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  • Projeto Sess/Senass terá Audiência Pública na CAS

     reunião deverá Em pauta na reunião de hoje (13) da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, o Projeto de Lei de nº 131/2001, que cria o Serviço Social da Saúde (SESS) e o Serviço Nacional de Aprendizagem da Saúde (SENASS) fundamentado em recursos do SESC e do SENAC, obteve o seguinte resultado: o senador Augusto Botelho (PT-RR) apresentou requerimento solicitando realização de Audiência Pública para debater o tema.

     reunião deverá Em pauta na reunião de hoje (13) da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, o Projeto de Lei de nº 131/2001, que cria o Serviço Social da Saúde (SESS) e o Serviço Nacional de Aprendizagem da Saúde (SENASS) fundamentado em recursos do SESC e do SENAC, obteve o seguinte resultado: o senador Augusto Botelho (PT-RR) apresentou requerimento solicitando realização de Audiência Pública para debater o tema. O requerimento foi aprovado e o encontro deverá realizar-se até o dia 15 de setembro de 2008.


    Em 3 de julho de 2008, o PLS 131/2001 recebeu parecer favorável, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Relator Sérgio Guerra (PSDB-PE).


    Em 9 de julho de 2001, constou da pauta da CAS. Não foi deliberado por ter recebido emendas do Senador Paulo Paim. Assim, retornou ao relator para exame das duas emendas apresentadas.


    A matéria é de autoria do ex-senador Geraldo Althoff e tem decisão terminativa na CAS.


    CNC, 13 de agosto de 2008.

  • STF deve julgar até o final do ano ação contra a lei seca

    Em reunião na noite desta terça-feira com integrantes da Frente Parlamentar do Trânsito Seguro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, informou que espera concluir ainda neste ano a votação do mérito da Ação de Inconstitucionalidade (Adi) impetrada contra a chamada Lei Seca (11.705/08). A informação é do coordenador da frente, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS).

    Em reunião na noite desta terça-feira com integrantes da Frente Parlamentar do Trânsito Seguro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, informou que espera concluir ainda neste ano a votação do mérito da Ação de Inconstitucionalidade (Adi) impetrada contra a chamada Lei Seca (11.705/08). A informação é do coordenador da frente, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS).


    Os deputados defenderam a manutenção do texto, que pune quem dirige com qualquer quantidade de álcool no sangue, impede a venda de bebidas em rodovias federais e tipifica como crime o ato de dirigir com 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou mais.


    De acordo com Beto Albuquerque, o objetivo da conversa com o presidente do STF foi demonstrar que a frente está convicta da constitucionalidade do texto, e ressaltar que em menos de dois meses de vigência os efeitos já podem ser medidos. “Esta lei salva vidas, faz pais e mães dormirem mais tranqüilos quando os filhos saem à noite. Estamos gastando muito menos com atendimentos de acidentados na rede pública da saúde”, afirmou.


    Dados apresentados pelos parlamentares ao STF estimam uma redução de até 35% nos atendimentos de socorro da rede Samu e nas emergências de hospitais, além de uma queda de 24% no número de mortes no trânsito no período.


    Coletividade

    Segundo o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), que relatou na Câmara a Medida Provisória 415/08 (que proibia a venda de álcool em rodovias) e incluiu no texto penas rígidas para quem beber e dirigir, o presidente do Supremo demonstrou sua preocupação com os interesses da coletividade.


    A constitucionalidade da lei foi questionada pela Associação Brasileira de Restaurantes e Empresas de Entretenimento (Abrasel), que ajuizou no dia 4 de julho uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adi). A entidade alega que a lei ultrapassa os limites do Estado democrático de Direito e fere princípios constitucionais. A Abrasel também argumentou que o texto prejudica a lucratividade dos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas e os empregos gerados pelo setor.


    A Advocacia Geral da União (AGU) enviou informações no final de julho ao STF rebatendo os argumentos da Abrasel. Segundo a AGU, a lei é plenamente adequada ao interesse público e é necessária para diminuir a quantidade de acidentes e mortes no trânsito.


    Exemplo da Alemanha

    De acordo com os deputados, o ministro Gilmar Mendes relatou durante a reunião que na Alemanha, onde morou, o ato de beber e dirigir é comparado ao de corrupção no que se refere às penalidades.


    Para Beto Albuquerque, o STF pode até reconhecer existência de inconstitucionalidade na parte da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em locais próximos a rodovias que não cortam áreas metropolitanas. No entanto, avalia, isso não irá comprometer o que considera fundamental: a proibição de beber e dirigir. “A lei atende aos interesses da coletividade, que nunca podem ficar acima do interesse individual”, destacou.


    Resultados

    Na semana passada, o presidente Arlindo Chinaglia disse que a Câmara deve comemorar os primeiros resultados da vigência da lei e lembrou que, inicialmente, a MP apenas proibia a venda de bebidas nas margens das rodovias. Em reunião com a Frente Parlamentar pelo Trânsito Seguro, continuou, a proposta foi considerada insuficiente do ponto de vista da defesa da vida. “A questão central era evitar que quem bebesse dirigisse”, destacou.


    Também participaram do encontro no STF os deputados Dagoberto (PDT-MS), Fernando Coelho Filho (PSB-PE) e Marcelo Almeida (PMDB-PR).


    Agência Câmara, 12 de agosto de 2008.


     




     

  • Sebrae e Frente lançam Guia do Candidato Empreendedor

    O Sebrae lança às 11 horas na Câmara o Guia do Candidato Empreendedor 2008. O documento orienta os candidatos a prefeito sobre as vantagens de apoiar as micro e pequenas empresas para promover o desenvolvimento local.

    O Sebrae lança às 11 horas na Câmara o Guia do Candidato Empreendedor 2008. O documento orienta os candidatos a prefeito sobre as vantagens de apoiar as micro e pequenas empresas para promover o desenvolvimento local. O lançamento foi promovido pela Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas e será realizado no auditório Freitas Nobre.


    Participarão da solenidade o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia; o coordenador da frente, deputado Vignatti (PT-SC); o diretor-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, e representantes da Confederação Nacional dos Municípios, da União dos Vereadores do Brasil, da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), da Associação Brasileira de Municípios e da Frente Nacional de Prefeitos.


    Pauta básica

    O objetivo do guia é contribuir para que o desenvolvimento seja o quinto item da pauta básica da administração pública, depois de saúde, educação, segurança pública e infra-estrutura. Para tanto, o documento lista medidas de incentivo aos pequenos negócios nos municípios, de acordo com os princípios da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Supersimples).


    Entre elas, estão a criação de uma política tributária para esses negócios, a priorização dos pequenos empreendimentos nas compras governamentais, investimentos no acesso à tecnologia, apoio ao associativismo, facilitação do acesso ao crédito e aos serviços financeiros, promoção da educação empreendedora e dos serviços profissionalizantes e implantação de uma lei geral municipal das micro e pequenas empresas.


    Exemplos

    Os exemplos reais do guia são de iniciativas vencedoras do Prêmio Prefeito Empreendedor, oferecido pelo Sebrae a prefeitos que apóiam os micro e pequenos negócios. Segundo o documento, o sucesso das pequenas empresas significa ganhos para a população, principalmente dos municípios menores, onde são esses negócios que movimentam a economia.


    De acordo com o texto, entre os benefícios que os pequenos negócios oferecem aos municípios, estão a geração de emprego para todos os segmentos da população, investimentos sustentáveis e duradouros, fortalecimento da economia local, redução da dependência de grandes empregadoras, diminuição do êxodo de jovens para outras cidades e aumento da arrecadação do município.


    Segundo dados do Sebrae, as micro e pequenas empresas representam 97,5% do total de empresas do País e empregam formalmente 51% da força de trabalho, o que corresponde a 13,2 milhões de empregos com carteira assinada e a 38% da massa salarial.


    Agência Câmara, 13 de agosto de 2008.

  • Relator sugere aprovação de novo plano da Abin sem emendas

    O relator da Medida Provisória 434/08, deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), recomendou hoje, em plenário, a aprovação do texto original elaborado pelo Executivo. A MP estrutura um novo plano de carreiras e cargos para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Gadelha avalia que a necessidade de rápida estruturação do serviço de inteligência brasileiro justifica a urgência da edição de uma medida provisória. A MP deverá ser votada nesta tarde, se houver quorum de 257 deputados.

    O relator da Medida Provisória 434/08, deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), recomendou hoje, em plenário, a aprovação do texto original elaborado pelo Executivo. A MP estrutura um novo plano de carreiras e cargos para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Gadelha avalia que a necessidade de rápida estruturação do serviço de inteligência brasileiro justifica a urgência da edição de uma medida provisória. A MP deverá ser votada nesta tarde, se houver quorum de 257 deputados. Houve a tentativa de votá-la pela manhã, mas não havia deputados suficientes.


    As carreiras de analista de informações e de assistente de informações, hoje existentes, são transformadas em cargos de oficial e agente, respectivamente. Já os cargos do grupo de apoio à Abin serão extintos à medida que ficarem vagos. No lugar desses cargos, são criadas 240 vagas para oficial técnico e 200 vagas de agente técnico. Gadelha avalia que o texto ficou aquém das necessidades da Abin, mas será um avanço para os servidores do grupo de informações.


    Das 48 emendas apresentadas, o deputado considerou apenas quatro (30, 31, 32 e 46) admissíveis dos pontos de vista constitucional e orçamentário. No entanto, Gadelha recomendou a rejeição de todas as emendas.


    As outras 44 foram consideradas inadmissíveis e não poderão ser votadas em plenário se o parecer de Gadelha for aprovado. Essas emendas, segundo o parlamentar, determinam o aumento de despesas sem prever o respectivo custeio, o que contraria a Constituição.


    Agência Câmara, 12 de agosto de 2008.


     

  • CDEIC aprova novo prazo para Supersimples

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei Complementar (PLP) 291/08, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que permite às micro e pequenas empresas optarem pelo Simples Nacional (Supersimples) até 31 de dezembro deste ano.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei Complementar (PLP) 291/08, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que permite às micro e pequenas empresas optarem pelo Simples Nacional (Supersimples) até 31 de dezembro deste ano. O projeto altera a Lei Complementar 123/06, segundo a qual a opção por esse regime de tramitação deve ser realizada até o último dia útil de janeiro de cada ano.


    O projeto foi aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), que faz apenas ajustes de redação no texto da proposta original.


    Regra excepcional

    O relator concorda com o argumento do autor de que, como o Simples Nacional é um regime tributário novo, que só começou a vigorar em julho de 2007, é importante permitir que em 2008, excepcionalmente, a opção possa ser feita até 31 de dezembro.


    Juarez admite que a mudança poderá provocar transtornos do ponto de vista burocrático, mas acredita que eles serão compensados pelos benefícios que as empresas terão de imediato, com o enquadramento em um regime de tributação diferenciado.


    Tramitação

    A proposta agora será analisada pela pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.


    Agência Câmara, 13 de agosto de 2008.

  • Comissão escolhe nesta quarta-feira novo ministro do STJ

    A primeira parte da reunião desta quarta-feira (13) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com início marcado para as 10h, será destinada a sabatinar o desembargador federal Benedito Gonçalves, indicado para exercer o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na vaga decorrente da aposentadoria do ministro José Augusto Delgado.


    Depois da sabatina, os senadores do colegiado realizam votação secreta da indicação do desembargador. Se aprovado, o nome de Benedito Gonçalves será submetido ainda à apreciação do Plenário do Senado.

    A primeira parte da reunião desta quarta-feira (13) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com início marcado para as 10h, será destinada a sabatinar o desembargador federal Benedito Gonçalves, indicado para exercer o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na vaga decorrente da aposentadoria do ministro José Augusto Delgado.


    Depois da sabatina, os senadores do colegiado realizam votação secreta da indicação do desembargador. Se aprovado, o nome de Benedito Gonçalves será submetido ainda à apreciação do Plenário do Senado. O relator, senador José Agripino (DEM-RN), é favorável à aprovação da indicação proposta em mensagem do presidente da República. Para o senador, Benedito Gonçalves “é sério, competente e está à altura para ocupar uma vaga de ministro no STJ”.


    Agência Senado, 12 de agosto de 2008.

  • MP isenta de PIS e Cofins as doações a fundo ambiental

    A Medida Provisória 438/08 reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre as doações em espécie recebidas por bancos federais, destinadas a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas brasileiras.

    A Medida Provisória 438/08 reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre as doações em espécie recebidas por bancos federais, destinadas a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas brasileiras. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida vai incentivar as doações de pessoas, países e instituições que desejam apoiar a conservação das florestas.


