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  • “Ressuscitar a CPMF configura um verdadeiro confisco”

    O primeiro dia de atividades (29) do Congresso Nacional do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), contou com a participação do ministro Marco Aurélio Mendes de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O primeiro dia de atividades (29) do Congresso Nacional do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), contou com a participação do ministro Marco Aurélio Mendes de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, fez a saudação inicial na abertura do dia, destacando a importância da participação do comércio na economia brasileira. “Todos estão aqui reunidos em prol dos interesses do setor e do País”, disse o presidente da Confederação. “Um país que precisa da ajuda do setor terciário, que responde por mais da metade do PIB nacional”, complementou.

    “É uma honra estar nesta cidade e constatar um auditório que personifica nosso país, que personifica o Brasil continental. Os senhores são responsáveis pela circulação da riqueza nacional”, disse o ministro Marco Aurélio Mendes de Mello. “Encontros como este servem à reflexão, ao aperfeiçoamento, que é infindável. O saber é e será sempre uma obra inacabada”, afirmou.

    O ministro abordou diversos aspectos da sociedade e do Estado brasileiros e classificou a carga tributária como gravosa para a economia nacional, citando a possibilidade de retorno da “famigerada” CPMF, “um tributo que, no correr dos anos, talvez tenha sido tomado como permanente; mudou, inclusive, de gênero, de imposto a contribuição. Minha ótica é que qualquer tributo a esta altura configura verdadeiro confisco”, apontou, sendo muito aplaudido por lideranças sindicais do comércio de todo o Brasil.

    Marco Aurélio Mendes de Mello classificou a crise política que o País atravessa como um “desentendimento”, já que a Constituição Federal prevê a existência de poderes independentes e, acima de tudo, harmônicos. “Refiro-me à crise Executivo/Legislativo, que retrata um impasse prejudicial à cidadania, que inviabiliza a tomada de medidas com o objetivo de suplantar a crise que alcança o trabalhador, que é a crise econômico-financeira”, destacou. “Vivenciamos uma era de escândalos”, apontou. “A pobreza é enorme no território nacional, e a distribuição de renda chega a nos envergonhar. Tem-se a delinquência de toda ordem, e convivemos com um crime dos mais perniciosos, que é o tráfico de drogas. E não estou colocando em segundo plano a corrupção”, pontuou.

    “Em vez de se voltar os olhos para a educação do povo, para dar aos jovens oportunidades de servirem a sociedade, adentra-se um campo que revela um engano: o campo das benesses, das bolsas generalizadas”, prosseguiu o ministro. Para Marco Aurélio, operações como a Lava Jato configuram uma “corrupção no atacado”. “A operação acarreta um preço muito pesado para a sociedade brasileira que atinge, inclusive, a área empresarial, gerando insegurança”, concluiu.

    Apesar de tudo, o ministro do Supremo se classificou como um homem otimista. “Devemos confiar na luz de dias melhores; se não forem diretamente para nós, serão paras as gerações futuras, para nossos descendentes”, disse. “Tenho esperança em um avanço cultural, com prevalência dos direitos coletivos, das garantias do cidadão em geral. A sociedade não pode viver com sobressaltos.”

    Importância do comércio

    Ao classificar os empresários do comércio como “artífices da riqueza nacional”, o ministro Marco Aurélio destacou, ainda, que, em momento de crise, há de haver a troca de ideias e reflexões. “Embora otimista, não vejo com tranquilidade o horizonte. O impasse político aprofunda a crise econômico-financeira, e aí tem-se o desemprego, como está se verificando. Ao País não interessa o esgarçamento das instituições. Ao contrário. Em épocas como as de hoje, cumpre guardar princípios, parâmetros, valores. Os senhores têm um papel relevante no cenário brasileiro. O Brasil não precisa de mais leis; cumpre ao Estado adotar postura exemplar. O Brasil precisa, de forma geral e linear, de um banho de ética. E que cada qual faça a sua parte. Mãos à obra”, finalizou o ministro. Darci Piana, vice-presidente Administrativo da Confederação, complementou: “Espero que nestes dias de trabalho possamos discutir nossos problemas e, acima de tudo, com ética, consigamos defender os interesses dos empresários e do País”.

    O Congresso Nacional do Sicomércio 2015 é realizado pela CNC de 28 a 30 de outubro, no hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. O evento reúne os líderes da representação sindical dos empresários do comércio de todo o País e convidados especiais para discutir temas relevantes do setor, como terceirização, produtividade, modernização das relações do trabalho e custos trabalhistas.

  • CNC revisa expectativas do PIB para 2015 e projeta 2016

    Ao final de 2015, a economia brasileira deverá registrar seu pior desempenho desde 1990, quando o Produto Interno Bruto (PIB) apurou retração de 4,4%. Após a divulgação dos dados relativos ao mercado de trabalho no terceiro trimestre, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de -2,8% para -3,1% sua expectativa de crescimento do PIB para 2015. Para 2016, a expectativa é de uma queda menor (-1,8%).

    Ao final de 2015, a economia brasileira deverá registrar seu pior desempenho desde 1990, quando o Produto Interno Bruto (PIB) apurou retração de 4,4%. Após a divulgação dos dados relativos ao mercado de trabalho no terceiro trimestre, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de -2,8% para -3,1% sua expectativa de crescimento do PIB para 2015. Para 2016, a expectativa é de uma queda menor (-1,8%).

    O prolongamento do aperto monetário e a desvalorização da taxa de câmbio foram os principais fatores que levaram a entidade a revisar para baixo suas expectativas em relação ao PIB para 2015.

    Em julho, a mediana das expectativas, tomadas semanalmente pelo Banco Central, indicava uma queda de 0,25 ponto percentual da taxa Selic a partir de abril de 2016. Já o cenário atual não contempla essa possibilidade, pelo menos até junho do ano que vem. Naturalmente, a maior desvalorização cambial trimestral (+28,1% em relação ao real) desde o terceiro trimestre de 2002 (+37,0%) impôs um esforço maior da autoridade monetária para conter a escalada do nível geral de preços.

    Finalmente, os níveis de confiança do setor produtivo e dos consumidores, que, ao final do terceiro trimestre, registravam seus respectivos pisos históricos, corroboram a conjuntura atual desfavorável à retomada do crescimento econômico.

    A perda generalizada de dinamismo na agropecuária, na indústria e nos serviços, se reflete na queda dos índices de confiança disponíveis para os setores produtivos. Assim como nos últimos três anos, o setor secundário deverá continuar a registrar os resultados mais desfavoráveis sob a ótica da oferta nas contas nacionais. A CNC projeta que o PIB industrial encolha neste e no próximo ano (-5,3% e -2,6%, respectivamente). O setor terciário, responsável por mais de 70% do PIB a preços de mercado, deverá registrar seu pior desempenho desde 1981 (-2,5%).

  • Boletim Informativo Diário (BID) 198/2015

    DESTAQUES:

    Fixados os procedimentos de contingência referentes a obrigatoriedade de recolhimento do FGTS pelo empregador doméstico

    Diretor do Senac/DF recebe o “Diploma de Colaborador do Projeto Soldado Cidadão”, no ano de 2015

    Promulgada lei do Município do Rio que autoriza o comércio ambulante para venda de churrasquinho em passeio público

    DESTAQUES:

    Fixados os procedimentos de contingência referentes a obrigatoriedade de recolhimento do FGTS pelo empregador doméstico

    Diretor do Senac/DF recebe o “Diploma de Colaborador do Projeto Soldado Cidadão”, no ano de 2015

    Promulgada lei do Município do Rio que autoriza o comércio ambulante para venda de churrasquinho em passeio público

  • Empresários vão ao Senado debater pauta do setor produtivo

    Dirigentes de confederações empresariais se reuniram nesta quarta-feira (28/10) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para defender o projeto que regulamenta terceirização no mercado de trabalho brasileiro. O projeto, aprovado pela Câmara em abril, está parado no Senado. “Renan ficou de dar uma posição rápida sobre um calendário de votações”, disse o vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), deputado federal Laércio Oliveira, que representou a entidade.

    Dirigentes de confederações empresariais se reuniram nesta quarta-feira (28/10) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para defender o projeto que regulamenta terceirização no mercado de trabalho brasileiro. O projeto, aprovado pela Câmara em abril, está parado no Senado. “Renan ficou de dar uma posição rápida sobre um calendário de votações”, disse o vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), deputado federal Laércio Oliveira, que representou a entidade.

    Outro tema em pauta foi projeto no Senado que trata da suspensão da NR-12, norma de segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, considerada subjetiva pelas empresas, pois possibilita diversas interpretações e cria instabilidade no ambiente de negócios. “Temos um projeto que trata do mesmo tema na Câmara dos Deputados, que fui relator na Comissão do Trabalho e apresentei um requerimento de urgência para ser votado em Plenário. Pedimos apoio a esse projeto do Senado. Assim, o que precisamos ter é bom senso em revisar a NR-12, observando o grande impacto social e econômico que ocasionaria nos setores produtivos”, afirmou Laércio.

    Os dirigentes empresariais se mostraram também contrários à criação da CPMF, argumentando que R$ 32 bilhões que irão direto para os cofres do governo seriam muito mais úteis se estivessem circulando na economia direta. O vice-presidente da CNC explicou que a evasão desses recursos do setor produtivo implica um consumo menor por parte da população.

    Além de Laércio Oliveira, participaram da reunião os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade; da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Junior; e da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Márcio Lopes de Freitas.

  • Percentual de famílias endividadas diminui em outubro

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou redução no número de famílias endividadas, passando de 63,5% em setembro para 62,1% em outubro. O mês de setembro havia alcançado o maior patamar deste ano. O percentual de outubro, porém, ainda é superior ao observado no mesmo período do ano passado, que foi de 60,2%. 

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou redução no número de famílias endividadas, passando de 63,5% em setembro para 62,1% em outubro. O mês de setembro havia alcançado o maior patamar deste ano. O percentual de outubro, porém, ainda é superior ao observado no mesmo período do ano passado, que foi de 60,2%. 

    Após sete meses consecutivos de alta, o percentual de famílias que possuem contas ou dívidas em atraso ficou estável em outubro, na comparação mensal, registrando 23,1%. No entanto, o total de famílias que relataram não ter condições de pagar essas contas em atraso diminuiu, caindo de 8,6%, em setembro, para 8,5% em outubro.

    Ambos os indicadores registraram alta em relação ao mesmo período do ano passado. Em outubro de 2014 o percentual de famílias que permaneceriam inadimplentes era de 5,4%, e o daquelas com dívidas ou contas em atraso registrava 17,8%.

    A proporção de famílias que se declararam muito endividadas também ficou estável entre os meses de setembro e outubro, em 13,9%. Na comparação anual houve alta de 2,9 pontos percentuais. Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio para regularização do pagamento foi de 61,6 dias em outubro – acima dos 58,5 registrados no mesmo período do ano passado. Entre as famílias endividadas, o tempo médio de comprometimento com dívidas em outubro foi de 7,1 meses.

    A parcela média da renda atrelada a dívidas aumentou na comparação anual, de 30,5% para 30,8%, sendo que 24,0% das famílias endividadas afirmaram ter mais da metade do rendimento vinculado ao pagamento de contas. O cartão de crédito é apontado por 78,5% das famílias como o principal tipo de dívida.

    A CNC acredita que, apesar da moderação observada nos indicadores de consumo, o aumento do custo do crédito e a retração do emprego e da renda real dos consumidores mantêm o nível de endividamento das famílias em patamares superiores em relação ao ano passado.

  • Ampliar o Supersimples pode beneficiar produção

    A aprovação de projeto de lei da Câmara (PLC) que amplia a possibilidade de adesão de mais empresas ao regime especial de tributação do Simples Nacional (Supersimples) pode dar novo fôlego para o setor produtivo brasileiro. Essa foi a impressão que ficou de sessão temática sobre a proposta realizada em 27 de outubro no Plenário do Senado.

    A aprovação de projeto de lei da Câmara (PLC) que amplia a possibilidade de adesão de mais empresas ao regime especial de tributação do Simples Nacional (Supersimples) pode dar novo fôlego para o setor produtivo brasileiro. Essa foi a impressão que ficou de sessão temática sobre a proposta realizada em 27 de outubro no Plenário do Senado.

    “O Simples vai dar o oxigênio para o Brasil real sobreviver. Existe o medo [das micros e pequenas empresas] de crescer, porque quem sai do Simples cai no complicado. É uma redoma de sobrevivência. Os outros países não têm o manicômio tributário brasileiro. É um verdadeiro inferno quando se sai do Simples”, resumiu Guilherme Afif Domingos, ex-secretário da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República.

    A maioria dos participantes da sessão compartilhou dessa visão. O projeto debatido (PLC 125/2015 — Complementar) eleva o limite de receita bruta anual para uma microempresa aderir ao Supersimples de R$ 360 mil para R$ 900 mil.

    Para as empresas de pequeno porte, o intervalo de adesão ao regime será de R$ 900 mil a R$ 14,4 milhões. Atualmente é de RS$ 360 mil a R$ 3,6 milhões.

    “A gana arrecadatória do governo entortou a boca e não tem como desentortar. É preciso pensar diferente com quem dá emprego no Brasil. A ânsia arrecadatória do Ministério da Fazenda não tem limite”, declarou o deputado federal Jorginho Mello (PR-SC), presidente da Frente Parlamentar Mista da Pequena e Micro Empresa Crédito

    O relator da proposta na Câmara, deputado João Arruda (PMDB-PR), ressaltou como inovação promissora — idealizada por Afif quando ministro — o incentivo às empresas simples de crédito. Esses empreendimentos ajudariam a aumentar o volume de crédito disponível para micros e pequenas empresas, concedido de forma menos burocrática e a juros mais baixos.

    O impacto positivo do Supersimples também foi assinalado por Bruno Quick, representante do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e por Carlos Bittencourt, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). “Apesar de o Simples gerar 93% dos postos de trabalho na última década], essa capacidade está ameaçada. O setor de comércio e indústria precisa muito desse apoio e daí o projeto ser muito bem vindo”, comentou Quick.

    Bittencourt fez um apelo pela aprovação de uma legislação que incentive aqueles “que produzem, geram emprego e ajudam a pagar os impostos”. Críticas ao PLC foram feitas apenas pelo secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago. Representante do Ministério da Fazenda, ele avaliou que o texto aprovado na Câmara e enviado ao Senado trará perda de arrecadação estimada em R$ 18 bilhões em 2018.

    “Isso reflete nos repasses [da União] para estados e municípios — advertiu, considerando inadequada a ampliação do limite para adesão ao Supersimples. “Quando se colocam todas as empresas do país no mesmo patamar, se matam a micro e pequena empresa”, afirmou.

    Proposta deve voltar para a Câmara

    Marta Suplicy (PMDB-SP), relatora do PLC 125/2015, afirmou que o projeto terá que retornar à Câmara devido a modificações feitas no Senado sobre o texto que havia sido aprovado pelos deputados. A senadora disse que tem pressa na aprovação da proposta, que está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

    “Já estamos aceitando colaborações de diversos setores. A ideia é aprovar quanto antes para que, na primeira semana de dezembro, já esteja na Câmara”, disse a relatora depois de ouvir o apelo de outros senadores pela rapidez na tramitação do projeto. Segundo Marta, o texto prevê a vigência da lei a partir de janeiro de 2016, mas a data terá de ser alterada para janeiro de 2017, conforme acordo feito na Câmara com o Ministério da Fazenda.

    “A ideia era analisarmos o projeto sem ter que voltar à Câmara, mas vimos que isso não será possível porque vai ser necessária uma correção. Houve um erro de redação. O projeto foi colocado para entrar em funcionamento em 2016, mas nós todos sabemos que isso é absolutamente impossível. Então vai ter que voltar para ser iniciado em 2017”, explicou. O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que a proposta tem total apoio da bancada e lamentou o atraso na tramitação. Paulo Bauer (PSDB-SC) fez um apelo para que o projeto passe pelo Senado neste ano.

    Sucesso

    Ao defender o texto, o líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE) disse que prefeituras e governos estaduais não terão perda de arrecadação se o PLC for aprovado. Em relação à União, explicou o senador, poderá haver perdas iniciais, que serão superadas posteriormente.

    “Não é verdade dizer que o que estamos fazendo vai prejudicar prefeituras e estados. Isso é faltar com a verdade. O custo de arrecadação para os municípios é zero. Isso implica menos custo para arrecadar o ISS e a certeza que vai arrecadar em dia”, argumentou.

    Ana Amélia (PP-RS) lembrou as dificuldades enfrentadas pelos pequenos empresários para fazer os negócios prosperarem. A senadora deu o exemplo das pequenas cervejarias, obrigadas a conviver com quase 60% de carga tributária sobre os produtos. O senador Wellington Fagundes (PR-MT) também elogiou o sistema de arrecadação simplificado de tributos em vigor há quase nove anos. “O Simples pode ser considerado um estrondoso sucesso, com redução de carga e simplificação de procedimentos. Os bons resultados nos encorajam a ampliar o regime”, afirmou.

    Informalidade

    O presidente do Senado, Renan Calheiros, defendeu a ampliação do limite de faturamento para que mais empresas se enquadrem no regime especial de tributação. Para ele, os efeitos a médio e longo prazos serão positivos, e a proposta vai tirar da informalidade grande número de empresas que hoje não se sentem estimuladas pelo regime diferenciado.

    O senador lembrou que as micros e pequenas empresas vêm contratando mais trabalhadores, enquanto médias e grandes demitem. “São as micros e pequenas que mais empregam no País. No ano passado, elas geraram 769 mil novos postos de trabalho […] Esse segmento nunca decepciona o Brasil”, afirmou, na abertura da sessão temática.

    O PLC 125/2015 foi aprovado na Câmara em setembro. Além de aumentar os limites para adesão de empresas ao Simples Nacional, o texto beneficia os microempreendedores individuais (MEIs). Nesse caso, o limite sobe de R$ 60 mil para R$ 72 mil. O MEI é aquele empresário que trabalha sozinho ou, no máximo, com uma outra pessoa contratada.

    As sessões temáticas são convocadas pelo presidente do Senado toda vez que considera necessário debater especificamente um tema em tramitação na Casa. Exploração do pré-sal, regulamentação do trabalho terceirizado e reforma política foram alguns dos assuntos já discutidos pelos senadores com convidados neste ano, em Plenário.

    Fonte Jornal do Senado

  • Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) – outubro 2015

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, com informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento. A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010.

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, com informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento. A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

  • CNC divulga amanhã resultados de OUTUBRO da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic)

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgará amanhã, quinta-feira, dia 29 de outubro, os resultados de OUTUBRO da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A partir das 10 horas, a economista Marianne Hanson atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9414. Análises e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

     

    Sobre a Peic

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgará amanhã, quinta-feira, dia 29 de outubro, os resultados de OUTUBRO da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A partir das 10 horas, a economista Marianne Hanson atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9414. Análises e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

     

    Sobre a Peic

    A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal com cerca de 18 mil consumidores. Das informações obtidas são apurados importantes indicadores: percentual de consumidores endividados, percentual de consumidores com contas em atraso, percentual de consumidores que não terão condições de pagar suas dívidas, tempo de endividamento e nível de comprometimento da renda.

     

     

     

  • Aprovadas regras para repasse de gorjeta em bares e restaurantes

    Foi aprovado em 27 de outubro na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) projeto que torna obrigatório o repasse aos empregados de taxas de serviço cobradas de clientes de bares, restaurantes, hotéis e motéis, bem como das gorjetas dadas espontaneamente pelos consumidores.

    Foi aprovado em 27 de outubro na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) projeto que torna obrigatório o repasse aos empregados de taxas de serviço cobradas de clientes de bares, restaurantes, hotéis e motéis, bem como das gorjetas dadas espontaneamente pelos consumidores.

    O critério de rateio deverá ser definido em acordo coletivo de trabalho ou assembleia dos trabalhadores, conforme substitutivo aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), acatado pelo relator na CMA, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), em voto lido pela relatora ad hoc, Lídice da Mata (PSB-BA). A matéria vai à Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

    O texto original (PLC) 57/2010, do ex-deputado Gilmar Machado (PT-MG), buscava resolver um conflito responsável por mais da metade das demandas trabalhistas do setor, até por falta de tratamento à questão na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/1943).

    A gorjeta, seja espontânea ou cobrada sobre o consumo dos clientes, já é tratada na lei como remuneração do empregado, ao lado do salário pago pelo empregador. No entanto, não há regra para o rateio dos recursos, nem mecanismos para fiscalização do repasse aos empregados.

    Tributação

    Há ainda lacuna na legislação quanto à tributação dos recursos repassados e à sanção para casos de descumprimento da obrigação de repasse. O substitutivo explicita que gorjeta não constitui receita própria dos empregadores.

    Também determina que, do valor total das gorjetas recebidas como taxa de serviço, as empresas inscritas no Simples Nacional poderão reter até 20% para custear encargos sociais, previdenciários e trabalhistas, cobrados sobre o montante repassado aos empregados. Para as demais empresas, a retenção será de até 33% da arrecadação da taxa cobrada sobre o consumo.

    O empregador deverá anotar na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no contracheque dos empregados o salário contratual fixo e o percentual repassado a título de gorjeta.

    No caso de gorjeta dada de forma espontânea pelo consumidor, o texto obriga o empregado a declarar o valor recebido e também autoriza a retenção para cobrir encargos. A média desse tipo de gorjeta nos últimos 12 meses deverá ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social dos empregados, assim como o salário fixo pago pelo empregador.

    Fiscalização

    Empresas com mais de 60 funcionários deverão constituir comissão de empregados para acompanhar e fiscalizar a cobrança e a distribuição da gorjeta, com representantes eleitos em assembleia dos trabalhadores. Para as demais empresas, a fiscalização será feita por comissão intersindical.

    E para empregador que descumprir as regras, o texto institui multa a ser paga ao trabalhador prejudicado, em valor correspondente a 1/30 da média da gorjeta por dia de atraso, limitada ao piso da categoria.

  • Comissão proíbe cobrança por orçamento para serviço de reparo

    A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2123/2015, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que proíbe a cobrança de qualquer valor pela elaboração de orçamento de serviço de reparo solicitado pelo consumidor. A proibição valerá independentemente de o orçamento ser feito no estabelecimento do prestador do serviço ou no local solicitado pelo consumidor. O projeto inclui dispositivo no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

    A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2123/2015, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que proíbe a cobrança de qualquer valor pela elaboração de orçamento de serviço de reparo solicitado pelo consumidor. A proibição valerá independentemente de o orçamento ser feito no estabelecimento do prestador do serviço ou no local solicitado pelo consumidor. O projeto inclui dispositivo no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

    O parecer do relator, deputado Fabricio Oliveira (PSB-SC), foi favorável à proposta. Segundo ele, o prestador de serviço de reparo pode incluir as eventuais despesas com deslocamento ao domicílio do consumidor no preço a ser cobrado, nas situações em que ocorre a execução do serviço. “E se o serviço não for autorizado pelo consumidor, o prestador de serviço dilui esse custo na gama de outros serviços que mensalmente executa, sendo o custo do serviço não autorizado absorvido pela empresa prestadora de serviço”, acrescentou.

    Fonte Agência Câmara