área de eventos. Entre os temas abordados: a promoção turística; a lei de concessões de unidades de conservação e tendências, nichos e inovações no segmento de eventos.

     

    Homenagem

     

    O presidente do Cetur da CNC, Alexandre Sampaio, foi homenageado nesta segunda-feira (20), durante o congresso, com uma placa de membro honorário do Brasil Convention & Visitors Bureaux, pelo trabalho realizado em prol do turismo nacional. “No ano em que a Organização Mundial do Turismo (OMT) declara 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, encontros como esse são de grande relevância. Além da discussão sobre a nossa atual situação, formularemos propostas, com todas as partes interessadas, para tornar o Brasil um destino não só turístico, mas também de negócios”, afirma Sampaio.

     

    No dia 21 de março, será realizada a escolha da sede do próximo congresso nacional. A entidade anfitriã do IX Congresso é a Federação de Convention & Visitors Bureaux do Rio de Janeiro, que conta com o apoio das Federações Estaduais de C&VB de Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Ceará e São Paulo.

     

    Serviço:

    IX Congresso Brasileiro de Convention & Visitors Bureaux

    Data: 19 a 21 de março

    Local: OAB-RJ – Av. Mal. Câmara, 150 – Centro, Rio de Janeiro

    Mais informações: https://www.sympla.com.br/ix–congresso-brasileiro-de-convention–visitors-bureaux__67906

     

  • Fecomércio-RN realiza debate sobre a proposta de reforma trabalhista

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN) reuniu em 20 de março, em Natal, o ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Almir Pazzianotto e o relator da Comissão Especial da proposta de reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, Rogério Marinho (PSDB-RN), em edição especial do projeto Brasil em Foco.

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN) reuniu em 20 de março, em Natal, o ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Almir Pazzianotto e o relator da Comissão Especial da proposta de reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, Rogério Marinho (PSDB-RN), em edição especial do projeto Brasil em Foco.

    O evento é resultado de uma parceria da Federação com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio da Rede Nacional de Assessorias Legislativas (Renalegis) da Confederação, e teve a presença de mais de 300 empresários, executivos e autoridades. O vice-presidente da Confederação e deputado federal Laércio Oliveira (SD-SE) representou a entidade no evento, que contou ainda com a presença do chefe da Assessoria Legislativa da CNC, Roberto Velloso.

    O presidente da Fecomércio-RN e diretor da CNC, Marcelo Queiroz, se manifestou esperançoso com a aprovação da reforma, “apesar de pontos de vista distintos e interesses divergentes entre patrões e empregados”. Segundo ele, o foco é o mesmo: um relacionamento profícuo que garanta a manutenção da produtividade e, consequentemente, da competitividade das empresas.

    “A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é uma senhora de 74 anos que encerra em suas normas um Brasil que não existe mais há décadas”, afirmou. Para Queiroz, boa parte das vagas de emprego fechadas no ano passado poderia ter sido evitada “caso tivéssemos relações de trabalho mais flexíveis e um arcabouço jurídico e fiscal menos denso”.

    O dirigente destacou ainda a postura do novo consumidor, que cobra das empresas das quais consome a prática de valores como ética, respeito, retidão e sustentabilidade. “Amadurecemos todos com isso, e é chegada a hora também de amadurecer o conjunto de leis, normas e regras que rege o relacionamento entre empregadores e empregados”, concluiu.

    Modernização

    O ex-ministro Almir Pazzianotto fez duras críticas à legislação trabalhista. Para ele, o ideal na reforma trabalhista seria revogar a CLT, deixando as partes livres para negociar.

    Desde a sua criação, em 1943, a legislação só teve uma alteração positiva, a seu ver: a instituição, em 1966, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ou seja, não recebeu nenhuma iniciativa que significasse um esforço de adaptação aos novos tempos. “Na prática, significa dizer que a CLT está em total descompasso com a realidade, com a informatização da sociedade e com a globalização, bem diferente do comportamento adotado por nações desenvolvidas na área de relações do trabalho.”

    Em sua análise, ele argumentou que, da forma como existe hoje, a legislação trabalhista gera, entre outros problemas, distorções na Justiça. Pazzianotto revelou estatística do TST, mostrando que, nos últimos 10 anos, os empregadores pagaram R$ 144,65 bilhões, por conta de ações judiciais. “E há outros milhões e milhões de reais em milhares de processos em andamento, por causa da interpretação equivocada de uma legislação ultrapassada ou obscura”, criticou.

    Esse clima causa uma sensação de insegurança jurídica entre os empresários. “Qual a finalidade da lei, segundo os grandes juristas? Não é só fazer justiça, mas primordialmente estabelecer um clima de segurança, que, entre outros problemas, provoca fuga de investimentos. Quando isso ocorre, é hora dessa legislação ser substituída”, ensinou.

