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  • Fundo soberano deve ter 0,5% do PIB

    Folha de São Paulo    Editoria: Dinheiro    Página: B-3


    O governo vai mesmo poupar mais dinheiro dos impostos a fim de financiar o fundo soberano do Brasil. Não haverá anúncio formal de uma nova meta de superávit primário, mas a equipe econômica pretende aumentar a poupança dos atuais 3,8% do PIB para 4,3% do PIB.


    Em entrevista à Folha, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB) deve ser enviado ao Congresso amanhã, em regime de urgência.

    Folha de São Paulo    Editoria: Dinheiro    Página: B-3


    O governo vai mesmo poupar mais dinheiro dos impostos a fim de financiar o fundo soberano do Brasil. Não haverá anúncio formal de uma nova meta de superávit primário, mas a equipe econômica pretende aumentar a poupança dos atuais 3,8% do PIB para 4,3% do PIB.


    Em entrevista à Folha, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB) deve ser enviado ao Congresso amanhã, em regime de urgência. O texto do projeto de lei ficou pronto na sexta-feira passada.


    Pelo documento, o FSB vai receber dinheiro do Orçamento, dos impostos, e será o cotista do Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização (FFIE), que será constituído provavelmente no Banco do Brasil. O FFIE será gerido pelo pessoal do Tesouro Nacional, com a supervisão de um conselho, que deverá contar com membros da diretoria do Banco Central.


    O FFIE comprará dólares no mercado doméstico e vai investi-los em estatais brasileiras no exterior. Poderá emprestá-los para a filial estrangeira do BNDES e para a Petrobras (por meio da compra de debêntures dessas empresas), a juros interbancários internacionais (em torno de 3% ao ano). Poderá ainda comprar recibos de ações da Petrobras no exterior.


    O BNDES, por sua vez, vai financiar a compra de produtos de empresas brasileiras no exterior e a expansão dessas companhias fora do país


    “Nós não temos a expertise para esse tipo de operação e é por essa razão que o BNDES fará os empréstimos para as empresas privadas”, diz Mantega.


    O Tesouro Nacional também poderá emitir dívida pública (tomar dinheiro emprestado no mercado doméstico) a fim de comprar dólares e complementar o capital do FFIE. Essa seria a “segunda perna” do fundo, embora não esteja nos planos criá-la tão cedo. Tudo vai depender do contexto econômico, do fluxo de dólares e da “coordenação” da política de câmbio com o Banco Central.


    “Nós vamos trabalhar em sintonia com o Banco Central”, afirma o ministro da Fazenda.


    A equipe econômica do governo espera que o FSB possa contar neste ano com recursos equivalentes a 0,5% do PIB, ora estimados em cerca de R$ 13 bilhões. O dinheiro não chegaria ao fundo de uma só vez -deve começar com algo em torno de R$ 7 bilhões.


    De acordo com Mantega, os aportes ao fundo devem ocorrer de três a quatro vezes ao ano.


    Tanto o volume de dinheiro como a oportunidade de capitalizar o fundo dependerão do desempenho fiscal do governo. Isto é, da receita de impostos e do nível de despesas.


    O que é um fundo


    Fundo soberano é uma reserva constituída de moedas fortes, como o dólar. Trata-se de um fundo de poupança criado por governos cujos países têm excesso de arrecadação de impostos ou superávit nas contas externas (excedentes nas transações comerciais e financeiras com o resto do mundo).


    Mantega faz questão de ressaltar que o Brasil tem e terá excedentes para colocar no fundo soberano. Em primeiro lugar, o ministro argumenta que, no ano passado, o saldo do balanço de pagamentos foi de US$ 87 bilhões. Segundo, mas não menos importante, de acordo com Mantega, é que o Brasil deve ter “em breve” (em 2009 ou 2010) superávit nominal nas contas públicas.


    O superávit primário é o saldo do governo antes de serem consideradas as despesas com os juros da dívida pública. O governo terá superávit nominal quando a arrecadação de impostos for suficiente inclusive para pagar os juros. Nos 12 meses encerrados em março, o superávit primário do setor público foi de 4,46% do PIB. Como a despesa com juros foi de 6,1% do PIB, o déficit nominal foi de 1,64% do PIB. Mas o governo começaria seu fundo mesmo sem ter superávit nominal. “A Índia tem déficit e anunciou um fundo”, diz o ministro.


    Por que, então, não usar o superávit primário adicional para reduzir a dívida pública ou investir em infra-estrutura? Mantega argumenta que, quanto a investimentos, a capacidade de investir do governo esbarra num limite operacional. Isto é, o governo já reserva mais recursos do que é capaz de gastar: faltam bons projetos e o Estado ainda está remontando uma estrutura para gerenciá-los e investir de maneira eficaz.


    O ministro argumenta que o superávit de 3,8% do PIB já é suficiente para reduzir a dívida pública. Destinar o superávit extra para o fundo soberano auxiliaria o governo a atingir outros objetivos relevantes de política econômica.




     


     


     


     


     

  • Política industrial exige outras iniciativas

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-5


    Elaborada para estimular as exportações e os investimentos produtivos, a política industrial anunciada na semana passada pelo governo pode ter seus objetivos comprometidos pela manutenção do real supervalorizado em relação ao dólar e dos juros em níveis elevados no País.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-5


    Elaborada para estimular as exportações e os investimentos produtivos, a política industrial anunciada na semana passada pelo governo pode ter seus objetivos comprometidos pela manutenção do real supervalorizado em relação ao dólar e dos juros em níveis elevados no País. Segundo economistas ouvidos pela reportagem, iniciativas como a desoneração tributária e outras medidas de estímulo às exportações previstas no pacote teriam eficácia limitada diante da perda de competitividade que a contínua queda do dólar impõe ao produto brasileiro. Além disso, juros altos desencorajam as decisões de investimento para expandir a produção, na medida em que são inibidores de demanda.


    “É preciso que haja convergência de todas as políticas numa única direção: a do desenvolvimento”, diz o economista Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para ele, além de uma política de juros e câmbio mais favorável ao investimento, seriam necessárias outras iniciativas do governo, como fazer o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) andar mais rápido, de forma a garantir condições de infra-estrutura capazes de dar sustentação a novos projetos produtivos.


    “A política atual mantém a inflação relativamente baixa em comparação com outros países, mas a um custo de juros crescentes que acaba por contaminar o ciclo de investimentos”, diz Pochmann. No entanto, pondera que os objetivos do Banco Central são de curto prazo, enquanto os da política de desenvolvimento produtivo são de médio e longo prazos.


    Entre as grande metas a serem cumpridas até 2010 estão a ampliação dos investimentos de 17,6% para 21% do PIB e o aumento da participação do Brasil nas exportações mundiais de 1,18% para 1,25%. Para isso, o governo adotou medidas de desoneração tributária, subsídios e financiamentos da ordem de R$ 266 bilhões até o fim do governo Lula.


    “São medidas de saneamento burocrático, de melhoria de competitividade e de financiamento que precisam ser feitas, mas não há política industrial que saia ilesa de qualquer relação de sub ou sobrevalorização cambial”, afirma Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


    Para o executivo, o governo não está insensível ao problema da valorização do real e deverá agir caso a situação se agrave ainda mais. “A política industrial que foi anunciada é o início de um processo. “Eu tive a oportunidade de confirmar isso com o ministro (do Desenvolvimento) Miguel Jorge, e inúmeras medidas virão nas próximas semanas e meses, inclusive algumas de efeito na questão cambial”, disse.


    Segundo o diretor da Fiesp, existem mecanismos que podem ser adotados sem mudar o regime de câmbio flutuante e sem heterodoxia. “O ministro disse que poderão vir medidas do Ministério da Fazenda e do Banco Central, como já ocorreu com a criação do Fundo Soberano, para tentar mitigar o problema do câmbio”.


    O coordenador-geral do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), Mario Ernesto Humberg, diz que o quadro é dramático para as pequenas e médias empresas. “O desenvolvimento desse segmento é sufocado pelo alto nível dos juros, pela carga tributária, pelo real sobrevalorizado, pela legislação trabalhista e pela burocracia, que continuarão iguais com o novo pacote”.




     


     

  • Comércio comemora boas vendas no Dia das Mães, apuram federações

    Data mais importante para o comércio depois do Natal, as vendas do Dia das Mães registraram crescimentos pelo País, na comparação com a mesma data de 2007, conforme registram as pesquisas realizadas pelas federações do Comércio dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

    Data mais importante para o comércio depois do Natal, as vendas do Dia das Mães registraram crescimentos pelo País, na comparação com a mesma data de 2007, conforme registram as pesquisas realizadas pelas federações do Comércio dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. Confira abaixo os resultados.  


    Rio de Janeiro


    O faturamento do comércio da região metropolitana do Rio de Janeiro no Dia das Mães subiu 2,2%, na comparação com o mesmo período do ano passado segundo pesquisa da Fecomércio-RJ.O resultado é o maior da série histórica, iniciada em 2002, e o valor do gasto médio no período passou de R$127,14, em 2007, para R$151,70, este ano, um aumento de, aproximadamente, 19%.


    São Paulo


    As vendas no comércio da capital paulista registraram um aumento de 5% com o Dia das Mães, na comparação com o período equivalente do ano passado. A sondagem é da Fecomércio-SP. Este resultado superou a expectativa dos comerciantes, que esperavam um crescimento de 4%; em 2007, o resultado foi de 1,6%. O cartão de crédito foi a forma de pagamento preferida por 55% dos consumidores paulistanos.   


    Minas Gerais


    Segundo 64% dos lojistas ouvido pela Fecomércio-MG em Belo Horizonte, as vendas do Dia das Mães de 2008 foram melhores que as realizadas em igual data de 2007.  O desempenho dos negócios foi neutro para 25% do entrevistados, ou seja, sem surpresas frente ao movimento de 2007. Dos empresários que realizaram vendas acima dos patamares do ano passado, 37,3% registraram aumento de 10% a 30%. Já 32,2% conseguiram apurar um aumento até 10%. 


    Pernambuco


    Levantamento da Fecomércio-PE revela que 77% dos empresários de Recife consideraram o volume de vendas no Dia das Mães maior ou igual este ano, contra 23% que declararam volume menor. O preço médio dos presentes este ano cresceu 7,1% em relação a 2007. No comércio tradicional esse aumento foi de 8,9%, contra 2,1% nos shoppings centers.

  • Programa de lideranças sindicais da Fecomércio- PR termina hoje

    Acontece hoje, 16 de maio, o último encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças Sindicais (PDLS), promovido pela Federação do Comércio do Paraná em seu Estado.

    Acontece hoje, 16 de maio, o último encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças Sindicais (PDLS), promovido pela Federação do Comércio do Paraná em seu Estado. A abertura da reunião, que acontece até as 18h no Flat Petras, em Curitiba, foi conduzida pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PR, Darci Pianna.


    Hoje são ministrados os cursos “A Dimensão do Ambiente”, e “A Dimensão do Eu”, para lideres da capital, do litoral e da Região de Campos Gerais possam estabelecer diretrizes para a confecção do planejamento de suas entidades Dividido em três fases (diagnóstico, capacitação e planejamento), o PDSL tem a finalidade de preparar os líderes sindicais do comércio de bens, serviços e turismo do Estado para a otimização de gestões, com transparência e profissionalismo.

  • Varejo tem melhor trimestre desde 2001

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro     Página: B-4


    As vendas do comércio varejista, em volume, subiram 12% nos primeiros três meses de 2008 na comparação com 2007, segundo o IBGE, o melhor desempenho trimestral de toda a série da pesquisa, iniciada em 2001. Apesar da alta da inflação dos alimentos, o comércio reagiu em março, e as vendas cresceram 1,8% na comparação livre de influências sazonais com fevereiro -naquele mês, houve retração de 0,7%.

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro     Página: B-4


    As vendas do comércio varejista, em volume, subiram 12% nos primeiros três meses de 2008 na comparação com 2007, segundo o IBGE, o melhor desempenho trimestral de toda a série da pesquisa, iniciada em 2001. Apesar da alta da inflação dos alimentos, o comércio reagiu em março, e as vendas cresceram 1,8% na comparação livre de influências sazonais com fevereiro -naquele mês, houve retração de 0,7%. Em relação a março de 2007, a expansão foi de 11,4%.


    Para Carlos Thadeu de Freitas, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio), o varejo “ainda é embalado fortemente pelo crédito”, cujos prazos continuam dilatados, apesar da alta dos juros futuros (que servem de referência aos financiamentos) e da taxa Selic.


    Nem mesmo a perspectiva de um arrocho da política monetária mais intenso e prolongado, diz Freitas, fez o crédito refluir. As vendas de móveis e eletrodomésticos lideraram o setor, com altas de 17,3% no trimestre e de 1,6% de fevereiro para março.


    Outro fator que influenciou o resultado de março foi a Páscoa, segundo o IBGE. O feriado, geralmente em abril, puxou as vendas em super e hipermercados e lojas de alimentos. O setor se recuperou do tombo de fevereiro (-2,8%) e cresceu 3,3% em março. No trimestre, ficou abaixo da média -alta de 8,5%.


    “O resultado de fevereiro foi influenciado pelo Carnaval. Gasta-se um pouco mais no Carnaval, e isso pode ter comprometido a receita das famílias no restante do mês. O comércio voltou ao seu ritmo normal em março”, disse Nilo Lopes de Macedo, do IBGE.


    Para Freitas, a Páscoa compensou a disparada dos preços dos alimentos, que ainda não se traduziu em desaquecimento das vendas. O economista espera, porém, uma desaceleração do comércio no segundo semestre, na esteira de novos aumentos da taxa de juro.


    “O crédito ainda impulsiona o comércio. As prestações ainda estão longas e cabem no bolso do consumidor. Mas vamos ver uma desaceleração no segundo semestre, mas nada muito intenso. O varejo deve fechar o ano com alta de 7%.”


    Macedo diz que o desempenho no primeiro trimestre foi “surpreendente”, pois se esperava um avanço da inadimplência capaz de comprometer as vendas. Mas o prognóstico, diz, não se confirmou.


    O técnico do IBGE evitou fazer projeções, mas destacou que as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderão ter efeito positivo no comércio, ao ampliarem a geração de empregos e a renda.


    Foram justamente esses fatores que alavancaram o comércio no primeiro trimestre, segundo o diretor-executivo do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), Emerson Kapaz. Aliada ao crédito e à confiança crescente do consumidor, diz, a expansão da massa salarial determinou o bom desempenho do comércio no primeiro trimestre, período “sazonalmente mais fraco”.


    Para Kapaz, o descompasso entre o desempenho da indústria -que já apontou desaceleração no primeiro trimestre- e do comércio indica que parte da vendas está sendo suprida por importações. “O câmbio faz o ajuste de preço. Se a indústria nacional não for competitiva, o comércio vende importados.”


    No primeiro trimestre, a produção industrial cresceu 6,3%, contra os 7,9% registrados no último trimestre de 2007.


    Kapaz vê uma expansão de 10% das vendas do varejo no ano -em 2007, foi de 9,7%.


     

  • Governo ameaça revogar corte de tributos se preço do pão não cair

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro     Página: B-2


    O governo ameaça voltar a aumentar a carga de tributos que incide sobre o trigo caso a desoneração anunciada anteontem não seja repassada pelos produtores ao preço final do pão.


    A estimativa do Ministério da Fazenda é que a queda nos preços fique entre 9% e 10%.


    “A intenção é que a redução dos tributos chegue na ponta, inclusive o desenho foi feito de forma temporária para garantir que chegue na ponta.

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro     Página: B-2


    O governo ameaça voltar a aumentar a carga de tributos que incide sobre o trigo caso a desoneração anunciada anteontem não seja repassada pelos produtores ao preço final do pão.


    A estimativa do Ministério da Fazenda é que a queda nos preços fique entre 9% e 10%.


    “A intenção é que a redução dos tributos chegue na ponta, inclusive o desenho foi feito de forma temporária para garantir que chegue na ponta. Se não chegar, obviamente, isso não será prorrogado”, disse ontem o secretário de Política Econômica, Bernard Appy.


    Até o fim do ano, estará suspensa a cobrança de PIS e Cofins sobre a importação, venda e transporte do trigo no país. Juntos, esses tributos somam uma alíquota de 9,25%. Segundo Appy, essa é a magnitude da redução nos preços esperados nos produtos fabricados a partir do trigo. “Uma redução de 9% a 10% seria o esperado em razão dessa medida que o governo tomou.”


    Appy disse que a desoneração sobre a cadeia do trigo não irá prejudicar a situação das contas públicas devido à perda de arrecadação que irá provocar. “A medida é plenamente compatível com a consistência fiscal e, ao mesmo tempo, contribui para amenizar um pouco o efeito da forte alta do preço do trigo no mercado internacional, que acabou elevando o custo de vida e a inflação”.


    O secretário também prometeu que, se aprovada a proposta de reforma tributária encaminhada pelo governo ao Congresso, a redução de carga tributária atingirá outros produtos da cesta básica, como óleo de soja e açúcar.


     


     


     


     

  • IGP-10 tem o maior aumento em 13 anos

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia    Página: A-4


    A disparada nos preços dos produtos industriais no atacado puxou para cima a inflação deste mês, medida pelo Índice Geral de Preços -10 (IGP-10), que subiu 1,52% A alta foi a mais intensa em 13 anos para um mês de maio , mais que o triplo da taxa de abril (0,45%), além de ser a maior elevação do ano.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia    Página: A-4


    A disparada nos preços dos produtos industriais no atacado puxou para cima a inflação deste mês, medida pelo Índice Geral de Preços -10 (IGP-10), que subiu 1,52% A alta foi a mais intensa em 13 anos para um mês de maio , mais que o triplo da taxa de abril (0,45%), além de ser a maior elevação do ano. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o desempenho projeta más notícias para os resultados do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que também devem fechar maio com taxas próximas a 1,5%.


    Porém, na análise do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, a taxa elevada foi “um pico” e não deve indicar trajetória sustentável a longo prazo de Índices Gerais de Preços (IGPs) acima de 1%. “Não podemos dizer que essas elevações de preços começarão a se espalhar por outros setores. Acho que (a taxa do IGP-10) é um pico, e a curva deve recuar, mas de modo gradativo”, afirmou o economista ontem, ao anunciar o índice.


    Quadros admitiu que resultados tão elevados reforçam a idéia de que o Banco Central pode continuar a subir a taxa básica de juros (Selic). “Acho que os juros vão continuar a subir, porque esta é a forma de enfrentar pressões inflacionárias oriundas de várias fontes diferentes”, disse, explicando que no atacado as elevações de preços não estão mais concentradas no setor alimentos.


    Para o cálculo da taxa, foi acompanhada a evolução de preços de 11 de abril a 10 de maio. Entre os três setores pesquisados para cálculo do índice, o atacado – o de maior peso no cálculo do IGP-10 – foi o que mais impactou a taxa de maio. A inflação do setor atacadista acelerou fortemente, de 0,35% para 1,91%, de abril para maio. Os preços dos produtos industriais subiram 2,01%, o dobro da taxa apurada em abril (1%) e a mais intensa elevação desde novembro de 2004.


    Minério


    Um dos maiores destaques foi minério de ferro, que saiu de uma queda de 0,81% para elevação de 15,51%, de abril para maio, influenciado pelos recentes reajustes promovidos pela Vale. Além disso, o setor industrial também sofreu impacto da aceleração do preço do óleo diesel (de 0,73% para 3,68%), causado pelo reajuste anunciado pela Petrobras, no início do mês.


    Fora do âmbito do setor industrial, os preços dos produtos agrícolas também dispararam (de -1,31% para 1,64%). Um dos motivos foi o arroz em casca, cujo preço saltou de deflação de 1,25% em abril para aumento de 31,95% em maio, pressionado por demanda maior do que oferta. “Um terço da inflação do setor atacadista em maio foi originada da movimentação de preços do minério de ferro e arroz em casca”, acrescentou Quadros.


    Para o analista da Tendências Gian Barbosa, o resultado mostrou um avanço importante da inflação apurada pelos IGPs. No varejo, os preços também aceleraram (de 0,61% para 0,67%), de abril para maio, mas em menor intensidade do que no atacado. Porém, o consumidor já sente uma elevação em seus gastos com alimentos, devido ao repasse de aumentos de custos originados no atacado. É o caso do pão francês, que permanece em alta (de 4,83% para 8,44% de abril para maio).


    Segundo o economista da FGV, levará algum tempo ainda, até os efeitos da recente decisão do governo de promover medidas de desoneração do trigo – para ajudar a reduzir o preço do pão -, chegarem ao preço desse produto no varejo.


    Na construção civil, os preços também aceleraram (de 0,73% para 0,85%), devido à forte demanda no setor, e aumentos nos preços de insumos específicos para a construção. Até maio, o IGP-10 acumula elevações de 4,47% no ano e de 10,71% em 12 meses.




     


     


     




     


     

  • Menos Inadimplência em abril

    Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-16 


    A inadimplência no comércio aumentou 1,5% em abril, em relação a igual mês de 2007. Foi o menor aumento do ano, de acordo com os registros do Serviço de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro(CDL-Rio).

    Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-16 


    A inadimplência no comércio aumentou 1,5% em abril, em relação a igual mês de 2007. Foi o menor aumento do ano, de acordo com os registros do Serviço de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro(CDL-Rio). O índice de dívidas quitadas, que mostra os consumidores que colocaram em dia suas prestações atrasadas, aumentou 13,2% e as consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito, item que indica o movimento do comércio, cresceu 13,6%, em relação a abril de 2007, refletindo

    a melhoria dos negócios que o comércio vem experimentando desde o Natal. No acumulado do ano em relação a igual período de 2007, a inadimplência, as dívidas quitadas e as consultas subiram, respectivamente, 1,6%, 8,1% e 10,6%.


     


     

  • Relator faz cronograma de votação da reforma tributária

    O relator da Comissão Especial da Reforma Tributária, deputado Sandro Mabel (PR-GO), divulgou há pouco o calendário de votação da proposta. Ele pretende apresentar seu relatório entre os dias 20 e 27 próximos e espera que seja votado pela comissão até o dia 3 de julho.

    O relator da Comissão Especial da Reforma Tributária, deputado Sandro Mabel (PR-GO), divulgou há pouco o calendário de votação da proposta. Ele pretende apresentar seu relatório entre os dias 20 e 27 próximos e espera que seja votado pela comissão até o dia 3 de julho. A proposta seria votada em primeiro turno pelo Plenário da Câmara entre os dias 8 e 9 de julho e, em segundo turno, entre 15 e 16 de julho.


    O deputado participa neste momento de seminário sobre a reforma tributária promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República.


    Mabel afirmou que, de alguma forma, todos vão ganhar com a aprovação da reforma: os empresários, com a simplificação do recolhimento de tributos; o governo, com a redução da sonegação por causa da nota fiscal eletrônica; e a população, com a desoneração de itens básicos.


    O deputado afirmou também que os governadores demonstraram disposição de perder um pouco no primeiro momento, para ganhar mais a médio e longo prazos.


    O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou que o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto vai à comissão especial em 27 de maio para expor a posição do CDES sobre a reforma tributária.


    Agência Câmara, 15 de maio de 2008.