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  • Apoio à indústria nacional (Jornal do Commercio de 11 de dezembro de 2012)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    A indústria nacional atravessa um período de grandes dificuldades há mais de um ano. O ano de 2012 também não foi bom para a indústria, que deverá registrar, no final de dezembro, uma redução de 2,4%. A indústria vem perdendo participação relativa no PIB nacional, tendo caído de 26% em 2004 para 22% em 2012. O mesmo sucede com a perda no mercado de trabalho, que vem caindo sistematicamente, no mesmo período.

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    A indústria nacional atravessa um período de grandes dificuldades há mais de um ano. O ano de 2012 também não foi bom para a indústria, que deverá registrar, no final de dezembro, uma redução de 2,4%. A indústria vem perdendo participação relativa no PIB nacional, tendo caído de 26% em 2004 para 22% em 2012. O mesmo sucede com a perda no mercado de trabalho, que vem caindo sistematicamente, no mesmo período.

    O setor industrial é o carro chefe das atividades econômicas, não somente por seu poder multiplicador, como pela absorção da mais moderna tecnologia, responsável pelos avanços da produtividade e, pois, do grau de competitividade, nos mercados interno e externo.

    Depois de 13 meses consecutivos de retração, na comparação anual, a produção industrial avançou 2,3% em outubro, ante o mesmo mês de 2011. Em relação a setembro, a alta foi de 0,9%, após uma queda de 0,6% em setembro. No acumulado de janeiro a outubro, porém, a indústria em geral ainda registra um recuo de 2,9%, sendo menos 1,8% na produção de bens intermediários (petróleo, matérias-primas, etc.), menos 4,3% em bens de consumo duráveis, menos 0,3% em semiduráveis e não duráveis e, o que é particularmente da maior importância, uma diminuição de 11,8% na produção de bens de capital. A julgar pelos dados disponíveis, pode-se prever uma queda de 2,4% na produção da indústria nacional em 2012.

    Alguns analistas consideram que esses resultados negativos configuram um quadro de desindustrialização e, até mesmo, de sucateamento da indústria nacional, o que, a nosso ver, é um julgamento distorcido da realidade. De um modo geral, a indústria brasileira opera em nível de tecnologia e de produtividade técnica equivalente às melhores indústrias americanas e europeias. Com alguma força de expressão, diz-se que o custo do produto industrial brasileiro é imbatível, até a porta da fábrica. A partir daí, coloca-se um problema de competitividade, frente à produção estrangeira.

    Por tudo isso, antes de qualquer crítica apressada, cabe indagar sobre as razões e as causas dessa desvantagem competitiva. E, assim sendo, parece óbvio que alguns fatores respondem decisivamente pelo baixo índice da competitividade industrial nacional. Em primeiro lugar, cabe destacar o peso da carga tributária que, no Brasil, já atingiu o nível surpreendente de 36% do PIB, o mais alto do mundo, à exceção dos países escandinavos, Alemanha e França. Nos Estados Unidos, a carga tributária mal chega a 25%, no Chile 25%, na Argentina 30% e, surpreendentemente, na China cerca de 20%.

    Ao lado da exagerada carga tributária, pesam sobre a competitividade da produção nacional as notórias deficiências na logística dos transportes, representadas pelos exorbitantes custos do transporte rodoferroviário e das operações portuárias. Ao que se sabe, o custo médio do manuseio de um container, no porto de Santos, é de US$ 250,00, comparado com US$ 110,00 em Roterdã ou US$ 75,00 em Xangai e nos principais portos da China. O custo médio para transportar uma tonelada de grãos de Mato Grosso ao porto de Paranaguá, numa distância de 2.000 km, chega a US$ 125/ton., três vezes mais que o frete com a mesma carga transportada de Santos ou Paranaguá para a China, numa distância de cerca de 20.000 Km.

