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  • Sumário Econômico 1371

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    Dia dos Pais terá menor crescimento em 2014 – Com movimentação financeira de aproximadamente R$ 4,4 bilhões, o volume de vendas voltado para o Dia dos Pais deverá registrar crescimento real de 4,3% em relação à mesma data do ano passado. Confirmado esse desempenho, o setor vai registrar a menor expansão de vendas desde 2004 (+1,6%). O Dia dos Pais, que no ano passado movimentou R$ 4,1 bilhões, é a terceira data comemorativa mais importante do varejo brasileiro, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. De acordo com o IPCA de 15 de julho, a variação média dos preços dos 16 bens (+4,4%) e serviços (+10,1%) mais demandados por essa data comemorativa está ligeiramente inferior ao do mesmo período do ano passado (+8,0% em 2014, contra +8,2% em 2013). Televisores (-7,2%), aparelhos telefônicos (-6,6%) e CDs e DVDs (-3,9%) estão mais baratos neste ano. Por outro lado, a alimentação fora de casa está mais cara (+10,2%) e segue sendo uma das principais fontes de pressão sobre os preços.

     

    Outras matérias:

    Estimativa para o PIB reduzida pela décima semana – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (1º/08) a mediana das expectativas para o IPCA foi reduzida para 6,39%. Esta é a terceira semana consecutiva com redução nesta estimativa. Em contrapartida, as projeções para 2015 continuaram aumentando, alcançando 6,24%, 0,26 p. p. abaixo do limite superior (6,50%). No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,14% para julho e 0,26% em agosto. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,15% para julho e 0,24% para agosto, similar ao mercado. Segundo o IBGE, o IPCA de 2013 ficou em 5,91%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses até junho deste ano foi de 6,52%, já acima do teto do centro da meta de inflação. A mediana para o crescimento do PIB de 2014 foi reduzida para 0,86% esta semana, a décima redução seguida de recuo e 0,21 p.p. abaixo do resultado de quatro semanas atrás, 1,07%. Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, as contas nacionais cresceram 1,9% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período no ano anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2013, o avanço foi de 0,2%. Para 2015, o resultado esperado manteve-se em 1,50%, maior do que o estimado para este ano. Os dois valores projetados estão abaixo do crescimento do PIB realizado em 2013, 2,5%, entretanto superam o crescimento de 1,0% observado em 2012.

    33º Enaex- Nos dias 7 e 8 de agosto desse ano se realiza a 33ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex). Trata-se do maior evento promovido pela iniciativa privada, visando discutir as questões do comércio exterior brasileiro e conta com o apoio institucional da CNC.

    Convenção das Nações Unidas sobre biodiversidade – O Brasil é o País que possui a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta. Detém o maior número de espécies conhecida de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quarto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal. Como várias regiões ainda são muito pouco estudadas pelos cientistas, os números da biodiversidade brasileira tornam-se maiores, à medida que aumenta o conhecimento. A diversidade biológica é o recurso do qual dependem famílias, comunidades, nações e gerações futuras. É o elo entre todos os organismos existentes no planeta, que diga cada um deles a um ecossistema interdependente, em que cada espécie desempenha sua função. Na 10ª Convenção das Nações Unidas sobre biodiversidade (COP-10), realizada em 2010, o Brasil se destacou por ter sido, junto com o Japão, a primeira nação a assinar o Protocolo de Nagoya, conhecido como regulamentação à utilização de recursos de biodiversidade. A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que mais de 50 países ratificaram o texto do Protocolo de Nagoya. Com isso, o tratado entrará em vigor a tempo de ter sua primeira rodada de discussões durante a 12ª Conferência das partes, a ser realizada no condado de Pyeongchang, na Coreia do Sul, entre 6 e 17 de outubro de 2014. O Brasil, porém, apesar de ser o país com a maior biodiversidade do planeta, ficará de fora das negociações sobre os detalhes do documento, devido a não ratificação do texto. Com isso, o País poderá ver a aprovação de algo que contrarie seus interesses.