    O ex-ministro do Trabalho daria prioridade na reforma à questão da norma coletiva negociada se sobrepondo ao legislado, que, na sua opinião, tem um lado muito positivo: a duração do acordo, normalmente de um ano. Nesse período, observou, as partes podem avaliar o que está ou não correto e, no próximo acordo, ajustam-se os pontos.

    Citou como exemplo o pagamento de horas extras, remuneradas com acréscimo de 50%, que entende ser algo que deve ser negociado. “Não pode a Constituição engessar o índice”, disse, lembrando que os 50% foram fixados numa época em que a inflação era muito alta. Também classificou como um “desatino” as férias serem remuneradas com um terço a mais do que o salário normal. Para ele, isso tira a capacidade de o Brasil competir com economias mais produtivas, com normas mais flexíveis ou até sem normas.

    Para o ex-presidente do TST, o melhor para o País seria revogar a CLT. “Poderíamos preservar apenas o artigo 7º da Constituição – que fala sobre os direitos dos trabalhadores, além de outros que visem à melhoria de sua condição social –, onde estão os princípios fundamentais e as convenções internacionais homologadas pelo governo brasileiro. Do jeito que está hoje, a CLT só vai atrapalhar o desenvolvimento e a geração de empregos por muitas gerações”, concluiu.

    Segurança jurídica

    O relator da proposta de reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho, entende que a intenção do governo é dar segurança jurídica aos acordos celebrados em convenções coletivas entre trabalhadores e empregadores, um instrumento já previsto na Constituição Federal e na própria CLT. Em sua palestra, ele disse que, desde que foi criada, a legislação não se modernizou o suficiente para permitir que houvesse condições de pôr em prática as novas relações de trabalho.

    “Importante lembrar, para dar a exata dimensão do problema, que à época em que a lei começou a viger o Brasil era um país agrícola, em vias de se industrializar. Hoje, mais de 70% de nossa mão de obra está na área de Serviços e estamos no limiar de uma quarta revolução do emprego, que são o home office, o teletrabalho, os aplicativos de internet, a robótica, etc., não alcançados pela legislação.”

    Para Marinho, há necessidade ainda de se colocarem filtros na judicialização de divergências. Informou que a Justiça do Trabalho recebe por ano 4 milhões de novas ações, um número muito elevado se cotejado com outras nações: os Estados Unidos, que têm 100 milhões a mais de habitantes que o Brasil, recepcionam 130 mil processos novos anualmente; a França, que possui larga tradição na área sindical, recebe pouco mais de 90 mil ações; e o Japão apenas 5 mil. “Isso mostra que temos no Brasil um contencioso muito além do razoável.”

    Os filtros precisam existir, em sua opinião, para facilitar o trabalho do Judiciário, permitir a quem fiscaliza, no caso o Ministério Público do Trabalho, quem dá emprego e quem é empregado ter segurança jurídica sobre as regras. Isso vai permitir que o mercado volte a contratar. “Estamos falando de um mercado com 13 milhões de desempregados e outros 10 milhões de subempregados e quase 20 milhões de pessoas que saíram do radar por puro desalento, sequer estão procurando emprego.”

    Na Comissão Especial, a expectativa é muito otimista. Rogério Marinho afirmou que os integrantes estão tendo o cuidado de ouvir a sociedade. Até agora, foram nove audiências públicas e há mais oito programadas, além das 26 reuniões de trabalho dos membros, e pelo menos mais 30 serão realizadas. Também estiveram presentes autoridades do Estado e do município, dirigentes de federações empresariais e jornalistas.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 051/2017

    DESTAQUES:

    Indicados Representantes da CNC para compor Comissão Tripartite, com a finalidade de auxiliar o Ministro de Estado do Trabalho na tomada de decisões sobre assuntos de política internacional.

    Divulgado procedimentos para o credenciamento de usuários externos para acesso ao Sistema Eletrônico de Informação do MDIC.

    Divulgada lista atualizada de medicamentos de controle especial.

    Publicada convocação para Assembleia Geral Extraordinária de ratificação de fundação do Sindicato Intermunicipal das Empresas de Bufê de Minas Gerais.

     

     

    DESTAQUES:

    Indicados Representantes da CNC para compor Comissão Tripartite, com a finalidade de auxiliar o Ministro de Estado do Trabalho na tomada de decisões sobre assuntos de política internacional.

    Divulgado procedimentos para o credenciamento de usuários externos para acesso ao Sistema Eletrônico de Informação do MDIC.

    Divulgada lista atualizada de medicamentos de controle especial.

    Publicada convocação para Assembleia Geral Extraordinária de ratificação de fundação do Sindicato Intermunicipal das Empresas de Bufê de Minas Gerais.

     

     

     

  • Foro privilegiado precisa mudar, afirma ministra

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promoveu, no dia 17 de março, no Rio de Janeiro, em parceria com o jornal O Globo, mais uma edição do “E agora, Brasil? – Análise, Opinião e Bate-Papo”, evento que reuniu jornalistas, empresários e personalidades importantes da vida do País para uma análise de temas de interesse de toda a sociedade. A convidada dessa edição foi a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promoveu, no dia 17 de março, no Rio de Janeiro, em parceria com o jornal O Globo, mais uma edição do “E agora, Brasil? – Análise, Opinião e Bate-Papo”, evento que reuniu jornalistas, empresários e personalidades importantes da vida do País para uma análise de temas de interesse de toda a sociedade. A convidada dessa edição foi a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Entre outros destaques, a magistrada apontou a necessidade urgente de se debater o foro privilegiado, prerrogativa garantida pela Constituição Federal a determinadas autoridades devido à necessidade de proteção do exercício de determinada função ou mandato. 

    A análise de processos envolvendo pessoas que gozam de foro privilegiado é designada a órgãos superiores como o Supremo, o Senado ou as Câmaras Legislativas. No Brasil, entre as autoridades que têm o foro estão o presidente da República, os ministros (civis e militares), todos os parlamentares, prefeitos, integrantes do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas da União (TCU) e todos os membros do Ministério Público. “Já passou da hora. É preciso que se saiba o que fazer e como fazer, e depende de uma mudança constitucional. Acho que tem que se discutir, não pode ficar como está”, afirmou a ministra, no dia em que a Operação Lava Jato completou três anos de atividade. 

    Cármen Lúcia também falou do grande número de processos em trâmite no STF e citou exemplos hipotéticos que atravancam o funcionamento do colegiado, como no caso de políticos que respondem por agressão ou atropelamento. Sobre os desdobramentos da Lava Jato, a ministra destacou que existe um esforço para dar celeridade aos procedimentos, inclusive com mobilização de servidores exclusiva para a tarefa, de modo a não impactar o funcionamento do Supremo, que responde atualmente por outros 61 mil processos. 

    “É um número grande, principalmente considerando o número de inquéritos e ações penais no Supremo. Se eu tomar a totalidade dos processos que lá estão, é menor, claro, que a média. Até porque a função precípua do Supremo não é essa. É fazer controle de constitucionalidade, de julgar casos de matéria constitucional. Esta é uma matéria que só chega ao Supremo por causa do chamado foro especial ou foro privilegiado “, explicou, entre outros temas, como a participação do Supremo no cenário brasileiro, as manifestações populares sobre diversos temas de interesse geral e também sobre a importância da Educação para que o brasileiro possa, de maneira estruturada, cada vez mais saber o que deseja mudar na vida do País.

  • Confiança das famílias segue em recuperação lenta

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março de 2017, em uma escala de 0 a 200. Apesar de continuar abaixo da zona de indiferença (100 pontos), o índice aumentou 1,4% na comparação mensal e 0,9% em relação a março de 2016.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março de 2017, em uma escala de 0 a 200. Apesar de continuar abaixo da zona de indiferença (100 pontos), o índice aumentou 1,4% na comparação mensal e 0,9% em relação a março de 2016.

    “Mesmo com os cortes na taxa básica de juros e a liberação de saques em contas inativas do FGTS, o maior volume de dinheiro em circulação deverá ser usado, primeiramente, na quitação de dívidas e redução do endividamento. Em seguida, ele seguirá para o consumo”, aponta Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

    Emprego em alta

    Os dois componentes ligados ao emprego registraram pontuação acima da zona de indiferença. Emprego Atual atingiu 108,3 pontos e registrou alta de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,5% na comparação com março de 2016. Já a Perspectiva Profissional atingiu 103 pontos, um aumento de 1,1% ante fevereiro. Na comparação anual, manteve-se estável. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,5%.

    Queda no consumo

    Com a menor pontuação mensal (51,1 pontos), o subitem Nível de Consumo Atual apresentou queda de 2,4%, ante fevereiro, e recuo de 4,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A maior parte das famílias, 60,8%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado. Já o componente Compra a Prazo teve aumento de 2,5% na comparação mensal e queda de 5,2%, em relação a março de 2016.

    Após sete meses de alta, o subitem Momento para Duráveis teve queda de 1% na comparação mensal. Na comparação anual, no entanto, apresentou aumento de 6,6%. A taxa de juros ainda está alta para o consumidor, e a maior parte das famílias (70,3%) ainda considera o momento desfavorável para a aquisição de duráveis.

    Expectativas

    A perspectiva de consumo das famílias cresceu 3,1% em relação a fevereiro de 2016. Na comparação anual, o índice apresentou aumento de 13,1%, a sexta variação anual positiva desde agosto de 2014. O índice registrou 69,7 pontos.

    A CNC espera relativa estabilidade nas vendas do comércio em 2017. A desaceleração da inflação já auxiliou na redução do ritmo de perdas do varejo no último trimestre de 2016. O volume vendido caiu 1,2% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre do ano passado e após recuo de 1,6% no trimestre anterior.