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  • Trabalho rejeita projeto que incentiva contratar idosos

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitou na  quarta-feira (2) o Projeto de Lei 688/99, do ex-deputado Freire Júnior (TO), que prevê a concessão de incentivo fiscal para empresas que contratarem trabalhadores com idade superior a 50 anos – o chamado contrato de trabalho da terceira idade.


    O parecer vencedor, elaborado pelo deputado Eudes Xavier (PT-CE), foi pela rejeição do projeto principal e de todos os 19 outros apensados. Foi derrubado o parecer favorável ao projeto elaborado pelo relator original, deputado Wilson Braga (PMDB-PB).

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitou na  quarta-feira (2) o Projeto de Lei 688/99, do ex-deputado Freire Júnior (TO), que prevê a concessão de incentivo fiscal para empresas que contratarem trabalhadores com idade superior a 50 anos – o chamado contrato de trabalho da terceira idade.


    O parecer vencedor, elaborado pelo deputado Eudes Xavier (PT-CE), foi pela rejeição do projeto principal e de todos os 19 outros apensados. Foi derrubado o parecer favorável ao projeto elaborado pelo relator original, deputado Wilson Braga (PMDB-PB).


    Prejuízo maior

    Eudes Xavier explica que decidiu propor a rejeição do projeto e de todos os apensados porque todas as pesquisas recentes desmentem a idéia de que seriam os idosos os que mais sofrem com o desemprego. Ao contrário, as pesquisas demonstram que os mais atingidos são os jovens entre 15 e 24 anos de idade.


    O relator cita, por exemplo, dados do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese), segundo os quais os jovens dessa faixa etária representam em torno de 45% dos desocupados das regiões metropolitanas do País – 1,6 milhão, entre 3,5 milhões de desempregados. “Apesar de reconhecermos que o problema do desemprego é trágico em qualquer idade, esses números demonstram que a abordagem do projeto não se mostra a mais apropriada, pois prevê incentivos para a contratação dos idosos, enquanto a parcela mais atingida é a de jovens.” Para Xavier, a aprovação da proposta poderia acarretar um prejuízo ainda maior para os jovens, uma vez que as empresas receberiam incentivos fiscais para contratar maiores de 45 anos de idade. “Essa iniciativa poderá suscitar uma política em que o empregador substitua a mão-de-obra jovem por trabalhadores idosos, visando a aumentar os seus lucros”, justifica Eudes Xavier.


    Tramitação

    O projeto já havia sido aprovado, na forma de substitutivo, pela Comissão de Seguridade Social e Família. Como foi rejeitada na Comissão de Trabalho, a matéria perde o caráter conclusivo e segue para a análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir votação em Plenário.

  • Projeto que institui alíquota única para sacoleiros tramita em regime de urgência em três comissões

    Projeto de lei da Câmara (PLC 27/08) que institui regime especial de tributação para os comerciantes que importam, por via terrestre, mercadoria originária do Paraguai tramita em regime de urgência, simultaneamente, nas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Assuntos Econômicos (CAE).

    Projeto de lei da Câmara (PLC 27/08) que institui regime especial de tributação para os comerciantes que importam, por via terrestre, mercadoria originária do Paraguai tramita em regime de urgência, simultaneamente, nas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Assuntos Econômicos (CAE). A proposta substitui a medida provisória dos “sacoleiros” (MP 380/07), revogada pelo governo.


    Ao instituir o Regime Tributário Unificado (RTU) para esses comerciantes, a proposição simplifica a cobrança de impostos e contribuições federais incidentes sobre a importação, estipulando alíquota única de 42,25%, e deverá beneficiar sociedades empresariais e empresários brasileiros optantes do Simples Nacional, ou seja, empresas cuja receita bruta anual é igual ou inferior a R$ 240 mil. Fica proibida a importação de produtos que não sejam destinados ao consumidor final, evitando-se, assim, que partes, peças e componentes possam se beneficiar da simplificação.


    A alíquota única de 42,25% sobre o preço de aquisição das mercadorias importadas corresponde à junção dos 18% do Imposto de Importação (II); 15% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); 6,65% da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); e 1,65% da contribuição do Programa de Integração Social (PIS). A Receita Federal do Brasil deverá regular e responder pela arrecadação do RTU. Os estados que quiserem poderão integrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao RTU mediante convênio com o governo federal.


    Produtos


    O Poder Executivo deverá elaborar uma lista de produtos permitidos para importação, definindo as quantidades e o fluxo trimestral ou semestral em que eles poderão ser importados. Também está prevista a criação de uma comissão para monitorar o RTU e o fluxo de comércio entre Brasil e Paraguai.


    Essa comissão se reunirá a cada três meses e será integrada por representantes da Câmara e do Senado; dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); da Ciência e Tecnologia (MCT); e das Relações Exteriores (MRE); e dos setores industrial, de comércio e serviços. O Pólo Industrial de Manaus terá vaga reservada entre os representantes do setor industrial na comissão, uma vez que a importação de eletrônicos poderá prejudicar a região. Além disso, será criado um Fundo para Recuperação Econômica do município de Foz do Iguaçu (PR), iniciativa da Câmara dos Deputados.


    A proposição também estabelece punições aos comerciantes pelo descumprimento da regras do RTU, prevendo multas, que deverão variar entre 50%, 75% e 100% do limite máximo de exportação permitido em valor ou quantidade. Além disso, o infrator estará sujeito à exclusão do sistema, por inobservância do limite de valor ou de quantidade, se, por exemplo, a mercadoria declarada não for idêntica à mercadoria efetivamente importada ou se a quantidade de mercadorias efetivamente importadas for maior que a quantidade declarada.


    Relator da proposição na CAE, o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) destacou a necessidade de aperfeiçoamento do comércio fronteiriço entre os dois países.


    “Parte considerável do tráfico de mercadorias é feita de maneira informal, pois as complexas e onerosas regras de internalização de mercadorias, muitas vezes, empurram os comerciantes para a informalidade e para a prática do descaminho”, ponderou em seu parecer. Na CAE, o PLC 27/08 deverá ser analisado na próxima terça-feira (15).


    Na CCJ, a relatora é a senadora Serys Slhessarenko (PT-MS) e a votação deve ocorrer na próxima quarta-feira (16). Ambos os senadores defendem a manutenção do texto aprovado pela Câmara, rejeitando as 17 emendas recebidas. Já na CRE, a proposição ainda aguarda designação do relator, mas já consta da pauta da reunião da próxima quinta-feira (17). A matéria também precisará ser submetida à representação brasileira no Parlamento do Mercosul.


    Agência Senado, 14 de abril de 2008.

  • Pequeno varejo paulista cresce 3,2% em fevereiro, apura Fecomércio-SP

    O pequeno varejo no estado de São Paulo registrou alta de 3,2% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A informação consta da Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), divulgada hoje.

     

    A maior alta foi registrada pelo segmento de Lojas de Material de Construção, 29,7%, na comparação com fevereiro de 2007. No somatório de 2008, o resultado do setor, aquecido pela maior oferta de crédito, é positivo: 29,3%.

    O pequeno varejo no estado de São Paulo registrou alta de 3,2% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A informação consta da Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), divulgada hoje.

     

    A maior alta foi registrada pelo segmento de Lojas de Material de Construção, 29,7%, na comparação com fevereiro de 2007. No somatório de 2008, o resultado do setor, aquecido pela maior oferta de crédito, é positivo: 29,3%. Outros segmentos que apresentaram resultados positivos foram Lojas de Móveis e Decorações (5,8%) e Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (2,9%).

     

    O pior desempenho  da sondagem ficou com Lojas de Autopeças e Acessórios, com queda de 23,6% nos negócios no segundo mês do ano e baixa de 22,8% no acumulado de 2008. Já Lojas de Eletroeletrônicos e Farmácias e Perfumarias registraram quedas no faturamento de 9,8% e 2,5%, respectivamente. O faturamento real do setor de Alimentos e Bebidas, o mais importante na composição da PCPV, pela participação no orçamento familiar, teve queda de 7,4% em fevereiro, na comparação com igual período de 2007, e já acumula baixa de 7% nos dois primeiros meses do ano.

     

    A Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV) é apurada desde 2004 pela Fecomércio-SP com dados coletados mensalmente junto a cerca de 600 estabelecimentos comerciais no Estado de São Paulo, com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões.

  • Alta de juros e de impostos reduz renda disponível para o consumo

    Valor Econômico  Editoria: Brasil    Página: A-2


    O aumento dos juros ao consumidor e a elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) retirou aproximadamente R$ 3,1 bilhões da renda familiar disponível para o consumo no primeiro trimestre do ano, sendo R$ 2,2 bilhões referentes ao incremento nas taxas de juros à pessoa física e R$ 918 milhões correspondentes à arrecadação extra de IOF (provocada também pelo aumento das concessões de crédito).

    Valor Econômico  Editoria: Brasil    Página: A-2


    O aumento dos juros ao consumidor e a elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) retirou aproximadamente R$ 3,1 bilhões da renda familiar disponível para o consumo no primeiro trimestre do ano, sendo R$ 2,2 bilhões referentes ao incremento nas taxas de juros à pessoa física e R$ 918 milhões correspondentes à arrecadação extra de IOF (provocada também pelo aumento das concessões de crédito). A estimativa faz parte de um estudo elaborado pela assessoria econômica Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). 


    O valor equivale a 0,5% do PIB estimado para o período, de R$ 683,7 bilhões, e a 0,8% do consumo das famílias no período. Pelo levantamento, no primeiro trimestre, a parcela do PIB destinada ao consumo das famílias foi de R$ 416,7 bilhões, 12,6% acima do verificado em igual intervalo do ano passado, em valores nominais. O cálculo foi realizado com base nas projeções de Produto Interno Bruto (PIB) e de consumo das famílias para o trimestre e do pagamento de IOF e de juros em março – os dados de janeiro e fevereiro já foram divulgados pelo governo. 


    “Este cálculo dá uma dimensão de como a mudança na tributação e na cobrança de juros comprometeram parte da renda que poderia ser destinada ao consumo e a investimentos”, afirma Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomercio-SP. Conforme o estudo, os gastos totais com juros e IOF pagos por pessoas físicas no primeiro trimestre do ano devem totalizar R$ 46,07 bilhões – 25,9% acima do total registrado no mesmo intervalo do ano passado, mesmo com a redução da taxa Selic de 13% para 11,25% ao ano no período. 


    “Teoricamente, a elevação de juros e de IOF deveria trazer algum efeito ao varejo, porque o custo do crédito aumenta, mas hoje o consumidor avalia se a prestação cabe no bolso”, avalia Carlos Thadeu de Freitas Gomes Filho, economista-chefe da SLW Asset Management. Para ele, mesmo a elevação da Selic prevista para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) não deve afetar a predisposição dos consumidores em se endividarem. “A concessão de crédito cresce 13,5% no ano, enquanto a massa salarial cresce 5,5%. O crédito mais abundante permite que se continue consumindo”, avalia o economista. 


    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo no país acumulam expansão de 10% nos 12 meses encerrados em janeiro. No primeiro mês do ano, o crescimento foi de 11,8%. Para Carlos Thadeu de Freitas Gomes, chefe do departamento econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), outro fator que deve ser levado em conta, diz, é a ampliação dos prazos de pagamento, que aumentou em mais de dois meses no último ano, passando de 374 dias para 447 dias, na média. “A oferta maior de crédito garantiu vendas mais aquecidas, sobretudo de bens de consumo duráveis. É certo que o aumento do IOF reduz a renda disponível. Mas o crédito mais farto e os prazos mais longos de pagamento tiram esse efeito da vista dos consumidores”, avalia. 


    Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revela que os consumidores inadimplentes aumentaram o número de dívidas nos últimos 12 meses. Em março do ano passado, 47% dos inadimplentes tinham apenas uma dívida em atraso, de carnê ou contrato bancário. Em março deste ano, esse índice caiu para 36%. O índice de três ou mais dívidas em atraso dobrou no mesmo período, passando de 21% para 42%. 




    Pelo estudo da Fecomercio, os gastos totais com juros e IOF no primeiro trimestre correspondem a 3,95% do PIB e a 6,48% do consumo das famílias. No primeiro trimestre do ano passado, esses índices eram mais baixos, de 3,61% e 5,83%, respectivamente. Carvalho calcula que apenas o aumento da taxa de juros a pessoas físicas entre janeiro e março correspondeu a 0,54% do PIB. “Se a taxa de juros tivesse se mantido estável, o total de gastos das famílias com juros teria sido R$ 2,236 bilhões menor”, compara. 




    No trimestre, comparado ao mesmo período de 2007, a concessão de crédito a pessoas físicas cresceu 26,5%, para R$ 258,6 bilhões, e o total de juros pagos aumentou 21,5%, para R$ 25,5 bilhões. O IOF arrecadado em operações de pessoas físicas aumentou 156,4% no período, para R$ 1,5 bilhão, superando a participação das pessoas jurídicas no total recolhido, segundo o estudo. 




    Carvalho, da Fecomercio-SP, vê com preocupação o aumento da oferta de crédito em ritmo mais veloz que o da renda das famílias. “A diferença entre expansão de crédito e aumento da massa de salários não pode permanecer por muito tempo, pois pode elevar o risco de inadimplência no longo prazo.” 


     




     

  • Sesc e Senac do Distrito Federal realizam Ação Comunitária neste domingo

    O Sesc e o Senac do Distrito Federal vão promover no próximo domingo, 13 de abril, um dia de ação comunitária na Região Administrativa do Paranoá, na Praça Central. A programação, que vai das 9h às 17h, é aberta a toda comunidade, de crianças a idosos.

    O Sesc e o Senac do Distrito Federal vão promover no próximo domingo, 13 de abril, um dia de ação comunitária na Região Administrativa do Paranoá, na Praça Central. A programação, que vai das 9h às 17h, é aberta a toda comunidade, de crianças a idosos. “A previsão é que mais de 2 mil pessoas participem do evento”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-DF, senador Adelmir Santana (DEM-DF).


    O Senac-DF levará ao evento uma estrutura que conta com três unidades móveis (Turismo e Hospitalidade, Informática e Imagem Pessoal), seis tendas, mesas e cadeiras, para atendimento ao público por parte de servidores, instrutores e alunos da instituição. Os moradores poderão fazer testes de glicemia, pressão arterial e massagens, entre outros benefícios. Além disso, serão oferecidos serviços de corte de cabelo, consultas oftalmológicas e também oficinas de Bordado com Pedrarias, Escultura com Balões, Biscuit, Pintura Artística de Unhas, Automaquiagem, Design de Sobrancelhas e Alimentação Alternativa.


    Já o Sesc-DF montará diversas tendas para oferecer atividades como pintura de rosto, tênis de mesa, cama elástica, brinquedos infláveis, jogos de salão, gibiteca, pintura livre, futebol e voleibol, materiais recicláveis e biscuit. Além disso, a entidade vai oferecer serviços odontológicos nas unidades móveis do OdontoSesc, leitura de qualidade na biblioteca itinerante BiblioSesc e ainda uma vasta programação de palco com apresentações de dança, música e teatro.

  • Comissão aprova criação da Semana de Educação Ambiental

    A Comissão de Educação e Cultura aprovou o Projeto de Lei 1960/07, do deputado Maurício Rands (PT-PE), que institui a Semana de Educação Ambiental nas instituições de educação infantil e de ensino fundamental e médio das redes pública e privada. As comemorações da semana serão realizadas anualmente, na primeiro quinzena de junho, com atividades planejadas de modo integrado e desenvolvidas em todos os componentes curriculares.

    A Comissão de Educação e Cultura aprovou o Projeto de Lei 1960/07, do deputado Maurício Rands (PT-PE), que institui a Semana de Educação Ambiental nas instituições de educação infantil e de ensino fundamental e médio das redes pública e privada. As comemorações da semana serão realizadas anualmente, na primeiro quinzena de junho, com atividades planejadas de modo integrado e desenvolvidas em todos os componentes curriculares. Em 5 de junho, já é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente e a Semana Nacional do Meio Ambiente.


    O relator do projeto, deputado Iran Barbosa (PT-SE), afirma que a Semana de Educação Ambiental será um marco para reflexão e ação em torno de atividades relacionadas ao tema, tanto da parte dos alunos como dos professores e de toda a comunidade escolar. A proposta altera a Lei da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/99).


    Tramitação

    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Senado, 11 de abril de 2008.

  • Padronização de regras de publicação de balanço empresarial

    O senador Adelmir Santana (DEM-DF) anunciou nesta sexta-feira (11), por meio de pronunciamento da tribuna do Plenário, que vai apresentar um projeto de lei nos próximos dias com o objetivo de padronizar a regra de publicação de balanços das empresas quando elas forem registradas nas juntas comerciais.


    O objetivo da proposta, segundo o parlamentar pelo Distrito Federal, é corrigir uma omissão na Lei 11.638, de 28 de dezembro de 2007, que alterou a legislação das sociedades anônimas, mas trouxe, segundo ele, uma incerteza jurídica às empresas, ao não se reportar à obrigatoriedade ou nã

    O senador Adelmir Santana (DEM-DF) anunciou nesta sexta-feira (11), por meio de pronunciamento da tribuna do Plenário, que vai apresentar um projeto de lei nos próximos dias com o objetivo de padronizar a regra de publicação de balanços das empresas quando elas forem registradas nas juntas comerciais.


    O objetivo da proposta, segundo o parlamentar pelo Distrito Federal, é corrigir uma omissão na Lei 11.638, de 28 de dezembro de 2007, que alterou a legislação das sociedades anônimas, mas trouxe, segundo ele, uma incerteza jurídica às empresas, ao não se reportar à obrigatoriedade ou não da publicação das demonstrações contábeis das sociedades de grande porte para fins de registro nas juntas comerciais.


    – Diante da lacuna, é possível, por exemplo, que a Junta Comercial de São Paulo exija a publicação dos balanços e a Junta Comercial do Rio de Janeiro diga que não há essa necessidade. É possível ainda que algumas empresas levem o assunto ao Judiciário, o que é absolutamente indesejável e fonte de aumento de custos, com efeitos negativos para o próprio consumidor – explicou o parlamentar.


    Segundo Adelmir Santana, essa incerteza já se tem manifestado concretamente nas consultas formuladas pelas empresas junto aos escritórios de advocacia e às juntas comerciais. Tal situação, lembrou o senador, nem sempre é percebida e acaba não ocupando os noticiários porque envolve “temas complexos”. O parlamentar foi enfático ao afirmar que o Senado, por ser a Casa da Federação, ” tem o dever de enfrentar essa questão”.


    – Estou convicto de que este é o verdadeiro papel do Poder Legislativo: trabalhar em consonância com as reais necessidades da sociedade organizada – ressaltou Adelmir Santana.


     

  • Debate destaca importância da nota fiscal eletrônica para sucesso de reforma tributária

    A importância da nota fiscal eletrônica para o sucesso das mudanças no sistema tributário nacional foi reconhecida pelos participantes do debate sobre tema, realizado, nesta quinta-feira (10), pela Subcomissão Temporária de Reforma Tributária. A universalização do uso da nota fiscal vai oferecer informações firmes sobre a arrecadação de cada estado, essencial para o estabelecimento de compensações entre as unidades beneficiadas ou prejudicadas com a mudança do sistema de tributação da origem para o destino.

    A importância da nota fiscal eletrônica para o sucesso das mudanças no sistema tributário nacional foi reconhecida pelos participantes do debate sobre tema, realizado, nesta quinta-feira (10), pela Subcomissão Temporária de Reforma Tributária. A universalização do uso da nota fiscal vai oferecer informações firmes sobre a arrecadação de cada estado, essencial para o estabelecimento de compensações entre as unidades beneficiadas ou prejudicadas com a mudança do sistema de tributação da origem para o destino.


    – A reforma só vai funcionar bem se a nota eletrônica for adotada em todas as unidades federativas – ponderou o ex-secretário da Fazenda do estado da Bahia, Albérico Mascarenhas, que também participou do debate.


    A subcomissão, vinculada à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), debate há um ano a reforma tributária. Há duas semanas, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) apresentou relatório preliminar com a concepção de um modelo tributário alternativo à proposta do governo, que se encontra em debate na Câmara dos Deputados. Ao tratar da nota fiscal eletrônica, a subcomissão começa a estudar aspectos operacionais envolvidos na implementação da reforma.


    Menos burocracia


    No debate desta quinta-feira, o senador Tasso Jeireissati (PSDB-CE), que preside a subcomissão, salientou os ganhos que serão propiciados pelo sistema de emissão eletrônica, em termos de redução da burocracia, hoje associada ao cumprimento das obrigações fiscais pela empresas. No caso do fisco, destacou a redução da sonegação.


    Albérico Mascarenhas ressaltou outros avanços que o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) deve produzir a partir da plena integração das administrações tributárias do país – União e estados. Por meio do cadastro único de contribuintes, como observou, os fiscos terão condições de cruzar dados dos contribuintes e obter elementos adicionais para combater a sonegação.


    O secretário-adjunto de Fazenda do estado de São Paulo, George Tormin, falou também do sistema de nota eletrônica lá adotado, que só incorpora o segmento que trabalha no varejo. Batizado pelo nome de Nota Fiscal Paulista, oferece crédito em dinheiro aos consumidores que exigem a nota fiscal. Os créditos correspondem a 30% do valor da nota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), exceto nas operações com gás canalizado, luz e telefone. Os depósitos são feitos na conta-corrente, poupança ou no cartão de crédito do consumidor. A nota fiscal deve conter o CPF ou CNPJ do consumidor, que depois se cadastra no site da Secretaria da Fazenda para liberar os créditos.


    Em resposta a questão apresentada por assessores da subcomissão, os palestrantes afirmaram que todos os sistemas de notas eletrônicas em operação possuem tecnologias convergentes. Assim, cada sistema poderá ser ajustado de forma a permitir a migração de informações de um a outro.


    Agência Senado, 11 de abril de 2008.


     

  • Mossoró recebe o Sesc Cidadão

    O município de Mossoró, no Rio Grande do Norte, está recebendo hoje (11) o programa Sesc Cidadão, iniciativa direcionada a crianças e jovens de baixa renda que tem como objetivo afastá-las das ruas e de situações de marginalidade. É a primeira vez que o Sesc-RN leva o projeto ao município, localizado a quase 300 km da capital, Natal.

    O município de Mossoró, no Rio Grande do Norte, está recebendo hoje (11) o programa Sesc Cidadão, iniciativa direcionada a crianças e jovens de baixa renda que tem como objetivo afastá-las das ruas e de situações de marginalidade. É a primeira vez que o Sesc-RN leva o projeto ao município, localizado a quase 300 km da capital, Natal.


    Paticiparam da cerimônia de lançamento do Sesc Cidadão a vice-prefeita de Mossoró, Cláudia Regina, a gerente de Desenvolvimento Social do município, Fátima Moreira, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac do Rio Grande do Morte, Marcelo de Queiroz, e o diretor do Sesc regional, Marconi Marinho, entre outros.


    Inicialmente, cerca de 80 jovens de uma comunidade carente da periferia da cidade, entre 10 e 15 anos, matriculados nas séries iniciais do Ensino Fundamental e preferencialmente beneficiados por instituições sociais assistidas pelo Programa Mesa Brasil Sesc, participarão do Sesc Cidadão. Mas há a perspectiva de aumentar o número de jovens atendidos. Atividades variadas, como música, aulas sobre História da Arte, oficinas de interpretação e estudos literários, entre outras, farão parte do cotidiano dos alunos. “As crianças terão reforço na Educação e acesso a ações de cidadania. Além disto, vamos trabalhar a vocação profissional destes adolescentes”, afirma o diretor-regional do Sesc, Marconi de Figuerêdo.


    Para o presidente do Sesc-RN, Marcelo de Queiroz, o projeto permitirá que crianças e adolescentes da região dêem continuidade ao trabalho realizado pelas escolas públicas nas quais estão matriculados: “Atualmente, projetos de cunho social são muito debatidos, mas os empresários do comércio têm esta responsabilidade social há mais de 60 anos, quando criaram o Sesc e o Senac”, afirmou.


    No Rio Grande do Norte, a entidade realiza outros dois projetos semelhantes: o Vida na Vila, em Natal, e o Crescendo e Aprendendo, em Caicó.

  • Fecomércio-RJ divulga custo da Cesta de Compras na capital

    O consumo médio das famílias residentes no município do Rio de Janeiro foi 0,54% maior na primeira semana de abril, ante a anterior, passando de R$ 354,97 para R$ 356,89. É o que mostra a pesquisa que a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro acaba de divulgar.

    O consumo médio das famílias residentes no município do Rio de Janeiro foi 0,54% maior na primeira semana de abril, ante a anterior, passando de R$ 354,97 para R$ 356,89. É o que mostra a pesquisa que a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro acaba de divulgar.


    O avanço na Cesta de Compras do consumidor carioca – que reflete as variações de mais de 6,4 mil preços, coletados em 200 locais e referentes aos 39 produtos de maior peso no orçamento – foi sentido tanto pelas famílias com rendimento mensal até oito salários mínimos (gastos 0,58% maiores) quanto pelas que recebem acima deste valor (alta de 0,51%).


    Na análise mensal, compreendida ente 8 de março e 7 de abril, a Cesta de Compras registrou alta de 1,39%. No acumulado do ano, o custo da Cesta de Compras já subiu 6,94%, e, nos últimos 12 meses até a primeira semana de abril, 15,01%.


    Os detalhes da pesquisa, e outras notícias sobre a atuação da Fecomércio do Rio de Janeiro, estão no site da entidade.