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  • Comissão fará estudo sobre os 20 anos do Código de Defesa do Consumidor

    Para as comemorações, em setembro, dos 20 anos do Código de Defesa do Consumidor, a Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) aprovou, nesta terça-feira (23), a criação de um grupo de trabalho visando à realização de uma análise histórica do código e à apresentação de propostas para seu aperfeiçoamento.

    Para as comemorações, em setembro, dos 20 anos do Código de Defesa do Consumidor, a Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) aprovou, nesta terça-feira (23), a criação de um grupo de trabalho visando à realização de uma análise histórica do código e à apresentação de propostas para seu aperfeiçoamento. O requerimento para criação do grupo foi apresentado pelo presidente da CMA, senador Renato Casagrande (PSB-ES).


    O grupo deverá ser formado por um consultor da área de Direito do Consumidor da Consultoria Legislativa do Senado, bem como por técnicos da área de pesquisa da Biblioteca do Senado, e terá 60 dias para elaboração do relatório final do estudo. Em seu requerimento, Casagrande solicita ainda que sejam convidados diretores e técnicos do Departamento de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, para contribuírem com o grupo de trabalho.


    Ao defender a realização do estudo, Casagrande destacou o papel da comissão na apresentação de sugestões para ampliar a proteção dos consumidores brasileiros.


    – Já avançamos muito com Código de Defesa do Consumidor, mas temos que dar um passo adiante. Como integrantes da Comissão de Defesa do Consumidor, é essencial que possamos apresentar propostas de reformulação do código.

  • Fecomércio-SC faz parceria para oferecer soluções de crédito

    A Fecomércio-SC acaba de fechar uma parceria com a Tivvo para oferecer soluções de crédito da Caixa Econômica Federal (CEF). Esse acordo vai possibilitar que consumidores do pequeno e médio varejo tenham acesso a financiamentos mais fáceis e rápidos, sem burocracias, durante a compra.

    A Fecomércio-SC acaba de fechar uma parceria com a Tivvo para oferecer soluções de crédito da Caixa Econômica Federal (CEF). Esse acordo vai possibilitar que consumidores do pequeno e médio varejo tenham acesso a financiamentos mais fáceis e rápidos, sem burocracias, durante a compra. Todo o sistema, que também poderá ser oferecido ao atacado e ao setor de serviços, será implementado e operacionalizado pela empresa Tivvo.


    O presidente da entidade, Bruno Breithaupt, o seu diretor executivo, Marcos Arzua, e a sócia-diretora da Tivvo, Ivanete Moura, estiveram reunidos nesta segunda-feira, dia 22, na sede da federação, e mostraram aos diretores e conselheiros da Fecomércio-SC as vantagens desse sistema. Entre elas, as empresas terão como diminuir o risco de inadimplência, entender o perfil do cliente e acelerar os processos de liberação de crédito. Além disso, incrementar as vendas, fidelizar os clientes e diminuir a burocracia em todos os processos da cadeia de negócios.


    “A Tivvo é a soma de todas as operações que existem no varejo, desde a prospecção e diagnóstico, concessão de crédito, fidelização e recuperação”, afirma Ivanete Moura.

    Com essa parceria, o consumidor poderá requerer junto ao pequeno e médio varejista o financiamento de bens de consumo como eletrodomésticos, eletroeletrônicos e material de construção. O crédito é parcelado em até 24 vezes, com o financiamento de até R$ 10 mil por CPF, com a primeira parcela para até 60 dias, sem cobrança de TAC (atual TCC). “A facilidade deste produto é direcionada ao médio e pequeno varejista”, destaca Ivanete, sinalizando, ainda, a possibilidade de estender o serviço as grandes redes varejistas.

    Para o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, trata-se de uma importante parceria para toda a cadeia produtiva do varejo, que pode beneficiar o consumidor na compra de material de construção, móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos e informática. “O objetivo da parceria é permitir que os consumidores tenham acesso mais fácil e rápido ao financiamento sem burocracia na hora da compra e, muitas vezes, com juros menores do que os praticados no mercado”, conclui Breithaupt.


