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  • Entrevista: Abram Szajman, vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-SP

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    De forma geral, as empresas dos setores de comércio e serviços não devem contratar até o final do ano. As perspectivas da economia ainda são negativas, e o ritmo dos negócios tem sido mais lento. Todavia, muitas empresas estão lutando para ao menos manter seus quadros, mas, de acordo com o Indicador de Contratação de Funcionário – um dos índices que compõem a pesquisa Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Fecomércio-SP –, o pessimismo vem aumentando desde março; e isso significa que os empresários estão com viés de reduzir o quadro de funcionários nos próximos meses. Com relação aos estoques, o varejo ainda os acumula e está num processo um pouco lento de ajustes. Isso deve manter os pedidos reduzidos até que o estoque esteja adequado ao ritmo das vendas. Espera-se que até o Natal essa situação se normalize.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    A economia evoluirá muito lentamente. Neste ano o PIB deve apresentar uma retração de 2%, e a recuperação não virá imediatamente em 2016, que também será um ano fraco, com expectativa de estabilidade, na melhor das hipóteses. A instabilidade política dificulta o ajuste, que já é profundo e tende a ser lento, infelizmente. Com relação especificamente ao comércio, a Fecomércio-SP acredita em queda no faturamento real das vendas de 3% a 4% neste ano. E com grande margem de erro, por causa de todas as incertezas, projeta desempenho de vendas neutro em 2016, ou seja, 0 a 0 em relação a 2015. Perspectivas positivas ainda não estão garantidas. Dependem do tamanho do ajuste e muito mais de sua qualidade. Quanto menor o Estado, maiores os cortes de gastos, principalmente de custeio da máquina pública, e menor a carga tributária; mais rápida e vigorosa será a recuperação.

    Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

    As medidas prudenciais, para todos os segmentos, são muito parecidas: cuidado com os custos, criação de condições para reduzi-los, aumento de eficiência e atenção total aos clientes. A travessia é delicada, mas, após a crise, quem tiver seguido essas receitas básicas de austeridade vai estar preparado para voltar a crescer.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Claro que todo aumento de custos reduz a competitividade, as margens de lucro; e muitas vezes podem forçar o empresário ao desinvestimento. Os custos aumentam em um momento em que as receitas caem. Essa combinação é muito perigosa, mas, infelizmente, está dada. Esperamos que os custos, ao menos, parem de crescer. Muitas renegociações entre fornecedores e empresários serão feitas ao longo dos próximos meses.

    A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

    A inflação é o sintoma de que há algo de errado na economia. Em um ambiente de desaquecimento econômico como o atual, a inflação elevada mostra que há desequilíbrios macroeconômicos sérios no País: contas públicas descontroladas, principalmente os gastos e a baixa produtividade, com custos trabalhistas exagerados. Esse é o problema a ser atacado, e, sem essa solução, dificilmente o País estará apto a voltar a crescer de forma sustentável e a competir nos mercados globalizados.

    Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até final de 2015? 

    A alternativa é manter a serenidade, explorar vantagens comparativas, manter o bom atendimento ao cliente. Cuidar muito bem dos gastos e investimentos, de forma que o empresário possa garantir sua travessia até o momento de recuperação, que pode ocorrer em algo como um ano ou um pouco mais. Antes disso, muita cautela e eficiência máxima.

     

  • CNC Notícias 180

    Transição e cautela

     

    Não há como negar que o Brasil atravessa um período de turbulências.

    É possível acompanhar pela imprensa os solavancos na economia e seus reflexos na sociedade. Passamos por um momento de transição, e é nessas horas que surgem desafios e possibilidades de mudanças.

    Transição e cautela

     

    Não há como negar que o Brasil atravessa um período de turbulências.

    É possível acompanhar pela imprensa os solavancos na economia e seus reflexos na sociedade. Passamos por um momento de transição, e é nessas horas que surgem desafios e possibilidades de mudanças.

    A reportagem de capa da CNC Notícias de agosto aborda justamente este momento, no qual o empresário do comércio de bens, serviços e turismo precisa ter cautela e resiliência para chegar ao fim do ano com seu negócio incólume. E mais, adentrar 2016 com, no mínimo, perspectivas esperançosas.

