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  • CAS aprova consolidação da legislação sanitária federal

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (9), substitutivo a projeto de lei (PLS 619/07) do senador Tião Viana (PT-AC) que consolida a legislação sanitária federal. O substitutivo foi apresentado pelo relator, senador Augusto Botelho (PT-RR), e segue, agora, para votação em Plenário.


    Para acelerar a tramitação da matéria, a CAS aprovou, também, requerimento de urgência apresentado pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP).

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (9), substitutivo a projeto de lei (PLS 619/07) do senador Tião Viana (PT-AC) que consolida a legislação sanitária federal. O substitutivo foi apresentado pelo relator, senador Augusto Botelho (PT-RR), e segue, agora, para votação em Plenário.


    Para acelerar a tramitação da matéria, a CAS aprovou, também, requerimento de urgência apresentado pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP). O parlamentar por São Paulo assinalou a coincidência de a proposta estar sendo aprovada nesta quarta-feira, quando está sendo celebrado, no Senado, o Dia Mundial da Saúde.


    Segundo o relator, a proposta compõe-se de nove livros que consolidam toda a legislação sanitária existente. Embora não crie novas leis, descarta aquelas que já perderam validade.


    Augusto Botelho apontou como principal objetivo da proposta facilitar a leitura e a interpretação das leis sanitárias federais, auxiliando no controle exercido pelos conselhos estaduais e municipais de saúde. Na ocasião, também agradeceu a colaboração da consultoria e da assessoria jurídica do Senado, bem como de técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na elaboração do substitutivo.


    Ao presidir a reunião, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) cobrou do Congresso a votação de projeto de lei (PLS 121/07 – Complementar) apresentado por Tião Viana para regulamentar a Emenda Constitucional 29, que assegura mais verbas para a saúde pública.


    Agência Senado, 9 de abril de 2008.

  • Anvisa defende lei para obrigar fracionamento de remédios

    O chefe substituto da Assessoria Técnica e Parlamentar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Henrique Trindade da Silva, afirmou que o órgão não obriga o fracionamento dos medicamentos pelas farmácias porque não tem essa competência.


    Gustavo observou que é preciso uma lei que obrigue essa medida, razão pela qual o Executivo enviou o Projeto de Lei 7029/06 para o Congresso. A proposta torna compulsória a adequação dos estabelecimentos ao fracionamento dos remédios e está em análise na Câmara.

    O chefe substituto da Assessoria Técnica e Parlamentar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Henrique Trindade da Silva, afirmou que o órgão não obriga o fracionamento dos medicamentos pelas farmácias porque não tem essa competência.


    Gustavo observou que é preciso uma lei que obrigue essa medida, razão pela qual o Executivo enviou o Projeto de Lei 7029/06 para o Congresso. A proposta torna compulsória a adequação dos estabelecimentos ao fracionamento dos remédios e está em análise na Câmara. “A Anvisa é plenamente favorável ao fracionamento de medicamentos, que resolve a questão da posologia (indicação da quantidade e formas de usar o remédio)”, afirmou. “A Anvisa não produz medicamentos, mas regula essa produção.” Gustavo reconhece que é necessário uma campanha de divulgação sobre o fracionamento.


    Falsificações

    Na avaliação do convidado, a rastreabilidade dos medicamentos, para verificar possíveis falsificações, é um problema não só do Brasil. Ele disse, porém, que é possível melhorar os mecanismos para garantir a segurança sanitária dos remédios. “Também cabe aos conselhos de farmácia ajudar na fiscalização do sistema de vigilância sanitária”, acrescentou.


    Ele ponderou ainda que o órgão tem respeito pela Câmara, e que a presença de um dirigente maior da Anvisa só não foi possível devido a outros compromissos. Ele respondeu a críticas do deputado José Carlos Araújo (PR-BA).


    O deputado Ribamar Alves (PSB-MA) afirmou que o fracionamento de medicamentos é lógico e está imposto na conduta do médico, que deve ter conhecimento aprofundado de farmacologia. Ele observou também que o farmacêutico não tem autoridade de mudar a posologia indicada pelo médico.


