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  • Ministro do Trabalho diz que proposta da reforma trabalhista tem consenso

    O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou ontem (9/3) que a proposta da reforma trabalhista, ora em discussão na Câmara dos Deputados, tem consenso entre trabalhadores e empregadores. Ele se encontrou ontem com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para tratar de projetos em tramitação na Casa.

    O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou ontem (9/3) que a proposta da reforma trabalhista, ora em discussão na Câmara dos Deputados, tem consenso entre trabalhadores e empregadores. Ele se encontrou ontem com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para tratar de projetos em tramitação na Casa.

    Nogueira reforçou que o governo está focado na chamada “modernização da legislação trabalhista” e ressaltou que a proposta de reforma foi elaborada depois de ampla discussão com os setores interessados. “A nossa proposta tem consenso entre trabalhadores e empregadores. Então, eu preciso cumprir o compromisso que firmei de ficar focado na proposta que foi encaminhada [e que está] ancorada em três eixos: consolidar direitos, segurança jurídica e criar oportunidades para todos”, declarou o ministro.

    Segundo ele, a reunião com Eunício tinha como pauta a regulamentação da profissão de detetive profissional. O ministro negou que tenham falado sobre terceirização, tema de outro projeto que tem levantado discussões na Câmara e no Senado.

    “A terceirização é uma pauta que está sendo conduzida pelo Congresso. Como a terceirização tem diversos projetos que tramitam no âmbito da casa, nós não temos a pretensão de interferir naquilo que é de legitimidade e prerrogativa do Congresso”, afirmou Nogueira.

    Fonte: Agência Brasil

  • Comissões permanentes recebem indicações de membros e já podem iniciar os trabalhos

    As comissões permanentes do Senado já têm membros suficientes para iniciarem seus trabalhos no ano de 2017. Nesta quinta-feira (9/3), os líderes partidários nomearam os representantes das bancadas em cada um dos 12 colegiados que ainda não estavam instalados. As eleições dos presidentes das comissões devem ocorrer a partir da próxima terça-feira (14).

    Até o fechamento desta reportagem, apenas as comissões de Transparência e Governança Pública (CTG) e Senado do Futuro (CSF) ainda não tinham a maioria simples de suas cadeiras preenchidas, que é o quórum mínimo para a instalação.

    As comissões permanentes do Senado já têm membros suficientes para iniciarem seus trabalhos no ano de 2017. Nesta quinta-feira (9/3), os líderes partidários nomearam os representantes das bancadas em cada um dos 12 colegiados que ainda não estavam instalados. As eleições dos presidentes das comissões devem ocorrer a partir da próxima terça-feira (14).

    Até o fechamento desta reportagem, apenas as comissões de Transparência e Governança Pública (CTG) e Senado do Futuro (CSF) ainda não tinham a maioria simples de suas cadeiras preenchidas, que é o quórum mínimo para a instalação.

    Já na terça-feira, as comissões de Assuntos Econômicos (CRE) e Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) terão suas reuniões inaugurais pela manhã. Na quarta-feira (15), será a vez de a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) iniciar os seus trabalhos.

    As comissões permanentes do Senado fazem a análise prévia de todos os projetos que passam pela Casa, refinando os textos e levando pareceres para votação em Plenário. Em muitos casos, são elas que tomam a decisão final sobre o destino das propostas, quando essas tramitam em caráter terminativo, ou seja, podem ser enviadas diretamente para a Câmara dos Deputados, sem passar pela análise do Plenário. Essas atividades garantem o fluxo do processo legislativo e de aprovação de projetos de lei.

    Até agora, apenas a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) estava em funcionamento, com todos os seus membros indicados e seu presidente e vice eleitos. Ela se organizou rapidamente para analisar a indicação do ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo do mês de fevereiro.

