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  • MP que aumenta imposto sobre ganho de capital começa a tramitar no Senado

    A Medida Provisória (MP) 692/2015, que eleva a tributação dos ganhos de capital para pessoas físicas começou a tramitar no Senado. A MP, que passa a trancar a pauta do Plenário e tem validade até o dia 29 de fevereiro, foi lida durante a Ordem do Dia desta terça-feira (16/02) pelo senador Jorge Viana (PT-AC), que presidia a sessão.

    O ganho de capital é a diferença entre os rendimentos recebidos com a venda de um ativo (como ações e imóveis) e o custo de aquisição dele.

    A Medida Provisória (MP) 692/2015, que eleva a tributação dos ganhos de capital para pessoas físicas começou a tramitar no Senado. A MP, que passa a trancar a pauta do Plenário e tem validade até o dia 29 de fevereiro, foi lida durante a Ordem do Dia desta terça-feira (16/02) pelo senador Jorge Viana (PT-AC), que presidia a sessão.

    O ganho de capital é a diferença entre os rendimentos recebidos com a venda de um ativo (como ações e imóveis) e o custo de aquisição dele.

    Pela legislação atual, há apenas a alíquota de 15%, independentemente do valor do ganho. Pela MP, o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre ganhos de capital terá quatro alíquotas diferentes. Quando o ganho for de até R$ 5 milhões, o imposto será de 15%. Para lucros entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, a alíquota será de 17,5%. Acima de R$ 10 milhões e até R$ 30 milhões, de 20%. E acima de R$ 30 milhões, 22,5%. O texto original do Executivo previa o percentual de 30% na maior faixa.

    As mesmas alíquotas valem para ganho de capital obtidos por pequenas e médias empresas, inclusive as enquadradas no regime Supersimples. Não serão aplicados, por outro lado, para as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado. Os valores das faixas de tributação serão corrigidos pelo mesmo percentual de reajuste da menor faixa da tabela progressiva mensal do IRPF.

    A MP 692, que altera a Lei 8.981/95, também determina que no caso de o ativo ser vendido em parcelas, a partir da segunda operação o ganho de capital deve ser somado aos ganhos auferidos nas parcelas anteriores para fins de determinação das alíquotas. O objetivo é impedir que se parcele a venda do bem para evitar as alíquotas maiores.

    A MP é uma das iniciativas do ajuste fiscal do governo, anunciado em 2015. O objetivo da medida é gerar receita para 2016, quando as novas alíquotas entram em vigor.

  • Comissão quer ações para deter guerra fiscal de estados

    Três recomendações do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a serem dirigidas ao governo federal e ao próprio Senado, foram aprovadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Lindbergh, que é o relator da avaliação dos impactos dos benefícios do ICMS concedidos unilateralmente pelos estados, reconheceu que a chamada guerra fiscal gera desequilíbrios regionais.

    Três recomendações do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a serem dirigidas ao governo federal e ao próprio Senado, foram aprovadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Lindbergh, que é o relator da avaliação dos impactos dos benefícios do ICMS concedidos unilateralmente pelos estados, reconheceu que a chamada guerra fiscal gera desequilíbrios regionais.

    Segundo o senador, é preciso “derrubar uma estratégia tributária que distorce a alocação de verbas públicas e causa insegurança jurídica e desgaste na arrecadação dos estados”. A primeira recomendação é dirigida ao governo federal. O senador sugere que o Executivo envie ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição e uma medida provisória que tratem da criação dos fundos de desenvolvimento regional e de compensação de perdas de arrecadação dos estados. As outras duas recomendações destinam-se ao Senado. Lindbergh pediu à Casa que negocie com a Câmara dos Deputados prioridade para a aprovação do projeto de lei do Senado (PLS 130/2014 — Complementar) que reduz o quórum exigido do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para convalidação de incentivos fiscais. Na sequência, cobrou da Casa pressa na aprovação de projeto de resolução do Senado, com um texto similar ao do Convênio ICMS 70/2014, celebrado pelo Confaz, que perdoa créditos de ICMS concedidos sem aprovação da entidade.

    “A guerra fiscal pode trazer algum benefício de curto prazo para o estado que a promove, mas esse benefício fica circunscrito ao setor específico que foi incentivado. De forma geral, há poucas evidências de benefícios sobre o PIB e a arrecadação estaduais”, afirmou.

    Fonte Jornal do Senado

  • Lindbergh Farias defende votação rápida da tributação das grandes fortunas

    O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu a inclusão, na pauta de votações do Senado, neste primeiro semestre, do projeto que tributa as grandes fortunas e que destina esse dinheiro para o financiamento da saúde pública. Lindbergh manifestou ainda a sua expectativa de que o Senado possa votar a proposta que tributa os salários recebidos a título de lucros e dividendos.

    O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu a inclusão, na pauta de votações do Senado, neste primeiro semestre, do projeto que tributa as grandes fortunas e que destina esse dinheiro para o financiamento da saúde pública. Lindbergh manifestou ainda a sua expectativa de que o Senado possa votar a proposta que tributa os salários recebidos a título de lucros e dividendos.

    Ele lembrou que sobre esses salários incidia uma alíquota de 15%, mas, desde 1995, esse tipo de remuneração ficou isenta. Esse imposto pode trazer para os cofres públicos algo em torno de R$ 50 bilhões, disse o senador. “Na verdade, quem paga imposto são os mais pobres, que pagam no consumo; e a classe média, que paga quando recebe o salário. Quem recebe salário a título de distribuição de lucros e dividendos, salários de 300 mil por mês, não paga nada”, protestou o senador.

    Lindbergh lembrou que essa pauta, que ele classificou de progressista, a ser apresentada nesta quarta-feira (17) ao presidente do Senado, Renan Calheiros, é bem diferente da que foi discutida nesta terça-feira (16/02) pelas lideranças partidárias e que já deve ser votada a partir desta quarta. Entre as propostas que devem ser analisadas imediatamente e que foram criticadas por Lindbergh está a que cria a criação da Lei de Responsabilidade das Estatais.

    Apesar de avançar em assuntos como licitações e contratos, esse projeto, na opinião de Lindbergh, vai equiparar as estatais às sociedades anônimas, algo incompatível com as empresas públicas, voltadas para ações de interesse público e não para a mera obtenção de lucro.

  • CAE aprova permissão para microempreendedor exercer atividade em casa

    O microempreendedor individual poderá utilizar a sua residência como sede do estabelecimento, quando não for indispensável a existência de local próprio para o exercício da atividade. A medida é prevista no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 167/2015, aprovado nesta terça-feira (16/02) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A matéria seguirá para deliberação do Plenário.

    O microempreendedor individual poderá utilizar a sua residência como sede do estabelecimento, quando não for indispensável a existência de local próprio para o exercício da atividade. A medida é prevista no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 167/2015, aprovado nesta terça-feira (16/02) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A matéria seguirá para deliberação do Plenário.

    De autoria do deputado Mauro Mariani (PMDB-SC), a proposta altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar 123/2006). O relator, senador Blairo Maggi (PR-MT), apresentou voto favorável, lido pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

    Mariani observa que alguns empreendedores individuais que poderiam exercer sua atividade em sua própria residência, sem a necessidade de dispor de estabelecimento para essa finalidade, estão impedidos de fazê-lo pela legislação de vários estados, que proíbem a coincidência entre o endereço do empreendimento e o endereço residencial.

  • CNC prevê queda de 3,9% no varejo em 2016

    As vendas do comércio em 2016 devem seguir em trajetória negativa, segundo expectativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A previsão da entidade é de que o ano termine com redução de 3,9% no faturamento – após a queda de 4,3% nas vendas em 2015, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta terça-feira, 16 de fevereiro, pelo IBGE.

     

    As vendas do comércio em 2016 devem seguir em trajetória negativa, segundo expectativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A previsão da entidade é de que o ano termine com redução de 3,9% no faturamento – após a queda de 4,3% nas vendas em 2015, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta terça-feira, 16 de fevereiro, pelo IBGE.

     

    A previsão de retração ligeiramente inferior à do ano passado se deve a uma expectativa de queda menor do PIB e a uma alta menor do nível geral de preços. No conceito ampliado, a CNC projeta -7,8% para o volume de vendas ao final do ano.

     

    Pior resultado para o comércio desde 2003

     

    Para o economista da CNC Fabio Bentes, o resultado fraco das vendas em 2015 foi o resultado de uma série de fatores ruins para o varejo. “A redução significativa no nível geral de atividade interrompeu uma longa sequência de expansão do mercado de trabalho. O aumento do desemprego, a queda da renda agravada pela elevação da inflação, mais que reduziram o bem-estar do consumidor, derrubaram sua confiança”, afirmou Bentes.

     

    Em 2015, destacaram-se as quedas dos setores de móveis e eletrodomésticos (-14,0%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-10,9%). Dos oito segmentos que compõem o chamado varejo restrito, apenas farmácias e perfumarias conseguiram crescer na crise que se abateu sobre o setor no ano passado. O resultado negativo de 2015 superou ainda a queda de 3,7% registrada em 2003, o pior ano do setor até então.

     

    Acesse a análise completa da CNC.

     

     

     

     

     

     

     

  • Boletim Informativo Diário (BID) 027/2016

    DESTAQUE:

    Delegada atribuições ao Secretario Especial da Micro e Pequena Empresa para julgamento de recurso administrativo em processo revisional pertinente ao Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins

     

     

     

     

    DESTAQUE:

    Delegada atribuições ao Secretario Especial da Micro e Pequena Empresa para julgamento de recurso administrativo em processo revisional pertinente ao Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins

     

     

     

     

  • CNC prevê queda de 3,9% no varejo em 2016

    As vendas do comércio em 2016 devem seguir em trajetória negativa, segundo expectativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A previsão da entidade é de que o ano termine com redução de 3,9% no faturamento – após a queda de 4,3% nas vendas em 2015, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta terça-feira, 16 de fevereiro, pelo IBGE.

    As vendas do comércio em 2016 devem seguir em trajetória negativa, segundo expectativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A previsão da entidade é de que o ano termine com redução de 3,9% no faturamento – após a queda de 4,3% nas vendas em 2015, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta terça-feira, 16 de fevereiro, pelo IBGE.

    A previsão de retração ligeiramente inferior à do ano passado se deve, basicamente, a uma expectativa de queda menor do PIB e a uma alta menor do nível geral de preços. No conceito ampliado, a CNC projeta -7,8% para o volume de vendas ao final do ano.

    Pior resultado para o comércio desde 2003

    Para o economista da CNC Fabio Bentes, o resultado fraco das vendas em 2015 foi o resultado de uma série de fatores ruins para o varejo. “A redução significativa no nível geral de atividade interrompeu uma longa sequência de expansão do mercado de trabalho. O aumento do desemprego, a queda da renda agravada pela elevação da inflação, mais que reduziram o bem-estar do consumidor, derrubaram sua confiança”, afirmou Bentes.

    Em 2015, destacaram-se as quedas dos setores de móveis e eletrodomésticos (-14,0%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-10,9%). Dos oito segmentos que compõem o chamado varejo restrito, apenas farmácias e perfumarias conseguiram crescer na crise que se abateu sobre o setor no ano passado. O resultado negativo de 2015 superou ainda a queda de 3,7% registrada em 2003, o pior ano do setor até então.

  • Projeto que regulamenta contratos entre salões de beleza e cabeleireiros está na pauta da CDH

    Os contratos de parceria entre salões de beleza e cabeleireiros, pedicures, manicures, maquiadores, depiladores, esteticistas e barbeiros podem passar a ser regulamentados. É o que propõe o PLC 133/2015, já aprovado na Câmara dos Deputados. O projeto é um dos 10 itens na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quarta-feira (17/02).

    Os contratos de parceria entre salões de beleza e cabeleireiros, pedicures, manicures, maquiadores, depiladores, esteticistas e barbeiros podem passar a ser regulamentados. É o que propõe o PLC 133/2015, já aprovado na Câmara dos Deputados. O projeto é um dos 10 itens na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quarta-feira (17/02).

    A proposta determina que o profissional-parceiro não terá uma relação de emprego ou de sociedade com o salão-parceiro enquanto perdurar a relação de parceria. “Por esse motivo, entendemos que no caso de danos causados ao consumidor por defeitos relativos à prestação de serviços, deve este poder exigir a reparação tanto do salão-parceiro quanto do profissional-parceiro”, frisa a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) no relatório que defende a aprovação da proposta com algumas alterações.

    Outra mudança sugerida pela senadora é a supressão de um artigo que possibilitaria a vinculação de assistentes, independente de estarem qualificados perante as autoridades como pessoas jurídicas, “o que poderá facilitar a terceirização da mão de obra, algo inadequado e indesejável”, de acordo com ela.

    A senadora ainda lembra que, no segmento dos salões de beleza, mesmo que muitos profissionais tenham optado por serem microempreendedores individuais pelo Simples Nacional, uma grande parte vem preferindo se manter na informalidade.

    “Com a possibilidade da celebração dos contratos de parceria, estaremos dando segurança jurídica a situações já existentes, permitindo a regularização de profissionais que preferiam a informalidade”, defende. Tal medida ainda redundará em uma arrecadação maior aos cofres públicos e a diminuição dos conflitos na Justiça trabalhista, segundo a senadora.

    “E para quem defende a aprovação do projeto, o trabalhador será incentivado a produzir mais e a ganhar mais, pois receberá de acordo com seu volume de trabalho”, finaliza.

  • Mudanças nos impostos devem dominar a pauta do Congresso em 2016

    Alterações nos impostos devem dominar a pauta do Congresso Nacional neste ano. Em seu discurso na abertura do ano legislativo, a presidente Dilma Rousseff, defendeu a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Simples Nacional.

    Alterações nos impostos devem dominar a pauta do Congresso Nacional neste ano. Em seu discurso na abertura do ano legislativo, a presidente Dilma Rousseff, defendeu a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Simples Nacional.

    Na mensagem, Dilma anunciou a disposição de incluir a participação de estados e municípios na arrecadação da CPMF, destinando os recursos aos setores da previdência e da saúde custeados por esses entes federativos. Para ela, a CPMF é “a ponte” entre a urgência do curto prazo — decorrente da falta de recursos do governo — e a estabilidade fiscal de médio prazo.

    Para fazer a reforma do ICMS andar no Senado, a presidente anunciou a intenção de regulamentar a Lei 12.354/2016, que trata da repatriação de recursos mantidos por brasileiros no exterior e não declarados à Receita Federal. Dilma disse que pretende destinar parte da arrecadação proporcionada pela lei a um fundo de compensação dos estados, de maneira a aliviar os efeitos da redução das alíquotas interestaduais prevista na reforma.

    O tema está na pauta da Casa desde 2013, com avanços e recuos desde então. A maioria dos estados precisa da reforma para legalizar os incentivos da guerra fiscal. O governo federal também a defende com o objetivo de estimular a retomada da economia. Entretanto, disputas regionais têm impedido a votação em Plenário do Projeto de Resolução do Senado (PRS)1/2013, já aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

    Dilma disse acreditar que, com a aprovação da reforma do ICMS, será possível realizar, ainda em 2016, os acordos de convalidação de incentivos fiscais, “eliminando uma fonte de incertezas para empresas e governos estaduais”. Os incentivos concedidos sem o apoio unânime dos estados foram considerados inconstitucionais por contrariar a Lei Complementar 24/1975.

    A assinatura dos convênios de convalidação é disciplinada pelo Projeto de Lei do Senado (PLS) 130/2014-Complementar, de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO), que aguarda decisão da Câmara dos Deputados, onde tramita como PLP54/2015.

    Simples

    Quanto ao Simples Nacional, Dilma anunciou a intenção de criar “uma faixa de saída” do regime simplificado. A presidente disse que vai trabalhar para que esse novo sistema entre em vigor no próximo ano. A medida é prevista no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 125/2015, que eleva de R$ 360 mil para R$ 900 mil o teto da receita bruta anual da microempresa e de R$ 3,6 milhões para R$ 14,4 milhões o da empresa de pequeno porte. Aprovado pela CAE, o projeto está na pauta do Plenário.

    A relatora, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), destacou na proposta exatamente o mecanismo que assegura progressividade aos tributos pagos por meio do Simples Nacional. Trata-se de uma tabela de parcelas a deduzir, semelhante à aplicada no cálculo do Imposto de Renda (IR). O objetivo é suavizar a passagem de uma faixa para outra, sem elevação brusca da carga tributária.

    A relatora notou que o principal receio das empresas que hoje fazem parte do Simples é sofrer “um tranco tributário”: quando migram para o lucro presumido, a carga sobe 54% para o comércio, 40% para a indústria e 35% para os serviços.

    A presidente da República pediu ao Congresso que aprove a revisão da tributação de juros sobre capital próprio das empresas e a elevação do IR sobre os ganhos de capital das pessoas físicas. A revisão foi estabelecida na Medida Provisória (MP) 694/2015, que alterou regras de cálculo e de tributação dos juros sobre capital próprio pagos por empresas a seus sócios ou acionistas. A medida, que tem como relator o senador Romero Jucá (PMDB-RR), está pronta para entrar na pauta da comissão mista.

    Já o aumento do IR sobre ganhos de capital das pessoas físicas está na MP 692/2015, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 3 deste mês. Os deputados acolheram um projeto de lei de conversão apresentado pelo relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que deverá ser votado agora pelo Plenário do Senado.

    Dificuldades

    Mudanças de grande amplitude, como a defendida pela presidente no ICMS, não têm avançado no Brasil, que continua com praticamente a mesma estrutura de tributos definida, ainda durante o regime militar, pela Lei 5.172/1966 (Código Tributário Nacional). Uma das primeiras tentativas foi feita em 1992 pelo governo do então presidente Fernando Collor, que criou a Comissão Executiva para a Reforma Fiscal (Cerf). Uma proposta ampla de tributação da renda, do consumo e do patrimônio, apresentada pela Cerf, não avançou.

    Em 1995, o governo de Fernando Henrique Cardoso apresentou a PEC 175, com uma proposta de reformulação abrangente do sistema tributário. Depois de muitos debates, a PEC foi arquivada pela Câmara dos Deputados. Uma dos medidas previstas na PEC – a desoneração de produtos para exportação – foi aprovada em lei complementar, a LC 87/1996, também conhecida como Lei Kandir.

    Em 2003, após reunir os governadores em Brasília, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao Congresso Nacional a PEC 41, com mudanças também extensas no sistema tributário. Entretanto, só foram aprovadas alterações pontuais, como a prorrogação da CPMF e da Desvinculação de Recursos da União (DRU) e o tratamento tributário diferenciado para pequenas e microempresas, entre outras. Um dos pontos principais das três propostas, a alteração no ICMS não prosperou.

  • Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa retoma debates sobre terceirização

    A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) concluirá em maio, mês do trabalhador, a jornada nacional iniciada no ano passado para debater o projeto de lei que regulamenta a terceirização (PLC 30/2015).

    Antes, ainda serão realizadas seis audiências públicas estaduais para tratar da proposta legislativa que vem sendo considerada uma ameaça a direitos dos trabalhadores. A programação foi divulgada pelo presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), em reunião na qual apresentou um balanço das atividades da comissão no ano passado.

    A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) concluirá em maio, mês do trabalhador, a jornada nacional iniciada no ano passado para debater o projeto de lei que regulamenta a terceirização (PLC 30/2015).

    Antes, ainda serão realizadas seis audiências públicas estaduais para tratar da proposta legislativa que vem sendo considerada uma ameaça a direitos dos trabalhadores. A programação foi divulgada pelo presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), em reunião na qual apresentou um balanço das atividades da comissão no ano passado.

    As audiências estaduais serão retomadas no Mato Grosso, ainda nesta quinta-feira (18/02), às 14h, na capital Cuiabá, em evento na sede da Assembleia Legislativa do estado. No dia seguinte, será a vez do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (MS), também na sede da Assembleia Legislativa, no mesmo horário. Na sequência, a comissão passará por Aracaju (SE), em 25 de fevereiro; Maceió (AL), 26 de fevereiro; Palmas (TO), 10 de março; e Goiânia (GO), 11 de março.

    Um grande ato de encerramento está programado para ocorrer no dia 12 de maio, em Brasília, reunindo entidades sindicais e trabalhadores de todo o País.

    Flexibilização

    O projeto da terceirização chegou ao Senado em abril do ano passado, depois de ser aprovado pela Câmara dos Deputados. O texto não usa os termos atividade-fim ou atividade-meio, mas permite a terceirização em qualquer setor de uma empresa. Paim comentou que a proposta estava “encalhada” naquela Casa e “da noite para o dia” entrou em pauta.

    O tema foi logo colocado em pauta em uma audiência na CDH. Num segundo evento, no Auditório Petrônio Portela, com mais de mil dirigentes sindicais, ficou decidido que a comissão viajaria a todo o País numa jornada de discussões sobre o projeto, em parceria com o Fórum Nacional em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização. “A população precisa saber de que trata esse projeto de trabalho terceirizado, ou seja, de trabalho precarizado, que não paga na íntegra os direitos dos trabalhadores”, afirmou Paim.