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  • Turismo em Pauta 07

    Fiel ao compromisso histórico de ter na defesa da atividade turística um dos pilares de sua atuação, a CNC abre um espaço de reflexão para que os maiores especialistas do setor e da área acadêmica possam tratar dos assuntos com profundidade e conhecimento.

    Fiel ao compromisso histórico de ter na defesa da atividade turística um dos pilares de sua atuação, a CNC abre um espaço de reflexão para que os maiores especialistas do setor e da área acadêmica possam tratar dos assuntos com profundidade e conhecimento.

  • As taxas de juros no Brasil (Jornal do Commercio de 17 de novembro de 2011)

    Antonio Oliveira Santos
    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

    Causa perplexidade a todos os analistas o fato excêntrico de ostentar o Brasil as mais altas taxas de juros reais do mundo, tanto para o setor privado como para os títulos do Tesouro Nacional. De um modo geral, essas taxas são “puxadas” pela taxa básica SELIC, fixada pelo Banco Central, cuja explicação carece de uma justificação convincente.

    Antonio Oliveira Santos
    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

    Causa perplexidade a todos os analistas o fato excêntrico de ostentar o Brasil as mais altas taxas de juros reais do mundo, tanto para o setor privado como para os títulos do Tesouro Nacional. De um modo geral, essas taxas são “puxadas” pela taxa básica SELIC, fixada pelo Banco Central, cuja explicação carece de uma justificação convincente.

    Coexistem, no Brasil, duas políticas monetárias: uma patrocinada pelo Governo, com vistas à expansão dos empréstimos do BNDES, CEF e Banco do Brasil, e outra comandada pelo Banco Central, que, presumivelmente, atuaria sobre o sistema de crédito privado. No fundo, a elevada taxa de juros SELIC, além de influenciar o custo da colocação dos títulos públicos, também serve de parâmetro à captação de recursos pelos bancos comerciais e de investimentos, inclusive para os Fundos de Renda Fixa, que vendem quotas no mercado de capitais.

    A partir daí, é importante ressaltar que, apesar da ênfase desproporcional que tem sido dada à taxa SELIC, as taxas pagas pelos consumidores e empresários são muito mais elevadas. Isso se deve à diferença entre a taxa pela qual os bancos tomam dinheiro emprestado e a taxa pela qual emprestam dinheiro, ou seja, o chamado spread bancário. A taxa de juros média paga pelas pessoas físicas, no Brasil, é 46% a.a. e pelas pessoas jurídicas 40% ao ano. Fica difícil imaginar a viabilidade de algum projeto frente a esse custo de captação. Daí a corrida aos empréstimos dos bancos públicos.

    Mas isto não é tudo, face aos escandalosos juros cobrados dos inocentes consumidores. Parece inacreditável, mas, segundo a ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade, a taxa média de juros paga pelo consumidor gira em torno de 6,5% ao mês ou 116% ao ano. No caso do cheque especial, a taxa média está em cerca de 8,2% ao mês.

    O argumento dos bancos privados, para justificar tamanha discrepância, reside no chamado “Custo Brasil”, que seria o grande culpado pelas taxas estratosféricas cobradas dos clientes. É útil, então, recorrer-se ao Relatório de Economia Bancária e Crédito de 2009, o último divulgado pelo Banco Central, no qual há uma decomposição do spread bancário, tornando possível detectar as causas de seu inchaço.

    Como demonstra o Relatório, a carga tributária tem um peso considerável, respondendo por mais de 24,7% do total do spread. A inadimplência também possui um peso grande, sendo responsável por mais de 27% da totalidade. Além disso, os custos administrativos dos bancos representam 14,6% do spread. No entanto, o maior componente do spread bancário é a margem líquida dos bancos que responde por mais de 31% do total.

    Nesse contexto, a diminuição do spread não depende apenas da redução da taxa SELIC, mas também do aumento da eficácia do Sistema Tributário Nacional, assim como de uma maior competição no mercado bancário no Brasil, tornando-o mais eficiente e reduzindo seus lucros, com o que sairão favorecidos os consumidores, que, no caso, são tomadores de recursos.

    Sendo assim, é possível concluir que há um excesso de ênfase, no Banco Central, quanto à formulação da política monetária. Muitas das causas que colocam a inflação acima da meta fogem ao raio de ação da taxa SELIC. Seria, pois, do melhor alvitre, apostar numa maior consonância e consistência entre a política monetária e a política fiscal, assim como no encaminhamento das reformas que possam resolver o problema da indexação e da cunha fiscal que pesa sobre os juros bancários.

    Adicionalmente, torna-se necessário simplificar o Sistema Tributário e criar condições para elevar a competição entre as instituições financeiras, possibilitando a redução do spread. Essas medidas contribuiriam, significativamente para a queda das taxas de juros no Brasil e não apenas a queda da taxa SELIC. Isto, além da correção necessária para impor limites razoáveis às extravagantes taxas de juros cobradas na utilização dos cartões de crédito.

     Jornal do Commércio, 17 de novembro de 2011

  • Boletim Informativo Diário (BID) 226

    DESTAQUES:

    Alterada a Portaria SECEX que consolida normas e procedimentos aplicáveis às operações de Comércio Exterior

    Incluída categoria no Grupo Entidades Empresariais da Tabela de Natureza Jurídica 2009

    Edital de Convocação do Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Papel e Papelão para AGE a ser realizada no dia 15 de dezembro de 2011

    DESTAQUES:

    Alterada a Portaria SECEX que consolida normas e procedimentos aplicáveis às operações de Comércio Exterior

    Incluída categoria no Grupo Entidades Empresariais da Tabela de Natureza Jurídica 2009

    Edital de Convocação do Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Papel e Papelão para AGE a ser realizada no dia 15 de dezembro de 2011

  • Carta Mensal 677

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do país.

     

    Para solicitar outras edições, clique aqui.

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do país.

     

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  • Conselho de Turismo da CNC tem nova vice-presidente

    O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) encerrou nesta quarta-feira, 7 de dezembro, as suas atividades de 2011 com um evento marcado pela posse da nova vice-presidente do órgão, a jornalista catarinense Anita Pires, presidente da Associação Brasileira de Eventos (Abeoc) e membro da Academia Brasileira de Eventos. Ela substituiu Eraldo Alves da Cruz, que assumiu a Secretaria Geral da CNC.

    O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) encerrou nesta quarta-feira, 7 de dezembro, as suas atividades de 2011 com um evento marcado pela posse da nova vice-presidente do órgão, a jornalista catarinense Anita Pires, presidente da Associação Brasileira de Eventos (Abeoc) e membro da Academia Brasileira de Eventos. Ela substituiu Eraldo Alves da Cruz, que assumiu a Secretaria Geral da CNC.

    Durante o evento também foi lançado a sétima edição da revista “Turismo em Pauta”. Segundo Alexandre Sampaio, presidente do Conselho, para 2012 a intenção é publicar pelo menos mais duas edições, uma em cada semestre.

    Sampaio destaca que Anita “vai agregar grande valor ao organismo, na medida em que ela comanda uma entidade com profunda atuação na área de eventos e que terá um crescimento vertiginoso de sua representatividade, dado o volume de eventos de grande porte que o Brasil sediará nos próximos anos, particularmente na área esportiva”.

    Anita Pires destacou, durante a cerimônia de posse, que o Brasil vive um grande fase no Turismo. “A atividade turística brasileira vive um momento novo. As pessoas querem cada vez mais circular pelo planeta, e o Brasil é extremamente atraente, pela hospitalidade de seu povo, pela música e cultura em geral. Nós, do mercado, temos que cada vez mais buscar a qualificação profissional na oferta de produtos e serviços já que, sem isso, todos os atrativos caem por terra”, afirmou.

    “O Conselho vem melhorando ao longo dos anos, com a metodologia dos macrotemas, com a revista Turismo em Pauta”, disse Eraldo Alves da Cruz. “A experiência de Anita é muito grande, é uma grande profissional, com conhecimento e experiência nas áreas pública e privada do trade”, complementou, sobre sua sucessora.

    A nova vice-presidente do Conselho de Turismo também enfatizou a importância de se ter uma boa infraestrutura para receber os turistas que cada vez mais visitam o País, além da união das entidades do setor. “Tenho a percepção muito clara de que a CNC se abre cada vez mais às entidades do trade, que podem usufruir do potencial que a entidade possui. Espero contribuir cada vez mais para a formação de parcerias”, complementou a nova vice-presidente.

    O presidente do Conselho de Turismo adiantou que durante o recesso de fim de ano, os membros do Conselho vão se concentrar na definição dos detalhes do novo macrotema a ser debatido ao longo das reuniões em 2012: o turismo de fronteira. Segundo ele, “o tema tem sinergia total com a proposta de trabalho do Ministério do Turismo, numa sistemática já desenvolvida por estados que são ícones nessa atividade de integração, particularmente no Paraná, na chamada tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai)”. Os conselheiros aproveitarão o recesso para discutir internamente quem serão os palestrantes, inclusive internacionais, numa parceria inédita entre o Conselho de Turismo, a Organização Mundial de Turismo (OMT) e o Ministério de Turismo.