    Além da carga tributária e dos transportes, onera sobremaneira a produção nacional o peso da insuportável burocracia oficial e, igualmente, a insidiosa corrupção que a acompanha. Vale citar a informação de que, no Brasil, gasta-se 2.600 horas para cumprir com a burocracia fiscal. A esse quadro, poderíamos ainda acrescentar as incoerências das taxas de juros, que pesam cerca de 40% ao ano nas operações de capital de giro e afetam principalmente as pequenas e médias empresas, que não têm acesso ao BNDES. E também as incertezas da política cambial, como aconteceu em meados do ano passado, em que a taxa de câmbio artificialmente valorizada chegou a R$ 1,55/US$, causando sérios danos à indústria nacional. E mais ainda, em um capítulo especial, as distorções na área trabalhista, agravada, desde 2010, pela legislação que estabeleceu uma regra esdrúxula para os reajustes do salário mínimo e, por consequência, para todas as categorias salariais. O custo da mão de obra, hoje, no Brasil, é mais um entrave à indústria nacional, no campo da competitividade.

    O Governo está buscando uma solução para esses problemas e vem realizando um esforço sério para baixar o custo Brasil, adotando medidas de incentivo fiscal e creditício, bem como importantes reduções no custo da energia elétrica e das operações portuárias.

    A Confederação Nacional da Indústria acaba de entregar ao Governo um conjunto de 101 sugestões para reduzir os custos da produção nacional, a burocracia e os riscos enfrentados pela iniciativa privada, elevar a produtividade e a competitividade da indústria, criar condições para o crescimento sustentado e gerar empregos de qualidade.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo expressa sua total solidariedade à sua coirmã da indústria, em reconhecimento das corretas reivindicações que acaba de apresentar ao Governo, como resultado de criteriosa análise das barreiras e dificuldades que enfrenta na atual conjuntura. Nossa esperança é que a Presidenta Dilma Rousseff e seus ministros dispensem uma justa e merecida atenção ao que propõem os líderes da indústria nacional.

     

    Jornal do Commércio, 11 de dezembro de 2012.

  • Futuro Código Comercial dará segurança jurídica a negócios

    O futuro Código Comercial deverá ser um instrumento para assegurar negócios com uma lei clara e específica, que reduza custos nas transações comerciais, atualmente inflacionadas pela agregação de preços referente à insegurança jurídica. É importante, pois, o total envolvimento dos empresários para aperfeiçoar o projeto que cria o novo Código (1.572/2011), em tramitação na Câmara dos Deputados, conclamou o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA), José Arteiro da Silva, na abertura de mais um seminário sobre o tema, em São Luís.

    O futuro Código Comercial deverá ser um instrumento para assegurar negócios com uma lei clara e específica, que reduza custos nas transações comerciais, atualmente inflacionadas pela agregação de preços referente à insegurança jurídica. É importante, pois, o total envolvimento dos empresários para aperfeiçoar o projeto que cria o novo Código (1.572/2011), em tramitação na Câmara dos Deputados, conclamou o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA), José Arteiro da Silva, na abertura de mais um seminário sobre o tema, em São Luís.

    O evento, organizado pela Fecomércio-MA em parceria com a CNC, teve a participação de dezenas de empresários, além de advogados, desembargadores, presidentes de entidades empresariais e autoridades do estado. O chefe da Assessoria Legislativa (Apel) da Confederação, Roberto Velloso, representou o vice-presidente da entidade e da Comissão Especial da Câmara que recolhe contribuições à proposta, deputado Laércio Oliveira.

    Para o autor intelectual do projeto, professor Fábio Ulhoa Coelho, o seminário em São Luís mostrou com clareza que já se pode falar num amadurecimento da discussão sobre a proposta no Congresso. “Diversos aspectos que o Código não pensou em tratar estão interessando as pessoas, que veem no debate em todo o País a oportunidade de incluir assuntos de Direito Comercial que não estavam sendo objeto de disciplina no projeto em tramitação na Câmara”, explicou.

    Como aconteceu nas etapas onde o seminário já foi realizado (Aracaju, Florianópolis, Belém e Salvador), Ulhoa trouxe um tema diferente para discussão, desta vez a função social do contrato entre empresários. No direito brasileiro, revelou, todo contrato tem que cumprir a sua função social. O projeto do novo Código Comercial traz uma definição de função social “exatamente para dar segurança ao empresário, para ele saber quando está contratando de acordo com a determinação constitucional.”