    Obviamente que o caminho até lá não é fácil, mas trata-se de um setor que mesmo em tempos difíceis consegue contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento do País. A hora não é de esmorecer, e sim de adotar estratégias que levem em conta o cenário atual de imprecisão. Planos que adaptem à realidade preços, mão de obra, prazos e logística, entre inúmeros outros fatores.

    Nem tudo está perdido. A expectativa é que as famílias brasileiras cheguem ao fim de 2015 com um orçamento menos apertado, por conta de um possível arrefecimento da inflação. O cenário também não é de reajustes de preços que impactam diretamente a atividade comercial, como o custo da energia elétrica, já que a maioria desses preços, administrados, já passaram por atualizações. E o segundo semestre do ano sinaliza para uma possível melhora no elemento que mais influencia as vendas reais do varejo: o preço.

    Defender e dar voz ao empresariado constitui uma das frentes de trabalho constantes da CNC. A reportagem de capa desta edição traz o que pensam os presidentes de federação do comércio e como eles encaram o grande desafio de fazer negócios em um país como o Brasil. Confira aqui a íntegra das entrevistas

    E por falar em frentes positivas, a edição deste mês aborda também o andamento dos trabalhos do grupo criado pela Confederação para acompanhar o Projeto de Lei (PL) nº 1.572/2011, que institui o novo Código Comercial, instrumento indispensável para a otimização das relações entre empresas. E com empresas competitivas, o Brasil avança em meio à crise.

    Conheça, ainda, os eixos que vão nortear o Congresso Nacional do Sicomércio, que, em outubro, vai debater a importância de oferecer bons produtos e serviços e também de comunicar as ações dos sindicatos aos seus associados. E na terceira matéria sobre os 70 anos da Confederação, a CNC Notícias mostra que, por meio do trabalho de representatividade que exerce há décadas, a entidade teve sua atuação internacionalmente reconhecida.

    Com cautela e otimismo, com base no passado e visando o futuro, é o momento de o comércio mostrar a força de sua atuação, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, no momento em que o País precisa de trabalho e otimismo.

     

    Acesse abaixo o arquivo em pdf da revista e boa leitura!

  • Entrevista: Pedro Nadaf, vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-MT

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    A perspectiva é de que ocorra um incremento de 3%, e isso representará 21 mil vagas. Quanto ao estoque, deve se manter como em 2014: sem incremento.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Ela se apresentará com retração em torno de 16% em relação ao ano de 2014.

    Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    A perspectiva é de que ocorra um incremento de 3%, e isso representará 21 mil vagas. Quanto ao estoque, deve se manter como em 2014: sem incremento.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Ela se apresentará com retração em torno de 16% em relação ao ano de 2014.

    Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

    Na área de comércio e serviços a sugestão é ter cautela e acompanhar o mercado.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Sim, tem apresentado aumento nos custos fixos e nos preços, reduzindo-se os serviços.

    Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até final de 2015?  

    A alternativa é ter muita cautela.

     

  • Entrevista: Bruno Breithaupt, diretor-secretário da CNC e presidente da Fecomércio-SC

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    A expectativa para a contratação de mão de obra para o final de ano continua positiva, apesar de ser menor que em anos anteriores. Nosso estado ainda é um dos únicos da Federação que continuam criando vagas, e creio que seguiremos assim até o final do ano, especialmente nos setores de comércio e serviços. Quanto à reposição do estoque, ela é prejudicada em razão da alta inflação, mas nossos empresários tendem a se adiantar a esse fator, buscando fornecedores mais baratos ou negociando os preços de uma forma melhor.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    A economia catarinense, como a do restante do Brasil, vem enfrentando um período de estagnação e retração. Temos inflação alta, juros elevados e aumento do desemprego. Entretanto, os investimentos continuam chegando ao nosso estado, e apresentamos a segunda melhor geração de empregos entre as unidades da Federação, num ano em que muitos outros estados já demitem mais do que contratam. Isso faz com que Santa Catarina apresente os menores índices de desemprego do Brasil, fator determinante para nos encontrarmos em melhor situação que o restante do País. Além disso, a estrutura econômica bastante diversificada cria grandes oportunidades para investimentos nos mais variados setores, permitindo uma alocação mais eficiente dos recursos, à medida que a retração econômica se desenrola em nível nacional. Por fim, nosso estado é formado por uma imensa maioria de micros e pequenas empresas e com nível de renda acima da média brasileira. Isso nos torna capazes de dinamizar a economia de maneira mais rápida e vigorosa em períodos de incertezas, já que o crédito tende a se reduzir menos, assim como o poder aquisitivo – dois fatores essenciais para uma retomada vigorosa do crescimento.