  • Confiança do empresário atinge o maior nível do ano

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), teve crescimento de 0,3% no mês de novembro, atingindo 130,5 pontos. É o nível mais alto atingido pelo ICEC em 2011. A elevação na confiança dos empresários foi resultado da expectativa pela contratação de temporários para as vendas de fim de ano e da perspectiva de melhora em relação à reposição dos estoques, reduzidos devido às promoções realizadas pelo varejo.

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), teve crescimento de 0,3% no mês de novembro, atingindo 130,5 pontos. É o nível mais alto atingido pelo ICEC em 2011. A elevação na confiança dos empresários foi resultado da expectativa pela contratação de temporários para as vendas de fim de ano e da perspectiva de melhora em relação à reposição dos estoques, reduzidos devido às promoções realizadas pelo varejo.

    O crescimento moderado também se deve ao fato de que o subíndice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que mede a percepção do empresário em relação às suas condições atuais, recuou 0,5% em relação a outubro. Já o subíndice que mede as expectativas dos empresários se manteve relativamente estável (0,2%).

    Para o economista da CNC João Felipe Santoro, a desaceleração do mercado de trabalho também contribuiu para o crescimento moderado do ICEC. “Apesar de o mercado permanecer aquecido, com a taxa de desemprego abaixo dos 6%, os sinais de desaceleração são claros”, afirmou João Felipe. “Tendo isso em vista, a perspectiva do aumento da taxa de desemprego para os meses seguintes impõe um obstáculo ao desempenho do comércio varejista”.

    A CNC mantém em 6% a projeção para o crescimento das vendas do varejo em 2011. “O dólar americano retomou uma trajetória de alta que, caso se mostre permanente, poderá impactar negativamente a confiança e as vendas do comércio varejista para o próximo ano”, concluiu João Felipe.

    Clique aqui e acesse a íntegra do Índice de Confiança do Empresário do Comércio, com análise e gráficos produzidos pela Divisão Econômica da CNC.

  • Boletim Informativo Diário (BID) 225

    DESTAQUES:

    Publicado Extrato de Termo Aditivo do Acordo celebrado entre a Câmara dos Deputados e o SENAC, no tocante aos espaços gastronômicos da Câmara dos Deputados

    Divulgado o Regulamento do Prêmio Simples Nacional e Empreendedorismo, cuja Comissão Julgadora é composta por membro indicado pela FENACON

    Arquivado o processo de pedido de alteração estatutária da FECOMÉRCIO-SP

    Edital de Convocação do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte para AGE a ser realizada no dia 19 de dezembro de 2011

    DESTAQUES:

    Publicado Extrato de Termo Aditivo do Acordo celebrado entre a Câmara dos Deputados e o SENAC, no tocante aos espaços gastronômicos da Câmara dos Deputados

    Divulgado o Regulamento do Prêmio Simples Nacional e Empreendedorismo, cuja Comissão Julgadora é composta por membro indicado pela FENACON

    Arquivado o processo de pedido de alteração estatutária da FECOMÉRCIO-SP

    Edital de Convocação do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte para AGE a ser realizada no dia 19 de dezembro de 2011

  • SESC participa de conferência sobre Assistência Social

    O SESC participa, de 7 a 10 de dezembro, da 8ª Conferência Nacional de Assistência Social, que acontecerá em Brasília. O estande da entidade vai apresentar as atividades exercidas pela área de Assistência Social em todo o País.

    O SESC participa, de 7 a 10 de dezembro, da 8ª Conferência Nacional de Assistência Social, que acontecerá em Brasília. O estande da entidade vai apresentar as atividades exercidas pela área de Assistência Social em todo o País.

    São muitos os serviços e auxílios indiretos do SESC, e todos têm o objetivo de contribuir para a valorização do trabalhador do comércio de bens, serviços, turismo e de sua família.Uma das iniciativas que serão apresentadas pelo SESC na conferência é o TSI – Trabalho Social com Idosos. Atualmente a entidade atende 60 mil idosos com ações nas áreas cultural, artística, esportiva e de integração.