    Comandos

    As sessões de abertura das comissões, assim como as eleições de presidentes e vices, serão presididas pelos membros mais idosos de cada colegiado. Apenas duas das comissões que serão instaladas na próxima semana já possuem indicações concretas para comandá-las: a de Assuntos Econômicos (CAE), com Tasso Jereissati (PSDB-CE), e a de Assuntos Sociais (CAS), com Marta Suplicy (PMDB-SP).

    O PSDB e o PMDB ainda devem presidir, respectivamente, as comissões de Transparência e Governança Pública (CTG) e de Serviços de Infraestrutura (CI).

    Três comissões devem permanecer sob o comando dos mesmos partidos: Educação, Cultura e Esporte (CE) com o PSB; Agricultura e Reforma Agrária (CRA) com o PP; e Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) com o PT. Já a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação Comunicação e Informática (CCT) deve passar para as mãos do PSD.

    Restam ainda definições sobre as presidências de quatro comissões: Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e Senado do Futuro (CSF).

  • Sumário Econômico 1479

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    A importância da reforma da Previdência – A Previdência Social, em nosso país, é baseada no modelo de participação segundo o qual são as contribuições dos trabalhadores da ativa, bem assim a dos empregadores, que custeiam as respectivas aposentadorias e pensões. Todavia, esse modelo está em franco conflito com a dinâmica demográfica, que nos mostra uma expansão do número de idosos mais rápida que a dos trabalhadores na ativa. Dessa forma, o sistema caminha para um fatal desequilíbrio financeiro. A aposentadoria precoce, conjugada com a elevação sistemática da expectativa de vida, é uma equação que leva à insolvência do sistema, como vem acontecendo no Brasil. O sistema nacional tem, pelo menos, dois defeitos inaceitáveis: 1) permite a aposentadoria precoce, que conduz igualmente a um número insuficiente de anos de contribuição; e 2) é abundante em isenções e privilégios inconcebíveis do ponto de vista do necessário equilíbrio financeiro.

    Crédito representa 48,7% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro tiveram queda de 1,0% em janeiro deste ano contra o mês imediatamente anterior, após crescimento em dezembro e novembro de 2016. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 48,7% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em janeiro de 2017, a variação foi de -3,9%, 10,0 p.p. abaixo da variação de +6,1% observada no mesmo período do ano anterior. Os empréstimos baseados em recursos livres somaram R$ 1,5 bilhão, 24,3% do PIB e 49,8% do saldo total do crédito. Na comparação mensal, houve recuo de 1,5%, contrário aos resultados positivos de +0,3% em novembro de 2016 e +0,5% em dezembro de 2016. Na análise mensal, os empréstimos para pessoas físicas apresentaram estabilidade, foram melhores que a média geral (-1,0%), enquanto os empréstimos para pessoas jurídicas foram piores, com variação de -3,2%. Na comparação em 12 meses, o recuo dos empréstimos livres foi de 5,1%. Esta queda foi influenciada pela retração de 10,7% nos empréstimos para pessoa jurídica, enquanto os empréstimos para pessoa física evoluíram em 0,6% positivamente.

    Inflação 2016 – A maior deterioração da economia doméstica, com expressiva contração da atividade no ano de 2016, respondeu pela maior parte da desaceleração da inflação no período. Tanto os índices que captam os preços no atacado quanto ao consumidor registraram perda de força no ano passado. Apesar da desaceleração, a inflação ainda se manteve em um patamar acima da média dos últimos anos. Os IGPs (Índices Gerais de Preços) apresentaram variações abaixo de 2015. O IGP-M e o IGP-DI – índices com mesma metodologia, divergindo somente nos períodos de coleta – elevaram 7,2% e 7,1%, resultado inferior ao ano anterior, com alta de 10,5% e 10,7%, respectivamente. O índice utilizado no regime de metas de inflação pelo Banco Central – IPCA – apresentou alta de 6,3% em 2016, a menor alta anual em três anos. Tal resultado se situou abaixo do teto da meta, que é de 6,5%. No ano anterior, o índice atingiu elevação de 10,7%. A recessão da economia doméstica, aliada à ausência do realinhamento de algumas tarifas públicas ocorridas em 2015 e à valorização do real frente ao dólar, levou o índice a novamente se situar dentro dos intervalos da meta.

    Inovar sempre – Num mundo onde a única certeza é a de que a inovação é o caminho para se manter vivo no mercado em constante mudança, as empresas cada vez mais necessitam se reinventar, procurando aproveitar oportunidades para inovar. Se não fizerem isso a máxima, nenhuma boa ideia resiste à má implementação e a um serviço ruim, o que pode conduzir ao fracasso da inovação e/ou da organização. Para que uma inovação possa vir a ser proposta, ao menos três questões devem ser respondidas: É mercadologicamente desejável? É tecnologicamente possível? É comercialmente viável, escalável e replicável? No mundo em transformações aceleradas, as organizações também precisam observar o foco do cliente, ter a percepção do que este precisa. Esta é a simetria da observação que pode redundar no sucesso de qualquer inovação. Quando se tem o foco do cliente, o desenvolvimento da inovação busca gerar valor para o usuário/cliente do produto ou serviço. Afinal, produtos têm preço, mas são os benefícios que possuem valor. Assim, o valor gerado pode ser definido pelo mercado e de acordo com o desejo do cliente.

    Avaliação da conformidade – O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), entidade executiva do governo federal, é o gestor do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), obedecendo às políticas públicas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) que, por sua vez, é tecnicamente assessorado pelo Comitê Brasileiro de Avaliação da Conformidade (CBAC). Com a promulgação da norma brasileira ABNT NBR ISO/IEC 17000, em 31 de outubro de 2005, esta passou a ser a melhor forma para apresentação dos conceitos, definições, vocabulário e princípios gerais da Avaliação da Conformidade (AC). Segundo esta norma, a AC é a “demonstração de que os requisitos especificados relativos a um produto, processo, sistema, pessoa ou organismo são atendidos”. Subentende-se que qualquer avaliação feita para verificar se um objeto atende a requisitos preestabelecidos encaixa-se neste conceito. Entretanto, há que se distinguir a avaliação da conformidade feita pontualmente daquela feita sistematicamente, que é o campo da avaliação da conformidade.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 044/2017

    DESTAQUES:

    Nomeados representantes da CNC para Câmara de Saúde Suplementar, para o biênio 2017/2018.

    Alterado o prazo constante no art. 1º da Portaria n° 1.261, de 26 de outubro de 2016 referente à Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical Urbana.

    Divulgada tabela com o preço médio dos combustíveis para o mês de março 2017.

     

     

     

    DESTAQUES:

    Nomeados representantes da CNC para Câmara de Saúde Suplementar, para o biênio 2017/2018.

    Alterado o prazo constante no art. 1º da Portaria n° 1.261, de 26 de outubro de 2016 referente à Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical Urbana.

    Divulgada tabela com o preço médio dos combustíveis para o mês de março 2017.

     

     

     

  • STJ/Fazenda Nacional x Condor Super Center Ltda

    Quebra de caixa/contribuição previdenciária

    REsp 1.467.095

     

    Relator: Mauro Campbell Marques

    Quebra de caixa/contribuição previdenciária

    REsp 1.467.095

     

    Relator: Mauro Campbell Marques

    Com entendimentos opostos nas turmas de direito público, a tributação do chamado adicional de quebra de caixa, concedido a profissionais que lidam diariamente com dinheiro, começou a ser julgada pela 1ª Seção do tribunal. O julgamento, no entanto, foi interrompido pelo pedido de vista do ministro Gurgel de Faria, que alegou precisar de mais tempo para analisar o caso.

    Por enquanto, o placar do julgamento está em 4×2 a favor da tese da Fazenda Nacional.

    O voto do relator do caso, ministro Mauro Campbell Marques, foi favorável aos contribuintes. Para ele, a verba da quebra de caixa possui natureza indenizatória e não enseja a tributação pela contribuição previdenciária.

