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  • Parceria oferece palestra sobre crédito e fraudes

    O Convênio CNCEquifax está disponibilizando às federações e sindicatos a palestra “Administrando o Risco nas Vendas a prazo – Crédito e Fraudes”. Com informações sobre o risco de venda no crediário e por meio de cheques, a análise de documentos falsos e os golpes mais comuns praticados no varejo, a palestra pode ser usada como ferramenta de marketing de relacionamento para ajudar na aproximação entre as federações e os sindicatos com as empresas de sua base de representação.

    O Convênio CNCEquifax está disponibilizando às federações e sindicatos a palestra “Administrando o Risco nas Vendas a prazo – Crédito e Fraudes”. Com informações sobre o risco de venda no crediário e por meio de cheques, a análise de documentos falsos e os golpes mais comuns praticados no varejo, a palestra pode ser usada como ferramenta de marketing de relacionamento para ajudar na aproximação entre as federações e os sindicatos com as empresas de sua base de representação. Pode, também, ser inserida na programação de eventos, workshops e seminários.

    Para mais informações sobre a realização da palestra com Renata Balthazar ou Miguel Nicoletti, na Gerência de Projetos da CNC, nos telefones (21) 3804-9344 ou (21) 3804-9200, ramal 468.

  • Representante do SincoElétrico visita a CNC

    A coordenadora executiva do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos no Estado de São Paulo – SincoElétrico, Roseli Anchieta, esteve, nos dias 17 e 18 de maio, na Gerência de Projetos da Confederação Nacional do Comércio para estudar novas possibilidades de promover o Convênio CNC/Equifax em sua base.

    O sindicato, que está completando, 70 anos de atividade, tem como um de seus principais compromissos oferecer serviços capazes de contribuir para a melhoria da gestão interna das empresas filiadas, como por exemplo o projeto Ilumina, Ação e Venda

    A coordenadora executiva do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos no Estado de São Paulo – SincoElétrico, Roseli Anchieta, esteve, nos dias 17 e 18 de maio, na Gerência de Projetos da Confederação Nacional do Comércio para estudar novas possibilidades de promover o Convênio CNC/Equifax em sua base.

    O sindicato, que está completando, 70 anos de atividade, tem como um de seus principais compromissos oferecer serviços capazes de contribuir para a melhoria da gestão interna das empresas filiadas, como por exemplo o projeto Ilumina, Ação e Venda em parceria com o Sebrae/SP. “Para atingir esse objetivo, mantemos diversas parcerias e o Convênio CNC/Equifax é um dos principais serviços que oferecemos. Esse encontro foi bastante produtivo e volto para casa com várias idéias para pôr em prática”, afirmou Roseli.

  • Volume de cheques devolvidos cai 2,45% em abril de 2008

    Em abril, o volume de cheques devolvidos (2.383.011) recuou 2,45% ante março e 11,55% em relação ao mesmo mês de 2007. Quanto ao volume de títulos protestados, houve uma redução de 20,95% em abril em relação a março e um aumento de 22,54% ante abril de 2007. Em abril foram registrados 854.277 protestos contra 1.080.714 ocorridos em março de 2008, e 697.120 em abril do ano passado.

    Em abril, o volume de cheques devolvidos (2.383.011) recuou 2,45% ante março e 11,55% em relação ao mesmo mês de 2007. Quanto ao volume de títulos protestados, houve uma redução de 20,95% em abril em relação a março e um aumento de 22,54% ante abril de 2007. Em abril foram registrados 854.277 protestos contra 1.080.714 ocorridos em março de 2008, e 697.120 em abril do ano passado.

  • Comissão aprova registro semestral de inspeção sanitária

    A Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural aprovou na quarta-feira (28) o Projeto de Lei 5193/05, que prevê a renovação semestral do registro de inspeção sanitária de indústrias de produtos de origem animal. A proposta, do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), exige certidão negativa de débitos de contribuições sociais para a renovação do registro. O objetivo é aumentar o controle da produção e combater a evasão fiscal.


    O relator, deputado Waldir Neves (PSDB-MS), recomendou a aprovação da proposta.

    A Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural aprovou na quarta-feira (28) o Projeto de Lei 5193/05, que prevê a renovação semestral do registro de inspeção sanitária de indústrias de produtos de origem animal. A proposta, do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), exige certidão negativa de débitos de contribuições sociais para a renovação do registro. O objetivo é aumentar o controle da produção e combater a evasão fiscal.


    O relator, deputado Waldir Neves (PSDB-MS), recomendou a aprovação da proposta. Ele afirmou que a medida vai diminuir a concentração econômica no setor de frigoríficos e abatedouros bovinos, causada pela informalidade com que grande parte dessas empresas atua no mercado.


    Ele disse ainda que essas empresas, por não cumprirem as obrigações tributárias, têm maior lucratividade e capacidade financeira para aquisições e ampliações de seus parques produtivos. “Trata-se de concorrência desleal”, afirmou.


    Neves também observou que o Poder Público fará justiça tributária e democratizará a concorrência entre as empresas do setor, ao condicionar a renovação do registro de regularização sanitária para funcionamento do estabelecimento à apresentação da certidão negativa de débitos de contribuições sociais.


    Tramitação

    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto já havia sido aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família.

  • Subcomissão vai a São Luís para debater terceirização

    A subcomissão permanente destinada a regulamentar a prestação de serviços terceirizados promove em instantes, em São Luís (MA), uma mesa redonda sobre o assunto. O evento ocorrerá no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).

    A subcomissão permanente destinada a regulamentar a prestação de serviços terceirizados promove em instantes, em São Luís (MA), uma mesa redonda sobre o assunto. O evento ocorrerá no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema). A subcomissão é vinculada à Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.


    Foram convidados para o debate:

    – o presidente da União Geral dos Trabalhadores do Maranhão (UGT-MA), José Moacyr Malvino Pereira;

    – o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Maranhão (CUT-MA), Nivaldo Araújo Silva;

    – o presidente da Força Sindical do Maranhão, Márcio Lima da Silva;

    – o presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), Laércio José de Oliveira;

    – o presidente da Federação do Comércio do Maranhão (Fecomercio-MA), José Arteiro da Silva;

    – o presidente da Fiema, Jorge Machado Mendes;

    – o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann;

    – o auditor fiscal do Trabalho Lourival da Cunha Souza; e

    – o diretor de Assuntos Políticos e Sociais do Centro Brasileiro de Setor de Serviços (Cebrasse), Ermínio Alves Lima Neto.


    O debate foi solicitado pelo deputado Roberto Santiago (PV-SP), que é relator da subcomissão.


    Setor elétrico

    Em abril deste ano, sindicalistas criticaram, em audiência na Câmara, a terceirização de serviços no setor elétrico. O coordenador-geral do Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia), Paulo de Tarso Costa, informou que 11 empregados terceirizados da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) morreram em serviço em 2006, e outros seis no ano passado. Já o secretário de energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Franklin Moreira Gonçalves, disse que a terceirização aumenta o lucro das empresas, já que a lucratividade delas é definida nos ciclos de revisões tarifárias negociadas com a Aneel.


    Gonçalves defendeu a aprovação do Projeto de Lei 1621/07, do deputado Vicentinho (PT-SP), que regulamenta as relações de trabalho nos casos de terceirização de serviços prestados no setor privado e nas sociedades de economia mista. A proposta proíbe a terceirização da atividade fim da empresa, que só poderá ser desenvolvida por funcionários diretamente contratados, com vínculo de emprego.


    Atividades permitidas

    O Decreto 2.271/97 autoriza a União, os estados e os municípios a contratar funcionários terceirizados apenas para as atividades de conservação, limpeza, segurança, vigilância, transportes, informática, copeiragem, recepção, reprografia, telecomunicações e manutenção de prédios, equipamentos e instalações. A terceirização das demais funções pode ser questionada na Justiça, como ocorreu na estatal Furnas Centrais Elétricas. Em abril deste ano, o Tribunal Superior do Trabalho determinou a substituição de 4,3 mil terceirizados da empresa por servidores concursados.

  • Visita Técnica ao SESC Pantanal – 30 de maio de 2008

    Organizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com o apoio técnico do SESC e do SENAC, a visita técnica tem como objetivo analisar as legislações ambientais vigentes no país e os gargalos ao desenvolvimento provocado por alguns desses dispositivos legais.




    Composição da mesa




    1 – Excelentíssimo Senhor Vice-Governador do Estado do Mato Grosso,


    SINVAL DA CUNHA BARBOSA


    2 – Excelentíssimo Senhor Deputado JOÃO MAIA (PR-RN), 1º Vice-Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara

    Organizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com o apoio técnico do SESC e do SENAC, a visita técnica tem como objetivo analisar as legislações ambientais vigentes no país e os gargalos ao desenvolvimento provocado por alguns desses dispositivos legais.




    Composição da mesa




    1 – Excelentíssimo Senhor Vice-Governador do Estado do Mato Grosso,


    SINVAL DA CUNHA BARBOSA


    2 – Excelentíssimo Senhor Deputado JOÃO MAIA (PR-RN), 1º Vice-Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados


    3 – Ilustríssimo Senhor Presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac do Estado do Mato Grosso, PEDRO NADAF, representando o Dr. Antonio Oliveira Santos, Presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.


    O Sr. Pedro Nadaf é também Secretário de Estado de Comércio, Indústria e Minas e Energia.




    REGISTRO DOS PRESENTES:


    Deputado Leandro Sampaio (PPS-RJ) – Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.


    Deputado Wellington Fagundes (PR-MT) – Comissão da Amazônia, Integração Nacional, e de Desenvolvimento Regional.


    Deputado Lira Maia (DEM-PA) – Comissão da Amazônia, Integração Nacional, e de Desenvolvimento Regional.


    Deputado Zequinha Marinho (PMDB-PA) – Comissão da Amazônia, Integração Nacional, e de Desenvolvimento Regional.


    Deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) – Comissão da Amazônia, Integração Nacional, e de Desenvolvimento Regional.


    Deputado Antonio Roberto (PV-MG) – Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.


    Deputado Paulo Teixeira (PT-SP) – Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.


    Dr. Roberto Velloso – Chefe da Assessoria junto ao Poder Legislativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e integrantes de sua equipe.


    Sr. Nivaldo Pereira – Supervisor da Estância Ecológica SESC Pantanal.


    Sr. Arthur Bosisio – Diretor de Assuntos Institucionais do SENAC Nacional.


    Sra. Cristiane Caetano – Gerente de Divulgação e Promoção Institucional do SESC Nacional.


    Sra. Anamélia Fernandes, Secretária da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC)


    Sr. Alexandre Romano, Assessor da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC)


    Sra. Iara Alencar Aires, Secretária da Comissão da Amazônia, Integração Nacional, e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados


    Sra. Aurenilton Ararona, Secretário da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados


    Sr. Rômulo Lima Câmara, Coordenador-Geral do Núcleo de Gestão Ambiental Ecocâmara


    Sra. Patrícia Brandão, Núcleo de Gestão Ambiental Ecocâmara.

  • Economista prevê maior entrada de capital externo

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-5


    Na avaliação do ex-diretor do Banco Central e chefe do Departamento de Economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, a decisão da Fitch deve aumentar a entrada de dólar no. “Na prática, essa será o efeito mais imediato. Afinal, é a segunda agência a classificar o Brasil como investment grade”, afirmou.


    Para Freitas, a decisão da Fitch já era esperada, e acompanhou a decisão da S&P no mesmo sentido.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-5


    Na avaliação do ex-diretor do Banco Central e chefe do Departamento de Economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, a decisão da Fitch deve aumentar a entrada de dólar no. “Na prática, essa será o efeito mais imediato. Afinal, é a segunda agência a classificar o Brasil como investment grade”, afirmou.


    Para Freitas, a decisão da Fitch já era esperada, e acompanhou a decisão da S&P no mesmo sentido. Entretanto, o economista destacou que os efeitos sobre o dólar serão a principal conseqüência da decisão da Fitch. “Vai aumentar a entrada de capital estrangeiro. O dólar vai ficar mais baixo do que se esperava”, disse.


    Freitas comentou que, com duas importantes agências classificando positivamente o Brasil, que ainda tem juros elevados, em comparação com os dos Estados Unidos, por exemplo, isso pode elevar o interesse de capital especulativo no País. “O aumento de interesse de capital estrangeiro pode não ser o tipo de capital desejável para o País”, alertando que o governo, nesse cenário, poderia elevar a alíquota para capital estrangeiro em aplicações de títulos de renda fixa no Brasil, para desestimular ondas de especulação.


    Para o economista-chefe do Banco Santander e ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central, Alexandre Schwartsman, a decisão da Fitch Rating de elevar a classificação do Brasil a grau de investimento “era uma bola mais do que cantada”. Para o economista, a notícia, apesar de positiva, deve trazer poucas alterações para os negócios. “A decisão da Standard & Poors foi uma surpresa maior devido ao timing”, comentou.


    Schwartsman considerou ainda que a concessão da nota pela Moody´s não deve vir tão cedo. Há um mês, o diretor da gência, Mauro Leos, citou que o principal limitador da melhora de qualificação do Brasil, para grau de investimento era a área fiscal. “Até pela questão de marketing não seria adequado mudar a nota agora”, disse.


    O ex-diretor do Banco Central e sócio da MCM Consultores José Júlio Senna acredita que a trajetória do dólar será de valorização, determinada mais pelo déficit em conta corrente do que pelo grau de investimento. Ele explicou que a melhoria do rating pela Fitch é positiva, mas não tanto quanto em outros países.


    “Muitos aguardavam uma segunda opinião sobre o “investment grade”, dá mais consistência à classificação de segurança”, disse Senna. “Mas as circunstâncias agora da economia mundial, da economia brasileira e o fato de o Brasil ter ganhado o investment grade não por reformas estruturais, mas porque melhorou a parte externa aproveitando bons ventos da economia – e também pela ação do BC na política monetária -, não nos fazem esperar que o País melhore como outros que receberam investment grade”.


    Senna exemplificou que a Romênia, pouco antes de receber o investment grade em 2003, tinha taxa de juros reais de 7% ao ano, próxima a do Brasil, e em três meses caiu para cerca de 3% ao ano. “Mas aqui, agora, as circunstâncias são de excesso de demanda”, afirmou, explicando o porquê não espera que ocorra o mesmo com o Brasil. “A experiência de outros países têm que ser vista com cautela”.


    Por outro lado, o México teve aumento do fluxo de investimentos antes do investment grade em março de 2000 e depois que o grau de investimento foi atingido teve uma certa piora na sua economia em conseqüência às crises da Nasdaq, em 2000, ao ataque terrorista de 2001 e à crise de corporações como a Enron.


    Senna disse também que parte do aumento de investimentos diretos e em carteira recebidos por países emergentes quando eles receberam o investment grade pode ser atribuída à melhor classificação de risco, mas que parte também se deu por uma tendência de globalização e integração das economias.






     

  • Outra nota alta para a economia

    Nova classificação do País provoca polêmica.


    Clique aqui e leia a íntegra da notícia.

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  • Informe JB

    O ministro da Educação, Fernando Haddad, tem três metas até o fim da sua gestão.


    Clique aqui e leia a íntegra da notícia.  

    O ministro da Educação, Fernando Haddad, tem três metas até o fim da sua gestão.


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  • Senadores modificam legislação sobre arma de fogo

    O Plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira (28) alterações na Lei 10.826/03, que trata do registro, posse e comercialização de armas de fogo, além de definir crimes e criar o Sistema Nacional de Armas (Sinarm). As alterações constam do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 12/08, proveniente da Medida Provisória (MP) 417/08.

    O Plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira (28) alterações na Lei 10.826/03, que trata do registro, posse e comercialização de armas de fogo, além de definir crimes e criar o Sistema Nacional de Armas (Sinarm). As alterações constam do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 12/08, proveniente da Medida Provisória (MP) 417/08. Aprovado na forma como veio da Câmara dos Deputados, o PLV vai agora à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


    O relator-revisor da matéria, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), lamentou que a proposta tenha chegado ao Congresso Nacional na forma de MP, o que “limita absurdamente o trabalho do relator”. A validade da MP expira no próximo dia 4. Por conta da exigüidade do prazo, as duas emendas propostas pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) serão tratadas posteriormente em projetos de lei.


    Mercadante quer incluir entre as categorias profissionais com direito a porte de arma os agentes penitenciários – excluídos nas discussões na Câmara dos Deputados – e agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) que trabalham no meio da mata. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), comprometeu-se a apoiar esse encaminhamento posterior e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) alertou para a necessidade de se incluir outras categorias profissionais “que têm risco profundo em suas ações” e não podem andar armadas.


    Raimundo Colombo, entretanto, enfatizou que o PLV resultou de “amplo acordo estabelecido na Câmara dos Deputados com a participação da sociedade”. Destacou que a proposta teve a aquiescência de várias entidades que compõem a Rede Desarma Brasil, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (Conic) e dos Movimentos Viva Rio e Sou da Paz.


    O relator destacou quatro pontos positivos da proposta: a ampliação dos prazos de registro de armas na Polícia Federal; a melhor definição do porte de arma para caçadores de subsistência; a retomada da campanha de regularização de registros de armas em condições mais favoráveis; e a possibilidade de entrega voluntária das armas à Polícia Federal, em qualquer tempo, mediante indenização e presunção de boa-fé.


    Ele destacou a desburocratização do registro de armas trazida pelo PLV. Segundo ele, a legislação, ao criar entraves burocráticos, deixou em níveis medíocres os números relativos ao registro. Também elogiou a nova tabela de valores para o registro (ver abaixo), já que os valores cobrados atualmente “não são razoáveis”. As taxas abusivas, no entendimento de Raimundo Colombo, levaram ao recadastramento, pela PF, de 400 mil armas, ficando de fora cerca de 14 milhões. Outras 450 mil foram entregues voluntariamente.


    – Com a atual legislação, o Brasil se tornaria o maior mercado ilegal de armas leves no mundo – afirmou o senador, lembrando ser a Polícia Federal a maior interessada no fim dos empecilhos criados para o registro de armas.


    O relator também elogiou a nova redação do artigo 32 da referida lei, que deixa explícita a extinção da punibilidade do cidadão que entregar voluntariamente uma arma sem registro. Além disso, na entrega da arma, seus possuidores serão indenizados.


    Detalhamento


    O PLV 12/08 prorroga até 31 de dezembro de 2008, sem pagamento de taxa, o prazo para renovação do registro estadual de propriedade de arma de fogo junto à Polícia Federal.


    O proprietário de arma de uso permitido e sem registro poderá solicitar seu registro até 31 de dezembro de 2008, apresentando nota fiscal ou comprovação de origem lícita da posse. Até essa data, não será necessário o pagamento de taxas, mas a partir de 1º de janeiro de 2009 haverá taxa no valor de R$ 60. A mesma regra vale para os que já tiverem registro estadual até a data de publicação da futura lei e também decidirem não entregá-la. Em ambos os casos, o PLV exige a apresentação de carteira de identidade e de comprovante de residência fixa.


    Para facilitar os procedimentos, o proprietário poderá obter pela Internet, no site da Polícia Federal, um certificado de registro provisório da arma de fogo com validade de 90 dias. Uma renovação do certificado provisório será expedida por essa instituição pelo prazo que achar necessário à emissão do documento definitivo.


    De acordo com o PLV, as armas apreendidas que não servirem mais ao processo judicial e forem encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército não precisarão mais ser destruídas, como ocorre atualmente.


    Para adquirir arma de fogo de uso permitido, o interessado deverá, além de declarar efetiva necessidade, comprovar idoneidade, com apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral. Deverá também comprovar que não está respondendo a inquérito policial ou a processo criminal.


    A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma registrada e na quantidade de munição estabelecida na regulamentação da lei. Outra mudança incluída pelo PLV estende para todo o território nacional a validade do porte de arma, fornecida pela corporação ou de propriedade particular, dos integrantes das Forças Armadas; das polícias civil, federal, rodoviária federal, ferroviária federal, militar e dos corpos de bombeiros; da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; e das polícias legislativas da Câmara e do Senado.


    O transporte das armas doadas será de responsabilidade da instituição beneficiada, que deverá cadastrá-las no Sinarm ou no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), conforme o caso. Semestralmente, o Poder Judiciário deverá encaminhar a esses sistemas, de acordo com o tipo de armamento (se de uso permitido ou de uso restrito), a relação de armas acauteladas em juízo, mencionando suas características e o local onde se encontram.


    Para os residentes em áreas rurais, maiores de 25 anos, que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover a subsistência alimentar de sua família, o PLV permite a concessão de porte de arma na categoria “caçador para subsistência”. Esse porte será para apenas uma arma, de uso permitido, de tiro simples e calibre igual ou inferior a 16.


    Para obter o porte nesses casos, o PLV exige os seguintes documentos: certidão comprobatória de residência em área rural, documento de identidade e atestado de bons antecedentes. Caso o caçador faça outro uso da arma, responderá por porte ilegal ou por disparo de arma de fogo, independentemente de outras tipificações penais.


    Credenciamento


    Ainda de acordo com o PLV, o Ministério da Justiça disciplinará o credenciamento de psicólogos e instrutores de tiro. Os primeiros não poderão cobrar dos proprietários de armas mais que o valor da tabela estabelecida pelo Conselho Federal de Psicologia para a avaliação psicológica. O valor da aula de tiro será de, no máximo, R$ 80.


    Outros profissionais com menos de 25 anos e com direito a porte de arma passam a ter direito de comprá-la. Entre eles, estão agentes operacionais da Abin; do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; e integrantes das carreiras de auditoria da Receita Federal do Brasil (auditor-fiscal e analista tributário) e de auditoria-fiscal do Trabalho.


    O PLV permite também às instituições de ensino policial e às guardas municipais adquirirem insumos e máquinas de recarga de munição, mediante autorização e exclusivamente para suprir suas atividades. Quem tiver porte de arma e quiser comprar arma igual a que está autorizado a portar não precisará comprovar capacidade técnica e de aptidão psicológica para seu manuseio, contanto que a autorização esteja dentro da validade.