    Operacionalização

    Os lojistas interessados terão de se credenciar por meio da Fecomércio para que o sistema seja implementado. O lojista entra em contato com a Tivvo, que imediatamente acessa e analisa as informações disponíveis sobre o histórico de crédito daquele cliente. A Tivvo repassa as informações para a Caixa, que avalia a proposta de financiamento. “Ao receber a liberação da Caixa, a informação é repassada ao lojista, e o consumidor já sai da loja com o carnê impresso para a compra que pretende fazer. Ou se preferir pode receber o carnê em sua casa”, diz Ivanete Moura, sócia da Tivvo.


    Sobre a Fecomércio

    A Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio) é a representante sindical patronal dos setores de comércio de bens, serviços e turismo.  Representa 61 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 300 mil empresas.


    Sobre a Tivvo

    Criada para preencher uma necessidade de oferta de serviços seletiva e completa para o fomento de cadeias de negócios, a empresa paulista TIVVO oferece, há quatro anos, produtos e serviços voltados da indústria até a venda aos consumidores finais no varejo, passando ainda pelo poder público, sindicatos e entidades direta ou indiretamente envolvidas nas cadeias de negócios. De acordo com Ivanete Moura, sócia-diretora da TIVVO, a empresa surgiu com a oportunidade de competir no mercado de crédito ao consumidor, mediante a captação de recursos no mercado de capitais, por meio de fundos de investimentos para a oferta de crédito direto ao consumidor em lojas de varejo, através de uma parceria com banco privado. “A origem do capital (não bancário) tinha custos menores em relação ao mercado bancário, permitindo oferecer crédito em taxas mais competitivas”, destaca.


    Informações sobre a operacionalização do serviço no telefone 0800-7031013.


     


    Fonte: Fecomércio-SC.

  • Aviação executiva é tema de reunião do Conselho de Turismo da CNC

    O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços

    e Turismo (CNC) realizou em 24 de junho, no Rio de Janeiro, reunião com Eduardo Vaz,

    presidente da Líder Táxi Aéreo, que abordou “o futuro da aviação comercial brasileira”.

    De acordo com o empresário, a aviação executiva tem papel fundamental de integração e

    complementação dos serviços prestados pela aviação comercial, e um dos desafios do

    segmento é trabalhar com a atual infraestrutura aeroportuária.

    O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços

    e Turismo (CNC) realizou em 24 de junho, no Rio de Janeiro, reunião com Eduardo Vaz,

    presidente da Líder Táxi Aéreo, que abordou “o futuro da aviação comercial brasileira”.

    De acordo com o empresário, a aviação executiva tem papel fundamental de integração e

    complementação dos serviços prestados pela aviação comercial, e um dos desafios do

    segmento é trabalhar com a atual infraestrutura aeroportuária. “Os principais aeroportos já

    estão saturados e não há espaço para a aviação executiva. Deveria haver uma adequação

    comercial e jurídica para definir esses casos”, afirmou.


    A frota brasileira de aviação executiva conta, atualmente, com 10,5 mil aeronaves. É a

    segunda maior do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Em 2008 as

    empresas brasileiras adquiriram 200 aeronaves de porte executivo no Brasil, contra 180 em

    todo o ano de 2007. “Agora, o crescimento não deve ser tão expressivo por conta da

    escassez de linhas de financiamento para a compra de aeronaves”, disse Eduardo Vaz.

    Segundo ele, o desenvolvimento da aviação executiva depende de decisões do governo,

    como a revisão da alíquota do ICMS para o querosene de aviação e para a importação de

    peças, além de ações coordenadas entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a

    Polícia Federal e a Receita Federal para coibir o contrabando de peças.


    O presidente da Líder finalizou sua apresentação alertando para a preocupação das

    empresas regulares de aviação em ocupar os vôos de suas aeronaves, gerando preços

    diferenciados, medida que, a longo prazo, pode ser uma armadilha. “É uma questão que

    precisa ser aprofundada. Não pode haver um excesso de oferta desequilibrado e

    insustentável, que possa levar uma empresa a quebrar. O país precisa ter a visão do

    governo alinhada com a visão da iniciativa privada”, alertou Eduardo Vaz.

  • Aviso de pauta – CTur promove reunião sobre futuro da aviação brasileira

    O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realiza hoje, 27 de maio (quarta-feira), às 17h30, na sede da Confederação, no Rio de Janeiro, reunião com o brigadeiro Allemander Pereira Filho, que abordará o tema “O Futuro da Aviação Brasileira”.




    Reunião do Conselho de Turismo da CNC

    Quando: 27 de maio, às 17h30

    Onde: 4º andar da CNC, na Av. General Justo, nº 307, Centro/RJ.

    O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realiza hoje, 27 de maio (quarta-feira), às 17h30, na sede da Confederação, no Rio de Janeiro, reunião com o brigadeiro Allemander Pereira Filho, que abordará o tema “O Futuro da Aviação Brasileira”.




    Reunião do Conselho de Turismo da CNC

    Quando: 27 de maio, às 17h30

    Onde: 4º andar da CNC, na Av. General Justo, nº 307, Centro/RJ.

  • Aviso de pauta – Flexibilização de visto a turistas é tema do CTur

    O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens,

    Serviços e Turismo (CNC) realiza em 15 de abril (quarta-feira), às 17h30, na sede

    da Confederação, no Rio de Janeiro, nova reunião com seus conselheiros para

    debater a política brasileira de concessão de vistos a turistas estrangeiros.

    O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens,

    Serviços e Turismo (CNC) realiza em 15 de abril (quarta-feira), às 17h30, na sede

    da Confederação, no Rio de Janeiro, nova reunião com seus conselheiros para

    debater a política brasileira de concessão de vistos a turistas estrangeiros. Os

    palestrantes serão os conselheiros João Flávio Pedrosa, presidente da Sociedade

    Náutica Brasileira/Movimento Asas da Paz, Eduardo Jenner, diretor do IETUR

    (Instituto de Estudos Turísticos do Rio de Janeiro), Pedro Fortes, representante do

    Rio Internacional Hotel e Harvey Silvello, membro do Lions Clube Internacional.

    O encontro segue a nova metodologia do CTur, que passa a abordar um macrotema

    de interesse do setor em mais de uma reunião, com o objetivo de produzir um

    relatório final sobre o assunto analisado. O primeiro encontro aconteceu dia 25 de

    março, quando o embaixador e membro do Comitê Interamericano de Justiça da

    Organização dos Estados Americanos (OEA), João Clemente Baena Soares,

    apresentou a palestra “Política de concessão de vistos – soberania e reciprocidade”.

    Na ocasião, Baena destacou que as relações internacionais entre países podem ser

    pacíficas, sem prejuízo ao turismo, se considerarem a flexibilização da emissão de

    vistos a turistas, com diminuição de custos, melhoria do atendimento nos

    consulados estrangeiros e possibilidade de admitir exceções à legislação que trata

    do assunto. Amanhã, os conselheiros vão abordar aspectos complementares da

    questão.

  • Aviso de pauta – Embaixador Baena Soares fala amanhã sobre concessão de vistos no CTur da CNC

     O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebe amanhã, dia 25 de março, às 17h30, o embaixador João Clemente Baena Soares, que falará sobre “Política de concessão de vistos – soberania e reciprocidade”. Baena Soares é membro ativo do Comitê Interamericano de Justiça da Organização dos Estados Americanos (OEA), entidade da qual já foi secretário-geral. É a primeira vez que um embaixador falará abertamente sobre o polêmico tema.


    Local: CNC – Avenida General Justo 307, 4º Andar, Centro, Rio de Janeiro

     O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebe amanhã, dia 25 de março, às 17h30, o embaixador João Clemente Baena Soares, que falará sobre “Política de concessão de vistos – soberania e reciprocidade”. Baena Soares é membro ativo do Comitê Interamericano de Justiça da Organização dos Estados Americanos (OEA), entidade da qual já foi secretário-geral. É a primeira vez que um embaixador falará abertamente sobre o polêmico tema.


    Local: CNC – Avenida General Justo 307, 4º Andar, Centro, Rio de Janeiro

  • CNC apresenta propostas de emendas à MP 449


    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apresentou em 20 de fevereiro oito propostas de emendas ao texto da Medida Provisória nº 449, de 04 dezembro de 2008, que promove diversas alterações na legislação tributária federal. As sugestões foram recebidas pelo relator da MP, deputado federal Tadeu Filippelli (PMDBDF), que preparou um projeto de lei de conversão, que deve ser votado na Câmara dos Deputados ainda este mês.


    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apresentou em 20 de fevereiro oito propostas de emendas ao texto da Medida Provisória nº 449, de 04 dezembro de 2008, que promove diversas alterações na legislação tributária federal. As sugestões foram recebidas pelo relator da MP, deputado federal Tadeu Filippelli (PMDBDF), que preparou um projeto de lei de conversão, que deve ser votado na Câmara dos Deputados ainda este mês. As sugestões são relativas a dispositivos da MP que violam princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório no processo administrativo fiscal, e buscam garantir aos contribuintes, de maneira efetiva, a oportunidade de questionar a atuação fiscal da Receita Federal do Brasil, sempre que ela se mostrar errônea ou abusiva.


    O trabalho foi resultado de um grupo formado especialmente para analisar a Medida Provisória 449, composto pelo consultor econômico da CNC, Ernane Galvêas; pelo consultor jurídico da Casa, Cid Heráclito de Queiroz; pela sub-chefe do Gabinete da Presidência, Carmen Sílvia Teixeira; pelo chefe da Divisão Jurídica da entidade, Marcelo Barreto; pelos assessores jurídico e sindical da Confederação, Ary Jorge Soares e Antonio Lisboa, respectivamente, e Sebastião Cabral, entre outros. Entre as sugestões, a CNC defendeu a restauração da denominação do Conselho de Contribuintes, órgão formado por três subgrupos que participam dos atos de fiscalização da Receita Federal. Conforme o artigo 43 da MP 449, o primeiro, o segundo e o terceiro Conselho de Contribuintes e a Câmara Superior de Recursos Fiscais, todos do Ministério da Fazenda, foram unificados no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, transferindo-se a este novo órgão as atribuições e competências. Além disso, sugere a recondução dos conselheiros, indicados por diversos órgãos representativos da sociedade, como a própria CNC, “o que possibilita a certeza da experiência e qualificação técnica das decisões proferidas pelos Conselhos de Contribuintes”, destaca o texto da Confederação.


    Outra sugestão apresentada teve como objetivo restabelecer o prazo de 15 dias para a defesa do contribuinte, na hipótese de intimação efetuada por meio eletrônico, por entender a CNC que a alteração proposta pela Medida Provisória, que extingue o referido prazo, caracteriza uma violação ao princípio constitucional da ampla defesa e do devido processo legal. “As emendas apresentadas pelo grupo de trabalho foram elaboradas com o objetivo de resguardar os direitos dos contribuintes, no âmbito do processo administrativo fiscal. De fato, são recorrentes as tentativas do fisco em reduzir, cada vez mais, os prazos e as garantias dos cidadãos, na defesa de seus direitos, até mesmo desconsiderando princípios garantidos na Constituição”, afirma Ary Jorge Soares, assessor jurídico que participou da elaboração do documento.

  • Reivindicações da CNC para o Turismo ganham o apoio do governo federal

    Diante das incertezas provocadas pela crise econômica global, a Câmara de Turismo da

    Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que congrega as vinte principais entidades do trade turístico nacional, enviou ao ministro do Turismo, Luiz Barretto, por meio do Conselho Nacional de Turismo, um documento reivindicando a criação de mecanismos para garantir o desenvolvimento da atividade turística e dar continuidade à expansão verificada nos últimos anos.

    Diante das incertezas provocadas pela crise econômica global, a Câmara de Turismo da

    Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que congrega as vinte principais entidades do trade turístico nacional, enviou ao ministro do Turismo, Luiz Barretto, por meio do Conselho Nacional de Turismo, um documento reivindicando a criação de mecanismos para garantir o desenvolvimento da atividade turística e dar continuidade à expansão verificada nos últimos anos. O grupo solicitou, ainda, a criação de um comitê de turismo para estudar o comportamento do setor frente ao cenário econômico, a exemplo de iniciativa recente da Organização Mundial do Turismo. Em carta enviada às entidades do Conselho Nacional de Turismo, o secretário nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, informa que a “Moção ao Conselho Nacional de Turismo” foi aprovada e ganhou o apoio do Ministério, que se colocou à disposição para fazer as articulações necessárias para o atendimento do pleito do setor.


    No documento, a Câmara Brasileira de Turismo da CNC registra que a crise financeira

    revelou-se um indicador de novos rumos para o turismo no Brasil. Como as viagens internacionais de grandes distâncias não estão favorecidas pelo cenário econômico atual, as viagens para destinos dentro do país tendem a aumentar. Para garantir a manutenção e o incremento do turismo interno, o grupo propôs ao governo as seguintes medidas: concessão de crédito para facilitar ao consumidor o acesso ao produto turístico nacional; criação de linhas de financiamento que permitam ao empresário manter seus negócios em caso de agravamento da conjuntura econômica; e redução da carga tributária incidente sobre o setor. “A manutenção do consumo do produto turístico nacional, ou mesmo seu incremento, pode converter-se em uma exímia ferramenta de combate às incertezas macroeconômicas e suas conseqüências para o mercado nacional”, afirmam os empresários da Câmara Brasileira de Turismo, da CNC.


    A moção dos empresários do Turismo agora está nas mãos do diretor do Departamento de

    Financiamento e Promoção de Investimentos no Turismo do Ministério do Turismo, Hermano

    Carvalho, e do coordenador-geral da Câmara Temática de Financiamento e Investimentos, Alain Baldacci, para “as providências necessárias, com a brevidade que requer o assunto”.

    Em paralelo, a Câmara Brasileira de Turismo da CNC está trabalhando na elaboração de

    um amplo projeto com ações para o desenvolvimento da atividade turística no Brasil, a ser entregue ao governo ainda no primeiro semestre deste ano. Elaborado com base nos principais problemas enfrentados pelo setor, o documento contará com a participação das entidades que compõem a CBTur, que estão preparando diagnósticos sobre os principais entraves e inserindo sugestões de medidas necessárias para corrigi-los, em todas as áreas relacionadas ao turismo.

  • “Estamos vivendo um momento crucial das relações trabalhistas”

    A crise global pôs a questão trabalhista na ordem do dia. Como evitar que as

    empresas brasileiras atingidas pela crise sejam obrigadas a demitir em massa? A

    resposta, na avaliação do ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas, hoje consultor

    econômico da CNC, está na política anticíclica do Governo e na flexibilização das

    normas trabalhistas. Ele reconhece que a legislação brasileira é uma das mais

    avançadas do mundo, mas há a necessidade de ajustes.

    A crise global pôs a questão trabalhista na ordem do dia. Como evitar que as

    empresas brasileiras atingidas pela crise sejam obrigadas a demitir em massa? A

    resposta, na avaliação do ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas, hoje consultor

    econômico da CNC, está na política anticíclica do Governo e na flexibilização das

    normas trabalhistas. Ele reconhece que a legislação brasileira é uma das mais

    avançadas do mundo, mas há a necessidade de ajustes. É preciso abrir mais

    espaço para a negociação e a adoção de soluções como a suspensão temporária

    dos contratos de trabalho, sob pena de o País perder milhares de empregos e a

    competitividade internacional. “Precisamos adaptar as relações capital – trabalho à

    conjuntura econômica de hoje. Em vez de desempregar o trabalhador ou reduzir as

    possibilidades de criação de novos empregos, precisamos flexibilizar as

    negociações”, disse.


    De que forma a flexibilização das leis trabalhistas pode ajudar o País a sair da crise?


    Ao longo de várias décadas os mecanismos de negociações sistematizaram os direitos

    trabalhistas na Constituição do Brasil, tais como FGTS e seguro desemprego, salário

    mínimo e reajuste de salários, férias de 30 dias, acrescidas de um terço do salário, horas

    extras, 13º salário, assistência previdenciária, assistência médica e assistência

    maternidade. Isto por um lado é muito bom, é um fator de paz nas relações do capital com

    o trabalho. Ainda existem conflitos, mas de um modo geral há um equilíbrio de interesses

    amparado na Constituição e na legislação brasileiras.




    Porque a flexibilização é necessária?


    Hoje em dia, principalmente neste momento em que o mundo e o Brasil estão vivendo uma

    crise econômica, o custo da produção, em termos de custo do trabalho, fica cada vez mais

    importante do ponto de vista da competição internacional. A globalização e a integração

    das economias nacionais ao mercado internacional, hoje, são um jogo muito difícil de ser

    jogado e, nesse aspecto, o custo do trabalho é muito importante. Era antes e agora é ainda

    maior, por causa das medidas que cada país vai adotar para proteger a sua indústria, para

    proteger o trabalho nacional e aumentar suas exportações. Estamos vivendo um momento

    crucial das relações trabalhistas, das relações entre capital e trabalho. Precisamos

    rapidamente equacionar este problema para garantir o nível de emprego que existe hoje na

    sociedade brasileira.




    Em que momento a competitividade começa a ser afetada?


    A competitividade é da maior importância no mundo globalizado. Vejam o caso da indústria

    automobilística na área de Detroit, nos Estados Unidos, a GM, a Ford, a Chrysler. Eles

    fizeram acordos trabalhistas excessivamente vantajosos para os trabalhadores.

    Concederam aposentadoria aos 30 anos por conta da empresa, com salário integral, deram

    todas as vantagens de assistência médica para os trabalhadores e suas famílias. Há muito

    mais trabalhador aposentado na indústria automobilística, gozando dessas vantagens, do

    que os trabalhadores em atividade. Acontece que, no mundo globalizado, a Chrysler, a

    Ford, a GM vão ter que competir com as empresas japonesas, com as empresas coreanas

    e, agora, com as empresas chinesas, que têm custos trabalhistas muito inferiores. Então há

    uma necessidade imperiosa de reformular, para não fechar as empresas.




    Há algum paralelo com a situação brasileira?


    Podemos transportar esse quadro para o Brasil e fazer a mesma pergunta. Nós vínhamos

    com a produção de veículos no Brasil crescendo mais de 25% ao ano, mais do que a

    China e do que os Estados Unidos. Os automóveis que nós vínhamos produzindo em 2007

    e 2008 já não cabem nas grandes cidades brasileiras. A crise global impôs a essas

    indústrias um problema sério de redução de consumo.


    Como enfrentar esse problema?


    O Governo está adotando medidas anticíclicas. Os empresários têm que se incorporar a

    essa política do governo e os trabalhadores têm que entender que não podem continuar

    apresentando reivindicações e mais reivindicações. Nós temos que rever essa política. E

    essa revisão se chama flexibilização.




    Que soluções podem ser adotadas?


    As empresas já vinham adotando o banco de horas e a concessão de férias coletivas.

    Agora, a idéia é negociar o lay off – o trabalhador pode ser dispensado temporariamente,

    se a produção caiu. Em vez de ser demitido, seu contrato de trabalho pode ser suspenso

    por algum tempo, por três ou seis meses, digamos. Nesse período, o empresário deixa de

    pagar os salários e os encargos trabalhistas, reduzindo os custos de produção. Terminado

    esse período, chama o empregado de volta.




    O fato de a questão trabalhista estar integrada à Constituição representa um fator

    complicador?


    EG – A Consolidação das Leis do Trabalho tem base nos princípios fundamentais da

    Constituição, mas forma um corpo legislativo separado, tem vida própria. Dentro da CLT,

    encontramos os caminhos para chegar à flexibilização. Isto é o que, no tempo do ministro

    Dornelles (Nota da R.: Francisco Dornelles, ministro do Trabalho entre 1999 e 2002),

    chamávamos de “vale mais o negociado do que o legislado”. Quer dizer, fazer as

    negociações coletivas para reajustar as condições de trabalho ao mercado dentro da CLT,

    acima daquilo que está legislado. É o que está acontecendo hoje. Em vez de desempregar

    o trabalhador, vamos flexibilizar as negociações. Essa é a experiência que o País está

    ensaiando, neste momento.




    Qual seria a melhor forma de viabilizar essas mudanças?


    EG – Cada caso é um caso. Vamos tomar o caso da Vale, por exemplo, que vendia metade

    da sua produção para a China e a China reduziu as compras de minério de ferro. A Vale

    deu férias coletivas, reduziu sua produção de minério, dispensou alguns empregados.

    Começou um processo de férias coletivas e um processo de demissão. É preciso ver quais

    são as possibilidades que tem a Vale de recuperar o nível de produção para manter os

    seus trabalhadores no emprego. Eles acham o seguinte: em vez de demitir, dispensam o

    funcionário e tiram da folha de pagamento durante seis meses. O FAT ou o FGTS pagam o

    salário e a empresa ainda deixa de pagar os encargos sociais nesse período. O que todos

    esperam é que a siderurgia vai se recuperar, que a China vai retomar o curso de seu

    desenvolvimento econômico e que a mineração de ferro vai voltar aos níveis antigos e o

    emprego voltará ao normal.




    Isto se aplicaria também à indústria automobilística?


    A indústria automobilística tem problemas diferentes. Mas também deu férias coletivas.

    Agora já está examinando a necessidade de demitir alguns empregados ou, pelo menos,

    não criar novos empregos, porque a produção não vai continuar crescendo como vinha

    crescendo nos anos anteriores. O que nós podemos imaginar é o seguinte: fazer tudo o

    que for possível para que a indústria automobilística não desempregue. Pode não ter

    crescimento, mas manterá o quadro de empregados.




    O comércio já foi afetado?


    O comércio é a última linha a ser afetada por esse processo da recessão. Mas também

    existem muitas limitações, muitas restrições ao sistema de trabalho – o trabalho aos

    domingos, férias contínuas, horas extras, 1º turno, 2º turno. Temos que examinar com as

    empresas quais são os problemas que estão enfrentando nesta conjuntura e ver qual é o

    tipo de flexibilização que podemos adotar na área do comércio. Até o momento, ainda não

    há sinais da recessão na área do comércio de bens, serviços e turismo, mas certamente

    vamos ter.




    Como a CNC pode contribuir nesse processo?


    A área do comércio é muito importante, porque é o veículo de escoamento da produção

    nacional. É por meio do comércio que toda a produção agrícola e industrial é escoada para

    o mercado e chega até o consumidor final. Então, temos que preservar o comércio. Pode

    crescer um pouco menos – vinha crescendo muito rapidamente em 2007 e 2008 –, mas a

    idéia é não desempregar os seus trabalhadores. A CNC está atenta, ouvindo as

    federações e os sindicatos. Até o momento, eu acho que o comércio não desempregou. A

    tendência é que o comércio cresça um pouco menos, mas continue crescendo em 2009.




    Os estoques estão altos?


    As promoções de fim de ano ajudaram a reduzir os estoques, que serão reajustados

    lentamente. Isso afeta a indústria, porque diminui as encomendas às fábricas. O comércio

    trabalha, hoje, com o modelo japonês Just on time, quer dizer, compra de acordo com a

    velocidade de suas vendas. De um modo geral, o comércio não trabalha com estoques

    elevados. Os números da indústria em novembro assustaram…

    Tínhamos uma idéia de que isto ia acontecer, que o Brasil ia sofrer os impactos da crise

    internacional. O Brasil se beneficiou muito, nos últimos anos, da situação favorável do

    mercado internacional: as exportações crescendo, os preços dos produtos subindo, a renda

    e o emprego aumentando. Agora, aquelas vantagens acabaram ou diminuíram e vamos ter

    que viver mais voltados para o mercado interno. Este é o momento para reexaminar as

    relações entre o setor produtivo e o governo, entre o setor produtivo e o do trabalho. Esse é

    o contexto das discussões sobre a flexibilização trabalhista.




    Futuro está na negociação coletiva, diz estudo


    Em médio prazo, o contrato individual de trabalho, como é hoje, será privilégio de uns

    poucos empregados. É o que prevê o Trabalho Técnico da Divisão Sindical da CNC

    intitulado O futuro do Contrato de Trabalho, do advogado Eugenio Garcia. De acordo com o

    estudo, que identifica a existência de um “ânimo reformador” em relação aos ajustes

    necessários à legislação, o futuro está na negociação coletiva.


    Um dos indicadores desta tendência é o aumento dos acordos e convenções coletivas,

    com a forte diminuição dos conflitos que vão ao dissídio nos tribunais. O número de

    dissídios coletivos diminuiu 90% nos últimos dez anos, segundo estatística do Tribunal

    Superior do Trabalho, citada no trabalho da Divisão Sindical. Lembrando as tentativas de

    negociação plena das cláusulas de trabalho – a última delas no segundo mandato de

    Fernando Henrique Cardoso -, Eugenio Garcia afirma que essa é uma tendência em todo o

    mundo. E aponta a necessidade de que os operadores do Direito do Trabalho e os

    empregadores se preparem para o futuro. “Como fazer isso? Reformando a legislação

    trabalhista pontualmente.” Em vez de querer revisar toda a CLT, empregados e

    empregadores, por meio de seus representantes, poderiam ajustá-la pontualmente, propõe

    o estudo. Começando pelo contrato de trabalho “que seria mais flexível, abrangente, com

    hipóteses novas, focando as novas formas de trabalho e deixando margem para novas

    formas de se trabalhar.” O importante é que já existe um “ânimo reformador”, diz o texto em

    sua conclusão. “ Resta a retomada das negociações reformuladoras, de forma simples,

    democrática, sem partidarismos, sem emoções, com ampla e intensa participação dos

    interessados”, assinala Eugenio Garcia, defendendo uma baixa participação do governo

    “por técnicos apolíticos, experientes, que cuidariam do aspecto legal das pretensões.”

  • CNC: Lei que criou o Dia da Consciência Negra é inconstitucional

    A inconstitucionalidade da Lei Estadual nº 4007/2002, que instituiu no Rio de Janeiro um feriado em 20 de novembro para comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra, criando a chamada “invasão de competência legislativa” (somente a União pode legislar sobre a criação de feriados), e os prejuízos que o excesso de feriados causa ao comércio (com perdas estimadas em cerca de R$ 80 milhões/dia) levaram a Confederação Nacional do Comércio a ajuizar no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4091.


    “A CNC não tem nada contra feriados.

    A inconstitucionalidade da Lei Estadual nº 4007/2002, que instituiu no Rio de Janeiro um feriado em 20 de novembro para comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra, criando a chamada “invasão de competência legislativa” (somente a União pode legislar sobre a criação de feriados), e os prejuízos que o excesso de feriados causa ao comércio (com perdas estimadas em cerca de R$ 80 milhões/dia) levaram a Confederação Nacional do Comércio a ajuizar no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4091.


    “A CNC não tem nada contra feriados. Mas, neste caso, o legislador estadual está usurpando a competência da União de editar normas sobre direito do trabalho, tema no qual está inserida a decretação de feriados, e isto fere a Constituição”, afirma o advogado da entidade que assina a Adin, Orlando Spinetti, esclarecendo que ao estado é permitido decretar apenas um feriado – o de sua data magna. Spinetti cita também argumentos econômicos contra a lei: “Ter um dia livre de trabalho para celebrar as duas datas é ótimo, mas é preciso pensar no prejuízo para os empregadores, que têm seus custos agravados pelo dia de fechamento. Além disto, uma paralisação na economia do Rio de Janeiro, enquanto os demais estados estão trabalhando, acaba por prejudicar o povo carioca, principalmente quando se pensa em desenvolvimento e crescimento econômico e na geração de emprego e renda – áreas de interesse do governo federal e que vão ao encontro dos objetivos de criação do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).


    Os estados que adotaram o feriado têm um custo de mão-de-obra laboral muito maior do que os que não o fizeram”, afirma o advogado da CNC. A Ação Direta de Inconstitucionalidade deverá ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal até o final do ano. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, manifesta entendimento idêntico ao da CNC e afirma que é inconstitucional a Lei estadual que instituiu um feriado em 20 de novembro para celebrar Zumbi dos Palmares e o Dia Nacional da Consciência Negra. No texto, o procurador reconhece que a criação da folga estadual “representa a instituição de um dia de descanso remunerado para os trabalhadores, o que faz surgir mais obrigações para os empregadores”.


    Ainda na avaliação do procurador, o legislador estadual invadiu o âmbito da legislação federal ao criar a Lei 4007/2002. Souza também chama atenção para a Lei federal 9093/1995, que determina que aos estados somente cabe instituir um dia de feriado para a comemoração de sua data magna. Feriado estadual de carnaval também é inconstitucional A CNC tem posição idêntica à Lei nº 5.243/08, que instituiu a terça-feira de carnaval como feriado no Estado do Rio de Janeiro. Sancionada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, a Lei torna o Rio de Janeiro o único Estado da Federação a considerar legalmente a data como dia de folga, e foi objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela Entidade junto ao STF.


    Para a CNC, a Lei é inconstitucional porque, além de invadir a competência da União de legislar sobre o tema, também interfere nas relações econômicas ao elevar o custo da mão-de-obra empregada pelo comércio, que só poderia abrir com permissão prévia da autoridade competente e mediante o pagamento, aos funcionários, da chamada “dobra salarial”, que equivale ao dobro do dia comum. “A ação não muda nada no carnaval, e os foliões vão continuar aproveitando a data. O problema é que, sendo feriado, os empresários sofrem encargos mais pesados – neste caso, o comércio será sobrecarregado em 100%, o que não aconteceria se não fosse feriado”, afirma Jorge Lanna, advogado da CNC.