    Assim também entendeu a ministra Regina Helena Costa que considerou a finalidade do auxílio de quebra de caixa. “Se formos focar no que realmente interessa, para que serve esse auxílio quebra de caixa, fica muito difícil sustentar que ela não reveste natureza indenizatória”, sustentou.

    Para Regina Helena, tal verba tem natureza indenizatória e foi criada para compensar os riscos assumidos pelo empregado que trabalha diretamente com o caixa do local. “É uma indenização pré-fixada diante do óbvio de que quem lida com caixa tem grande chances de cometer um erro e se cometer o erro será punido. Isso não modifica a natureza da verba criada para indenizar de um risco muito provável. A habitualidade não tem nada a ver com isso”, disse.

    A divergência foi apresentada pelo ministro Og Fernandes que afirmou que a verba tem natureza remuneratória e, portanto, deve incidir a contribuição previdenciária.

    A ministra Assusete Magalhães também entendeu dessa forma. Para ela, a quebra de caixa é um ganho habitual do empregado em valor fixo e a constituição diz que os ganhos habituais do empregado serão incorporados ao salário a fim de contribuição previdenciária.

    “Sendo a verba paga como escopo de compensar os riscos assumidos pelo empregado que manuseia numerário detém natureza salarial, estando sujeita a incidência da contribuição previdenciária”, afirmou.

    Os ministros Benedito Gonçalves e Sérgio Kukina também votaram desta maneira. Em seguida, o ministro Gurgel de Faria pediu vista dos autos do processo.

    O assunto divide as turmas de direito público do tribunal. De um lado, a jurisprudência da 1ª Turma é firme no sentido de que a verba relativa a quebra de caixa possui natureza indenizatória e não salarial; por essa razão não há incidência de contribuição previdenciária. Porém, a maioria da 2ª Turma entende o contrário, ou seja, que o fato de o adicional ser pago mês a mês e independentemente de ocorrerem diferenças no caixa evidenciam o caráter salarial da verba.

  • Oposição decide obstruir votação da terceirização na Câmara

    Na tarde desta quarta-feira, lideranças da oposição se reuniram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com os líderes do governo na Casa, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para tentar chegar a um acordo sobre o assunto. Atualmente, há dois projetos que regulamentam a terceirização em tramitação no Congresso Nacional.

    Na tarde desta quarta-feira, lideranças da oposição se reuniram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com os líderes do governo na Casa, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para tentar chegar a um acordo sobre o assunto. Atualmente, há dois projetos que regulamentam a terceirização em tramitação no Congresso Nacional.

    Um, de 1998, considerado pelas centrais sindicais como “menos rigoroso” e que está parado na Câmara. O outro, de 2015, já foi aprovado pelos deputados no ano retrasado e está no Senado. Em busca do apoio da oposição à proposta, Maia e Jucá propuseram votar os dois projetos e negociar com a oposição futuros vetos presidenciais.

    A votação simultânea possibilitaria aprovar o texto que o governo prefere no projeto de 1998 e as garantias que a oposição pede no de 2015. O projeto de 1998 não pode mais ser alterado. Isso porque a proposta já passou uma vez pela Câmara em 2000 e pelo Senado em 2002.

    Nessa segunda votação, deputados só poderão aprovar integral ou parcialmente o texto dos senadores ou retomar a redação aprovada em 2000 pela Câmara. Com isso, a alternativa mais rápida para aprovar as salvaguardas aos trabalhadores seria incluí-las no projeto de 2015, que ainda pode passar por alterações.

    A oposição, porém, não aceitou o acordo. “Eles (Maia e Jucá) estão querendo terceirizar o processo legislativo ao governo”, disse o deputado Orlando Silva (PC do B-SP).

    Entre as garantias exigidas pela oposição e pelas centrais sindicais está a responsabilidade solidária das empresas contratantes a calotes que as contratadas venham a dar nos trabalhadores, regras para evitar substituição de celetistas por pessoas jurídicas e igualdade de direitos entre os contratos diretos e os terceirizados.