    Regime de transição – Muito tem se falado na necessidade de aliviar a carga tributária das MPEs, para que estas empresas possam crescer, saindo da condição de pequena para média. Principalmente as inscritas no Simples Nacional, regime tributário que assegura vantagens competitivas e comparativas em relação às não optantes, como, por exemplo, diminuição da carga fiscal e facilidade do pagamento dos impostos. Um dos principais motivos para que haja acomodação do patamar de faturamento da pequena empresa, transformando-se em teto ou barreira é o impacto do aumento da carga tributária, que normalmente se dá numa proporção bem maior do que o crescimento das receitas. Ao desligar-se do Simples Nacional (faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões) quer vá para o lucro presumido ou real, há estudos que apontam que o incremento dos impostos seja de 30%. Contemplar algo menos impositivo, tipo regime de transição, poderia ser a alternativa. Para isso, vem-se debatendo leis e elaborando estudos, como os do Sebrae. Outra forma poderia ser corrigindo este teto, que deve acontecer no ano que vem. Ideias com efeitos práticos não faltam. O difícil é lidar com organismos do Estado Nacional e tentar mudar princípios como o da sanha arrecadatória, sem considerar primeiramente os efeitos benéficos sobre a sociedade.

     

  • Serviços têm queda na receita e menor crescimento anual

    A receita bruta do setor de serviços caiu 1,1% na passagem de maio para junho, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (19/08) pelo IBGE. Na comparação com junho de 2013, o crescimento da receita nominal foi de 5,7% – uma desaceleração ante os +6,6% registrados em maio. Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Fabio Bentes, levando-se em conta apenas a base comparativa anual, o aumento da receita em junho foi o menor desde o início da série histórica da PMS iniciada em 2012.

     

    A receita bruta do setor de serviços caiu 1,1% na passagem de maio para junho, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (19/08) pelo IBGE. Na comparação com junho de 2013, o crescimento da receita nominal foi de 5,7% – uma desaceleração ante os +6,6% registrados em maio. Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Fabio Bentes, levando-se em conta apenas a base comparativa anual, o aumento da receita em junho foi o menor desde o início da série histórica da PMS iniciada em 2012.

     

    “Em termos reais, a variação de 9,2% dos serviços apurados pelo IPCA entre junho de 2013 e junho deste ano levou o faturamento real do setor de serviços a registrar a maior queda histórica anual da pesquisa nessa base comparativa (-3,5%)”, afirma Bentes. No acumulado do ano houve retração real de 1,3%.

     

    A queda em junho foi puxada pela receita dos segmentos de transportes e correios (-4,7%), que reverteu a alta registrada em maio (+1,5%). No comparativo anual, os segmentos com as maiores taxas foram os serviços prestados às famílias (+11,1%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (+7,3%), enquanto os serviços variados de manutenção, reparação e apoio à agropecuária (+1,2%) impediram uma alta maior dessa receita.

     

    A série histórica da PMS do IBGE foi iniciada em janeiro de 2012 e não conta com deflator específico ou com dados dessazonalizados, em razão do reduzido número de observações. Educação, saúde e serviços financeiros estão fora da pesquisa, mas as atividades pesquisadas pelo IBGE respondem por mais de 1/3 do valor bruto gerado pela economia brasileira. Acesse aqui a análise completa.

     

     

     

  • Serviços têm queda na receita e menor crescimento anual

    A receita bruta do setor de serviços caiu 1,1% na passagem de maio para junho, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (19/08) pelo IBGE. Na comparação com junho de 2013, o crescimento da receita nominal foi de 5,7% – uma desaceleração ante os +6,6% registrados em maio. Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Fabio Bentes, levando-se em conta apenas a base comparativa anual, o aumento da receita em junho foi o menor desde o início da série histórica da PMS iniciada em 2012.

