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  • Foco da Fazenda é ritmo de alta do PIB

    Jornal do Commercio     Editoria: Economia    Página: A-9 


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o foco do governo não é crescimento maior do PIB, e sim a manutenção do ritmo de crescimento. O ministro afirmou que a demanda e a oferta estão crescendo juntas. “O investimento no Brasil está muito robusto e atinge patamar (superior a 17%) que não era visto há muito tempo”, disse em evento realizado pela Camara de Comércio Brasil-EUA em Nova York.

    Jornal do Commercio     Editoria: Economia    Página: A-9 


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o foco do governo não é crescimento maior do PIB, e sim a manutenção do ritmo de crescimento. O ministro afirmou que a demanda e a oferta estão crescendo juntas. “O investimento no Brasil está muito robusto e atinge patamar (superior a 17%) que não era visto há muito tempo”, disse em evento realizado pela Camara de Comércio Brasil-EUA em Nova York. Segundo o ministro, é preciso olhar a “qualidade” do crescimento econômico.


    O ministro afirmou que só agora recuperou o “humor brasileiro”, depois de ter ido à reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), “pois todo mundo lá estava só projetando crescimento baixo”. “Agora já estou refeito”, afirmou, antes de ir para reunião com agências de rating.


    PIB. No caso do Brasil, o FMI elevou a projeção do PIB para 4,8% neste ano, ante nível de 4,5% em janeiro, e que já havia sido revisada em alta ante 4% projetada em outubro de 2007. Indagado sobre se apresentaria este resultado às agências de risco, Mantega respondeu: “vou mostrar o PIB maior para as agencias de rating. Vou colocar o PIB na mesa.”


    Segundo o ministro, “há verdadeira revolução na estrutura produtiva brasileira”. Mantega avalia que a demanda interna não está sendo estimulada de forma artificial e cita que está sendo estimulada pelo aumento da renda e do emprego.


     


     

     


     


     


     


     

  • Governo compra mais de micros

    O Estado de São Paulo    Editoria: Economia    Página: B-15


    A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas está aumentando a competitividade dos pequenos negócios nas licitações do governo.

    O Estado de São Paulo    Editoria: Economia    Página: B-15


    A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas está aumentando a competitividade dos pequenos negócios nas licitações do governo. A legislação que trouxe tratamento diferenciado para as MPEs nas compras públicas – com vantagens como maior prazo para regularização de documentos e preferência em caso de empate de ofertas – ainda está sendo regulamentada pelos municípios e Estados, mas já começa a mostrar os primeiros resultados.


    Segundo dados do Ministério do Planejamento, a participação dos pequenos empreendimentos nas compras de bens e serviços do governo federal chegou a 37% no ano passado, ante 10% em 2006. Na esfera municipal, estima-se que 290 municípios já fizeram suas próprias leis para facilitar a entrada das MPEs nas licitações. Alguns, como Manaus, conseguiram aumentar o índice de participação das companhias de 32% para 56%. A média nacional é de 16%.


    “A lei deu consistência à política de participação das MPEs nas compras do governo”, diz o analista da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae, William Brito. Apesar de a Lei Geral estar em vigor desde dezembro de 2006, foi somente em setembro passado que um decreto federal, que regulamentou as regras favoráveis a essas companhias, passou a valer.


    Além das vantagens competitivas da lei, outro motivo que alavancou a participação delas foi a popularização do pregão eletrônico, explica Brito. Essa modalidade de licitação reduz o custo de participação das empresas, já que o empresário pode fazer a oferta pela internet.


    A empresa Top Decorações, de São Paulo, começou a fornecer para o governo há três anos. A estratégia começou tímida, com um contrato com a Polícia Militar de São Paulo para fornecimento de móveis para escritório. Em 2007, foram firmados cerca de 60 contratos de venda com o governo, 30% a mais que em 2006. “Hoje o Estado já é responsável por 80% do faturamento”, diz o gerente da companhia, José Mário de Lima.


    Com mais contratos, a empresa precisou contratar cinco funcionários e comprou máquinas mais sofisticadas. O investimento para atender ao aumento da demanda e às exigências contratuais chegou a R$ 200 mil no último ano.


    Segundo Lima, as facilidades da nova regulamentação ajudaram a empresa em pelo menos três ocasiões. Em uma delas, a fabricante de móveis ficou empatada com outras duas empresas de porte maior em pregão realizado pela Prefeitura de São Paulo. Ficou com o contrato, graças à obrigação legal de dar preferência às MPEs em caso de ofertas de mesmo valor. “Estamos usando essa facilidade como estratégia, evitando baixar muito o preço do produto”, diz. “Com isso, podemos participar de mais pregões.”


    Foi por meio de um contrato com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, que produtores de mel, frutas e doces do interior do Rio de Janeiro conseguiram dobrar a produção no último ano. Segundo o diretor-financeiro da Cooperativa Regional de Agricultura Familiar (Cooperafa), José Cláudio Soares de Andrade, as vendas para o Conab respondem atualmente por 70% do faturamento.


    “Ampliamos nossa produção a partir dos contratos públicos”, conta Andrade. Com maior volume, os produtores puderam ampliar seus mercados. Hoje, fornecem também para supermercados e farmácias da região. “É importante diversificar.”


    Obstáculos


    Para o professor de novos negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Francisco Guglielmi, apesar de a Lei Geral representar um passo importante, ainda há obstáculos para a inclusão dos pequenos negócios nas compras do governo. A barreira cultural é o maior entrave.


    “Muitos ainda não conseguem enxergar o Estado como um mercado”, diz Guglielmi. Isso ocorre, em grande parte, pelo mito do “Estado mau pagador” que ainda permanece entre os empresários. A falta de uma divulgação direcionada das licitações em curso às MPEs também é um entrave, avalia o professor.


    “Quebrando esses obstáculos, a pequena empresa tem muito a ganhar. Ela passa a contar com um cliente certo e com grande poder de compra”, diz Guglielmi.


     


     


     


     

  • Volume de cheques devolvidos cai 24,39%

    Gazeta Mercantil    Editoria: Finanças    Página: B-1


    O volume de cheques devolvidos no País alcançou 2.442.962 em março deste ano, uma queda de 24,39% em relação a igual mês de 2007, conforme levantamento da Equifax, fornecedora de informações financeiras. Entretanto, em relação a fevereiro, o volume cresceu 9,76%, aponta a pesquisa.


    O crescimento deve-se “à quantidade maior de dias úteis, ao acúmulo de compromissos assumidos no final do ano passado e no início deste, que sobrecarregam o mês” de março, informou a Equifax, em nota.

    Gazeta Mercantil    Editoria: Finanças    Página: B-1


    O volume de cheques devolvidos no País alcançou 2.442.962 em março deste ano, uma queda de 24,39% em relação a igual mês de 2007, conforme levantamento da Equifax, fornecedora de informações financeiras. Entretanto, em relação a fevereiro, o volume cresceu 9,76%, aponta a pesquisa.


    O crescimento deve-se “à quantidade maior de dias úteis, ao acúmulo de compromissos assumidos no final do ano passado e no início deste, que sobrecarregam o mês” de março, informou a Equifax, em nota. Já a queda em comparação ao mesmo mês de 2007 é atribuída, entre outros fatores, ao aumento do poder de compra das famílias e a redução da taxa de juros no período.


    Conforme a empresa, março é historicamente o mês com maior volume de cheques devolvidos, mas os levantamentos mostram redução acentuada: em 2004, foram 3.521.778; em 2005 atingiu 3.815.188; em 2006 ficou em 4.336.919; e 2007 foram 3.230.828.


    A pesquisa mediu também o volume de títulos protestados no mês passado, que alcançou 1.080.714, uma evolução de 12,9% em relação a fevereiro e de 30,53% em comparação a março de 2007. Problemas de fluxo de caixa das empresas, a expansão do volume de endividamento e o crescimento da atividade comercial são os principais motivos apontados pela Equifax para esse desempenho. Em março do ano passado, foram 828.007 protestos.




     


     

  • OAB questiona Super-Receita no Supremo

    Valor Econômico    Editoria: Legislação    Página: E-1


    A migração dos processos judiciais antigos que discutem questões previdenciárias para a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), iniciada há apenas duas semanas, corre novamente o risco de ser suspensa.

    Valor Econômico    Editoria: Legislação    Página: E-1


    A migração dos processos judiciais antigos que discutem questões previdenciárias para a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), iniciada há apenas duas semanas, corre novamente o risco de ser suspensa. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a lei que unificou as secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária e criou a Super-Receita – a Lei nº 11.457, de 2007. 


    A ação pede a suspensão do prazo previsto na lei para a migração da dívida ativa previdenciária para a PGFN até que sejam contratados procuradores em número suficiente. De acordo com o artigo 16 da Lei nº 11.457, desde o dia 1º de abril os cerca de R$ 200 bilhões em créditos tributários previdenciários teriam que ser transferidos à PGFN, que ficaria responsável pelas cobranças. No fim de março, a Receita e a procuradoria publicaram as Portarias Conjuntas nº 2 e 3, que formalizaram o início do envio. 


    Para a OAB, no entanto, a PGFN não possui estrutura necessária para dar conta da nova demanda. Segundo o advogado Francisco Rezek, responsável pela Adin, a Fazenda Nacional só agora começa a se preparar para a nova carga de trabalho, ao abrir um concurso para a contratação de 250 procuradores. “Sem a defesa adequada, o Tesouro Nacional fica desprotegido e os processos tributários se eternizam na Justiça”, afirma. De acordo com o advogado, embora não contrarie nenhum artigo específico da Constituição Federal, a lei que criou a Super-Receita vai contra princípios constitucionais, como o da economia e da racionalidade da função pública, além da defesa do Estado em juízo. 


    Já é a segunda vez que a Super-Receita é contestada no Supremo. No início do mês, o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) entrou com uma ação semelhante na corte, mas teve seu pedido negado por falta de legitimidade. O procurador geral adjunto da PGFN, Agostinho Nascimento Netto, disse em entrevista ao Valor no fim do mês passado que o ritmo da reestruturação não era o ideal. A procuradoria, no entanto, preferiu não se manifestar sobre a nova Adin até que seja notificada, de acordo com sua assessoria de imprensa. 


     


     

  • País retoma déficit externo e põe economia numa encruzilhada

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-9


    Depois de cinco anos de superávit em conta corrente, o Brasil volta, em 2008, à situação que prevaleceu durante a maior parte do período do pós-guerra, de déficit nas contas externas que incluem a balança comercial, serviços, juros e outras rendas.


    Segundo dados do Banco Central (BC), o Brasil teve déficit em conta corrente em 50 dos 61 anos transcorridos desde 1947. Dos 11 anos de superávit no mesmo período, cinco, ou quase a metade, ocorreram entre 2003 e 2007.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-9


    Depois de cinco anos de superávit em conta corrente, o Brasil volta, em 2008, à situação que prevaleceu durante a maior parte do período do pós-guerra, de déficit nas contas externas que incluem a balança comercial, serviços, juros e outras rendas.


    Segundo dados do Banco Central (BC), o Brasil teve déficit em conta corrente em 50 dos 61 anos transcorridos desde 1947. Dos 11 anos de superávit no mesmo período, cinco, ou quase a metade, ocorreram entre 2003 e 2007. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o Brasil já apresenta déficit em conta corrente de 0,37%. Algumas instituições financeiras prevêem que o déficit em conta corrente possa atingir até US$ 20 bilhões em 2008, o que é superior a 1% do PIB.


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já demonstrou publicamente seu desconforto com a nova perspectiva que se abre para a economia brasileira. Na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em 1º de abril, ele disse explicitamente que “uma correção que precisa ser feita é voltar a ter conta corrente positiva”


    Em termos de medidas concretas para tentar conter a valorização do real, a principal razão da virada para déficit na conta corrente, o governo decidiu em março aplicar um IOF de 1,5% sobre aplicações de estrangeiros em renda fixa no Brasil e liberar as empresas exportadoras para deixar seus dólares no exterior. Apesar de um ligeiro repique do dólar em meados de março, o câmbio já voltou para um nível abaixo de R$ 1,70, sem sinais de que as medidas da Fazenda terão um efeito mais contundente.


