Blog

  • Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec): julho de 2015

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador antecedente, apurado exclusivamente entre os tomadores de decisão das empresas do varejo, cujo objetivo é detectar as tendências das ações empresárias do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador antecedente, apurado exclusivamente entre os tomadores de decisão das empresas do varejo, cujo objetivo é detectar as tendências das ações empresárias do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 138/2015

    DESTAQUES:

    Dispensada representante dos Contribuintes (CNC) junto ao CARF

    Aprovado o cronograma de implantação do eSocial e nova versão do Manual de Orientação versão 2.1

    Divulgada a meta para a Taxa Selic a partir de 30 de julho de 2015

    Suspenso o registro sindical do Sindicato do Comércio do Vale do Sapucaí / MG

    DESTAQUES:

    Dispensada representante dos Contribuintes (CNC) junto ao CARF

    Aprovado o cronograma de implantação do eSocial e nova versão do Manual de Orientação versão 2.1

    Divulgada a meta para a Taxa Selic a partir de 30 de julho de 2015

    Suspenso o registro sindical do Sindicato do Comércio do Vale do Sapucaí / MG

  • Síntese da Conjuntura 31/07/2015

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.   

    Publicação quinzenal que aborda a evolução da conjuntura econômica brasileira, examinando os resultados sob o ângulo dos interesses do setor empresarial privado.   

  • Multiplicadores conhecem resultados do Ciclo 2015 do Segs

    A CNC, por meio de sua Gerência de Programas Externos (GPE), promoveu o 17° Encontro de Multiplicadores do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs), nos dias 28 e 29 de julho. Esta foi a primeira vez que o encontro foi realizado por meio de videoconferência, contando com a participação de multiplicadores de 24 federações e colaboradores da CNC, no Rio de Janeiro e em Brasília.

    A CNC, por meio de sua Gerência de Programas Externos (GPE), promoveu o 17° Encontro de Multiplicadores do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs), nos dias 28 e 29 de julho. Esta foi a primeira vez que o encontro foi realizado por meio de videoconferência, contando com a participação de multiplicadores de 24 federações e colaboradores da CNC, no Rio de Janeiro e em Brasília.

    O chefe do Departamento de Planejamento da CNC, Daniel Lopez, realizou a abertura do Encontro, ressaltando a evolução do Segs ao longo dos últimos oito anos. “Ações que pensamos lá em 2008, quando começamos o programa, estão se concretizando e é gratificante acompanhar essa evolução. Nosso empenho é fundamental, sempre praticando os melhores modelos de gestão para alcançar nossos objetivos”, afirmou Lopez.

    A videoconferência foi conduzida pelo gerente de Programas Externos, Rodrigo Wepster, e pelo assessor Leonardo Fonseca, que apresentaram os resultados do Ciclo 2015, encerrado em julho. Os dados foram compilados a partir do novo Sistema de Gestão de Desempenho (SGD), que permitiu que as entidades sindicais aderidas ao Segs enviassem seus resultados por um sistema informatizado.

    No Ciclo 2015, 448 entidades realizaram as Avaliações de Consenso, que é a avaliação que permite a certificação no Segs. Além disso, 512 avaliadores concluíram a Capacitação EAD, que os torna aptos a realizar a Avaliação de Consenso.

    Indicadores prioritários

    Este ano, uma das novidades do Segs foi a padronização da medição de indicadores prioritários para monitorar o desempenho das entidades, o que permite enfocar a melhoria da atuação onde é crítico. Os indicadores definidos em um trabalho conjunto com as federações foram Autossustentação, Imagem Institucional, Ações de Representação, Associativismo e Adimplência da Contribuição Sindical.

    Segundo os dados informados pelas próprias entidades nas avaliações, observa-se que apenas 18% delas são autossustentáveis, ou seja, possuem a capacidade de assegurar sua sobrevivência financeira com receitas próprias. Já em relação às Ações de Representação, 14% das entidades realizaram mais de 120 ações no ano de 2014.

    “O Segs está ganhando novos contornos a partir destes dados, passando a refletir a realidade do Sistema. Desse modo, podemos perceber as melhores formas de aprimorar a nossa representatividade frente às necessidades dos empresários”, afirmou Rodrigo Wepster.

    A partir da interpretação dos dados, serão estabelecidas metas e construídos planos de ação para o segundo semestre de 2015 em diante, para a melhoria desses indicadores e em busca da excelência na gestão.

    Sinergia entre áreas

    No dia 28, os assessores Ênio Zampieri e Elielson Gonçalves, da Assessoria Legislativa da CNC, falaram sobre como a Rede Nacional de Assessorias Legislativas da CNC (Renalegis) pode colaborar para a melhoria dos resultados apresentados pelas entidades. “O ambiente legislativo pode ser um campo enorme para as entidades exercerem a sua representação, sem falar em ganhos com a imagem institucional. Com o devido acompanhamento, esse trabalho legitima as entidades como verdadeiras representantes do comércio”, afirmou Zampieri. 

    Já no dia 29, foi a vez de Cristiano Costa, da Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da CNC, explicar como o trabalho da Rede Nacional de Representações (Renar) pode auxiliar no desenvolvimento de ações de representação e na integração de iniciativas entre as diversas frentes em que as entidades podem atuar, melhorando os resultados relativos à representatividade.

  • CNC divulga segunda-feira resultados de JULHO do Icec

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga segunda-feira, dia 3 de agosto, os resultados de julho do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). A partir das 10 horas, o economista Bruno Fernandes atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9471. Análises e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

     

    Sobre o Icec

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga segunda-feira, dia 3 de agosto, os resultados de julho do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). A partir das 10 horas, o economista Bruno Fernandes atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9471. Análises e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

     

    Sobre o Icec

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) é indicador antecedente, apurado exclusivamente entre os tomadores de decisão das empresas do varejo, cujo objetivo é detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente seis mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os subíndices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos. O Icec avalia as condições atuais, as expectativas e as intenções de investimento dos empresários do comércio.

     

  • Reforma do ICMS é desafio para o Senado no segundo semestre

    O Senado terá de resolver, no segundo semestre de 2015, um dos maiores desafios do pacto federativo, que é a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O tema está na pauta da Casa desde 2013, com avanços e recuos desde então. A maioria dos estados brasileiros precisa da reforma para legalizar os incentivos da guerra fiscal, e o governo federal também a defende com o objetivo de estimular a retomada da economia. Mas há uma série de obstáculos e riscos pelo caminho.

    O Senado terá de resolver, no segundo semestre de 2015, um dos maiores desafios do pacto federativo, que é a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O tema está na pauta da Casa desde 2013, com avanços e recuos desde então. A maioria dos estados brasileiros precisa da reforma para legalizar os incentivos da guerra fiscal, e o governo federal também a defende com o objetivo de estimular a retomada da economia. Mas há uma série de obstáculos e riscos pelo caminho.

    O Projeto de Resolução do Senado (PRS) 1/2013, com a redução das alíquotas interestaduais do imposto, chegou a ser aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em 7 de maio de 2013. Quando estava pronto para votação em Plenário, requerimentos dos senadores Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) levaram o projeto para as Comissões de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    Na CDR, o relator, senador Wellington Fagundes (PR-MT), vem mantendo entendimentos para a elaboração de um substitutivo ao projeto aprovado pela CAE. Um eventual acordo sobre o assunto poderá ter como base o Convênio ICMS 70/2014, que só não recebeu o apoio do estado do Paraná no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

    Redução

    Um dos pontos da reforma é a redução das alíquotas interestaduais, com o fortalecimento da tributação no destino das mercadorias. Alíquotas interestaduais elevadas como as praticadas hoje na origem – de 7% nos estados ricos e de 12% nos pobres – dão margem à guerra fiscal. Muitos estados reduzem essas alíquotas com a finalidade de atrair investidores privados, com a geração de emprego e renda para a população.

    Do ponto de vista legal, os incentivos só podem ser concedidos com a anuência dos representantes de todos os estados no Confaz. Com a ausência de uma política federal que contribuísse para a equalização da vantagem competitiva dos estados – situação em que, teoricamente, todos seriam igualmente atrativos –, os mais pobres abriram mão, unilateralmente, de uma parte de suas alíquotas interestaduais do ICMS para compensar a desvantagem e sediar grandes empreendimentos.

