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  • Comissão amplia punição para adulteração de combustível

    A Comissão de Minas e Energia aprovou o Projeto de Lei 399/07, que permite a interdição definitiva de postos de combustíveis que reincidam na infração de distribuir, comercializar, transportar ou estocar derivados de petróleo, gás natural ou biocombustíveis adulterados ou em desconformidade com as normas estabelecidas pelo órgão regulador.


    A legislação em vigor já prevê a interdição dos postos que comercializarem combustíveis adulterados, mas garante ao empresário o direito de restabelecer suas atividades assim que as causas que provocaram a interdição sejam resolvidas.


    O proj

    A Comissão de Minas e Energia aprovou o Projeto de Lei 399/07, que permite a interdição definitiva de postos de combustíveis que reincidam na infração de distribuir, comercializar, transportar ou estocar derivados de petróleo, gás natural ou biocombustíveis adulterados ou em desconformidade com as normas estabelecidas pelo órgão regulador.


    A legislação em vigor já prevê a interdição dos postos que comercializarem combustíveis adulterados, mas garante ao empresário o direito de restabelecer suas atividades assim que as causas que provocaram a interdição sejam resolvidas.


    O projeto, do deputado Fábio Souto (DEM-BA), recebeu parecer favorável do relator, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). O relator afirma que o autor da proposta tem razão ao considerar muito brandas as penas impostas aos maus empresários que causam prejuízos aos usuários.


    Segundo o relator, além de contar com uma estrutura fiscalizatória distante da ideal, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não dispõe de um arcabouço legal que lhe permita impor penas mais severas e em menores prazos de tramitação processual.


    Interdição

    O projeto prevê a revogação da autorização para o posto de combustível que for reincidente em algumas das infrações previstas na Lei 9.847/99, que trata da fiscalização das atividades relativas ao abastecimento de combustíveis. Entre elas, está a importação, exportação ou comercialização de combustíveis em quantidade ou especificação diferente da autorizada; e a não-apresentação dos documentos comprobatórios de produção, estocagem, transporte e comercialização no prazo definido por lei.


    A Lei 9.847/99 já prevê a interdição definitiva para casos como os de descumprimento de suspensão temporária e de fraude com o objetivo de receber indevidamente o ressarcimento de frete e despesas de transferência, estocagem e comercialização de combustíveis.


    De acordo com o projeto, além da revogação da autorização para funcionamento, será aplicada a pena de multa, calculada segundo os critérios definidos na Lei 9.847/99 para cada infração. Essa multa será aplicada a partir da quantificação do produto adulterado ou pela quantia equivalente aos prejuízos causados aos consumidores, prevalecendo o maior entre esses valores.


    Tramitação

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara – 18/04/2008

  • Mabel relatará reforma; votação pode ser neste semestre

    Chinaglia (C) destacou que os nomes dos deputados foram escolhidos em conjunto com os partidos da base governista.

    O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou nesta quinta-feira os nomes dos deputados que vão comandar a comissão especial da reforma tributária (PEC 233/08). A relatoria da comissão ficou com Sandro Mabel (PR-GO); a presidência, com Antonio Palocci (PT-SP); e a vice-presidência, com Edinho Bez (PMDB-SC).


    Segundo Chinaglia, a comissão especial será instalada na próxima semana e terá 40 sessões para concluir os trabalhos.

    Chinaglia (C) destacou que os nomes dos deputados foram escolhidos em conjunto com os partidos da base governista.

    O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou nesta quinta-feira os nomes dos deputados que vão comandar a comissão especial da reforma tributária (PEC 233/08). A relatoria da comissão ficou com Sandro Mabel (PR-GO); a presidência, com Antonio Palocci (PT-SP); e a vice-presidência, com Edinho Bez (PMDB-SC).


    Segundo Chinaglia, a comissão especial será instalada na próxima semana e terá 40 sessões para concluir os trabalhos. O presidente espera que a reforma tributária seja votada na Câmara ainda neste primeiro semestre.


    Portas abertas

    Chinaglia avisou aos agentes sociais, econômicos e políticos que esta reforma tributária será diferente das outras tentativas anteriores. “Desta vez ela será votada. Portanto, a todos os interessados queremos deixar as portas abertas para que dialoguem com a comissão, com o relator, com o presidente da comissão, com o presidente da Câmara. Enfim, queremos produzir o melhor.”


    Quanto ao fato de o relator indicado ter sido citado no escândalo do mensalão, Arlindo Chinaglia descartou qualquer problema. O presidente lembrou que Sandro Mabel foi absolvido no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e no plenário da Casa e tem tido vitórias em ações judiciais contra quem o acusou de envolvimento com o caso.


    O presidente da Câmara disse que a simples denúncia não descredencia o deputado ao trabalho público. “Não podemos, porque alguém é mencionado, condená-lo ao fogo eterno. Ele [Mabel] assumiu compromissos com os líderes, com o ministro da Fazenda e também com a oposição.”


    Escolha conjunta

    Arlindo Chinaglia destacou que os nomes dos deputados foram escolhidos em conjunto com os partidos da base governista e não cabe a ele, como presidente da Câmara, questionar os líderes das bancadas e fazer um julgamento pessoal do ponto de vista ético e moral.


    Antes de anunciar as indicações, Chinaglia conversou com os líderes da oposição, para que não ficassem sabendo da escolha por meio da imprensa.

     

    Agência Câmara – 18/04/2008

  • Tesouro: alta de juros fará dívida pública subir R$ 2,9 bi

    O aumento de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), anunciado pelo Banco Central, vai provocar um impacto de R$ 2,9 bilhões na dívida pública brasileira ao longo de 12 meses. A estimativa é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que participou hoje de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, na qual apresentou os resultados fiscais do ano passado. A Selic subiu de 11,25% para 11,75% ao ano.


    O impacto ocorre porque 31,8% da dívida pública mobiliária federal interna são vinculados à Selic.

    O aumento de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), anunciado pelo Banco Central, vai provocar um impacto de R$ 2,9 bilhões na dívida pública brasileira ao longo de 12 meses. A estimativa é do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que participou hoje de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, na qual apresentou os resultados fiscais do ano passado. A Selic subiu de 11,25% para 11,75% ao ano.


    O impacto ocorre porque 31,8% da dívida pública mobiliária federal interna são vinculados à Selic. Quando esta aumenta, sobe o prêmio pago aos investidores no vencimento do papel. O número, no entanto, poderá crescer se o Banco Central promover novos aumentos na taxa.


    Segundo Augustin, o impacto não vai exigir, por enquanto, um esforço fiscal extra nem mudará os planos do Tesouro em relação à composição da dívida mobiliária. “O plano anual de financiamento será mantido”, disse o secretário.


    Rumos

    Para este ano, o Plano Anual de Financiamento da Dívida Pública (PAF) prevê maior participação dos títulos pré-fixados e dos vinculados a um índice de inflação. Apesar disso, ele admite mudanças de rumo “em função de variáveis de mercado e da turbulência nos mercados internacionais”.


    A frase foi dita, principalmente, em relação ao títulos pré-fixados, pois há a possibilidade de os investidores exigirem uma taxa de juros maior na negociação desses papéis, acompanhando o crescimento da Selic. “O impacto vai ser definido pelo próprio mercado ao longo do ano”, resumiu Augustin.


    Superávit

    No debate, Augustin foi questionado por parlamentares sobre a viabilidade da manutenção da política de superávit primário. O secretário disse aos deputados Mendonça Prado (DEM-SE) e Carlos Zaratini (PT-SP) que o governo pretende manter as metas, porque elas permitiram a redução da dívida pública. Para este ano, a meta de superávit é de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).


    Arno Augustin fez questão de ressaltar também a boa situação fiscal e econômica brasileira, observando que mudanças de rumo agora não são necessárias. Segundo ele, a combinação de superávit primário, altas reservas cambiais e inflação sob controle traz tranqüilidade para o cenário macroeconômico. “Continuamos com a avaliação positiva da economia ao longo de 2008”, afirmou.


    Críticas

    Líderes da base aliada e da oposição criticaram o aumento da taxa básica de juros. O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), considerou a decisão um equívoco. Ele argumentou que não há sinais de aumento da inflação, e as variações registradas ultimamente estão relacionadas a preços internacionais.


    Já o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), acredita que a decisão do BC deve provocar retração dos investimentos no País. Ele observou que o principal responsável pelo aumento da taxa Selic é o governo, que se recusa a discutir a autonomia real do BC. O deputado lembra que é favorável à autonomia completa do Banco Central, mas que, enquanto isso não for realidade, o governo deve ser co-responsabilizado pelas decisões da instituição.