    A receita bruta do setor de serviços caiu 1,1% na passagem de maio para junho, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (19/08) pelo IBGE. Na comparação com junho de 2013, o crescimento da receita nominal foi de 5,7% – uma desaceleração ante os +6,6% registrados em maio. Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Fabio Bentes, levando-se em conta apenas a base comparativa anual, o aumento da receita em junho foi o menor desde o início da série histórica da PMS iniciada em 2012.

    “Em termos reais, a variação de 9,2% dos serviços apurados pelo IPCA entre junho de 2013 e junho deste ano levou o faturamento real do setor de serviços a registrar a maior queda histórica anual da pesquisa nessa base comparativa (-3,5%)”, afirma Bentes. No acumulado do ano houve retração real de 1,3%. 

    A queda em junho foi puxada pela receita dos segmentos de transportes e correios (-4,7%), que reverteu a alta registrada em maio (+1,5%). No comparativo anual, os segmentos com as maiores taxas foram os serviços prestados às famílias (+11,1%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (+7,3%), enquanto os serviços variados de manutenção, reparação e apoio à agropecuária (+1,2%) impediram uma alta maior dessa receita.

    A série histórica da PMS do IBGE foi iniciada em janeiro de 2012 e não conta com deflator específico ou com dados dessazonalizados, em razão do reduzido número de observações. Educação, saúde e serviços financeiros estão fora da pesquisa, mas as atividades pesquisadas pelo IBGE respondem por mais de 1/3 do valor bruto gerado pela economia brasileira.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 150/2014

    DESTAQUES:

    Alterada a norma de pagamento e parcelamento de débitos junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e à Secretaria da Receita Federal do Brasil

    Alterados membros representantes junto ao Conselho Nacional de Saúde

    Secretaria Executiva do MTE torna público o resultado definitivo de habilitação de instituições candidatas à Eleição do Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional para o biênio 2014/2015

  • Intenção de Consumo das Famílias mantém-se estável após cinco quedas consecutivas

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou, em agosto, leve aumento de 0,2% (120,8 pontos), na comparação com julho e queda de 2,1% em relação a agosto de 2013. O resultado dos últimos dois meses reflete uma estabilidade do índice, após quedas consecutivas desde janeiro deste ano. 

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou, em agosto, leve aumento de 0,2% (120,8 pontos), na comparação com julho e queda de 2,1% em relação a agosto de 2013. O resultado dos últimos dois meses reflete uma estabilidade do índice, após quedas consecutivas desde janeiro deste ano. 

    No entanto, para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o elevado custo do crédito e o alto nível de endividamento impactam no desaquecimento da intenção de compras a prazo. A análise do acesso ao crédito apresentou queda de 2,8% na variação mensal, menor nível da série histórica e também queda de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado. “É necessário enfatizar que, apesar dos resultados positivos de julho e agosto, a percepção das famílias ainda não está recuperada”, afirma a assessora da Divisão Econômica da CNC, Juliana Serapio.

     Componentes que formam a análise sobre mercado de trabalho apresentaram leve elevação, após atingir as mínimas das séries apuradas desde janeiro de 2010. O item Emprego atual registrou elevação de 0,5% em relação ao mês anterior, porém apresentou queda de 2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a análise da Perspectiva profissional teve crescimento de 0,8% em relação a julho deste ano e queda de 3,2% em relação a agosto de 2013. A CNC avalia que, embora o desemprego permaneça baixo, existem indícios de enfraquecimento na geração de vagas. “Os maiores ajustes que poderão melhorar essa situação só deverão ocorrer ao longo de 2015”, afirma Serapio.

     Previsão para o ano – Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da economia doméstica, a CNC revisa novamente para baixo a expectativa do volume de vendas do varejo de 4,5% para cerca de 4% em 2014.

     Acesse a análise completa e os gráficos da ICF

    A assessora da Divisão Econômica da CNC, Juliana Serapio, atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9492.

     

  • Intenção de Consumo permanece estável, em agosto

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou, em agosto, leve aumento de 0,2% (120,8 pontos), na comparação com julho e queda de 2,1% em relação a agosto de 2013. O resultado dos últimos dois meses reflete uma estabilidade do índice, após quedas consecutivas desde janeiro deste ano.

    A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou, em agosto, leve aumento de 0,2% (120,8 pontos), na comparação com julho e queda de 2,1% em relação a agosto de 2013. O resultado dos últimos dois meses reflete uma estabilidade do índice, após quedas consecutivas desde janeiro deste ano.

    No entanto, para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o elevado custo do crédito e o alto nível de endividamento impactam no desaquecimento da intenção de compras a prazo. A análise do acesso ao crédito apresentou queda de 2,8% na variação mensal, menor nível da série histórica e também queda de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado. “É necessário enfatizar que, apesar dos resultados positivos de julho e agosto, a percepção das famílias ainda não está recuperada”, afirma a assessora da Divisão Econômica da CNC, Juliana Serapio.

    Componentes que formam a análise sobre mercado de trabalho apresentaram leve elevação, após atingir as mínimas das séries apuradas desde janeiro de 2010. O item Emprego atual registrou elevação de 0,5% em relação ao mês anterior, porém apresentou queda de 2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a análise da Perspectiva profissional teve crescimento de 0,8% em relação a julho deste ano e queda de 3,2% em relação a agosto de 2013. A CNC avalia que, embora o desemprego permaneça baixo, existem indícios de enfraquecimento na geração de vagas. “Os maiores ajustes que poderão melhorar essa situação só deverão ocorrer ao longo de 2015”, afirma Serapio.

    Previsão para o ano – Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da economia doméstica, a CNC revisa novamente para baixo a expectativa do volume de vendas do varejo de 4,5% para cerca de 4% em 2014.

  • TV CNC: Enaex 2014 discute os rumos do comércio exterior brasileiro

    A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com apoio institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promoveu o Enaex 2014. Com o tema “Propostas para a Redução de Custos no Comércio Exterior”, o evento debateu as perspectivas para a evolução do comércio exterior de serviços, financiamento e garantia às exportações e logística de transportes, entre outros temas ligados ao setor. Entre os convidados, esteve o consultor econômico da CNC e presidente de honra da AEB, Ernane Galvêas.

    A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com apoio institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promoveu o Enaex 2014. Com o tema “Propostas para a Redução de Custos no Comércio Exterior”, o evento debateu as perspectivas para a evolução do comércio exterior de serviços, financiamento e garantia às exportações e logística de transportes, entre outros temas ligados ao setor. Entre os convidados, esteve o consultor econômico da CNC e presidente de honra da AEB, Ernane Galvêas.

  • Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – agosto de 2014

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador inédito com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

    A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador inédito com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

  • Por um pacto federativo mais justo

    por Laércio Oliveira

     

    A palavra “pacto” evoca um entendimento que, nascido de consenso, em tese seria benéfico a todas as partes envolvidas, em igual escala. Quando se trata do pacto federativo brasileiro, contudo, essa relação de equilíbrio é pervertida pela grandeza de vantagens econômicas que a União abocanha em detrimento dos Estados e Municípios.

    por Laércio Oliveira

     

    A palavra “pacto” evoca um entendimento que, nascido de consenso, em tese seria benéfico a todas as partes envolvidas, em igual escala. Quando se trata do pacto federativo brasileiro, contudo, essa relação de equilíbrio é pervertida pela grandeza de vantagens econômicas que a União abocanha em detrimento dos Estados e Municípios.

    Vamos aos números: na divisão da receita dos impostos – cuja carga, como todos sabemos, é escorchante – a União fica com 60%; Estados e Municípios com 23% e 17%, respectivamente. Resta claro que, com estes percentuais de repasse, é impraticável que esses entes federativos possam cumprir a contento sua tarefa de prover as respectivas populações de serviços de qualidade, no âmbito, por exemplo, da saúde, da educação e da segurança pública.

    Essa evidente concentração de recursos nos cofres da União enseja, ainda, uma relação de subserviência imposta aos Estados e Municípios que só interessa à própria União – em outras palavras, a detentora – hoje, dona do poder central, cujas capacidades de barganha são ampliadas na medida em que governadores e prefeitos precisam recorrer a Brasília usualmente de pires nas mãos.

    Trata-se de uma situação que, mesmo recorrente há décadas, vem se agravando nos últimos anos, com resultados extremamente negativos para o povo brasileiro de modo geral, haja vista que a vida das pessoas é muito mais impactada diretamente pelas decisões e recursos das esferas de poder mais próximas a elas do que pelos ditames do inacessível Governo Federal.

    A crise econômica generalizada e a queda na arrecadação tributária dela advinda, por sua vez, colocaram a maior parte dos municípios brasileiros em situação falimentar, ainda mais levando-se em consideração que 70% deles têm menos de 20 mil habitantes – ou seja, a dependência dos recursos federais se estabelece com força total.

    Recentemente, em Santa Catarina, lideranças dos setores político e empresarial debateram novas propostas de pacto federativo. Numa delas, estabelecendo os percentuais de 45% do bolo da arrecadação para a União; 25% para os Estados e 30% para os Municípios.

    Essa descentralização de recursos viabilizaria, de imediato, dois efeitos positivos. Primeiro, é mais fácil fiscalizar o uso do dinheiro público conferindo-o de perto, não nos distantes gabinetes palacianos; segundo, é notório que o Governo Federal gasta muito e sob prioridades que nem de longe contemplam as reais necessidades do povo brasileiro.

    Para confirmar tal assertiva, é só se dirigir às unidades de saúde da alçada do SUS, ou observar a precária infraestrutura das instituições de ensino federais. Basta visitar os presídios, verdadeiras escolas do crime, ou, por fim, ter em mente que a gastança da União ao criar milhares de cargos em comissão, por exemplo, em nada se refletiu na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros em geral.

    Os candidatos à Presidência da República precisam ser instados a se posicionar quanto a esse cenário do pacto federativo brasileiro. Que esse tema ocupe lugar de destaque nos debates e nos discursos do período eleitoral, nos quais, via de regra, pululam ideias mais amparadas pelos humores do marketing do que pela própria substância.

    Estabelecer um pacto federativo mais justo é fundamental para a construção do Brasil que todos almejamos. Essa proposta urgente não pode continuar negligenciada. Defendê-la é uma tarefa de todo cidadão de bem.

     

    Laércio Oliveira

     

     

    Laércio Oliveira é vice-presidente da CNC, presidente da Fecomércio-SE e deputado federal pelo estado de Sergipe.

    Artigo publicado no jornal Cinform Municípios, de Sergipe, edição 1635.

  • CNC divulga na segunda-feira resultados de agosto da ICF

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga na próxima segunda-feira, 18 de agosto, os resultados de agosto da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF). Não haverá coletiva de imprensa: a partir das 10 horas de segunda-feira, a assessora da Divisão Econômica da CNC Juliana Serapio atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9492. Análise e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

    Sobre a ICF

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga na próxima segunda-feira, 18 de agosto, os resultados de agosto da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF). Não haverá coletiva de imprensa: a partir das 10 horas de segunda-feira, a assessora da Divisão Econômica da CNC Juliana Serapio atenderá os jornalistas pelo telefone (21) 3804-9492. Análise e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

    Sobre a ICF

    A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias é um indicador antecedente que tem como objetivo antecipar o potencial das vendas do comércio. O indicador tem capacidade de medir com precisão a avaliação que os consumidores fazem dos aspectos importantes da condição de vida de suas famílias, tais como capacidade de consumo, atual e de curto prazo, nível de renda doméstico, condições de crédito, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro.