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  • CNC prevê primeira queda nas vendas de Natal desde 2004

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o Natal deste ano deverá registrar a primeira queda nas vendas desde 2004. A expectativa de movimentação financeira é de R$ 32,2 bilhões, o que representará uma queda de 4,1% em relação ao ano passado. A confirmação desse quadro deverá frear a demanda por trabalhadores temporários em 2015. De acordo com a CNC, pela primeira vez desde 2009 a estimativa aponta para uma retração de 2,3% no número de vagas em relação ao ano anterior.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o Natal deste ano deverá registrar a primeira queda nas vendas desde 2004. A expectativa de movimentação financeira é de R$ 32,2 bilhões, o que representará uma queda de 4,1% em relação ao ano passado. A confirmação desse quadro deverá frear a demanda por trabalhadores temporários em 2015. De acordo com a CNC, pela primeira vez desde 2009 a estimativa aponta para uma retração de 2,3% no número de vagas em relação ao ano anterior.

    O segmento de móveis e eletrodomésticos será um dos mais afetados pela significativa desvalorização cambial, pela inflação elevada e sobretudo pelo encarecimento do crédito. A previsão da CNC é que o setor apresente uma das maiores retrações em relação a 2014, com queda de 16,3% nas vendas. Dos oito segmentos avaliados, entre eles hiper e supermercados, vestuário e calçados, farmácias e perfumarias, só há expectativa de crescimento das vendas no ramo de artigos de uso pessoal e doméstico, de 3,1%.

    Menos empregos temporários para o fim do ano

    Diante desse cenário, a contratação de trabalhadores temporários deverá ser impactada. Apesar da previsão de queda de 2,3% no número de vagas em relação a 2014, a demanda sazonal por emprego no comércio varejista deverá levar o setor a oferecer 139,6 mil posições, uma vez que o volume de vendas do comércio costuma crescer, em média, 35% no último mês do ano. A CNC estima que o salário médio de admissão poderá chegar a R$ 1.442,00.

    Assim como nas vendas, a tendência de retração de vagas temporárias será liderada pelo ramo de móveis e eletrodomésticos (-10,5%), seguido por livrarias e papelarias (-5,0%) e pelas lojas de vestuário e acessórios (-4,9%). Apesar da expectativa de queda nas vendas de vestuário, esse ramo, somado ao varejo de hiper e supermercados e às lojas de artigos de uso pessoal e doméstico, deverá responder por oito em cada dez temporários contratados para o Natal de 2015.

    Acesse no link abaixo a análise completa.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 182/2015

    DESTAQUES:

    Criada a Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços do Esporte e Atividades Físicas composta, entre outras instituições, pela CNC

    Encerrado procedimento especial para o produto “objetos de louça para mesa, independente do seu grau de porosidade”, em decorrência da aplicação do direito antidumping definitivo às importações brasileiras de objetos de louça para mesa, originárias da China, onde a CNC foi convocada para a audiência final

    MTE estabelece instruções para a contratação de aprendizes em atividades insalubres e perigosas

    DESTAQUES:

    Criada a Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços do Esporte e Atividades Físicas composta, entre outras instituições, pela CNC

    Encerrado procedimento especial para o produto “objetos de louça para mesa, independente do seu grau de porosidade”, em decorrência da aplicação do direito antidumping definitivo às importações brasileiras de objetos de louça para mesa, originárias da China, onde a CNC foi convocada para a audiência final

    MTE estabelece instruções para a contratação de aprendizes em atividades insalubres e perigosas

    Sancionada lei do Estado do Rio de Janeiro que aumenta o IPVA

    Convocação do Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas e Medicamentos do Estado do Rio de Janeiro para a Assembleia a ser realizada no dia 13 de outubro de 2015

  • Aprovadas normas de proteção ao consumidor e combate ao superendividamento

    O Senado aprovou em 30 de setembro o PLS 283/2012, que trata de normas sobre crédito ao consumidor e sobre a prevenção ao superendividamento.

    A proposta é proveniente das atividades da comissão de juristas que, depois de dois anos de trabalhos, propôs sugestões para a modernização e atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC), em vigor desde 1990. O texto terá que ser votado em turno suplementar antes de seguir para a Câmara.

    O Senado aprovou em 30 de setembro o PLS 283/2012, que trata de normas sobre crédito ao consumidor e sobre a prevenção ao superendividamento.

    A proposta é proveniente das atividades da comissão de juristas que, depois de dois anos de trabalhos, propôs sugestões para a modernização e atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC), em vigor desde 1990. O texto terá que ser votado em turno suplementar antes de seguir para a Câmara.

    O texto aprovado institui uma série de mecanismos de prevenção e tratamento extrajudicial e judicial do endividamento excessivo e incentiva práticas de crédito responsável, de educação financeira e de repactuação das dívidas. Vinte das 42 emendas apresentadas por senadores ao projeto foram acatadas pelo relator Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

    Entre as medidas propostas no texto estão a proibição de publicidade com referência a expressões como “crédito gratuito”, “sem juros”, “sem acréscimo”; a exigência de informações claras e completas sobre o serviço ou produto oferecido; a criação da figura do “assédio de consumo”, quando há pressão para que o consumidor contrate o crédito; e a criação da “conciliação”, para estimular a renegociação das dívidas dos consumidores.

    “Esse projeto vai na direção de demonstrar à população que precisa tomar cuidado com o endividamento. Nós já temos campanha contra o fumo. É preciso campanha contra o endividamento, que traz prejuízos à saúde mesmo”, disse o relator.

    Superendividamento

    O superendividamento é um problema que afeta não somente a pessoa, mas toda sua família. O texto aprovado objetiva reforçar as medidas de informação e prevenção do superendividamento, introduzindo a cultura da concessão responsável de crédito e aumentando a cultura do pagamento das dívidas, como estímulo à renegociação e da organização de planos de pagamento pelos consumidores.

    O projeto define como superendividamento o “comprometimento de mais de 30% da renda líquida mensal do consumidor com o pagamento do conjunto das dívidas não profissionais, exigíveis e vincendas, excluído o financiamento para a aquisição de casa para a moradia, e desde que inexistentes bens livres e suficientes para liquidação do total do passivo”.

    As principais novidades do projeto são:

    – desenvolvimento de ações de educação financeira do consumidor, inclusive com a sugestão de inclusão do tema em currículos escolares;

    – instituição de mecanismos de prevenção e tratamento extrajudicial e judicial do superendividamento, incentivando práticas de crédito responsável, de educação financeira e de repactuação das dívidas;

    – informação ao consumidor nos contratos de crédito dos dados relevantes da contratação (taxa efetiva de juros, total de encargos, montante das prestações);

    – proibição de veicular publicidade de crédito com os termos “sem juros”, “gratuito”, “sem acréscimo”, com “taxa zero” ou expressão de sentido ou entendimento semelhante;

    – dever do fornecedor de esclarecer, aconselhar e advertir adequadamente o consumidor sobre a natureza e a modalidade do crédito oferecido, assim como sobre as consequências genéricas e específicas do inadimplemento;

    – dever do fornecedor de avaliar a condição do consumidor de pagar a dívida, inclusive verificando se o mesmo se encontra com restrição nos órgãos de proteção ao crédito;

    – limite de 30% da remuneração mensal líquida para o crédito consignado;

    – estabelecimento de uma garantia legal de dois anos nos produtos e serviços. Isso significa que os produtos e serviços têm que ser prestados ou fabricados para durarem pelo menos dois anos sem vícios;

    – proibição ao fornecedor de assediar ou pressionar o consumidor, principalmente idosos, analfabetos, doentes ou em estado de vulnerabilidade agravada, para contratar o fornecimento de produto, serviço ou crédito;

    – correlação do contrato de crédito utilizado para financiar a aquisição de um produto ou serviço com o contrato principal de compra e venda. Assim, caso o consumidor desista do contrato de compra e venda do veículo, o contrato de crédito será cancelado também.

    Repactuação conciliatória

    Será criado, de acordo com o texto aprovado, processo de repactuação de dívidas de forma conciliatória, para que o consumidor consiga estabelecer um plano de pagamento das dívidas conjuntamente com os credores. Ficam excluídas, porém, desse processo de repactuação as dívidas de caráter alimentar, fiscais e parafiscais e as oriundas de contratos celebrados dolosamente sem o propósito de realizar o pagamento.

    O processo de repactuação somente poderá ser repetido pelo consumidor depois de decorrido o prazo de dois anos, contados do pagamento total do último plano de pagamento. O processo de repactuação poderá ser judicial ou extrajudicial, por meio do Ministério Público, Defensorias e Procons, por exemplo. O juiz poderá estipular um plano de pagamento, caso algum credor aceite a conciliação.

    Unidade de referência

    O texto prevê ainda que o consumidor deverá ser informado por “unidade de referência” na compra de determinados produtos. Por exemplo: se o consumidor quer comprar um refrigerante, fica difícil atualmente saber qual embalagem apresenta o melhor preço (custo/benefício). É melhor comprar a lata de 350 ml ou as garrafas de 600 ml, 1 litro, 2 litros etc? Se todos esses produtos apresentam um preço por litro, ou por mililitro, o consumidor pode comparar e comprar o mais barato.

    Publicidade infantil

    O projeto também regulamenta a publicidade dirigida ao público infantil, estipulando hipóteses em que a publicidade de produtos infantis torna-se abusiva.

    Nesse sentido, consta do texto que é abusiva a publicidade dirigida à criança que se aproveite da sua deficiência de julgamento e experiência, promova discriminação em relação a quem não seja consumidor do bem ou serviço anunciado, contenha apelo imperativo ao consumo, estimule comportamento socialmente condenável ou, ainda, empregue criança ou adolescente na condição de porta-voz de apelo ao consumo.

    Fortalecimento dos Procons

    O projeto busca fortalecer o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. Será ampliado o prazo de reclamação quando do aparecimento de vícios nos produtos e serviços (passará para 180 dias para produtos duráveis – atualmente são 90 dias – e para 60 dias para produtos não duráveis – 30 dias atualmente). Os Procons poderão expedir notificações ao fornecedor para que estes prestem informações sobre questões de interesse do consumidor. A audiência de conciliação no Procon terá o mesmo valor de uma audiência de conciliação na Justiça.

    Os Procons poderão aplicar medidas corretivas, como determinar a substituição ou reparação do produto com vício e determinar a devolução do dinheiro pago pelo consumidor, com possibilidade de imposição de multa diária para o caso de descumprimento. O Procon também poderá realizar audiência global de superendividamento envolvendo todos os credores e o consumidor.

    Democratização do crédito

    No início da década de 1990 o conceito de superendividamento não estava tão em voga no Brasil quanto atualmente. O Código de Defesa do Consumidor foi sancionado alguns anos antes de o Plano Real estabilizar a economia brasileira. De lá para cá, milhões de brasileiros conseguiram aumento de renda e ingresso no mercado de trabalho. Apenas na última década, mais de 40 milhões de brasileiros ingressaram no mercado de consumo, o que fez aumentar também o número de endividados.

  • Avança criação de regras para comércio via internet

    O Plenário do Senado aprovou em 30 de setembro uma atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC) para o comércio eletrônico. O PLS 281/2012, aprovado na forma de substitutivo, aguarda a votação em turno suplementar para ser encaminhado para a Câmara dos Deputados.

    O Plenário do Senado aprovou em 30 de setembro uma atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC) para o comércio eletrônico. O PLS 281/2012, aprovado na forma de substitutivo, aguarda a votação em turno suplementar para ser encaminhado para a Câmara dos Deputados.

    Entre as novidades implementadas, estão a ampliação dos direitos de devolução de produtos e a restrição de propagandas invasivas conhecidas como spams. Apresentado pelo ex-senador José Sarney, o projeto fazia parte de um lote de 27 proposições que tramitavam em conjunto e passou pela análise da comissão de juristas criada no Senado para modernizar o CDC.

    O relator da proposta, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), explicou que, quando o CDC foi promulgado, há 25 anos, o comércio eletrônico não existia. Hoje é usado por 60 milhões de consumidores no País e movimentou R$ 36 bilhões no ano passado.

    “Já passou da hora de garantirmos valores e princípios no comércio eletrônico, que é hoje uma ferramenta que faz parte da rotina das pessoas, uma ferramenta que pode estar vinculada à transparência e à segurança jurídica”, disse.

    Desistências

    A proposta estabelece que o consumidor pode desistir da contratação a distância no prazo de sete dias, a contar da aceitação da oferta, do recebimento ou da disponibilidade do produto ou serviço — o que ocorrer por último. O cliente pode, porém, ter de arcar com o pagamento de tarifas por desistência do negócio, caso estejam previstas no contrato.

    Em outro ponto, o projeto obriga o fornecedor a manter o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) e a informar no site características como o preço final do produto ou serviço, incluindo taxas, tributos e frete. Quem compartilhar dados e informações pessoais sem a expressa autorização do titular estará sujeito a uma pena que varia de três meses a um ano de detenção e ao pagamento de uma multa.

    Não constituirá crime se as informações forem trocadas entre fornecedores que integrem um mesmo conglomerado econômico. Sobre contratos internacionais de consumo, o texto prevê que valerão as leis do lugar de celebração do contrato. Ou, se executados no Brasil, valerá a lei brasileira, desde que seja mais favorável ao consumidor.

    Os sites ou demais meios eletrônicos utilizados para ofertas de compras coletivas deverão informar a quantidade mínima de consumidores para cumprimento do contrato, o prazo para utilização da oferta pelo consumidor e a identificação do responsável pelo site e do fornecedor do produto ou serviço ofertado. A não realização desses procedimentos poderá acarretar punições.

    Para o presidente do Senado, Renan Calheiros, o projeto aprovado é resultado de “um grande trabalho do Senado”, com ganhos inequívocos para o consumidor brasileiro. “Com esse novo marco legal, o Brasil se insere de forma positiva e de dimensão internacional no mercado de consumo e dá maiores garantias aos consumidores que já realizam suas compras por meio virtuais”, afirmou Renan.

    Fonte Jornal do Senado

  • Boletim Informativo Diário (BID) 181/2015

    DESTAQUES:

    Instituída a Comissão Especial para Debater o Uso do Amianto – CEDUA no Brasil composta, entre outros, por representantes indicados pela CNC

    Alterada a composição da Comissão Tripartite Paritária Permanente – CTPP

    Disciplinado o uso do Simples Doméstico

    DESTAQUES:

    Instituída a Comissão Especial para Debater o Uso do Amianto – CEDUA no Brasil composta, entre outros, por representantes indicados pela CNC

    Alterada a composição da Comissão Tripartite Paritária Permanente – CTPP

    Disciplinado o uso do Simples Doméstico

  • Deputado apresenta mudanças em relatório à MP sobre proteção ao emprego

    O deputado Daniel Vilela (PMDB-GO) apresentou em 30 de setembro mudanças em seu relatório à Medida Provisória (MP) 680/2015, que instituiu o Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

    Conforme o texto de Vilela, a empresa em dificuldade financeira poderá reduzir a remuneração e a jornada de trabalho de seus empregados em até 30%. Como contrapartida, a companhia fica impedida por até 32 meses de demitir sem justa causa quem teve redução salarial e de jornada.

    O deputado Daniel Vilela (PMDB-GO) apresentou em 30 de setembro mudanças em seu relatório à Medida Provisória (MP) 680/2015, que instituiu o Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

    Conforme o texto de Vilela, a empresa em dificuldade financeira poderá reduzir a remuneração e a jornada de trabalho de seus empregados em até 30%. Como contrapartida, a companhia fica impedida por até 32 meses de demitir sem justa causa quem teve redução salarial e de jornada.

    Vilela alterou o texto para retirar a necessidade de a empresa que aderiu ao PPE demonstrar ao sindicato que foram esgotados os períodos de férias dos empregados afetados com redução salarial e de jornada. O relator manteve a obrigação de os patrões demonstrarem o fim do banco de horas desses trabalhadores. Segundo Vilela, a mudança foi feita a pedido do governo e dos empresários.

    Saída do programa

    Outra novidade incluída por Vilela foi obrigar a empresa que se recuperou economicamente e queira deixar o programa a avisar o sindicato que celebrou o acordo coletivo de trabalho sobre a decisão. Pelo relatório inicial, a comunicação era restrita aos trabalhadores e ao governo, com antecedência mínima de 30 dias.

    Trabalho escravo

    Além disso, o relator condicionou a retirada do programa de empresa condenada em última instância ou autuada por decisão final em processo administrativo por prática de trabalho análogo ao escravo, trabalho infantil ou degradante. O relatório anterior estabelecia que bastava a autuação da empresa nesse tipo de crime para ela sair do PPE.

  • Comissão aceita instituição de conselho e apoio a microempresa

    A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional aprovou em 30 de setembro dois projetos da Agenda Brasil — conjunto de propostas organizado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do País.

    A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional aprovou em 30 de setembro dois projetos da Agenda Brasil — conjunto de propostas organizado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do País.

    A primeira proposta aprovada foi o PLS 376/2008, de Paulo Paim (PT-RS), que institui o Fundo de Financiamento para Micros, Pequenas e Médias Empresas, que estimula os pequenos empreendimentos com financiamentos especiais. O projeto prevê a unificação dos futuros recursos orçamentários federais destinados aos segmentos produtivos de pequeno porte, em rubrica específica.

    O relator, Blairo Maggi (PRMT), destacou que mais de 99% dos novos empreendimentos formais criados no País são micros e pequenas empresas e empreendedores individuais. Para o relator, especialmente em um momento de crise fiscal, em que os investimentos e o crédito estão em baixa e há contração do mercado de trabalho, o poder público precisa atuar para diminuir as dificuldades das pequenas empresas.

    O outro projeto aprovado foi o PLS 141/2014, de Paulo Bauer (PSDB-SC), que amplia as atribuições do Conselho de Gestão Fiscal e viabiliza a instalação e o funcionamento desse conselho — previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), porém nunca criado. O conselho seria responsável por se posicionar a respeito dos incentivos fiscais de curto prazo dos governos estaduais. “Precisamos de um órgão técnico e administrativo que faça recomendações sobre as questões fiscais do País”, disse Bauer. Simone Tebet (PMDB-MS), relatora, elogiou o projeto, que será analisado pelo Plenário.

    Fonte Jornal do Senado

  • Comissão debaterá MP que tributa bebidas

    A comissão mista que analisa a medida provisória que eleva tributos para bebidas e produtos eletrônicos (MP 690/2015) vai promover duas audiências públicas nas próximas semanas. O presidente da comissão, deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), quer ouvir o governo na próxima quarta-feira e os setores envolvidos na semana seguinte.

    A comissão mista que analisa a medida provisória que eleva tributos para bebidas e produtos eletrônicos (MP 690/2015) vai promover duas audiências públicas nas próximas semanas. O presidente da comissão, deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), quer ouvir o governo na próxima quarta-feira e os setores envolvidos na semana seguinte.

    A MP 690 altera a forma de tributação das chamadas bebidas quentes — como cachaça, vinho, uísque e vodca, entre outras — e acaba com a isenção do PIS-Pasep e da Cofins dada a produtos eletrônicos como computadores, smartphones, roteadores e tablets. O objetivo das medidas é elevar a arrecadação federal.

    O governo estima arrecadar R$ 8,2 bilhões a mais em 2016, quando as principais alterações entrarão em vigor. Maldaner está preocupado, por exemplo, com a situação das cooperativas de produtores de vinho e do setor de informática, que podem ser prejudicados pelo aumento da carga tributária. “O vinho é muito forte no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. É uma matéria muito importante para nós”, afirmou.

    “Tem outro setor em que o governo quer arrecadar muito, acabando com incentivo para equipamentos de informática, tablets. Quer dizer, os empresários investiram e agora acaba o incentivo. Vai cair o consumo.” Para o deputado, os integrantes da comissão precisam questionar o governo e argumentar que o aumento de tributos não é a saída, pois vai “desempregar gente e tirar incentivos da economia, que vive um momento tão difícil”.

    Fonte Jornal do Senado

  • Sumário Econômico 1421

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    Vendas para o Dia das Crianças terão 1ª queda em 12 anos – A CNC prevê queda de 2,8% nas vendas. Com poder de compra em queda e prestações mais caras, lojas especializadas na comercialização de brinquedos serão as únicas a apurar alta com a data. Assim como tem ocorrido nas demais datas comemorativas do comércio de 2015, o volume de vendas voltadas para o próximo Dia das Crianças deverá re¬gistrar seu pior resultado dos últimos 12 anos. De acordo com a previsão da CNC, as vendas nessa data comemora¬tiva deverão registrar queda real de 2,8% em 2015. O Dia das Crianças é a quarta data mais importante do calendário do varejo brasileiro, devendo movimentar R$ 4,3 bilhões neste ano. O segmento de artigos de uso pessoal e doméstico deverá ser o único a apu¬rar alta nas vendas (+4,6%). Principal responsável pela comercialização de brinquedos e eletroeletrônicos, esse ramo deverá responder por 37,5% do faturamento do varejo com a data em 2015. Apesar do avanço, o crescimento das vendas nesse segmento será menor do que aquele verificado no mesmo período de 2014 (+7,9%). A previsão da entidade é de que os outros ramos influenciados pela data, como hiper¬mercados (-2,8%), vestuário (-3,2%) e livrarias (-12,3%) registrem quedas em relação ao ano passado.

     

    Outras matérias:

    Resultado do setor externo em agosto – O Banco Central divulgou na última semana os dados do Balanço de Pagamentos (BP) de agosto. As tran¬sações correntes registraram déficit de US$ 2,5 bilhões no oitavo mês do ano, redução de 61% em relação a agosto de 2014. O resultado ficou abaixo das expectativas dos 22 participantes do levantamento do Broadcast Agência Estado, em que a mediana das esti¬mativas era de US$ 3,25 bilhões. O resultado acumulado no ano é defici¬tário em US$ 46,1 bilhões, 30% menor do que o déficit registrado no mesmo período do ano passado. Destaca-se que o Banco Central adotou nova metodologia para le¬vantamento dos dados do Setor ex¬terno, no início deste ano, seguindo os padrões da última versão de apre¬sentação do Balanço de Pagamentos do FMI. Com as mudanças, algumas séries estão disponíveis apenas a partir de janeiro de 2014. A melhora no saldo da conta corrente em 2015 reflete especialmente a melhora do saldo da balança comercial, que acumu¬lado entre janeiro e agosto deste ano está superavitário em US$ 6,3 bilhões − ante os US$ 888 bilhões negativos observa¬dos no mesmo período do ano passado.

    Varejo eletrônico acima da crise – Nem tudo é notícia ruim na econo¬mia. Passando por cima da crise, o varejo eletrônico brasileiro vem apre¬sentando resultados agregados muito positivos. De acordo com a 32ª edição do relatório WebShoppers, produzido pela E-bit/Buscapé, o setor faturou R$ 18,6 bilhões no primeiro semestre de 2015, o que significa um crescimento de 16% em relação aos seis primeiros meses de 2014. De acordo com o trabalho, 17,6 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra em lojas virtuais brasileiras, somando 49,4 milhões de pedidos no período. Isso representa uma queda de 7% no volume de compradores, o que, a princípio, revela uma contradição com o faturamento do canal. Aliás, o grande impulsionador do bom resultado do faturamento foi o valor do tíquete médio, 13% maior em relação ao primeiro semestre de 2014, atingindo a média de R$ 377, justificado princi¬palmente pelo maior volume de vendas em categorias como Eletrodomésticos e Telefonia/celulares.

    III Prêmio em Estudo de Economia e Mercado Florestal – De acordo com a Assessoria de Comunicação Social (Ascom) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), entidade vinculada ao MMA, está com inscrições abertas, até o dia 29 de janeiro de 2016, para a terceira edição do Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudo de Economia e Mercado Florestal, nas categorias graduando e profissional. Po¬dem concorrer trabalhos individuais e em grupo, de candidatos de qualquer nacio¬nalidade, idade ou formação acadêmica. A premiação está prevista para o dia 21 de março de 2016, na semana em que se comemora o Dia das Florestas. De acordo com a Gerência de Planejamento Florestal (GPlan) do Serviço Florestal Brasileiro, o concurso tem a finalidade de estimular estudos e pesquisa na área de economia e mercado florestal. O foco é a produção sustentável no Brasil, seus desafios e perspectivas so¬cioeconômicas e ambientais, além de permitir a criação de um portfólio de estudos que contribuam para o avanço da capacidade do SFB.

    Fórum Nacional II – Em continuidade ao texto do Fórum Nacional, sessão especial, que aconteceu na sede do BNDES-RJ, nos dias 15 e 16 de setembro, desta vez aproveitamos para destacar duas inter¬venções: a do coordenador, ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Veloso, e a do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Carlos Pastoriza. Reis Veloso atacou os problemas sociais e seus efeitos, alertando para a necessi¬dade de haver maior geração de opor¬tunidades para os pobres, processo que alavancaria as grandes massas. Para isso, a modernização das instituições políti¬cas seria importante. A reforma política consistiria num passo, com o Congresso Nacional exercendo papel fundamental para o alcance do equilíbrio fiscal e de outras reformas também relevantes. A saída da crise atual poderia encontrar soluções em eixos como a educação, o espírito empreendedor e os investimen¬tos em infraestrutura. A educação deve¬ria ser universal e o aprendizado para a vida toda. A difusão do conhecimen¬to poderia atingir todos, em especial as pessoas de baixa renda. O espírito empreendedor seria desenvolvido para aumentar a competitividade e o surgi¬mento de novas empresas. O papel do setor privado seria fundamental para o crescimento econômico. A infraestru¬tura seria o corolário dos investimentos públicos e privados para expandir a competitividade. A rentabilidade das concessões teria que atrair recursos. En¬tão, Veloso propôs a criação do imposto único (espécie de taxa ou pedágio) a ser pago exclusivamente pelos usuários do serviço ou do sistema de concessões, como aconteceu na década de 1960 e 1970, quando a demanda era bem atendida e o País comportava boa infraestrutura.

  • Sumário Econômico 1420

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    Intenção de Consumo das Famílias recua 34,5% em um ano – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou queda de 2,4% (79,8 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior, e 34,5% em relação a setembro de 2014. A in¬flação de agosto desacelerou e ficou em 0,22%, ante 0,62% de julho, segundo o IBGE. A queda nos preços dos transpor¬tes contribuiu para essa desaceleração. Apesar disso, a inflação acumulada do ano é a maior desde 2003. Dentre os itens, destaca-se a queda nos preços das passa¬gens aéreas, mas o motivo da queda não é positivo e se deve à diminuição no número de passageiros na demanda. A inflação dos alimentos também cedeu em agosto, principalmente a batata inglesa e o tomate – reflexo da sazonalidade do período. A energia elétrica, que desde março do ano passado subia, caiu (- 0,42%) e também contribuiu para um menor aumento da inflação. No entanto, em 2015 a inflação acumulada já passa dos 7%. O índice permanece em um nível menor que 100 pontos, ou seja, continua abai¬xo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou queda de 2,7% na comparação mensal. As famílias com renda acima de dez salários mínimos também apre¬sentaram recuo, de 1,1%. O índice das famílias mais ricas está em 80,8 pontos, e o das demais, em 79,6 pontos.

     

    Outras matérias:

    CNC revisa para baixo as previsões de vendas para 2015 – Em julho, o volume de vendas no co¬mércio varejista brasileiro caiu -1,0% na comparação com junho, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada em 16/09 pelo IBGE. A queda no mês foi puxada pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5,5%) e de móveis e eletrodomésticos (-1,7%). Esse foi o pior desempenho do chamado varejo restrito para um mês de junho desde 2000. O segmento de hiper e supermercados, o mais importante na composição da receita total do varejo, sobressaiu-se ao registrar perda mensal (-1,0%) decorrente da varia¬ção de preços (+1,1%) acima da média dos demais setores. Por outro lado, o varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (+5,1%) e materiais de construção (-2,4%) acusou variação de +0,6% na mesma base comparativa – o seu primeiro resultado positivo no ano. A alta expressiva das vendas de veículos e peças evoluiu positivamente em razão da combinação pontualmente favorável entre juros e preços no mês de julho.

    Sistema on-line de sustentabilidade de órgãos públicos do MMA – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) tem reafirmado constan¬temente a necessidade de controle, for¬mulando leis, normas e portarias que de¬vem ser cumpridas, principalmente nos órgãos públicos. É impossível imaginar o Brasil, com seu grande potencial, sem a preocupação em buscar alcançar suas reais necessidades e interesses em preservar o meio ambiente. Através da sua Assessoria de Comuni¬cação Social (Ascom/MMA), divulgou em seu site um artigo sobre um sistema online que avaliará ações de sustenta¬bilidade de órgãos públicos. O Programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), desen-volvido há 15 anos pelo MMA, terá pela primeira vez uma ferramenta de medi-ção dos resultados de sua aplicação em todo o País. Isso será possível com o lançamento de um sistema on-line, onde os 256 par¬ceiros do MMA – órgãos públicos dos Três Poderes – vão postar dados sobre consumo de materiais e de recursos naturais, além de informações, como a destinação de resíduos sólidos. Os re¬latórios possibilitarão a geração de um cadastro nacional ambiental. A iniciativa, denominada ResSoA, sigla que significa Responsabilidade Socioambiental, foi criada em função de sugestão do Tribunal de Contas da União (TCU), que, em 2011 realizou uma auditoria operacional em 77 órgãos públicos federais para avaliar a aplica¬ção da Agenda Ambiental na Adminis-tração Pública (A3P).

    Fórum sessão especial – Nos dias 15 e 16 de setembro, econo¬mistas, especialistas e autoridades políticas reuniram-se no BNDES-RJ para discutir O Brasil que Queremos. O encon¬tro foi do Fórum Nacional, sessão especial. Coordenado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), teve como patro¬cinadores CNC, CNI, Febraban, Caixa, Correios, Upea, BNDES, Finep, Petrobras, BID, Embraer, Eletrobras, entre outros. Os trabalhos deram sequência aos do XXVII Fórum Nacional, de maio. O encontro visou discutir saídas para a crise. Uma delas foi o enfrentamento dos desafios da retomada do crescimento para que o Brasil venha a se integrar na Nova Revolução Industrial, construin¬do possibilidades para se beneficiar, não perdendo o foco nas oportunidades geradas pelas transformações globais e pela recuperação dos mercados. Com esse objetivo, o encontro divi¬diu-se em um painel para cada dia: i) Diante da Nova Revolução Industrial, “Transformar a Educação para que a Educação Transforme o Brasil”; e ii) Impulso à Modernidade da Infraestru¬tura (com Alta Participação Privada), para Fortalecer a Competitividade In¬ternacional do Brasil.