    Fontana avaliou que, mesmo dentro de uma posição ultraconservadora, a medida mais drástica no cenário atual seria manter a taxa atual. Ele acredita que teria sido mais correto manter a taxa atual e avaliar o cenário econômico nos próximos 30 dias.


    A política de definição da taxa de juros, observou o líder do governo, envolve componentes subjetivos e por isso deveria garantir espaço no debate para o setor produtivo, capaz de agregar mais elementos objetivos. De qualquer forma, Fontana acredita que o aumento de juros não é a melhor forma de controlar a inflação.


    O líder reafirmou a autonomia do BC para definir a política de juros, mas espera que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, as taxas sejam reduzidas ou, no mínimo, mantidas no atual patamar até que os cenários internacional e doméstico se estabilizem.


    Agência Câmara – 18/04/2008

  • Fecomércio de Roraima completa 17 anos de fundação

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Roraima realizará hoje (18), em Boa Vista, um jantar em comemoração aos 17 anos de sua fundação, completados no dia 10 de abril.

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Roraima realizará hoje (18), em Boa Vista, um jantar em comemoração aos 17 anos de sua fundação, completados no dia 10 de abril.


    Na ocasião, o presidente da Entidade, Antonio Airton Oliveira Dias, fará homenagens a personalidades de destaque em suas áreas, como o governador de Roraima, Anchieta Junior, e os empresários Airton Soligo e Luís de Brito, além de David Alevs (póstuma).


    Inaugurada em 1991, a Fecomércio de Roraima tem sob sua administração o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) do Estado e o Instituto Fecor de Pesquisa e Desenvolvimento (IFPD).

  • Geração de empregos bate recorde no 1º trimestre

    Valor Econômico    Editoria: Brasil     Página: A-4




    A criação de mais de 554 mil empregos sob o regime da CLT, no primeiro trimestre, é recorde da série histórica medida pelo governo desde 1992. Na comparação com o que ocorreu nos primeiros três meses do ano passado, o crescimento foi de 38,7%. As mais de 206 mil vagas geradas em março também representam a maior marca para o período.

    Valor Econômico    Editoria: Brasil     Página: A-4




    A criação de mais de 554 mil empregos sob o regime da CLT, no primeiro trimestre, é recorde da série histórica medida pelo governo desde 1992. Na comparação com o que ocorreu nos primeiros três meses do ano passado, o crescimento foi de 38,7%. As mais de 206 mil vagas geradas em março também representam a maior marca para o período. Esse resultado mensal é 41,3% maior que o de março de 2007. 


    O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, manteve a previsão de acréscimo de mais de 1,8 milhão de postos neste ano, batendo o recorde de 1,6 milhão em 2007. Apesar do otimismo, aproveitou a divulgação das informações de março do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para criticar a elevação da taxa de juros pelo BC. “Foi um erro. A decisão foi precipitada.” Se continuar a escalada dos juros, sua previsão é a de impacto no emprego apenas no final do ano. 


    No primeiro trimestre, o setor que mais criou empregos foi o de serviços, com 212 mil vagas, o que significa crescimento de 27,5% sobre igual período no ano passado. Em segundo lugar vem a indústria, com geração de mais de 146 mil postos de trabalho, resultado 32,4% maior que o dos três primeiros meses de 2007. Na construção civil, as quase 100 mil vagas criadas de janeiro a março representam quase o triplo do mesmo período no ano passado. A agricultura gerou quase 49 mil empregos nesses três primeiros meses de 2008, marca 3,6% inferior à do primeiro trimestre de 2007. 


    Nas 146.246 vagas criadas na indústria durante o primeiro trimestre, o segmento de alimentos e bebidas foi o que mais contratou (25.982). Em seguida, vem o metalúrgico, com 23.016 vagas novas. Em terceiro lugar, está o mecânico, com geração de 21.890 postos de trabalho. No patamar das 13 mil contratações estão três segmentos: têxtil/vestuário, calçados e material de transporte. 


    A análise regional dos números do Caged nos primeiro trimestre aponta perda de 36.365 empregos formais no Nordeste. Segundo Lupi, esse desempenho é marcado pela cultura da cana que, tradicionalmente, está em baixa nessa época. A maior criação de empregos foi na região Sudeste, com saldo de 365.244 postos de trabalho entre contratações e demissões. 




