Blog

  • Intenção de consumo das famílias aumenta 2,4% em outubro

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em outubro ficou em 73,9 pontos, numa escala de 0 a 200. Embora o resultado represente um aumento de 2,4% em relação a setembro, na comparação anual ainda existe uma queda de 5,7%. Além disso, o índice ainda se encontra bem abaixo da chamada zona de indiferença, de 100 pontos.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em outubro ficou em 73,9 pontos, numa escala de 0 a 200. Embora o resultado represente um aumento de 2,4% em relação a setembro, na comparação anual ainda existe uma queda de 5,7%. Além disso, o índice ainda se encontra bem abaixo da chamada zona de indiferença, de 100 pontos.

    “Há três meses que todos os componentes da ICF apresentam variação positiva na comparação mensal, mas, embora a confiança esteja subindo, ela ainda não foi transformada em vendas. A inflação e a recuperação do mercado de trabalho ainda são os principais motivos que justificam essa cautela do consumidor”, explica Juliana Serapio, assessora Econômica da CNC.

    Único componente a ultrapassar a zona de indiferença, de 100 pontos, o Emprego Atual ficou em 105,6 pontos. Em relação a setembro, o índice subiu 0,8%, mas, ante outubro de 2015, apresentou uma redução de 0,4%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao Emprego Atual é de 30,5%.

    Consumo

    O Nível de Consumo Atual subiu 2,3% na comparação mensal. Em relação ao mesmo período do ano passado, no entanto, a retração foi de 17,6%. A maior parte das famílias – 63,6% – declarou estar com o nível de consumo menor do que em 2015. O índice está em 47,5 pontos.

    Registrando 66,8 pontos, as Compras a Prazo também cresceram 2,2% ante setembro e diminuíram 11,7% ante outubro de 2015. Na mesma tendência, o componente Momento para Duráveis subiu 3,4% na comparação mensal e recuou 10,2% na comparação anual. O índice ficou em 46,1 pontos, o pior resultado entre todos os componentes.

    Expectativas

    Em relação às perspectivas profissionais, houve um aumento tanto na comparação mensal (1,4%) como na anual (+0,8%). Contudo, 46,2% das famílias ainda consideram o cenário negativo para os próximos seis meses.

    A Perspectiva de Consumo também apresentou melhora e teve primeira variação anual positiva (de 0,7%) desde agosto de 2014. Em relação ao mês passado, subiu 7,9% e ficou em 62,7 pontos.

    A CNC revisou suas expectativas de queda no varejo restrito de -5,2% para -5,4% e no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção, de -9,4% para -9,5% em 2016.

  • Comércio exterior de serviços precisa alinhar pautas para crescer

    A participação do setor privado no debate dos interesses do comércio exterior é indispensável para que órgãos públicos possam desenvolver políticas de atuação que gerem resultados efetivos e competitividade. E um dos desafios dos entes públicos é justamente construir uma pauta com temas horizontalizados, dada a pluralidade de atividades que se enquadram no segmento, principalmente no que tange à área de serviços. 

    A participação do setor privado no debate dos interesses do comércio exterior é indispensável para que órgãos públicos possam desenvolver políticas de atuação que gerem resultados efetivos e competitividade. E um dos desafios dos entes públicos é justamente construir uma pauta com temas horizontalizados, dada a pluralidade de atividades que se enquadram no segmento, principalmente no que tange à área de serviços. 

    Essa é a opinião de Marcelo Maia, secretário de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que participou, no dia 24 de outubro, da reunião da Câmara Brasileira do Comércio Exterior (CBCex) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada pela entidade no Rio de Janeiro. A diretora de Competitividade e Serviços do ministério, Edna Cesetti, também participou da reunião, que foi conduzida pelo coordenador da Câmara, Rubens Medrano. 

    O vice-presidente Administrativo da CNC, Darci Pianna, participou de todo o encontro. “A Confederação se preocupa com os interesses dos empresário do setor”, afirmou Pianna. “Queremos trabalhar junto da CNC da forma mais produtiva possível. No mercado doméstico, o segmento é muito heterogêneo”, disse Maia, saudando a criação da CBCex e fazendo uma introdução aos dados do setor de serviços no Brasil. Segundo ele, o setor responde por mais de 70% do PIB e por 73,4% dos empregos formais. Além disso, recebe aproximadamente 60% do total de investimentos estrangeiros no País. “É importante a iniciativa da Confederação em criar uma Câmara de Comércio Exterior, dada a complexidade da área. Não é um setor que tem, por exemplo, tradição acadêmica, de estudos. Além disso, o comércio entre fronteiras atinge diretamente o varejo”, completou Edna. 

    Fortalecer a indústria pode gerar diferencial competitivo

    Os representantes do MDIC ressaltaram aos membros da CBCex a necessidade de, sobretudo no cenário econômico atual, fortalecer a indústria brasileira para gerar competitividade. Marcelo Maia explicou que, para a indústria, o setor de serviços representa diferenciação de produtos e impacto direto na capacidade de exportação, entre outros pontos. Marcelo Maia afirmou que o comércio exterior de serviços do Brasil tem uma conta estruturalmente deficitária, ocupando o 32º lugar entre os maiores exportadores mundiais e o 19º posto entre os importadores. As exportações de serviços correspondem a 1,9% do PIB brasileiro. “O ambiente de negócios no País compromete a definição de estratégias, devido a questões tributárias, trabalhistas e regulatórias”, explicou o secretário. “O comércio, na verdade, é um grande prestador de serviços, pelo valor que agrega aos produtos”, disse Edna Cesetti. 

    Anunciada a Câmara Brasileira de Serviços

    O vice-presidente Administrativo da CNC, Darci Piana, aproveitou a reunião e o interesse do setor público em dialogar com os empresários para informar que estão em andamento tratativas para a criação, na CNC, de uma Câmara de Serviços. “Acredito que, com essa Câmara, consigamos reunir as entidades representativas do setor, para avançar naquilo que há muito precisa de atenção”, disse Piana. “Para nós, também é um desafio essencial dialogar com o governo, para alavancarmos a exportação de serviços”, completou Medrano. 

    Siscoserv precisa de adesão maior das empresas

    O secretário do MDIC Marcelo Maia também abordou, na reunião da CBCex, as ações e políticas do ministério para o setor de serviços, com destaque para o Siscoserv, sistema de registro das operações de comércio exterior de serviços e de intangíveis, criado com o objetivo de promover ações de estímulo, formulação, acompanhamento e aferição de políticas públicas. 

    Um dos objetivos do Ministério é desenvolver estatísticas do Comércio Exterior de Serviços e de devolver à sociedade os dados registrados no Siscoserv em forma de inteligência comercial, com mapeamento de mercados-alvo para os serviços brasileiros, entre outras iniciativas. “Com o passar dos anos, o Brasil terá um grande banco de dados, mas isso ainda é um desafio. O setor tem uma questão de transparência muito grande”, disse Edna Cesetti, ao se referir ao fornecimento correto de dados no Sistema por parte das empresas. “O Siscoserv, no começo, causou muitas dúvidas”, contra-argumentou o coordenador da CBCex, Rubens Medrano. 

    Ainda sobre as ações e políticas do MDIC para o setor de serviços, foi abordado o Fórum de Alavancagem do Comércio Exterior de Serviços, do qual a CNC faz parte. O objetivo do fórum é definir propostas conjuntas, a partir de demandas recebidas do setor privado, com o objetivo de impulsionar a exportação de serviços e a internacionalização das empresas do setor. Outra iniciativa tratada na reunião da CBCex foi a Vitrine do Exportador, iniciativa do governo federal para divulgação on-line das empresas brasileiras e seus produtos e serviços no mercado internacional. “É preciso divulgar melhor a Vitrine, muitas empresas não conhecem”, apontou José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). 

    Projetos de lei que afetam setor são detalhados pela Apel

    Dentre outros assuntos de interesse abordados na reunião da CBCex, Elielson Almeida, da Assessoria Legislativa da CNC (Apel), apresentou o andamento dos Projetos de Lei (PLs) nº 7.583/2014, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que obriga que os produtos importados comercializados tragam informações a respeito da submissão às normas de certificação de conformidade da Regulamentação Técnica Federal; e do PL 227/2007, do deputado Milton Monti (PR-SP), que dispõe sobre a movimentação e armazenagem de mercadorias importadas ou despachadas para exportação, o alfandegamento de locais e recintos, a licença para explorar serviços de movimentação e armazenagem de mercadorias em Centro Logístico e Industrial Aduaneiro, altera a legislação aduaneira e dá outras providências. 