    Sem acordo, o presidente da Câmara e os líderes do governo marcaram nova rodada de negociação com a oposição para a próxima terça-feira, 14, quando Maia pretende iniciar a votação do projeto de 1998 no plenário da Casa.

    O governo quer o apoio da oposição ao projeto da terceirização, para que a proposta seja aprovada com o maior número de votos possível. Dessa forma, Executivo quer mostrar força, além de evitar se desgastar com a base aliada pelo tema, guardando a negociação para a reforma da Previdêcia.

    Fonte: Exame.com

  • Líderes adiam para próxima terça a definição de comissões permanentes

    Líderes partidários decidiram nesta quarta-feira (8/3) adiar para a próxima terça (14) as definições quanto às presidências das comissões permanentes da Câmara. No dia seguinte, deverão ser eleitos os presidentes dos colegiados e as comissões serão instaladas.

    Líderes partidários decidiram nesta quarta-feira (8/3) adiar para a próxima terça (14) as definições quanto às presidências das comissões permanentes da Câmara. No dia seguinte, deverão ser eleitos os presidentes dos colegiados e as comissões serão instaladas.

    O líder da Minoria, deputado José Guimaraes (PT-CE), afirmou que a base do governo está dividida na indicação de colegiados importantes como a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), mas também indicou que o PT tem interesse na Comissão de Seguridade Social e Família, comissão que também é disputada pelo PSDB.

    “Os principais partidos perderam as disputas no Plenário e elegeram deputados e deputadas avulsos. Isso alterou a formatação inicial combinada. Ao alterar isso, tem uma ordem que cada partido faz a escolha, por exemplo, o PT já fez, o PCdoB já fez, está havendo muita dificuldade na minha percepção na base do governo de se entender na composição das comissões.”

    Por outro lado, o líder do Democratas, deputado Efraim Filho (PB), não acredita que haja divisão na base do governo e que o Regimento Interno da Câmara, que trata dos cargos em comissão pelo critério da proporcionalidade partidária, vai ser cumprido.

    “O eventual desarranjo é resolvido pela ordem de preferência, pelo fato de existir uma ordem de prioridade e preferência de acordo com o tamanho das bancadas, coloca ordem das escolhas. Não acredito que seja razão de desentendimento na escolha das comissões porque há uma regra pré-estabelecida para essa solução.”

  • Cetur vai à Câmara dos Deputados defender regulamentação de plataformas de hospedagem

    O presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Alexandre Sampaio, se reuniu hoje, dia 8 de março, com o deputado federal Herculano Passos (PSD-SP), que preside a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, para tratar da regulamentação das plataformas de hospedagem, inseridas na chamada economia compartilhada, entre outras demandas do turismo.

    O presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Alexandre Sampaio, se reuniu hoje, dia 8 de março, com o deputado federal Herculano Passos (PSD-SP), que preside a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, para tratar da regulamentação das plataformas de hospedagem, inseridas na chamada economia compartilhada, entre outras demandas do turismo.

    A economia compartilhada na hospedagem são empresas que disponibilizam, em plataformas virtuais (sites e aplicativos), o aluguel de quartos e imóveis em propriedades particulares, sendo as mais conhecidas Wimdu, Homeaway e Airbnb.

    Sampaio convidou o deputado Herculano para participar da série de reuniões que o Conselho de Turismo da CNC vai realizar para debater o tema da economia compartilhada, ao longo de 2017. O deputado aceitou o convite e afirmou que vai promover a criação de uma Comissão Especial de Estudos do Marco Regulatório da Economia Colaborativa, na Câmara dos Deputados, para debater o tema de forma ampla no Congresso Nacional.

