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  • CNC: Convenção 158 leva a desemprego

    O vice-presidente administrativo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Flávio Roberto Sabbadini, observou que a convenção só foi ratificada em 34 países, a maioria deles de baixo dinamismo econômico. Segundo o comerciante, os países que hoje adotam a convenção têm índices de desemprego superiores aos 147 que não ratificaram.


    Já o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carlos Henrique de Oliveira afirmou que a Convenção 158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), deve reduzir a alta rotatividade do emprego no País.

    O vice-presidente administrativo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Flávio Roberto Sabbadini, observou que a convenção só foi ratificada em 34 países, a maioria deles de baixo dinamismo econômico. Segundo o comerciante, os países que hoje adotam a convenção têm índices de desemprego superiores aos 147 que não ratificaram.


    Já o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carlos Henrique de Oliveira afirmou que a Convenção 158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), deve reduzir a alta rotatividade do emprego no País. Segundo ele, apesar de a economia brasileira estar aumentando o número de vagas de trabalho, a demissão ainda é elevada e os novos postos são sempre criados com salários mais baixos.


    Novo encontro sobre convenção da OIT


    O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) observou que a audiência pública da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, encerrada na tarde de hoje, ajudou a explicitar as diferenças de opinião entre trabalhadores e empresários sobre a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A convenção proíbe a demissão de trabalhadores sem justa causa.


    Almeida, que solicitou a audiência, concordou com a sugestão do presidente da comissão, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), de realizar um seminário internacional sobre o tema, aproveitando a experiência de países que adotam a convenção.


    Daniel Almeida observou que o debate deve incluir todos os envolvidos, para que o Congresso tenha clareza e segurança ao decidir se ratificará a convenção.


    Agência Câmara, 22 de abri l de 2008.

  • Climatologista diz que aquecimento pode ser amenizado

    O climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre afirmou hoje (23/4) que o aquecimento global é inevitável, mas ainda há chance de diminui-lo. Ele afirmou que, se as emissões de gases para a atmosfera forem reduzidas entre 60% e 70% até 2050, a temperatura pode aumentar menos de 2ºC.


    O climatologista disse ainda que esse aumento pode provocar o fim dos corais e causar graves danos à agricultura, mas os prejuízos seriam menores do que se o atual ritmo de aquecimento for mantido.

    O climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre afirmou hoje (23/4) que o aquecimento global é inevitável, mas ainda há chance de diminui-lo. Ele afirmou que, se as emissões de gases para a atmosfera forem reduzidas entre 60% e 70% até 2050, a temperatura pode aumentar menos de 2ºC.


    O climatologista disse ainda que esse aumento pode provocar o fim dos corais e causar graves danos à agricultura, mas os prejuízos seriam menores do que se o atual ritmo de aquecimento for mantido. Cientistas estimam que, até 2100, pelo ritmo atual, a temperatura poderá se elevar até 4ºC, provocando um aumento do nível dos oceanos de 18 a 59 centímetros.


    Segundo Nobre, a humanidade acelerou 50 vezes o ritmo natural das mudanças no planeta no último milhão de anos. Ele explicou que o que levava uma era glacial (100 mil anos) para mudar, hoje se transforma em 200 anos, em decorrência da ação humana.


    Carlos Nobre participou do seminário “Planeta Terra em nossas Mãos”, promovido pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Minas e Energia; e pela Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas.


    Agência Câmra, 23 de abril de 2008.

  • Frente Parlamentar vê benefícios na aprovação da MP das bebidas

    Segundo o coordenador da Frente Parlamentar do Trânsito Seguro, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), com a aprovação da MP 415/08 o Parlamento tem a chance de “apertar o cerco sobre o condutor que dirige embriagado”. Para ele, esse é o momento “de tirar o direito de dirigir de quem é pego embriagado, de pagar fiança depois de causar a morte no trânsito”.


    Se o réu for reincidente na prática de crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro, o texto torna obrigatória a aplicação, pelo juiz, da penalidade de suspensão da permissão ou habilitação para dirigir.

    Segundo o coordenador da Frente Parlamentar do Trânsito Seguro, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), com a aprovação da MP 415/08 o Parlamento tem a chance de “apertar o cerco sobre o condutor que dirige embriagado”. Para ele, esse é o momento “de tirar o direito de dirigir de quem é pego embriagado, de pagar fiança depois de causar a morte no trânsito”.


    Se o réu for reincidente na prática de crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro, o texto torna obrigatória a aplicação, pelo juiz, da penalidade de suspensão da permissão ou habilitação para dirigir. Atualmente, está no código a expressão “poderá aplicar”, deixando ao juiz a decisão de aplicar a penalidade ou não.


    Polêmica

    Segundo o Departamento Nacional de Trânsito, os cerca de 300 mil acidentes por ano no Brasil causam 30 mil mortes e deixam 350 mil feridos. O custo anual estimado para o País é de R$ 10 bilhões.


    Editada em 21 de janeiro de 2008, a MP concedeu dez dias para que todos os comerciantes se adequassem à nova regra. O governo queria testar a restrição no feriado de Carnaval (2 a 6 de fevereiro).


    A proibição causou polêmica desde o início, motivando associações comerciais e proprietários individuais a entrarem com mandados de segurança e ações diretas de inconstitucionalidade (Adi) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).


    Os representantes do setor alegam que a MP provoca demissões e prejudica os comerciantes tentando evitar que as pessoas que bebam venham a dirigir.


    Responsabilidade

    Para o deputado Efraim Filho (DEM-PB), a MP “é nada mais que uma transferência de responsabilidade, inócua, um atestado de incompetência na fiscalização dos motoristas que transitam alcoolizados”. Ele afirmou que, além de gerar desemprego, a MP protege os que andam alcoolizados porque seu foco é errado.


    O governo e a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro defenderam a MP por permitir colocar em pauta a discussão de iniciativas para diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e, por conseqüência, as doenças ligadas ao vício e os acidentes provocados pelo excesso de sua ingestão.


    Agência Câmara, 23 de abril de 2008.

  • Palocci espera aprovação da reforma tributária até julho

    O presidente da Comissão Especial da Reforma Tributária, deputado Antonio Palocci (PT-SP), declarou que vai trabalhar para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 233/08 seja aprovada em dois turnos na Câmara até o fim deste semestre. Segundo ele, se isso não ocorrer a própria capacidade de aprovação da reforma tributária poderá ser posta em dúvida.


    O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, fez um apelo à comissão para que conclua os trabalhos no prazo regimental de 40 sessões, que começou a contar nesta quarta-feira, quando o colegiado foi instalado.

    O presidente da Comissão Especial da Reforma Tributária, deputado Antonio Palocci (PT-SP), declarou que vai trabalhar para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 233/08 seja aprovada em dois turnos na Câmara até o fim deste semestre. Segundo ele, se isso não ocorrer a própria capacidade de aprovação da reforma tributária poderá ser posta em dúvida.


    O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, fez um apelo à comissão para que conclua os trabalhos no prazo regimental de 40 sessões, que começou a contar nesta quarta-feira, quando o colegiado foi instalado. Palocci e o relator da comissão, deputado Sandro Mabel (PR-GO), consideram o prazo suficiente.


    Na avaliação de Palocci, não se deve lamentar o tempo perdido com outras tentativas de fazer a reforma, mas, sim, aproveitar os consensos já adquiridos. Ele disse que a idéia da reforma é alcançar uma tributação mais justa e eficiente.


    Sem consenso

    Palocci deixou claro que não pretende estender o prazo para a comissão emitir parecer, e lembrou que os parlamentares terão dez sessões para apresentar emendas a partir desta quinta-feira (24). Ele ressaltou que, embora pretenda discutir o tema com vários segmentos da sociedade, esse debate deve ser mais concentrado, pois não começa do zero.


    O deputado assinalou que não espera unanimidade sobre a proposta, pois sabe que não existe consenso quanto a matérias tributárias. “Como é o sistema mais complexo e mais difícil de todo o mundo, e como há milhares de possibilidades de construção da política tributária, nunca vai haver um consenso total. O que nós precisamos é dar passos seguros no sentido de melhorar a estrutura tributária. Se conseguirmos, mesmo que não sejam todos aqueles que o País precisa, estaremos avançando”, ressaltou.


    Composição

    Nesta quarta-feira, foram definidos os parlamentares que comporão a mesa de direção dos trabalhos, além de Palocci e Mabel. O primeiro vice-presidente é o deputado Edinho Bez (PMDB-SC); o segundo vice, Paulo Renato Souza (PSDB-SP); e o terceiro vice, Humberto Souto (PPS-MG).


    O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), protestou contra o processo de escolha dos nomes e disse que a oposição foi alijada. Ele declarou que o partido rejeitou a terceira vice-presidência para reforçar o protesto. Apesar disso, Magalhães Neto confirmou o compromisso do partido por uma reforma que reduza a carga tributária, rediscuta o pacto federativo e simplifique o sistema: “Contem conosco para produzir uma reforma para o País, e não para o governo.”


    Já o deputado Ivan Valente (Psol-SP) defendeu uma reforma que promova a “justiça fiscal”. “É o que a sociedade espera”, comentou.


    Desoneração

    O relator da comissão, deputado Sandro Mabel, afirmou que o texto enviado pelo governo é bom porque desonera a folha de pagamentos e diminui o número de tributos. Mabel ressaltou que isso simplifica a vida do empresariado e melhora a arrecadação. O relator também disse que a reforma vai diminuir os impostos de produtos da cesta básica, beneficiando a população.


    Em entrevista ao programa Palavra Aberta, da TV Câmara, Mabel argumentou que o novo sistema de tributação proposto pelo Executivo vai favorecer o crescimento econômico do País e ampliar a base de distribuição dos recursos tributários entre União, estados e municípios.


    Agência Câmara, 23 de abril de 2008.

  • Câmara aprova proibição de venda de bebidas em rodovias

    O Plenário aprovou nesta quarta-feira a Medida Provisória 415/08, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas às margens de rodovias federais. As principais mudanças em relação ao texto original são a proibição de dirigir com qualquer grau de álcool no sangue e a permissão de venda em áreas urbanas por onde passam as rodovias.

    O Plenário aprovou nesta quarta-feira a Medida Provisória 415/08, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas às margens de rodovias federais. As principais mudanças em relação ao texto original são a proibição de dirigir com qualquer grau de álcool no sangue e a permissão de venda em áreas urbanas por onde passam as rodovias. A MP será votada agora pelo Senado.


    Para os efeitos da futura lei, passa a ser considerada como bebida alcoólica aquela com concentração de 0,5º Gay-Lussac (GL) ou superior, atingindo bebidas atualmente não enquadradas nesse conceito, como cerveja, alguns vinhos e bebidas do tipo ice.


    Infração gravíssima

    Em relação ao Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), dirigir sob a influência de álcool ou outra substância psicoativa, em qualquer quantidade, passa a ser infração gravíssima, punida com multa de cinco vezes o valor-base desse tipo de infração e suspensão do direito de dirigir por doze meses. Além disso, a carteira de motorista é apreendida e o veículo é retido até a apresentação de condutor habilitado.


    O condutor envolvido em acidentes de trânsito ou parado para fiscalização que se recusar a se submeter a testes para verificar a influência do álcool receberá essas mesmas penalidades. Além do bafômetro, poderão ser usadas outras provas admitidas em Direito para caracterizar o alcoolismo do motorista.


    O único destaque para votação em separado (DVS) aprovado, de autoria do DEM, excluiu do texto a multa proposta pelo relator para quem levasse bebida alcoólica no veículo fora do compartimento de bagagem ou de carga.


    Venda em rodovias

    Hugo Leal acatou emenda para permitir a comercialização de bebidas em área urbana pela qual passe a rodovia.


    A proibição continua a existir em áreas não urbanas, e atinge a chamada faixa de domínio (trecho que margeia a rodovia em ambos os lados) e os acessos diretos à rodovia. O comerciante que desrespeitar a proibição está sujeito a multa de R$ 1,5 mil. Em caso de reincidência, ela é aplicada em dobro, juntamente com suspensão de funcionamento por até um ano.


    Os pontos de comércio em beiras de rodovias devem fixar aviso dessa proibição em local de ampla visibilidade, sob pena de multa de R$ 300.


    A fiscalização da comercialização de bebidas alcoólicas será feita pela Polícia Rodoviária Federal, mas os municípios e o Distrito Federal poderão realizá-la por meio de convênios, mantendo comunicação com a polícia, com o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) e com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a reincidência para a suspensão da autorização de funcionamento.


    Hugo Leal lembrou que, no estado de São Paulo, a venda de bebidas alcoólicas é proibida desde a década de 1980, com aval do Supremo Tribunal Federal (STF) quando a lei estadual for contestada. “Não é de comércio ou trânsito que a MP cuida. Ela trata é da vida de cada brasileiro. Conhecemos os elevados índices de acidentes de trânsito e a sua relação com a embriaguez ao volante”, afirmou.


    Além de ouvir parlamentares e líderes de vários partidos e opiniões, o relator participou de um bate-papo sobre o assunto promovido pela Agência Câmara no dia 1º de abril.


    Propaganda

    Diferentemente do divulgado pelo relator numa primeira versão do seu texto, à qual teve acesso a Agência Câmara, a redação apresentada nesta quarta-feira por ele e aprovada em Plenário não trata da restrição de propaganda de bebidas alcoólicas no rádio e na TV.


    Agência Câmara, 23 de abril de 2008.

  • Comissão da reforma tributária é instalada com maioria governista

    Valor Econômico    Editoria: Política     Página: A-11


    O Regime Geral da Previdência Social (RGPS) encerrou o primeiro trimestre deste ano com déficit de R$ 9,81 bilhões, com redução de 17,2%, em termos reais, sobre o resultado do mesmo período de 2007. De janeiro a março, a arrecadação, impulsionada pelo aumento do emprego formal, cresceu 9,9% chegando a R$ 35,44 bilhões.

    Valor Econômico    Editoria: Política     Página: A-11


    O Regime Geral da Previdência Social (RGPS) encerrou o primeiro trimestre deste ano com déficit de R$ 9,81 bilhões, com redução de 17,2%, em termos reais, sobre o resultado do mesmo período de 2007. De janeiro a março, a arrecadação, impulsionada pelo aumento do emprego formal, cresceu 9,9% chegando a R$ 35,44 bilhões. As despesas com pagamento de benefícios foram de R$ 45,25 bilhões, o que mostra aumento real de 2,6%. 


    Nesse cenário do primeiro trimestre, com a receita crescendo em ritmo bem maior que o da despesa, o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, revelou que suas projeções para o Regime Geral, em 2008, já permitem esperar déficit de aproximadamente R$ 42 bilhões. No ano passado, foram R$ 46 bilhões. Ele também disse que “não é impossível” alcançar um resultado negativo ainda menor: R$ 40,4 bilhões, segundo cálculos da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), do Ministério do Planejamento. 


    O modelo de projeções elaborado pela equipe de Schwarzer considera que o déficit de R$ 42,03 bilhões seria decorrente de arrecadação de R$ 159,273 bilhões e despesas de R$ 201,307 bilhões. Essa é a segunda revisão do governo para o RGPS neste ano. A última perspectiva era a de resultado negativo de R$ 43 bilhões em 2008. 


     


     

  • Arrecadação da Previdência sobe 9,9% no trimestre e déficit fica 17,2% menor

    Valor Econômico    Editoria: Brasil    Página: A-3


    O Regime Geral da Previdência Social (RGPS) encerrou o primeiro trimestre deste ano com déficit de R$ 9,81 bilhões, com redução de 17,2%, em termos reais, sobre o resultado do mesmo período de 2007. De janeiro a março, a arrecadação, impulsionada pelo aumento do emprego formal, cresceu 9,9% chegando a R$ 35,44 bilhões.

    Valor Econômico    Editoria: Brasil    Página: A-3


    O Regime Geral da Previdência Social (RGPS) encerrou o primeiro trimestre deste ano com déficit de R$ 9,81 bilhões, com redução de 17,2%, em termos reais, sobre o resultado do mesmo período de 2007. De janeiro a março, a arrecadação, impulsionada pelo aumento do emprego formal, cresceu 9,9% chegando a R$ 35,44 bilhões. As despesas com pagamento de benefícios foram de R$ 45,25 bilhões, o que mostra aumento real de 2,6%. 


    Nesse cenário do primeiro trimestre, com a receita crescendo em ritmo bem maior que o da despesa, o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, revelou que suas projeções para o Regime Geral, em 2008, já permitem esperar déficit de aproximadamente R$ 42 bilhões. No ano passado, foram R$ 46 bilhões. Ele também disse que “não é impossível” alcançar um resultado negativo ainda menor: R$ 40,4 bilhões, segundo cálculos da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), do Ministério do Planejamento. 


    O modelo de projeções elaborado pela equipe de Schwarzer considera que o déficit de R$ 42,03 bilhões seria decorrente de arrecadação de R$ 159,273 bilhões e despesas de R$ 201,307 bilhões. Essa é a segunda revisão do governo para o RGPS neste ano. A última perspectiva era a de resultado negativo de R$ 43 bilhões em 2008. 


     


     

  • Juros do País sobem na contramão do mundo

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia    Página: A-3


    O Banco Central divulgou ontem a pesquisa que faz toda semana com analistas do mercado financeiro. Sobre a taxa básica de juros, que subiu meio ponto percentual na semana passada, deu o previsível: as apostas são de mais altas até o fim do ano, levando a Selic para 12,75% ao ano em dezembro – um ponto acima dos atuais 11,75%.


    Se isso de fato ocorrer – e o BC historicamente costuma seguir as expectativas do mercado -, o Brasil correrá na contramão da maioria dos países.

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia    Página: A-3


    O Banco Central divulgou ontem a pesquisa que faz toda semana com analistas do mercado financeiro. Sobre a taxa básica de juros, que subiu meio ponto percentual na semana passada, deu o previsível: as apostas são de mais altas até o fim do ano, levando a Selic para 12,75% ao ano em dezembro – um ponto acima dos atuais 11,75%.


    Se isso de fato ocorrer – e o BC historicamente costuma seguir as expectativas do mercado -, o Brasil correrá na contramão da maioria dos países. A perspectiva de recessão nos Estados Unidos, que levaria, em tese, a atividade econômica global para baixo, tende a forçar a autoridade monetária dos países a reduzir os juros internos – isso ajudaria a estimular o consumo e os investimentos.


    Nos Estados Unidos, por exemplo, estimativas feitas pelo banco de investimentos JP Morgan projetam uma taxa anual de 1,75% no fim do ano, ou meio ponto abaixo dos atuais 2,25%. Para a prestigiosa revista britânica The Economist, a taxa do Reino Unido também recuará meio ponto, para 4,50% ao ano, o mesmo ocorrendo com a Zona do Euro. Mesmo países que, a exemplo do Brasil, ainda sofrem com surtos inflacionários ocasionais, não devem elevar os juros internos. É o caso da Rússia e da Turquia, que devem encerrar 2008 com os mesmos 3,5% e 7,75%, segundo o Global Data Watch.


    A discrepância leva o economista e ex-ministro Delfim Netto a falar até em uma situação que “beira o escândalo”: “Temos de aumentar 2% no diferencial entre os juros nominais em comparação com os países desenvolvidos”. Há uma semana, o próprio Fundo Monetário Internacional (FMI), tradicionalmente avesso a opiniões desse tipo, reconheceu temer esse aumento no “diferencial” entre os juros. Com isso, estimula-se o que os economistas chamam de “arbitragem” (o investidor toma recursos no exterior pagando juros menores e aplica no local que paga taxas mais elevadas). O efeito colateral disso, alerta o FMI, é uma valorização ainda maior e artificial da moeda doméstica (no caso brasileiro, o real), o que traria problemas para as exportações.


     


    exportações. Uma prova disso está na mesma pesquisa do BC com o mercado. O saldo da balança comercial este ano foi revisto para baixo pela quinta semana consecutiva: de US$ 25,30 bilhões para US$ 25 bilhões. Também ontem, o Ministério do Desenvolvimento divulgou que a balança está positiva em US$ 4,26 bilhões este ano, até a terceira semana do mês. É uma queda de 63,7% em relação ao mesmo período de 2007. As importações estão crescendo a um ritmo muito superior ao das exportações: as primeiras dispararam mais de 40%, enquanto as vendas ao exterior subiram 13%.


    Outro dado negativo, e que guarda íntima ligação com a tendência de alta para os juros (e mesmo com a elevação ocorrida há uma semana) é na projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano: caiu de 4,7% para 4,6%. Para 2009, foi mantida a estimativa de 4%. Ambas são menores do que a projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos.


    O Focus, nome dado ao boletim semanal do BC, também é pessimista com a inflação. As expectativas subiram para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve fechar o ano, na avaliação dos analistas ligados a bancos e corretoras, em 4,71% – na semana passada, eram esperados 4,66%. Se isso se confirmar, o IPCA ficará acima do centro da meta fixada para o período, de 4,5%. Há uma margem de tolerância de dois pontos, para cima e para baixo, mas a diretoria do Banco Central costuma mirar o centro da meta na definição da política monetária.


    Os demais indicadores inflacionários também tiveram as projeções elevadas. O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 5,81% para 6%; o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) teve a previsão aumentada de 6,02% para 6,21%; e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC, medido na capital paulista) ficaria em 4,08%, ante 4,03% da semana anterior.


     




     

  • Commodities recuam e IGP-M desacelera na 2ª- prévia de abril

    Gazeta Mercantil    Editoria: Nacional   Página: A-6


    A pressão das commodities agrícolas diminui e o peso das minerais deve se elevar na composição do Indice Geral de Preços (IGP-M). Com a redução dos preços de produtos como a soja e do café, a inflação para o consumidor pode começar a desacelerar. Por outro lado, aumenta a influência dos preços dos produtos industrializados, com a alta de matérias-primas como o aço e o petróleo. Esta é a perspectiva traçada pela Tendências Consultoria para os próximos meses.

    Gazeta Mercantil    Editoria: Nacional   Página: A-6


    A pressão das commodities agrícolas diminui e o peso das minerais deve se elevar na composição do Indice Geral de Preços (IGP-M). Com a redução dos preços de produtos como a soja e do café, a inflação para o consumidor pode começar a desacelerar. Por outro lado, aumenta a influência dos preços dos produtos industrializados, com a alta de matérias-primas como o aço e o petróleo. Esta é a perspectiva traçada pela Tendências Consultoria para os próximos meses.


    “Acreditamos que, neste ano, os preços agrícolas tenham variação bem menor que no ano passado. Porém, os preços industriais devem subir com a alta dos minérios”, explica Gian Barbosa, analista da consultoria.


    Os números oficiais já demonstram os sinais de recuo. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) desacelerou na segunda prévia de abril e ficou em 0,37%, contra a taxa de 0,78% verificada no mesmo período de cálculo do mês anterior. O levantamento, divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mediu a variação dos preços entre os dias 21 de março e 10 de abril.


    Os preços dos produtos no atacado contribuíram para a desaceleração, passando de uma inflação de 1,08% para 0,22%. As principais contribuições para a queda vieram das commodities agrícolas, que ficaram mais baratas (de 2,24% para –1,39%), com destaque para soja em grão (de 4,62% para –9,8%), café em grão (de 4,14% para –8,53%) e laranja (de 4,64% para –8,71%).


    Os bens intermediários registraram aceleração nos preços, saindo de 1,04% em março, para 1,57% em abril. O destaque ficou com os suprimentos, cuja taxa subiu de 4,02% para 8,32%. O custo da construção também subiu (de 0,52% para 0,75%), puxado também pela mão-de-obra, que registrou um aumento de custos de 0,62% em abril, contra 0,01% em março.


    Já os preços pagos diretamente pelos consumidores continuam sofrendo aceleração, saindo de 0,06% na segunda prévia de março, para 0,63% no mesmo período de abril. A inflação, porém, foi puxada para cima principalmente pela alta de alimentos (de -0,31% para 1,31%), com destaque para hortaliças e legumes (de -1,73% para 6,58%), frutas (de -2,71% para 3,61%), panificados e biscoitos (de 0,88% para 3,65%) e carnes bovinas (de -2,09% para 0,47%).


    Das sete classes de despesa que compõem o Índice de Preços ao Consumidor, que faz parte do IGP-M, seis apresentaram acréscimos. Além de alimentação, houve aceleração também em vestuário (de -0,44% para 0,65%), transportes (de 0,02% para 0,38%), habitação (de 0,29% para 0,39%), saúde e cuidados pessoais (de 0,28% para 0,34%) e educação, leitura e recreação (de 0,27% para 0,32%).


    No Índice de Preços ao Consumidor, a única classe que registrou desaceleração foi a de despesas diversas (de 0,39% para 0,08%), tendo como exemplo o movimento nos preços da cerveja (de 2,07% para 0,46%).


    Os analistas entrevistados pelo Banco Central apostam no aumento dos preços em 2008.


    Conforme boletim Focus – publicação semanal do Banco Central elaborada com base em pesquisa feita com analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia – a projeção para a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que era de 4,37% em 12 meses, deve subir para 4,71%, no ano.


    No ano, também há projeção de alta para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), para 4,08%, ante 4,03% projetados na semana anterior. Para os 12 meses completados em abril, a projeção passou de 4,05% para 4,14%.


    Quanto aos preços administrados foi mantida a expectativa de 3,53% em 2008. Esse indicador diz respeito aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte coletivo).


    Para o mercado atacadista, a projeção do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e para o IGP-M, medidos pela FGV, ficou em 6% e em 6,21%, ante 5,81% e 6,02%, respectivamente. Em 12 meses, a expectativas para os dois índices evoluiu de 4,95% para 4,99% e de 4,79% para 4,93%. Os analistas de mercado reduziram de 4,70% para 4,60% a projeção para o crescimento da economia neste ano. A produção industrial deve passar de 5,4% para 5,5%. Os analistas alteraram relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto de 41,50% para 41,45%.  

     


     


     


     

  • Aumento da gasolina impactará IPCA anual em 0,50 ponto

    Tribuna da Imprensa    Editoria: Economia    Página: 8


    A alta do preço do petróleo no mercado internacional poderá levar a um reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil, com impacto de 0,25 ponto a 0,50 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) anual, segundo estimam analistas.

    Tribuna da Imprensa    Editoria: Economia    Página: 8


    A alta do preço do petróleo no mercado internacional poderá levar a um reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil, com impacto de 0,25 ponto a 0,50 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) anual, segundo estimam analistas.


    O economista Carlos Thadeu de Freitas, chefe do departamento de economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC), disse que um eventual aumento de 10% no preço da gasolina geraria um impacto de 0,50 ponto no IPCA em 2008, que passaria de uma alta em torno de 4,7%, segundo a média das atuais projeções, para algo em torno de 5,2%.


    Marcela Prada, da Tendências Consultoria, acredita que um reajuste de 10% definido pela Petrobras – caso a empresa venha a decidir pelo aumento – levará a um reajuste de 5% para os consumidores, com impacto de 0,25 ponto percentual no IPCA. Segundo ela, esse seria a contribuição mínima do reajuste para a inflação, já que há também impactos indiretos gerados por aumentos de custos nas empresas, de projeção mais complicada.


    Marcela e Thadeu de Freitas divergem, entretanto, sobre a possibilidade de um reajuste na gasolina no Brasil ainda em 2008. Para a analista da Tendências, o quadro atual, de evolução de alta do preço do petróleo “há bastante tempo, aumenta a chance de um reajuste no preço interno”. Ela lembra que o último reajuste foi definido pela Petrobras em setembro de 2005 e, ainda que a empresa não costume aumentar preços em períodos de alta volatilidade na cotação do petróleo, o cenário está ficando mais complicado, mesmo com a ajuda do câmbio apreciado.


    “A apreciação do câmbio está ajudando, mas os aumentos fortes do petróleo estão aumentando a defasagem entre o preço praticado no Brasil e a cotação externa do produto, que já chega a 30%”. Para Thadeu de Freitas, “há dúvidas” se a gasolina vai aumentar, mesmo se prosseguir a pressão do preço do petróleo. “Acho que não vai subir, o governo vai analisar com cuidado, antes, a tendência do petróleo e do dólar”, disse.


    Segundo ele, a questão é que a cotação dessa commodity tem subido mais em conseqüência de apostas no mercado do que de aquecimento da demanda, e isso torna mais difícil prever o comportamento dos preços do produto. “Se a taxa de juros nos Estados Unidos na semana que vem tiver uma nova pequena queda, como é esperado, poderá levar a alguma valorização do dólar, o que derrubaria um pouco o preço das commodities em geral e, assim, não haveria motivo para aumento da gasolina”, disse Thadeu de Freitas.


    O economista lembra que o Banco Central não projetou aumentos da gasolina em 2008 no seu relatório de inflação. Marcela ressaltou, entretanto, que o BC tem sublinhado que o risco de reajuste vem aumentando com a elevação forte do preço do petróleo.