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  • Boletim Informativo Diário (BID) 152/2015

    DESTAQUES:

    Cancelada a suspensão do registro sindical do Sindicato do Comércio do Vale do Sapucaí / MG

    Alterada a regulamentação do IPTU no Município do Rio de Janeiro

    DESTAQUES:

    Cancelada a suspensão do registro sindical do Sindicato do Comércio do Vale do Sapucaí / MG

    Alterada a regulamentação do IPTU no Município do Rio de Janeiro

  • Atuação do Senac é reconhecida com prêmio de comércio exterior

    O trabalho de qualificação profissional realizado pelo Senac obteve no dia 19 de agosto, durante o Encontro de Comércio Exterior (Enaex 2015), um importante reconhecimento. A entidade recebeu o Prêmio Destaque de Comércio Exterior, na categoria Apoio ao Comércio Exterior, conferido de forma conjunta pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

    O trabalho de qualificação profissional realizado pelo Senac obteve no dia 19 de agosto, durante o Encontro de Comércio Exterior (Enaex 2015), um importante reconhecimento. A entidade recebeu o Prêmio Destaque de Comércio Exterior, na categoria Apoio ao Comércio Exterior, conferido de forma conjunta pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O prêmio tem como objetivo homenagear as empresas e instituições que se destacaram por sua atuação no comércio internacional, bem como por iniciativas reconhecidas como de relevante significado no apoio ao comércio exterior de mercadorias e serviços.

    Representando o Senac, o diretor de Integração com o Mercado, Jacinto Corrêa, recebeu o prêmio das mãos do presidente da AEB, José Augusto de Castro.

    Na justificativa para a concessão do prêmio, a AEB observou que o Senac “é referência na educação profissional para o setor do comércio de bens, serviços e turismo”. Para atender às demandas das atividades de comércio exterior e logística, a instituição oferece desde cursos de formação inicial e continuada, técnicos, até nível superior em graduação e pós-graduação. Além disso, o Senac oferece um variado portfólio na área de gestão, que contribui para a formação de especialistas para atuar em empresas prestadoras de serviços e operadores logísticos de comércio externo.

    “Este prêmio é o resultado de um trabalho contínuo com foco no setor do comércio de bens, serviços e turismo”, afirmou Jacinto Corrêa. “O Senac estará sempre de portas abertas para todos os brasileiros que buscam educação profissional e seguirá contribuindo para o desenvolvimento do comércio e do País.”

     

  • Informe Representações 336

    Assessoria de Gestão das Representações 20/08/2015 – Ano 5, nº 336


    CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS SERVIÇOS E TURISMO (CNC)

    Grupo de Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente (GTT-MA)

    Assessoria de Gestão das Representações 20/08/2015 – Ano 5, nº 336


    CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS SERVIÇOS E TURISMO (CNC)

    Grupo de Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente (GTT-MA)

    As discussões de temas que apontam para o caminho da sustentabilidade, associando-se as estratégias que implementam mais vantagens competitivas, e a incorporação de valores socioambientais correlacionados à responsabilidade social corporativa têm avançado. Apresentam-se como aspectos relevantes para a gestão contemporânea: consumo sustentável, eficiência energética, uso racional da água, logística reversa de resíduos pós-consumo, comércio ético e justo, seleção de fornecedores e suprimentos socioambientalmente adequados, estratégias de desenvolvimento local, cooperação produtiva, entre outros.

    O tema foi tratado na 11ª reunião do Grupo Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente, realizada no dia 8 de maio de 2015 nas instalações da CNC no Rio de Janeiro, reunindo os 30 representantes do Sistema CNC-Sesc-Senac e suas federações filiadas integrantes do GTT-MA.

    O relatório está disponível na íntegra no site da CNC, editoria de meio ambiente.

     

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    (61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.com.br

  • Mudança no Código do Consumidor entra na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deverá votar na próxima semana mudanças no Código de Defesa do Consumidor (CDC) e normas de segurança mais rígidas contra incêndios e desastres em áreas públicas. A decisão foi tomada em 19 de agosto após entendimentos entre o presidente da CCJ, José Maranhão (PMDB-PB), e Ricardo Ferraço (PMDBES) e Paulo Paim (PT-RS), relatores das propostas, respectivamente.

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deverá votar na próxima semana mudanças no Código de Defesa do Consumidor (CDC) e normas de segurança mais rígidas contra incêndios e desastres em áreas públicas. A decisão foi tomada em 19 de agosto após entendimentos entre o presidente da CCJ, José Maranhão (PMDB-PB), e Ricardo Ferraço (PMDBES) e Paulo Paim (PT-RS), relatores das propostas, respectivamente.

    Ferraço apresentou substitutivo ao PLS 281/2012, que cria uma nova seção no CDC para tratar do comércio pela internet. O projeto tramitava em conjunto com outras 26 propostas, examinadas anteriormente por uma comissão de juristas instalada na última gestão de José Sarney como presidente do Senado.

    A outra proposta, o PLC 33/2014, tem parecer favorável de Paulo Paim, com três emendas de redação. O texto define normas de segurança e cria regras de funcionamento para estabelecimentos como boates, bares, cinemas, teatros, prédios públicos, restaurantes, hotéis, hospitais, escolas e circos. O projeto foi motivado pelo acidente ocorrido na boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde mais de 200 pessoas morreram vítimas de incêndio em 2013.

    Fonte Jornal do Senado

  • Entrevista: Adelmir Santana, vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-DF

    Qual é a sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    É bem provável que não haja contratação de temporários. Já quanto aos estoques, reposição certamente haverá, mas não acreditamos que exista uma elevação.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Qual é a sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    É bem provável que não haja contratação de temporários. Já quanto aos estoques, reposição certamente haverá, mas não acreditamos que exista uma elevação.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Com os indicativos que temos até julho, as expectativas são de retração das atividades. Entretanto, poderá haver um atenuante, com aumentos salariais dos servidores públicos a partir de janeiro de 2016, e isso vai impactar favoravelmente as vendas de Natal.

    Na área em que o senhor atua como empresário (apontar a área), que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

    O que falta é uma política de regras mais claras e duradouras para todos os segmentos de comércio e serviços, principalmente no que diz respeito a financiamentos. É de suma importância também que o governo tenha planos de investimentos de longo prazo.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Certamente. Com a gravidade de acordo com o segmento.

    A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

    Não é a maior, mas, seguramente, é a que mais impacta. A inflação ataca pelo lado tanto das compras quanto das vendas.

    Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até o final de 2015? 

    Muita prudência em relação a investimentos fixos e aumento de estoques e endividamento. Investir em novas tecnologias de processos e de gestão e, especialmente, em propaganda e publicidade pode ser uma alternativa. A utilização da internet, seja para divulgação de produtos e serviços, seja para vendas por meio do comércio eletrônico também pode ser uma boa saída.

     

  • Comissão aprova projeto de reforma política da Câmara

    A Comissão da Reforma Política aprovou o texto-base do projeto que veio da Câmara com temas como o financiamento de campanha, coligações proporcionais, calendário eleitoral, custo de campanha, Fundo Partidário e organização partidária.

    Os destaques apresentados ao PLC 75/2015 vão ser votados na terça-feira. “São dez sugestões de mudanças que serão examinadas uma a uma”, explicou o presidente da comissão, Jorge Viana (PT-AC). Em seguida, a proposta seguirá ao Plenário do Senado em regime de urgência.

    A Comissão da Reforma Política aprovou o texto-base do projeto que veio da Câmara com temas como o financiamento de campanha, coligações proporcionais, calendário eleitoral, custo de campanha, Fundo Partidário e organização partidária.

    Os destaques apresentados ao PLC 75/2015 vão ser votados na terça-feira. “São dez sugestões de mudanças que serão examinadas uma a uma”, explicou o presidente da comissão, Jorge Viana (PT-AC). Em seguida, a proposta seguirá ao Plenário do Senado em regime de urgência.

    O relator, Romero Jucá (PMDB-RR), incorporou propostas já aprovadas na comissão e no Senado e sugestões do Tribunal Superior Eleitoral e de outros senadores. O propósito das alterações, disse Jucá, foi o de agilizar a aprovação da reforma no Congresso para que pelo menos parte das mudanças possa valer para as eleições municipais do ano que vem. Ele disse que a reforma política votada na comissão é um avanço, pois dá mais transparência ao processo eleitoral, diminui os custos das campanhas, disciplina as doações e cria novas normas para as coligações em eleições proporcionais.

    Acrescentou que, no início dos trabalhos, houve questionamentos sobre a possibilidade de uma revolução no sistema político. “É impossível fazê-lo em momentos de democracia, porque, na verdade, as contribuições vêm sendo agregadas e os ajustes, feitos”, afirmou.

    Uma das polêmicas é sobre coligações nas eleições proporcionais (para vereador e deputado federal, estadual ou distrital). A proposta aprovada quer evitar que campeões de votos elejam candidatos com votação pífia. Por outro lado, permite a federação de partidos.

    O projeto ainda modifica as regras para participar do rateio dos recursos públicos que compõem o Fundo Partidário e o tempo da propaganda eleitoral no rádio e TV. Financiamento Pelo projeto aprovado, para financiamento de campanha, as pessoas físicas podem doar até 10% dos rendimentos recebidos no ano anterior à eleição. Já as empresas podem repassar, apenas para os partidos, até 2% da receita bruta.

    Uma das emendas a serem votadas na terça-feira, apresentada por Tasso Jereissati (PSDB-CE), prevê um teto de R$ 100 mil para as doações das pessoas físicas e de R$ 10 milhões para as empresas. Tasso disse que essa barreira seria moralizadora, impedindo que empresas muito grandes possam “comandar” as campanhas. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que os projetos da reforma terão prioridade de votação no Plenário.

    Fonte Jornal do Senado

  • Senado aprova projeto que retira desoneração de 56 setores

    O Senado aprovou, em 19 de agosto, o projeto de lei da Câmara (PLC) 57/2015 que revê a política de desoneração da folha de pagamentos e aumenta as alíquotas incidentes sobre a receita bruta das empresas de 56 setores da economia. A aprovação do texto com as mudanças feitas pela Câmara gerou críticas dos senadores, mesmo da base do governo. Qualquer mudança que o Senado fizesse faria com que o texto, que faz parte do ajuste fiscal, voltasse à outra Casa, atrasando a entrada em vigor da proposta.

    O Senado aprovou, em 19 de agosto, o projeto de lei da Câmara (PLC) 57/2015 que revê a política de desoneração da folha de pagamentos e aumenta as alíquotas incidentes sobre a receita bruta das empresas de 56 setores da economia. A aprovação do texto com as mudanças feitas pela Câmara gerou críticas dos senadores, mesmo da base do governo. Qualquer mudança que o Senado fizesse faria com que o texto, que faz parte do ajuste fiscal, voltasse à outra Casa, atrasando a entrada em vigor da proposta.

    O projeto foi enviado ao Congresso Nacional pelo Poder Executivo. Com a aprovação, setores que hoje pagam 1% de contribuição previdenciária passarão a recolher 2,5%. É o caso dos varejistas, fabricantes de brinquedos e outros setores. Já os que atualmente pagam 2%, como empresas de tecnologia da informação, contribuirão com 4,5%. O texto aprovado na Câmara concedeu benefícios para alguns setores, que pagarão menos impostos.

    O relator, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que o projeto, como veio da Câmara, não era o ideal, mas fez apelo para que os senadores o aprovassem. Para o senador, era preciso dar um fim à “pauta negativa” do ajuste fiscal para começar a pensar nos próximos passos para o País. “Essa votação é a chance de o Senado encerrar, no dia de hoje, o último capítulo do ajuste fiscal e de levar o Brasil a dar um passo adiante. É praticamente impossível continuarmos apenas falando de ajustes econômicos recessivos diante do sacrifício já imposto às forças produtivas e à população”, disse o relator.

    O líder do governo, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), também ressaltou que a votação do PLC 57/2015 abre caminho para que o Senado comece a analisar os projetos da Agenda Brasil, conjunto de propostas elencadas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para impulsionar a economia do País.

    No Senado, a maioria das 29 emendas que foram rejeitadas incluíam novos setores entre os que não seriam prejudicados pelo projeto. O fato de apenas algumas áreas terem sido beneficiadas pelas mudanças na Câmara gerou críticas de senadores, entre eles, José Agripino (DEM-RN) e Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB.

    Alíquotas

    O mecanismo de desoneração, criado em 2011 e ampliado nos anos seguintes, prevê a troca da contribuição patronal para a Previdência, de 20% sobre a folha de pagamentos, por alíquotas incidentes na receita bruta. O texto do projeto aumenta as duas alíquotas atuais de 1% e 2% para, respectivamente, 2,5% e 4,5%.

    O aumento de alíquotas valerá após 90 dias de publicação da lei. Mesmo com esse aumento, 40% das empresas da indústria continuarão beneficiadas pela desoneração. Segundo o governo, o reajuste é necessário para reequilibrar as contas devido à grande renúncia fiscal, que atingiu R$ 21,5 bilhões em 2014, valor superior aos R$ 13,2 bilhões não arrecadados em 2013.

    A previsão inicial do Ministério da Fazenda era diminuir em R$ 12,5 bilhões ao ano a renúncia fiscal trazida pela desoneração, mas o substitutivo da Câmara reduz em aproximadamente 15% essa economia, que ficará em torno de R$ 10 bilhões.

    Desemprego

    A insegurança jurídica para os empresários com mudanças na carga tributária foi um dos pontos citados pelos senadores que criticaram o projeto, já que o governo retirou a desoneração menos de um ano depois de confirmar a continuidade da medida. O risco de desemprego também foi ponto recorrente nas críticas.

    O líder do bloco da oposição, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), citou dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A entidade prevê que 54% das indústrias de transformação beneficiadas com a desoneração demitirão empregados com a aprovação do texto. Além disso, poderá haver elevação de gastos com o seguro desemprego e mais demissões em razão da redução do consumo das famílias de trabalhadores da indústria que perderão o emprego.

    O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), lembrou as várias medidas de desoneração e renúncia fiscal feitas ao longo dos governos do PT e pediu que os senadores fizessem uma comparação com o período de governo do PSDB. Para o senador, o governo reconheceu o esgotamento das políticas anticíclicas e é por isso que o ajuste se faz necessário. “Esse é o momento em que temos que ter a contribuição das empresas para esse processo de ajuste. Os trabalhadores já deram a sua cota. Agora é a hora de os empresários darem a sua contribuição”, argumentou.

    A “reoneração” também foi apoiada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Para ele, se o Senado aprovou medidas do ajuste fiscal que prejudicaram os trabalhadores, o empresariado também precisa dar a sua contribuição neste momento de crise. Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou posição oposta à de Randolfe e defendeu a ampliação dos benefícios para outros setores da economia em nome da empregabilidade.

    Para Ricardo Ferraço (PMDB-ES), o governo não oferece nenhuma contrapartida como a redução das despesas de custeio da máquina pública. O senador apontou a medida como mais uma improvisação do governo. “O governo não pode fazer o tempo todo como faz a cigarra. Tem que ser mais formiga, tem que trabalhar, tem que poupar para que, em circunstâncias como essa, tenha ferramentas para minimizar os efeitos e as consequências dos desafios que o nosso país está enfrentando”, disse.

    Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) cobrou humildade do governo, que, segundo disse, não se dirigiu à oposição para discutir as medidas do ajuste fiscal. Blairo Maggi (PR-MT) afirmou que é a última vez que votará com o governo nesse tipo de matéria. Para ele, o pacote de ajuste não será suficiente para equilibrar as contas do País.

    Setores beneficiados

    Alguns setores pagarão menos impostos que o inicialmente previsto no projeto graças às alterações feitas pela Câmara. O texto aprovado pelos deputados aumentou a taxa de 2% para 3% no caso dos setores de call center e de transportes rodoviários, ferroviários e metroviários de passageiros. O aumento inicialmente previsto para essas áreas seria para 4,5%.

    O aumento nas alíquotas do setor de transportes foi criticado por senadores como Acir Gurgacz (PDT-RO) e Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM. Senadores lembraram que o centro das manifestações de 2013 eram as tarifas de transporte coletivo. Agora, o aumento na alíquota para o setor pode ser repassado para o usuário em forma de aumento da tarifa.

    Em resposta, os líderes do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), e no Senado, Delcídio do Amaral, afirmaram que o governo poderá formular um projeto de lei para tratar do tema. Outra opção seria incluir mudanças em alguma medida provisória que já tramita na Casa.

    Na outra faixa de alíquota, de 1%, haverá um aumento para 1,5% nas empresas jornalísticas, de rádio e de TV; no setor de transporte de cargas; no transporte aéreo e marítimo de passageiros; nos operadores de portos; no setor calçadista; na produção de ônibus; e no setor de confecções. O setor de carnes, peixes, aves e derivados continua a ser tributado com 1% da receita bruta. Pelo texto original, todos esses setores passariam a pagar 2,5%.

    Benefício acumulado

    Segundo dados da Receita Federal, a renúncia fiscal beneficiou pouco menos de 10 mil empresas no início de 2012, com alíquotas de 1,5% e 2,5%. Hoje, mais de 84 mil empresas contribuem para a Previdência com base na receita bruta. Os três setores mais beneficiados pela desoneração foram a construção civil (22,6 mil empresas), comércio varejista (10,8 mil empresas) e tecnologia da informação (10,7 mil empresas).

    A alíquota padrão, aumentada de 1% para 2,5%, atingirá empresas de manutenção e reparação de aeronaves, o setor varejista, os fabricantes de brinquedos (bonecos, triciclos, trens elétricos, musicais) e os fornecedores de pedras (granitos e mármores), entre outros. Já a alíquota de 4,5% incidirá nas empresas do setor hoteleiro; nas obras novas da construção civil; e nas empresas de tecnologia da informação (TI) e tecnologia da informação e comunicação (TIC).

    Quando o projeto virar lei, o enquadramento nesse tipo de tributação com base na receita bruta não será mais obrigatório, pois, para muitas empresas, ele não é compensador. A opção deverá ocorrer em janeiro de cada ano. Excepcionalmente, para 2015, a opção poderá ocorrer em agosto, valendo para o restante do ano.

  • Entrevista: José Evaristo dos Santos, vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-GO

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    Em Goiás a perspectiva não é tão alvissareira quanto em anos anteriores. Mesmo que Goiás esteja gerando empregos acima da média, na área do comércio e em geral a previsão é que tenha um crescimento de 3% em relação ao ano passado – especialmente para períodos próximos ao Natal, além dos temporários. Quanto aos estoques, orientamos as empresas a terem a máxima cautela. É necessário ter apenas o adequado, para que não haja perdas de vendas em razão da falta de produtos. Para aqueles que têm o estoque acima do adequado, é preciso um comprometimento ainda maior neste momento em que a economia se encontra.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Nossa situação não está diferente daquela do restante do País. Goiás teve um volume de vendas abaixo da média nacional nos últimos 12 meses. Nesse período, tivemos dez meses com volume de vendas inferior e somente dois com resultados acima do mesmo período de 2014. Isso representa para nós uma situação muito difícil. O endividamento das famílias, por outro lado, não se reduziu como gostaríamos, e isso compromete a nossa perspectiva, a nossa possibilidade de pensar diferente.

    Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

    Devemos adotar, com criatividade, responsabilidade e planejamento, ações que possam gerar uma proximidade maior com os clientes. Realizar promoções é uma das ações que podem estabelecer uma comunicação mais rápida com o consumidor. Por outro lado, não deixe, de forma nenhuma, de dar um banho, qualquer que seja, na empresa. Investir na fachada e no atendimento, por exemplo. Isso é o necessário para que os consumidores, ao chegarem, verifiquem que a empresa está ativa. Especialmente para as micros e pequenas empresas, essa ferramenta é bastante importante. Aquelas que têm o atendimento personalizado, inclusive, certamente poderão ter bons resultados em relação a qualquer outro concorrente.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Sem dúvida nenhuma isso afeta e muito, porque o empresário tem que repassar esses gastos para os preços, afetando o consumidor, que está observando e também não aceita a situação. É uma das razões pelas quais o volume de vendas tem caído. Tivemos aumento, ainda, no gás de cozinha. Os salários, naturalmente, não acompanham esses aumentos. Por quê? Especialmente na nossa área, os comerciários recebem comissão sobre as vendas. E se o volume de vendas está caindo, cai também a renda desses trabalhadores. Eles, então, têm que buscar alternativas para resolver o problema, a necessidade financeira, e certamente vão ter dificuldade. Então, a folha de pagamento é menor. Sendo menor, afeta também aquelas instituições como o Sesc e o Senac, que dependem de uma folha de pagamento mais forte. Uma vez que cai a folha de pagamento, também cai a receita compulsória dessas nossas instituições.

    A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

    A inflação é o temor. O consumidor logo começa a fazer pesquisa, verifica o aumento dos preços e não conforma com isso. Então, prorroga aquela necessidade de compra e fica aguardando um momento de promoção das empresas ou mesmo adiando essas compras, porque ele se assusta com qualquer majoração. A inflação, realmente, não é uma boa coisa nem para o consumidor nem para os empresários, que têm aí uma necessidade de atualizar os seus preços.

  • Entrevista: Wilton Malta de Almeida, diretor da CNC e presidente da Fecomércio-AL

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    A perspectiva está próxima de zero. A razão é a crise política, que tem influenciado negativamente a economia alagoana. As medidas econômicas de combate à inflação, alta dos juros e austeridade fiscal são parte dessa influência. O comércio, em anos anteriores, trabalhou com uma margem de 10% a 30% de contratação temporária para o final do ano. Em 2015, para esse último trimestre, a empresa varejista, principalmente os pequenos negócios, não deverão atingir um terço desse nível. Provavelmente, apenas as grandes redes de varejo poderão trabalhar com essa perspectiva. Quanto à reposição dos estoques, os empresários em geral estão cautelosos, atentos ao cenário político e levando em conta as expectativas frustradas em anos anteriores.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Os números mostram que o comércio alagoano continua crescendo, quando avaliado pelo volume de vendas, mas não no mesmo ritmo que em anos anteriores. Nos últimos 12 meses o crescimento foi, na média, de 4%; e o que tem acusado melhor desempenho são os setores do grande varejo e atacadista. Provavelmente, no último trimestre do ano os pequenos negócios começarão a obter melhores resultados.  

    Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

    No meu ramo, de vestuário, as principais medidas têm sido adequar o número de funcionários às necessidades, melhorar o atendimento, para não desperdiçar vendas, e cortar as despesas, principalmente de energia. Por outro lado, ser bastante cauteloso em relação ao clima de festas de final de ano e trabalhar com uma perspectiva bastante realista em termos de vendas e faturamento.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Certamente; principalmente para os médios e pequenos empresários do setor, porque o aumento nesses custos afeta diretamente o capital de giro, comprometendo os investimentos e o faturamento futuro.

    A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

    Não. O maior vilão é o desaquecimento do mercado, causado pela instabilidade política e pelos ajustes econômicos, que leva à recessão econômica, causando desemprego, queda na renda e, por consequência, diminuição do consumo.

    Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até final de 2015?

    Não são muitas, mas, ao mesmo tempo em que o momento é crítico e desfavorável, ele permite que novas ideias surjam e que processos inovadores e ajustes sejam realizados no sentido da busca pela eficiência e por ganhos de competitividade.

  • Entrevista: Darci Piana, vice-presidente Administrativo da CNC e presidente da Fecomércio-PR

    Qual é sua perspectiva em relação à contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    O atual panorama econômico demonstra que teremos um fim de ano com vendas mais baixas que as dos anos anteriores. Com certeza, os empresários vão repor os estoques com cautela, para não correr riscos de ficar com mercadorias encalhadas. O mesmo se dá com a contratação de mão de obra, que deverá ficar aquém de outros períodos natalinos. A tendência é aumentar a produtividade pagando horas extras e contratando menos.

    Qual é sua perspectiva em relação à contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    O atual panorama econômico demonstra que teremos um fim de ano com vendas mais baixas que as dos anos anteriores. Com certeza, os empresários vão repor os estoques com cautela, para não correr riscos de ficar com mercadorias encalhadas. O mesmo se dá com a contratação de mão de obra, que deverá ficar aquém de outros períodos natalinos. A tendência é aumentar a produtividade pagando horas extras e contratando menos.

    A primeira medida a ser tomada é realizar uma leitura criteriosa do cenário em que o estabelecimento está inserido, a fim de adequar o empreendimento a essa realidade. Investir em visibilidade pode ser um fator de destaque. Com uma situação em que os consumidores se tornam mais criteriosos, é preciso atrai-los, seja por meio do bom atendimento, do mix de produtos, dos canais de atendimento ou das formas de pagamento.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Acredito que a crise tem prazo de validade. Ela deve decrescer a partir do segundo semestre de 2016. Até lá, precisaremos conviver com os índices desfavoráveis. Não há nenhum fato que justifique a retomada imediata do crescimento, porque esse processo é gradativo. Como no Paraná o agronegócio influencia as vendas do comércio, as quedas têm sido menos acentuadas, ou seja, atenuadas pelas boas safras no campo.

    Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

    O setor de autopeças tem sofrido bastante. O efeito cascata, decorrente da queda nas vendas do veículos novos, afeta toda a cadeia de produção e vendas, incluindo as áreas de reposição. No primeiro semestre as concessionárias de veículos registraram queda de -23,8%. No setor de autopeças ficamos com -13,8%. Os dois setores foram os de pior desempenho no Paraná.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Torna-se impossível o empresário manter os preços de venda quando os custos sobem. Ele fica obrigado a repassar para o consumidor, infelizmente. Isso tudo afeta as vendas, principalmente porque os clientes já estão preocupados com a manutenção dos seus empregos e têm apertado o cinto.

    A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

    Mostra-se claro que todos os  aumentos das tarifas públicas acabam gerando inflação e aumento de preços. A inflação é um dos componentes. A insegurança, produto perverso da crise, é outro fator prejudicial. Diante dela, mesmo havendo facilidades de crédito, as vendas se retraem. É preciso que se volte a um ambiente de otimismo para que as coisas comecem a se equilibrar.

    Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até final de 2015?   

    As alternativas passam pela cautela, pela persistência, pela criatividade nas promoções e, principalmente, por muita dedicação ao trabalho. Munidos dessas armas, vamos superar a crise e voltar a crescer.