    Tributação por intermediar o serviço

    Uma das sugestões apresentadas pelo presidente do Cetur é que as empresas que ofertam a hospedagem compartilhada sejam tributadas pela intermediação do serviço e paguem 5% de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, o ISS, que é de competência dos Municípios. “A plataforma oferece hospedagem mais em conta que a hotelaria porque esse modelo de negócio está completamente isento de tributação, ainda que operado por uma empresa (a dona da plataforma tecnológica), que tem lucro com o negócio e ainda que claramente configure rendimento para os usuários”, defende Sampaio. O presidente do Cetur/CNC também pediu o apoio do deputado, na Presidência da República, para a aprovação sem vetos do Projeto de Lei (PLS 57/2010) que regulamenta a cobrança da taxa de serviço ou gorjeta.

     

     


  • Reforma vai reorganizar a Previdência, avalia Rodrigo Maia

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, voltou a destacar a importância da aprovação da reforma da Previdência. Segundo ele, a proposta do governo não é dura e não corta direitos, apenas garante o pagamento dos salários, das aposentadorias e das pensões dos trabalhadores no futuro.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, voltou a destacar a importância da aprovação da reforma da Previdência. Segundo ele, a proposta do governo não é dura e não corta direitos, apenas garante o pagamento dos salários, das aposentadorias e das pensões dos trabalhadores no futuro.

    Para o presidente da Câmara, a reforma vai organizar o sistema previdenciário. “Temos um caminho que é reformar agora sem cortar salário e aposentadoria de ninguém. A proposta do governo não corta salário, nem corta aposentadoria, nem aumenta impostos para sociedade que vive no setor privado”, disse.

    “Se não fizermos a reforma da Previdência, estaremos comprometendo o futuro das novas gerações e gerando uma crise ainda mais grave do que a imprensa divulga. A gente precisa ter responsabilidade com o País”, afirmou, ressaltando a necessidade de recuperação da economia.

    Como exemplo dos riscos neste momento, Maia citou o caso de Portugal, que, ao fazer uma reforma da Previdência em momento de crise econômica, cortou salários e aposentadorias de servidores e aumentou impostos para o sistema privado.

    Comissões

    Rodrigo Maia informou ainda que está buscando com os líderes um consenso para os cargos de presidência das comissões permanentes. Ele marcou a reunião para definir os partidos que ocuparão os colegiados para próxima terça-feira (14/3) e a eleição dos presidentes para quarta-feira (15).

    O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, de acordo com os líderes, deverá ter a eleição marcada para a semana seguinte, mas também não há acordo sobre nomes. Um dos nomes cotados para a presidência do colegiado é o do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), o relator do processo contra o ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba.

  • Confederações patronais favoráveis à reforma trabalhista

    As confederações patronais apoiam o Projeto de Lei (PL) 6787/2016, encaminhado pelo governo ao Congresso, que visa modernizar a legislação trabalhista e retomar a geração de empregos. Dirigentes das principais instituições foram ouvidos na quarta-feira (8/3) na Comissão Especial da Reforma Trabalhista da Câmara dos Deputados, na terceira de 16 audiências que serão realizadas até o próximo mês.

    As confederações patronais apoiam o Projeto de Lei (PL) 6787/2016, encaminhado pelo governo ao Congresso, que visa modernizar a legislação trabalhista e retomar a geração de empregos. Dirigentes das principais instituições foram ouvidos na quarta-feira (8/3) na Comissão Especial da Reforma Trabalhista da Câmara dos Deputados, na terceira de 16 audiências que serão realizadas até o próximo mês.

    Como representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Ivo Dall’Acqua Júnior, membro da Diretoria da entidade, elogiou a iniciativa. “O projeto incentiva claramente a negociação, para que as partes envolvidas decidam, entre si, como é melhor trabalhar.”

    Segundo ele, trata-se de um avanço já que, “infelizmente, até agora, o moderador dessa relação tem sido o Poder Judiciário, que exerce um protagonismo excessivo, com posições muitas vezes desrespeitosas, conflitando com quem constitucionalmente tem o poder de fazer as leis, o Legislativo”.