    O problema, para muitos economistas, é que o Brasil optou por um regime de política econômica que torna inevitável o déficit em conta corrente ou, em outras palavras, a dependência do capital externo.


    Sérgio Werlang, diretor-executivo do Banco Itaú, acha que a combinação de governo gastador com BC muito conservador leva inevitavelmente a um real muito valorizado e ao aumento do déficit em conta corrente. “O que nós temos hoje é o resultado da combinação de políticas que resolvemos adotar”, diz Werlang, que foi diretor do BC e um dos principais responsáveis pela introdução do sistema de metas de inflação no Brasil.


    Segundo o Departamento Econômico do Itaú, o gasto público primário (exclui juros) cresceu 10,7% em termos reais (descontada a inflação)nos 12 meses até o fim de fevereiro. Isso significa uma aceleração ante o crescimento de 9,5% no ano passado.


    O resultado da política fiscal expansionista, para Werlang, é uma taxa de juros real mais elevada e um câmbio mais valorizado, que empurra o País para o déficit em conta corrente. Um problema adicional, porém, é o conservadorismo do BC. O economista nota que muitos países estão com inflação acima – por vezes, muito acima – da meta. Ele cita como exemplos México, Austrália, Chile, Coréia do Sul, Filipinas, Hungria, Israel, os países do euro, Peru, Polônia, República Checa, Uruguai e Inglaterra.


    “A maioria dos países está deixando a inflação ficar um pouco acima da meta para acomodar este choque da alta internacional dos alimentos, mas o BC no Brasil tem dado sinais claros de que gostaria que a inflação ficasse em 4,5%”, diz o diretor do Itaú.


    Para Werlang, haveria apenas duas opções para atenuar a valorização do real e, conseqüentemente, o aumento do déficit em conta corrente: ou o BC aceita transitoriamente uma inflação mais alta, ou o governo aumenta o controle sobre os gastos públicos. Segundo cálculo dos economistas do Itaú, se o crescimento real da despesa pública primária desacelerasse dos 9,5% de 2007 para 7,1% em 2008 – ainda bem acima do PIB – , o que significaria uma economia de 0,8 % do PIB, isso teria um efeito antiinflacionário equivalente a um aumento de 150 pontos base na Selic.


    Samuel Pessôa, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio, argumenta que o Brasil simplesmente não tem a poupança necessária para financiar o nível de investimento necessário para crescer a um nível satisfatório de economia emergente. Com poupança doméstica que não ultrapassa 20% do PIB, o Brasil não teria como seguir o “modelo chinês”, de um país que cresce a mais de 10% e tem um gigantesco superávit comercial. Por outro lado, a China poupa 50% do PIB, mais do que suficiente para dar conta do seu gigantesco investimento. Pessôa também acha que o endividamento externo do Brasil hoje tem qualidade bem maior do que o da década de 70, por ser realizado inteiramente pelo setor privado, sem influência do governo.


    Ricardo Carneiro, economista da Unicamp, acha que, em teoria, um país como o Brasil deveria usar poupança externa para se desenvolver mas, na prática, com a instabilidade dos ciclos de liquidez do capitalismo globalizado, este é um caminho de crises. Para ele, a primeira providência para evitar o aumento do déficit em conta corrente seria o BC não aumentar os juros. Carneiro também defende os controles de capitais, para evitar os fluxos especulativos que valorizam o real, e um aumento de tarifas, para conter o crescimento da importação.


    Nova política industrial é a aposta para mudar quadro


    Para reverter os resultados negativos que o Brasil vem registrando na conta de transações com o exterior, o governo aposta na nova política industrial. O conjunto de medidas deverá ser anunciado ainda este mês, e a idéia é de que ajude a fortalecer as exportações. O alcance da nova política será determinado, na prática, pelo volume de redução da carga tributária aos empresários. Na área técnica, os cenários vão de R$ 2 bilhões a R$ 15 bilhões.


    A expectativa do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, era acertar os últimos detalhes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante viagem à Holanda e República Checa, encerrada ontem.


    Quando as medidas começaram a ser elaboradas, no ano passado, as transações do Brasil com o exterior não estavam deficitárias. O Ministério da Fazenda vinha dando pouca atenção ao tema, segundo comentários na área técnica. Por isso, havia sinais de que a nova política teria o mesmo destino da anterior: ser lançada com estardalhaço, mas produzir poucos resultados práticos.


    Em janeiro, quando a conta corrente com o exterior começou a apresentar déficit, o quadro mudou. A política industrial tornou-se a salvação da lavoura e teve o anúncio adiado para ganhar um “viés exportador” mais forte.


    A idéia é que alguns setores da economia brasileira ocupem o topo do ranking dos exportadores mundiais. Segundo documentos obtidos pelo Estado, são eles: papel e celulose, mineração, petroquímica, siderurgia, carne e aeronáutico. No total, o BNDES disporá de R$ 210 bilhões a R$ 250 bilhões até 2010 para o cumprimento dessa e de outras metas.


    Também serão propostas novas regras para eliminar a tributação sobre a compra de máquinas e equipamentos. “O Brasil é o único país que tributa investimentos”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Luiz Aubert Neto.


    Uma das formas será encurtar o prazo de devolução do PIS/Cofins embutido no preço das máquinas. Hoje, o prazo é de 24 meses. A idéia é que o crédito seja liberado no mesmo mês da aquisição do equipamento ou, numa hipótese mais conservadora, que o prazo seja encurtado de início para 18 meses, com a possibilidade de mais reduções.


    Parte da política envolve investimentos em inovação e capacitação de mão-de-obra. “O maior gargalo do setor hoje não é a produção, e sim a falta de trabalhadores qualificados”, diz Aubert.


    Na versão preliminar da política industrial estão listadas quatro “macrometas” a serem atingidas até 2010: aumentar a taxa de investimentos para R$ 604 bilhões, ou 21% do Produto Interno Bruto (PIB); elevar o gasto privado em pesquisa e desenvolvimento para 0,65% do PIB, ou R$ 18,2 bilhões; aumentar em 10% o número de micro e pequenas empresas exportadoras; elevar a participação do País no comércio mundial de 1,15%, de 2006, para 1,25%, o que equivaleria a exportações de US$ 208,8 bilhões.


     


     


     




     


     

  • Inadimplência cresce 6,5% no 1º trimestre

    O Estado de São Paulo    Editoria: Economia     Página: B-4


    O maior comprometimento da renda do brasileiro com o crediário já começa a ter reflexos, ainda que discretos, na inadimplência. No primeiro trimestre, o calote do consumidor aumentou 6,5% em relação a igual período de 2007, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência, que reúne dados de todo o País. Só em março, o calote subiu 4,7% na comparação com o mesmo mês de 2007.

    O Estado de São Paulo    Editoria: Economia     Página: B-4


    O maior comprometimento da renda do brasileiro com o crediário já começa a ter reflexos, ainda que discretos, na inadimplência. No primeiro trimestre, o calote do consumidor aumentou 6,5% em relação a igual período de 2007, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência, que reúne dados de todo o País. Só em março, o calote subiu 4,7% na comparação com o mesmo mês de 2007. A alta foi de 9,8% ante fevereiro.


    “Neste ano, estamos observando um crescimento gradual da inadimplência”, observa o gerente de Análise Setorial da Serasa, Marcos Abreu. O indicador reúne informações sobre cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com bancos, financeiras e cartões de crédito.


    O dado mais significativo do indicador é o aumento da inadimplência das dívidas com cartões de crédito e financeiras. O valor médio das pendências no primeiro trimestre foi de R$ 446,06, cifra 37,5% maior em relação à registrada no mesmo período de 2007.


    “Há uma sinalização perigosa na inadimplência do cartão de crédito”, diz Abreu. Ele observa que houve um acesso maior ao cartão de crédito por consumidores que não estavam acostumados a usar esse meio de pagamento.


    Além disso, diz o economista, contribuiu para o aumento da inadimplência em geral a expansão do endividamento, puxada pelo alongamento dos prazos, pelos juros menores nos últimos meses e pela recuperação dos rendimentos. Com o aumento da inflação dos alimentos neste início de ano e das despesas típicas do período com impostos (IPVA, IPTU) e educação, o quadro mudou. “A inflação subiu e sobraram menos recursos para pagar as dívidas.”


    Outro indicador de março confirma que a inadimplência do consumidor aumentou. O índice de inadimplência líquida da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) encerrou o mês passado com variação de 7,6%. É a maior taxa para um mês de março desde 2001. Está 0,5 ponto porcentual acima da inadimplência líquida de março do ano passado e é 0,7 ponto porcentual maior do que o dos últimos cinco anos para o mês de março. A inadimplência líquida é o saldo entre o número de crediários inadimplentes com prestações em atraso acima de 30 dias e os carnês que foram renegociados, dividido pelas vendas financiadas de três meses anteriores.


    “Acendeu o sinal de alerta”, diz o economista da ACSP, Emilio Alfieri. Ele observa que, pela primeira vez nos últimos meses, em março o volume de crediários inadimplentes aumentou mais rapidamente do que o total de financiamentos em atraso cuja dívida foi renegociada. Ele pondera que, por enquanto, o índice de inadimplência está muito longe de atingir dois dígitos. Mas destaca que não há mágica para compatibilizar o descasamento entre o ritmo de expansão do crédito e o aumento da renda.


    Até agora, a situação não se deteriorou porque houve o ingresso de uma nova camada da população no mercado de consumo, diz o economista. Dados da ACSP apontam que, no ano passado, 20 milhões de consumidores que nunca tinham comprado a prazo ingressaram no cadastro da associação.


    “O momento é de transição no mercado de crédito”, diz o sócio da RC Consultores, Fábio Silveira. Ele observa que, até fevereiro, o cenário era bastante positivo para o crédito. Com a elevação dos juros cobrados do consumidor em março, que deverá ser sancionada pela alta da taxa básica de juros na reunião desta semana do Banco Central, deve ocorrer uma desaceleração no crédito. “A expansão continua, mas em ritmo menor por causa da inadimplência, que funciona como um corretivo endógeno do crédito.”


    Apesar dos bancos e das lojas informarem que a inadimplência continua estável, empresas especializadas em recuperação de crédito confirmam a alta do calote. Nos últimos 30 dias, a Senarc, especializada em renegociação de dívidas, teve um aumento no volume de trabalho. Segundo o diretor da empresa, Celso Amâncio, cresceu 15% a procura de bancos, lojas e financeiras por serviços de cobrança para crediários inadimplentes.


    Consumidores fazem dívidas para pagar outras dívidas


    O brasileiro está fazendo dívida para pagar outra dívida. Em fevereiro deste ano, o saldo de recursos emprestados a pessoas físicas aumentou R$ 4,1 bilhões em relação ao mês anterior.


    Segundo dados do Banco Central (BC), o estoque da dívida, que tinha encerrado janeiro em R$ 246,6 bilhões, subiu para R$ 250,7 bilhões em fevereiro. Em contrapartida, os novos empréstimos concedidos em fevereiro somaram R$ 48,1 bilhões.


    “Por esses números pode-se concluir que R$ 44 bilhões dos créditos liberados em fevereiro foram usados para saldar dívidas dentro do próprio sistema”, observa o consultor para o sistema financeiro e economista pela Universidade de Brasília, Humberto Veiga.


    Uma parte dos endividados assumiu novas dívidas para quitar outras já existentes. Outra parte dos endividados liquidou suas pendências e outros consumidores ingressaram em seu lugar.


    Pesquisa sobre o perfil dos inadimplentes realizada em março pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) confirma a procura por novos empréstimos para quitar dívidas antigas. A enquete, que consultou 823 consumidores inadimplentes em março, revela que 55% dos que levantaram crédito consignado, aquele com desconto diretamente do salário ou da aposentadoria, usaram o dinheiro para quitar outras dívidas.


    No Banco BMG, por exemplo, um dos líderes do crédito consignado para funcionários públicos, pensionistas e aposentados, 70% dos que contraíram empréstimo consignado liquidaram outros financiamentos com juros maiores.




     

  • Índice de Preços do Comércio Varejista – Amplo tem alta de 0,52% em março

    Pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro revela que o Índice de Preços do Comércio Varejista-Amplo manteve a trajetória de alta e registrou, em março, aumento de 0,52%.


    A maior inflação foi apurada no grupo Vestuário (1,22%), seguida por Saúde e Higiene Pessoal (0,74%), Alimentação (0,73%), Despesas Pessoais (0,51%) e Manutenção Predial (0,44%).

    Pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro revela que o Índice de Preços do Comércio Varejista-Amplo manteve a trajetória de alta e registrou, em março, aumento de 0,52%.


    A maior inflação foi apurada no grupo Vestuário (1,22%), seguida por Saúde e Higiene Pessoal (0,74%), Alimentação (0,73%), Despesas Pessoais (0,51%) e Manutenção Predial (0,44%). Os grupos Artigos de Residência e Veículos apresentaram deflação de 0,37% e 0,05%, respectivamente.


    No primeiro trimestre, a inflação apurada pelo IPCV-A ficou em 1,61%. O grupo Alimentação registrou a maior alta no período: 2,76%. Em seguida, colaboraram com a elevação do índice os grupos de Manutenção Predial (1,65%), Veículo (1,50%), Vestuário (1,22%), Saúde e Higiene Pessoal (0,97%) e Despesas Pessoais (0,47%). Artigos de Residência registrou deflação de 0,43%. No acumulado de 12 meses até março, o reajuste do Índice de Preços do Comércio Varejista-Amplo foi de 6,07%, e o grupo Alimentação contabilizou a mais alta elevação nos preços: 12,07%.


    O IPCV-A é relativo às famílias com rendimentos de até 40 salários mínimos mensais, residentes no município do Rio de Janeiro, e engloba o levantamento mensal de quase 40 mil preços, de 396 itens, em mais de 700 estabelecimentos comerciais.

  • Encontro Nacional de Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo começa nesta quarta-feira

    Lideranças sindicais de todo o país participarão, entre os dias 16 e 18 de abril, no Centro de Convenções do Sesc de Guarapari, no Espírito Santo, do XXIV Encontro Nacional de Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que terá como tema Gestão da Qualidade e o Compromisso com a Base.


    O evento, que é itinerante e desta vez foi organizado pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Vitória, em parceria com a Federação do Comércio do Estado do Espírito Santo e com a Confederação Nacional do Comércio, reunirá repr

    Lideranças sindicais de todo o país participarão, entre os dias 16 e 18 de abril, no Centro de Convenções do Sesc de Guarapari, no Espírito Santo, do XXIV Encontro Nacional de Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que terá como tema Gestão da Qualidade e o Compromisso com a Base.


    O evento, que é itinerante e desta vez foi organizado pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Vitória, em parceria com a Federação do Comércio do Estado do Espírito Santo e com a Confederação Nacional do Comércio, reunirá representantes de aproximadamente 800 sindicatos do comércio de todo o país, com o objetivo de capacitá-los para uma melhor administração das Entidades e promover o fortalecimento do empresariado através de ações que estimulem o crescimento do setor.


    Entre os temas que estarão em debate destacam-se a Sustentação Financeira dos Sindicatos: Ação Política Empresarial x Prestação de Serviços, com o presidente da Fecomércio-DF, senador Adelmir Santana, e o presidente do Sindilojas de Recife, Frederico Pena Leal; e Representação Residual pela Federação: Necessidade ou Falta de Motivação, com o presidente da Fecomércio-AL, Wilton Malta, e o presidente do Sindicato do Comércio Lojista de Arapiraca, Luiz Carlos Bohn. Além disto, os empresários participarão de grupos temáticos sobre Comissão de Conciliação Prévia, Captação e Evasão de Associados e Relacionamento com Entidades Políticas, além de painéis sobre Negociação Coletiva, Administração Sindical e Direito Empresarial. No fechamento, o jornalista Paulo Henrique Amorim fará uma palestra sobre o tema Brasil Econômico e Político.


    Comenda Mozart Amaral


    Na cerimônia de abertura do XXIV Encontro Nacional de Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o presidente do Sistema CNC/Sesc/Senac, Antonio Oliveira Santos, receberá do presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Vitória, Jadyr da Silva Primo, a Comenda Mozart Amaral, oferecida em reconhecimento ao apoio da CNC à realização dos eventos anuais dos dirigentes sindicais patronais do comércio.


    O site do Sindicato dos Lojistas de Vitória traz mais informações sobre o evento.

  • Secretário do Tesouro presta contas de metas fiscais em audiência na CMO

    O secretário do Tesouro Nacional, Arno Hugo Augustin, participa de audiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), nesta quinta-feira (17), a partir das 10h, para prestar esclarecimentos sobre o cumprimento das metas fiscais do terceiro quadrimestre de 2007.


    A avaliação do desempenho fiscal do Poder Executivo compreende demonstrações relativas às receitas, despesas, aos resultados nominal e primário, bem como sobre o montante da dívida pública.

    O secretário do Tesouro Nacional, Arno Hugo Augustin, participa de audiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), nesta quinta-feira (17), a partir das 10h, para prestar esclarecimentos sobre o cumprimento das metas fiscais do terceiro quadrimestre de 2007.


    A avaliação do desempenho fiscal do Poder Executivo compreende demonstrações relativas às receitas, despesas, aos resultados nominal e primário, bem como sobre o montante da dívida pública. A apresentação dos dados é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a Lei Complementar nº 101/00.


    No dia 30 de abril, será a vez do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comparecer à CMO. Em audiência marcada para as 15h30, ele vai falar sobre o cumprimento das metas das políticas monetária, creditícia e cambial. Esse debate será realizado conjuntamente pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado; de Finanças e Tributação (CFT), de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), e de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados.


    Agência Senado, 14 de abril de 2008.

  • Comissão debate critérios técnicos de distribuição de royalties do petróleo

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) tem audiência pública marcada para esta terça-feira (15), destinada a debater os critérios técnicos de repartição dos royalties provenientes da exploração petrolífera no país.

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) tem audiência pública marcada para esta terça-feira (15), destinada a debater os critérios técnicos de repartição dos royalties provenientes da exploração petrolífera no país. A audiência atende a requerimento dos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), presidente da comissão, e Renato Casagrande (PSB-ES).


    Foram convidados para o debate Eduardo Pereira Nunes, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Haroldo Borges Rodrigues Lima, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); e Guilherme de Oliveira Estrella, diretor de exploração e produção da Petrobras.


    A idéia dessa audiência surgiu durante debate com o presidente do IBGE, em março passado, sobre os índices de desenvolvimento econômico do país. Durante aquela reunião, um dos itens avaliados pelos senadores da CAE foi o equilíbrio federativo na distribuição de recursos oriundos dos royalties, com vistas à redução das desigualdades regionais.


    Naquela ocasião, os senadores Gerson Camata (PMDB-ES) e Renato Casagrande manifestaram ao presidente do IBGE preocupação com a definição dos limites geográficos dos estados em áreas marítimas de exploração de petróleo e gás natural. Por sua vez, Aloizio Mercadante manifestou interesse sobre o potencial econômico dos novos poços de petróleo e gás Tupi/Júpiter, na Bacia de Santos, considerados as maiores jazidas já descobertas no país.


    Já o senador Osmar Dias (PDT-PR) salientou que o Paraná tem interesse em debater projetos relativos à revisão na repartição dos royalties de petróleo e gás que tramitam na Câmara dos Deputados. Por sua vez, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lembrou queproposta de sua autoria, que institui o Fundo Brasil Cidadania, também leva em conta royalties decorrentes da exploração da atividade mineral.


    Agência Senado, 14 de abril de 2008.