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  • Fundo Soberano perderá a validade na segunda

    Ao constatar a falta de quórum e a não existência de acordo para votar apenas de forma simbólica, sem verificação no painel eletrônico, o projeto de conversão nº 5/09 (proveniente da medida provisória nº 452/08), o presidente José Sarney nem chegou a submeter ao Plenário a matéria que trata do Fundo Soberano e do licenciamento ambiental em obras nas estradas federais.

    Ao constatar a falta de quórum e a não existência de acordo para votar apenas de forma simbólica, sem verificação no painel eletrônico, o projeto de conversão nº 5/09 (proveniente da medida provisória nº 452/08), o presidente José Sarney nem chegou a submeter ao Plenário a matéria que trata do Fundo Soberano e do licenciamento ambiental em obras nas estradas federais. Dessa forma, a MP deverá perder sua validade na próxima segunda-feira (dia 1º).


    O PLV 5/09 começou a ser analisado na quarta-feira dia 20 de maio, quando o relator, senador Eliseu Resende (DEM-MG) apresentou seu parecer e vários senadores discutiram a matéria. A polêmica maior estabeleceu-se em torno das alterações que a Câmara dos Deputados incluiu na MP simplificando o licenciamento ambiental para obras em rodovias existentes e constantes no Plano Nacional de Viação.


    A ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva (PT-AC), e o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), senador Renato Casagrande, questionaram alguns pontos do relatório e disseram não ter condições de votar favoravelmente ao parecer. Encerrada a discussão, o PLV não foi votado por falta do quorum exigido de 41 senadores.


    Nesta quarta-feira (27), a matéria foi, enfim, colocada em votação. Antes, Eliseu Resende pediu a palavra para anunciar que tinha negociado com Marina Silva, a Casa Civil e os ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes algumas alterações em seu parecer. Porém, apesar da busca de entendimento pelo relator, Marina Silva, Renato Casagrande, Fátima Cleide (PT-RO) e Tião Viana (PT-AC) preferiram se abster quando a matéria foi votada.


    O relatório de Elizeu Resende chegou a ser aprovado, porém o senador Romero Jucá (PMDB-RR) havia apresentado um destaque para votação em separado da emenda de impedindo que o Fundo Soberano do Brasil fosse financiado com recursos não previstos no Orçamento. Já passava das 23 horas da quarta-feira. A oposição pediu verificação de quorum e deixou o Plenário. Quinze minutos depois apenas 30 senadores haviam registrado seu voto. Onze a menos que o mínimo necessário.


    Agência Senado, 29 de maio de 2009.

  • Amazônia aprova redução de CSLL para projetos da Sudam e Sudene

    A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional aprovou na quarta-feira o Projeto de Lei 4554/08, do deputado Marcelo Teixeira (PR-CE), que concede redução de 75% na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as empresas que tenham projeto de instalação, ampliação, modernização ou diversificação nas áreas de atuação das Superintendências de Desenvolvimento do Norte (Sudam) e do Nordeste (Sudene).


    O relator, deputado Antonio Feijão (PSDB-AP), destacou que o benefício é similar ao concedido pela Medida Provisória 2.199/01, que permite a redução de 7

    A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional aprovou na quarta-feira o Projeto de Lei 4554/08, do deputado Marcelo Teixeira (PR-CE), que concede redução de 75% na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as empresas que tenham projeto de instalação, ampliação, modernização ou diversificação nas áreas de atuação das Superintendências de Desenvolvimento do Norte (Sudam) e do Nordeste (Sudene).


    O relator, deputado Antonio Feijão (PSDB-AP), destacou que o benefício é similar ao concedido pela Medida Provisória 2.199/01, que permite a redução de 75% do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) para os projetos nas áreas da Sudam e da Sudene.


    Disparidades sociais

    O deputado ressaltou que a concessão de benefícios fiscais é um dos instrumentos mais usados pelo Executivo para estimular a atividade econômica em regiões pobres e com grandes disparidades sociais. O projeto, segundo ele, não inova, mas estimula a implantação de novos projetos econômicos nas regiões Norte e Nordeste.


    Feijão destacou ainda que a proposta não gera direito a crédito, restituição, ressarcimento, compensação ou qualquer outra forma de aproveitamento da CSLL para as empresas que se instalarem nas áreas da Sudam e da Sudene.


    Tramitação

    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 29 de maio de 2009.

  • Seguridade proíbe patentes de medicamento de segundo uso

    A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (27) proposta que proíbe a concessão de patentes de indicação terapêutica de produtos farmacêuticos e de substâncias polimórficas.


    Essa indicação terapêutica é o chamado segundo uso de medicamentos e caracteriza-se quando pesquisadores descobrem, por exemplo, que um remédio para dor de cabeça tem efeitos no combate ao cálculo renal. Já substâncias polimórficas são as que possuem a mesma fórmula química, mas estrutura morfológica diferente, o que gera variações físico-químicas – como diferentes pH e ponto de fusão.

    A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (27) proposta que proíbe a concessão de patentes de indicação terapêutica de produtos farmacêuticos e de substâncias polimórficas.


    Essa indicação terapêutica é o chamado segundo uso de medicamentos e caracteriza-se quando pesquisadores descobrem, por exemplo, que um remédio para dor de cabeça tem efeitos no combate ao cálculo renal. Já substâncias polimórficas são as que possuem a mesma fórmula química, mas estrutura morfológica diferente, o que gera variações físico-químicas – como diferentes pH e ponto de fusão.


    O texto aprovado pela comissão foi um substitutivo da deputada Rita Camata (PMDB-ES) aos projeto de lei 2511/07, do deputado Fernando Coruja (PPS-SC), e 3995/08, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP).


    Segundo Fernando Coruja, embora a Lei de Patentes (9.279/96) proíba o patenteamento de técnicas cirúrgicas e métodos terapêuticos ou de diagnóstico, ela não define o que são “métodos terapêuticos”. Essa imprecisão, segundo o parlamentar, tem levado à concessão de patentes de 2º uso e à prorrogação de patentes já existentes por descobertas de novas indicações terapêuticas.


    “Essa proteção tem sido tentada pela indústria farmacêutica e química como meio de prolongar o prazo de patentes e impedir a concorrência de outros produtores”, disse Rita Camata. “Mas o exercício dos direitos advindos da patente não pode prejudicar o interesse público”, ressaltou.


    Pré-requisitos

    Segundo a relatora, para que o Estado reconheça e proteja uma invenção, é preciso haver três requisitos: novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Nesse sentido, os polimorfos não são patenteáveis porque não apresentam atividade inventiva. Também há questionamentos sobre a atividade inventiva a respeito das patentes de 2º uso. “Na maioria dos casos, o novo uso é descoberto pelo próprio usuário, por médicos. A descoberta pode até ser acidental, não proveniente de pesquisas dispendiosas”, afirma Rita Camata.


    Para a relatora, no entanto, a discussão não deve estar centrada na existência ou não de inovação e atividade inventiva. “O essencial passa a ser o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País.”


    Rita Camata lembrou que a comissão realizou duas audiências públicas para discutir o assunto. Nos debates, órgãos governamentais divergiram sobre a proibição. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é contra a patentes de polimorfos e de medicamentos de 2º uso, mas o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) defende a concessão dessas patentes.


    Na avaliação de Rita Camata, o Brasil precisa adotar mecanismos claros para evitar a perpetuação de monopólios, mediante a proteção de patentes, que prejudica a ampliação da assistência farmacêutica e o acesso a medicamentos. “Isso não é bom para a saúde pública.”


    Tramitação

    Sujeito a análise em caráter conclusivo, o projeto ainda será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.




     

  • Líder diz que governo é contrário à PEC do terceiro mandato

    O líder do Governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), reafirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem posição contrária à proposta de emenda à Constituição do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) que estabelece a possibilidade de um terceiro mandato consecutivo para prefeitos, governadores e presidentes da República. O parlamentar deve protocolar a proposta ainda hoje.


    Fontana disse que o governo quer dar continuidade ao atual projeto com a eleição da ministra Dilma Rousseff em 2010.

    O líder do Governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), reafirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem posição contrária à proposta de emenda à Constituição do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) que estabelece a possibilidade de um terceiro mandato consecutivo para prefeitos, governadores e presidentes da República. O parlamentar deve protocolar a proposta ainda hoje.


    Fontana disse que o governo quer dar continuidade ao atual projeto com a eleição da ministra Dilma Rousseff em 2010. Ele considera a proposta de permitir um terceiro mandato equivocada do ponto de vista constitucional e institucional. Apesar disso, ele considera normal a apresentação da PEC, já que tramitam no Congresso propostas sobre os mais variados assuntos.


    Agência Câmara, 28 de maio de 2009.

  • Temer reafirma que discussão sobre reforma política será mantida

    O presidente da Câmara, Michel Temer, reafirmou hoje que a discussão sobre mudanças nos sistemas político e eleitoral será mantida, apesar da decisão dos líderes da base aliada de recuar no apoio a urgência para os projetos de lei 4636/09, que prevê a adoção do sistema de listas fechadas nas eleições proporcionais; e 4634/09, que institui o financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais.


    Temer lembrou que os dois temas não são os únicos sobre reforma política e eleitoral em tramitação na Câmara.

    O presidente da Câmara, Michel Temer, reafirmou hoje que a discussão sobre mudanças nos sistemas político e eleitoral será mantida, apesar da decisão dos líderes da base aliada de recuar no apoio a urgência para os projetos de lei 4636/09, que prevê a adoção do sistema de listas fechadas nas eleições proporcionais; e 4634/09, que institui o financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais.


    Temer lembrou que os dois temas não são os únicos sobre reforma política e eleitoral em tramitação na Câmara. Há, segundo ele, outras propostas como o voto distrital e a lista flexível com voto proprocional, entre outros. Ele acredita que ainda é possível alterar alguns aspectos da legislação eleitoral para 2010.


    Em relação a uma reforma política mais ampla, o presidente da Câmara considera que seria mais fácil fazê-la em 2014, quando as resistências seriam menores.


    Votações

    Sobre as votações da próxima semana, Temer disse que vai convocar sessões extraordinárias para a votação de propostas como a PEC 524/02, que estabelece ações para a revitalização do rio São Francisco; e o segundo turno da PEC que acaba com o fim do prazo para requerer divórcio.


    O texto aprovado em primeiro turno é um substitutivo do relator, deputado Joseph Bandeira (PT-BA), às PECs 22/99, do deputado Enio Bacci (PDT-RS); 413/05, do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ); e 33/07, do deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA).


    As votações nas sessões ordinárias dependerão da análise das MPs 460/09 e 461/09, que trancarão a pauta.


     


     

  • Especialistas apontam soluções para crise

    A comissão especial criada para analisar os efeitos da crise global no sistema financeiro realizou audiência pública, nesta quarta-feira, para ouvir sugestões das principais entidades do comércio e da indústria que possam ajudar no combate à crise.


    O gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Marques Rebelo, lembrou que o México, o Canadá e os Estados Unidos foram os primeiros a entrar em crise, no fim de 2007. O Chile e o Brasil só foram afetados no segundo semestre deste ano.

    A comissão especial criada para analisar os efeitos da crise global no sistema financeiro realizou audiência pública, nesta quarta-feira, para ouvir sugestões das principais entidades do comércio e da indústria que possam ajudar no combate à crise.


    O gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Marques Rebelo, lembrou que o México, o Canadá e os Estados Unidos foram os primeiros a entrar em crise, no fim de 2007. O Chile e o Brasil só foram afetados no segundo semestre deste ano. No entanto, o economista ressaltou que nesses pouco mais de oito meses, o Brasil já aparece entre os que sofreram maior retração econômica.


    O chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, citou um ranking da revista The Economist, que coloca o Brasil como segundo país mais prejudicado pela crise, atrás apenas da Coréia do Sul, com um recuo de 13,6% no PIB.


    Freitas acusou o governo de ter dado uma resposta lenta à crise. “As medidas foram tomadas atrasadas. O Banco Central aumentou a Selic em setembro e depois demorou a baixar os juros.” Segundo ele, enquanto o Chile cortou os juros de 8,25% para 1,25%, no Brasil a queda foi de 13,75% para 10,25%. O presidente da comissão, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), também considerou a redução “tímida”.


    A queda dos juros foi uma das saídas apontadas pelo economista da Fiesp André Rebelo para debelar a crise. Na opinião de Rebelo a taxa de juros deveria ser reduzida dos atuais 10,25% para cerca de 7%. Além da redução dos juros, Rebelo sugeriu outras soluções para minimizar a crise como o controle dos gastos de custeio, a redução dos impostos cobrados sobre empréstimos e a criação de fundos de aval – como o Fundo Garantidor, anunciado recentemente pelo governo.


    O representante da CNC, no entanto, mostrou-se pessimista quanto ao Fundo Garantidor. “Esse fundo ainda vai demorar muito e talvez chegue já tarde para combater a crise. Mais eficiente seria condicionar a liberação dos compulsórios a empréstimos para empresas.” Em sua avaliação, foi um erro da política econômica liberar o chamado compulsório a prazo que, em sua opinião, deveria ter sido acompanhado da liberação dos compulsórios à vista e condicionados à concessão de empréstimos a pequenas e médias empresas. “Essa vinculação é o mais importante e aqui não foi feita. Caso contrário os bancos vão sempre preferir comprar títulos públicos”, reclamou.


    Saídas

    O gerente da Fiesp, André Rebelo, também apresentou outras saídas para a crise: investir em exportações, reforçar o mercado interno e os investimentos. Quanto às exportações, ele afirma que, apesar de um tímido aumento no comércio de produtos básicos (ferro, carne, café e soja), houve redução de 35% nas exportações de produtos industrializados. “Em 2003 as vendas para o mercado externo alavancaram o Brasil para fora da crise, desta vez não poderemos contar com elas”, afirmou.


    No caso do mercado interno, ele explica que, apesar do bom desempenho até agora, o acesso a crédito e a evolução da renda apresentam sinais de estabilização. Por isso, não poderão auxiliar outros setores.


    Para Rebelo, restam, portanto, os investimentos privados, que em épocas de crise sempre se retraem e os investimentos públicos, que já estão ameaçados com a queda da arrecadação. “A China compensou a queda de demanda externa com pesados investimentos estatais em infraestrutura, mas, no nosso caso, a receita pública ficou muito engessada para fazer a diferença”, comparou.


    Agência Câmara, 27 de maio de 2009.


     

  • PSDB e DEM indicam integrantes da CPI da Petrobras

    Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) integrarão a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará denúncias de irregularidades na Petrobras e na Agência Nacional de Petróleo (ANP). Como suplente, participarão da CPI os senadores Heráclito Fortes (DEM-PI) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). O ofício foi entregue à Mesa Diretora do Senado pelas lideranças do PSDB e DEM na manhã desta quarta-feira (27).


    Os demais componentes da CPI já haviam encaminhado à Secretaria-Geral ofício com a confirmação dos nomes.

    Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) integrarão a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará denúncias de irregularidades na Petrobras e na Agência Nacional de Petróleo (ANP). Como suplente, participarão da CPI os senadores Heráclito Fortes (DEM-PI) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). O ofício foi entregue à Mesa Diretora do Senado pelas lideranças do PSDB e DEM na manhã desta quarta-feira (27).


    Os demais componentes da CPI já haviam encaminhado à Secretaria-Geral ofício com a confirmação dos nomes. Pelo Bloco de Apoio ao Governo, integrarão a comissão como titulares, os senadores Ideli Salvatti (PT-SC), Inácio Arruda (PCdoB-CE) e João Pedro (PT-AM). Como suplentes foram indicados os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Delcídio Amaral (PT-MS).


    O Bloco da Maioria indicou, como titulares, os senadores Paulo Duque (PMDB-RJ), Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Romero Jucá (PMDB-RR). E para a suplência, Valdir Raupp (PMDB-RO) e Almeida Lima (PMDB-SE).


    O senador Fernando Collor (PTB-AL) integrará a CPI como titular pelo PTB. Como suplente, o partido indicou Gim Argello (PTB-DF). O PDT, que só tem direito a um titular, indicou Jefferson Praia (PDT-AM).


    Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, o presidente do Senado, José Sarney, deve ler na tarde desta quarta-feira, em Plenário, os nomes dos 11 titulares e dos sete suplentes que integrarão a CPI da Petrobras.


    Agência Senado, 27 de maio de 2009.


     

  • Entidade pede votação de projeto sobre serviço terceirizado

    Representantes do Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor estiveram reunidos nesta quarta-feira com o presidente da Câmara, Michel Temer, para reivindicar a votação do Projeto de Lei 4302/98. A proposta altera a legislação sobre trabalho temporário e regulamenta a prestação de serviços terceirizados.


    O coordenador do fórum, José Maria Chapinas Alcazar, disse que a entidade reúne 15 milhões de trabalhadores e há 10 anos luta por essa regulamentação.

    Representantes do Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor estiveram reunidos nesta quarta-feira com o presidente da Câmara, Michel Temer, para reivindicar a votação do Projeto de Lei 4302/98. A proposta altera a legislação sobre trabalho temporário e regulamenta a prestação de serviços terceirizados.


    O coordenador do fórum, José Maria Chapinas Alcazar, disse que a entidade reúne 15 milhões de trabalhadores e há 10 anos luta por essa regulamentação. Alcazar também é presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e Empresas de Assesoriamento, Periciais e informações do Estado de São Paulo.


    Segundo ele, há uma corrente que não reconhece a terceirização e questiona esse modelo de contrato juridicamente. Alcazar argumenta, no entanto, que a terceirização é uma tendência das economias modernas, que favorece a redução de custos tanto na área privada como pública.


    Agência Câmara, 27 de maio de 2009.


     

  • Empresários criticam proposta de redução da jornada

    Representantes das confederações nacionais da Indústria (CNI) e do Comércio (CNC) criticaram nesta terça-feira (26), em audiência pública na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.


    O representante da CNC, Alain MacGregor, afirmou que a PEC não contribuirá para diminuir a taxa de desemprego no País.

    Representantes das confederações nacionais da Indústria (CNI) e do Comércio (CNC) criticaram nesta terça-feira (26), em audiência pública na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.


    O representante da CNC, Alain MacGregor, afirmou que a PEC não contribuirá para diminuir a taxa de desemprego no País. Segundo ele, se a redução da jornada for aprovada será necessário reestruturar os negócios, o que provocará queda no número de postos de trabalho.


    MacGregor defendeu a desoneração das folhas de pagamentos como forma de criação de empregos. Ele disse ainda que não se combate o desemprego com “utopias” e advertiu que os aumentos de preços provocados pela diminuição da jornada serão repassados aos consumidores. Dagoberto Godoy, representante da CNI, acrescentou que a medida vai elevar o custos de produção para atender à demanda.


    Godoy lembrou que o mercado mundial é competitivo; de acordo com ele, países como China e Índia oneram menos as empresas e têm maior jornada de trabalho que o Brasil.


    Patrões

    O relator da matéria, deputado Vicentinho (PT-SP), criticou o ponto de vista dos empresários: “Eles são patrões e nunca vão concordar com nada. Se não existissem as lutas dos sindicatos para melhorar as condições de vida, ainda haveria o trabalho análogo ao escravo. Então, nada mais normal do que o posicionamento deles; como relator eu precisava ouvi-los, com paciência, para depois apresentar meu parecer.”


    De acordo com Vicentinho, a redução da jornada vai gerar empregos e, com isso, fortalecer o mercado interno.

     

     

     


     

  • Proposta confere imunidade tributária a CDs e DVDs

    O estabelecimento de imunidade fiscal para CDs e DVDs, como forma de combater produtos falsificados vendidos a preços menores, foi uma das sugestões apresentadas nesta quarta-feira (27) durante o seminário “A Tributação e a Prática da Pirataria no Brasil”. O evento foi promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em parceria com a Câmara de Comércio Americana (Amcham) do Rio de Janeiro.


    A proposta de estabelecimento de imunidade foi apresentada pelo advogado Eduardo Jardim, professor de Direito Tributário da Universidade Mackenzie, de São Paulo.

    O estabelecimento de imunidade fiscal para CDs e DVDs, como forma de combater produtos falsificados vendidos a preços menores, foi uma das sugestões apresentadas nesta quarta-feira (27) durante o seminário “A Tributação e a Prática da Pirataria no Brasil”. O evento foi promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em parceria com a Câmara de Comércio Americana (Amcham) do Rio de Janeiro.


    A proposta de estabelecimento de imunidade foi apresentada pelo advogado Eduardo Jardim, professor de Direito Tributário da Universidade Mackenzie, de São Paulo. Ele observou que a imunidade já vale para livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão, como determina o artigo 150 da Constituição. Na opinião do advogado, poderia ser apresentada uma proposta de emenda à Constituição, incluindo no mesmo artigo o CD e o DVD, dois exemplos de produtos culturais audiovisuais.


    – O CD e o DVD afiguram-se também como produtos culturais e poderiam merecer uma PEC. Já teríamos aí um avanço considerável na tentativa de redução do comércio pirata – previu Jardim.


    Os CDs e os DVDs estão, de fato, entre os produtos mais pirateados no Brasil, segundo indicou o presidente do Comitê de Propriedade Intelectual da Amcham, Steve Solot. Um dos principais motivos dessa preferência dos consumidores seria o baixo preço dos produtos falsos, em relação aos originais. Os preços mais altos dos produtos originais, por sua vez, teriam relação com os tributos pagos pelas empresas produtoras. Segundo Solot, a carga tributária sobre CDs e DVDs chega a 43,25% no Rio e a 42,25% em São Paulo.


    Nem sempre, porém, a isenção ou diminuição de impostos leva ao barateamento de produtos, segundo demonstrou o secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNPC) do Ministério da Justiça, André Luiz Barcellos. Um caso de sucesso, como observou, foi o da redução de impostos sobre computadores, por meio da chamada MP do Bem, em 2005. Desde então, a venda de computadores de marca cresceu 20% ao ano. Por outro lado, mencionou, a imunidade tributária sobre livros não reduziu os preços e nem ajudou a popularizar a leitura no país.


    – Duas políticas públicas distintas revelaram impactos diferentes da redução da isenção tributária. Precisamos ver se é possível garantir que a redução se converta em benefícios ao consumidor ou se ela ampliaria margem de lucros nas empresas – afirmou.


    O representante do Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos, Dorian Mazurkevich, ressaltou as conseqüências negativas da pirataria sobre o nível de emprego, a elevação dos índices de criminalidade e o meio ambiente. Por sua vez, o representante da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual no CNCP, José Henrique Werner, lembrou a dificuldade de combate ao ingresso de produtos ilegais no Brasil.


    Werner atribuiu ainda o crescimento da pirataria à impunidade, e defendeu a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei 333/99, que tramita há 10 anos e amplia as penas dos crimes contra a propriedade intelectual. O projeto, que já passou pelo Senado, voltou à Câmara e está pronto para votação.


    O presidente da comissão, senador Flávio Arns (PT-PR), pediu que o seminário servisse como um “momento de reflexão” inclusive sobre a possibilidade de elaboração de um novo marco regulatório para o setor. O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) atribuiu a uma questão cultural o aumento da pirataria. Para ele, os brasileiros devem ser “menos cúmplices” da pirataria. Por sua vez, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) observou que medidas de repressão às práticas ilícitas deveriam ser acompanhadas da conscientização dos consumidores, por meio da educação, e da revisão dos preços cobrados pelos produtores.


    Imunidade


    A isenção tributária poderia levar à redução de até 20% nos preços de CDs e DVDs. A previsão foi feita nesta quarta-feira (27) pelo diretor-geral da gravadora Som Livre, Leonardo Ganem, durante o seminário A Tributação e a Prática da Pirataria no Brasil, promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em parceria com a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.


    Segundo Ganem, o Brasil ainda conta com um mercado “vigoroso” para a música. Ocupa a 12ª posição no mundo em termos de faturamento. Mesmo assim, foi no Brasil que ocorreu, como informou, um dos maiores índices de queda nas vendas ao longo desta década. E o principal culpado por esta queda, afirmou, é a pirataria.


    Em 2008, informou o diretor, foram consumidas no pais 2,5 bilhões de faixas musicais, das quais quase 1 bilhão por meio de download ilegal na Internet. Os CDs piratas ocuparam 26% do mercado, enquanto 27% ficaram para os CDs produzidos de forma legal.


    A diretora-executiva do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, Patrícia Blanco, disse que a alta carga tributária cobrada no Brasil não pode ser aceita como justificativa para o comércio ilegal pelos cidadãos, que muitas vezes alegam não ver o retorno dos tributos cobrados em serviços públicos de qualidade.


    – Enquanto tivermos essa visão, não vamos sair do círculo vicioso da sonegação – alertou Patrícia.


    O advogado Dalton Cesar Miranda pediu que se tome cuidado com o que chamou de “tributação da pirataria”, ou seja, com iniciativas de legalização de feiras onde se vendem produtos importados de origem duvidosa


    NOTA:


    A autoria do requerimento para a realização do seminário é dos senadores Roberto Cavalcanti (PRB-PB); Sérgio Zambiasi (PTB-RS); Cristovam Buarque (PDT-DF); Rosalba Ciarlini (DEM-RN); Gilberto Goellner (DEM-MT); Raimundo Colombo (DEM-SC); Wellington Salgado (PMDB-MG) e Valdir Raupp (PMDB-RO).


    A indústria da pirataria movimenta milhões de reais. A venda de produtos piratas toma conta das ruas, praças e feiras em todo país. CDs, DVDs, relógios de pulso e programas de softwares são os itens mais procurados. A ilegalidade prejudica tanto os cofres públicos – que deixam de arrecadar impostos – quanto fábricas legalmente instaladas, além de artistas, cantores e compositores. Os consumidores também são atraídos para a compra de produtos piratas de vestuário e calçados, com destaque para os tênis.


    Agência Senado, 27 de maio de 2009.