    E acrescentou: “Cabe a nós evoluirmos, com coragem, clareza e transparência, para que terceiros não venham nos dizer o que é certo e o que é errado. E também para que não venhamos a ser surpreendidos com a edição de Súmulas (conjunto de decisões, tido como jurisprudência, a linha que determinado tribunal segue a respeito de um tema)”, disse numa crítica à interferência do Judiciário.

    Na avaliação de Dall’Acqua, um dos méritos do projeto é não mexer com direitos, preservados tal como está na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Mas a grande novidade do PL 6787/2016 é direcionar para uma alteração cultural, à avocação de responsabilidade de responder por uma categoria, de saber o que é melhor para todos. Nós não podemos ter uma legislação tamanho único para tudo porque as categorias são muito diversas.”

    Para o representante da CNC, o projeto, acima de trazer questões objetivas, oferece uma proposta de mudança do paradigma estabelecido na Constituição de 1988 “e que nós, representantes sindicais – tanto das categorias profissionais quanto das econômicas – não tivemos coragem de fazer: o exercício pleno da liberdade. Isso para que se possa chegar ao ideal, o princípio da autonomia coletiva, ou seja, as partes definem o que é importante para elas, não o Estado”. E concluiu afirmando que a entidade está alinhada com quem trabalha pela evolução da atual legislação.

    Indústria

    A exemplo do representante da CNC, o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alexandre Furlan, condenou “o ativismo judicial sem precedentes, que não ajuda no processo de modernização das relações de trabalho”. Não faz sentido, a seu ver, o discurso ideológico contrário à mudança na legislação trabalhista, com argumentos de que, na verdade, se está precarizando ou tirando direitos dos trabalhadores.

    Argumentou ainda que não se sustenta o discurso de que os sindicatos são fracos no Brasil. Todos eles, lembrou, são ligados às grandes centrais sindicais, que já são 12 no País, com forte estrutura e organização para negociar em patamar elevado.

    Bancos

    Para o gerente de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Damião de Morais, que também representou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Brasil chegou próximo a 14 milhões de desempregados “muito por causa de leis que protegem muito o trabalhador, mas retiram o emprego”.

    Ele criticou a legislação trabalhista, “que precisa ser realmente modernizada”, pois sob a suposta defesa de direitos sociais, tem, na verdade, tem sido suporte para ações reclamatórias no Judiciário, que tiveram aumento expressivo.

    Transporte

    Assessora trabalhista da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Danielle Bernardes também condenou as normas em vigor que, a seu ver, são rígidas, muito protetivas e principais responsáveis pela não evolução das relações entre patrões e empregados. “Ao estimular a negociação, o projeto representa um avanço”, observou.

    “Mais importante do que a proteção do trabalhador é a proteção do emprego. E para proteger o emprego é preciso proteger a empresa, dando-lhe segurança jurídica”, avaliou.

    Saúde

    O assessor jurídico da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNS), Alexandre Zanetti, declarou que, diante da profunda recessão pela qual passa o País, é preciso superar o que chamou de “discurso ultrapassado” de que empresas querem precariza o emprego. “Queremos negociar.”

    “O pensamento mundial é avançar para o estágio de empresas sustentáveis. Para isso, o que se busca é segurança jurídica para as empresas, aí sim, possam gerar postos de trabalho”, concluiu Zanetti.

    Agricultura e pecuária

    Na mesma linha, o assessor jurídico da Comissão Nacional do Trabalho e Previdência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Cristiano Zaranza, disse que a proposta de Reforma Trabalhista oferece essa segurança na relação entre patrões e empregados. “É um dos grandes pilares do projeto”, acentuou.

    Ele criticou, em particular, o fato de a legislação defasada gerar insegurança, “mesmo para acordos firmados em convenções coletivas, que podem ser anulados parcialmente”. Segundo Zaranza, “a ingerência na relação patrão-empregado é muito grande e é importante, como prevê o projeto, valorizar a autonomia dos negociadores”.