     




     

  • Dilema do crescimento

    Jornal do Commercio   Editoria: Opinião     Página: A-18




    As manifestações das principais entidades empresariais do País diante da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), aumentando, como o fez nesta quarta-feira, a taxa básica de juros em 0,50% ponto percentual, elevando-a, portanto, para 11,75% ao ano e interrompendo um ciclo de três anos sem altas, refletem o pensamento das lideranças do setor produtivo ante uma medida que vinha sendo ultimamente sinalizada, mas cuja dosagem foi, efetivamente, maior que a esperada.<

    Jornal do Commercio   Editoria: Opinião     Página: A-18




    As manifestações das principais entidades empresariais do País diante da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), aumentando, como o fez nesta quarta-feira, a taxa básica de juros em 0,50% ponto percentual, elevando-a, portanto, para 11,75% ao ano e interrompendo um ciclo de três anos sem altas, refletem o pensamento das lideranças do setor produtivo ante uma medida que vinha sendo ultimamente sinalizada, mas cuja dosagem foi, efetivamente, maior que a esperada.


    A nota do Copom, divulgada após a reunião em que se optou pelo referido percentual, explicitou o entendimento do referido comitê de que “a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa básica de juros vai contribuir para a diminuição tempestiva do risco que se configura para o cenário inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado”.


    Em outras palavras, e na avaliação de analistas autorizados, a intenção do BC foi mostrar aos agentes econômicos que está no controle da situação e, por isso, terá deliberado agir preventivamente para conter as expectativas inflacionárias e não ter que adotar, adiante, medidas ainda mais severas para recuperar o tempo perdido. Na visão, por exemplo, de Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, “o BC parece mais convencido de que está agindo de maneira preventiva, tentando estruturar uma aterrissagem suave da economia, ao mesmo tempo em que garante que a deterioração das expectativas de inflação das últimas semanas não se prolongue”.


    Não obstante, exprimindo a perplexidade que a decisão do BC não deixou de suscitar em diferentes esferas, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, afirmou que “a alta dos juros não se justifica, porque a trajetória atual da inflação permanece dentro da meta estabelecida, não havendo sinais de alastramento da pressão inflacionária”. Já o Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), considerou que a decisão de elevar a taxa Selic é mais custosa do que benéfica ao País: “de um lado, implica em aumento do custo de carregamento da dívida pública e piora do ambiente de negócios para o investimento privado. De outro, é discutível o efeito direto dos juros mais elevados sobre os preços dos alimentos”. Já para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, não há motivo para impedir o crescimento com aumento de juros: “demanda gera investimento, que gera produção, que gera crescimento. Este é o círculo virtuoso que desejamos para o Brasil”.


    Na ciranda de avaliações, em grau maior ou menor diferenciadas, projetam-se o velho dilema e o imperativo da conciliação do desenvolvimento com a estabilidade monetária, esta conferindo àquele o necessário teor de sustentação.




     


     


     


     

  • Alta de juros não afeta atividade no curto prazo

    Valor Econômico   Editoria: Brasil    Página: A-2


    Não há consenso entre os economistas ouvidos pelo Valor sobre os efeitos da mudança da atuação do Banco Central (BC) sobre o investimento e a atividade econômica, ao subir na quarta-feira a taxa de juros em 0,5 ponto percentual. Antônio Licha, coordenador do Grupo de Conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prevê desaceleração dos investimentos e do crescimento do PIB a partir do segundo semestre.

    Valor Econômico   Editoria: Brasil    Página: A-2


    Não há consenso entre os economistas ouvidos pelo Valor sobre os efeitos da mudança da atuação do Banco Central (BC) sobre o investimento e a atividade econômica, ao subir na quarta-feira a taxa de juros em 0,5 ponto percentual. Antônio Licha, coordenador do Grupo de Conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prevê desaceleração dos investimentos e do crescimento do PIB a partir do segundo semestre. “A indústria e os serviços vão desacelerar, o consumidor vai comprar menos e os investimentos das empresas vão diminuir”, diz Licha, que aguarda mais três altas consecutivas de 0,5 ponto percentual na taxa de juros pelo BC. 


    Licha diz que a alta não era necessária porque a pressão de preços é exercida por fatores externos, relacionados à valorização das commodities. Ele sugere que o BC poderia ter feito um ajuste na meta de inflação como fez em 2005, quando também houve um choque externo sobre os preços. “O que proponho não é nada heterodoxo em contexto de altas. Existe um excesso de conservadorismo no regime de metas.” 


