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  • Ministério do Trabalho adia entrada em vigor do novo ponto eletrônico

    O Ministério do Trabalho e Emprego adiou, para 1º de março de 2011, o prazo para empresas se adaptarem ao novo Registrador Eletrônico de Ponto (REP). A nova portaria, nº 1.987/10, modifica apenas a data de entrada em vigência, que seria no próximo dia 26 de agosto.


    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) continua acompanhando o assunto, na defesa do setor que representa e que agrega mais de 4 milhões de empresários, empregadores de aproximadamente 25 milhões de pessoas.

    O Ministério do Trabalho e Emprego adiou, para 1º de março de 2011, o prazo para empresas se adaptarem ao novo Registrador Eletrônico de Ponto (REP). A nova portaria, nº 1.987/10, modifica apenas a data de entrada em vigência, que seria no próximo dia 26 de agosto.


    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) continua acompanhando o assunto, na defesa do setor que representa e que agrega mais de 4 milhões de empresários, empregadores de aproximadamente 25 milhões de pessoas. A edição de agosto da Revista CNC Notícias traz um resumo dos desdobramentos do novo ponto eletrônico. Para ler, clique aqui.


    A decisão representa uma vitória das Confederações Patronais, que se mobilizaram para alertar o governo quanto a futuros problemas. Estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) confirmou que poderia haver falta de equipamentos necessários para atender à nova regulamentação.

  • Câmara Empresarial de Turismo realiza primeira reunião sob a gestão de Alexandre Sampaio

    A 27ª reunião da Câmara Empresarial de Turismo (CET) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo foi realizada hoje, 18 de agosto, no Rio de Janeiro. O encontro marcou a estreia do empresário Alexandre Sampaio na coordenação do órgão consultivo, após a sua nomeação pelo presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos. Na pauta, os projetos da nova gestão e a proposta de atualização do planejamento estratégico da CET para os próximos anos.

    A 27ª reunião da Câmara Empresarial de Turismo (CET) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo foi realizada hoje, 18 de agosto, no Rio de Janeiro. O encontro marcou a estreia do empresário Alexandre Sampaio na coordenação do órgão consultivo, após a sua nomeação pelo presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos. Na pauta, os projetos da nova gestão e a proposta de atualização do planejamento estratégico da CET para os próximos anos. Na véspera, aconteceu a posse festiva de Alexandre Sampaio na presidência da Federação Brasileira de Hotelaria e Alimentação (FBHA).


    Foi a primeira vez que todos os membros das câmaras estaduais de turismo do Sistema CNC participaram de uma reunião da CET. O representante da Câmara Empresarial de Turismo do Paraná, Emerson Jabur, ressaltou a importância da integração dos órgãos estaduais com a Câmara da CNC: “É o melhor caminho para formatarmos as melhores saídas para os problemas que afetam os empresários do setor. Estou certo de que conseguiremos bons frutos a partir desta parceria”, disse. O presidente da Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina, Bruno Breithaupt, esteve presente ao encontro – a entidade acaba de instalar a sua câmara de turismo, sob a coordenação do empresário João Eduardo Moritz. “Quanto mais órgãos como estes forem inaugurados nas federações do comércio, melhor o turismo estará representado em seus pleitos locais”, afirmou Breithaupt. Para Moritz, o apoio do Sistema CNC é fundamental para aumentar a representatividade das entidades: “em Santa Catarina, todo o trade turístico faz parte da nossa câmara, incluindo o Conselho Estadual de Turismo”.


    O chefe do Departamento de Planejamento da CNC, Daniel Lopez, apresentou uma proposta de planejamento das ações da Câmara. A ideia é padronizar o acompanhamento das proposições discutidas durante os encontros do grupo, elegendo responsáveis e determinando prazos para a realização de cada tarefa. “O interessante é criar uma dinâmica que estimule o comprometimento de todos e para que cada ação seja efetivamente realizada”, afirma Daniel Lopez.

  • CNC divulga amanhã Peic e ICF relativas a agosto

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgará amanhã, quinta-feira, 19 de agosto, os resultados das pesquisas nacionais de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic-Nacional) e de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-Nacional), referentes a agosto.


    Não haverá coletiva de imprensa – Os economistas Fábio Bentes e Bruno Fernandes atenderão os jornalistas pelo telefone (21) 3804 9200, nos ramais 328 e 414, sobre a ICF e a Peic, respectivamente.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgará amanhã, quinta-feira, 19 de agosto, os resultados das pesquisas nacionais de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic-Nacional) e de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-Nacional), referentes a agosto.


    Não haverá coletiva de imprensa – Os economistas Fábio Bentes e Bruno Fernandes atenderão os jornalistas pelo telefone (21) 3804 9200, nos ramais 328 e 414, sobre a ICF e a Peic, respectivamente. Informações sobre as duas pesquisas estarão disponíveis no site http://www.portaldocomercio.org.br/ a partir das 10 horas. No mesmo horário, serão enviados arquivos (releases e tabelas) para os jornalistas.


    Para mais informações, entre em contato Assessoria de Comunicação da CNC – (21) 3804-9200 r. 274, 416 e 451

  • Brasil poderá ter política de educação para o consumo sustentável

    Na perspectiva da rotina doméstica, a preservação do meio ambiente pode ir muito além da separação do lixo para reciclagem e da compra de alimentos livres de agrotóxicos. Aliás, essa prática consciente poderá ser incentivada pela escola caso seja aprovado projeto de lei da Câmara (PLC 270/09) que institui uma política de educação para o consumo sustentável. A matéria está pronta para ser votada pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

    Na perspectiva da rotina doméstica, a preservação do meio ambiente pode ir muito além da separação do lixo para reciclagem e da compra de alimentos livres de agrotóxicos. Aliás, essa prática consciente poderá ser incentivada pela escola caso seja aprovado projeto de lei da Câmara (PLC 270/09) que institui uma política de educação para o consumo sustentável. A matéria está pronta para ser votada pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).


    A adoção de práticas de consumo e de técnicas de produção ecologicamente sustentáveis é a meta dessa política. O projeto conceitua como consumo sustentável o uso dos recursos naturais de forma a garantir qualidade de vida para a geração atual sem comprometer as necessidades das gerações futuras.


    Estímulo à redução do consumo de água e energia nos ambientes residencial e profissional; à reciclagem de resíduos sólidos, alguns considerados perigosos ou de difícil decomposição, como pilhas, pneus e lâmpadas; à exploração dos recursos naturais com base em técnicas de manejo ecologicamente sustentáveis são alguns dos objetivos listados pelo PLC 270/09. Campanhas educativas nos meios de comunicação e capacitação dos professores dos ensinos fundamental e médio seriam os caminhos para reforçar a conscientização dos brasileiros sobre o consumo sustentável.


    “Promover a educação para o consumo sustentável é estimular o cidadão a atuar como agente da conservação, cujas escolhas possam induzir o setor econômico a tornar o processo produtivo compatível com os limites ecológicos”, defendeu a deputada Rebecca Garcia na justificação de seu projeto.


    O relator na CMA, senador Renato Casagrande (PSB-ES), reconheceu o mérito do projeto, mas, em vez da criação de uma lei específica sobre consumo sustentável, recomendou a inclusão desse conceito na legislação ambiental já em vigor. Assim, referências ao consumo sustentável passariam a constar da Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, e da Lei 9.795/99, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.


    Pelo substitutivo a ser votado na comissão, a promoção e a adoção de padrões de consumo compatíveis com o desenvolvimento sustentável passariam a constar das recomendações dessas duas leis em prol do envolvimento da sociedade na conservação do meio ambiente. Após o exame pela CMA, a matéria será votada em decisão terminativa na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

  • Rejeitada taxação de remessas de brasileiros no exterior

    A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional rejeitou nesta quarta-feira o Projeto de Lei Complementar 559/10, que cria uma contribuição social de 2% sobre as remessas de dinheiro enviadas ao País por brasileiros que vivem no exterior.

    A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional rejeitou nesta quarta-feira o Projeto de Lei Complementar 559/10, que cria uma contribuição social de 2% sobre as remessas de dinheiro enviadas ao País por brasileiros que vivem no exterior.

    O objetivo da proposta, do deputado Manoel Junior (PMDB-PB), é fornecer recursos para o atendimento de brasileiros em situação de emergência em outros países – em despesas com assistência jurídica, atendimento médico e repatriação, por exemplo. Com a cobrança, o autor espera que sejam arrecadados cerca de 140 milhões de dólares por ano.

    Os deputados, porém, concordaram com o relator, Walter Ihoshi (DEM-SP), que defendeu a rejeição do projeto. Em seu parecer, Ihoshi cita dados de estudo realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, segundo o qual a maioria dos brasileiros que recebem remessas do exterior é composta de mulheres de baixa renda e baixa escolaridade.

    “Depreende-se que essas remessas são enviadas por brasileiros que foram buscar trabalho no exterior para sustentar e dar melhores condições de vida às suas famílias”, diz o relator.

    Com base no estudo, o parlamentar questiona se seria justo impor um tributo que será subtraído do sustento de famílias de baixa renda. Além disso, Ihoshi ressalta que a contribuição social poderia desestimular a entrada de recursos no País.

    Tramitação
    O projeto, que tramita em regime de prioridade, será examinado ainda pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o plenário.

  • CNC participa da 52ª edição do Conotel

    O ministro do Turismo, Luiz Barretto, participou da abertura da 52ª edição do Congresso Nacional de Hotelaria (Conotel), realizada no dia 17 de agosto, no Rio de Janeiro.

    O ministro do Turismo, Luiz Barretto, participou da abertura da 52ª edição do Congresso Nacional de Hotelaria (Conotel), realizada no dia 17 de agosto, no Rio de Janeiro. O evento, que tem como tema “Brasil, a bola da vez” e foco na sustentabilidade da hotelaria brasileira, se encerra no dia 19 e está sendo realizado em paralelo à 1ª Fispal Hotel Rio de Janeiro, feira de negócios para o setor hoteleiro.


    Além do ministro, participaram do evento o senador Francisco Dornelles, o deputado Otávio Leite, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a secretária estadual de Turismo, Marcia Beatriz Isidoro, representando o governador, Sérgio Cabral, e diversos líderes de entidades do setor, como os presidentes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Álvaro Bezerra de Mello, da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), Alexandre Sampaio, da Resorts Brasil, Rubens Regis, e do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, Rafael Guaspary, entre outros. O empresário Bruno Breithaupt, presidente da Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina, representou o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos. Da CNC, também participaram o presidente do Conselho de Turismo (CTur) da entidade, Oswaldo Trigueiros, e seu vice-presidente, Eraldo Alves da Cruz. Angela Torres e Arthur Bosísio representaram os diretores-gerais dos Departamentos Nacionais do SESC e do Senac.


    “O Brasil já está em evidência no cenário internacional desde o fim da copa da África do Sul, e o sucesso do nosso país em 2014 dependerá do que for feito agora”, afirmou o presidente da ABIH, Álvaro Bezerra de Mello, que homenageou o empresário Alexandre Sampaio, recém-eleito presidente da FNHRBS, e o ministro Luiz Barretto por seus trabalhos em defesa do desenvolvimento da atividade turística no Brasil.


    Na parte da tarde, o economista da FGV Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central, proferiu uma palestra sobre o cenário atual e os rumos futuros da economia brasileira. Ele participou do painel “O Brasil é a bola da vez – Sustentabilidade Negocial da Hotelaria Brasileira”, e afirmou que o fato de o país ter saído tão rapidamente da crise mundial deflagrada no final de 2008, e que se estendeu por todo o ano de 2009, era o que faltava para comprovar o sucesso da política macroeconômica brasileira. “Passamos no que chamo de “teste de estresse” com louvor: não houve fuga de capitais ou explosão inflacionária”, afirmou, acrescentando que a autonomia do Banco Central foi fundamental para minimizar os impactos da crise, e que, atualmente, o desempenho da economia brasileira está alavancado no mercado interno. Langoni tranquilizou os empresários que participaram de sua palestra: “Este crescimento econômico está longe de ser uma bolha. Pelo contrário, é sustentável e está calcado na elevação da massa salarial e na melhoria do mercado de trabalho”, disse. Eraldo Alves da Cruz, do CTur da CNC, Eliseu Barros, da ABIH-CE, Francisco Neto, da ABR/Rio Quente Resorts, e Roberto Rotter, do FOHB, debateram o tema com o economista.


    Na parte da tarde, o ministro Luiz Barretto participou da solenidade de assinatura dos dois primeiros contratos de financiamento para o setor hoteleiro firmados pelo BNDES por meio do Pró-Copa. A plenária Sustentabilidade e Certificação, com profissionais da área debatendo a importância do assunto para o setor de hotelaria, encerrou o primeiro dia do Conotel.

  • CNC participa do Conotel 2010, que começa hoje

    Começa hoje, 17 de agosto, a 52ª edição do Congresso Nacional de Hotelaria – Conotel 2010, que vai até o dia 19, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. A programação abordará temas de interesse para os vários segmentos da hotelaria nacional, e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participa do evento.

    Começa hoje, 17 de agosto, a 52ª edição do Congresso Nacional de Hotelaria – Conotel 2010, que vai até o dia 19, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. A programação abordará temas de interesse para os vários segmentos da hotelaria nacional, e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participa do evento.


    O destaque do primeiro dia é a plenária Brasil: A Bola da Vez?, na qual Eraldo Alves da Cruz, vice-presidente do Conselho de Turismo (CTur) da CNC irá analisar os temas abordados por Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central do Brasil, junto com especialistas do setor de turismo. Langoni vai falar sobre a evolução recente e as perspectivas da economia, além de apontar oportunidades e desafios para o empresário brasileiro.


    O vice-presidente do Conselho de Turismo da CNC irá debater o assunto com Francisco Neto, da Resorts Brasil, Roberto Rotter, do FOHB, e Eliseu Barros, vice-presidente da ABIH Nacional. Fechando o primeiro dia de trabalhos haverá a plenária Sustentabilidade e Certificação, com profissionais da área debatendo a importância do assunto para o setor de hotelaria.


    Acontece simultaneamente ao Conotel, e também no Centro de Convenções Sul América, a 1ª Fispal Hotel Rio de Janeiro, feira de negócios para o setor hoteleiro.

  • Intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina retornará aos níveis pré-crise

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sediou em 16 de agosto, no Rio de Janeiro, o seminário bilateral Brasil-Argentina. Promovido pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), o encontro reuniu empresários e autoridades dos dois países.  


    Ivan Ramalho, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) brasileiro, destacou durante o seminário que o comércio bilateral Brasil-Argentina alcançará US$ 30 bilhões até o fim do ano, patamar registrado antes da crise financeira internacional.

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sediou em 16 de agosto, no Rio de Janeiro, o seminário bilateral Brasil-Argentina. Promovido pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), o encontro reuniu empresários e autoridades dos dois países.  


    Ivan Ramalho, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) brasileiro, destacou durante o seminário que o comércio bilateral Brasil-Argentina alcançará US$ 30 bilhões até o fim do ano, patamar registrado antes da crise financeira internacional.


    O cálculo é feito com base nos resultados do intercâmbio comercial dos países entre janeiro e junho deste ano. No primeiro semestre de 2010, a corrente de comércio (exportações + importações) totalizou US$ 14,5 bilhões em 2010, contra US$ 9,9 bilhões entre janeiro e junho de 2009, significando uma evolução de 46,3%.  Em 2008, foram negociados US$ 30,8 bilhões, e a possibilidade de superar este número, considerando os resultados da primeira parte do ano, é animadora.


    Ivan Ramalho explica que, em 2009, as exportações brasileiras para a Argentina totalizaram US$ 12,8 bilhões, registrando queda de 27,4% sobre 2008, cujo montante alcançou US$ 17,6 bilhões. A participação da Argentina no total das exportações brasileiras diminuiu se 8,9% para 8,4%. As importações brasileiras de produtos argentinos também apresentaram queda – em 2009, atingiram US$ 11,3 bilhões, uma diminuição de 14,9% em relação a 2008, quando contabilizaram US$ 13,3 bilhões. Na mesma base de comparação, as importações totais do Brasil decresceram 26,3%, o que fez com que a participação argentina no total subisse de 7,7% para 8,8%.  “Esse desempenho levou a uma queda de 22% na corrente de comércio entre Brasil e Argentina, que reduziu de US$ 30,9 bilhões em 2008 para US$ 24,1 bilhões registrados em 2009”, explicou.     

  • Empresa contratante poderá pagar encargos trabalhistas de temporário

    O empregado temporário poderá ter seus direitos trabalhistas custeados pela empresa onde presta serviço, caso a firma fornecedora desse tipo de mão-de-obra não tenha condições financeiras de assumir esses encargos. Essa cobertura está em discussão na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em meio à análise de projeto de lei (PLS 92/06) do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que trata da responsabilidade civil nos acidentes ocorridos durante a realização de trabalho temporário ou terceirizado.

    O empregado temporário poderá ter seus direitos trabalhistas custeados pela empresa onde presta serviço, caso a firma fornecedora desse tipo de mão-de-obra não tenha condições financeiras de assumir esses encargos. Essa cobertura está em discussão na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em meio à análise de projeto de lei (PLS 92/06) do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que trata da responsabilidade civil nos acidentes ocorridos durante a realização de trabalho temporário ou terceirizado.


    A proposta chegou a entrar na pauta da CAS no esforço concentrado de votações da semana passada (início de agosto), mas teve sua discussão adiada por pedido de vista do senador Belini Meurer (PT-SC). A intenção de Raupp é obrigar a empresa contratante do trabalho temporário a bancar o seguro contra acidentes de trabalho do prestador de serviço e a assumir a responsabilidade civil por acidentes registrados em suas dependências. Se o acidente ocorrer na sede da empresa fornecedora dessa mão-de-obra, caberá a ela assumir essa responsabilidade civil, segundo o PLS 92/06.


    A falta de uma norma específica para regular o assunto, além dos prejuízos causados ao trabalhador pela tentativa das empresas contratantes e prestadoras de serviço de fugir dessa responsabilidade, motivaram Raupp a apresentar o projeto. O autor explica na justificação do PLS 92/06 que, enquanto uma legislação mais completa não é aprovada, optou por acrescentar essas medidas na Lei 6.019/74, que disciplina o trabalho temporário nas empresas urbanas.




    Embora recomende a aprovação da proposta, o relator, senador José Nery (PSOL-PA), formulou duas emendas que modificam inteiramente seu conteúdo. Em primeiro lugar, tratou de deixar expressa, na ementa do PLS 92/06, a responsabilidade subsidiária da empresa contratante quanto às obrigações trabalhistas do prestador de serviço. Originalmente, essa ementa fazia menção apenas à responsabilidade civil nos acidentes transcorridos no trabalho temporário ou terceirizado.


    Na outra emenda, José Nery procurou reforçar que o inadimplemento dessas obrigações trabalhistas implica a responsabilidade subsidiária da empresa cliente do trabalho temporário. Ao fazer isso, o relator descartou a iniciativa de Raupp de especificar a responsabilidade civil nos acidentes de trabalho com prestadores de serviço e obrigar a empresa contratante desse tipo de mão-de-obra a custear esse seguro.


    Para justificar suas emendas, o relator argumentou que a Lei 6.019/74 já assegura ao trabalhador temporário o direito a seguro contra acidente de trabalho. E sustenta, no parecer, ser a contratação desse seguro uma obrigação da empresa fornecedora – e não da contratante – de trabalho temporário, já que é com ela que o prestador de serviço mantém vínculo trabalhista.


    Por outro lado, determinou a responsabilidade subsidiária das empresas contratantes nas obrigações trabalhistas dos prestadores de serviço por reconhecer que, na maioria das vezes, as empresas fornecedoras dessa mão-de-obra têm capital irrisório e são criadas para atender a pequenas demandas de trabalho. Essa situação contribui, conforme ressaltou José Nery, para fragilizar os direitos trabalhistas do empregado temporário.

  • LDO é sancionada com vetos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na segunda-feira (9/8 ) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que vai orientar a elaboração da proposta de Orçamento para 2011, prevista para chegar ao Congresso no dia 31 de agosto. De forma inesperada, Lula vetou 603 ações que haviam sido incluídas no texto pelos parlamentares após negociações com o próprio Executivo.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na segunda-feira (9/8 ) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que vai orientar a elaboração da proposta de Orçamento para 2011, prevista para chegar ao Congresso no dia 31 de agosto. De forma inesperada, Lula vetou 603 ações que haviam sido incluídas no texto pelos parlamentares após negociações com o próprio Executivo. Essas ações, em sua maioria investimentos em áreas como transporte e saneamento, formam o Anexo 7 da lei e deveriam representar as metas do País para o próximo ano com prioridade nos gastos.


    O governo alega que a maior parte das ações pertence ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que segundo a própria LDO já tem precedência nos gastos públicos. Além disso, as ações incluídas pelos parlamentares não observariam a capacidade de financiamento. Durante a tramitação do projeto da LDO na Comissão Mista de Orçamento o Anexo 7 recebeu 1.145 emendas, das quais 171 coletivas e 974 individuais.


    A Consultoria de Orçamento da Câmara vai fazer um levantamento das ações vetadas e dos parlamentares que foram prejudicados. O assunto deverá ganhar destaque na próxima semana, quando os deputados voltarão para o segundo esforço concentrado de votações.


    De acordo com a Constituição, os vetos devem ser apreciados em sessão do Congresso, 30 dias após o recebimento. Eles só podem ser rejeitados pelo voto da maioria absoluta dos deputados e senadores, em votação secreta.


    Texto da lei

    Além do anexo, o presidente Lula vetou dispositivos do texto da lei, todos também frutos de mudanças feitas pelos congressistas. Um deles prescrevia que o investimento público crescesse acima dos gastos discricionários em 2011. O veto foi recomendado pelo Ministério do Planejamento, sob a alegação de que a medida só ampliaria a rigidez do Orçamento.


    Lula vetou dispositivos que tinham o objetivo de ampliar e melhorar a qualidade das informações sobre finanças públicas. Um deles obrigava o Ministério da Fazenda a divulgar, a cada dois meses, o saldo devedor e os pagamentos feitos pelos estados que tiveram dívidas refinanciadas com a União na década de 1990. O presidente vetou a exigência de divulgação do impacto financeiro, para os estados e municípios, de renúncias promovidas com tributos federais.


    Também foram vetados os dispositivos que destinavam recursos para financiar projetos de deputados e senadores com impacto no Orçamento por pelo menos três anos – as chamadas despesas obrigatórias de caráter continuado. Pela redação aprovada no Congresso, a lei orçamentária destinaria 0,1% da receita corrente líquida da União para a constituição de uma reserva que financiaria essas propostas. É o terceiro ano consecutivo que um dispositivo semelhante é vetado pelo Executivo, sob a alegação de que a medida beneficia somente um poder (Legislativo), em detrimento dos demais.


    Sem limitação

    O governo, no entanto, preservou todo o anexo sobre as despesas que não poderão ser contingenciadas em 2011. Os congressistas incluíram seis tipos de despesas, e algumas haviam sido vetadas no ano passado. É o caso dos gastos com o Programa de Prevenção e Combate à Violência contra a Mulher.


    Segundo a subsecretária nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves, a Secretaria de Políticas para as Mulheres trabalhou junto ao Ministério do Planejamento para que essas despesas fossem mantidas no anexo, evitando o problema deste ano, quando a secretaria, “para evitar a descontinuidade do programa, tem priorizado a sua execução em detrimento de outros gastos”.


    SAIBA MAIS:


    LDO

    Lei que define as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, dispõe sobre as alterações na legislação tributária e estabelece a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.


    Comissão Mista de Orçamento

    A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização é responsável pela análise das propostas orçamentárias concebidas pelo Executivo. Além disso, deve acompanhar o desenvolvimento anual da arrecadação e da execução do Orçamento, fazendo eventuais correções ao longo do ano. A Comissão vota o Plano Plurianual, com metas a serem atingidas nos próximos quatro anos; a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece os parâmetros do Orçamento; e a Lei Orçamentária Anual, que organiza as receitas e despesas que o Governo terá no ano seguinte. Atualmente, o papel do Congresso é autorizar o Orçamento, ou seja, analisar os gastos propostos e aprovar sua realização.


    Esforço concentrado

    Designação informal para períodos de sessões destinadas exclusivamente à discussão e votação de matérias. Durante esses períodos, a fase de discursos das sessões pode ser abolida, permanecendo apenas a Ordem do Dia. As comissões podem deixar de funcionar. O esforço concentrado pode ser convocado por iniciativa do presidente da Câmara, por proposta do Colégio de Líderes ou mediante deliberação do Plenário sobre requerimento de pelo menos um décimo dos deputados (artigo 66 do Regimento Interno, parágrafos 4º e 5º).


    Maioria absoluta

    Metade mais um dos integrantes de uma instituição colegiada. No caso de números ímpares, primeiro número inteiro superior à metade. Como a Câmara é constituída por 513 deputados, a maioria absoluta é 257. Esse é, por exemplo, o quorum necessário para a aprovação de projeto de lei complementar, para a eleição de integrante da Mesa e para a cassação de mandato de deputado.


    Receita corrente líquida

    É o total da receita obtida com a arrecadação tributária da União, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, subtraídas desse valor as transferências de verbas previstas na Constituição e nas leis para os estados, municípios e Distrito Federal.


    Contingenciamento

    Bloqueio de despesas previstas no Orçamento Geral da União. Procedimento empregado pela administração federal para assegurar o equilíbrio entre a execução das despesas e a disponibilidade efetiva de recursos. As despesas são bloqueadas a critério do governo, que as libera ou não dependendo da sua conveniência.