    À medida que foi aumentando a adesão de mais estados à prática ilegal, a guerra fiscal foi se esgotando na capacidade de atrair investidores, na avaliação de especialistas no assunto. O que sobrou para os estados, além da perda de arrecadação, foi o receio de ver a pendência tornar-se um enorme imbróglio jurídico. É que, diante das reiteradas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à inconstitucionalidade desses incentivos fiscais, o ministro Gilmar Mendes propôs à Corte a edição de uma súmula vinculante que consolide esse entendimento.

    O STF tem aguardado uma solução política do Congresso antes de editar a súmula, que teria efeito devastador sobre os incentivos. Como esse instrumento tem o poder de vincular toda a administração à decisão, não seriam mais necessárias ações judiciais para contestar os benefícios concedidos às empresas, que cairiam automaticamente.

    Relator do projeto de reforma do ICMS na CAE, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que hoje também é líder do governo, observa que a possibilidade de edição da súmula vinculante é uma espada de Dâmocles sobre os estados e leva as empresas que se instalaram nessas unidades federativas a tirar “o pé do acelerador” nos investimentos. Para “desatar esse nó”, segundo o líder, é preciso uma engenharia política e econômica que contemple os diferentes interesses dos estados na questão do ICMS.

    Obstáculos

    Como o objetivo da reforma é uniformizar as alíquotas interestaduais em torno de 4%, a discussão conduz invariavelmente a reivindicações de exceções que contemplem interesses regionais, como os produtos da Zona Franca de Manaus e o gás boliviano que passa por Mato Grosso do Sul.

    Outro problema é representado pelas perdas que alguns estados passam a ter na chamada balança interestadual de mercadorias – quando um produto sai de um estado para outro. Na primeira tentativa de reforma, em 2013, o governo chegou a editar medida provisória criando dois fundos – um para compensar essas perdas e outro para melhorar a posição competitiva dos estados com pouca infraestrutura.

    Mas o próprio governo recuou na ocasião, alegando que a reforma tinha sofrido grandes alterações na CAE, e deixou a medida provisória cair por decurso de prazo no Congresso. Agora, a recriação desses mecanismos de compensação é proposta por outra medida provisória – a 683/2015.

    Entretanto, a criação desses fundos é condicionada pela MP à instituição e arrecadação de multa de regularização cambial sobre ativos mantidos por brasileiros no exterior. A multa é prevista no PLS 298/2015, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), apoiado pela liderança do governo no Senado.

    Na ausência de recursos federais para bancar a reforma do ICMS, como tem admitido o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em reunião com lideranças políticas no Senado, o projeto de Randolfe passou a ser encarado como uma alternativa. Especialistas estimam que a regularização desses ativos poderá gerar uma arrecadação adicional superior a R$ 100 bilhões.

    Se o projeto virar lei, os brasileiros que mantêm recursos e patrimônio no exterior sem declarar à Receita Federal poderão repatriá-los, sem responder por crimes de evasão de divisas ou de omissão de informações ao fisco. O Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária, previsto no PLS 298/2015, condiciona a legalização à comprovação da origem lícita dos recursos.

    Substitutivo apresentado pelo relator na CCJ, Delcídio do Amaral, prevê a regularização por meio de pagamento da alíquota de 17,5% do Imposto de Renda (IR), mais multa de 100% sobre o imposto apurado – o que significa um encargo total de 35%. Na versão original, o projeto previa pagamento pela alíquota do IR da pessoa jurídica ou da pessoa física estabelecida na tabela progressiva, mais multa de 20%.

    Destinação

    Conforme o substitutivo, metade dos recursos arrecadados – a parte referente à multa – será destinada aos dois fundos criados pela MP 683/2015. Para tanto, o Senado terá de aprovar uma resolução que reduza as alíquotas interestaduais – no caso, o PRS 1/2015. Outra condicionante para a utilização dos recursos por esses dois fundos, de acordo com o substitutivo do relator, é a celebração de convênio entre os estados e o Distrito Federal que discipline os efeitos dos incentivos da guerra fiscal.

    A assinatura desses convênios, que permitiria a convalidação dos incentivos, é disciplinada pelo PLS 130/2014-Complementar, de autoria da senadora Lúcia Vânia (sem partido-GO). Esse projeto aguarda decisão da Câmara dos Deputados, onde tramita como PLP 54/2015.

    A medida provisória, que poderá ser votado em agosto, tem muitos defensores, como a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e críticos como o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

    Para Vanessa, a reforma do ICMS ainda não prosperou justamente por falta de uma política de compensação de perdas na receita de alguns estados com a unificação da alíquota do imposto em vendas entre os estados. Segundo ela, essa compensação é assegurada pela MP.

    Cássio Cunha Lima, entretanto, aponta problema na origem dos recursos que comporiam o fundo: a regularização, mediante tributação, de contas bancárias não declaradas no exterior. Para o senador, além de criar uma “lavanderia internacional”, a medida é provisória e aposta em recursos finitos. Assim, a compensação aos estados jamais seria completa.

    Medidas aprovadas

    Mesmo inconclusa, a reforma do ICMS já tem partes resolvidas pelo Legislativo. Uma delas é a repartição do imposto do comércio não presencial (internet e telefone) entre os estados comprador e vendedor. A PEC 07/2015, que deu origem à Emenda à Constitucional 87, integrou o rol das proposições do pacto federativo.

    A emenda corrige uma distorção que permitia o recolhimento de todo o ICMS somente pelo estado onde está a sede da loja virtual. O estado de residência do comprador, ou de destino da mercadoria, não tinha qualquer participação no imposto cobrado. Assim, eram beneficiados principalmente os entes da federação mais desenvolvidos, como São Paulo.

    O texto promulgado é o que foi modificado pela Câmara dos Deputados, tornando gradual a alteração nas alíquotas e atribuindo aos estados de destino 100% da diferença de alíquotas apenas em 2019. Até lá, vale a seguinte regra de transição: 20% para o destino e 80% para a origem, em 2015; 40% para o destino e 60% para a origem, em 2016; 60% para o destino e 40% para a origem, em 2017; e 80% para o destino e 20% para a origem, em 2018. Promulgada em 16 de abril, a emenda altera o parágrafo 2º do artigo 155 da Constituição e inclui o artigo 99 nos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias.

    Outro ponto resolvido pelo Senado decorria da chamada guerra dos portos, uma variante da guerra fiscal. Estados que sediavam portos marítimos – inclusive portos secos – reduziam as alíquotas interestaduais sobre produtos importados, para atrair um maior fluxo de entrada de mercadorias. Uma resolução do Senado – a 13/2012 – unificou em 4% essas alíquotas sobre os importados, para reduzir a margem de manobra dos estados.

  • Imposto sobre fortunas pode entrar no debate sobre reforma tributária

    Parlamentares da base do governo defendem uma reforma tributária, a ser analisada na Câmara no próximo semestre, que trate não só da distribuição do bolo dos recursos arrecadados, mas também do aumento da tributação sobre a parcela mais rica da população, com o objetivo de equacionar o ajuste fiscal e reduzir a desigualdade tributária.

    Parlamentares da base do governo defendem uma reforma tributária, a ser analisada na Câmara no próximo semestre, que trate não só da distribuição do bolo dos recursos arrecadados, mas também do aumento da tributação sobre a parcela mais rica da população, com o objetivo de equacionar o ajuste fiscal e reduzir a desigualdade tributária.

    Há propostas na Câmara que buscam alterar as regras de tributação nessa área, mas ainda sem muitos avanços. Criada no final de julho, uma comissão especial vai analisar as propostas relacionadas à reforma tributária que tramitam na Casa. O tema será uma das prioridades dos deputados no segundo semestre, de acordo com o presidente Eduardo Cunha.

    Uma das propostas trata de tributo previsto na Constituição Federal, mas até hoje não regulamentado, é o chamado Imposto sobre Grandes Fortunas. As dificuldades para criação desse imposto começaram na Assembleia Constituinte.

    Enquanto outros impostos podem ser regulados por lei comum, a exemplo do Imposto de Renda, o Imposto sobre Grandes Fortunas precisa de uma lei complementar, que tem tramitação especial no Congresso.

    Ajuste fiscal

    O tema foi defendido pelo líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), como medida para garantir recursos para o governo em meio ao ajuste fiscal. Segundo ele, não é possível dar perenidade e qualidade nas políticas públicas nas diversas áreas sem garantir o financiamento.

    A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), também já defendeu a taxação como uma saída para o ajuste fiscal. Também do mesmo partido, o governador do Maranhão, Flávio Dino, apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) para que o imposto seja regulamentado. O caso está no tribunal desde o meio de março.

    A Câmara tem 14 propostas sobre o tema em tramitação. A mais antiga é de 1989 e está, desde dezembro de 2000, pronta para ser votada em Plenário.

    O Projeto de Lei Complementar (PLP) 202/1989, de autoria do então senador Fernando Henrique Cardoso, estabelece como grande fortuna um patrimônio superior a R$ 11,8 milhões, em valores atualizados.

    De acordo com o especialista em finanças públicas Amir Khair, o imposto não foi regulamentado até hoje por falta de interesse dos parlamentares: “Ele não passa no Congresso por várias razões que são alegadas. Mas a razão central é que ele atinge o bolso dos parlamentares”.

    Khair também disse que os argumentos contrários à regulamentação do imposto, como bitributação, fuga de capitais e falta de poder de arrecadação do tributo não se sustentam. Segundo ele, o sistema tributário brasileiro é muito bom para quem tem muito dinheiro, ainda mais em relação à tributação praticada em outros países.

    Bitributação

    Para o tributarista Ives Gandra Martins, o imposto é, sim, uma bitributação e acaba afetando a possibilidade de investimento de empresários, o que resultaria em redução da economia. Gandra também critica a burocracia tributária brasileira e a necessidade de o governo sempre buscar meios de ampliar a arrecadação, ao invés de focar mais no corte de gastos públicos.

    Alguém que vai fazer uma fortuna, e tem uma empresa, ele pagou ICMS, ISS, IPTU e pagou o Imposto de Renda e a CSLL, e teve um patrimônio que ele vai aplicando. Isso é um patrimônio estático. Tudo que ele vai ganhar, ele tributa”, afirmou.

    Prática em desuso

    Essa é a mesma opinião do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), especialista em tributação. Segundo o parlamentar, o Imposto sobre Grandes Fortunas é uma prática que caiu em desuso na maior parte dos países em que foi adotada.

    De acordo com levantamento da consultoria EY, antiga Ernst & Young, o imposto é praticado em seis países: Argentina, Espanha, França, Índia, Noruega e Suíça. A Espanha tem a maior das alíquotas entre as existentes: 2,5% para fortunas acima de 700 mil euros.

    Para Hauly, que apresentou uma proposta de reforma tributária prevendo o fim da regra constitucional sobre o Imposto Sobre Fortunas, o tributo não deveria ser criado, mas a solução seria calibrar o sistema tributário brasileiro.

    Já para o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), a medida é necessária para tentar equilibrar a desigualdade social existente no País. Ele foi coautor de uma proposta (PLP277/2008) para regulamentar o texto constitucional para taxar todo patrimônio acima de R$ 2 milhões, chegando a 5% a alíquota em caso de patrimônios acima de R$ 50 milhões.

    Desigualdade tributária

    Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2011, mostra que quanto menor a renda do trabalhador brasileiro, mais tributos ele paga em relação ao total do que ganha.

    Segundo o instituto, os 10% mais pobres contribuem para o Tesouro com 32% de seus rendimentos; enquanto isso, os 10% mais ricos, contribuem com apenas 21%. A carga tributária brasileira chegou, em 2013, a quase 36% de toda a riqueza produzida no País.

    Outro estudo, este feito por pesquisadores da Universidade de Brasília, mostrou que a desigualdade entre ricos e pobres é maior do que se imaginava pelos levantamentos oficiais do governo. Pela análise, cerca de 140 mil brasileiros, com renda média de R$ 198 mil por mês, ficaram com 11% dos recursos nacionais. Eles representam um em cada mil residentes no País.

  • Senac inaugura nova unidade em Caruaru

    A cidade de Caruaru (PE) ganhou dois novos espaços do Senac na noite de 29 de julho. Trata-se da Unidade de Educação Profissional Professor Luiz Pessoa e do Centro de Convenções Empresário Djalma Farias Cintra, inaugurados pelo presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-PE e vice-presidente da CNC, Josias Albuquerque.

    A cidade de Caruaru (PE) ganhou dois novos espaços do Senac na noite de 29 de julho. Trata-se da Unidade de Educação Profissional Professor Luiz Pessoa e do Centro de Convenções Empresário Djalma Farias Cintra, inaugurados pelo presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-PE e vice-presidente da CNC, Josias Albuquerque.

    “Este é o resultado de um trabalho de equipe, que começou em 1988, quando a unidade funcionava em cima de uma oficina, e culminou com a inauguração deste empreendimento moderno, que vai contribuir imensamente com o desenvolvimento do município”, disse Josias Silva de Albuquerque.

    Josias Albuquerque descerra a placa de inauguração ao lado de Luiz Gil Siuffo (à dir.)Em seus 3.656 metros quadrados de área construída, a Unidade de Educação Profissional Professor Luiz Pessoa atende aos conceitos de acessibilidade e inovação. São 29 ambientes educacionais, com 12 salas de aulas, 13 laboratórios, biblioteca, espaço para exposições, além de uma empresa pedagógica. Já o Centro de Convenções Empresário Djalma Farias Cintra ocupa uma área de mais de quatro mil metros quadrados e conta com um auditório principal, com capacidade para 700 pessoas, dois mini auditórios com cem lugares cada, e um auditório com 200 assentos.

    Um dos homenageados, o empresário Djalma Cintra afirmou que o empreendimento vai contribuir para o desenvolvimento da região. “Este novo equipamento vai fazer a diferença na vida das pessoas e no seu futuro, num município que é conhecido por sua vocação empreendedora, criando um círculo vicioso de crescimento”, afirmou. O outro homenageado, professor Luiz Pessoa, é referência na história da educação em Caruaru, tendo atuado em diversas frentes pela causa. Ele faleceu em 1985 e foi representado pela irmã, Luzinete Pessoa.

    Participaram da inauguração o prefeito de Caruaru, José Queiroz, o vice-presidente financeiro da CNC, Luiz Gil Siuffo, o vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-SE, Laércio Oliveira, e o ex-governador de Pernambuco, João Lyra Neto, entre outras autoridades.

    Caruaru destaca-se como o mais importante polo econômico, médico-hospitalar, acadêmico, cultural e turístico do agreste pernambucano. Segundo o IBGE, a economia da região é centrada no comércio, especialmente nas feiras livres.

    Confira algumas fotos:



    Created with flickr slideshow.
  • Fecomércio-SE cria Câmara para mercado de autopeças

    Mais uma Câmara Empresarial do Comércio foi instalada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE), em 29 de julho. Dessa vez, o setor contemplado com o planejamento de ações para fortalecimento empresarial foi o de peças e acessórios para veículos.

    De acordo com o presidente da Fecomércio-SE e vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Laércio Oliveira, a Câmara Empresarial de Peças e Acessórios para Veículos será um instrumento importante para o desenvolvimento do segmento em Sergipe.

    Mais uma Câmara Empresarial do Comércio foi instalada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE), em 29 de julho. Dessa vez, o setor contemplado com o planejamento de ações para fortalecimento empresarial foi o de peças e acessórios para veículos.

    De acordo com o presidente da Fecomércio-SE e vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Laércio Oliveira, a Câmara Empresarial de Peças e Acessórios para Veículos será um instrumento importante para o desenvolvimento do segmento em Sergipe.

    “A Fecomércio-SE convocou os empresários para dar mais dinamismo e musculatura para o comércio de autopeças em Sergipe. Precisamos estimular a unidade entre os empresários e promover a integração deles com o consumidor, em uma cadeia produtiva de crescimento para todos”, disse Laércio. Para ele, tanto o mercado quanto as ações para desenvolvimento serão estudadas para dar sustentação ao segmento.

    O empresário Carlos Augusto Santos Filho foi escolhido pelos participantes como o coordenador da Câmara. “A Câmara vai facilitar a compreensão de nossas demandas e objetivos a serem seguidos por todos os empresários”, destacou Augusto.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 137/2015

    DESTAQUES:

    Sancionada, com vetos, lei que dispõe sobre a política de valorização do salário mínimo e dos benefícios pagos pela Previdência Social para o período de 2016 a 2019

    Regulamentado o procedimento administrativo eletrônico relativo aos processos de defesa comercial

    Designados os membros da Comissão Eleitoral para as eleições do Conselho Nacional de Saúde para o Triênio 2015/2018

    DESTAQUES:

    Sancionada, com vetos, lei que dispõe sobre a política de valorização do salário mínimo e dos benefícios pagos pela Previdência Social para o período de 2016 a 2019

    Regulamentado o procedimento administrativo eletrônico relativo aos processos de defesa comercial

    Designados os membros da Comissão Eleitoral para as eleições do Conselho Nacional de Saúde para o Triênio 2015/2018