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  • Devagar com o andor

    Estão de olho no ministro da Educação, Fernando Haddad. O ministro comprou briga com donos de escolas, fez a maior inclusão universitária de todos os tempos, brigou com a Fiesp e mudou o Sistema S. E agora quer resolver a deficiência no ensino básico e fundamental, avocando para União o dever de promover a capacitação dos professores, hoje em mãos das escolas particulares. 


    Clique aqui e leia a íntegra da notícia.


      

    Estão de olho no ministro da Educação, Fernando Haddad. O ministro comprou briga com donos de escolas, fez a maior inclusão universitária de todos os tempos, brigou com a Fiesp e mudou o Sistema S. E agora quer resolver a deficiência no ensino básico e fundamental, avocando para União o dever de promover a capacitação dos professores, hoje em mãos das escolas particulares. 


    Clique aqui e leia a íntegra da notícia.


      

  • Energia e Meio Ambiente (Jornal do Brasil, 01/08/2008)

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    A crescente dependência energética da União Européia,  em relação a fornecimentos de fora da área, e a preocupação com as mudanças climáticas, resultante da agressão ambiental, provocadas pelas emissões de gases e material particulado, demandam resposta, que o Presidente da Comunidade Européia, Durão Barroso, batizou de “nova revolução industrial”, ao apresentar a planificação energética para a Europa dos 27.


    Para reduzir a instabilidade do suprimen

    Antonio Oliveira Santos

    Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo


    A crescente dependência energética da União Européia,  em relação a fornecimentos de fora da área, e a preocupação com as mudanças climáticas, resultante da agressão ambiental, provocadas pelas emissões de gases e material particulado, demandam resposta, que o Presidente da Comunidade Européia, Durão Barroso, batizou de “nova revolução industrial”, ao apresentar a planificação energética para a Europa dos 27.


    Para reduzir a instabilidade do suprimento de energia, seja pelo encarecimento do petróleo, seja pelos embates políticos entre terceiros países, e frear o agravamento do efeito estufa, a economia de energia é peça chave. Essa economia, que resultaria da busca de equipamentos mais eficientes do ponto de vista energético, aliada ao uso de formas de energia mais limpas, representaria uma redução da emissão de gases, comparativamente aos níveis de 1990, da ordem de 20%, em 2020, podendo chegar a 60% em 2050.


    Dentre as providências para alcançar esses ambiciosos objetivos, merece menção especial o estímulo aos biocombustíveis, caso em que a Comissão de Energia da UE se compromete a impulsionar a respectiva produção, prevendo que, em 2020, 10% de todos os veículos utilizem esse tipo de combustível.


    A questão da dependência energética, em termos do suprimento russo de gás natural e da passagem do gasoduto que abastece a Europa por novos países, antigos membros da União Soviética – os quais certamente guardam ressentimento da Mãe Rússia gerando incertezas geopolíticas -, talvez devesse ser um tema para reflexão.


    A julgar pelo comportamento de seus líderes, que não hesitam em promover a insegurança jurídica, desrespeitando contratos, Venezuela e Bolívia não parecem parceiros confiáveis para garantir ao Brasil gás natural, nas condições pactuadas ou em vias de serem pactuadas. Chavez e Morales não tranqüilizam a Petrobrás. Ora, se há vinte anos o gás natural era inexpressivo na composição de nossa matriz energética, a expansão do seu uso como combustível veicular, insumo para geração de energia elétrica e, não menos importante, geração de calor em processos industriais, criou um estado de coisas tal que nossa produção doméstica atual é insuficiente para atender a demanda que foi criada. Desde logo, valeria por as “barbas de molho”, deixar de lado a idéia de um gasoduto que atravesse o subcontinente e desenvolver nossas próprias reservas, sem prejuízo da busca por novas fontes de fornecimento.


    Quanto ao conflito entre o uso de energia “suja” e o meio-ambiente, no que concerne aos biocombustíveis, forma indireta de captura de energia solar, não resta dúvida de que o Brasil está na dianteira, começando com o Programa do Álcool, resposta ao segundo choque de preços do petróleo, em 1979. Da mistura carburante com 20% de etanol adicionado à gasolina passou-se ao desenvolvimento de motores ciclo Otto alimentados totalmente a álcool. Dispomos, hoje, de automóveis que usam diferentes tipos de combustível.


    Mesmo no caso dos óleos vegetais – mamona, soja, colza e muitos outros -, a tecnologia já estava perfeitamente dominada na década de 1980, para uso em motores estacionários, em substituição ao diesel A disseminação do uso dos óleos vegetais como biodiesel é simplesmente uma questão de preço relativo e eficiência em termos de liberação de energia, quando comparado com gasolina e diesel. Tomando o óleo de soja como exemplo, sua viabilidade como combustível depende de seu preço não ser superior a R$ 1.400,00 a tonelada e o preço do petróleo inferior a US$ 55 o barril. Na perspectiva do longo prazo, o preço do barril de petróleo terá forçosamente tendência à alta, na medida em que o aumento das reservas conhecidas significa maiores custos. Assim, a aposta do atual Governo no sentido da forte expansão da produção do biodiesel, incentivando a quadruplicação da atual produção, é certamente uma boa aposta, na convergência entre independência energética e o entorno ambiental. Na precedência, a Europa se curva ante o Brasil.


    Publicado no Jornal do Brasil de 01 de agosto de 2008.

  • Projeto cria regra para embalagens de produtos perigosos

    O Projeto de Lei 3530/08, do deputado Mendonça Prado (DEM-SE), obriga os fabricantes a instalarem uma tampa especial de segurança em embalagens de produtos químicos, de limpeza e de remédios ou quaisquer outros de uso doméstico que sejam venenosos ou possam causar danos à saúde.


    O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade (Inmetro) terá prazo de 6 meses, a partir da publicação da nova legislação, para definir as especificações técnicas que essas embalagens devem seguir, visando proporcionar o máximo de segurança e complexidade na abertura dos referidos produtos.

    O Projeto de Lei 3530/08, do deputado Mendonça Prado (DEM-SE), obriga os fabricantes a instalarem uma tampa especial de segurança em embalagens de produtos químicos, de limpeza e de remédios ou quaisquer outros de uso doméstico que sejam venenosos ou possam causar danos à saúde.


    O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade (Inmetro) terá prazo de 6 meses, a partir da publicação da nova legislação, para definir as especificações técnicas que essas embalagens devem seguir, visando proporcionar o máximo de segurança e complexidade na abertura dos referidos produtos.


    O fabricante que não se adaptar à nova norma terá a licença de funcionamento cassada. Além disso, os fabricantes também serão responsabilizados penal e civilmente pelos danos causados à pessoa que ingerir um produto que esteja fora dos padrões determinados pelo Inmetro.


    O autor da proposta ressalta que as crianças são as principais vítimas fatais de acidentes com produtos de limpeza ou remédios. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fiocruz, em 2005, foram registrados mais de 6,5 mil casos de intoxicação com remédios entre crianças menores de cinco anos.


    Tramitação

    O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa do Consumidor; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Proposta extingue fiador e avalista para pessoa física

    Tramita na Câmara proposta que impede que pessoas físicas sejam avalistas e fiadoras. O Projeto de Lei 3524/08, do deputado Ratinho Junior (PSC-PR), modifica o Código Civil (Lei 10.406/02) para extinguir “a fiança e o aval prestados por pessoa natural”, permitindo que apenas pessoas jurídicas assumam esse compromisso em contratos e dívidas.


    Fiança e aval são formas de garantias. O contrato de fiança é quando uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra.

    Tramita na Câmara proposta que impede que pessoas físicas sejam avalistas e fiadoras. O Projeto de Lei 3524/08, do deputado Ratinho Junior (PSC-PR), modifica o Código Civil (Lei 10.406/02) para extinguir “a fiança e o aval prestados por pessoa natural”, permitindo que apenas pessoas jurídicas assumam esse compromisso em contratos e dívidas.


    Fiança e aval são formas de garantias. O contrato de fiança é quando uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra. No caso de um contrato de aluguel, o fiador responde por todas as cláusulas contratuais, não apenas pelo atraso do aluguel. O aval é uma obrigação assumida para garantir o pagamento de um título de crédito. No caso do contrato de aluguel, o avalista é responsabilizado apenas pelo pagamento do valor contratado.


    Famílias em ruína

    Ratinho Junior reconhece que, do ponto de vista macroeconômico, esses instrumentos reduzem os custos das transações comerciais e aumentam o número de operações econômicas, além de serem utilizados na maioria dos países capitalistas. Entretanto, o deputado destaca que “o aval e a fiança têm sido também o motivo de ruína de milhões de famílias e expediente nocivo a serviço de pessoas movidas pela má-fé para a obtenção de vantagens indevidas”.


    Para ele, muitas pessoas se vêem na “condição constrangedora” de serem fiadores de algum parente ou amigo, enquanto muitos homens e mulheres, desfeita a união a dois, deixam dívidas para o ex-parceiro ou ex-parceira pagar.


    O deputado sugere que a fiança e o aval fiquem a cargo apenas de pessoas jurídicas. “Se num primeiro momento poderá haver redução nas transações econômicas e um custo adicional relativo, em pouco tempo o mercado se adaptará e encontrará o ponto de equilíbrio. A segurança nas transações será muito maior e a possibilidade de prejuízos para os credores será sensivelmente menor, não temos dúvidas”, observou.


    Tramitação

    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 1º de agosto de 2008.

  • Justiça comum poderá julgar ações de acidente de trabalho

    Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 278/08, apresentada pelo deputado Marcelo Ortiz (PV-SP), que transfere para a Justiça Federal comum a competência para julgar as ações de acidentes de trabalho nas causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas. Pela legislação em vigor, os tribunais de Justiça dos estados são os responsáveis pelo julgamento dessas ações.


    Ortiz lembra que, com exceção dos acidentes de trabalho, todas as demandas de natureza previdenciária são julgadas pela Justiça Federal.

    Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 278/08, apresentada pelo deputado Marcelo Ortiz (PV-SP), que transfere para a Justiça Federal comum a competência para julgar as ações de acidentes de trabalho nas causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas. Pela legislação em vigor, os tribunais de Justiça dos estados são os responsáveis pelo julgamento dessas ações.


    Ortiz lembra que, com exceção dos acidentes de trabalho, todas as demandas de natureza previdenciária são julgadas pela Justiça Federal. Com a aprovação da PEC, observa, os segurados vítimas de acidentes de trabalho terão garantido o acesso fácil e rápido à Justiça, principalmente nas causas de pequeno valor. Isso porque, no âmbito da Justiça Federal as causas de pequeno valor (de até 60 salários mínimos) tramitam no Juizado Especial Federal. Benefício que não há na Justiça Estadual, porque a lei (9.099) exclui as causas de acidentes de trabalho da Justiça Especial Estadual.


    Sem desgastes

    Além disso, afirma o deputado, a unificação da competência para a Justiça Federal evitaria os desgastes provocados pelos conflitos de competência existentes entre a Justiça Federal e as estaduais. Com a mudança, explica Ortiz, terão fim as dificuldades de padronização do direito previdenciário decorrentes dos entendimentos proferidos pelos 26 tribunais de Justiça estaduais e do DF. “Toda a matéria previdenciária ficará concentrada apenas em cinco tribunais regionais”, resume.


    Tramitação

    A admissibilidade da PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovada, será analisada por uma comissão especial antes de seguir para votação em Plenário.


    Agência Câmara, 1º de agosto de 2008.

  • Sarney pede inviolabilidade para escritórios de advocacia

    O senador José Sarney (PMDB-AP) ocupou a tribuna nesta sexta-feira (1º) para pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vete, na sua totalidade, o projeto de lei que amplia a inviolabilidade dos escritórios de advocacia.

    O senador José Sarney (PMDB-AP) ocupou a tribuna nesta sexta-feira (1º) para pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vete, na sua totalidade, o projeto de lei que amplia a inviolabilidade dos escritórios de advocacia. O projeto (PLS 36/06) tem por meta coibir ações policiais nos escritórios de advogados em busca de supostas provas contra clientes defendidos por eles.


    – O veto ao projeto que assegura imunidade ao exercício da profissão de advogado seria um retrocesso no Direto brasileiro – resumiu José Sarney.


    O senador disse acreditar que, “apesar das pressões”, o presidente Lula saberá encontrar uma fórmula capaz de garantir que o exercício da profissão do advogado seja preservado em sua totalidade. No entender do senador, o advogado, em hipótese alguma, deve ser intimidado no exercício da profissão.


    José Sarney entende que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já tem papel preponderante na fiscalização dos maus profissionais. Ele informou que, somente este ano, segundo o presidente da Ordem, a entidade puniu cerca de 1.100 advogados. Isso mostra, para o senador, que a OAB está no caminho certo. Sarney disse que a OAB deve ser cada vez mais dura “com aqueles advogados que saem do caminho que eles devem ter no exercício de sua profissão, dignificando-a, e não a tornando, muitas vezes, motivo de execração pública”.


    No último dia 22, o projeto que trata da inviolabilidade dos escritórios de advocacia, de autoria do presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, foi encaminhado à sanção presidencial. O presidente Lula terá até o próximo dia 11 para decidir se veta o projeto – total ou parcialmente, – ou sanciona a matéria.


    De acordo com o projeto, a busca e apreensão só será autorizada pelo juiz quando o objetivo for apreender elementos de prova de um suposto crime cometido pelo advogado ou com participação dele. Entidades representativas dos magistrados e dos procuradores temem que criminosos usem essa brecha para esconder provas. Elas acham também que a própria investigação do advogado infrator poderia ser prejudicada.


    Agência Senado, 1º de agosto de 2008.

  • Três projetos de conversão de MPs têm prioridade

    O Senado terá sessão deliberativa ordinária nesta terça-feira (5), às 14h, para examinar uma pauta com 53 itens, mas que pode ainda ser alterada na reunião do presidente da Casa, Garibaldi Alves, com os líderes dos partidos, a ser realizada no mesmo dia, às 14h30, para definir as matérias a serem votadas neste e no próximo mês.

    O Senado terá sessão deliberativa ordinária nesta terça-feira (5), às 14h, para examinar uma pauta com 53 itens, mas que pode ainda ser alterada na reunião do presidente da Casa, Garibaldi Alves, com os líderes dos partidos, a ser realizada no mesmo dia, às 14h30, para definir as matérias a serem votadas neste e no próximo mês. Já constam da pauta três medidas provisórias (MPs), transformadas em projetos de lei de conversão (PLVs), que estão obstruindo os trabalhos e têm prioridade nas votações do Plenário.


    Primeiro item da pauta, o PLV 18/08, proveniente da MP 427/08, acrescenta novas ferrovias ao Plano Nacional de Viação (PNV) e amplia o traçado de outras já existentes. Entre as ferrovias que passarão a fazer parte do PNV, estão estradas de ferro que ligam Uruaçu (GO) a Vilhena (RO); Panorama (SP) a Porto Murtinho (MS); Herval D’Oeste (SC) a Itajaí (SC); São Francisco do Sul (SC) a Imbituba (SC); e Maracaju (MS) a Cascavel (PR).


    O PLV também transforma a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, sociedade por ações, em empresa pública, e encerra o processo de liquidação e extinção da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot).


    Tributos


    O projeto de lei de conversão 19/08, proveniente da medida provisória 428/08 – segundo item da pauta -, altera a legislação tributária federal com o objetivo de implementar um conjunto de medidas para a política de desenvolvimento do país, visando fomentar investimentos privados, pesquisas científicas e tecnológicas, a produtividade da indústria nacional e a participação das exportações brasileiras no mercado internacional, conforme exposição de motivos do Executivo assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.


    Com 23 artigos, o PLV reduz o prazo para aproveitamento dos créditos relativos a bens de capital, da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), diminuindo o custo dos novos investimentos. Também suspende a exigência da Contribuição para o PIS/Pasep, da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação, da Cofins e da Cofins-Importação, no caso de venda ou de importação, quando destinados à navegação de cabotagem e de apoio portuário e marítimo de óleo combustível tipo bunker MF (Marine Fuel), bunker MGO (Marine Gás Oil) e bunker ODM (Óleo Diesel Marítimo).


    Outra medida constante do PLV é a redução a zero das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a importação e a venda no mercado interno de materiais e equipamentos, inclusive partes, peças e componentes destinados ao emprego na construção, conservação, modernização e conversão de embarcações registradas ou pré-registradas no Registro Especial Brasileiro. Também terão alíquota zero dessas contribuições produtos constantes da nomenclatura comum do Mercosul para utilização em usinas termonucleares geradoras de energia elétrica.


    O PLV 19/08 reduz para 5% as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre produtos classificados em vários itens da nomenclatura comum do Mercosul e permite a redução da alíquota da contribuição previdenciária para empresas que prestam serviços de tecnologia da informação e tecnologia da informação e comunicação. Essas alíquotas ficam reduzidas pela subtração de um décimo do percentual correspondente entre a receita bruta de venda de serviços para o mercado externo e a receita bruta total de vendas de bens e serviços, após a exclusão dos impostos e contribuições incidentes sobre a venda.


    Entre outras mudanças na legislação tributária feitas pela proposta, destaca-se a ampliação do alcance do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto), tendo como meta, além da ampliação e modernização da estrutura portuária, a malha logística ferroviária, medidas que são estratégicas para assegurar uma infra-estrutura compatível com o crescimento do país, observou o ministro da Fazenda.


    O governo federal fica autorizado ainda a criar um programa nacional de tarifa social dos serviços de abastecimento de água e saneamento básico. As medidas contidas no PLV implicam em renúncia fiscal da ordem de R$ 3,56 bilhões este ano, mas que será compensada por meio de decreto de execução orçamentária de forma a não afetar o cumprimento da meta fiscal já estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), segundo Mantega. Para os anos de 2009 e 2010, a renúncia fiscal está calculada em R$ 7,73 bilhões e R$ 5,66 bilhões, respectivamente, informou o ministro.


    O terceiro item da pauta é o PLV 20/08, proveniente da MP 429/08, que autoriza a União a participar do Fundo de Garantia para a Construção Naval (FCGN). Pela proposta, a União poderá participar, com até R$ 1 bilhão, para a formação do patrimônio do novo fundo, a ser criado para proteger o crédito concedido pelos bancos a estaleiros com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A MP editada pelo Executivo estabelecia o limite de R$ 400 milhões.


    Agência Senado, 1º de agosto de 2008.

  • ESPECIAL: Constituição Cidadã – 20 anos

    Mauro Benevides: “Medida provisória é o calcanhar de Aquiles da nossa Constituição”


    É uma Constituição com um calcanhar de Aquiles. Nosso grande erro foi deixar no texto a Medida Provisória”. Assim o deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), que foi vice-presidente da Assembléia Nacional Constituinte, refere-se ao texto constitucional que completa 20 anos no próximo dia 5 de outubro. Morto Ulysses Guimarães, o homem que presidiu aquele conclave, Mauro Benevides é hoje o mais requisitado dos constituintes para falar daquela experiência.

    Mauro Benevides: “Medida provisória é o calcanhar de Aquiles da nossa Constituição”


    É uma Constituição com um calcanhar de Aquiles. Nosso grande erro foi deixar no texto a Medida Provisória”. Assim o deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), que foi vice-presidente da Assembléia Nacional Constituinte, refere-se ao texto constitucional que completa 20 anos no próximo dia 5 de outubro. Morto Ulysses Guimarães, o homem que presidiu aquele conclave, Mauro Benevides é hoje o mais requisitado dos constituintes para falar daquela experiência. Ele abre uma série de entrevistas que a Agência Senado fará na celebração dessa data.


    Agência Senado – Que momento o senhor considerou crucial na Constituinte?


    Mauro Benevides – Foi o momento em que o grupo liderado pelo deputado Roberto Cardoso Alves e denominado Centrão anunciou formalmente que se ausentaria do processo de elaboração da Carta Magna, se não fosse processada uma reforma regimental que teria que respeitar algumas cláusulas impostas pelo bloco. Era uma forma que o bloco tinha de se contrapor a quaisquer alternativas socializantes ou esquerdizantes que pudessem ser oferecidas naquele momento pelos senadores e deputados constituintes.


    O Regimento da Constituinte tinha sido elaborado por Fernando Henrique Cardoso. Quando houve essa imposição do Centrão, Ulysses [Guimarães] me designou para flexibilizar o Regimento e atender, senão totalmente, mas em grande parte, à proposta do Centrão. Afinal, elaboramos esse Regimento exigindo que qualquer matéria somente fosse aprovada com 280 votos dos senadores e deputados constituintes.


    Agência Senado – Foi aí que Ulysses Guimarães adoeceu?


    Mauro Benevides – Exatamente quando elaborávamos o Regimento, o doutor Ulysses teve que se submeter a uma angioplastia em São Paulo. Mas, mesmo de lá, numa demonstração de extraordinário espírito público, ele acompanhou as gestões que se processavam e, já no segundo dia da intervenção, ao atender um telefonema que fiz para sua cunhada, dona Margô, ele tomou o telefone e perguntou: como é que vão as démarches para a reformulação do Regimento? Isso mostra sua extraordinária capacidade de homem público.


    Agência Senado – Mostra também que o Centrão preocupava o doutor Ulysses…


    Mauro Benevides – Ele estava preocupado com o trabalho de elaboração constitucional diante das ameaças que eram visíveis e numericamente capazes de gerar um insucesso, se o retraimento ocorresse, como anunciara seguidas vezes o líder do Centrão. Nós elaboramos a reforma do Regimento e, a partir desse momento, os trabalhos prosseguiram. A mim, como vice-presidente, cabia cobrir o cotidiano da Assembléia. E a Ulysses cabiam as gestões para superar reações. Ele fazia uma articulação para garantir o trâmite absolutamente tranqüilo das emendas no Plenário. Era assim que Ulysses trabalhava.


    Agência Senado – E se ele não tivesse voltado dessa angioplastia?


    Mauro Benevides – Não há dúvida de que ele foi o grande artífice do processo constitucional. Se ele não tivesse voltado, não quero dizer que as propostas que brotaram das iniciativas dos constituintes e das emendas populares deixariam de prosperar, mas haveria alguém com a autoridade moral que ele possuía e a competência política que ele sempre demonstrou? Se ele não estivesse presente, as dificuldades seriam bem maiores nesse trabalho de articulação para viabilizar as propostas mais polêmicas, que reclamavam uma maturação mais demorada. Isso tudo foi favorecido pelas articulações que ele, genialmente, sabia processar com habilidade, fazendo concessões, estabelecendo recusas, mas buscando exatamente um alternativa consensual que viabilizasse a aprovação da proposta. Esse, sem dúvida, foi um dos instantes mais delicados vivenciados pela Constituinte.


    Agência Senado – Que outro episódio foi igualmente preocupante?


    Mauro Benevides – O outro momento delicado foi quando, diante da seqüência de inserções de direitos sociais na Constituição – como licença-maternidade, licença-paternidade e outros direitos assegurados aos trabalhadores – o [então] presidente [da República] José Sarney, que teve notável desempenho no processo de transição democrática, demonstrou sua apreensão. Ele receava a sobrecarga de responsabilidades que, em sua opinião, poderia acarretar a ingovernabilidade do país. A advertência candente do presidente Sarney, feita em cadeia nacional de rádio e televisão, teve ampla repercussão junto aos constituintes e à opinião pública. Isso obrigou Ulysses a, também através de uma cadeia nacional, defender a soberania do poder constituinte. Esse foi sem dúvida um dos momentos mais dramáticos vividos naquela época. Mas serviu para assegurar a continuidade dos trabalhos com a aquiescência, ou a implícita aquiescência, do presidente Sarney, que terminou entendendo que as propostas da Constituinte não tinham o potencial de acarretar ônus exagerados para o erário.


    Agência Senado – Se os constituintes tivessem criado um programa como o Bolsa-Família, qual teria sido a reação de Sarney?


    Mauro Benevides – Eu não sei se o presidente Sarney teria suportado isso, já com as dificuldades que ele vislumbrava e que terminaram não se concretizando. Com certeza, nesse caso, o pronunciamento dele na televisão teria sido muito mais contundente. Ele achava que a criação de tantos direitos sociais ia deixar o país ingovernável. O que aconteceu é que o país também cresceu e as inovações inseridas na Carta não trouxeram nenhum desequilíbrio na vida financeira do país. E hoje, na era Lula, estamos é crescendo.


    Agência Senado – Mas é no instituto da medida provisória  que o senhor aponta o grande erro da Constituinte, não é?


    Mauro Benevides – O grande erro foi cometido na reorientação do texto para o sistema presidencialista, quando vínhamos trabalhando para o parlamentarismo , o sistema preferido do senador Afonso Arinos. Incumbiu-se dessa mudança o senador Humberto Lucena, que promoveu articulações para que prevalecesse essa diretriz. Ele alegava, em favor do Presidencialismo, que, em duas consultas plebiscitárias, a população brasileira tinha se manifestado contra o Parlamentarismo. Só que nessa transformação do sistema de governo, que já se fez numa etapa muito próxima do término dos trabalhos, essa obra de readaptação não foi suficiente para que se retirasse do texto institutos marcadamente parlamentaristas, como a Medida Provisória.


    Entendeu-se ali que, extinto o decreto-lei, instituto draconiano oriundo da ditadura, a Medida Provisória iria ensejar uma celeridade maior ao processo de elaboração legislativa. Prevaleceu a Medida Provisória, que hoje continua sendo objeto de contestação e que nenhum presidente, seja Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, deixou de utilizar abusivamente.


    Hoje, a gente vê o erro. É uma Constituição com um calcanhar de Aquiles. Nosso grande erro foi deixar no texto a Medida Provisória. Outro erro foi o fato de não termos, em 1993, cumprido o dever de realizar por inteiro o processo revisional. Aprovamos apenas seis emendas. Uma das falhas que ainda permanecem é o fato de existirem 51 artigos pendentes de regulamentação, para que os mesmos tenham a sua eficácia e conseqüente aplicabilidade. São 51 artigos que reclamam dos atuais legisladores essa tarefa, sempre protelada com o argumento de que matérias mais atuais aguardam o exame do Parlamento.


    Agência Senado – O país hoje é melhor que o desenhado pela Constituinte?


    Mauro Benevides – Sob determinados aspectos, sim. Sarney completou a normalidade político-institucional. Tivemos depois o governo Collor, com seu projeto de situar o Brasil no primeiro mundo, e que, temos de reconhecer, deu uma arrancada para situar o país lá fora. Não se pode esquecer que Itamar Franco conduziu uma administração extremamente firme e segura do ponto de vista financeiro, com o apoio de Fernando Henrique Cardoso e de Ciro Gomes. Itamar conduziu o processo do Plano Real, que sinalizou a prosperidade que vivemos na presente conjuntura.


    Agora, do ponto de vista de recuperação econômica, não há dúvida que nós vivemos hoje um outro momento. O crescimento da economia, a sorte que teve o presidente Lula de conduzir esse processo, faz o quadro de hoje mais auspicioso do que o vivenciado no período da Constituinte e no período pós-Constituinte. O Brasil hoje usufrui isso. Houve uma seqüência de fatos para justificar o que vivemos hoje.


    Agência Senado, 1º de agosto de 2008.


     

  • CNC debate a flexibilização do visto de entrada no país a turistas estrangeiros

    A exigência de visto de entrada no Brasil a turistas estrangeiros de determinados países, política de reciprocidade exigida pela Constituição Federal, foi tema de debate entre o chefe da Divisão de Imigração do Ministério das Relações Exteriores, Ralph Peter Henderson, e os membros da Câmara Brasileira de Turismo e do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), reunidos na sede da Entidade, em Brasília.

    Convidado pela assessora da CNC junto ao Poder Executivo, Marjolaine Canto, Henderson falou sobre os projetos de Lei em tramitação no Congresso

    A exigência de visto de entrada no Brasil a turistas estrangeiros de determinados países, política de reciprocidade exigida pela Constituição Federal, foi tema de debate entre o chefe da Divisão de Imigração do Ministério das Relações Exteriores, Ralph Peter Henderson, e os membros da Câmara Brasileira de Turismo e do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), reunidos na sede da Entidade, em Brasília.

    Convidado pela assessora da CNC junto ao Poder Executivo, Marjolaine Canto, Henderson falou sobre os projetos de Lei em tramitação no Congresso que tratam da questão da reciprocidade e sobre as intenções de países europeus, como Inglaterra e Irlanda, em restringir o acesso de brasileiros. O conselheiro mostrou-se a favor da desburocratização e lamentou o fato de a Constituição não permitir a flexibilização para a isenção de vistos: “O Itamaraty trabalha para facilitar o ingresso de turistas estrangeiros, mas a flexibilização dos vistos só será possível por meio de emenda constitucional”, afirmou.

    Participaram do encontro, realizado no dia 29 de julho, o coordenador da Câmara Brasileira de Turismo e presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Norton Lenhart, o presidente do Conselho de Turismo da CNC, Oswaldo Trigueiros, o assessor para assuntos institucionais e Turismo da Entidade, Eraldo Alves da Cruz, o assessor da Câmara Brasileira de Turismo Humberto Figueiredo, o advogado da CNC Orlando Spinetti, o gerente de relações institucionais do Departamento Nacional do Senac, Antonio Henrique, os presidentes da Associação Brasileira dos Operadores de Trens Turísticos (Abott), Sávio Neves, da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), Adriano Donzelli, da Associação Brasileira de Parques de Diversão no Brasil (Adibra), Alain Baldacci, e da Associação Brasileira de Empresas de Transportes Aéreos Regionais (Abetar), Apostole Lazaro, entre outros.

    História
    A necessidade da flexibilização dos vistos como política de incentivo ao turismo é debatida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo desde 1955, data da criação do Conselho de Turismo da Entidade. Em sua primeira reunião, os membros do órgão trataram da recém-criada Lei nº 2.526/55, que isentava turistas norte-americanos do visto de entrada no País desde que tivessem em seus passaportes o carimbo de isento oferecido pelo Consulado Brasileiro.

  • Fundo poderá proteger seguros e previdência privada

    O Projeto de Lei 3498/08, do Poder Executivo, cria o Fundo de Proteção do Consumidor de Seguros Privados, Previdência Complementar Aberta e Capitalização (FPC), com o objetivo de fortalecer o sistema nacional desse segmento financeiro. Segundo o Executivo, a criação do FPC permitirá reduzir ou mesmo eliminar o impacto financeiro para o consumidor no caso de liquidação ou falência da empresa seguradora.

    O Projeto de Lei 3498/08, do Poder Executivo, cria o Fundo de Proteção do Consumidor de Seguros Privados, Previdência Complementar Aberta e Capitalização (FPC), com o objetivo de fortalecer o sistema nacional desse segmento financeiro. Segundo o Executivo, a criação do FPC permitirá reduzir ou mesmo eliminar o impacto financeiro para o consumidor no caso de liquidação ou falência da empresa seguradora.

    O FPC será uma entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a prestar garantias suplementares para o cumprimento das obrigações contratuais das seguradoras com os consumidores. Não estão incluídos na proposta os seguros estruturados ou geridos por meio de consórcios ou convênios nem as sociedades especializadas em seguro saúde.

    Fundos exclusivos
    No âmbito do FPC, deverão ser constituídos fundos de investimento exclusivos para cada um dos seguintes ramos de atividade: seguros de danos; seguro de pessoas e previdência complementar aberta; e capitalização.

    O custeio das garantias suplementares deverá ser bancado por recursos provenientes de aportes das entidades do setor; de recuperações de direitos creditórios nos quais o FPC se houver sub-rogado (investido na qualidade e direitos de outro); do resultado líquido dos serviços prestados pelo FPC; de rendimentos auferidos com o investimento dos recursos dos próprios fundos de investimento; e de receitas de outras origens, na forma da lei. A forma e a periodicidade desses aportes serão definidos pelo futuro estatuto do FPC.

    Saneamento
    O FPC terá poderes para, na condição de interveniente, utilizar o patrimônio dos fundos de investimento em operações de crédito vinculadas a negociações para saneamento ou transferência de carteiras das entidades com elevado risco de insolvência.

    Obedecidos os limites a serem definidos pelo órgão regulador dos seguros, os consumidores terão direito a receber pagamentos individuais nas hipóteses de liquidação ou de falência da entidade participante.

    O governo afirma que o projeto se junta a outras medidas para aperfeiçoar as regras do setor, buscando criar um ambiente institucional favorável à expansão do mercado de seguros. O governo argumenta ainda que vários países já dispõem de instrumentos similares ao FPC, como Japão, Canadá e Reino Unido.

    Tramitação
    O projeto tramita em regime de prioridade e será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Agência Câmara, 30 de julho de 2008.