    Outro PL abordado pelo representante da Apel foi o PL 4.726/2016, do deputado Covatti Filho (PP-RS), que altera o art. 23 do Decreto-Lei nº 1.455, de 7 de abril de 1976, para excluir as importações por conta e ordem de terceiros, bem como as importações por encomenda, da presunção de interposição fraudulenta nas operações de comércio exterior.

    Acesse as fotos da reunião da CBCex aqui

  • Informe Representações 391

    Assessoria de Gestão das Representações 24/10/2016 – Ano 5, nº 391

    Ministério do Trabalho

    Grupo de Trabalho discute governança, alocação e direcionamento dos recursos do FI-FGTS

    Assessoria de Gestão das Representações 24/10/2016 – Ano 5, nº 391

    Ministério do Trabalho

    Grupo de Trabalho discute governança, alocação e direcionamento dos recursos do FI-FGTS

    Abelardo Campoy Diaz, representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) junto ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, foi indicado para representá-la no Grupo de Trabalho com a finalidade de analisar e propor, se for o caso, alterações nos critérios de governança, alocação e direcionamento dos recursos do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS).

    O referido Grupo de Trabalho foi criado pela Resolução nº 821, de 30 de agosto de 2016 e deverá ser composto por membros indicados pelos Órgãos e Entidades que compõem o Conselho.

    Os trabalhos do Grupo deverão ser concluídos até a 156ª Reunião Ordinária do Conselho Curador, prevista para o dia 6 de dezembro de 2016. A coordenação ficará a cargo da Secretaria-Executiva do Conselho.

     

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    (61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.org.br

  • Boletim Informativo Diário (BID) 192/2016

    DESTAQUES:

    Dispensado Conselheiro Suplente representante das Empresas (CNC), nas Câmaras de Julgamento do Conselho de Recursos do Seguro Social no Distrito Federal

    Definidos os fatores de atualização para cálculo das contribuições, dos pecúlios e dos salários-de-contribuição, para o mês de outubro de 2016

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 1º de novembro de 2016

    DESTAQUES:

    Dispensado Conselheiro Suplente representante das Empresas (CNC), nas Câmaras de Julgamento do Conselho de Recursos do Seguro Social no Distrito Federal

    Definidos os fatores de atualização para cálculo das contribuições, dos pecúlios e dos salários-de-contribuição, para o mês de outubro de 2016

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 1º de novembro de 2016

  • Sumário Econômico 1464

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    O avanço das moedas virtuais – A moeda virtual é uma tecnologia inovadora que permite que pessoas ou instituições possam transferir fundos instantaneamente, de forma segura e sem intermediários. Essa moeda pode potencialmente expandir o comércio internacional, apoiar a inclusão financeira e transformar a forma como fazemos compras e negócios. Em 2015, a moeda física foi o principal meio de pagamento no mundo. Porém, países europeus já se preparam para uma nova fase, com menos dinheiro em espécie. Na Suécia, por exemplo, apenas um quinto de todos os pagamentos foi feito em dinheiro e existem lojas que já não aceitam mais a moeda viva. A Dinamarca segue pelo mesmo caminho e já anunciou que quer ser o primeiro país a eliminar oficialmente a circulação de dinheiro físico. O argumento de ambos os países é o mesmo, de que a fiscalização do dinheiro eletrônico é mais fácil, e assim problemas como sonegação de impostos e lavagem de dinheiro podem ser evitados.

    Produção industrial volta a mostrar queda – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial sofreu queda em agosto deste ano, após cinco crescimentos consecutivos (1,3% em março e 1,6% em junho foram os mais intensos). Desde o início do ano, este foi o segundo mês de retração. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Além desse recuo, a Indústria Extrativa mostrou redução de 1,8%. Esse foi o quarto resultado negativo neste ano. Enquanto a de Transformação recuou em 3,6%, continuando com a tendência negativa. Houve queda na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens de Consumo Duráveis o maior destaque (+9,3%). A única exceção foi Bens de Capital, em que houve crescimento de 0,4%. Além desses valores negativos, na comparação com agosto de 2015 também houve queda, de 5,2% (melhor do que a taxa de julho, -6,4%, e a menos negativa do ano), continuando a tendência negativa observada desde dezembro de 2013. Diferentemente da análise anterior, a Indústria de Transformação, com recuo de 4,3%, não foi a principal influência, pois a Indústria Extrativa obteve uma retração de 11,7%. Em ambos os casos, houve continuidade de suas tendências negativas. Assim como observado na comparação anterior, quando consideramos o mesmo período do ano anterior, a maioria das categorias de uso recuou, com Bens de Capital sendo, novamente, a única exceção (+5,0%). Bens Intermediários mostrou o segundo maior resultado negativo (-6,9%), logo após Bens de Consumo Duráveis, com retração de 12,4%. Automóveis para passageiros foi a atividade com maior queda (-19,7%).

    Comércio exterior: bens de capital são destaque nas exportações até setembro – O bom resultado da balança comercial brasileira até setembro – um superávit de US$ 36,2 bilhões – foi produzido por variações negativas nas exportações e, de forma mais expressiva, nas importações: -3,5% e -23%, respectivamente. As vendas externas somaram US$ 139,4 bilhões, enquanto as compras de outros países acumularam US$ 103,2 bilhões. Com isso, o volume de comércio com o exterior, US$ 248 bilhões, reduziu-se 13% em relação ao ano passado. Esse resultado reflete o arrefecimento da queda nas importações, que vinham crescendo em ritmo acelerado até meados do ano. Tanto as quantidades quanto os preços estão caindo menos. Já as exportações estão sendo beneficiadas pela recuperação dos preços internacionais, os quais entraram em rota de crescimento no segundo trimestre. O saldo comercial positivo neste ano, em termos de valor, foi puxado pelas exportações de bens de capital, ou seja, o setor industrial contribuiu mais para os valores das vendas externas, a despeito da queda das exportações totais. Segundo as estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações da categoria de bens de capital foram as únicas a apresentar crescimento, +18,5%, enquanto as de¬mais tiveram reduções: -6,1%, bens intermediários; -11,2%, bens de consumo; e -8,5%, combustíveis e lubrificantes.

    MPE e comércio exterior – Em 5 de outubro corrente, quando se comemorou o Dia da Micro e Pequena Empresa, o presidente da República assinou o Decreto nº 8.870 em favor dessas empresas, especialmente para aquelas que estão inscritas no regime de recolhimento de contribuições e impostos, o Simples Nacional. O referido decreto criou o procedimento simplificado de exportação, chamado Simples Exportação, destinado a atender, portanto, as empresas do Simples Nacional que queiram inserir-se em um mercado caracterizado por se apresentar muito concentrado, predominantemente formado por grandes empresas, como é o caso do comércio exterior brasileiro. Através do decreto, com as possibilidades de diminuição da burocracia existente por causa dos mecanismos reguladores e controladores, talvez seja bem possível que a atual estrutura do mercado nacional na forma que está possa vir a ser modificada. Para isso, conforme estabelece o decreto, o procedimento simplificado de exportação observará: a unicidade do procedimento para registro das operações de exportação na perspectiva do usuário; haverá entrada única de dados; o processo entre os órgãos envolvidos será integrado; e terse-á acompanhamento simplificado do procedimento.

  • Finanças rejeita incentivo fiscal a empresa que eleva salário de empregado ao concluir estudos

    A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados rejeitou no ultimo dia 19/10 o Projeto de Lei 1431/2015, do deputado Damião Feliciano (PDT-PB), que concede benefícios fiscais às empresas que promovam aumento salarial para o trabalhador adulto que terminar os ensinos fundamental ou médio. A proposta será arquivada, a não ser que haja recurso para análise pelo Plenário.

    A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados rejeitou no ultimo dia 19/10 o Projeto de Lei 1431/2015, do deputado Damião Feliciano (PDT-PB), que concede benefícios fiscais às empresas que promovam aumento salarial para o trabalhador adulto que terminar os ensinos fundamental ou médio. A proposta será arquivada, a não ser que haja recurso para análise pelo Plenário.

    Pela proposta, a companhia teria abatimento no Imposto de Renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) se elevasse em 5% do salário mínimo a remuneração do funcionário que obtiver o certificado de conclusão de curso fundamental ou médio durante o período em que estiver empregado. O valor do desconto tributário concedido à empresa seria 20% superior ao total gasto por ela com o efetivo aumento salarial desses empregados. Poderiam ser premiados os trabalhadores que receberem originalmente até dois salários mínimos, e o aumento de 5% do salário mínimo valeria para cada certificado apresentado.

    A comissão acompanhou o voto do relator, deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA), pela incompatibilidade e pela inadequação orçamentária e financeira da proposta. “A proposta gera renúncia fiscal sem que tenham sido apresentadas a estimativa do impacto orçamentário-financeiro e as medidas de compensação cabíveis. Logo, ele não pode ser considerado adequado e compatível sob a ótica financeira e orçamentária”, disse o parlamentar.

  • Comissão que analisa MP da reforma do ensino médio define plano de trabalho na terça

    A comissão mista que analisa a medida provisória da reforma do ensino médio (MP 746/2016) tem reunião agendada para a terça-feira (25/10), às 10h. O colegiado vai definir o plano de trabalho para as próximas semanas e votar requerimentos.

    A medida provisória alterou regras curriculares e de funcionamento do ensino médio e já recebeu 568 emendas dos parlamentares. Após passar pela comissão mista, o texto também terá de ser analisado pelos Plenários da Câmara e do Senado.

    A comissão mista que analisa a medida provisória da reforma do ensino médio (MP 746/2016) tem reunião agendada para a terça-feira (25/10), às 10h. O colegiado vai definir o plano de trabalho para as próximas semanas e votar requerimentos.

    A medida provisória alterou regras curriculares e de funcionamento do ensino médio e já recebeu 568 emendas dos parlamentares. Após passar pela comissão mista, o texto também terá de ser analisado pelos Plenários da Câmara e do Senado.

    A MP criou a Política de Fomento à Implantação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Para isso, eleva a carga horária mínima anual, progressivamente, das atuais 800 horas para 1.400 horas. Algumas das principais – e mais polêmicas – mudanças sugeridas pelo texto tornam facultativo o ensino de arte, educação física, sociologia e filosofia. Essas matérias poderão ser incluídas na Base Nacional Curricular Comum, parte integrante obrigatória dos três anos do ensino médio, que ainda está sendo discutida no Ministério da Educação. Português e matemática são obrigatórias.

    De acordo com a MP, cerca de 1.200 horas da carga horária total do ensino médio serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela base nacional. No restante da formação, os alunos poderão escolher seguir cinco trajetórias: Linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. A classificação toma como referência o modelo usado na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

    A MP tem mobilizado os cidadãos no portal e-Cidadania do Senado. Na página de Consulta Pública da MP, já são contabilizados mais de 3 mil votos a favor e mais de 67 mil contra a medida.

    O presidente da comissão mista é o deputado federal Izalci (PSDB-DF) e o vice-presidente é o senador Elmano Férrer (PTB-PI). O relator é o senador Pedro Chaves (PSC-MS) e o relator revisor é o deputado Wilson Filho (PTB-PB).

  • Comissão discutirá imposto progressivo como alternativa à PEC 241

    A progressividade tributária como alternativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que limita os gastos públicos por 20 anos, é tema de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (25/10). Autor do requerimento para a realização do debate, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) argumenta que o sistema tributário brasileiro é “injusto por impor sacrifício elevado para os pobres, a classe média e os trabalhadores e aliviar os ricos, os milionários e o sistema financeiro”.

    A progressividade tributária como alternativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que limita os gastos públicos por 20 anos, é tema de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (25/10). Autor do requerimento para a realização do debate, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) argumenta que o sistema tributário brasileiro é “injusto por impor sacrifício elevado para os pobres, a classe média e os trabalhadores e aliviar os ricos, os milionários e o sistema financeiro”.

    Lindbergh observa que a carga tributária brasileira — em torno de 35% do Produto Interno Bruto — está próxima à média dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Entretanto, acrescenta, é fortemente concentrada em tributos indiretos e regressivos, em vez de tributos diretos, sobre a renda, o lucro e o patrimônio.

    Imposto indireto

    Exemplo de imposto indireto e regressivo é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, que representa um quinto da carga tributária brasileira. O senador afirma que, quanto menor a renda de uma família, maior é o gasto proporcional com alimentos, um dos itens mais fortemente tributados com o ICMS. Lindbergh cita estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) segundo o qual os 10% mais pobres destinam 32% de suas rendas para pagar impostos. Os 10% mais ricos, ainda segundo o diagnóstico do Ipea, pagam somente 21% de impostos.

    A audiência busca alternativas a essa situação e à possibilidade de congelamento dos gastos públicos previstos na PEC, que faz o senador prevê sacrifícios adicionais aos mais pobres. O debate deverá ter a participação de quatro especialistas: Sérgio Gobett e André Calixtre, pesquisadores do Ipea; Felipe Rezende, professor associado do departamento de economia da Hobart and William Smith Colleges; e Waldery Rodrigues Júnior, coordenador-geral da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

    A audiência pública está prevista para as 10h desta terça-feira (25) na sala 19 da Ala Senador Alexandre Costa.

  • Amazônia Legal debate o desenvolvimento do comércio na região

    A Federação do Comércio do Estado do Acre (Fecomércio-AC) sediou o XXIV Fórum da Amazônia Legal, encontro que teve o objetivo de debater os assuntos relevantes para o desenvolvimento do comércio da região amazônica. Participaram presidentes das Federações do Comércio e dirigentes do Sesc e do Senac dos Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins.

    A Federação do Comércio do Estado do Acre (Fecomércio-AC) sediou o XXIV Fórum da Amazônia Legal, encontro que teve o objetivo de debater os assuntos relevantes para o desenvolvimento do comércio da região amazônica. Participaram presidentes das Federações do Comércio e dirigentes do Sesc e do Senac dos Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins.

    O fórum, que teve início em 20 de outubro e se estendeu até o dia 22, foi instituído para fortalecer as entidades e promover uma aproximação ainda maior entre as instituições. A intenção é adequar as formas de atuação e facilitar parcerias. Esta é a segunda vez que o Acre é escolhido como sede do evento.

    Para o presidente da Fecomércio-AC, Leandro Domingos, o que enobrece o fórum é o nível de participação. “Este é um dos encontros com o maior número de estados participantes, com presidentes, superintendentes e assessores jurídicos das Federações, além de diretores regionais do Sesc e Senac. São aproximadamente 90 pessoas integrando este momento para discutir os problemas que afligem os setores”, afirmou.

    Domingos ressaltou, ainda, a importância de abordar a conjuntura nacional para que os estados possam se readequar aos novos tempos. “Além do mais, temos uma motivação muito boa, que é aproximar mais, formar grupos em defesa da Amazônia, de modo que ela [a Amazônia] seja vista com bons olhos. A união de todos faz com que possamos viabilizar ainda mais recursos para a nossa região”, disse o presidente da Fecomércio-AC.

    “As economias se assemelham”

    O presidente da Fecomércio-AM e do Fórum da Amazônia Legal, José Roberto Tadros, reitera o momento o qual passa a Amazônia. “As economias se assemelham grandemente, e o descaso com a Amazônia é realmente idêntico a todos os estados componentes. A Amazônia sempre foi deixada em segundo plano e, em um nível de federação, nos reunimos com um objetivo não particularizado, mas com uma visão macro”, disse Tadros.

    Ele relembrou ainda que a Amazônia precisa de investimentos e ser olhada com mais respeito. “Representamos um território de forma integral que corresponde a 2/3 do Brasil. Precisamos ser vistos e reivindicar melhorias para a região”, finalizou.

    Ordem do Mérito

    Na abertura do encontro, na noite do dia 20 de outubro, foi realizada a entrega da Ordem do Mérito Comercial do Acre, Amazonas e da Amazônia, honraria dada a personalidades que se destacaram nos setores empresarial, cultural, científico, político, religioso e social da Amazônia e que tenham contribuído com as entidades que formam o Sistema Fecomércio-Sesc-Senac.

    Os presidentes da Fecomércio do Ceará, Luiz Gastão Bittencourt, do Pará, Sebastião Campos, e do Tocantins, Itelvino Pisoni, foram homenageados com a Ordem do Mérito da Amazônia. Já Leandro Domingos, da Fecomércio do Acre, e o governador do Estado, Tião Viana, receberam a comenda da Ordem do Mérito Comercial do Amazonas.

  • CNC apoia Festival de Turismo de João Pessoa

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participa e apoia o 6º Festival de Turismo de João Pessoa, que começa dia 21 de outubro. O evento recebe feira, rodada de negócios e diversas capacitações a fim de integrar o setor turístico e reúne grupos hoteleiros, agências, consolidadoras e agentes do governo.

    O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participa e apoia o 6º Festival de Turismo de João Pessoa, que começa dia 21 de outubro. O evento recebe feira, rodada de negócios e diversas capacitações a fim de integrar o setor turístico e reúne grupos hoteleiros, agências, consolidadoras e agentes do governo.

    A edição deste ano terá quase 200 expositores e contará com estande do Sistema CNC-Sesc-Senac em parceria com a Fecomércio-PB. A programação inclui ainda uma extensa agenda de workshops e palestras. O Festival de Turismo acontecerá no Centro de Convenção de João Pessoa até o dia 22 de outubro (www.festivalturismojoaopessoa.com.br).