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  • Seminário Nacional de Aviação Civil debaterá, na CNC, imagem do setor

    A Confederação Nacional do Comércio (CNC) vai sediar, em 29 de setembro, a 7ª reunião do Seminário Nacional de Aviação Civil, promovida pelo Movimento Asas da Paz com o apoio do Conselho de Turismo da CNC.

    A Confederação Nacional do Comércio (CNC) vai sediar, em 29 de setembro, a 7ª reunião do Seminário Nacional de Aviação Civil, promovida pelo Movimento Asas da Paz com o apoio do Conselho de Turismo da CNC. O seminário debate, em reuniões mensais, temas e propostas para a melhoria da aviação civil brasileira.


    O evento terá início pela parte da manhã, quando será apresentado o painel “A investigação e a prevenção de acidentes – razões, conflitos e impactos na imagem da aviação”, para o qual está confirmada a presença de Carmen Lucia Pereira, diretora da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). O painel também contará com representantes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa). O segundo painel – “A experiência nas operações aéreas, a conquista da segurança e seus reflexos na imagem da aviação” – terá participação de Nilson Guilhem, gerente Comercial da Flex, e Jair Duarte, gerente do FAC – Flex Aviation Center.


    Ainda pela manhã será apresentado o painel “A imagem e a opinião pública – Ação da propaganda num novo mercado, um retrato da aviação do Brasil”, com Jomar Pereira da Silva Roscoe, presidente da Associação Latino Americana de Agências de Publicidade e membro do Conselho de Turismo da CNC.

     

    A partir do meio dia os jornalistas Gilson Campos, José Carlos Tedesco e Ernesto Vianna – este último do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro – apresentam o painel “A Liberdade de Imprensa na Cobertura de Acidentes Aéreos e as Conseqüências para o Aperfeiçoamento da Aviação do Brasil”.


    A CNC fica na Avenida General Justo, 307, 9º Andar, Centro do Rio de Janeiro.

  • Projeto facilita acesso de jovens ao primeiro emprego

    O Projeto de Lei 3782/08, do deputado Max Rosenmann (PMDB-PR), institui o Programa Nacional de Residência Técnica, com o slogan “O caminho do primeiro emprego”. Ele será implementado nos estados e municípios, por meio de parcerias envolvendo os governos federal e estaduais e universidades.


    Os objetivos são criar condições reais para garantir o acesso ao primeiro emprego de pessoas de 15 a 24 anos formadas nos últimos três anos no ensino superior, além de criar oportunidades de inclusão social.

    O Projeto de Lei 3782/08, do deputado Max Rosenmann (PMDB-PR), institui o Programa Nacional de Residência Técnica, com o slogan “O caminho do primeiro emprego”. Ele será implementado nos estados e municípios, por meio de parcerias envolvendo os governos federal e estaduais e universidades.


    Os objetivos são criar condições reais para garantir o acesso ao primeiro emprego de pessoas de 15 a 24 anos formadas nos últimos três anos no ensino superior, além de criar oportunidades de inclusão social. O programa deverá proporcionar aos jovens ensino a distância em cursos de pós-graduação, em nível de especialização, com duração de 21 a 24 meses, sem qualquer vínculo empregatício. Tutores vão monitorar e acompanhar os alunos no próprio local de estudo e trabalho.


    Os jovens terão direito a bolsa residência e serão alocados diretamente no serviço público, em 6 horas diárias, nas seguintes áreas: administração pública; agricultura; ciências médicas; comunicação; cultura; educação; esporte e lazer; saúde; segurança; e transportes. A remuneração dos bolsistas será definida segundo parâmetros de cada categoria.


    Experiência no Paraná

    Max Rosenmann formulou o projeto com base em experiência similar, segundo ele bem-sucedida, implementada em diferentes setores pelo governo do Paraná. “O programa será marcado pelo treinamento técnico e acadêmico de pessoas que procuram ingressar no mercado de trabalho”, destaca.


    Ele acredita que a proposta terá ainda o efeito de “oxigenar a pesada rotina do serviço público”, agregando profissionais em treinamento com “idéias e propostas inovadoras”. Segundo o deputado, o programa será o caminho para o primeiro emprego dos jovens, “pois romperá o círculo vicioso da falta de experiência e de oportunidades”.


    Na sua avaliação, o programa beneficiará milhares de recém-formados, oferecendo-lhes a experiência direta do trabalho e da melhoria de currículo. “Serão futuros agentes do serviço público ou absorvidos na iniciativa privada”, afirma.


    Tramitação

    O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação e Cultura; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 25 de setembro de 2008.

  • Projeto atualiza legislação a respeito dos nomes de remédios

    Aguarda deliberação da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) projeto de lei de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR) que revoga a proibição de serem atribuídos nomes ou designações de fantasia aos medicamentos com uma única substância ativa e aos imunoterápicos (PLS 344/06). A matéria terá como relatora a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que é favorável à proposta.


    O senador informou que pretende modificar o dispositivo atualmente em vigor porque este perdeu seu sentido, uma vez que colide com legislação mais atual e se encontra, na prática, revogado.

    Aguarda deliberação da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) projeto de lei de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR) que revoga a proibição de serem atribuídos nomes ou designações de fantasia aos medicamentos com uma única substância ativa e aos imunoterápicos (PLS 344/06). A matéria terá como relatora a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que é favorável à proposta.


    O senador informou que pretende modificar o dispositivo atualmente em vigor porque este perdeu seu sentido, uma vez que colide com legislação mais atual e se encontra, na prática, revogado. A proibição que Osmar Dias quer modificar consta da Lei nº 6.360/76.


    A própria lei em questão já foi modificada por medida provisória (MP 2.190-34) em 2001. A MP determinou que medicamentos “com uma única substância ativa sobejamente conhecida” podem ser identificados por nome comercial ou de marca.Na justificação da matéria, Osmar Dias destaca que o nome fantasia de muitos medicamentos com uma única substância ativa constitui o “cartão de visitas” do remédio.


    – Por não haver sentido em manter duas disposições colidentes no âmbito da mesma lei, e pelo fato de a determinação não mais ser observada no momento atual, a nova redação que propomos retira essa categoria de produtos da proibição – explicou Osmar Dias.


    Em relação aos imunoterápicos (vacinas), o senador destacou que a proibição fazia sentido na época em que a lei foi estabelecida (nos anos 1970), quando havia no país apenas cinco tipos de vacinas: tríplice bacteriana celular, BCG, anti-sarampo, tríplice viral e antipoliomielite oral.


    – Com a evolução científico-tecnológica, hoje estão disponíveis na rede privada as vacinas contra haemophilus, doenças pneumocócicas, doenças meningocócicas, a tríplice bacteriana acelular e a antipoliomielite injetável, além de apresentações combinadas – enumerou o senador.


    Nas clínicas privadas é possível encontrar mais de 60 marcas diferentes de vacinas, informou Osmar Dias. Para o senador, essa situação demonstra que a proibição de uso de nomes ou designações de fantasia também já caducou e, por isso, não é observada atualmente.


    Osmar Dias acrescentou que a proibição deve ser mantida apenas para os insumos farmacêuticos que, por segurança, devam continuar a ser identificados pela denominação constante na farmacopéia brasileira.


    Agência Senado, 25 de setembro de 2008.

  • Adelmir Santana critica alta carga tributária brasileira

    Ao discursar nesta quarta-feira (24), o senador Adelmir Santana (DEM-DF) criticou a elevada carga tributária brasileira. De acordo com dados do Instituto Brasileiro Planejamento Tributário (IBPT), citou o senador, o brasileiro trabalha em média cinco meses por ano apenas para pagar os tributos federais, estaduais e municipais.


    – Uma realidade cruel que dói no bolso de todos os brasileiros – disse.


    O senador frisou que o estudo do IBPT mostra que a soma dos tributos pagos por um brasileiro somam 157 dias trabalhados.