    Ele prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) fechará com um crescimento em torno de 6% no primeiro semestre e passará a uma alta de 4% no segundo semestre, com uma média de 5% no ano. Os investimentos em máquinas, equipamentos e construção civil devem arrefecer. A estimativa é do ritmo de crescimento do investimento passar dos 13% apurados em 2007 para algo em torno de 10% este ano, sem problemas no equilíbrio entre oferta e demanda. “A taxa de crescimento da formação bruta de capital fixo com certeza vai cair, mas ainda vai ser expressiva e será acima do PIB. Não se trata de uma reversão, o investimento não vai deixar de crescer, mas vai ter um freio”, completou. Para 2009, o investimento deve arrefecer ainda mais e registrar taxas entre 6% e 7%, nas estimativas do grupo da UFRJ. Já o PIB deve ficar em torno de 4%, sob o efeito das quatro elevações esperadas na Selic em 2008. 


    Já para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, deve haver efeito de retração dos investimento no segundo semestre deste ano e o Brasil pode perder a oportunidade de consolidar o crescimento sustentado com investimentos. Para ele, não está clara a coordenação do desenvolvimento sustentado no país. “De um lado temos um esforço significativo do governo Lula para que a economia cresça 5%. Vejo, inclusive na Fazenda um esforço na área fiscal para atuar nesse sentido. E do ponto de vista da política monetária, não percebo o sentido do governo. O ciclo de investimentos pode ser interrompido.


    Não sabemos se vamos entrar no modelo de 2004, quando foram feitas várias altas de juros”, disse Pochmann. O presidente do Ipea ressalta ainda o efeito negativo sobre as contas externas com a elevação da Selic, ao valorizar a taxa de câmbio e estimular as importações. 


    Na avaliação do diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, a alta de juros não vai afetar os investimentos, mesmo com a previsão de que o BC vai repetir a dose de 0,5 ponto mais duas ou três vezes. O economista do Bradesco cita a pesquisa feita mensalmente pelo próprio banco com 1.600 empresas segundo a qual os empresários consideram cada vez menos importante um eventual aumento de juros nos seus planos de negócios. 


    Barros manteve a projeção de crescimento do PIB para 4,8% em 2008 com alta de 12% nos investimentos. Na sua avaliação, a alta de juros foi necessária e afetará as expectativas dos formadores de preços e salários, uma vez que há pressões nos custos das empresas, especialmente dos insumos. 


    Já o diretor de macroeconomia da consultoria LCA, Fernando Sampaio, prevê pouco efeito sobre os investimentos em 2008, uma vez que os projetos das empresas estão em curso ou programados. “A questão vai ser o investimento em 2009”, diz. Para Sampaio, caso o aumento de juro seja breve e de baixa intensidade, o impacto pode ser pequeno sobre o investimento e o crescimento da economia. 


    Sampaio acredita que o BC subirá a taxa de juros em mais 1 ponto percentual, no máximo. Na sua avaliação, o efeito sobre a inflação será rápido, uma vez que a alta dos juros favorece ainda mais a valorização do real, o que ajuda a conter os preços. Ele diz ainda que a alta do juro neste momento pode ser mais eficaz para conter a demanda porque o volume de crédito hoje na economia é bem superior ao de três anos atrás, quando o BC também subiu a taxa Selic. 




     

  • País tem apenas 1,2% do comércio global

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-5


    O comércio exterior brasileiro cresceu mais nos dois primeiros meses de 2008 que o das maiores economias do mundo, graças ao aumento da demanda interna e das altas nos preços das matérias-primas. O crescimento das importações foi particularmente alto, de 56% em relação ao mesmo período do ano passado.


    As exportações cresceram menos no bimestre, mas o aumento de 24% ainda é maior do que o registrado por gigantes como Estados Unidos (20%), China (17%), Alemanha (23%) e Japão (22%).

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-5


    O comércio exterior brasileiro cresceu mais nos dois primeiros meses de 2008 que o das maiores economias do mundo, graças ao aumento da demanda interna e das altas nos preços das matérias-primas. O crescimento das importações foi particularmente alto, de 56% em relação ao mesmo período do ano passado.