    A Conferência abordará os avanços na consolidação do Sistema Único de Assistência Social com a valorização dos trabalhadores e a qualificação da gestão, dos serviços, programas, projetos e benefícios. Também será feito uma avaliação das mais recentes conquistas e realizações da assistência social no Brasil e a apresentação de propostas e perspectivas para os próximos dois anos.

    Na abertura dos trabalhos, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, apresenta uma palestra sobre o tema Consolidar o Suas – Sistema Único de Assistência Social e Valorizar seus Trabalhadores: Desafio para a superação da extrema pobreza no Brasil. O evento, que contará com aproximadamente 2 mil participantes, é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).

  • Ministra de Relações Institucionais apoia setor imobiliário

    A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, compareceu, nesta terça-feira, 6 de dezembro, à reunião da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), realizada na sede da CNC, em Brasília. O objetivo da reunião foi debater questões com implicações na atividade imobiliária. O vice-presidente Financeiro da CNC, Luiz Gil Siuffo, compareceu ao evento.

    A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, compareceu, nesta terça-feira, 6 de dezembro, à reunião da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), realizada na sede da CNC, em Brasília. O objetivo da reunião foi debater questões com implicações na atividade imobiliária. O vice-presidente Financeiro da CNC, Luiz Gil Siuffo, compareceu ao evento.

    Enquanto senadora, Ideli Salvati defendeu o projeto de lei que alterava a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), visando aumentar a oferta de imóveis, facilitar a locação e dar maior segurança jurídica aos locadores. Ao ouvir os resultados positivos da aprovação da nova Lei, apresentados pelo coordenador de Locação da CBCSI, Leandro Ibagy, a ministra declarou: “Antigamente comprar a casa própria era o primeiro objetivo do trabalhador, que colocava logo em seguida o plano de ter um segundo imóvel, como garantia de renda. Mas de um tempo para cá a legislação vinha atrapalhando esse sonho. Assim fui convencida pelo Leandro de que deveria fazer algo para que esse quadro mudasse”, contou Ideli. Ela confirmou o apoio do ministério ao mercado imobiliário.

    Entre as mudanças na nova lei, aprovada em 2010, estão o prazo para o inquilino deixar o imóvel quando o contrato não for renovado caiu de seis meses para 30 dias. O tempo médio para retomada do imóvel, caso haja inadimplência no aluguel, também foi alterado a favor do proprietário. As alterações resultaram no crescimento na oferta de locações, na redução da taxa de inadimplência, etc.

    Proposições legislativas

    Os representantes dos Secovis (Sindicatos da Habitação) regionais ainda discutiram alguns projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, que interferem de maneira positiva ou negativa nas atividades do setor.

    Entre eles, destacam-se o PL 1872/07, do deputado Edinho Bez (PMDB-SC), que cria a figura do corretor de imóveis associado, e se encontra na Comissão de Conmstituição e Justiça, após ter sido aprovado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Publico no início de dezembro, com a relatoria do deputado Laércio Oliveira, vice-presidente da CNC. Segundo o projeto, corretores de imóveis poderão trabalhar associados a imobiliárias, sem vínculo empregatício.

    Outro projeto defendido é o PL 356/11, que acrescenta novo artigo à Lei do Inquilinato (8.245/91), visando regulamentar o built-to-suit. Esse sistema de locação, que significa “construído para servir” ou “construído sob encomenda”, é uma modalidade que tem como característica a construção de um empreendimento para atender interesses de um locatário pré-determinado. “Trata-se de uma opção muito utilizada nos países desenvolvidos e que no Brasil não evolui por não encontrar a necessária segurança jurídica devido à ausência de previsão legal”, explica o vice-presidente do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF), Ovídio Maia.

    Também foi levantada a possibilidade de o grupo se mobilizar em favor de uma regulamentação sobre a obrigatoriedade de pagamento da taxa de condomínio em associações de loteamentos não regularizados.

    O assunto foi abordado a partir do exemplo de um processo de dissociação julgado pelo Supremo Tribunal Federal, que recebeu parecer favorável. “O morador de um condomínio não regularizado, entrou com um processo para se dissociar da associação do condomínio onde mora. Ele ganhou o direito mesmo permanecendo no condomínio e usufruindo de todas as benfeitorias custeadas pelas taxas condominiais arrecadadas pela associação: segurança, coleta de lixo, etc. Precisamos rever essa questão, para que uma decisão dessa não venha a prejudicar moradores de todo o País, que também vivem em condomínios informais e que estão em dia com as taxas”, explicou Pedro Wähmann, presidente do Secovi Rio e Coordenador da Câmara.