    Agência Câmara, 9 de abril de 2008




     

  • Conselho Nacional do Sesc reúne-se na CNC

    A Confederação Nacional do Comércio sediou hoje (9), no Rio de Janeiro, a reunião do Conselho Nacional do Sesc, órgão de estrutura tripartite que tem como principais funções definir diretrizes e coordenar e controlar as atividades da instituição em todo o país.


    Na pauta, a aprovação de relatórios das administrações regionais da Entidade relacionados à aquisição de imóveis e terrenos e regimentos internos, entre outros.

    A Confederação Nacional do Comércio sediou hoje (9), no Rio de Janeiro, a reunião do Conselho Nacional do Sesc, órgão de estrutura tripartite que tem como principais funções definir diretrizes e coordenar e controlar as atividades da instituição em todo o país.


    Na pauta, a aprovação de relatórios das administrações regionais da Entidade relacionados à aquisição de imóveis e terrenos e regimentos internos, entre outros. O presidente do Conselho Nacional do Sesc e da Confederação Nacional do Comércio, Antonio Oliveira Santos, orientou os trabalhos acompanhado do diretor do Departamento Nacional do Sesc, Maron Emile Abi-Abib, e dos representantes do Ministério do Trabalho e Emprego Marcos Ribeiro e Zoroastro Torquato.


    A reunião teve início com a apresentação de reportagem veiculada pelo programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, sobre a Escola Sesc de Ensino Médio, a escola-residência cujo primeiro ano letivo foi iniciado em fevereiro. O projeto, fruto de quatro anos de pesquisas em unidades similares nos Estados Unidos e em Cuba, oferecerá, gratuitamente, preparação de excelência para o ingresso no ensino superior a jovens de todo o Brasil.


    O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac do Mato Grosso, Pedro Nadaf, apresentou vídeos institucionais contendo todas as realizações da Entidade, com destaque para as unidades Casa do Artesão e Sesc Arsenal.


    Participaram também da reunião representantes dos conselhos regionais do Sesc, das federações nacionais e estaduais do comércio de bens, serviços e turismo filiadas à CNC e de trabalhadores.

  • Indústria do turismo começa a sofrer impacto da epidemia

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional     Página: A-5


    Os efeitos da dengue na economia começam a aparecer nas estatísticas. O total de reservas em hotéis do Rio está 20% menor do que o esperado para o próximo feriado, dia de Tiradentes. No emprego, o número de trabalhadores infectados pela doença é comparável, em média, a um segmento inteiro da indústria fluminense.

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional     Página: A-5


    Os efeitos da dengue na economia começam a aparecer nas estatísticas. O total de reservas em hotéis do Rio está 20% menor do que o esperado para o próximo feriado, dia de Tiradentes. No emprego, o número de trabalhadores infectados pela doença é comparável, em média, a um segmento inteiro da indústria fluminense.


    A Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) revelou que as reservas feitas até esta semana indicam uma ocupação de 45% nos hotéis da cidade para o final de semana do dia 21 de abril. “Esse percentual estaria hoje, em condições normais, de 52% a 55%”, afirmou o presidente da entidade, Alfredo Lopes. O que preocupa representantes de hotéis como Windsor e Sheraton é que esse quadro tende a se agravar, apesar de as filas nos hospitais terem diminuído nos últimos dias – com a chegada de mais médicos e, finalmente, investimentos das autoridades. É que o contágio da doença no turismo é tardio.


    “Estamos preocupados mesmo é com o que pode acontecer nos próximos meses porque a imagem da cidade vai sendo afetada aos poucos no exterior e nos outros estados”, teme o gerente-geral do Hotel Windsor da Barra da Tijuca, Marcelo Bezerra. A Barra é dos bairros mais picados pelo mosquito.


    Dois eventos de grandes empresas foram cancelados no estabelecimento, transferidos deste mês para uma data ainda não definida. O hotel já havia perdido um seminário do laboratório Merck, como foi noticiado. O valor do cancelamento não é revelado, mas outros funcionários do Windsor Barra contam que um evento costuma render até R$ 2 milhões. O prejuízo pode ter sido de até R$ 6 milhões, portanto. Valores mais conservadores apontam para uma perda de R$ 4 milhões.


    A dengue, na verdade, já mudou a rotina dos hotéis, que estão precisando contratar empresas de dedetização para espantar os mosquitos. “O hotel está cheio, mas estamos suando a camisa para mostrar para os turistas que o mosquito não entra aqui”, diz o recepcionista do Sheraton Barra, Leonardo Domingues. Até repelente o Sheraton oferece aos hóspedes. No Windsor, o gasto semanal com a contratação do serviço particular de fumacê chega a R$ 750. Nada para uma rede com faturamento de bilhões.


    Procurada por Sidney Linhares, diretor de operação da agência de turismo Del Bianco, que trabalha apenas com a venda de pacotes no exterior, o órgão informou que o problema da dengue era para ser resolvido pelas autoridades da saúde. “Procurei a RioTur e me disseram que a dengue não tinha nada a ver com o turismo e que só a secretaria de Saúde poderia resolver”, reclamou Linhares. “Isso é um absurdo porque estamos sofrendo com a epidemia.


    Cinco pacotes foram cancelados nas duas últimas semanas e já recebi consultas sobre a situação da epidemia de países como Israel e Austrália.


    A cegueira, no entanto, parece ser apenas das autoridades brasileiras. Até agora, ministérios das Relações Exteriores e embaixadas de países como Estados Unidos, França, Portugal, Uruguai, França e Itália já emitiram comunicados de alerta sobre a doença.


    Presidente da Brazilian Incoming Travel Organization (Bito), Roberto Dultra confirma que o número de pedidos de informações sobre a doença está aumentando: “As agências dos Estados Unidos e da Europa estão interessadas na doença. Eles querem tomar as medidas preventivas. Ainda não decidimos, mas talvez venhamos a interpelar as autoridades”.


    Na avaliação de Alexandre Sampaio, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, tudo indica que o mês de abril será ruim. “Os números de março não foram afetados, não tivemos perdas, mas os cancelamentos internacionais estão acontecendo. Temos que intensificar o combate ao vetor e evitar outra epidemia em 2009.”


    Hóspede do Royalty Hotel, Evanice Cibulskis só veio para o Brasil porque não sabia da dengue. Brasileira residente nos Estados Unidos, ela passou primeiro por São Paulo antes de chegar ao Rio, e foi alertada sobre a dengue pelos paulistas. “Eles tentaram me convencer a não vir para o Rio, mas eu queria visitar minha família e não estava acreditando muito. Vi que não era estardalhaço da mídia quando encontrei minha sobrinha com dengue, muito mal no hospital”, disse. “Não houve tempo para mudar de planos, mas eu teria adiado essa viagem se soubesse”, completou.


    Os hotéis relatam que as embaixadas dos Estados Unidos, de Portugal e Espanha estão recomendando que as pessoas não venham para o Rio. Por causa do medo de a notícia se espalhar, os profissionais do setor tentam disfarçar o impacto da dengue.


     


     


     


     

  • Comércio faturou mais em fevereiro

    Jornal do Commercio    Editoria: Rio de Janeiro     Página: A-22


    O faturamento do comércio no estado do Rio de Janeiro cresceu 1,3% em fevereiro deste ano na comparação com igual período de 2007, aponta a Pesquisa Mensal do Comércio, feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio (Fecomércio-RJ). Esse foi o terceiro melhor desempenho para o mês, desde o início da série histórica iniciada em 2002.

    Jornal do Commercio    Editoria: Rio de Janeiro     Página: A-22


    O faturamento do comércio no estado do Rio de Janeiro cresceu 1,3% em fevereiro deste ano na comparação com igual período de 2007, aponta a Pesquisa Mensal do Comércio, feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio (Fecomércio-RJ). Esse foi o terceiro melhor desempenho para o mês, desde o início da série histórica iniciada em 2002. Nos anos de 2002 e 2006, foram registrados os aumentos mais intensos, de 7,3% e 1,9%, respectivamente.


    O motor propulsor para esse crescimento da receita no segundo mês do ano foi do grupo dos Bens Não Duráveis (+4,5%), que apresenta trajetória de expansão desde maio de 2004. Por outro lado, os grupos Bens Semiduráveis (-2,3%), Bens Duráveis (-1,4%), Combustíveis e Lubrificantes (-0,6%) e Comércio Automotivo (-0,5%) fizeram pressão no sentido contrário.


    Papelaria, Livraria e Material de Escritório, com a contribuição das vendas do período de volta às aulas, foi o subgrupo que apresentou o maior aumento (+7,4%) na relação entre os meses de fevereiro de 2007 e 2008. É o melhor desempenho já registrado por este subgrupo, desde o início do levantamento, há sete anos.


    Os subgrupos Supermercados e Calçados também obtiveram bons resultados, visto que apresentaram altas de 5,3% e 3,4% em suas respectivas receitas. Já os subgrupos Vestuário, Cine Foto Som e Óticas e Autopeças e Acessórios se destacaram entre as maiores quedas: 4,6%, 2,9% e 1,6%, respectivamente.


    No primeiro bimestre do ano, o faturamento do comércio do estado do Rio de Janeiro acumulou uma alta de 2,1%, variação superior ao resultado apurado em igual período de 2006, 0,2%. Enquanto as receitas dos grupos de Bens Não Duráveis e de Comércio Automotivo cresceram 4,5% e 1,6%, respectivamente, os grupos dos Bens Semiduráveis, Combustíveis e Lubrificantes e Bens Duráveis faturaram entre 0,9% e 1,3% menos. O faturamento no acumulado de 12 meses, comparado ao registrado no mesmo período imediatamente anterior, apontou crescimento de 2,6%.


     


     


     

  • Lá e cá

    Jornal do Commercio   Editoria: Colunas    Página: A-18


    Márcia Peltier


    A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) irá entregar o prêmio Personalidade do Ano de 2008 ao fundador e presidente do banco português Banif, Horácio Roque. Sua instituição financeira é uma das que mais investirão no Brasil nos próximos meses. De acordo com o plano de expansão de sua rede para o varejo, a meta é ter 25 agências por aqui até 2010.

    Jornal do Commercio   Editoria: Colunas    Página: A-18


    Márcia Peltier


    A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) irá entregar o prêmio Personalidade do Ano de 2008 ao fundador e presidente do banco português Banif, Horácio Roque. Sua instituição financeira é uma das que mais investirão no Brasil nos próximos meses. De acordo com o plano de expansão de sua rede para o varejo, a meta é ter 25 agências por aqui até 2010. Durante a entrega do prêmio, no próximo dia 15, no hotel Ritz de Lisboa, o carioca Olavo Monteiro de Carvalho, presidente do Grupo Monteiro Aranha e da Associação Comercial do Rio de Janeiro, será homenageado pelo lado verde-amarelo.


     


     

  • Beabá das finanças

    Jornal do Commercio   Editoria: Colunas    Página: A-18


    Márcia Peltier


    O brasileiro aprendeu muito com a estabilidade do real e, agora, mostra maturidade com relação às contas do dia-a-dia. Pesquisa da Fecomércio-RJ, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, revela que 82,1% das famílias no 1º trimestre deste ano estavam com sobra ou equilíbrio no orçamento, o maior percentual dos últimos oito anos.

    Jornal do Commercio   Editoria: Colunas    Página: A-18


    Márcia Peltier


    O brasileiro aprendeu muito com a estabilidade do real e, agora, mostra maturidade com relação às contas do dia-a-dia. Pesquisa da Fecomércio-RJ, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, revela que 82,1% das famílias no 1º trimestre deste ano estavam com sobra ou equilíbrio no orçamento, o maior percentual dos últimos oito anos. Além disso, entre aqueles que tiveram sobra, 37,7% disseram que vão guardar para consumir no futuro, a maior parcela desde 2001.


     


     

  • Mais força aos pólos

    Jornal do Commercio   Editoria: Jornal do Lojista    Página: A-18


    Após quase um século de desatenção, os olhares se voltam para o centro de grandes cidades brasileiras. A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) quer impulsionar a revitalização do Centro do Rio com a importação dos business improvement districts (algo como quarteirão comercial com melhorias, conhecido pela sigla BID), formato de associativismo em pólos comerciais baseado na parceria público-privada difundido nos Estados Unidos, principalmente em Nova York.

    Jornal do Commercio   Editoria: Jornal do Lojista    Página: A-18


    Após quase um século de desatenção, os olhares se voltam para o centro de grandes cidades brasileiras. A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) quer impulsionar a revitalização do Centro do Rio com a importação dos business improvement districts (algo como quarteirão comercial com melhorias, conhecido pela sigla BID), formato de associativismo em pólos comerciais baseado na parceria público-privada difundido nos Estados Unidos, principalmente em Nova York. Os BIDs se distinguem porque são oficializados por lei. O projeto da ACRJ deverá ficar pronto até o final do mês, mas dependerá da aprovação de emenda constitucional e lei municipal. Ainda não foi definido onde será o primeiro BID brasileiro, mas a região da Avenida Chile, no Centro do Rio, sai na frente nos estudos preliminares, segundo Maria Silvia Bastos Marques, vice-presidente da ACRJ.


    Os BIDs são instituições sem fins lucrativos, que funcionam como um tipo de condomínio de ruas dotadas de forte concentração de atividades de comércio e serviços. Geralmente, estão em áreas nos centros das cidades, que sofreram desvalorização ao longo do tempo. Para implantar o sistema, empresários e donos de imóveis de uma área geográfica a ser delimitada manifestam seu interesse e aprovam um estatuto no projeto da ACRJ está prevista a necessidade de aprovação de 70% dos proprietários de imóveis da região. Aprovada a formação do BID, uma taxa compulsória passa a ser cobrada pela prefeitura e repassada à governança do distrito. A obrigatoriedade de pagamento da taxa é o diferencial em relação a outras formações associativistas.


    A contribuição pode ser aplicada em melhorias no entorno, principalmente para complementação de serviços públicos, como os de limpeza e segurança, ou ações sociais para retirada de moradores de rua. A equipe atua ainda como elemento de divulgação e informação para os freqüentadores do local, dando assistência a turistas e promovendo ações de marketing. Iniciativas como essas já vêm sendo implementadas em pólos comerciais cariocas há bastante tempo, mas o pagamento opcional da taxa favorece a inadimplência e garante benefícios a empresários e proprietários que preferem não aderir às associações.


    Inadimplência


    Segundo Ênio Bittencourt, dono da Sport GMB e presidente da Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), principal pólo de comércio popular do Centro do Rio, das 1,2 mil empresas da região, cerca de 800 são associadas, mas apenas 220 delas pagam as mensalidades em dia. As cobranças são de R$ 60, R$ 90 ou R$ 120, dependendo do tamanho da loja, valores investidos em equipe de140 seguranças privados e 20 empregados de limpeza, além de estacionamento e rádio comunitária.


    O Pólo Gastronômico da Tijuca passa por situação semelhante. Marcelo Melo, dono do restaurante Meu Cantão e diretor comercial da associação de empresários do pólo, explica que das 20 casas localizadas no local, 15 são associadas, mas todas acabam se beneficiando das ações por estarem dentro do perímetro. A associação do pólo já conseguiu melhorias na iluminação das ruas e aumento de vagas nos estacionamentos, além de contratar em conjunto serviços como assessoria de imprensa, criação e manutenção de site e contabilidade.


    Segundo Melo, os atrasos também são bastante comuns, pois o pagamento não é visto como um compromisso, quando o orçamento aperta. “Uma legislação prevendo a obrigatoriedade no pagamento das taxas de administração beneficiaria muito o comércio. Mesmo que haja controvérsias no princípio, os empresários se calarão ao verem o dinheiro revertido em benefício próprio”, avalia.


    Já Robert Huther, dono do restaurante Via China e presidente do Pólo Gastronômico de Botafogo, é contrário a taxas obrigatórias. “Em um país cuja carga tributária é altíssima, não deve haver cobrança de mais uma taxa. Cabe às associações fazerem um trabalho de conscientização dos benefícios das ações resultantes da contribuição e recolher o dinheiro apenas daqueles que concordarem em participar da associação”, opina. O Pólo Gastronômico de Botafogo foi formalizado há quatro anos e congrega 17 empresas. O calendário de eventos de 2008 prevê a realização de oito atividades. De acordo com Huther, há aumento de aproximadamente 30% na movimentação local nesses dias. “Trata-se de uma iniciativa privada que não tem o intuito de substituir o poder público, mas trabalhar de forma integrada com ele”, explica Huther.


    Para vencer os possíveis impasses nos pólos comerciais já estabelecidos, caracterizados pela presença de diversos pequenos comerciantes, o projeto piloto da ACRJ focará em ruas ou quarteirões que abrigam sedes de grandes empresas, segundo Maria Silvia, vice-presidente da entidade. Esses casos seriam mais apropriados para efeito de demonstração às demais regiões do estado e até mesmo do País, por condensarem um menor número de corporações com maior representatividade territorial.


    O local para o projeto piloto ainda não foi definido, mas deve contemplar parte da Avenida Chile, no Centro do Rio, onde estão instaladas a Petrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Tishman. A ACRJ vai auxiliar os empresários na delimitação da área, cálculo de custos e definição dos problemas a serem enfrentados, como iluminação, sinalização, segurança e presença de moradores de rua. “A idéia é mostrar a viabilidade econômica desse tipo de iniciativa para que ela seja replicada em outros locais. Estamos cansados de iniciativas sem continuidade e o BID é um modelo comprovadamente sustentável”, afirma Maria Silvia.


    De acordo com a executiva, uma comissão já está sendo formada na Câmara dos Vereadores do Rio para acompanhar a implantação dos BIDs, que não devem sofrer muitas alterações em relação aos modelos utilizados em países como Estados Unidos, Canadá e África do Sul que possuem algumas diferenças entre si.


    Legislação


    O ponto mais complicado é a legislação. Em alguns países as taxas são cobradas junto de taxas similares ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). O IPTU, porém, não permite direcionamento específico. Na prática, tarifas municipais não serviriam para os propósitos dos BIDs. Nesse caso, o projeto depende de emenda constitucional para criar uma nova tarifa municipal com propósito específico, que depois passará por regulamentação em cada município, para definição dos modelos de prestação de contas e de escolha das iniciativas.


    A Câmara dos Vereadores, o governador do estado do Rio, Sérgio Cabral; o prefeito César Maia; e o ministro das Cidades, Marcio Fortes, já foram mobilizados em prol do projeto, de acordo com Maria Silvia. A vice-presidente da ACRJ espera que a emenda seja aprovada até o fim do ano, para que possa ser posta em prática já em 2009. O fato de estarmos em ano eleitoral eleva o otimismo da executiva. “A criação dos BIDs é benéfica para os empresários, mas também para os municípios e para a sociedade. Ocorrem a recuperação do valor dos imóveis, o aumento das contribuições fiscais e o resgate do espaço público”, diz.


    “O projeto dos BIDs, se aprovado pelos legisladores, será fundamental para a revitalização do Rio”, concorda Sérgio Malta, superintendente do Sebrae/RJ, que também se vale dos exemplos bem sucedidos de outros países para acreditar na viabilidade de implantação dos BIDs no Brasil. “Mesmo com as dificuldades que enfrenta, a Saara é um exemplo de como a organização de um espaço empresarial pode auxiliar os comerciantes”, completa.


     


     


     


     


     

  • IPC-S acelera e tem alta de 0,64%

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-3


    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,64% na abertura de abril.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-3


    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,64% na abertura de abril. Com isso, superou em 0,19 ponto percentual a taxa do fechamento do mês passado, de 0,45%, e marcou “o resultado mais expressivo” desde a primeira semana de fevereiro de 2008, quando o índice registrou variação de 0,82%, salientou a Fundação Getulio Vargas (FGV) em nota na sua página eletrônica. 


    O destaque coube ao ramo alimentação, que saiu de um avanço de 0,62% no fim de março para um acréscimo de 1,21% neste levantamento. A aceleração refletiu aumento nos preços das hortaliças e legumes, das frutas, de pães e biscoitos, laticínios e carnes suínas. 


    Transportes também tiveram elevação mais intensa entre uma pesquisa e outra, de 0,35% para 0,49%. Mesmo comportamento foi apurado por saúde e cuidados pessoais (0,34% para 0,38%) e habitação (0,47% para 0,49%). Vestuário diminuiu o ritmo de queda: -0,29% no mês passado para -0,01% agora. Já educação, leitura e recreação e despesas diversas abrandaram a alta, marcando agora 0,49% e 0,23%. No fim de março, haviam subido 0,55% e 0,29%. 


     


     




     

  • Produtividade sobe acima do salário este ano

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-4


    Nos 12 meses até fevereiro, a produtividade do trabalho na indústria cresceu 4,6%, acelerando o ritmo em relação ao ano de 2007, quando o indicador subiu 4,1%. Esse aumento de eficiência – tanto em 2007 como nos 12 meses até fevereiro – superou o ganho real médio dos salários, que ficou em 3,1% no ano passado e agora recuou para 2,85%, segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-4


    Nos 12 meses até fevereiro, a produtividade do trabalho na indústria cresceu 4,6%, acelerando o ritmo em relação ao ano de 2007, quando o indicador subiu 4,1%. Esse aumento de eficiência – tanto em 2007 como nos 12 meses até fevereiro – superou o ganho real médio dos salários, que ficou em 3,1% no ano passado e agora recuou para 2,85%, segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE. É mais um sinal de que o crescimento da indústria ocorre de modo sustentável, sem pressões inflacionárias relevantes. 


    A diferença entre produtividade e salário passou de 1 ponto percentual no ano passado para 1,8 ponto. Isso equivale a uma queda de 1,7% do custo unitário do trabalho (CUT) em termos reais, uma boa notícia para o controle da inflação. Há algumas pressões localizadas, como em indústrias extrativas e no setor de coque, refino de petróleo e álcool, mas o quadro geral é bastante favorável. 


    “O CUT negativo mostra que os ganhos de produtividade das empresas superam os reajustes acima da inflação concedidos aos trabalhadores”, diz o economista Bráulio Borges, da LCA Consultores. Em 2007, o CUT, que mede o custo da mão-de-obra para produzir uma determinada mercadoria, teve queda de 0,96%, descontada a inflação. Para ele, isso é fundamental num momento em que as companhias enfrentam outras pressões de custos, como eventuais elevações dos preços de matérias-primas e insumos. “É uma tendência que ajuda a reduzir repasses do atacado para o varejo.” 


    Para o Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos do Bradesco, a trajetória do CUT mostra que, ainda que os salários estejam aumentando – um reflexo do aquecimento no mercado de trabalho – , a expansão da produtividade na indústria é mais intensa, o que minimiza os impactos da alta salarial em diferentes setores. O CUT tem ficado em terreno favorável para a inflação de bens industriais. Para os economistas do Bradesco, isso não quer dizer, porém, que a demanda não esteja extremamente aquecida e que não seja necessário um ajuste nos juros. Na avaliação do banco, a indústria enfrenta fortes pressões de custos por conta do aumento nos preços das commodities. O Bradesco aposta em um aumento na taxa Selic, começando por uma alta de 0,25 ponto percentual já na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana que vem. 


    Borges destaca o fato de o crescimento da produtividade ocorrer com aumento simultâneo da produção, que cresceu 6,85% nos 12 meses até fevereiro, e do número total de horas pagas aos trabalhadores, com alta de 2,12% no período. Não há destruição de emprego, pelo contrário. É um aumento de eficiência virtuoso, que ocorre com mais força na indústria de transformação. No segmento, a produtividade subiu 4,7%, enquanto que as indústrias extrativas tiveram elevação de 3,5%. 


    Para Borges, a maturação do investimento é importante para explicar os fortes ganhos de eficiência da indústria. Com o forte crescimento das compras de máquinas e equipamentos, as empresas apostam na modernização dos processos produtivos, diz Borges. 


    Os maiores destaques são os segmentos de máquinas e equipamentos e fabricação de meios de transporte. No primeiro, a produtividade cresceu 8,3%, ao passo que o salário médio caiu 5,9%, descontada a inflação. Nesse caso, a diferença entre a produtividade e os salários ficou em 14,2 pontos percentuais, uma situação muito confortável do ponto de vista da inflação. A produtividade na fabricação de meios de transporte (onde está a indústria automobilística) avançou 8%, bem mais que o 1,71% do ganho real médio dos salários. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, isso indica que, nesses dois segmentos, uma parcela maior dos ganhos de produtividade está indo para a empresa. “Em tempos de altas generalizadas dos preços de commodities, o aumento dos salários compete com os aumentos de custo de matéria-prima. Se os custos de matéria-prima não tivessem subido tanto, talvez os ganhos salariais pudessem ser maiores nessas empresas.” 


    Em comparação com fevereiro do ano passado, o ritmo de expansão da produtividade mais do que dobrou, saindo de um crescimento de 2,1% para 4,7%, observa Thaís Zara, economista da Rosenberg Consultores Associados. A variação da folha de salário médio real foi menor, saindo de 1,6% para 2,85%. “O ganho de produtividade acima do aumento da folha mostra que parte dos ganhos ficaram retidos na indústria, não se traduziram totalmente em poder de compra extra para os trabalhadores, pelo menos na maioria das áreas.” Pelos cálculos do Valor, as diferenças entre produtividade e salário mais significativas ocorreram nos setores de máquinas e equipamentos, borracha e plástico, meios de transporte, madeira, vestuário, calçados e couro. 


    Fernando Sarti, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia os números com mais otimismo. Para ele, as indústrias estão conseguindo responder à demanda aquecida com ganhos de produtividade, mas elevando pouco os custos trabalhistas, o que ajuda a contrabalançar o aumento dos custos com insumos. “As indústrias estão conseguindo responder com produção sem ter tantas pressões.” Sarti também considera que a expansão de produtividade em alguns setores, como o de máquinas e equipamentos e minerais não-metálicos – que elevaram mais a produção que as horas pagas e não registraram aumento significativo no uso de capacidade instalada nos últimos meses – também pode refletir a maturação de investimentos iniciados em anos anteriores. 


    No setor de coque, refino de petróleo e álcool a situação é menos favorável. A produtividade caiu 5,4% nos 12 meses até fevereiro, período em que a produção aumentou 4,7% e o número de horas pagas, 10,7%. Vale diz que o segmento “teve vários problemas de produção no ano passado, com paradas técnicas em plataformas que atrapalharam o refino também”. Borges lembra que o setor também sofreu com o atraso no aumento esperado da capacidade instalada.


    As empresas contrataram mais, mas não houve a expansão produtiva no tempo que se esperava. O salário médio real cresceu 1,75% no segmento, mas, como a produtividade teve queda, o CUT registrou alta de 7,6%, indicando pressão de custo. 


    As indústrias extrativas também viram a produtividade, com alta de 3,5%, crescer menos do que os salários (aumento de 8,1%). Para Borges, o problema aí é a falta de mão-de-obra qualificada, enfrentada por empresas como a Vale do Rio Doce. Ele acredita, porém, que são problemas localizados. A situação geral da indústria é positiva, e os salários não aparecem como ameaça inflacionária consistente.