    Ao discursar nesta quarta-feira (24), o senador Adelmir Santana (DEM-DF) criticou a elevada carga tributária brasileira. De acordo com dados do Instituto Brasileiro Planejamento Tributário (IBPT), citou o senador, o brasileiro trabalha em média cinco meses por ano apenas para pagar os tributos federais, estaduais e municipais.


    – Uma realidade cruel que dói no bolso de todos os brasileiros – disse.


    O senador frisou que o estudo do IBPT mostra que a soma dos tributos pagos por um brasileiro somam 157 dias trabalhados. Em 2008, de acordo com Adelmir Santana, o trabalhador irá pagar em tributos cerca de 40% de todo o seu ganho.


    Adelmir Santana alertou que todos os produtos comprados ou consumidos no país têm impostos e taxas embutidos em seus preços. O preço do pão francês, exemplificou, inclui o custo real do produto mais impostos, taxas e contribuições como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).


    Já o combustível brasileiro, acrescentou o senador, está entre os mais caros do mundo. Só o preço cobrado pela gasolina tem mais de 50% de tributos embutidos. Para Adelmir Santana, o governo federal precisa investir mais em transportes, saúde, educação e previdência, pois arrecada muito com a cobrança tributária. Ele pediu ajuda dos colegas parlamentares no sentido de o Congresso Nacional modificar a reforma tributária enviada pelo Poder Executivo ao Parlamento, para que ela se transforme em uma “reforma tributária ideal para o país”.


    Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) elogiou o pronunciamento do colega e criticou os elevados gastos públicos do governo federal.


    Agência Senado, 25 de setembro de 2008.

  • Propostas regulamentam profissão de comerciário

    A regulamentação da profissão de comerciário é proposta pelos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Pedro Simon (PMDB-RS), em projetos de lei que aguardam designação de relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A matéria, que receberá decisão terminativa na CAS, será discutida em audiência pública, em data a ser ainda marcada.


    De acordo com o projeto de Paim (PLS 115/07), os empregados no comércio terão jornada de trabalho de seis horas diárias, de segunda-feira a sábado, e tal horário deverá ser cumprido entre as 7h e as 19 h.

    A regulamentação da profissão de comerciário é proposta pelos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Pedro Simon (PMDB-RS), em projetos de lei que aguardam designação de relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A matéria, que receberá decisão terminativa na CAS, será discutida em audiência pública, em data a ser ainda marcada.


    De acordo com o projeto de Paim (PLS 115/07), os empregados no comércio terão jornada de trabalho de seis horas diárias, de segunda-feira a sábado, e tal horário deverá ser cumprido entre as 7h e as 19 h. O estabelecimento comercial que funcionar durante todo esse período, prevê a proposta, deverá adotar regime de dois turnos. Aos domingos e feriados, determina ainda a proposição, ficará proibido o trabalho dos empregados da categoria.


    Na justificação do projeto, Paim ressaltou que o crescimento da atividade econômica gerou ampliação dos horários de atendimento ao público, inclusive aos domingos. Com isso, os comerciários tiveram sua jornada de trabalho aumentada – em alguns casos, esses empregados trabalham cerca de 12 horas diárias. Paim defende a instituição de parâmetros para o exercício da profissão de forma a que este não cause “sacrifício pessoal e o desgaste físico e emocional”, bem como evite doenças profissionais e problemas de saúde desses trabalhadores.


    O projeto de Paim também estabelece piso salarial nacional para os comerciários no valor correspondente a três salários mínimos. A reposição salarial, as condições de trabalho e os benefícios sociais da categoria serão promovidos no mês de novembro de cada ano. A proposta ainda institui o dia 30 de outubro como o Dia do Comerciário.


    Paim informou que o texto da proposta apresentada foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional dos Trabalhadores do Comércio, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC)


    O excesso de horas trabalhadas pelos comerciários também foi motivo de preocupação do senador Pedro Simon. Sua proposta (PLS 152/07) estabelece carga horária dos comerciários em sete horas diárias, com limite máximo de 42 horas por semana. O trabalhador que exercer atividades acima desses limites, prevê o projeto, terá direito ao adicional de 100% sobre o valor da hora normal de trabalho.


    Segundo a proposta de Simon, comerciário é o trabalhador que exerce as atividades profissionais em empresas atacadistas e varejistas indicadas numa relação anexa à lei. Tal lista possui 24 tipos de estabelecimentos comerciais atacadistas e 19 varejistas.


    Agência Senado, 25 de setembro de 2008.

  • Presidente Lula pode assinar decreto para modernização dos portos na próxima semana

    O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, afirmou em 25 de setembro, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode assinar um decreto para aperfeiçoar a gestão dos portos no Brasil na próxima semana. “O decreto está fechado, e estamos agendados para na quarta-feira termos o despacho do presidente”, disse Brito, frisando que o decreto servirá para complementar a Lei 8.630/93, conhecida como Lei dos Portos.

    O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, afirmou em 25 de setembro, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode assinar um decreto para aperfeiçoar a gestão dos portos no Brasil na próxima semana. “O decreto está fechado, e estamos agendados para na quarta-feira termos o despacho do presidente”, disse Brito, frisando que o decreto servirá para complementar a Lei 8.630/93, conhecida como Lei dos Portos. “Esta lei é o marco regulatório do setor, que possibilitou investimentos privados, tirou o monopólio estatal da operação portuária e fez o sistema de portos crescer 21% nos últimos cinco anos, em relação ao fluxo total de comércio internacional. Há cinco anos o Brasil tinha exportações e importações no valor de US$ 107 bilhões, e em 2007 chegamos a US$ 280 bilhões, 90% disso passa pelos portos”, declarou.


    O novo decreto – atualmente na Casa Civil – também cria um regime para a concessão de novos portos, que poderão ser construídos e administrados pela iniciativa privada, com localização a ser definida pelo plano de outorgas do Governo. Segundo o ministro, existe uma controvérsia no setor privado acerca do uso de terminais privativos e públicos, e o decreto vai esclarecer pontos como esse. “O que queremos separar com o decreto é a figura do terminal privativo, que vai atender exclusivamente às necessidades das empresas que precisam de porto para operar”. Atualmente, o Brasil possui 124 terminais privativos e, de acordo com Brito, a iniciativa privada terá mais chances de operar e administrar portos privados, através de licitação e não mais por meio de autorização, como até agora funcionou. “Os portos públicos continuarão do mesmo jeito”, destacou.


    Lei dos Portos: moderna, mas passível de reparos  


    Mesmo classificando a Lei dos Portos como “moderna”, Brito admitiu a necessidade de reparos, como a previsão para movimentação de contêineres no País. A opinião também é partilhada por Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP). “Temos um nó no marco regulatório de portos. Não basta só a Lei dos Portos, é necessária uma instrumentalização que indique um norte, tirando eventuais dúvidas que a lei pode ensejar. É o que esperamos com o decreto. O setor empresarial se sente reanimado”, disse.


    O ministro Pedro Brito participou da reunião Comissão Portos, movimento empresarial de entidades comprometidas com a reforma portuária, como a Confederação Nacional do Comércio, que sediou o encontro.

  • Câmara Brasileira de Turismo reúne-se na CNC

    A 20ª reunião da Câmara Brasileira de Turismo (CBTur) da Confederação Nacional do Comércio foi realizada em 23 de setembro, na sede da CNC, em Brasília, logo após a cerimônia de abertura da 2ª Semana Nacional do Turismo, no Congresso.

    A 20ª reunião da Câmara Brasileira de Turismo (CBTur) da Confederação Nacional do Comércio foi realizada em 23 de setembro, na sede da CNC, em Brasília, logo após a cerimônia de abertura da 2ª Semana Nacional do Turismo, no Congresso. O ministro interino do Turismo, Airton Nogueira, e o presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Albano Franco, recepcionados pelo coordenador da CBTur, Norton Lenhart, foram os convidados especiais do encontro que, precedido por almoço, contou ainda com a presença do senador Adelmir Santana.


    Os membros da Câmara discutiram assuntos de interesse dos empresários do turismo, como o visto de entrada para turistas estrangeiros, a discussão do Turismo como produto de exportação, a realização do Congresso Nacional da Atividade Turística (CBratur), em novembro, a participação do Sistema CNC/Sesc/Senac na Feira das Américas, que será realizada em outubro pela ABAV, e a promulgação da Lei Geral do Turismo, entre outros.


    Os membros da Câmara debateram a proposta de elaboração de um projeto para alterar o sistema de visto de entrada para turistas estrangeiros no Brasil – que passaria a ser feito pela Internet, facilitando a obtenção do documento e não interferindo na política de reciprocidade adotada pelo governo. Presente à reunião, o advogado da Divisão Jurídica da CNC Orlando Spinetti afirmou que possui um estudo sobre os países que adotam a metodologia de oferecer vistos pela Internet, disponibilizando o documento para ser utilizado no embasamento da proposta defendida pela CBTur.


    O assessor de Turismo e Relações Institucionais da CNC, Eraldo Alves da Cruz, falou sobre a realização, em novembro, do Congresso Brasileiro da Atividade Turística (CBratur) como um evento cujos resultados serão fundamentais para o desenvolvimento das ações preparatórias para a Copa do Mundo de 2014. O evento, classificado pelo assessor como “um marco regulatório para o setor de turismo”, contará com a participação de vários ministros, como Dilma Rouseff, Paulo Bernardo e Luiz Barretto.


    Ao final do encontro, o presidente da Câmara Brasileira de Turismo, Norton Lenhart, falou sobre a proposta de emenda constitucional que trata da reforma tributária, cuja relatoria está a cargo do deputado Sandro Mabel, e pediu aos participantes que analisassem a PEC e preparassem as reivindicações que julgassem necessárias para melhorar as atividades do setor. Lenhart divulgou que pretende trazer novamente o deputado para participar de uma das reuniões da Câmara Brasileira de Turismo, ocasião em que receberia o documento com as propostas dos empresários do setor.


    Além da Câmara Brasileira de Turismo, a CNC possui instaladas outras câmaras de comércio: Câmara Brasileira de Produtos Ópticos; Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários; Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis; Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação; Câmara Brasileira de Corretores de Seguros; Câmara Brasileira de Serviços de Telecomunicações; Câmara Brasileira de Materiais de Construção e Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos.

  • Proposta cria conselho externo para fiscalizar o TCU

    Está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para ser relatada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), proposta de emenda à Constituição (PEC 30/07) de autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES) que cria o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas e do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas.


    De acordo com a proposta, o novo órgão funcionaria nos mesmos moldes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

    Está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para ser relatada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), proposta de emenda à Constituição (PEC 30/07) de autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES) que cria o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas e do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas.


    De acordo com a proposta, o novo órgão funcionaria nos mesmos moldes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ele teria por metas combater a prática do nepotismo, a má-gestão de recursos financeiros e a improbidade administrativa, além de controlar a atuação administrativa e financeira dos tribunais e os deveres funcionais de ministros, conselheiros e auditores. É o chamado controle externo, com vistas a garantir, segundo explicou Renato Casagrande, ampla transparência no desempenho das atividades públicas.


    Ainda conforme prevê a PEC, o conselho será composto de 15 membros, com mandato de dois anos, admitida apenas uma recondução. Todos deverão ser nomeados pelo presidente da República, após a maioria absoluta do Senado aprovar as respectivas indicações. Os membros do conselho não perceberão qualquer remuneração para o exercício de suas funções.


    Tomarão parte do órgão, membros do Tribunal de Contas da União (TCU); conselheiros dos tribunais de contas de estados e municípios; integrantes do Ministério Público; advogados escolhidos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); e dois cidadãos indicados pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. O Tribunal de Contas do Distrito Federal equipara-se ao dos estados para os efeitos da norma proposta.


    Concurso para ministro


    A CCJ deve examinar ainda outra PEC – a 15/07 -, também de autoria de Renato Casagrande, determinando que os ministros do TCU sejam escolhidos mediante concurso público de provas e de títulos. Os ministros passariam a ser chamados de ministros-auditores.


    De acordo com a Constituição, 1/3 dos membros do TCU é escolhido pelo presidente da República, mediante lista tríplice, e 2/3 pelo Congresso Nacional. Caso a proposta venha a ser aprovada, a determinação também será estendida aos tribunais de contas dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.


    Segundo Renato Casagrande, a proposta tem por objetivo permitir que o TCU e demais tribunais de contas fiscalizem com independência e isenção os atos do Poder Executivo.


    Agência Senado, 24 de setembro de 2008.

  • Ministro dos Portos participa de reunião na CNC

    O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, participa amanhã, 25 de setembro, da reunião plenária da Comissão Portos, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC) no Rio de Janeiro. O ministro fará uma análise da atual conjuntura portuária nacional e das políticas públicas do setor, entre outros temas.  


    A Comissão Portos é um movimento empresarial que agrega entidades comprometidas com a implementação da reforma portuária, e cujos segmentos econômicos têm interesse, direta ou indiretamente, no desenvolvimento do comércio exterior brasileiro.

    O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, participa amanhã, 25 de setembro, da reunião plenária da Comissão Portos, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC) no Rio de Janeiro. O ministro fará uma análise da atual conjuntura portuária nacional e das políticas públicas do setor, entre outros temas.  


    A Comissão Portos é um movimento empresarial que agrega entidades comprometidas com a implementação da reforma portuária, e cujos segmentos econômicos têm interesse, direta ou indiretamente, no desenvolvimento do comércio exterior brasileiro. A CNC é um das entidades integrantes da Comissão. O encontro acontece a partir das 14h, na Avenida General Justo, 307, Centro.

  • Dornelles concede entrevista sobre a Constituição

    Dornelles: Falta de percepção de que Constituição é uma carta de princípios levou a aberrações no texto constitucional


    Sobrinho de Tancredo Neves, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) foi deputado federal constituinte, quando presidiu a Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças. Nesta entrevista à Agência Senado, concedida na última terça-feira (16) em seu gabinete, o parlamentar fala dos problemas enfrentados na elaboração da Constituição, como a falta de compreensão, por muitos constituintes, de que ela deveria ser uma Carta de princípios, sem descer a detalhes.

    Dornelles: Falta de percepção de que Constituição é uma carta de princípios levou a aberrações no texto constitucional


    Sobrinho de Tancredo Neves, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) foi deputado federal constituinte, quando presidiu a Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças. Nesta entrevista à Agência Senado, concedida na última terça-feira (16) em seu gabinete, o parlamentar fala dos problemas enfrentados na elaboração da Constituição, como a falta de compreensão, por muitos constituintes, de que ela deveria ser uma Carta de princípios, sem descer a detalhes. Isso acabou resultando em aberrações como, por exemplo, o tabelamento constitucional dos juros. O senador também revela dois dispositivos que ajudou a aprovar na Constituição e que hoje são motivo de orgulho para ele: o que estabelece que todo cidadão pode exercer livremente atividade empresarial, a menos que exista uma lei específica que proíba; e o tratamento tributário favorecido para pequenas e médias empresas.


    Agência Senado: O senhor trabalhou muito pelo diálogo entre a oposição e os generais no poder, abrindo caminho para a vitória do candidato Tancredo Neves, seu tio. Depois, foi deputado constituinte. O senhor sentiu que estava, naquele momento, fazendo história?


    Francisco Dornelles: Eu me elegi deputado em 1986, defendendo as políticas que Tancredo Neves havia colocado em sua campanha para presidente, ou seja: um Estado voltado para o social, priorizando aquelas atividades próprias do Estado, na educação, na saúde, no meio ambiente, e deixando para o setor privado o exercício de atividades empresariais, procurando, dentro da linha defendida pelo presidente, que a Constituição fosse uma carta de princípios, de entendimento. Não podia ser uma Constituição nem de esquerda nem de direita, nem socialista nem liberal. Uma Constituição que estabelecesse os princípios gerais, os direitos fundamentais da pessoa humana, a organização dos Poderes, a competência dos entes federativos, e que permitisse a alternância do poder, que é uma das características do regime democrático. Quando você vai participar da elaboração de uma Constituição, você tem sempre consciência de que isso é um fato extremamente importante para uma pessoa que atua na vida política.


    Agência Senado: Na Constituinte, o senhor presidiu a Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças. Como o senhor vê as críticas atuais sobre o sistema tributário, segundo as quais há pouca progressividade na tributação sobre a renda e também que há uma excessiva tributação do trabalho assalariado?


    Senador Francisco Dornelles: Essa análise é totalmente errada. A Constituição não tem nada a ver com a progressividade, isso é um problema de lei ordinária. A Constituição define a competência da União, dos estados e municípios e estabelece limitações ao poder de tributar. De modo que ela estabeleceu um critério muito rígido, com poucos impostos, e a distorção que existe hoje na área tributária vem do capítulo da Seguridade Social, que abriu caminho para a constituição de um sistema tributário paralelo: a União, tendo limitações para criação de impostos, criou, com o nome de contribuições, uma série de incidências cuja receita não é compartilhada para estados e municípios. As distorções do sistema tributário advêm não do capítulo do Sistema Tributário, mas simplesmente da cobrança de contribuições com base no capítulo da Seguridade Social.


    Agência Senado: O tabelamento dos juros em 12% foi uma decisão acertada?


    Senador Francisco Dornelles: Muitos constituintes não compreenderam que a Constituição seria uma carta de princípios e trouxeram alguns tópicos e dispositivos mais próprios a uma portaria, como é o caso do tabelamento dos juros, que não existe em nenhuma Constituição do mundo. É uma situação tão absurda que nunca foi regulamentada.


    Agência Senado: A imunidade tributária dos templos religiosos não acabou incentivando a instalação de igrejas mais interessadas nessa isenção do que na devoção religiosa?


    Senador Francisco Dornelles: Penso que, por princípio básico, não se tributa partidos políticos, não se tributa papel de imprensa, não se tributa templos religiosos. A imunidade faz parte dos direitos: a liberdade religiosa, a liberdade política e a liberdade de expressão, que você não deve tributar. Agora, se você tem partidos políticos, se você tem órgãos de imprensa, se você tem templos que atuam de forma irregular é outra coisa. Mas essas imunidades representam direitos fundamentais no estado democrático.


    Agência Senado: O senhor pode listar dispositivos constitucionais que foram prejudiciais ao país?


    Senador Francisco Dornelles: Acho que todos aqueles dispositivos que entraram em detalhes na área econômica, principalmente aqueles que tratavam de monopólio do petróleo, das comunicações, da energia, dos transportes, não poderiam figurar num texto constitucional. E a maior prova que eles não podiam é que foram totalmente retirados do texto por meio de modificações posteriores.


    Agência Senado: O senhor se arrepende de ter votado a favor de algum dispositivo?


    Senador Francisco Dornelles: Eu confirmaria meu voto em todos os dispositivos que fiz, exceto com relação ao mandato do presidente da República, porque não tinha sentido, naquela época, você fazer um mandato de quatro anos para presidente da República.


    Agência Senado: E qual o dispositivo que o senhor mais se orgulha de ter ajudado a aprovar?


    Senador Francisco Dornelles: Eu praticamente fui o autor do parágrafo da Constituição que estabelece que todo cidadão pode exercer livremente atividade empresarial, a menos que exista uma lei específica que proíba; e o tratamento tributário favorecido para pequenas e médias empresas. São dois dispositivos de que eu participei ativamente e que me orgulho muito de ter sido o autor ou o semi-autor desses dispositivos.