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  • Juventude sem trabalho

    Estudo do Ipea mostra que, no País, a metade dos desempregados é jovens.


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  • IGP-M sobe 1,54% na primeira prévia de maio

    Para o final deste mês, a expectativa é de que o indicador apresente forte aceleração em relação a abril.   


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  • Velha Sombra

    O IGP-M deste mês pode chegar a 1,80%.


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  • Comércio aos domingos e feriados

    Jornal do Commercio    Editoria: Jornal do Lojista    Página: B-18


    Existe, atualmente, um crescente movimento para diminuir o horário de trabalho e principalmente para excluir os trabalhos aos domingos e feriados no comércio. O tema tem gerado divergências entre os sindicatos e os mais diversos segmentos do comércio.

    Jornal do Commercio    Editoria: Jornal do Lojista    Página: B-18


    Existe, atualmente, um crescente movimento para diminuir o horário de trabalho e principalmente para excluir os trabalhos aos domingos e feriados no comércio. O tema tem gerado divergências entre os sindicatos e os mais diversos segmentos do comércio. Alguns casos têm culminado em reclamações trabalhistas.


    De um lado, temos o interesse direto do comércio, os empregadores, que não só querem como necessitam abrir aos domingos e feriados para atender à crescente demanda e aumentar os lucros, garantindo, dessa forma, os postos de trabalhos já existentes e eventualmente gerando novos empregos. Os consumidores endossam essa posição, lotando as lojas nesses dias, aumentando o volume de vendas ou atendimentos. E parte dos trabalhadores, que acabam ganhando com a criação de novos empregos e, às vezes, aumento de salário ou comissões. De outro lado, temos os sindicatos e outra parte dos empregados, que querem diminuir ou eliminar o trabalho aos domingos e feriados.


    Essa controvérsia voltou à tona com força, porque, em dezembro de 2007, foi aprovada nova lei federal (Lei nº 11.603/07) estabelecendo que o comércio só poderá funcionar aos domingos e feriados se estiver munido de lei municipal e também de convenção coletiva. Ou seja, a nova lei passou a exigir novo requisito para o funcionamento nesses dias: não basta apenas existir lei municipal que autorize, também é necessário haver acordo estabelecido entre sindicato patronal e o sindicato dos empregados.


    A lei também exige que o repouso semanal remunerado coincida com o domingo, pelo menos uma vez no período máximo de três semanas, respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho.


    Com exceção dos municípios de São Paulo e de Porto Alegre, que já possuem convenção coletiva garantindo a abertura do comércio, principalmente nos feriados, o trabalho no comércio das demais cidades, nos feriados e domingos, está sujeito à fiscalização e à multa. Algumas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (por exemplo, as DRTs) exigem, quando da fiscalização, que seja apresentada uma lista, protocolada pelo sindicato, com a relação dos funcionários que estão trabalhando, do quanto vão ganhar de adicional e a relação precisa com os dias de folgas para compensar o feriado.


    Recentemente, na cidade de Sumaré, foi ajuizada ação para garantir o fechamento de todos os supermercados no último feriado. A demanda discutindo a abertura, ou não, em feriados permanece em andamento. Mas, ultimamente, a Justiça do Trabalho tem garantido o fechamento do comércio nessas datas, respaldada pela nova lei em vigor, o que tem aumentado às dificuldades enfrentadas pelo comércio.


    Embora muitos desses empresários e mesmo dos empregados tenham interesse e urgência na regularização da questão, as negociações geralmente são demoradas. Também existe o fato de o prazo de validade da maioria das convenções coletivas já firmadas ser de dois anos, o que pode acarretar ao comércio a espera pela negociação da nova convenção quando, então, será discutida a possibilidade ou não do funcionamento nos feriados.


    O ideal é que, enquanto não é permitido em todas as cidades, o comércio adote medidas conservadoras e algumas precauções para evitar multas e problemas na hora da fiscalização. Quando não há lei municipal e tampouco convenção coletiva, a melhor forma de evitar riscos de fiscalização e autuação seria a de não abrir o estabelecimento.


    Há de se ponderar, no entanto, que o fechamento do comércio, principalmente em determinados feriados, representa enorme prejuízo, o que, de forma direta ou indireta, prejudica os empregados e, de modo geral, toda a categoria. Isso porque quando o comércio perde ou deixa de lucrar, ele deixa, também, de investir e este prejuízo pode gerar um efeito cascata e resultar em demissões. Essa conseqüência não é boa nem para o comércio nem para o sindicato, muito menos para os trabalhadores


     


     


     

  • Aprovado projeto que proíbe ingestão de álcool por motoristas

    Agência Senado


    O Plenário aprovou nesta terça-feira (20) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13/08, proveniente da Medida Provisória (MP) 415/08, que torna mais rígidas as regras sobre consumo de bebidas alcoólicas para motoristas, punindo a ingestão de qualquer quantidade, mas libera a venda nas margens de rodovia. O projeto foi aprovado com seis emendas do relator-revisor, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que permitiu a venda em estabelecimentos comerciais como hotéis-fazenda, localizados em áreas rurais.

    Agência Senado


    O Plenário aprovou nesta terça-feira (20) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13/08, proveniente da Medida Provisória (MP) 415/08, que torna mais rígidas as regras sobre consumo de bebidas alcoólicas para motoristas, punindo a ingestão de qualquer quantidade, mas libera a venda nas margens de rodovia. O projeto foi aprovado com seis emendas do relator-revisor, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que permitiu a venda em estabelecimentos comerciais como hotéis-fazenda, localizados em áreas rurais. Com as alterações impostas pelo Senado, a matéria volta à apreciação da Câmara dos Deputados.


    Dornelles informou que manteve todas as penalidades determinadas no projeto aprovado pela Câmara, mas retirou a proibição de armazéns, hotéis, hotéis-fazenda, supermercados, bares e restaurantes localizados em margens de rodovias em áreas rurais venderem bebidas alcoólicas. Ele exemplificou com a situação de um ônibus de turismo que pára num bar ou num restaurante e os turistas ficam impedidos de tomar um vinho ou uma cerveja enquanto almoçam.


    Em pronunciamento após a votação, o senador Paulo Paim (PT-RS) saudou a modificação introduzida por Dornelles, que segundo ele beneficia 50 mil empresas situadas em áreas rurais próximas a rodovias. A medida, estimou Paim, deverá preservar 80 mil empregos aproximadamente. Os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Flávio Arns (PT-PR), Renato Casagrande (PSB-ES), Gim Argello (PTB-DF) e Mão Santa (PMDB-PI) também elogiaram o relatório de Dornelles e a aprovação da matéria.


    O projeto modifica o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) para proibir que pessoas com qualquer concentração de álcool no sangue possam dirigir veículo automotor. O Código de Trânsito Brasileiro determina atualmente a aplicação de multas e punições a motoristas que dirigem com nível superior a seis decigramas por litro de sangue, ou qualquer substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.


    Assim, qualquer condutor flagrado com taxa mínima de álcool no sangue terá de pagar multa de R$ 1.500, aplicada em dobro no caso de reincidência dentro do prazo de um ano. A proposta também proíbe a venda varejista ou o oferecimento de bebida alcoólica em rodovias federais ou em terrenos contíguos a essas rodovias, cuja infração também implicará no pagamento de multa do mesmo valor.


    O texto do projeto determina que o estabelecimento comercial situado às margens das rodovias que venda ou forneça bebidas deverá afixar, em local de ampla visibilidade, aviso sobre a proibição de que trata a matéria. Quem descumprir essa norma também estará sujeito ao pagamento de multa, no valor de R$ 300.


    A aplicação das multas e a fiscalização dessas normas caberão à Polícia Rodoviária Federal, segundo o PLV, mas a União poderá firmar convênios com estados, municípios e o Distrito Federal, para que esses entes federativos também possam fiscalizar ou aplicar multas.


    Em casos de reincidência, a Polícia Rodoviária Federal ou o ente conveniado deverá comunicar o fato ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) ou, quando se tratar de rodovia concedida, à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para a aplicação da penalidade de suspensão da autorização de acesso à rodovia.


    O PLV determina ainda que dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer substância psicoativa que determine dependência passará a ser infração gravíssima, com penalidades que incluem multas e suspensão do direito de dirigir por um ano. Como medida administrativa, haverá a retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação do motorista multado.


     

  • Senadores defendem mudanças na lei de direitos autorais

    A atual legislação brasileira sobre a cobrança de direitos autorais deve ser rapidamente revista, na opinião dos senadores que participaram, nesta terça-feira (20), de audiência pública sobre o tema promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e pela Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social. Durante a audiência, foram feitas duras críticas à atuação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).


    – Do jeito que está não pode ficar – disse o senador Gerson Camata (PMDB-ES) após ouvir os seis expositores convidados.

    A atual legislação brasileira sobre a cobrança de direitos autorais deve ser rapidamente revista, na opinião dos senadores que participaram, nesta terça-feira (20), de audiência pública sobre o tema promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e pela Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social. Durante a audiência, foram feitas duras críticas à atuação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).


    – Do jeito que está não pode ficar – disse o senador Gerson Camata (PMDB-ES) após ouvir os seis expositores convidados.


    Gerson Camata sugeriu ao professor Marcos Alberto Sant’Anna Bitelli, presente à audiência, que elaborasse para a comissão uma proposta de modificação da atual legislação. A sugestão foi prontamente aceita pelo senador Flávio Arns (PT-PR), que presidia a reunião. Para ele, este seria um “desdobramento prático” do debate realizado. O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) também disse ser necessária uma atualização da lei, para torná-la mais justa.


    Professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e especialista nas áreas de propriedade intelectual, audiovisual e comunicação social, Bitelli definiu o conflito de interesses resultante da aplicação da atual legislação como um “choque de dois mundos”. A lei foi feita para a música, recordou, mas o mundo atual seria dominado pelo audiovisual. Quando se estabeleceu o percentual de 2,5% para a cobrança dos direitos, observou, tinha-se em mente a atividade das emissoras de rádio.


    Segundo Bitelli, a TV Globo está na Justiça contra o Ecad pela cobrança do percentual de 2,5% sobre o seu faturamento e apenas um grande grupo exibidor de cinema – Luiz Severiano Ribeiro – estaria efetuando atualmente o pagamento, por força de decisão judicial. Além disso, complementou, o Ecad estaria agora disposto a cobrar uma alíquota de 9% sobre operações de download de música pela Internet.


    No início da audiência, que foi aberta pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o diretor da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus), José de Araújo Novaes Neto, classificou como uma “grande distorção” o fato de os direitos autorais sobre músicas estrangeiras serem sete vezes maiores do que os pagos por músicas brasileiras, apesar do “grande potencial de exportação” do produto nacional.


    O direito autoral é “sagrado”, na opinião do presidente executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg. A seu ver, porém, não se pode estabelecer um único percentual – de 2,5%, no caso – sobre o faturamento global das empresas do setor, uma vez que muitas atividades das televisões por assinatura não teriam nada a ver com direitos autorais.


    O presidente da Associação Paulista de Cineastas, Ícaro Martins, considerou “nefasta e predatória” a atuação do Ecad e fez um apelo aos senadores pela revisão da atual legislação. Para ele, ou se muda a lei, ou os maiores prejudicados permanecerão sendo os diretores e roteiristas de cinema, que “dificilmente receberão alguma coisa” caso sejam mantidas as regras atuais de pagamento de direitos autorais.


    A atuação do Ecad foi defendida pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Música Independente, Francisco João Moreirão de Magalhães, para quem “o direito autoral é a trincheira definitiva contra a substituição da cultura nacional por uma subcultura norte-americana”. Moreirão acusou as grandes gravadoras de serem as fornecedoras de 80% das cópias de CDs que abastecem o mercado pirata – acusação que levou Flávio Arns a anunciar o envio de uma denúncia à Polícia Federal, com a aprovação da comissão.


    Último a falar, o coordenador-geral de Direito Autoral da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Marcos Alves de Souza, disse que o governo não tem atualmente como avaliar se os valores cobrados pelo Ecad são justos e bem distribuídos.


    – A supervisão estatal seria um bom caminho para se estabelecerem valores mais justos – afirmou Souza, ao defender a adoção de mudanças na atual legislação.


    Agência Senado, 20 de maio de 2008.


     


     

  • Albano Franco defende o Sistema S

    Mais uma vez procura-se interferir naquilo que está funcionando bem! Refiro-me, Senhor Presidente, a uma nova incursão do governo em tentar imiscuir-se nos assuntos internos das instituições do Sistema “S” que há mais de 60 anos presta inestimáveis serviços à causa do desenvolvimento sócio-econômico do país.

    No passado, ainda no regime autoritário, em face da completa desorganização das contas públicas, o Ministério da Fazenda, num ato despropositado, tentou se apropriar da receita de contribuição dessas Instituições com a finalidade de fazer caixa e tapar seus rombos financeiros.

    Mais uma vez procura-se interferir naquilo que está funcionando bem! Refiro-me, Senhor Presidente, a uma nova incursão do governo em tentar imiscuir-se nos assuntos internos das instituições do Sistema “S” que há mais de 60 anos presta inestimáveis serviços à causa do desenvolvimento sócio-econômico do país.

    No passado, ainda no regime autoritário, em face da completa desorganização das contas públicas, o Ministério da Fazenda, num ato despropositado, tentou se apropriar da receita de contribuição dessas Instituições com a finalidade de fazer caixa e tapar seus rombos financeiros. A partir de uma reação conseqüente do empresariado (da qual participei como presidente da CNI) demonstrou-se o equívoco da empreitada e, felizmente, prevaleceu o bom senso.

    Consciente de que novas investidas viriam a acontecer, assim é que, na qualidade de senador-constituinte, conseguimos aprovar um dispositivo na Constituição de 1988 (o Art. 240 das Disposições Constitucionais Gerais), exatamente com a finalidade de impedir e dificultar futuras incursões sobre os recursos das Instituições do Sistema “S”.

    Desta feita, senhor Presidente, é o Ministério da Educação que, sem previamente estabelecer um diálogo aberto e franco com as Instituições, intenta intervir no Senai, através da utilização dos recursos dessa entidade para a criação de um fundo, que seria administrado pelo poder público de acordo com as diretrizes emanadas de um conselho tripartite que estabeleceria as prioridades na definição de currículos e de quem seria capacitado.

    Ora, Senhor Presidente, além de ser uma intervenção estatal despropositada, típica de burocracias autoritárias, tal medida seria desastrosa, já que acabaria com a autonomia de uma das mais eficientes e eficazes instituições de qualificação de recursos humanos para o mundo do trabalho do Brasil e da América Latina. Que o diga o Presidente Lula que foi aluno do Senai e as dezenas de gincanas tecnológicas internacionais conquistadas por alunos dessa instituição exemplar.

    Melhor seria se o Ministério da Educação se utilizasse da experiência acumulada e das metodologias educacionais das Instituições do Sistema “S” orientadas para a escolarização de alunos e capacitação profissional, com a finalidade de aprimorar as políticas públicas do setor educacional brasileiro, internacionalmente reconhecido por suas enormes deficiências. Quanto a isto, basta examinar as estatísticas de repetência e evasão e a baixa proficiência obtida pelos alunos em exames padronizados.


    Muito obrigado, Senhor Presidente!


    CNC, 20 de maio de 2008.

  • Dornelles pede simplificação na cobrança de tributos

    Conheça a íntegra do pronunciamento do Senador Francisco Dornelles.

    O SR. FRANCISCO DORNELLES (Bloco/DEM – RJ. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Senador Garibaldi Alves, Srªs e Srs.

    Conheça a íntegra do pronunciamento do Senador Francisco Dornelles.

    O SR. FRANCISCO DORNELLES (Bloco/DEM – RJ. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Senador Garibaldi Alves, Srªs e Srs. Senadores, apresentei na Subcomissão de Reforma Tributária do Senado um projeto que está sendo considerado e amplamente debatido em vários setores e em várias instituições da sociedade brasileira e até mesmo na Câmara dos Deputados.

    Queria dar, neste momento, um enfoque a uma modificação que propus em relação ao projeto do Governo, que alcança impostos sobre vendas, impostos sobre consumo.

    Estudo recente feito pelo Banco Mundial mostrou que a carga tributária do Brasil é composta não somente do montante de impostos e de contribuições pagos por uma empresa, mas também do que ela gasta, do custo com a burocracia de pagar esses impostos. Então, tomando uma empresa padrão, em 177 Municípios, o estudo mostra que uma empresa no Brasil gasta 2,6 mil horas por ano, Senador Mão Santa, para administrar seu setor tributário, para pagar seus impostos. Isso é um custo e representa um percentual da carga tributária.

    Desse modo, a grande preocupação da proposta apresentada na Subcomissão de Economia do Senado foi simplesmente a de tentar reduzir o número de impostos, diminuir as obrigações acessórias, reduzir todos aqueles procedimentos que encarecem a arrecadação.

    Na minha proposta, menciono o chamado Imposto sobre Valor Agregado Federal (IVA Federal), que substitui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e todas as contribuições apresentadas com base no art. 195. Nesse caso, o chamado IVA Federal teria uma legislação única em todo o Brasil; seria uma legislação federal. A arrecadação seria nacional, ou seja, uma empresa ao pagar o IVA, uma parcela automaticamente iria para os Estados, e a outra iria para o Governo Federal. A fiscalização seria dos Estados, que têm hoje uma estrutura montada para fazer essa fiscalização.

    Como seria o procedimento? No momento em que fosse feita a avaliação dos impostos que serão incorporados pelo IVA, veríamos qual é a participação do ICMS nessa arrecadação. Vamos admitir que seja de 60% e que os impostos federais incorporados ao IVA sejam 40%. Assim, quando o contribuinte pagar seu imposto, 40% já vão para o Governo Federal; e 60%, para o governo estadual.

    Como seria essa distribuição do IVA aos Estados? Tomar-se-ia, nos três primeiros anos, a participação da receita de arrecadação do ICMS de cada Estado e do ICMS nacional, e esse percentual seria aplicado à parcela do IVA nacional que viria a ser criado.

    Então, no momento em que a empresa paga esses tributos, um montante é dirigido automaticamente à União Federal e a cada Estado da Federação, ou seja, o dinheiro dos Estados não passaria pelos cofres da União, o dinheiro de um Estado não passaria pelo cofre do outro, de modo que não haveria esse risco, essa tensão de retenção de dinheiro uns dos outros.

    Posteriormente, Sr. Presidente, veríamos como seriam fixadas essas alíquotas. Uma lei complementar de iniciativa do Governo Federal fixaria cinco ou seis alíquotas do novo IVA, e, posteriormente, o Executivo faria uma proposta ao Senado, que, por meio de resolução, enquadraria os diversos produtos nas alíquotas aprovadas pelo Congresso.

    Hoje, alguns Estados já têm alíquotas muito elevadas sobre determinados produtos, e, para impedir que essas alíquotas muito elevadas contaminassem as cinco ou seis alíquotas do IVA fixadas por lei complementar, provocando um aumento de tributos, permitiríamos que cada Estado escolhesse livremente quatro produtos e que os Estados tivessem a liberdade de fixar as alíquotas desses quatro produtos, para impedir que alíquotas mais altas fossem adotadas em termos nacionais.

    A participação dos Municípios no IVA seria mantida em 25%. Os Estados que quisessem conceder incentivos fiscais poderiam fazê-lo, mas de forma transparente, utilizando seu item de despesa – poderiam estabelecer, por exemplo, que x por cento seria destinado a tal empresa ou que, por cada automóvel fabricado, a empresa receberia um determinado montante. Haveria transparência se os Estados quisessem conceder incentivos fiscais.

    A cobrança seria integralmente na origem, mas isso não significa que os recursos pertenceriam ao Estado de origem: uma parcela ficaria com o Estado de origem, e a outra parcela seria destinada aos Estados de consumo, que receberiam essa parcela de acordo com índice fixado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Sr. Presidente, essa parcela do IVA nacional poderia incorporar, no mínimo, cinco impostos e contribuições já existentes. Isso reduziria muito a burocracia e o custo de arrecadação. Não vejo razão para que, numa reforma, mantenhamos o IVA Federal, o IVA Estadual e o IPI, quando podemos fazer essas três incidências numa única.

    Espero que essa proposta que apresentamos na Subcomissão e que está sendo levada à Comissão da Câmara seja levada em conta, porque vai reduzir consideravelmente o custo da arrecadação e vai atender os interesses da União e de todos os Estados da Federação.

    Sr. Presidente, muito obrigado.


    CNC, 20 de maio de 2008.




     

  • Direitos Humanos avalia política externa do governo Lula

    A Comissão de Direitos Humanos e Minorias analisa nesta quarta-feira (21) as prioridades do Ministério das Relações Exteriores para a Organização dos Estados Americanos (OEA), para a Organização das Nações Unidas (ONU) e para o Mercosul.


    O debate foi solicitado pelo presidente da comissão, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). “Neste mundo globalizado, a política externa exerce papel fundamental na vida dos cidadãos. Ela gera impactos nos direitos humanos de todos nós e define o grau de compromisso com a comunidade internacional ao assinar os tratados.

    A Comissão de Direitos Humanos e Minorias analisa nesta quarta-feira (21) as prioridades do Ministério das Relações Exteriores para a Organização dos Estados Americanos (OEA), para a Organização das Nações Unidas (ONU) e para o Mercosul.


    O debate foi solicitado pelo presidente da comissão, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). “Neste mundo globalizado, a política externa exerce papel fundamental na vida dos cidadãos. Ela gera impactos nos direitos humanos de todos nós e define o grau de compromisso com a comunidade internacional ao assinar os tratados. Daí a importância de acompanharmos as relações exteriores do Brasil com o olhar dos direitos humanos.”


    Pompeo de Mattos explica que, nos últimos meses, dois fatores reforçaram a necessidade de maior atenção da comunidade internacional e da sociedade brasileira para os direitos humanos no País. “O primeiro é a Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU – novo mecanismo de avaliação dos direitos humanos nos países. O Brasil é um dos primeiros países a se submeter a essa avaliação. O segundo foi a criação da Comissão de Direitos Humanos do Parlamento do Mercosul, que terá um relatório sobre o Brasil.”


    Foram convidados para participar da audiência:

    – a diretora do departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, Ana Lucy Petersen;

    – a coordenadora da Assessoria Internacional da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Cristina Cambiaghi;

    – o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, Paulo Paim (PT-RS), onde foi apresentado, em fevereiro deste ano, o relatório brasileiro para a RPU;

    – o deputado Geraldo Thadeu (PPS-MG), integrante da Representação Brasileira do Parlamento do Mercosul;

    – Mary Caetana, representante do Comitê Brasileiro de Direitos Humanos e Política Externa.


    A audiência será realizada no plenário 9 a partir das 14 horas.


    Agência Senado, 19 de maio de 2008.


     

  • Sesc-PR realiza Femucic 2008

    Acontece a partir de hoje de hoje (21) até o dia 24 de maio, no Paraná, o Festival de Música Cidade Canção – Femucic 2008.

    Acontece a partir de hoje de hoje (21) até o dia 24 de maio, no Paraná, o Festival de Música Cidade Canção – Femucic 2008. Realizado pelo Sesc do Paraná em parceria com a Prefeitura Municipal de Maringá e Televisão Cultura/RPC, o evento acontecerá de 21 a 24 de maio, às 20h30, no Teatro Calil Haddad, com a apresentação de 56 músicas selecionadas entre 464 inscritas.  


    Estão programadas diversas atrações para comemorar os 30 anos que o Festival completa este ano: foram convidados artistas que contribuem para o cenário cultural, como o grupo Canto da Terra, a Orquestra Paranaense de Viola Caipira FAG, de Cascavel, e o cantor maringaense Ronaldo Gravino. Além disso, durante as apresentações será gravado o 1º DVD do Femucic. O público que for ao Teatro também terá acesso a uma exposição comemorativa dos 30 anos do evento, com fotos, cartazes, troféus e vídeo com cenas das edições anteriores. 


    Femucic: história


    Em 1977, aconteceu o primeiro Festival de Música do Sesc, chamado Femusesc, considerado a “semente” do Femucic. O Femusesc surgiu no embalo dos festivais incentivados pela televisão, que estavam tendo um momento de popularização e massificação junto à população. Era competitivo e as músicas deveriam se enquadrar ao gênero MPB. O júri foi presidido por Gilberto Gil. No ano seguinte, em 1978, foi realizada a primeira edição do Femucic, que aconteceu no auditório do Sesc-PR, com participação de 15 cidades do Estado (Maringá, Paranavaí, Santa Fé, Douradina, Curitiba, Mandaguaçu, Paranacity, Cruzeiro do Oeste, Londrina, Cianorte, Sarandi, Cornélio Procópio, Pérola, Colorado e Campo Mourão).


    Em 1993, o evento deixou de ser competitivo para ganhar o caráter de mostra, proporcionando aos artistas a oportunidade de demonstrar seu trabalho e trocar experiências. Em 2007, foram apresentadas 54 músicas vindas de 15 estados brasileiros: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Pará, Amapá, Roraima, Amazonas e Rondônia, além do Paraná. Dessas, 11 foram indicadas por outros Regionais do Sesc que, seguindo o modelo do Femucic, desenvolvem projetos nesse mesmo formato. Mais informações em www.sescpr.com.br/femucic