    As exportações cresceram menos no bimestre, mas o aumento de 24% ainda é maior do que o registrado por gigantes como Estados Unidos (20%), China (17%), Alemanha (23%) e Japão (22%). O baixo número da China tem motivos sazonais, explicaram os economistas da OMC (Organização Mundial do Comércio), pois registra a virada do ano, quando a atividade econômica diminui no país.


    Em 2007, segundo estudo da OMC, as exportações do Brasil cresceram 17%, com volume de US$ 161 bilhões. O desempenho fez o país subir uma posição no ranking mundial, para o 23º lugar, mas o colocou na lanterna entre os chamados Brics (principais economias emergentes).


    As exportações da China cresceram 26% no ano passado, as da Índia, 20%. O Brasil empatou com a Rússia.


    O desempenho brasileiro nas exportações também foi um pouco pior que a média dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que chegou a 18%.


    A fatia ocupada pelos produtos brasileiros no mercado mundial não passa de 1,2%, inferior à de países bem menores, como Holanda (4%), Bélgica (3,1%) e Coréia do Sul (2,7%). Para Michael Finger, economista sênior da OMC, o lento crescimento da participação brasileira no comércio mundial tem razões históricas, principalmente a concentração no setor de matéria-prima.


    “Para ampliar a sua fatia, o país teria que investir mais em produtos manufaturados, como fez a Coréia”, diz Finger.


    Aquecimento interno


    Os números da OMC confirmam o aquecimento da demanda interna do Brasil nos últimos meses, que alavancou o crescimento e protegeu o país das turbulências mundiais -mas também despertou os temores inflacionários que levaram o Banco Central a elevar os juros em 0,5 ponto anteontem.


    Os dois primeiros meses deste ano prosseguem a tendência observada em 2007, quando as importações brasileiras tiveram crescimento de 32% em relação a 2006. Foi o maior aumento entre os países listados no estudo da OMC, com exceção da Rússia, cujas importações aumentaram 35%. No ranking mundial das importações, o Brasil ocupa o 27º lugar, com compras de US$ 127 bilhões (0,9% do total mundial).


    Os países desenvolvidos investem justamente no aumento da demanda interna nos países em desenvolvimento, principalmente na China, para compensar os efeitos da desaceleração em suas economias.


    Em 2007, a queda no consumo no mundo desenvolvido reduziu o crescimento econômico mundial de 3,7% para 3,4%. No mesmo período, as regiões emergentes registraram crescimento próximo de 7%.


    Transações globais devem ter a menor alta em seis anos 


    Travado pela crise do crédito e pelo aumento nos preços das matérias-primas, o comércio mundial não deverá crescer mais que 4,5% em 2008, a menor taxa desde 2002. A previsão é do estudo divulgado ontem pela OMC. A Organização Mundial do Comércio antecipou que a taxa poderá ser “significativamente menor” se as turbulências do mercado financeiro se agravarem.


    A desaceleração prevista para este ano acompanha a queda dos últimos três anos. Em 2007, o comércio mundial teve crescimento de 5,5%, contra 8,5% no ano anterior. “É uma queda e tanto”, reconheceu o economista-chefe da entidade, Patrick Low, antevendo piora ainda maior neste ano.


    “Tivemos dificuldades para chegar a esse número porque há muita incerteza na economia mundial”, disse Low. “Provavelmente teremos que revisitar a estimativa no terceiro ou no quarto trimestre.” Ele acrescentou, porém, que a crise no mercado financeiro ainda não teve efeito direto na economia real do planeta.


    Segundo a OMC, os países em desenvolvimento podem servir como “amortecedor” para a desaceleração mundial, já que devem continuar com crescimento robusto. A organização baseia em números do FMI a previsão de que as economias desenvolvidas crescerão em média 1,1% em 2008, enquanto as dos países em desenvolvimento, como o Brasil, terão expansão acima de 5%.


    Mais de 40% do crescimento econômico mundial em 2007 foi produzido por países em desenvolvimento, lembra a OMC. A fatia desses países no mercado mundial (exportações e importações) atingiu o patamar de 34% no ano passado, um recorde.


    A perspectiva de queda no comércio mundial, entretanto, mostra que esse crescimento não será suficiente para compensar a desaceleração nos países desenvolvidos, principalmente nos EUA, há meses à beira da recessão. A previsão é que a economia mundial cresça 2,6% neste ano, contra 3,4% em 2007 e 3,7% em 2006.