    Na área em que o senhor atua como empresário, que as medidas prudenciais que devem ser adotadas pelos empresários? Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até o final de 2015?

     

    É fundamental para o empresário, nesses períodos de dificuldade econômica, buscar inovar, diversificar seu mix de produtos e também, na medida do possível, procurar estender os prazos de pagamentos e oferecer novas condições que se adequem à nova situação do consumidor.

     

    A alta de gastos do setor  – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Sem dúvida, tivemos muitos aumentos neste ano de 2015. Infelizmente, o governo represou os preços até o limite; e não fez isso de maneira gradual, ao longo de vários anos. Certamente, se assim fosse feito, os impactos negativos seriam minimizados. Agora em agosto, ainda, tivemos um terceiro aumento da energia elétrica em menos de 12 meses. A situação natural é repassar o aumento desses custos ao preço do produto final. Entretanto, num contexto de retração das vendas – tivemos, em abril, o pior resultado desde 2003 – e desaceleração da renda das famílias, o repasse fica comprometido, prejudicando os investimentos no setor e a saída do País desse cenário de queda no crescimento econômico. Além disso, aumentos como esse poderiam ser evitados, caso as obras em andamento tivessem terminado. No Brasil, existem 272 projetos de infraestrutura energética atrasados, o que já gerou um prejuízo de R$ 65,4 bilhões ao País e forçou o aumento da energia elétrica em até três vezes desde 2006. A Fecomércio-SC considera importantes as medidas que promovam a economia de energia, mas elas não podem vir por meio do aumento dos custos, como é o caso das bandeiras tarifárias, que penalizam aqueles consumidores que mais consomem. Portanto, diante desse cenário, reforça-se a necessidade de adoção de políticas de eficiência energética.

     

    A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

    É uma das vilãs, ao diminuir o poder de compra do consumidor. Mas junto com ela vem uma elevação das taxas de juros que é igualmente prejudicial, especialmente para os segmentos que dependem fundamentalmente do crédito, como eletroeletrônicos e móveis. O que se observa é que o consumo se retrai mais pela elevação da taxa de juros do que pelo aumento da inflação.

  • Entrevista: Luiz Carlos Bohn, vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-RS

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    Em 2015, os dados relativos ao mercado de trabalho já divulgados não apresentaram resultados positivos. Até junho, tanto no Brasil quanto especificamente no Rio Grande do Sul o comércio registrou destruição líquida de empregos formais. Além disso, tem-se uma taxa de desocupação crescente desde o início do ano. As perspectivas para o restante do ano também não são boas. De modo geral, a expectativa é de manutenção do quadro vivenciado até o momento, ou seja, uma geração de empregos muito baixa, com possibilidade de destruição líquida de empregos formais em 2015 no setor. Com as vendas baixas, é muito provável que os comerciantes atuem de forma mais cautelosa, mantendo estoques baixos.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Atualmente, as perspectivas não são boas. Apesar da elevação significativa da taxa de juros, a inflação permanece elevada; e na esteira da contração monetária e do aperto fiscal, a atividade econômica continua fraca. Com o aumento do desemprego, a confiança dos consumidores permanece em baixa, e, portanto, a disponibilidade a comprar também. Ainda que as exportações ganhem competitividade com a desvalorização cambial e que com a recuperação americana abram-se novas possibilidades de vendas, a queda do preço das commodities cotadas em dólares neutraliza, em parte, esse ganho potencial. Em suma, 2015 marca um ano ruim para a economia brasileira, com reflexos significativos na dinâmica do setor, e deve representar o ano mais difícil da história recente. Nesse período, as empresas terão que apresentar um grande esforço de melhoria das práticas de gestão para se adequar a um ano em que custos aumentam e receitas são reduzidas.

    Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até o final de 2015?

    Não há solução mágica. É fundamental que o empresariado compreenda que, em um mercado que não cresce, há acirramento da concorrência, com tendência de ganho de market share por parte das empresas bem estruturadas, com lucratividade e liquidez. Por isso, o foco deve ser redobrado na manutenção de clientes, com entendimento e atendimento de necessidades e com diálogo constante, que envolva pré-venda, venda e pós-venda eficientes. Além disso, num cenário de crédito caro e de custos crescentes, aumenta a necessidade de se manter um fluxo de caixa equilibrado, um alto controle de estoques e a permanente vigilância com a eficiência de processos internos.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Energia, pessoal e combustíveis (indiretamente) são itens que compõem parcela significativa da estrutura de custos das empresas. Em um contexto de aumento de preços desses itens, a margem de comercialização das empresas é reduzida, o que pode vir a provocar complicações no fluxo de caixa dos estabelecimentos. Por outro lado, esses aumentos de preços (energia e combustíveis) exercem influência negativa sobre a demanda, ao intensificar a perda de poder de compra da população por meio do processo inflacionário. Como as famílias têm dificuldade para reduzir o consumo desses produtos, o orçamento livre para a compra de outros bens fica muito restrito, e elas acabam por reduzir suas compras.

    A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

    A inflação faz parte de uma “liga de vilões”. Em 2015, o comércio tem sido afetado negativamente por uma série de variáveis: câmbio desvalorizado, desocupação crescente, confiança dos consumidores em queda, juros altos, crédito restrito… Além disso, a falta de perspectivas de que esse cenário se modifique no curto prazo e a intensa deterioração da cena política aumentam a incerteza, retraindo ainda mais o ímpeto de consumo das famílias.  Definitivamente, 2015 não vai deixar saudades.

  • Entrevista: Daniel Mansano, diretor da CNC e presidente da Feaduaneiros

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    O mercado ligado ao comércio exterior está retraído, notadamente o de importação, em face do aumento da taxa de dólar e da própria crise, o que provocou a retração na contratação de mão de obra por empresas que atuam na área (comissária de despachos, por exemplo).

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    O mercado ligado ao comércio exterior está retraído, notadamente o de importação, em face do aumento da taxa de dólar e da própria crise, o que provocou a retração na contratação de mão de obra por empresas que atuam na área (comissária de despachos, por exemplo).

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Esta federação prevê que a crise econômica persistirá até o final do ano, tendo em vista as drásticas medidas de ajuste fiscal que estão sendo adotadas pelo governo federal e a retração do mercado, em razão da grave crise econômica e mesmo política que assola o País.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Os escritórios de despachantes aduaneiros e as empresas que atuam paralelamente no setor estão sentindo o impacto – como qualquer outro brasileiro – dos aumentos da energia, dos encargos com pessoal e com os preços dos combustíveis, embora em menor escala em relação a empresas comerciais de maior vulto, o que mais se agrava com o aumento dos índices de inflação.

    Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até final de 2015?

    As alternativas para os empresários de serviços é a de contenção de despesas que não afetem a boa produção desses (serviços) e o rígido acompanhamento da evolução dos negócios e da economia até o final de 2015. O importante é a manutenção do nível de excelência dos serviços, o qual deve ser compatibilizado com a redução dos custos necessários a sua execução.

  • Entrevista: José Lino Sepulcri, diretor da CNC e presidente da Fecomércio-ES

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    No Estado, os setores de serviços e comércio vêm sofrendo fortes quedas, provocadas por perdas de investimentos, baixo consumo e pela falta de geração de empregos, que tem atingido praticamente todos os setores da economia. Ainda não temos previsão de contratação para o final de ano, mas tudo vai depender do cenário econômico nos próximos meses.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    Qual é sua perspectiva de contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?

    No Estado, os setores de serviços e comércio vêm sofrendo fortes quedas, provocadas por perdas de investimentos, baixo consumo e pela falta de geração de empregos, que tem atingido praticamente todos os setores da economia. Ainda não temos previsão de contratação para o final de ano, mas tudo vai depender do cenário econômico nos próximos meses.

    Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?

    A economia no Espírito Santo passa por uma fase nebulosa, em que segue a passos lentos. Se a previsão dos economistas em relação ao PIB nacional neste ano é de uma retração de 1,97%, a perspectiva para o cenário estadual não é diferente. A sensação do empresário do setor é de retrocesso, tendo em vista que essa situação é muito semelhante ao que sucedeu na década de 1990, em que o crescimento do País teve uma queda de 4,35%.

