Blog

  • Fortalecimento sindical, autossustentação e representatividade: temas do 28º ENSP

    Autossustentação e representatividade sindical. Este foi o foco da palestra do economista e chefe do Departamento de Planejamento (Deplan) da CNC, Daniel Lopez. O tema da apresentação foi “Estratégias para o fortalecimento dos Sindicatos” e teve como objetivo apresentar aos representantes dessas entidades maneiras de tornar o sindicato autossustentável, além de apresentar as ações realizadas pela CNC para auxiliar nesse contexto.

    Autossustentação e representatividade sindical. Este foi o foco da palestra do economista e chefe do Departamento de Planejamento (Deplan) da CNC, Daniel Lopez. O tema da apresentação foi “Estratégias para o fortalecimento dos Sindicatos” e teve como objetivo apresentar aos representantes dessas entidades maneiras de tornar o sindicato autossustentável, além de apresentar as ações realizadas pela CNC para auxiliar nesse contexto. “Para que o Sistema Comércio seja forte, precisamos que os sindicatos também se fortaleçam, pois são eles os representantes dos empresários que buscam ter os interesses da classe atendidos. Oferecer produtos e serviços de interesse do empresariado é uma das maneiras de tornar o sindicato representativo – muitas vezes, é por meio de um serviço que a empresa se aproxima da entidade e passa a entender a importância do seu papel”, explica Daniel.

    Daniel falou ainda da importância da definição de estratégias para que o sindicato se fortaleça: “As estratégias devem se basear no resultado da análise do ambiente, ser viáveis e compatíveis com os recursos, coerentes entre si e alinhadas ao interesse em comum do Sistema. O sindicato deve buscar o comprometimento das pessoas com os interesses do próprio sindicato e dos associados”, esclareceu.

    Para se fortalecer, a entidade também tem que ter um bom número de associados e uma boa estrutura, com funcionários comprometidos e uma sede que funcione como uma empresa. Cargos e interesses devem ser bem definidos, para que não haja ruído na comunicação: “O sindicato precisa de uma diretoria atuante. Para isso, é importante ter um sistema de informática e comunicação eficazes e um plano de gestão e capacitação profissional”.

    O chefe do Deplan apresentou, ao final da palestra, algumas iniciativas da CNC para ajudar os sindicatos a se tornarem representativos, como o Sistema de Excelência em Gestão Sindical (SEGS), o Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA) e a Rede de Negociadores.

  • Sumário Econômico 1279

    Capitalismo, mercado e democracia – As vicissitudes por que passam os países da União Europeia, cristali¬zadas na queda da atividade econômica e no desemprego, nos levam a refletir sobre a eficácia das reformas que estão sendo anunciadas.

    Capitalismo, mercado e democracia – As vicissitudes por que passam os países da União Europeia, cristali¬zadas na queda da atividade econômica e no desemprego, nos levam a refletir sobre a eficácia das reformas que estão sendo anunciadas. Não há como estabe¬lecer um paralelo com a década de 1930, quando um deliberado déficit nas contas públicas, com o propósito de financiar investimentos em obras de infraestrutu¬ra, buscava compensar a débil demanda por bens e serviços no setor privado, reanimando assim o nível de emprego da economia, conforme receita exposta na Teoria Geral de Keynes. Acontece, hoje, que a maioria dos países do Primeiro Mundo está com as contas públicas desarrumadas, sobrecarregadas por elevados déficits, que requerem o pagamento de altas taxas de juros ape¬nas para “rolar a dívida”. Assim, não há como recorrer, no momento atual, à abordagem keynesiana para gerar cres¬cimento e emprego, sem correr o risco de uma maré inflacionária.

    Liberdade econômica – Quando, devido ao mau tempo, sobe o preço dos legumes e hortaliças para compensar a redução da quantidade ofertada, no momento seguinte, a situação se inverte. Diante de preços mais altos, os consumido¬res compram menos e o lucro maior leva os agricultores a produzirem mais, refazendo logo adiante o equi¬líbrio dos preços. As maiores imperfeições, sabidamen¬te, estão no sistema financeiro, no qual a liberdade operacional excessiva, estimulada pela informática, levou a grandes abusos e desvios de finalida¬de, que terminaram na insolvência e na falência de importantes instituições financeiras, com enormes prejuízos para os depositantes e investidores. Daí que o sistema financeiro não pode ter liberdade incondicional; ele preci¬sa ser fiscalizado e submetido a rígi¬dos controles e limites operacionais. Como, aliás, recomendam os Acordos da Basileia.

    A grande crise da dívida e suas implicações para a economia brasileira –Durante décadas, o mundo desen¬volvido cresceu com base numa explosão creditícia que resultou em um elevado nível de alavancagem fi¬nanceira das famílias e dos governos. Os últimos acabaram absorvendo as dívidas do setor bancário, transfor¬mando uma crise de endividamento numa crise de solvência fiscal. O Brasil passou muito bem pela pri¬meira fase da crise em 2008, tendo crescido a uma média de 4% nos últi¬mos cinco anos. Somente nos últimos dez anos, 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média e bilhões de dólares entraram no País na forma de investimentos diretos. Esse cenário favorável de crescimento econômico se deu em um período no qual os preços das commodities apresentaram trajetória de alta. Com isso, os chama¬dos termos de troca, isto é, o preço das exportações brasileiras relativamente às importações, subiu consideravel¬mente, turbinando o poder de compra do brasileiro.

    Brasil – EUA: preocupações à vista –Segundo informações recebidas do Brazil Industries Coalition (BIC), o Brasil poderá perder um grande parceiro no congresso norte-americano, contumaz defensor das relações bilaterais entre Brasil e EUA. Trata-se do Senador Richard Lugar (Rep. Indiana), que está con-correndo à reeleição este ano e, de acordo com as pesquisas, talvez nem passe das eleições primárias em In¬diana, seu estado. Lugar é o Senador Republicano mais antigo e, se for reeleito, poderá ser indicado como Presidente “pro tempo-re” do Senado, caso os Republicanos retomem a maioria. Trata-se do segun¬do cargo mais importante do Senado dos EUA, sendo que o principal é exercido pelo Presidente do Senado, ocupado pelo Vice-Presidente do país.

  • Crise americana está longe do fim, afirma Kanitz

    Os Estados Unidos estão perdidos, sem um ponto de referência”. A afirmação é do conferencista Stephen Kanitz, primeiro palestrante do 28°Encontro de Sindicatos Patronais do Comércio, que acontece entre os dias 16 e 18 de maio em Natal, no Rio Grande do Norte.

    Ao falar sobre o contexto da economia internacional, Kanitz falou sobre a crise econômica de 2008, deflagrada pela bolha no mercado de imóveis dos Estados Unidos.

    Os Estados Unidos estão perdidos, sem um ponto de referência”. A afirmação é do conferencista Stephen Kanitz, primeiro palestrante do 28°Encontro de Sindicatos Patronais do Comércio, que acontece entre os dias 16 e 18 de maio em Natal, no Rio Grande do Norte.

    Ao falar sobre o contexto da economia internacional, Kanitz falou sobre a crise econômica de 2008, deflagrada pela bolha no mercado de imóveis dos Estados Unidos.

    “A bolha imobiliária foi o resultado de um subsídio fiscal exagerado. O governo oferecia incentivos fiscais vinculados à contratação de dívidas bancárias, num limite de US$ 1 milhão. Ou seja, para ter dedução no Imposto de Renda, todos queriam comprar casas nesse valor, até quem não podia”, afirmou. Segundo ele, o incentivo era tão grande que, para uma dívida de US$ 1,1 mil, o governo acabava arcando com US$ 840 mil, considerando as deduções de impostos. “Hoje, os subsídios caíram pela metade, mas, como os imóveis mantiveram seus preços de seis anos atrás, a população não quer mais assumir dívidas tão longas – afinal, 25% da população, o mesmo índice da época do crash de 29, têm medo de perder seus empregos”, disse.

    Kanitz não enxerga possibilidades de melhoria no cenário de curto prazo da maior potência do planeta: “Em todo o mundo, e principalmente nos Estados Unidos, os especialistas estão usando coordenadas nominais para traçar cenários para a economia, não coordenadas realistas, o que é problemático porque significa ignorar, por exemplo, uma inflação que não permitirá, por exemplo, que os títulos do tesouro norte-americano valham a mesma coisa daqui a 30 anos. E quem compra estes papeis hoje precisa ter esta informação”, afirmou.

    Segundo o conferencista, o que hoje é chamado de juros baixos são, na realidade, juros negativos.

    “Acredito inclusive na possibilidade de uma outra crise com fuga de capitais dos Estados Unidos, que, hoje, estão sem um ponto de referência. É como estar perdido em um deserto: a falta de água é um problema, mas não saber onde se está é um problema maior ainda”, afirmou. A boa notícia é que, segundo o palestrante, a economia do Brasil tem sólidos fundamentos e o País não será afetado caso aconteça uma crise internacional.”Estamos lastreados em nossas reservas cambiais”, finalizou.

     

  • Negociação coletiva de trabalho foi debatida no 28º Encontro Nacional dos Sindicatos

    A negociação coletiva de trabalho como uma das mais importantes prerrogativas dos sindicatos foi um dos temas debatidos hoje, 17 de maio, segundo dia de trabalho do 28ª Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, no Centro de Convenções de Natal, no Rio Grande do Norte.

    A negociação coletiva de trabalho como uma das mais importantes prerrogativas dos sindicatos foi um dos temas debatidos hoje, 17 de maio, segundo dia de trabalho do 28ª Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, no Centro de Convenções de Natal, no Rio Grande do Norte.

    O ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Vantuil Abdala, participou, junto com Patrícia Duque, chefe da Divisão Sindical da Confederação Nacional do Comércio de Bens, serviços e Turismo (CNC), da palestra sobre negociação coletiva de trabalho e sobre a importância de o assunto ser conduzido pelos sindicatos.

    Com participação efetiva da plateia, Abdala citou exemplos de como a relações trabalhistas se desenvolvem em outros países e apontou caminhos para que as negociações entre trabalhadores e empregadores sejam benéficas para ambos os lados.  “A força parte da união. Em eventos como este surgem aproximações e alinhamentos de ideias e diretrizes”, disse o ex-ministro. “Temos que aprender cada vez mais a reivindicar. Nas negociações, deve haver o chamado ganha-ganha, para que todos ganhem com a negociação coletiva”, disse Patrícia.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 090/2012

    DESTAQUES:

    Regulamentada a Lei de Acesso à Informação Pública

    Nomeado o Secretário-Executivo do Ministério do Trabalho e Emprego

    Instituído Grupo de Trabalho para analisar Projetos de Lei que criam o Estatuto das Pessoas com Deficiência

    BCB divulga o novo regulamento do Comitê de Política Monetária (Copom)

    Ministério da Saúde estabelece normas operacionais do Programa Farmácia Popular do Brasil

    Decreto do Estado do Rio de Janeiro regulamenta procedimento de acesso a informações previsto na Lei Federal de Acesso à Informação Pública

    DESTAQUES:

    Regulamentada a Lei de Acesso à Informação Pública

    Nomeado o Secretário-Executivo do Ministério do Trabalho e Emprego

    Instituído Grupo de Trabalho para analisar Projetos de Lei que criam o Estatuto das Pessoas com Deficiência

    BCB divulga o novo regulamento do Comitê de Política Monetária (Copom)

    Ministério da Saúde estabelece normas operacionais do Programa Farmácia Popular do Brasil

    Decreto do Estado do Rio de Janeiro regulamenta procedimento de acesso a informações previsto na Lei Federal de Acesso à Informação Pública

    Representantes da CNC e do Sistema “S” são convidados para participar da reunião da Subcomissão criada para avaliar a criação de postos de trabalho com a Copa do Mundo de 2014 (Informações)

  • Stephen Kanitz: a redução dos juros é sustentável

    Com o tema Reformas, o futuro chegou, o conferencista Stephen Kanitz abriu, na manhã de 17 de maio, o ciclo de palestras do primeiro dia do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em Natal. O mestre em Administração de Empresas pela Harvard Business School traçou um cenário sobre o atual contexto da economia internacional e fez paralelos com a situação brasileira, garantindo que o Brasil vai muito bem, lastreado por um fator inédito na história deste país: suas reservas cambiais.

    Com o tema Reformas, o futuro chegou, o conferencista Stephen Kanitz abriu, na manhã de 17 de maio, o ciclo de palestras do primeiro dia do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em Natal. O mestre em Administração de Empresas pela Harvard Business School traçou um cenário sobre o atual contexto da economia internacional e fez paralelos com a situação brasileira, garantindo que o Brasil vai muito bem, lastreado por um fator inédito na história deste país: suas reservas cambiais.

    Kanitz citou declaração de 2006 da presidente Dilma Rousseff, na qual ela defendeu a diminuição do tamanho da dívida para reduzir o custo de capital das empresas brasileiras. E foi enfático: “A redução dos juros é sustentável. Quem não acreditar nisso por estar enxergando o mundo com as coordenadas do passado, quando pegar empréstimos era quase sinônimo de falência, levará 20 anos para começar a alavancar seus negócios, e será ultrapassado por quem for mais arrojado”.

    Kanitz defendeu, ainda, a reforma da Previdência como medida a ser tratada como prioritária, por acreditar que é uma falácia pensar que não há déficit nessa conta. “Quando a contribuição de uma pessoa em idade produtiva vai diretamente para alguém que já está aposentado, como acontece atualmente, significa que está se criando uma dívida para o futuro. Se a previsão é de que, em 2050, a proporção de ativos versus aposentados seja de um para um, precisamos rever este modelo já.”

    A reforma trabalhista, e o fim de artifícios como a penhora on-line, foram os últimos pontos abordados pelo conferencista. Para Kanitz, a penhora on-line é um desrespeito aos limites do capital social, que já é uma garantia que o empreendedor dá a seus clientes e fornecedores de que sua empresa será saudável. “Hoje, empresários estão fechando seus negócios no Brasil para abri-los na China. No futuro, a nova geração corre o risco de não se tornar empreendedora, se o risco for perder tudo o que possui. E o Brasil precisa de empreendedores”, finalizou.

  • Abertura do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais reúne lideranças de todo o País

    A abertura oficial da 28ª edição do Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, evento que acontece até 18 de maio no Centro de Convenções de Natal (RN), reuniu, na noite de ontem, dirigentes de entidades patronais de todo o País. Em comum, os objetivos: a troca de experiências e de conhecimentos e a vontade de alinhar estratégias e ações.    

    A abertura oficial da 28ª edição do Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, evento que acontece até 18 de maio no Centro de Convenções de Natal (RN), reuniu, na noite de ontem, dirigentes de entidades patronais de todo o País. Em comum, os objetivos: a troca de experiências e de conhecimentos e a vontade de alinhar estratégias e ações.    

    Durante a solenidade oficial, que contou com autoridades do Estado, presidentes de federações do comércio, empresários, assessores e jornalistas, o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, recebeu o título de cidadão norte-rio-grandense, outorgado pela Assembleia Legislativa, por proposição do presidente da Casa, deputado Ricardo Mota.

    “É com muita honra e alegria que recebo o título outorgado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Desejo registrar que é um privilégio e uma grande satisfação estar presente a este Encontro, ao qual comparecem os presidentes e representantes de 600 sindicatos integrantes do Sistema Confederativo do Comércio”, destacou Oliveira Santos. “Esta é, sem dúvida, uma demonstração da força dos sindicatos, que unem empresas e buscam soluções para o setor”, complementou.       

    O deputado Ricardo Mota declarou que o titulo outorgado ao presidente da CNC foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares do Estado. “É uma justa homenagem a quem esteve e está à frente de entidades importantes para o desenvolvimento do País. É um líder que vem contribuindo para o destino das entidades sindicais patronais, sobretudo nas áreas educacional e social”, disse Mota.

    Benito Gama, secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, participou da solenidade representando a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, e também destacou a importância do setor do comércio de bens, serviços e turismo. “Os setores têm avançado muito no Brasil. No Rio Grande do Norte, são fundamentais, com participação crescente em nossa economia. A liderança de Antonio Oliveira Santos contribui para a construção de um Brasil mais justo”, destacou, ao abordar a homenagem recebida pelo presidente da CNC.

    O 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais conta com vasta programação e palestrantes de renome nacional, além de trabalhos temáticos e atrações culturais com artistas locais. O evento tem como tema central as reformas constitucionais – Reformas, o futuro já começou. O Encontro  é uma realização do Sindicato do Comércio Varejista e de Serviços do Rio Grande do Norte (Sicomércio-RN).

  • Presidente da CNC aborda a economia na abertura do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, abordou os cenários das economias brasileira e mundial durante a abertura do 28ª Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, na noite de quarta-feira, dia 16 de maio. O evento vai até 18 de maio, no Centro de Convenções de Natal (RN).

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, abordou os cenários das economias brasileira e mundial durante a abertura do 28ª Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, na noite de quarta-feira, dia 16 de maio. O evento vai até 18 de maio, no Centro de Convenções de Natal (RN).

    “Nos últimos 30 anos, o Brasil experimentou um extraordinário desenvolvimento econômico, político e social”, disse Oliveira Santos. O presidente da CNC destacou que a Constituição Federal da República de 1988 consolidou no País uma sólida democracia e uma garantia de segurança jurídica, sob as quais vem se realizando uma política consistente de estabilidade econômica, interna e externa. “Os avanços sociais permitiram e estão permitindo significativa inclusão social, respaldada por uma consistente melhoria dos padrões de consumo de uma ampla classe média e maior participação dos rendimentos de trabalho na distribuição da renda nacional”, disse.   

    Confira a íntegra do discurso do presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos.

    Ao abordar o cenário externo, Antonio Oliveira Santos destacou uma consequência negativa da crise econômica mundial para os jovens na faixa de 15 a 25 anos: o desemprego no mais alto nível histórico, com índices de 51% na Grécia e na Espanha e 36% em Portugal e na Itália. “A julgar por esse diagnóstico, tudo indica uma lenta recuperação da economia norte-americana e uma longa estagnação da economia europeia”, apontou.

    O Brasil, na visão do presidente da CNC, vem apresentando alguns sinais de redução das atividades econômicas, sobretudo na indústria nacional (com queda de 3% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2011), na automobilística (com recuo de 15,5% em abril em relação a março) e na produção agrícola, que enfrenta, por força das condições climáticas, a maior seca em 30 anos, principalmente no Sul e na região semiárida do Nordeste brasileiro.

    Entretanto, Antonio Oliveira Santos enfatizou a expansão que a atividade comercial vem apresentando nos últimos anos, a despeito da situação econômica mundial e local. “O desempenho do comércio merece, nesse cenário, e sem dúvida, uma nota alvissareira, pois tem demonstrado, na conjuntura atual, a maior força de sustentação da economia nacional, tanto pelo crescimento do mercado interno como pela expressiva expansão do nosso comércio exterior”.          

    Inclusão social

    Antonio Oliveira Santos destacou, ainda, as ações realizadas pelo Sistema Comércio para que o trabalhador dos setores do comércio de bens, serviços e turismo conquiste uma situação destacada na sociedade, por meio dos cursos de formação profissional oferecidos pelo Senac e do desenvolvimento de programas nas áreas de educação, cultura, saúde, esporte e lazer proporcionados pelo Sesc. “Esses são fatores importantes, que contribuem para que o trabalhador tenha um emprego de qualidade. E assim deve continuar, nos próximos anos, por meio de uma proveitosa cooperação dos setores produtivos com as autoridades governamentais, como também de um harmonioso relacionamento com as instituições trabalhistas”, finalizou o presidente da Confederação.

  • Fixação diferenciada de preços não é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor

     A fixação diferenciada de preços para pagamento no cartão de crédito ou a vista não é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). A explicação, de Cácito Esteves, da Divisão Jurídica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foi externada durante reunião dos assessores jurídicos do Sistema Comércio, nesta quarta-feira (16), nas prévias da abertura oficial do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que acontece em Natal (RN) até 18 de maio.

     A fixação diferenciada de preços para pagamento no cartão de crédito ou a vista não é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). A explicação, de Cácito Esteves, da Divisão Jurídica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foi externada durante reunião dos assessores jurídicos do Sistema Comércio, nesta quarta-feira (16), nas prévias da abertura oficial do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que acontece em Natal (RN) até 18 de maio.

     “Não há qualquer comando normativo neste sentido. O que existe é o entendimento do Departamento Nacional de Defesa do Consumidor, da Secretaria de Direito Econômico, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, manifestado inicialmente em 1989, no sentido de que a prática de preços diferenciados atentaria contra os incisos V e IX do artigo 39 do CDC, e uma Portaria nº 118/1994, do Ministério da Fazenda”, explicou Cácito.

     De acordo com os incisos V e IX do artigo 39 do CDC, é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva e recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais. “Pronto pagamento é aquele que não pode ser recusado; no Brasil, dinheiro é forma de pagamento de aceitação compulsória. Cartão não é pronto pagamento, já que ele pode se recusado ao fazer a transação e pode o comerciante, inclusive, não trabalhar com tal modalidade”, argumentou Cácito.

     Segundo o advogado, repassar ao consumidor os custos efetivos de sua opção de pagamento não pode ser considerado “vantagem manifestamente indevida” de que trata o inciso V do artigo 39 do CDC. “Em verdade é uma opção. Mais cara, sim, mas porque envolve custos operacionais, e isso não se configura como pratica abusiva”, disse. “E o pronto pagamento a que se refere o inciso IX é pagamento em dinheiro, à vista. Até porque, a comercialização de produtos e serviços através de cartões de crédito é facultativa ao comerciante”, contextualizou Cácito Esteves.

  • Sindicatos apresentam cases de sucesso

    Na Reunião de Executivos que antecede a abertura oficial do 28º Encontro Nacional de Sindicatos Patronais, em Natal, no Rio Grande do Norte, oito sindicatos se inscreveram para apresentar cases de sucesso realizados em seus municípios. Ao final das apresentações, os executivos que participam das palestras elegerão a melhor iniciativa realizada em prol do desenvolvimento e do crescimento do sindicato.

    Na Reunião de Executivos que antecede a abertura oficial do 28º Encontro Nacional de Sindicatos Patronais, em Natal, no Rio Grande do Norte, oito sindicatos se inscreveram para apresentar cases de sucesso realizados em seus municípios. Ao final das apresentações, os executivos que participam das palestras elegerão a melhor iniciativa realizada em prol do desenvolvimento e do crescimento do sindicato.

    O executivo do Sindilojas Porto Alegre, Marcio Alegrete, apresentou o case Gestão da Contribuição Sindical Patronal, com os resultados de uma série de ações balizadas pelo planejamento estratégico 2010-2020 e realizadas a partir de 2010. A entidade priorizou o desenvolvimento de três pilares: desenvolvimento e gestão do cadastro de empresas filiadas; campanha de conscientização do lojista; desenvolvimento da imagem do sindicato.

    “Na análise do cenário, pesou a decisão do STF de que micros e pequenas empresas estariam isentas do pagamento da contribuição sindical, pois tínhamos uma perspectiva de começar a perder receita proveniente dessa arrecadação já a partir de 2011. Além disso, identificamos dois outros pontos bastante importantes: descrédito no papel do sindicato e dificuldade para gerir um banco de dados composto, à época, de cerca de 18 mil empresas”, diz Alegrete.

    Uma das ações implantadas pelo sindicato foi o Programa de Atualização Cadastral, que resultou, de 2010 para 2011, em um aumento no pagamento das guias da contribuição sindical da ordem de 15,08%, e, de 2011 para 2012, de 5%. Hoje, o banco de dados da entidade está tão apurado que as guias são emitidas com os valores já impressos de acordo com o capital social de cada empresa.

    Para suprir o que identificou como sendo um modelo de gestão arcaico das empresas do comércio local, que não priorizava os clientes, o Sindicato do Comércio Varejista de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, lançou o Prêmio da Qualidade no Atendimento ao Consumidor, que, em parceria com a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e o Sebrae, premiaria entidades que estivessem adaptadas às regras do Código do Consumidor.

    Em Fortaleza, o Sindilojas Ceará identificou uma oportunidade para projetar a sua imagem na Feira de Empregos e Estágios do Ceará. Em sua primeira participação no evento, a entidade montou um estande para apresentar a sua atuação a empreendedores, empresários e futuros dirigentes sindicais. Além disso, realizou uma enquete para identificar a imagem que a sociedade tinha da entidade, e, a partir daí, direcionar suas ações de representatividade. “A ideia de saber a imagem do sindicato por meio de uma pesquisa como a que fizemos, em princípio pode parecer assustadora, mas, a partir disso, é possível pensar em ações para promover o sindicato e solidificar a sua imagem”, afirmou a gerente do Sindilojas Fortaleza, Tânia Damasceno.

    O superintendente do Sindicomércio de Juiz de Fora, Sérgio Costa, disse que a sustentabilidade é o grande foco de sua entidade. Em função disso, o sindicato fez parcerias e convênios nas áreas de saúde, educação e jurídica para estimular o pagamento das contribuições sindical e confederativa. Além disso, estreitou a comunicação com os filiados, intensificando a presença digital da entidade nas mídias sociais e modernizando outros canais de comunicação, como o site e e-mails marketing, e com os contabilistas, por meio de palestras e workshops a respeito da importância do sindicato para as empresas.

    Na parte da tarde, outros trabalhos estão sendo apresentados, e o resultado da votação do melhor deles sairá na sexta-feira.