    O mundo inteiro sofre com a queda na demanda nos países desenvolvidos. Nos EUA, aponta a OMC, as importações aumentaram apenas 1% em volume em 2007, a menor taxa em seis anos.


    “São tempos de incerteza e dificuldades para a economia global”, disse o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy. “As turbulências nos mercados financeiros, o significativo aumento de preços e a desaceleração das economias desenvolvidas não levaram ao rompimento do comércio. Mas as pressões protecionistas estão crescendo.”


    Para Patrick Low, as dificuldades da economia mundial aumentam a urgência da Rodada Doha, bloqueada pela resistência em baixar tarifas industriais e reduzir subsídios agrícolas.




     


     

  • Sesc de Tocantins inaugura hoje as novas instalações do Centro de Esporte e Lazer de Araguaína

    O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Tocantins, Hugo de Carvalho, inaugura hoje (18) as novas instalações do Centro de Esporte e Lazer do Sesc em Araguaína, município distante da capital, Palmas, cerca de 350 quilômetros. A unidade será novamente aberta à população após obras de reforma que ampliaram os serviços prestados aos comerciários e associados da Entidade, na região. Para dar ênfase à importância da prática de esportes, o Centro disponibilizará à população uma academia de musculação, salas de spinning e de dança.

    O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Tocantins, Hugo de Carvalho, inaugura hoje (18) as novas instalações do Centro de Esporte e Lazer do Sesc em Araguaína, município distante da capital, Palmas, cerca de 350 quilômetros. A unidade será novamente aberta à população após obras de reforma que ampliaram os serviços prestados aos comerciários e associados da Entidade, na região. Para dar ênfase à importância da prática de esportes, o Centro disponibilizará à população uma academia de musculação, salas de spinning e de dança. O diretor do Sesc de Tocantins, Marco Antonio Monteiro, também participará da cerimônia, que será realizada às 18 horas, além de dirigentes sindicais, empresários e trabalhadores do comércio, com suas famílias.

  • Sesc-PB abre, hoje, em Campina Grande, edição 2008 do Projeto 7 Notas

    O Sesc da Paraíba promove hoje, 18 de abril, a abertura da edição 2008 do Projeto 7 Notas, em Campina Grande. O evento, que acontece desde 2003, apresentará, no Cine Teatro do Sesc Centro Campina Grande, artistas regionais interpretando grandes nomes da música popular brasileira. A iniciativa valoriza o artista local e abre portas no mercado de trabalho ligado à música.


    Em Campina Grande, o projeto é o carro – chefe de toda a programação cultural desenvolvida pelo Sesc no município. De abril a dezembro estão programadas 16 apresentações, com dois shows a cada mês.

    O Sesc da Paraíba promove hoje, 18 de abril, a abertura da edição 2008 do Projeto 7 Notas, em Campina Grande. O evento, que acontece desde 2003, apresentará, no Cine Teatro do Sesc Centro Campina Grande, artistas regionais interpretando grandes nomes da música popular brasileira. A iniciativa valoriza o artista local e abre portas no mercado de trabalho ligado à música.


    Em Campina Grande, o projeto é o carro – chefe de toda a programação cultural desenvolvida pelo Sesc no município. De abril a dezembro estão programadas 16 apresentações, com dois shows a cada mês. Os compositores homenageados nesta edição são João do Vale, Vicente Celestino, Geraldo Vandré, Dorival Caymmi, Gonzaguinha, Renato Russo e Cazuza. A música instrumental também será lembrada,  com releituras de composições de Bach, Ferdinando Carulli e Vivaldi, além dos mestres do choro Valdir Azevedo, Jacob do Bandolim, Abel Ferreira e Altamiro Carrilho.


    Na abertura, o artista paraibano Francis Taylor vai apresentar clássicos de Vicente Celestino; a cantora Sandra Belê interpretará composições de Zé do Norte, autor de “Mulher Rendeira”, “Sodade Meu Bem Sodade” e “Meu Pião”, em uma homenagem especial ao músico paraibano. Em 2008, passarão pelos palcos do 7 Notas artistas do universo musical de Campina Grande e região, como os grupos Choro Novo, Duduta e Seu Regional, os cantores Fidélia Cassandra, Adília Uchôa e Marcelo Lancelott, entre outros.


    Ainda em abril acontece mais um show do projeto: no dia 25 a cantora Fátima Silva interpreta a obra de Gonzaguinha no show “É a Vida”.