    Já o especialista em Direito Tributário Felipe Fabro, membro da Comissão Especial de Juristas que acompanha o projeto, afirmou que o Código servirá para mediar as relações comerciais via internet, em forte crescimento. “Há um conjunto de inseguranças jurídicas que acabam se refletindo no preço final do produto que chega ao consumidor”, explicou Fabro.

    Os empresários levantaram uma série de questões, como a redução, pelas administradoras, do prazo de pagamento de vendas feitas com cartão de crédito, em média de 32 dias; a definição de empresa e a demarcação das responsabilidades sociais dos empresários diante da complexa cadeia produtiva e de comercialização.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 227/2012

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que redefine, na CLT, critérios para caracterização das atividades ou operações perigosas

    Sancionada, com vetos, lei que determina que os tributos incidentes sobre os produtos e serviços devem ser explicitados, ao consumidor, na nota fiscal

    Ibama fixa procedimentos para apurar infrações por condutas lesivas ao meio ambiente

    Edital de Convocação do Sindicato de Hotéis, Casas de Diversões, Salões de Barbeiro, Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares de Caxambu – MG para AGE a ser realizada no dia 21 de dezembro de 2012

    DESTAQUES:

    Sancionada lei que redefine, na CLT, critérios para caracterização das atividades ou operações perigosas

    Sancionada, com vetos, lei que determina que os tributos incidentes sobre os produtos e serviços devem ser explicitados, ao consumidor, na nota fiscal

    Ibama fixa procedimentos para apurar infrações por condutas lesivas ao meio ambiente

    Edital de Convocação do Sindicato de Hotéis, Casas de Diversões, Salões de Barbeiro, Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares de Caxambu – MG para AGE a ser realizada no dia 21 de dezembro de 2012

    Edital de Convocação do Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças, Rolamentos, Acessórios e Componentes para Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo para AGE a ser realizada no dia 21 de dezembro de 2012

  • CNI e Sebrae lançam Portal do Observatório da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas

    A CNI e o Sebrae lançaram, no dia 5 de dezembro, o Portal Observatório da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. O observatório funcionará como fonte de informação e instrumento de defesa dos interesses dos micro e pequenos empresários de todo o País.

    A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, aprovada em 2006, é uma grande conquista do empresariado brasileiro e de seus representantes e vem contribuindo de forma efetiva para o desenvolvimento de uma ambiente de negócios mais competitivo.

    A CNI e o Sebrae lançaram, no dia 5 de dezembro, o Portal Observatório da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. O observatório funcionará como fonte de informação e instrumento de defesa dos interesses dos micro e pequenos empresários de todo o País.

    A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, aprovada em 2006, é uma grande conquista do empresariado brasileiro e de seus representantes e vem contribuindo de forma efetiva para o desenvolvimento de uma ambiente de negócios mais competitivo.

    Desde então, empresários jamais pararam os trabalhos em defesa do setor. Prova disso é que a Lei Geral já passou por quatro aprimoramentos e existem vários projetos em trâmite no Congresso Nacional que buscam novas melhorias.

    Diversos dispositivos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas precisam ser regulamentados pelos governos estaduais e municipais. Para garantir e fomentar esse processo, a CNI e o SEBRAE se uniram para proporcionar aos empresários do País uma ferramenta de monitoramento da ação dos governos nesse sentido.

    Desde o lançamento, o Observatório disponibilizará dados de município que adotaram a Lei Geral e o número de micro e pequenas empresas potencialmente beneficiadas. Posteriormente, outros dados como a carga tributária em cada estado por segmento de MPEs serão disponibilizados. Cilque aqui para conhecer o Observatório da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.

  • Informe Representações 215

    Assessoria de Gestão das Representações | 07/12/2012 – Ano 4, nº 215

     

    SENADO FEDERAL

    Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)

    Assessoria de Gestão das Representações | 07/12/2012 – Ano 4, nº 215

     

    SENADO FEDERAL

    Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)

    Alain Mac Gregor, advogado da Divisão Sindical da CNC, foi indicado para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a compor mesa em Audiência Pública que debaterá “Os problemas do uso do ponto eletrônico no Brasil”, a realizar-se no dia 10 de dezembro de 2012, às 9 horas, no plenário nº. 2, Ala Senador Nilo Coelho, anexo II, Senado Federal, em Brasília/DF.

    O objetivo da Audiência Pública é analisar os impactos positivos e negativos do uso do ponto eletrônico nas empresas, após oito meses de vigência da Portaria 1510/2009, que disciplinou o registro eletrônico de ponto.

     

    MINISTÉRIO DO TURISMO

    Conselho Nacional de Turismo (CNT)

    Luciana Neto e Joanna Marini, assessoras de comunicação da CNC, foram indicadas para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) na reunião com as assessorias de comunicação das entidades que compõem o Conselho Nacional de Turismo, a realizar-se no dia 12 de dezembro de 2012, das 14h às 17h30, na sede do Ministério do Turismo, em Brasília/DF.

    O encontro tem como objetivo a aproximação entre as assessorias de Comunicação Social das entidades que compõem o Conselho Nacional de Turismo e tratar de assuntos referentes ao funcionamento do Ministério do Turismo.

     

    CÂMARA DOS DEPUTADOS

    Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC)

    Cácito Esteves, advogado da Divisão Jurídica da CNC, foi indicado para representar a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), como expositor, na audiência pública que debaterá “Os Novos Desdobramentos da Política Nacional Antitruste e suas Consequências”, a ser realizada no dia 13 de dezembro, às 9 horas, no plenário 5, do anexo II, da Câmara dos Deputados, em Brasília/DF.

    A Audiência Pública visa debater os desdobramentos da política nacional antitruste e suas consequências, após um ano de vigência da Lei nº. 12.529/2011, além de analisar a atuação do CADE e o impacto das modificações nos procedimentos em defesa da concorrência no mercado. Também tem como objetivo debater novos rumos e as tendências para o futuro.

     

    Assessoria de Gestão das Representações – CNC

    61) 3329-9539 / 3329-9547 / 3329-9566

    agr@cnc.com.br

  • Revista Turismo em Pauta aborda setor de eventos

    A 13ª edição da revista Turismo em Pauta reúne artigos que apresentam um panorama das potencialidades, dos desafios e das necessidades do setor de eventos. Nesse promissor mercado do turismo atuam empresas que veem uma crescente demanda por seus serviços, seja em lazer e entretenimento, no segmento de negócios, no turismo social ou no esportivo.

    A 13ª edição da revista Turismo em Pauta reúne artigos que apresentam um panorama das potencialidades, dos desafios e das necessidades do setor de eventos. Nesse promissor mercado do turismo atuam empresas que veem uma crescente demanda por seus serviços, seja em lazer e entretenimento, no segmento de negócios, no turismo social ou no esportivo.

    O artigo que abre a edição é da  vice-presidente do Conselho de Turismo da CNC e presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), Anita Pires, e avalia os desafios do mercado de negócios e eventos. Entre as questões identificadas ao longo dos oito artigos dessa edição estão a necessidade de autorregulamentação, e de o setor de eventos crescer de forma equilibrada e sustentável.

    A edição n°13 da revista Turismo em Pauta já está disponível na Central do Conhecimento: http://www.cnc.org.br/central-do-conhecimento/periodicos/turismo-em-pauta-13

  • Boletim Informativo Diário (BID) 226/2012

    DESTAQUES:

    Criados conjunto de medidas para o setor portuário

    Promulgado o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul

    Declarado luto oficial pela morte de Oscar Niemeyer

    Instituído Protocolo Nacional Conjunto para Proteção Integral a Crianças e Adolescentes, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência em Situação de Riscos e Desastres

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 1º de dezembro de 2012

    DESTAQUES:

    Criados conjunto de medidas para o setor portuário

    Promulgado o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul

    Declarado luto oficial pela morte de Oscar Niemeyer

    Instituído Protocolo Nacional Conjunto para Proteção Integral a Crianças e Adolescentes, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência em Situação de Riscos e Desastres

    Divulgado o preço médio dos combustíveis a partir de 1º de dezembro de 2012

  • Notas fiscais com indicação dos tributos incidentes (Jornal do Commercio de 07 de dezembro de 2012)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

     

    As atividades empresariais no Brasil são extremamente desestimuladas pela: carga tributária elevada (35,3% do PIB); multiplicidade de tributos (impostos, taxas e contribuições); complexidade das obrigações fiscais acessórias (declarações, formulários via internet e em papel etc.); burocracia na abertura de uma empresa; submissão a centenas de normas federais, estaduais e municipais; sujeição a diversas fiscalizações (Receita Federal, estadual, municipal, previdenciária, do trabalho, dos bombeiros etc.); peso e burocracia das obrigações previdenciárias; incertezas da ordem econômica e financeira; inflação e seus variados índices; tormentos da legislação trabalhista etc.

    Nesse quadro surrealista, surge, agora, como meio de “esclarecimento ao consumidor” quanto à fúria fiscal, um projeto de lei (nº 1.472/2007, da Câmara dos Deputados), aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional, que atribui ao próprio contribuinte – no caso, as empresas comerciais e prestadoras de serviços em geral – a obrigação de informar, em cada nota fiscal que emitir, o “valor aproximado correspondente à totalidade dos tributos (impostos, taxas e contribuições) federais, estaduais e municipais, cuja incidência influi na formação dos respectivos preços de venda”.

    O projeto objetiva regular o § 5º do art. 150 da Constituição, que, antevendo dificuldades, estabelece, tão-somente, que “a lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços”. Portanto, essa norma: 1º) não estabelece a obrigatoriedade de a informação constar das notas fiscais, o que é praticamente impossível, mas, apenas, medidas para esclarecimento dos consumidores; 2º) refere-se, estritamente, a impostos e não a tributos, assim não abrangendo taxas e contribuições; e 3º) não atribui essa obrigação aos empresários, mais parecendo que o dever de esclarecer seja do Fisco.

    Consta que o projeto de lei teria sido inspirado na prática do comércio varejista dos Estados Unidos. Todavia, naquele país, as notas fiscais indicam, tão-somente, a sales tax (imposto sobre vendas a varejo), que corresponde aos nossos ICMS e IPI.

    Como dispõe o § 5º do art. 1º do projeto em tela, a nota fiscal terá de indicar discriminadamente: o IPI, IR, IOF, CSLL, COFINS, PIS/PASEP e CIDE (federais), o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Evidentemente, a tarefa será impraticável. Não será possível indicar a parcela – embutida no preço de venda da mercadoria – do IR a ser pago (posteriormente à venda) pela empresa com base no lucro líquido. A mesma dificuldade ocorrerá em relação aos demais tributos, exceto o ICMS e o ISS. No preço de venda de uma mercadoria, pelo estabelecimento comercial, estão ainda embutidos os tributos pagos pelo fabricante e pelo transportador. Na realidade, revela-se impossível a elaboração de uma fórmula de cálculo aplicável a todos os casos.

    Por isso mesmo, o projeto admite, no § 2º do art. 1º, que “a informação de que trata este artigo poderá constar de painel afixado em local visível do estabelecimento, ou por qualquer outro meio eletrônico ou impresso, de forma a demonstrar o valor ou o percentual, ambos aproximados, dos tributos incidentes sobre todas as mercadorias.” O painel evitaria a impraticável discriminação na nota fiscal. Todavia, no caso de estabelecimentos vendedores de centenas e centenas de itens, certamente será necessário que o painel ocupe todas as paredes, inclusive a fachada.

    Outro absurdo reside no §4º do art. 1º, segundo o qual “não serão excluídas as parcelas de tributos que estejam sob discussão judicial ou administrativa, instauradas entre contribuintes e qualquer das entidades políticas tributantes …”

    Para finalizar, o projeto omite um aspecto fundamental, qual seja o dos custos administrativos que essa medida criará, nem indica se tais custos caberão ao Fisco ou ao comerciante de bens e serviços, mas uma coisa é certa: quem vai pagar realmente por essa aventura será sempre o indefeso consumidor final.

     

    Jornal do Commércio, 07 de dezembro de 2012.

  • Turismo em Pauta 13

    Fiel ao compromisso histórico de ter na defesa da atividade turística um dos pilares de sua atuação, a CNC abre um espaço de reflexão para que os maiores especialistas do setor e da área acadêmica possam tratar dos assuntos com profundidade e conhecimento.

    Fiel ao compromisso histórico de ter na defesa da atividade turística um dos pilares de sua atuação, a CNC abre um espaço de reflexão para que os maiores especialistas do setor e da área acadêmica possam tratar dos assuntos com profundidade e conhecimento.

  • Sumário Econômico 1303

    Destaque da edição:

    Destaque da edição:

    Confiança dos empresários do comércio sobe pelo 4º mês consecutivo – Após alta de 2,2% em outubro, a confiança dos empresários voltou a crescer (0,5%) em novembro. O avanço deste mês foi provocado, principalmente, pelo item que mede a intenção de investimentos do empresário do comércio (+1,7%). A avaliação das condições correntes do setor registrou queda de 1,0%, enquanto as expectativas cresceram 0,5. Situado aos 128,6 pontos, o nível geral de confiança sintetiza um cenário corrente positivo com perspectivas favoráveis para os próximos meses.

     

    Outras matérias:

    Nível de endividamento das famílias fica estável em novembro – O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros apresentou leve queda em novembro de 2012, alcançando 59,0%, o mesmo patamar observado em novembro de 2011. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso avançou ligeiramente entre os meses de outubro e novembro, como também na comparação anual. O percentual de famílias inadimplentes alcançou 21,0% do total em novembro de 2012, ante 20,5% em outubro de 2012 e 20,0% em novembro de 2011. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso reduziu-se entre outubro e novembro de 2012, passando de 7,0% para 6,8%. Em novembro de 2011, 7,3% haviam declarado que continuariam inadimplentes.

    Crédito aumenta 11,8% no ano até outubro – Dados mais recentes deste ano divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 1,4% em outubro contra o mês anterior, próximo ao avanço de 1,2% de setembro. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 2,3 trilhões no último resultado, representando 51,9% do PIB, a maior proporção desde 1995. No acumulado do ano o crescimento foi de 11,8%, 2,3 pontos percentuais abaixo da variação de 14,1% observada no mesmo período do ano anterior. Já nos últimos 12 meses terminados em outubro de 2012, a variação foi de +16,6%.

    Otimismo mais moderado das famílias impede recuperação maior do consumo – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 0,8% (133,7 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 2,7% em relação a novembro de 2011. Por faixas de renda, os cortes mostram que o resultado do índice na comparação mensal foi sustentado principalmente pela queda da confiança das famílias de renda abaixo de dez salários mínimos, com recuo de 0,6%. As famílias com renda acima de dez salários mínimos apresentaram redução de 2,1%. O índice das famílias mais ricas encontra-se em 140,3 pontos, e o das demais, em 132,3 pontos.

    Inclusão digital no Brasil – A internet e o comércio eletrônico continuam seu processo de expansão no Brasil, com taxas de crescimento superiores a todos os demais setores, e, mais importante, espraiando-se por todas as classes sociais. Conquanto o País já tenha quase 80 milhões de pessoas usando a internet, o que em termos absolutos significa um volume importante — capaz de criar um tremendo mercado para o comércio eletrônico — em termos relativos o nível de inclusão digital ainda é baixo. Ou seja, apenas 39% da população acessa a internet. Na Argentina, a taxa de inclusão digital é de 67%, no Chile de 59% e na Colômbia e no Uruguai é de 56%.