    Entretanto, o setor permanece numa postura flexível, isto é, preparado para suportar eventuais adversidades sem apatia, mas sem desespero também. De modo geral, o comércio se esforça para manter o crescimento, ainda que seja tímido, num ritmo econômico que apresenta sinais de enfraquecimento. O ano ainda não acabou. Temos cinco meses à frente para trabalharmos de forma criativa e estratégica. O que não podemos é abandonar a missão de fazer o Estado crescer. Espera-se que no segundo semestre a economia retome o fôlego e volte ao seu dinamismo, para que possamos atingir nossa meta de crescimento de vendas de até 2% para este ano.

    Na área em que o senhor atua como empresário, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?

    O comércio de veículos seminovos aumentou 6,2% em junho, 87.657 no Espírito Santo, superando, inclusive, o crescimento nos seis primeiros meses de 2015, quando as vendas tiveram alta de 3,7%. Esse cenário, associado à queda na comercialização de veículos zero km, deve resultar em aumento da demanda no mercado de reposição. Ainda que o setor esteja, de certa forma, em crescimento, acredito que buscar a excelência da operação, melhorar o relacionamento com o cliente, inovar nos serviços oferecidos, além de aumentar a integração entre esses elos, são fatores essenciais para o sucesso do comércio no momento atual e até mesmo para levar o negócio adiante, com ou sem crise.

    A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?

    Os constantes aumentos em tarifas de água, energia e combustível, por exemplo, pressionam os preços em 2015. Logo, os gastos embutidos para o comerciante são repassados para o consumidor final, que acaba pagando mais caro em produtos e serviços. Nesse sentido, a cadeia é prejudicada: o comerciante, que deixa de vender, e o consumidor, que retrai o consumo. Mas para que a situação seja amenizada, o governo precisa buscar alternativas que reduzam os valores das tarifas. A estimativa é que inflação feche o ano em 9,32%, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. Isso representa um choque muito forte para o empresário e o consumidor, se olharmos pela ótica do aumento da necessidade e do consumo. Administrar as despesas, que aumentaram, e os recursos tem sido o nosso desafio.

    A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?

    Sem dúvida! A inflação tem interferido diretamente na qualidade de vida do consumidor e nos negócios dos comerciantes. O aumento dos preços e a desaceleração do consumo têm feito muitos empresários encerrarem as atividades. No Estado, de janeiro a junho já são 1.927 empresas fechadas, de acordo com a Junta Comercial do Estado do Espírito Santo (Jucees). A maior parte dos estabelecimentos extintos são pequenas e microempresas, principalmente lojas de eletroeletrônicos, vestuário e presentes. O cenário é preocupante, embora o índice de fechamento ainda esteja dentro da expectativa para crescimento do setor de 2% neste ano. Ademais, enfrentamos a alta da taxa Selic, que chega aos 14,75%.

    Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até o final de 2015?

    A fim de lidar com esse cenário nebuloso que a classe empresarial enfrenta, buscamos alternativas para contornar essa crise, como as promoções, que estão em evidência desde o final do primeiro semestre, além de parcelamentos sem juros e formas de renegociação da dívida, para estimular o consumidor a ir às compras.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 151/2015

    DESTAQUES:

    Ministério da Cultura torna público o processo eleitoral do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC para o período de 2015 a 2017

    Estabelecidos procedimentos para a concessão de registros profissionais

    Designados representantes da Fenacon para compor o Grupo de Trabalho responsável pela gestão do Programa Microempreendedor Individual (GT MEI)

    DESTAQUES:

    Ministério da Cultura torna público o processo eleitoral do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC para o período de 2015 a 2017

    Estabelecidos procedimentos para a concessão de registros profissionais

    Designados representantes da Fenacon para compor o Grupo de Trabalho responsável pela gestão do Programa Microempreendedor Individual (GT MEI)

  • Resumo dos Relatórios das Representações CNC|Agosto de 2015 – Informativo on-line

     

     

     

     

     

     

    Assessoria de Gestão das Representações | Brasília | Nº 098 | Agosto de 2015

     

    ECONOMIA

     

    Representante

    Evandro Américo Costa

    Economista

    Divisão Econômica da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Presidência da República (PR)

    Representação Eventual

    2ª Edição do Fórum Dialoga Brasil no Plano Plurianual (PPA) 2016-2019

     

     

     

     

     

     

    Assessoria de Gestão das Representações | Brasília | Nº 098 | Agosto de 2015

     

    ECONOMIA

     

    Representante

    Evandro Américo Costa

    Economista

    Divisão Econômica da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Presidência da República (PR)

    Representação Eventual

    2ª Edição do Fórum Dialoga Brasil no Plano Plurianual (PPA) 2016-2019

    2ª Edição do Fórum Dialoga Brasil para elaboração do Plano Plurianual (PPA) 2016-2019

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    EDUCAÇÃO/CULTURA

     

    1º Suplente

    Gilberto Rodrigues Figueiredo

    Assessor Técnico em Música

    Sesc – Departamento Nacional

    (Compareceu)

    Órgão: Ministério da Cultura (MinC)

    Representação Efetiva

    Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC)

    Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) discute relação entre investimento público e preços praticados pelos espetáculos

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    INFRAESTRUTURA

     

    Titular

    Eduardo Cury Guimarães

    Coordenador da Câmara Setorial de Materiais de Construção da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR)

    (Compareceu)

    Suplente

    Rosimeire Cecília da Costa

    Advogada Pública

    (Compareceu)

    Órgão: Ministério de Minas e Energia (MME)

    Representação Efetiva

    Conselho Consultivo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

    Conselho visa realizar a formação de Plano Plurianual (PPA) até 2050

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    MEIO AMBIENTE

     

    Titular

    Cristiane de Souza Soares

    Assessora

    Assessoria de Gestão das Representações da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom)

    Representação Efetiva

    Grupo de Acompanhamento de Performance (GAP) do Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Óleos Lubrificantes

    Expansão da logística reversa para embalagens de óleos lubrificantes é discutida em reunião do Grupo de Acompanhamento de Performance (GAP)

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    MICROEMPRESA E EMPRESA DE PEQUENO PORTE

     

    Titular

    Antonio Everton Chaves Junior

    Economista

    Divisão Econômica da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República

    Representação Eventual

    Grupo de Trabalho de Indicadores de 2015 do Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas de Negócios (CGSIM)

    Grupo de Trabalho (GT) de indicadores de 2015 tem como missão medir o nível de integração da Redesim e sua atividade

    Saiba mais

     

    RELAÇÃO DO TRABALHO

     

    Representante

    Guilherme Kopfer Carlos de Souza

    Advogado

    Divisão Sindical da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Câmara dos Deputados (CD)

    Representação Eventual

    Audiência Pública destinada a discutir o “PL 4400, de 2012” sobre ampliação do vale transporte

    Confederações patronais criticaram proposição objeto da Audiência Pública destinada a discutir o PL 4.400, de 2012, sobre ampliação do Vale-Transporte

    Saiba mais

     

    Titular

    Alain Alpin Mac Gregor

    Advogado

    Divisão Sindical da CNC

    Suplente

    Roberto Luis Lopes Nogueira

    Advogado

    Divisão Sindical da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

    Representação Efetiva

    Câmara Bipartite do Conselho de Relações do Trabalho (CRT)

    Ministério do Trabalho e Emprego(MTE) pretende, até o final de novembro, lançar nova versão do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES)

    Saiba mais

     

    Titular

    Alain Alpin Mac Gregor

    Advogado

    Divisão Sindical da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Senado Federal (SF)

    Representação Eventual

    Audiência Pública para instrução do Projeto de Lei do Senado nº 8/2014, para permitir a redução do intervalo para descanso e alimentação do empregado

    Representantes de entidades sindicais defenderam PLS no 08/2014, referente à redução do intervalo para descanso e alimentação do empregado

    Saiba mais

     

    Representante

    Antônio Lisboa Cardoso

    Advogado

    Divisão Sindical da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

    Representação Eventual

    Reunião Sobre o Regulamento que Garante a Operacionalização do Programa de Proteção ao Emprego (PPE)

    Programa de Proteção ao Emprego (PPE) se destina à recuperação das empresas em dificuldade econômico-financeira

    Saiba mais

     

    Titular

    Guilherme Paes Barreto Brandão

    Advogado

    Divisão Sindical da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

    Representação Efetiva

    Grupo de Trabalho Confederativo sobre o eSocial

    Grupo de Trabalho Confederativo do eSocial – entre as recomendações está a sugestão de melhoria no processo de comunicação em relação à contribuição sindical

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    RELAÇÕES INTERNACIONAIS

     

    Titular

    Darci Piana

    Vice-Presidente Administrativo da CNC

    Suplente

    Roberto Luis Lopes Nogueira

    Advogado

    Divisão Sindical da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Ministério do Trabalho e Emprego – MTE

    Representação Efetiva

    Comissão Tripartite de Relações Internacionais – CTRI

    Brasil foi excluído da lista de países com atrasos no cumprimento das normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

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    Titular

    Darci Piana

    Vice-presidente Administrativo da CNC

    (Compareceu)

    Assessora Técnica

    Izis Janote Ferreira

    Economista

    Divisão Econômica da CNC

    (Compareceu)

    Assessor Técnico

    Jayme Quintas Perez

    Economista

    Divisão Econômica da CNC

    (Compareceu)

    Órgão: Mercado Comum do Sul (Mercosul)

    Representação Efetiva

    Foro Consultivo Econômico-Social do Mercosul (FCES)

    Apresentação da atual agenda do Mercosul/nova Presidência Pro Tempore

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    SAÚDE

     

    Titular

    Carlos de Souza Andrade

    Vice-Presidente da CNC

    (Compareceu)

    Suplente

    Alexandre Frederico de Marca

    Chefe da Divisão de Saúde da CNC

    Órgão: Ministério da Saúde (MS)

    Representação Efetiva

    Câmara de Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

    Discutida necessidade de dar mais transparência às operações envolvendo comercialização e utilização de próteses e órteses

    Empossado novo diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

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  • Eduardo Cunha apoia reforma do PIS/Cofins, desde que não haja elevação da carga tributária

    O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defendeu a reforma do PIS/Cofins, desde que não haja aumento de carga tributária. “Esse é o objetivo da Câmara dos Deputados. Se for uma boa proposta, com conteúdo, vai tramitar com facilidade”, afirmou.

    Cunha participou de evento no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) que debateu o assunto. Também estavam presentes o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

    O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defendeu a reforma do PIS/Cofins, desde que não haja aumento de carga tributária. “Esse é o objetivo da Câmara dos Deputados. Se for uma boa proposta, com conteúdo, vai tramitar com facilidade”, afirmou.

    Cunha participou de evento no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) que debateu o assunto. Também estavam presentes o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

    Segundo o ministro, o governo vai apresentar em breve ao Congresso o projeto de reforma do PIS/Cofins. O presidente da Câmara afirmou que o objetivo é a simplificação tributária e o aumento da segurança jurídica para garantir investimentos no País. “É salutar, mas não se pode usar isso como desculpa para aumentar a carga tributária.”

    Segundo Cunha, propostas que tenham esse objetivo não vão passar na Câmara. “Não se pode resolver o problema de caixa impondo ao contribuinte mais sacrifícios”, disse. Ele destacou que, mesmo que haja algum aumento de tributo, ainda que setorizado, deverá ser discutido como esses setores serão compensados.

    Pacto federativo

    A reforma do PIS/Cofins faz parte da Agenda Brasil, um conjunto de propostas negociadas entre o Senado e o governo para superar a crise econômica. O objetivo é reduzir a cumulatividade do tributo e a complexidade na forma de recolhimento.

    Durante o evento, Renan Calheiros explicou que a medida pretende aprimorar o pacto federativo e mudar o perfil centralizador do atual sistema. Ele também se posicionou contrário ao aumento de impostos. “A reforma vai auxiliar o Brasil a sair da inércia produtiva e do aumento da inflação”, afirmou Calheiros, que pretende começar a votar as propostas ainda nesta semana.

    Crescimento

    Joaquim Levy disse que a reforma do PIS/Cofins vai permitir a retomada do crescimento econômico e da geração de empregos e diminuir os custos das empresas. O ministro da Fazenda disse ainda que, além da simplificação e da segurança jurídica, a medida vai garantir maior eficiência de diversos setores da economia. “Temos que fazer escolhas. A reforma do PIS/ Cofins vai estimular o renascimento da indústria brasileira. A indústria, aliás, já está dando sinais de retomada do crescimento, exceto a automobilística, em razão dos benefícios que recebeu, e que ainda vai se ajustar.”

    Joaquim Levy negou que o objetivo da reforma seja o aumento de impostos e garantiu que a medida prevê a neutralidade tributária, de forma a não provocar desequilíbrio na livre concorrência empresarial, sem que nenhum setor seja favorecido ou desfavorecido.

    Fonte Jornal da Câmara