    “A urgência da medida se justifica pela necessidade de redução das emissões de gás carbônico para a atmosfera decorrentes das áreas desmatadas na Amazônia brasileira, obtendo, assim, benefícios climáticos imediatos”, afirma o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na exposição de motivos da MP. As doações também poderão ser destinadas à promoção da conservação de outros biomas brasileiros e em outros países tropicais.


    A MP vai beneficiar o Fundo Amazônia, que será gerido pelo BNDES e receberá doações para iniciativas de preservação de florestas. O fundo foi criado pelo Decreto 6.527/08 em 1º de agosto, simultaneamente à edição da MP.


    A expectativa do governo é que o Fundo Amazônia receba 1 bilhão de dólares (R$ 1,6 bilhão) de doações no primeiro ano de vigência. Segundo o BNDES, a Noruega já anunciou que doará 100 milhões de dólares (R$ 160 milhões) para o fundo.


    Renúncia fiscal

    A MP 438 estabelece que as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins serão zeradas no momento da efetiva destinação dos recursos doados. As instituições financeiras terão prazo de dois anos para destinar esses recursos a iniciativas ambientais. Se não cumprir o prazo, a instituição financeira será obrigada a recolher as contribuições não pagas, acrescidas de juros e multa de mora. A instituição financeira federal também deverá manter registro que identifique o doador.


    A renúncia fiscal estimada com a medida é de R$ 50 milhões anuais (R$ 7 milhões referentes ao PIS/Pasep e R$ 43 milhões da Cofins). O Ministério da Fazenda informa que essa renúncia não afetará o cumprimento da meta fiscal definida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2008. Segundo o governo, a medida também está de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.


    Tramitação

    A MP 438 passa a trancar a pauta da Casa onde estiver tramitando (Câmara ou Senado) a partir de 18 de setembro.


    Agência Câmara, 12 de agosto de 2008.


     

  • Presidente do Senado critica excesso de tributos no Brasil

    Em palestra nesta segunda-feira (11), em São Paulo, a convite da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), o presidente do Senado, Garibaldi Alves, condenou a excessiva carga tributária que pesa sobre os brasileiros e disse que o momento é propício para a tomada de grandes decisões nessa área.

    Em palestra nesta segunda-feira (11), em São Paulo, a convite da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), o presidente do Senado, Garibaldi Alves, condenou a excessiva carga tributária que pesa sobre os brasileiros e disse que o momento é propício para a tomada de grandes decisões nessa área. Em sua opinião, todos os indicadores apontam para a recuperação econômica do país, com índices que atestam a estabilidade do Brasil entre as economias mundiais.


    – Há questões, porém, que precisam receber tratamento mais adequado para que o país possa efetivamente caminhar pela rota do desenvolvimento auto-sustentável. Nosso sistema tributário apresenta um viés anticrescimento, por tributar os bens destinados ao ativo fixo das empresas, aumentando, assim, o custo dos investimentos.


    Para Garibaldi, a desoneração tributária dos investimentos deve constituir-se em ponto central da agenda do governo. Ele reconheceu que a União começa a se sensibilizar com essa questão, mas observou que a redução da carga tributária é um desafio muito complexo, porque “ninguém quer perder”. De acordo com o presidente do Senado, o primeiro ente federativo a não querer perder é a própria União, que leva a imensa fatia do bolo tributário.


    – No entanto, são os Executivos municipais e estaduais que, efetivamente, estão mais perto do povo e lhes provêem, na maioria das vezes, serviços básicos como saúde, educação e segurança. Por isso, estão a merecer fatias maiores da arrecadação. Há quinze anos, por exemplo, oitenta por cento dos recursos arrecadados pela União eram compartilháveis com estados e municípios. Hoje, apenas quarenta e sete por cento da arrecadação da União são compartilhados.


    Garibaldi disse que a arrecadação tributária atingiu R$ 55,74 bilhões em junho, um crescimento de 10,54% em relação ao mês anterior e de 13,6% se comparada com igual mês do ano passado. Também observou que, no acumulado do ano, a arrecadação de tributos e contribuições atingiu R$ 327,6 bilhões, o que representou um aumento de 16% em relação ao primeiro semestre de 2007.


    – A carga tributária do Brasil é a terceira maior do mundo. Supera até mesmo as de países que, embora tenham carga elevada, revertem boa parte da arrecadação à sua infra-estrutura de serviços sociais, como o Canadá. No contexto das Nações ricas, há várias que têm carga inferior à brasileira, como os Estados Unidos (25,77%), o Japão (26,28%) e a Austrália (30,68%). Só na Europa existem cargas tributárias maiores do que a nossa: Suécia (51,35%), Dinamarca (49,85%) Bélgica (46,85%) e França (45,04%).


    O presidente do Senado afirmou que os brasileiros não têm serviços de saúde e de educação públicos condizentes com o tamanho da arrecadação. Pelo contrário. Garibaldi disse que, embora seja um dos países que têm maior número de tributos vinculados à seguridade social, o Brasil figura como 54º colocado no ranking que mostra a relação entre a quantidade de tributos e o retorno à população de serviços como saúde, educação e segurança.


    Em seu discurso, o senador também disse que 80% da arrecadação tributária brasileira provêm das empresas, o que demonstra o peso da tributação sobre a produção, enquanto, em países desenvolvidos, o principal alvo de taxações é a renda, e não a atividade produtiva. Para Garibaldi, é preciso dar um basta na escala dos impostos e fazer uma reforma tributária profunda no Brasil.


    – Nosso país carece de um sistema tributário compatível com o de seus principais parceiros comerciais. Nos países desenvolvidos, tributam-se a renda, o consumo, a propriedade, enquanto aqui os tributos recaem sobre a poupança, os investimentos e a produção. O grande problema para se fazer uma reforma tributária é que a parcela que o Estado extrai da sociedade pela via fiscal é incompatível com a capacidade contributiva da população brasileira. Sem uma redução da carga tributária, não será possível criar-se um sistema tributário racional.


    Reforma política


    Na mesma palestra, Garibaldi defendeu a reforma política, questionando se o país enfrentaria crise tão aguda caso dispusesse de um sistema político mais homogêneo, mais doutrinário e menos multifacetado que o atual. Para ele, no conjunto das reformas constitucionais, a reforma política deveria preceder as demais.


    – Trata-se da reforma sobre cujas bases se assentam os pilares da plena estabilidade institucional. A reforma política estabelecerá não apenas os eixos permanentes do sistema político, tirando o país da areia movediça da provisoriedade para colocá-lo no terreno firme da definitividade, como terá reflexos diretos sobre o comportamento dos cidadãos.


    Na opinião de Garibaldi, um código permanente para a política nacional aperfeiçoará as condutas e as ações dos representantes, criando pontes mais estáveis com seus representados e melhorando os padrões de cidadania. No seu entender, reformar a política é mudar modelos e processos que já não mais satisfazem na democracia.


    – O país está a clamar por mudanças substantivas no modelo político, a partir do reordenamento de temas que já se fazem presentes na pauta, dentre os quais se destacam o sistema de voto, a fidelidade partidária, o financiamento das campanhas eleitorais, o sistema de representação e até o próprio sistema de governo. É claro que se trata de um conjunto de temáticas complexas, que estão a merecer um debate aprofundado.


    Agência Senado, 12 de agosto de 2008.


     

  • OAB apresenta ao presidente do Senado proposta para reduzir a carga tributária

    O presidente da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D´Urso, apresentou ao presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, o anteprojeto de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa a reduzir a carga tributária. De acordo com o texto, a carga tributária deverá ser reduzida até chagar ao teto de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) no prazo de cinco anos.

    O presidente da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D´Urso, apresentou ao presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, o anteprojeto de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa a reduzir a carga tributária. De acordo com o texto, a carga tributária deverá ser reduzida até chagar ao teto de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) no prazo de cinco anos. Atualmente, a carga tributária giraria em torno de 38%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).


    O anteprojeto foi apresentado a Garibaldi nesta segunda-feira (11), durante os eventos da Semana Jurídica da OAB-SP, na capital paulista. De acordo com o presidente do Senado, a sugestão poderá ser incorporada aos projetos de Reforma Tributária que estão em tramitação na Câmara dos Deputados.


    O presidente da seccional paulista da ordem dos Advogados do Brasil também pediu a Garibaldi apoio para o projeto de lei da Câmara que (PLC 83/08) que torna crime, punível com até dois anos de prisão, a violação dos direitos e das prerrogativas dos advogados. D’Urso apresentou ao presidente do Senado abaixo-assinado em apoio ao projeto, que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.


     

  • Presidente da CNC é homenageado no 50º Congresso Nacional de Hotelaria

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, foi homenageado hoje (11), no Rio de Janeiro, durante a abertura da 50ª edição do Congresso Nacional de Hotelaria, por sua contribuição para o fortalecimento e o desenvolvimento do setor de turismo. A premiação acontece um mês após a aprovação, pelo Ministério do Trabalho, da nova nomenclatura da CNC, que passou a explicitar as áreas de representação da Entidade: comércio de bens, de serviços e de turismo.

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, foi homenageado hoje (11), no Rio de Janeiro, durante a abertura da 50ª edição do Congresso Nacional de Hotelaria, por sua contribuição para o fortalecimento e o desenvolvimento do setor de turismo. A premiação acontece um mês após a aprovação, pelo Ministério do Trabalho, da nova nomenclatura da CNC, que passou a explicitar as áreas de representação da Entidade: comércio de bens, de serviços e de turismo.


    “O turismo é o setor que mais cresce no Brasil e provavelmente em todo o mundo. A atividade é responsável por uma boa parcela do Produto Interno Bruto do país e, dentro desta cadeia, o segmento hoteleiro desempenha um papel muito importante, por transformar a cidade em um ponto de interesse mundial. Fico lisonjeado em receber este troféu, sobretudo porque ele representa o coroamento do trabalho realizado pela CNC nestes 60 anos de representação do setor turístico”, afirmou Oliveira Santos ao receber a homenagem das mãos do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Álvaro Bezerra de Mello, que convidou outros executivos da área para ajudá-lo na entrega da premiação: o presidente do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil, Rafael Guaspari, o presidente da Associação Brasileira dos Resorts, Alexandre Zubaran, e o presidente da Federação Nacional dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Norton Lenhart, além do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.


    Em discurso, o ministro Lupi também ressaltou a importância do turismo, sobretudo do segmento hoteleiro, para o crescimento do país: “O melhor indicador de crescimento econômico de um país é o seu índice de geração de emprego. E o nosso vive o seu melhor momento de crescimento, sobretudo por causa da contribuição do setor turístico. Temos hoje, no Brasil, um efetivo de 7,5 milhões de trabalhadores na atividade turística – isto sem contar os níveis de empregos indiretos que a atividade promove”, disse. Lupi também comentou a entrega deste troféu ao presidente da CNC: “É mais do que justa: estamos diante de um jovem na defesa do setor que abraçou durante toda a sua vida”.


    Além do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e do presidente da ABIH, Álvaro Bezerra de Mello, participaram da mesa de abertura do evento o secretário nacional de Políticas de Turismo, Airton Nogueira Pereira, que representou o ministro do Turismo, Luiz Barretto, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luís Fernando Pezão, representando o governador, Sérgio Cabral, o secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Rubem Medina, que representou o prefeito, César Maia, o senador Francisco Dornelles, e o deputado estadual João Pedro, representando o presidente da Alerj, Jorge Picciani, além de Nilo Sérgio Feliz, da TurisRio, Alfredo Lopes, da ABIH/RJ, Norton Lenhart, da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Rafael Guaspari, do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, Alexandre Zubaran, da Associação Brasileira de Resorts, Luís Carlos Barbosa, do Sebrae, Jorge Eduardo Alves, da Superintendência da Caixa Econômica Federal, e Antonio de Queiroz Júnior, da Fecomércio do Rio de Janeiro, que representou o presidente da Entidade, Orlando Diniz.


    Na segunda parte do evento, os participantes do 50º Conotel assistiram a duas palestras: Copa do Mundo: como preparar a hotelaria e a infra-estrutura turística dos destinos, com Eddy Khosa, da Associação Federal de Hospitalidade da África do Sul, Ray Whelan, da Fifa, e Roland Bonadona, da Accor; e Reforma tributária: projeções, impactos e perspectivas da reforma tributária para o setor hoteleiro, com Alexandre Sampaio, da ABIH/Nacional, Edson Lupatini, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e com o senador Francisco Dornelles.


    A edição 2008 do Congresso Nacional de Hotelaria, cujo tema é A Hotelaria no Terceiro Milênio, será realizada até o dia 13 de agosto, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro.