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  • Boletim Informativo Diário (BID) 062/2015

    DESTAQUES:

    Firmado pacto para enfrentamento às violações de Direitos Humanos na Internet

    Criado Grupo de Trabalho para elaborar e divulgar orientação sobre segurança na internet

    Divulgado novos valores para as tarifas postais

    Definidos critérios, procedimentos e instrumentos para a avaliação social e médica da pessoa com deficiência para acesso ao Benefício de Prestação Continuada

    Alterada norma que dispõe sobre os pedidos de registro sindical no Ministério do Trabalho e Emprego

    Município do Rio cria o Festival Carioca de Economia Solidária

  • Terceirização vai movimentar economia e gerar emprego

    A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 8 de abril, por 324 votos a favor, 137 votos contrários e duas abstenções, o texto principal do Projeto de Lei (PL) 4.330/2004, que regulamenta a terceirização. Propostas de destaques (alterações do texto) ainda serão discutidas pelo plenário na próxima semana.

    A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 8 de abril, por 324 votos a favor, 137 votos contrários e duas abstenções, o texto principal do Projeto de Lei (PL) 4.330/2004, que regulamenta a terceirização. Propostas de destaques (alterações do texto) ainda serão discutidas pelo plenário na próxima semana.

    O deputado federal e vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Laércio Oliveira, afirma que, apesar dos ataques sistemáticos por total desconhecimento, o PL é muito bom para o País, porque vai estimular a economia no momento de crise que atravessa, gerar emprego e proteger o trabalhador terceirizado. “É uma conquista para o Brasil que trabalha”, diz Laércio. “O discurso falacioso criou um mantra segundo o qual o Projeto torna precárias as relações trabalhistas. Chega a ser constrangedora tamanha desfaçatez. Uma rápida leitura desse arcabouço legal derruba os frágeis argumentos disseminados com o único propósito de apresentar à opinião pública uma impressão errônea”, complementa.

    O PL 4.330/2004 instala a segurança jurídica dos mais de 12 milhões de trabalhadores formais do setor de serviços terceirizados. “É um fato incontestável no debate pautado pelo interesse lícito em resguardar conquistas laborais. Porém, esse diálogo salutar vem sendo aviltado por interesses outros, a exemplo do temor de entidades sindicais quanto à perda de arrecadação e de representatividade”, aponta o vice-presidente da CNC. Laércio explica que, de acordo com o texto do Projeto, “o trabalhador terceirizado receberá o mesmo tratamento médico, de transporte, de segurança, de treinamento e de alimentação disponibilizado pela contratante aos seus funcionários”. Além de ser vedada a intermediação de mão de obra, o Projeto de Lei assegura, ainda, a “proteção dos benefícios negociados na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria”, observando todos os direitos e deveres estabelecidos na Consolidação da Leis de Trabalho (CLT).

    Em discurso na Câmara dos Deputados, o deputado disse, ainda, que estão esquecendo de ouvir a opinião dos trabalhadores terceirizados. “Eles estão felizes, sentindo-se valorizados e reconhecidos no contexto das relações do trabalho.” Pesquisa divulgada esta semana pela Fiesp mostra que 83,8% dos entrevistados acham que a Lei é positiva. Entre os terceirizados, a aprovação da Lei chega a 90,8%. “Portanto, a terceirização de serviços imprime dinamismo e eficiência a segmentos produtivos diversos, mérito consagrado por sua evolução ininterrupta nos mercados desenvolvidos e em desenvolvimento. E o Brasil não foge à regra. A diferença é que, aqui, só agora se formatou o arcabouço legal capaz de proteger todas as partes envolvidas. Para quem o conhece de fato é um avanço inadiável”, informou o parlamentar.

  • Fecomércio-RS entrega pauta prioritária de projetos à bancada gaúcha no Congresso

    A Fecomércio-RS reuniu, em 8 de março, integrantes da bancada gaúcha no Congresso Nacional para apresentar a sua Pauta de Projetos Prioritários. O encontro, realizado durante café da manhã no Restarante Senac da Câmara dos Deputados, teve o apoio da CNC.

    A Fecomércio-RS reuniu, em 8 de março, integrantes da bancada gaúcha no Congresso Nacional para apresentar a sua Pauta de Projetos Prioritários. O encontro, realizado durante café da manhã no Restarante Senac da Câmara dos Deputados, teve o apoio da CNC.

    O presidente da Fecomércio, Luiz Carlos Bohn, diz na apresentação do documento que a intenção é destacar proposições que tramitam na Câmara e no Senado que “impactam de forma significativa as atividades desse setor produtivo, não somente do Rio Grande do Sul, mas em todo o País”. Segundo ele, com a Pauta – integrada por 17 projetos e decretos sobre vários temas – a entidade quer ir além da busca pelo diálogo transparente com os parlamentares do Estado.

    “Entendemos que essa relação democrática, de respeito e construção de uma sociedade melhor, já está estabelecida e reconhecida pelos gaúchos”, afirmou. Bohn lembrou que o Rio Grande do Sul passa por um momento de dificuldades e, por isso, acredita “na responsabilidade dos parlamentares no enfrentamento dos problemas que atingem a gestão pública e a economia”.

    O presidente da Fecomércio finalizou manifestando a confiança na capacidade, no empenho e na biografia da política gaúcha “para mudar a história desta nação, recolocando o Brasil nos rumos do desenvolvimento sustentável”.

    Vários deputados e senadores se revezaram a seguir em rápidos pronunciamentos apoiando a iniciativa da entidade. A CNC foi representada pelo vice-presidente deputado Laércio Oliveiral, pelo secretário-geral, Marcos Arzua, e pelo chefe da Assessoria Legislativa, Roberto Velloso.

  • TV CNC – 3° Encontro com Gestores das Representações

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizou, no dia 26 de março, no Condomínio Sesc-Senac, no rio de janeiro, o 3° Encontro com Gestores das Representações.
    Reunindo membros da Rede Nacional de Representações (Renar), o evento tem importância estratégica. O Sistema CNC atua em 1400 instâncias, representando o comércio de bens, serviços e turismo em todo o País.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizou, no dia 26 de março, no Condomínio Sesc-Senac, no rio de janeiro, o 3° Encontro com Gestores das Representações.
    Reunindo membros da Rede Nacional de Representações (Renar), o evento tem importância estratégica. O Sistema CNC atua em 1400 instâncias, representando o comércio de bens, serviços e turismo em todo o País.

  • Câmara aprova texto-base do projeto que regulamenta a terceirização do trabalho

    A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (08/04), por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, o texto-base do projeto que regulamenta e amplia o processo de terceirização de trabalhadores. mesmo com a resistência do PT e de parte do governo. A votação deixou muito claro o racha dentro da base e do próprio governo em relação ao projeto.

    A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (08/04), por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, o texto-base do projeto que regulamenta e amplia o processo de terceirização de trabalhadores. mesmo com a resistência do PT e de parte do governo. A votação deixou muito claro o racha dentro da base e do próprio governo em relação ao projeto.

    Enquanto o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negociou mudanças no texto com o relator Arthur Maia (SD-BA), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, posicionaram-se contra o projeto. Rossetto divulgou nota, após a votação, na qual afirma que “o projeto é ruim, pois permite que toda relação de trabalho seja terceirizada, portanto, precarizada. Reduz os salários e os fundos de seguridade social. Não é bom para os trabalhadores. Não é bom para o País”.

    Na votação, o líder do governo na Câmara encaminhou posição contra a aprovação do texto de Maia, mas entre os partidos da base a orientação foi seguida apenas por PT e PCdoB. O PROS e o bloco formado por PRB e outros partidos nanicos liberaram suas bancadas. Os demais partidos da base e da oposição — à exceção do PSOL — encaminharam o voto aprovando.

    A votação dos destaques está prevista para a próxima semana, mas pode atrasar por causa desse racha. O PT continua boicotando o texto apresentado pelo relator e tentará fazer modificações no plenário. Ontem, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) com mandado de segurança para tentar evitar a votação do projeto.

    O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o PT ficou isolado na votação e que José Guimarães tentou fazer com que a posição do partido prevalecesse como sendo a do governo. Para Cunha, o resultado mostra “dissonância” do governo com sua base.

    “Quando o líder do governo encaminha a votação contra todos os partidos da base mostra que ele atua em dissonância com sua própria base. Eu sou testemunha de que o relator acordou com a equipe do Ministério da Fazenda pontos importantes que o governo considerou que tinham que estar no projeto. Não entendi, acho que o líder do governo levou a posição do seu partido como se fosse posição de governo”, disse.

    Cunha afirmou que Levy telefonou no meio da sessão e teria se mostrado “bastante satisfeito” com o encaminhamento da Câmara. A emenda apresentada pela Fazenda para que as empresas contratantes façam a retenção da contribuição previdenciária e dos demais tributos devidos pelas terceirizadas, a fim de garantir a arrecadação do governo federal, foi parcialmente acolhida pelo relator, com mudanças feitas na última hora no plenário.

    Negociação

    O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, foi duas vezes à Câmara para negociar o texto com Maia. O percentual da retenção para a Previdência não é mencionado. A emenda remete à aplicação da legislação vigente (a Lei Geral da Previdência e a que trata da desoneração da folha). Além disso, a retenção será restrita a algumas atividades, como limpeza, conservação e zeladoria, vigilância e segurança, empreitada de mão de obra e contratação de trabalho temporário.

    A proposta original de Levy atingia todas as atividades. O valor retido poderá ser descontado do pagamento à prestadora. Para os outros tributos, as alíquotas de retenção de responsabilidade das contratantes foram mantidas e serão de 1,5% para o Imposto de Renda na fonte; de 1% para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); de 0,65% para o PIS/Pasep; e de 3% como Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

    Já a prestadora de serviço — que será fiscalizada pela contratante, quanto ao cumprimento dos direitos trabalhistas — ficará responsável pelo pagamento de salários e demais benefícios, pelo depósito do FGTS e pelo recolhimento da contribuição previdenciária dos empregados.

    O relator também acolheu algumas emendas do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), defendidas pelas centrais sindicais, que temem divisão na base e perda na arrecadação com o imposto sindical. Foi acrescentada uma emenda que assegura aos terceirizados os mesmos direitos previstos no acordo coletivo da categoria da contratante, quando a contratação dos prestadores de serviço ocorrer na mesma atividade econômica. O setor empresarial tem se mostrado contrário.

    A fim de assegurar o cumprimento das obrigações trabalhistas, será exigida garantia de 4% do contrato, nos casos em que a despesa com mão de obra for igual ou superior a 50% do total cobrado. Nesses casos, caberá à contratada decidir entre caução em dinheiro, seguro-garantia ou fiança bancária.

    Durante a votação, o presidente da Câmara cobrou em plenário o cumprimento do acordo feito na véspera pelo PT e o governo. Pelo acordo, Cunha concordou em votar apenas a urgência da proposta na noite de terça-feira, o texto-base do projeto ontem, e os destaques na semana que vem. Em troca, o PT não obstruiria a votação. O PT não obstruiu, mas outros partidos, como PCdoB e PSOL, tentaram adiar o andamento da sessão.

    Houve também reclamação de deputados, não só do PT como do PSDB, porque o texto de Maia foi modificado e só apresentado no início da noite de ontem. Cunha permitiu, então, que destaques ao texto sejam apresentados até terça-feira.

    Fonte: jornal O Globo

  • CBFarma discute o cenário farmacêutico

    Representantes dos sindicatos de farmácias e drogarias trocaram ideias e discutiram questões de legítimo interesse dos empresários do setor, na reunião da Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos (CBFarma) realizada nesta quarta-feira, dia 8 de abril, na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em Brasília. O secretário-geral da CNC, Marcos Arzua, abriu o evento, ao lado do coordenador da Câmara, vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-MG, Lázaro Luiz Gonzaga.

    Representantes dos sindicatos de farmácias e drogarias trocaram ideias e discutiram questões de legítimo interesse dos empresários do setor, na reunião da Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos (CBFarma) realizada nesta quarta-feira, dia 8 de abril, na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em Brasília. O secretário-geral da CNC, Marcos Arzua, abriu o evento, ao lado do coordenador da Câmara, vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-MG, Lázaro Luiz Gonzaga.

    Dentre os principais temas debatidos destacam-se: o cenário do comércio farmacêutico diante das alterações legislativas e o programa Aqui tem Farmácia Popular, discutidos em âmbito jurídico, após apresentação e ponderações do advogado da CNC Cácito Esteves.

    O cenário farmacêutico

    Um dos temas polêmicos e que interfere negativamente nas atividades comerciais das farmácias e drogarias de todo o País diz respeito à derrogação do Artigo 15 da Lei nº 5.991/1973 pelo Artigo 6º da Lei nº 13.021/2014, definindo a necessidade da presença de um farmacêutico e um técnico de farmácia, diariamente, no estabelecimento, independentemente do tamanho e das condições regionais.

    Contudo, Cácito Esteves afirmou a legítima diferenciação de tratamento às micros e pequenas empresas e às empresas de pequeno porte, prevista no Artigo 1º da Lei Complementar nº 147/2014, “o que leva a um conflito de espaço no tempo e torna a Lei 13.021 ineficaz”.

    Ou seja, juridicamente, o que vale é o tratamento favorecido às empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras, segundo a redação da LC 147/2014, explicou o advogado, tranquilizando os empresários com o amparo da Lei.

    Programa Farmácia Popular

    As discussões acerca do programa Aqui tem Farmácia Popular disseram respeito ao bloqueio do sistema e às fiscalizações de irregularidades nas vendas, o que acarretaria ao fim dos convênios da União com as redes privadas de farmácias e drogarias.

    O programa foi estabelecido pela Portaria nº 971/2012 do Ministério da Saúde, que prevê suspensão prévia de sanção de toda a rede, caso uma única unidade apresente problemas.

    Sobre essa posição do Ministério da Saúde, o advogado da CNC apresentou o Artigo 68 da Lei nº 9.784/1999, que dispõe sobre processo administrativo. O Artigo esclarece a impossibilidade da aplicação de sanção prévia, quando define estar “assegurado sempre o direito de defesa”.

    “Além disso, em caso de pena não se pode presumir culpa, como traz o Artigo 5º da Constituição Federal”, disse Cácito quanto ao principio da presunção da inocência.

    Descarte de medicamentos

    Outro dos principais assuntos abordados foi uma antiga e contínua discussão sobre a logística reversa dos medicamentos: o descarte adequado pelo consumidor e as responsabilidades previstas para o empresariado, como é o caso do armazenamento nos pontos de recolhimento dos produtos descartados pelo consumidor.

    Segundo a assessora da CNC Cristiane Soares, o custo logístico e a capacitação dos colaboradores para a logística é o que mais pode pesar no bolso do comerciante.

    A CNC tem discutido com o Grupo de Trabalho da ABNT o descarte de medicamentos, as questões conflituosas e que podem vir a inviabilizar a logística reversa de medicamentos, uma vez que lesam o proprietário do estabelecimento com obrigações indevidamente transferidas para ele. “Vamos pedir a revisão dessas obrigações ao GT-ABNT”, afirmou Cristiane.

    Mudança na fórmula do ajuste de preços

    A alteração das regras de precificação de medicamentos foi comentada pelo economista da CNC Bruno Fernandes, que apresentou comparativo de critérios e impactos econômicos e sociais para o comércio.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 061/2015

    DESTAQUES:

    Regulamentada a Política Nacional de Cultura Viva

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 16 de abril de 2015

    Instituído Grupo de Trabalho para propor alterações no Regimento Interno do CARF

    Revogada norma que estabelecia procedimentos para fiscalização de reserva de vagas, nas empresas, para beneficiário reabilitado ou pessoa portadora de deficiência habilitada

    Pedido de registro sindical requerido pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Carmópolis de Minas e Região – SINDHORB

    Notificado o Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado de Rondônia – SIESE – RO

    Convocação do Sindicato do Comércio Varejista de Jaú e Região para a Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 30 de abril de 2015

    Promulgada lei do Município do Rio de Janeiro que assegura às pessoas com deficiências que dependam de acompanhantes a presença dos mesmos em quaisquer estabelecimentos destinados a atividades culturais e de lazer

    Promulgada lei do Município do Rio de janeiro que dispõe sobre os preços informados aos consumidores por restaurantes, churrascarias, pizzarias, lanchonetes, bares e estabelecimentos congêneres

  • Plenário da Câmara dos Deputados debate a terceirização

    O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu, ao meio-dia desta quarta-feira (08/04), a sessão para discutir o projeto de regulamentação da terceirização na iniciativa privada e nas empresas públicas e de economia mista (PL 4330/2004). Logo após o início dos trabalhos, o relator da matéria, deputado Arthur Maia (SD-BA), começou a ler o seu parecer. A previsão é de que somente à noite o Plenário vote o texto.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu, ao meio-dia desta quarta-feira (08/04), a sessão para discutir o projeto de regulamentação da terceirização na iniciativa privada e nas empresas públicas e de economia mista (PL 4330/2004). Logo após o início dos trabalhos, o relator da matéria, deputado Arthur Maia (SD-BA), começou a ler o seu parecer. A previsão é de que somente à noite o Plenário vote o texto.

    A urgência para a votação do projeto foi aprovada nesta terça-feira pelo Plenário da Câmara dos Deputados por 316 votos favoráveis, 166 contrários e 3 abstenções. A proposta amplia a terceirização para todas as áreas de uma empresa.

    As negociações sobre a matéria dominaram a agenda de ontem. O relator Arthur Maia, fez ajustes no texto a pedido do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ele repassou para empresas contratantes a responsabilidade do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de outros tributos. Também mudou o texto para impedir que uma empresa terceirize mão de obra de firmas que tenham, entre os donos, familiares ou empregados da contratante.

    Para o relator, as críticas de trabalhadores que temem pela precarização do mercado fazem parte de um “quadro de terror” que não vai se confirmar. “Há uma pregação apocalíptica que não existe no direito comparado. Em países que têm legislação bastante semelhante ao projeto, não existe excesso de pessoas jurídicas, não existe empresa sem funcionário, não existe nada disso”, destacou. A obrigatoriedade de que as empresas fornecedoras de mão de obra sejam especializadas em uma só atividade, para Maia, vai limitar a terceirização.

    A proposta teve o aval do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que esteve na Câmara para defender a aprovação. Skaf disse que a terceirização já é uma realidade e caminha na tendência de especialização do mercado. “Terceirização está ligada à especialização. Uma empresa da construção civil, por exemplo, não precisa ter empregados que façam tudo, vai terceirizar as etapas da obra”, disse. A Força Sindical também é favorável ao projeto.

    Manifestação

    Trabalhadores, no entanto, protestaram contra a medida durante todo o dia. Integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) entraram em confronto com policiais durante manifestação em frente ao Congresso Nacional. Manifestantes, policiais e até mesmo deputados foram atendidos pelo Departamento Médico da Câmara.

    O presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Carlos Eduardo Lima, também esteve na Câmara para criticar a proposta. A necessidade de especialização, segundo ele, não vai limitar as terceirizações. “Ela vai permitir que tenhamos, por exemplo, uma empresa especializada em serviços bancários, de forma que o banco não tenha mais nenhum empregado formalmente reconhecido como bancário”, disse.

    Partidos contrários

    PT e PCdoB adiantaram o voto contrário antes mesmo do início da discussão da urgência. As maiores críticas dos partidos estão no fato de o projeto estender a terceirização para todas as áreas – hoje as subcontratações são limitadas às atividades-meio.

    O líder do PT, deputado Sibá Machado (AC), disse que o partido não é contra a terceirização de serviços não relacionados ao objeto da empresa – como serviços de limpeza e de segurança –, mas criticou a ampliação da terceirização. “O PT está preocupado com o ponto que estende a terceirização para qualquer trabalhador”, disse.

    Para a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), o projeto desregulamenta o mundo do trabalho. “Modifica direitos de forma que o que está na lei vai para acordos coletivos. Além disso, é grave não permitir distinção entre atividade meio e fim. Quando temos atividade-fim terceirizada, e vemos isso no setor público, o descompromisso é absoluto”, disse.

    Para o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), o projeto vai criar uma indústria de intermediários. “Cria intermediários que vão lucrar com a mão de obra de trabalhadores mais pobres. O único jeito de as empresas gastarem menos com contratação é pagando menos salários, não há mágica”, disse.

    Já o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) ressaltou que a terceirização é uma realidade que já atinge milhões e, por isso, o Congresso precisa regulamentar o tema. Ele afirmou que o Supremo Tribunal Federal já deu indicativos de que vai derrubar a súmula da Justiça do Trabalho que proíbe a terceirização em determinados setores. “Se não regulamentarmos a terceirização, jogaremos os trabalhadores terceirizados no pior dos mundos, sem regulamentação nenhuma”, avaliou.

  • Senado aprova convalidação de incentivo fiscal

    Após semanas de intensa de discussão entre os parlamentares e negociações com o Ministério da Fazenda, o Plenário do Senado aprovou ontem (07/04) a convalidação dos incentivos fiscais concedidos pelos estados. Foram 63 votos favoráveis, 7 contrários e 1 abstenção. Duas emendas apresentadas em Plenário foram incorporadas ao texto, que segue agora para a Câmara dos Deputados.

    Após semanas de intensa de discussão entre os parlamentares e negociações com o Ministério da Fazenda, o Plenário do Senado aprovou ontem (07/04) a convalidação dos incentivos fiscais concedidos pelos estados. Foram 63 votos favoráveis, 7 contrários e 1 abstenção. Duas emendas apresentadas em Plenário foram incorporadas ao texto, que segue agora para a Câmara dos Deputados.

    O PLS 130/2014, da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), torna válidos os benefícios fiscais que os estados oferecem a empresas para que se instalem em seus territórios, gerando emprego e renda. Os benefícios precisam ser aprovados por unanimidade pelos estados com assento no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Muitos desses incentivos foram oferecidos em desacordo com essa norma, provocando disputa entre os estados para atrair investimentos, conhecida como guerra fiscal.

    Após a aprovação do PLS 130, o Plenário rejeitou pedido de inversão de pauta apresentado pelos senadores paulistas, Marta Suplicy (PT), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e José Serra (PSDB). O PLC 15/2015 — Complementar, que altera o indexador da dívida dos estados, continua como terceiro item da pauta, após o projeto da Lei da Biodiversidade (PLC 2/2015).

    A proposta de convalidação, que já havia sido aprovada no ano passado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), foi votada na forma de substitutivo oferecido pelo relator, senador Luiz Henrique (PMDB-SC). Além de regularizar os incentivos fiscais concedidos, o texto muda as regras para a oferta de novos, acabando com a exigência de unanimidade no Confaz.

    Agora é necessária a anuência de dois terços dos estados ou de um terço dos estados de cada região. Também são apresentadas normas que os benefícios concedidos deverão seguir a partir da vigência das novas medidas, como condicionantes para sua validade e prazo máximo de duração.

    Duas emendas, uma de Lúcia Vânia e outra de Ricardo Ferraço (PMDB-ES), foram aprovadas. A de Ferraço destaca os incentivos concedidos para as atividades comerciais, que poderão se estender por até cinco anos. Na versão anterior do projeto, o prazo permitido era apenas um ano. Já a emenda de Lúcia Vânia anula as punições previstas em lei para estados que concederam incentivos sem autorização do Confaz. O objetivo é evitar que as empresas tenham que pagar o ICMS caso os incentivos que recebiam sejam considerados ilegais. O projeto também busca evitar que o ICMS não pago aos estados de origem seja posteriormente cobrado pelos estados de destino.

    O presidente da CAE, Delcídio do Amaral (PT-MS), advertiu os colegas de que é necessário não encerrar o assunto apenas na aprovação da convalidação. Ele defendeu ampla reforma do ICMS — Temos uma lição de casa grande pela frente. A reforma do ICMS é 70% da reforma tributária. Passa pelo Senado, pelo governo federal, pelos estados e pelo Confaz — alertou. Ronaldo Caiado (DEM-GO) mostrou-se preocupado com a tramitação na Câmara. Propôs condicionar a rápida análise da convalidação pelos deputados à aprovação, pelo Senado, do novo indexador das dívidas dos estados e municípios. Assim, acredita, será possível garantir agilidade.

    A única abstenção registrada na votação foi a do próprio relator do projeto, Luiz Henrique. Informou que os integrantes do Confaz lhe pediram para aguardar até dia 11 a reunião dos secretários estaduais de Fazenda, que tentarão um consenso sobre o tema. O seu voto de abstenção seria a forma de honrar o acordo.

    Críticas

    Aprovado com larga margem, o projeto não escapou de críticas de parlamentares que o consideram incompleto. Em defesa da proposta, outros senadores afirmaram que ela é extremamente benéfica às regiões menos competitivas, que precisam promover a própria industrialização. Para os críticos, a convalidação é um passo necessário, mas será prejudicial se não vier acompanhada de outras medidas.

    “A solução dos problemas ligados à balbúrdia do ICMS não se esgota nesse projeto. É preciso que ele venha acompanhado da redução da distância entre as alíquotas interestaduais, de modo a retirar o combustível da guerra fiscal. Outro componente é a adoção por parte do governo federal da sua responsabilidade, que são os fundos destinados a compensar os estados que viessem a ter perdas nessa convergência de alíquotas”, explicou Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

    José Serra (PSDB-SP) admitiu que não praticar a convalidação e tentar cobrar os impostos devidos pelas empresas seria “como pretender devolver a pasta de dente para dentro do tubo” — ou seja, impossível. “No momento em que se vota a convalidação e mais nada, as outras cláusulas desse entendimento não vão ser votadas”, alertou.

    Marta Suplicy (PT-SP) advertiu que o Senado estaria promovendo uma votação “que vai ficar manca e dar confusão ainda por muitos anos”. Lindbergh Farias (PT-RJ) disse temer uma guerra fiscal ainda maior porque “governos e empresas estariam estimulados a esperar uma nova futura convalidação”. Ele também chamou a atenção para uma possível insegurança jurídica. “A questão iria para o STF, que é o terreno menos fértil para quem defende a convalidação”, disse.

    Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) declarou voto favorável, na esperança de “estímulo à reforma do ICMS”, mas manifestou preocupação com novo descontrole na concessão de incentivos que o projeto poderia trazer.

    Autora do projeto original, Lúcia Vânia (PSDB-GO) rebateu as críticas dizendo que o assunto já foi debatido no Senado “à exaustão”. Ela considerou urgente a aprovação da convalidação, mesmo sem outras medidas que promovam uma reforma fiscal federativa. “Os efeitos nefastos da guerra fiscal precisam ser mitigados urgentemente. Será o início do processo que exterminará a divergência entre os estados. É nosso dever evitar que as consequências permaneçam sem resposta legislativa.”

    Eunício Oliveira (PMDBCE) disse não acreditar que a aprovação da convalidação ampliaria a insegurança jurídica sobre o assunto: “Neste momento de turbulência política e insegurança econômica, não podemos deixar empresas que se estabeleceram na boa-fé em condição de dúvidas. É questão de justiça”.

    Senadores que representam o Nordeste fizeram as defesas mais veementes da proposta, ressaltando que sua região seria a mais beneficiada por não ter ainda condições de competir com o Centro-Sul para sediar empresas. José Agripino (DEM-RN) afirmou que os incentivos são a “legítima defesa de um estado desprotegido”, lembrando suas experiências como governador do Rio Grande do Norte. Ele disse que a concessão de benefícios para atrair empresas é como trocar imposto por emprego.

    Walter Pinheiro (PT-BA) comentou, em aparte, que, ainda que os estados nordestinos não renunciem ao ICMS, eles provavelmente não o teriam de forma plena, pela falta de aquecimento econômico em decorrência da ausência de indústrias. “Vossa Excelência abriu mão de algo que não iria receber, porque, se não tivesse o incentivo, a fábrica não iria para lá. Os empregados são pessoas em condições de consumir e de manter a economia funcionando. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) comparou a concessão de benefícios a “comprar empregos” e que, sem ela, o Nordeste e o Norte “não terão a menor chance de terem um processo de industrialização”. Para Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), a ausência de um plano de desenvolvimento regional prejudica a região.

    Outros projetos

    O presidente do Senado, Renan Calheiros, confirmou que, além do projeto de convalidação de incentivos aprovado ontem, estão na pauta do Plenário, em regime de urgência, o PLC 2/2015, que institui o novo Marco Legal da Biodiversidade, e a mudança no indexador das dívidas dos estados e municípios (PLC 15/2015 — Complementar).

    Já o projeto de Resolução 1/2013, que trata da reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e o aporte dos recursos federais que irão compor a uniformização das alíquotas deverão ser analisados em maio, segundo o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele se reuniu na segunda-feira com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que fez o pedido para o adiamento.

    Jucá informou que, embora haja um texto pronto sobre o tema, a resolução ainda precisa ser ajustada pelas lideranças partidárias. De acordo com ele, o governo estuda criar uma espécie de fundo de compensação para cobrir as perdas dos estados provocadas com a reforma do ICMS.

    Fonte Jornal do Senado

  • Descarte de embalagens em geral: orientações para a logística reversa

    Apresentação

     

    Apresentação

     

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), desde 2011, quando tiveram início as tratativas para implementar as diretivas da Política Nacional de Resíduos Sólidos, assumiu ativamente as representações em todos os fóruns de negociação. Sem perder de vista o compromisso com as boas práticas ambientais, buscou resguardar as micros e pequenas empresas de obrigações que iriam além das suas capacidades, assim como defendeu e deu voz aos empresários que se engajaram nos sistemas de logística reversa em suas respectivas competências operacionais.

    A gestão dos resíduos sólidos constitui um grande desafio, não somente para os empresários da indústria e do comércio e os consumidores, mas também para os governos municipais, que precisam se adequar ao novo modelo, em que a coleta seletiva passa a ser o principal canal de descarte. Assim, esperamos ter contribuído para o sucesso na concretização dessa nova forma de gerir o descarte adequado de embalagens em geral pós-consumo, ressaltando que as negociações terão continuidade nos Estados, onde será essencial o engajamento das Federações do Comércio e seus sindicatos filiados.

     

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo