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  • Exportação de serviços tem potencial para crescer

    No segundo dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016), evento de referência do setor no Brasil, quinta-feira (24), o painel de abertura dos debates teve como tema “Exportação de serviços, um mundo a ser conquistado”.

    No segundo dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016), evento de referência do setor no Brasil, quinta-feira (24), o painel de abertura dos debates teve como tema “Exportação de serviços, um mundo a ser conquistado”. Com mediação do vice-presidente Administrativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Darci Piana, o painel contou com as participações de Edna Cesetti, diretora de Competitividade Internacional em Comércio e Serviços da Secretaria de Comércio e Serviços do ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (SCS-MDIC), e Javier Peña Capobianco, secretário-geral da Associação Latino Americana de Exportadores de Serviços (Ales).

    “A área de serviços em alguns do principais países do mundo representa mais de 70% do PIB (Produto Interno Bruto)”, afirmou Darci Piana, na abertura do painel. “Aqui no nosso país ainda não chegamos a isso, mas o setor vem crescendo e representa um volume extraordinário de empregos”, completou, observando a importância de o Brasil ampliar sua participação no mercado internacional de serviços. O setor vem sendo marcado por uma conta estruturalmente deficitária e um segmento em que o Brasil está em 32º entre os exportadores mundiais e em 19º entre os importadores, uma desproporção, se for considerado o tamanho de sua economia, atualmente entre as oito maiores do planeta.

    O potencial de exportação de serviços do Brasil foi enfatizado por Edna Cesetti, com destaque para o trabalho que o MDIC vem realizando na interlocução com os empresários, ouvindo as necessidades e demandas dos diversos setores envolvidos e encaminhando soluções. “O Enaex é um espaço importante para destacarmos as políticas públicas coordenadas pelo MDIC para o setor de serviços, assim como para apresentarmos um cenário do comércio exterior de serviços do Brasil, seus desafios e potencialidades”, afirmou.

    Javier Capobianco falou da importância da AEB ter passado a integrar a Ales. O trabalho foi desenvolvido pelo MDIC, visando fortalecer o papel da entidade como stakeholder no comércio exterior de bens e serviços e a estratégia de posicionar como uma região exportadora de serviços.  A entidade atua para promover a América Latina como uma plataforma de serviços globais e fomentar um melhor posicionamento da região no mercado internacional de serviços. São 17 instituições públicas e privadas de 17 países: além do Brasil fazem parte Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

    O Enaex

    É considerado um evento de referência do comércio exterior brasileiro. Promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o evento reúne empresários, autoridades, executivos e profissionais do setor, tendo a CNC como patrocinadora.

  • Enaex 2016: redução de custos é o caminho para competitividade

    Patrocinado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016) teve início em 23 de novembro, no Rio de Janeiro, com uma mensagem clara: o caminho para o Brasil ser competitivo nos mercados internacionais é a redução dos custos internos. Exportar produtos e serviços, e não impostos e encargos, com o sobrepeso de custos logísticos proibitivos.

    Patrocinado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016) teve início em 23 de novembro, no Rio de Janeiro, com uma mensagem clara: o caminho para o Brasil ser competitivo nos mercados internacionais é a redução dos custos internos. Exportar produtos e serviços, e não impostos e encargos, com o sobrepeso de custos logísticos proibitivos.

    Na abertura do Encontro, José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), realizadora do evento, reforçou que, para reduzir custos, o País precisa realizar as reformas tributária, trabalhista e previdenciária, além de elevar os investimentos em infraestrutura, principalmente na área portuária. “Qualquer mudança depende de nós mesmos, sendo necessário um melhor entrosamento entre os setores privado e governamental para que não tenhamos que depender da taxa de câmbio para exportar, sobretudo manufaturados, e crescer”, destacou José Augusto.

    O presidente de honra da AEB e consultor econômico da CNC, Ernâne Galvêas, disse que o estímulo às exportações foi fundamental para que o País reagisse após a segunda grande crise do petróleo, na década de 1980. “Saímos de uma queda no PIB, em 1981, de 4,3%, para um crescimento de quase 8% ao ano em 1985, quando o presidente (João Baptista de) Figueiredo passou o governo ao presidente (José) Sarney”, lembrou Galvêas, então ministro da Fazenda. “O comércio exterior é um motor propulsor para criação de emprego, ampliação de mercado e desenvolvimento econômico.”

    Simplificação e apoio

    O vice-presidente Administrativo da CNC, Darci Piana, e o coordenador da Câmara de Comércio Exterior (CBCEX), Rubens Medrano, estiveram presentes à abertura do Enaex 2016. Piana destacou a importância do evento para o comércio exterior brasileiro. “O País precisa sair da crise e as exportações são fundamentais para isso. O que precisamos é da simplificação dos processos e do apoio do governo, para que nós, empresários, possamos cumprir o nosso papel, com empresas competitivas no cenário mundial”, afirmou.

    Além de José Augusto de Castro e de Ernane Galvêas, também compuseram a mesa na solenidade de abertura o ministro interino do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima; os embaixadores do Brasil  Sergio Amaral, nos Estados Unidos, e Marcos Caramuru, na China; o vice-presidente da Firjan, Carlos Mariani Bittencourt; o presidente da CNA, Antônio Mello Alvarenga; e o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso.

     Globalização chegou a ponto de fadiga, diz embaixador

    Durante o painel realizado logo após a abertura do Enaex 2016, intitulado “Estados Unidos e China: Mercados Especiais, Atenção Prioritária”, o embaixador Sergio Amaral disse que a globalização chegou a um ponto de fadiga, tendo deixado de promover as compensações esperadas em termos de renda e emprego para as populações, o que explica em parte movimentos de isolamento e protecionismo, com o Brexit e a eleição de Donald Trump.

    Para Amaral, ainda não é possível prever o que acontecerá no Governo Trump, e se as relações entre EUA e China serão conflituosas. “Ainda há uma incógnita sobre como será o Governo Trump. Os analistas políticos no momento viraram meros adivinhos. Trump terá de acender uma vela a Deus e outra ao Diabo.”

    Sobre a relação norte-americana com o Brasil, Thomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Direx/Fiesp) e também da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), acredita que o Brasil pode ser afetado apenas indiretamente pela eleição de Donald Trump. “A retórica protecionista americana poderá limitar o crescimento do comércio global, mas não deverá haver nenhuma ação específica contra o Brasil ou mesmo contra a Argentina, ao contrário do México. Para os EUA, o Brasil é ‘non issue’ (uma ‘não questão’, ou seja, não representa um problema). Além disso, os EUA têm superávit com o Brasil, e, em termos de manufaturas, o comércio entre os dois países se dá ‘intracompany’ (entre filiais e matrizes de uma empresa)”, destaca.

    Marcos Caramuru, embaixador do Brasil na China, e Carlos Geraldo Langoni, professor e diretor da EPGE/FGV e ex-presidente do Banco Central, também participaram do painel.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 212/2016

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que assegura às mulheres com deficiência o tratamento de câncer no SUS

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 1º de dezembro de 2016

    Constituída Comissão Especial dos Mercados de Seguros, Capitalização, Resseguros e Previdência Complementar Aberta, composta entre outros representantes, pelo Presidente da Fenacor

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que assegura às mulheres com deficiência o tratamento de câncer no SUS

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 1º de dezembro de 2016

    Constituída Comissão Especial dos Mercados de Seguros, Capitalização, Resseguros e Previdência Complementar Aberta, composta entre outros representantes, pelo Presidente da Fenacor

  • Câmara aprova prazos para implantação gradual de sistema de controle de remédios

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou proposta que redefine prazos para teste e posterior implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM – Lei 11.903/2009), que permitirá rastrear medicamentos durante toda a cadeia produtiva, desde a indústria farmacêutica até o consumidor final. Como foi analisado em caráter conclusivo, a proposta está aprovada pela Câmara e deve seguir para sanção da presidência da República.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou proposta que redefine prazos para teste e posterior implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM – Lei 11.903/2009), que permitirá rastrear medicamentos durante toda a cadeia produtiva, desde a indústria farmacêutica até o consumidor final. Como foi analisado em caráter conclusivo, a proposta está aprovada pela Câmara e deve seguir para sanção da presidência da República.

    O texto aprovado fixa o prazo de quatro meses para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua as normas de regulamentações do sistema, estabelecendo, por exemplo, as categorias de medicamentos que estarão sujeitas ao rastreamento. Concluída a regulamentação, indústria, importadores e representantes da distribuição e do varejo escolhidos pela Anvisa terão até um ano para, em caráter experimental, receber e transmitir dados referentes a, no mínimo, três lotes de medicamentos.

    O órgão fiscalizador terá até oito meses para análise e correção dos resultados obtidos na fase experimental. A partir daí, serão mais três anos para a completa implementação do sistema. As medidas estão previstas no Projeto de Lei 4069/15, do senador Humberto Costa (PT-PE).

    Relator na comissão, deputado Bruno Covas (PSDB-SP) defendeu a aprovação da proposta que considerou adequada do ponto de vista legal. “Essa proposta é importante, tendo em vista o número de medicamentos falsificados no Brasil, e a importância da fiscalização”, disse.

    O deputado Dr. Sinval Malheiros (PTN-SP), que foi relator da proposta na Comissão de Seguridade Social e Família, foi à CCJ para acompanhar a votação, e defendeu sua aprovação. “Com isso poderemos finalmente ter um sistema, que a lei atual não contempla de forma efetiva”, disse.

    O SNCM foi idealizado há mais de sete anos como ferramenta para o gerenciamento e controle de toda a cadeia de circulação dos medicamentos. Entretanto, o início da operacionalização ainda não ocorreu.

    Outras alterações

    Além de novos prazos, o projeto aprovado faz outras alterações na lei com o objetivo de destravar obstáculos normativo-jurídicos. O texto, por exemplo, propõe que a Anvisa seja a responsável por determinar, em ato normativo próprio, quais medicamentos ficariam sujeitos a controle. Atualmente, a lei determina que todos os medicamentos sejam controlados.

    Outra mudança prevê que o controle será feito por meio de um sistema de identificação individualizado de medicamentos, com o emprego de tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. O texto também define as informações que deverão estar presentes nas embalagens de todos os medicamentos, como número de registro, de série, do lote e data de validade, prevendo a possibilidade de novas exigências pela Anvisa.

    O projeto inclui ainda um artigo na lei com o objetivo de dar o suporte legal para a criação e manutenção de um banco de dados, sob responsabilidade do governo federal, para armazenar as movimentações dos medicamentos a partir de registros feitos pelos responsáveis pela movimentação, para posterior consolidação e consulta. Além disso, passa a considerar infração sanitária a falta de comunicação sobre a circulação dos produtos por parte dos agentes que compõem a cadeia de comercialização de medicamentos. As informações terão o tratamento de confidencialidade.

  • Relator apresenta no dia 30 parecer sobre MP do Ensino Médio

    Debatedores divergiram nesta quarta-feira (23/11) sobre a reforma no ensino médio (MP 746/16) em reunião da comissão mista que discute o assunto. O parecer do relator, senador Pedro Chaves (PSC-MS), deve ser apresentado ao colegiado na próxima quarta-feira (30).

    Debatedores divergiram nesta quarta-feira (23/11) sobre a reforma no ensino médio (MP 746/16) em reunião da comissão mista que discute o assunto. O parecer do relator, senador Pedro Chaves (PSC-MS), deve ser apresentado ao colegiado na próxima quarta-feira (30).

    Para o consultor legislativo da Câmara dos Deputados Ricardo Chaves Martins, a retirada da obrigatoriedade de artes e educação física do currículo do ciclo médio, uma das polêmicas do texto, não altera o que previa a Lei de Diretrizes Bases da Educação Nacional (LDB). Ele explicou que, apesar de classificar como obrigatórias, a lei não definia carga horária mínima e metodologia para essas disciplinas, o que, na prática, tornava o ensino discricionário. “O fato de ficar como estava na LDB não alteraria em nada o caráter de flexibilidade da reforma”, frisou. Mas ele ressaltou que a situação é diversa em relação a sociologia e filosofia. Na legislação anterior à MP, essas disciplinas eram obrigatórias em todos os anos do ensino médio.

    Ensino integral

    O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Eduardo Deschamps, por sua vez, disse que a MP falha ao não prever investimentos em infraestrutura. Como exemplo, ele citou Santa Catarina, onde a estimativa era ampliar o ensino integral para 30 escolas e 14 mil alunos, mas até o momento a medida alcançou 14 escolas, que foram selecionadas justamente por já contar com infraestrutura.

    Na avaliação do consultor Ricardo Martins, a proposta para educação integral, que atualmente abrange 572 escolas no País, terá efeito inicial modesto. “ O percentual de alunos do ensino médio abrangido por esse programa de incentivo vai ser muito baixo – passará de 3,8% para 9,5% do total de estudantes”, disse.

    Já o professor João Batista Araujo e Oliveira, do Instituto Alfa e Beto, disse não ver sentido no aumento de carga horária. “É preferível ter mais recursos e aulas melhores do que essa fúria por expansão em nome não sei de quê”, criticou. De acordo com o professor, nenhum país adota a carga de 800 horas, e a média é de 183 horas nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

    Notório saber

    Na visão da secretária-geral da Confederação Nacional do Trabalhadores em Educação, Marta Vanelli, a MP “privatiza” o currículo dos professores ao permitir que técnicos lecionem na educação profissionalizante. “A formação do professor de ensino médio é por disciplina. Quando dizemos que basta ter notório saber para ser professor voltamos ao século passado”, reclamou, ao salientar que 50% dos docentes da rede pública são contratados em caráter provisório.

    O deputado Thiago Peixoto (PSD-GO) refutou os argumentos. Segundo ele, a iniciativa privada pode contribuir para solucionar a carência de docentes. “O notório saber precisa obedecer a critérios, mas não se pode limitar que o conhecimento chegue ao aluno apenas por meio do professor, seria irreal”, disse.

    Para a deputada Dorinha Seabra Resende (DEM-TO), se o notório saber for mantido no texto, caberá aos conselhos nacional e estaduais de Educação regulamentar o assunto. “A medida provisória“não é artifício para retirar a importância dos professores”, avaliou.

    Ensino técnico

    Professor e autor do livro “O Nó do Ensino Médio”, Moacir Alves Carneiro pediu mais clareza sobre a aprendizagem técnica. As diretrizes pedagógicas são “confusas” e não preveem acompanhamento qualificado, argumentou. “Nos Estados Unidos, verificou-se que a liberdade para o aluno montar o currículo resultou em um ensino tão difuso que se perdeu o foco”, disse o professor, que sugeriu a adoção de currículo mínimo.

    Ministros

    A comissão mista volta a se reunir na próxima semana para ouvir o ministro da Educação, Mendonça Filho, e ex-chefes da pasta, entre eles Fernando Haddad e Aloizio Mercadante.

  • Direitos autorais cobrados em bares e hotéis serão debatidos nesta quinta

    A Comissão Especial sobre Direitos Autorais (PL 3968/1997) está realizando hoje (24/11) audiência pública para debater, no âmbito da legislação dos direitos autorais, as cobranças realizadas nos hotéis, restaurantes, bares e similares. O encontro foi pedido pelos deputados Alex Manente (PPS-SP), Herculano Passos (PSD-SP) e Pr. Marco Feliciano (PSC-SP).

    Foram convidados:

    – o gerente-executivo de Arrecadação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), Márcio de Oliveira Fernandes; e

    A Comissão Especial sobre Direitos Autorais (PL 3968/1997) está realizando hoje (24/11) audiência pública para debater, no âmbito da legislação dos direitos autorais, as cobranças realizadas nos hotéis, restaurantes, bares e similares. O encontro foi pedido pelos deputados Alex Manente (PPS-SP), Herculano Passos (PSD-SP) e Pr. Marco Feliciano (PSC-SP).

    Foram convidados:

    – o gerente-executivo de Arrecadação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), Márcio de Oliveira Fernandes; e

    – o gerente-executivo de Distribuição do Ecad, Mário Sérgio Machado de Campos.

  • CNC: confiança do empresário sobe 1,2%

    [24/11/2016] O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 98,9 pontos em novembro. Na série com ajuste sazonal, houve aumento de 1,2% em relação a outubro e 23,5% na comparação anual. O resultado, no entanto, ainda permanece abaixo da zona de indiferença, de 100 pontos, refletindo a contínua redução das vendas no varejo e a dificuldade de recuperação do setor em curto prazo.

    [24/11/2016] O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 98,9 pontos em novembro. Na série com ajuste sazonal, houve aumento de 1,2% em relação a outubro e 23,5% na comparação anual. O resultado, no entanto, ainda permanece abaixo da zona de indiferença, de 100 pontos, refletindo a contínua redução das vendas no varejo e a dificuldade de recuperação do setor em curto prazo.

    “Embora haja a percepção de que a crise econômica esteja lentamente perdendo a força, as condições do mercado de trabalho, o crédito caro e a restrição de renda das famílias permanecem como um entrave para a recuperação do comércio varejista. Por outro lado, a desaceleração da inflação influencia positivamente o comércio”, analisa a economista da CNC Izis Ferreira.

    Condições atuais

    Com 58,5 pontos, o componente que mede as condições correntes subiu 50% na comparação com novembro de 2015, a maior variação positiva da série histórica, iniciada em março de 2011. Já em relação ao mês passado, o acréscimo foi mais tímido, de 3,2%.

    Na comparação anual, a percepção dos varejistas quanto às condições atuais melhorou em relação à economia (138,2%), ao desempenho do setor (48,7%) e ao comportamento da própria empresa (22,8%). Contudo, para 80,4% dos varejistas, a economia piorou em novembro.

    Perspectivas

    Único componente acima da zona de indiferença, o índice que mede as Expectativas do Empresário do Comércio alcançou 150,3 pontos. Na passagem mensal, as expectativas melhoraram 0,8% e, na anual, 24,3% – variações positivas nesta comparação anual não ocorriam desde julho de 2013.

    Em relação a outubro, os resultados foram impactados pela melhora nas perspectivas de curto prazo quanto ao desempenho da economia (1,1%), do setor (0,9%) e da empresa (0,5%). Ante novembro de 2015, todas as variações também foram positivas: 43,5% (economia), 22,2% (setor) e 12,3% (empresa). Na avaliação de 82,9% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos próximos meses.

    Investimentos

    O índice que mede as condições de investimento registrou 87,9 pontos, com uma variação mensal de +0,3% e anual de +9,4%. Ainda influenciadas pelo trabalho temporário de fim de ano, as intenções de contratação de funcionários aumentaram 0,4% ante outubro e 25,6% ante novembro de 2015. Já as possibilidades de investimentos caíram 0,4% na comparação mensal e subiram 3,2% na anual. Para 70,5% dos empresários, as intenções de investimento no capital social das empresas são menores.

    Por outro lado, a avaliação dos estoques melhorou 0,7% em relação a outubro, mas piorou 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Para 30,4% dos comerciantes, os estoques estão acima do adequado em novembro.

    As estimativas da CNC para o volume de vendas do comércio em 2016 são de -6% no conceito restrito e -9% no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção.

    A economista Izis Ferreira está disponível para atender os jornalistas.

     

     

     

     

     

     

  • Ex-ministro do TST faz palestra sobre insalubridade no setor de turismo

    O ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Vantuil Abdala fez palestra ontem (23/11) no Seminário Jurídico do Turismo, sobre conceitos de insalubridade aplicáveis ao setor de turismo e hospitalidade e questões trabalhistas na escala de revezamento, estipulada no Direito do Trabalho.

    O ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Vantuil Abdala fez palestra ontem (23/11) no Seminário Jurídico do Turismo, sobre conceitos de insalubridade aplicáveis ao setor de turismo e hospitalidade e questões trabalhistas na escala de revezamento, estipulada no Direito do Trabalho.

    O crescente no número de casos julgados pelo TST acerca do adicional de insalubridade na limpeza e higienização de banheiros nos últimos anos foi um dos temas principais abordados pelo ex-ministro. Para ele, o que se deve fazer é criar medidas para eliminar o contato diário do trabalhador com agentes nocivos e possíveis transmissores de doenças no local de trabalho, em vez de normatizar o adicional.

    Segundo Abdala, a Norma Regulamentar do Ministério do Trabalho prevê insalubridade para a coleta e industrialização de lixo urbano, mas a limpeza de banheiros não se equipara a essa atividade. “Tem se alegado que as duas atividades são equivalentes, pois banheiros de locais como hotéis e motéis são de grande circulação. O risco é entender-se que a camareira que limpa os quartos também deve receber o adicional, pois os quartos de hotéis também têm grande circulação de pessoas”, disse o Abdala. Em sua opinião, a questão é muito subjetiva para que o empresário possa ser responsabilizado.

    O palestrante também lembrou que alguns pontos da Norma Regulamentar carecem de fundamentos e citou portarias de adicional de insalubridade aplicadas pelo Ministério do Trabalho, extintas após inspeção pericial. “Infelizmente, em alguns casos, a base dessas normas depende de interesses e não de bases científicas. Há algum tempo, a deficiência de iluminação era causa de adicional, mas isso foi revogado, pois se verificou que essa deficiência não fazia mal à vista”, disse.

    Folga semanal

    Quanto à folga dominical em escala de revezamento, Abdala afirmou que a norma que estipula pelo menos uma folga aos domingos a cada quatro semanas na escala de revezamento gera dificuldade para o empresário. Ele relatou um caso de acordo coletivo em que os próprios trabalhadores solicitaram a suspensão da norma. “A convivência em família é muito relativa. Em muitos casos o cônjuge não trabalha aos sábados e os filhos não estudam nesse dia, então por que a folga deve ser necessariamente no domingo?”, questionou.

    Após responder perguntas da plateia e agradecer novamente o convite da CNC, Abdala se mostrou solidário aos empresários da área de turismo e disposto a buscar novas alternativas por meio de debates. “Eu sei da dificuldade em lidar com essa norma. Em todas as cidades com atrativos turístico o comércio, os hotéis e as áreas de lazer funcionam aos domingos, então é preciso ter outra mentalidade, precisamos modificar algumas leis que já não fazem sentido”, enfatizou.

    Abdala ressaltou a importância do debate entre os principais representantes do turismo no Brasil e observou que momentos de crise econômica são oportunos para boas mudanças.

  • Confiança do empresário sobe 1,2% em novembro

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 98,9 pontos em novembro. Na série com ajuste sazonal, houve aumento de 1,2% em relação a outubro e 23,5% na comparação anual. O resultado, no entanto, ainda permanece abaixo da zona de indiferença, de 100 pontos, refletindo a contínua redução das vendas no varejo e a dificuldade de recuperação do setor em curto prazo.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 98,9 pontos em novembro. Na série com ajuste sazonal, houve aumento de 1,2% em relação a outubro e 23,5% na comparação anual. O resultado, no entanto, ainda permanece abaixo da zona de indiferença, de 100 pontos, refletindo a contínua redução das vendas no varejo e a dificuldade de recuperação do setor em curto prazo.

    – Embora haja a percepção de que a crise econômica esteja lentamente perdendo a força, as condições do mercado de trabalho, o crédito caro e a restrição de renda das famílias permanecem como um entrave para a recuperação do comércio varejista. Por outro lado, a desaceleração da inflação influencia positivamente o comércio – analisa a economista da CNC Izis Ferreira.

    Condições atuais

    Com 58,5 pontos, o componente que mede as condições correntes subiu 50% na comparação com novembro de 2015, a maior variação positiva da série histórica, iniciada em março de 2011. Já em relação ao mês passado, o acréscimo foi mais tímido, de 3,2%.

    Na comparação anual, a percepção dos varejistas quanto às condições atuais melhorou em relação à economia (138,2%), ao desempenho do setor (48,7%) e ao comportamento da própria empresa (22,8%). Contudo, para 80,4% dos varejistas, a economia piorou em novembro.

    Perspectivas

    Único componente acima da zona de indiferença, o índice que mede as Expectativas do Empresário do Comércio alcançou 150,3 pontos. Na passagem mensal, as expectativas melhoraram 0,8% e, na anual, 24,3% – variações positivas nesta comparação anual não ocorriam desde julho de 2013.

    Em relação a outubro, os resultados foram impactados pela melhora nas perspectivas de curto prazo quanto ao desempenho da economia (1,1%), do setor (0,9%) e da empresa (0,5%). Ante novembro de 2015, todas as variações também foram positivas: 43,5% (economia), 22,2% (setor) e 12,3% (empresa). Na avaliação de 82,9% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos próximos meses.

    Investimentos

    O índice que mede as condições de investimento registrou 87,9 pontos, com uma variação mensal de +0,3% e anual de +9,4%. Ainda influenciadas pelo trabalho temporário de fim de ano, as intenções de contratação de funcionários aumentaram 0,4% ante outubro e 25,6% ante novembro de 2015. Já as possibilidades de investimentos caíram 0,4% na comparação mensal e subiram 3,2% na anual. Para 70,5% dos empresários, as intenções de investimento no capital social das empresas são menores.

    Por outro lado, a avaliação dos estoques melhorou 0,7% em relação a outubro, mas piorou 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Para 30,4% dos comerciantes, os estoques estão acima do adequado em novembro.

    As estimativas da CNC para o volume de vendas do comércio em 2016 são de -6% no conceito restrito e -9% no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção.

  • Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec): novembro de 2016

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador mensal antecedente, apurado entre os tomadores de decisão das empresas do varejo para detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador mensal antecedente, apurado entre os tomadores de decisão das empresas do varejo para detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.