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  • Senac-PR participa do IX Encontro Estadual de Secretários, Dirigentes e Técnicos Municipais de Turismo

    O Centro de Convenções de Curitiba sedia, entre os dias 8 e 12 de abril, o IX Encontro Estadual de Secretários, Dirigentes e Técnicos Municipais de Turismo do Paraná, espaço de trocas de experiências entre os municípios e regiões e de debate sobre temas que contribuam para o desenvolvimento do Turismo local.

    O Centro de Convenções de Curitiba sedia, entre os dias 8 e 12 de abril, o IX Encontro Estadual de Secretários, Dirigentes e Técnicos Municipais de Turismo do Paraná, espaço de trocas de experiências entre os municípios e regiões e de debate sobre temas que contribuam para o desenvolvimento do Turismo local.


    O Senac-PR estará presente ao evento, na tarde do dia 9, coordenando a mesa-redonda “Os alimentos e bebidas na estruturação e promoção dos destinos turísticos”, que irá discutir a organização e as tendências do setor, além de exemplos de pontos turísticos cujo principal atrativo é a gastronomia.


    A organização do evento espera receber aproximadamente 400 pessoas, entre Secretários, Dirigentes, Técnicos Municipais, profissionais e alunos de Turismo. O Encontro apresenta como tema principal “O papel das atividades turísticas na estruturação e promoção dos destinos” e tem o objetivo de apresentar a prática turística por meio de suas diferentes atividades, além de ressaltar sua importância para a estruturação e promoção de destinos turísticos, para a organização de entidades representativas e para a geração de emprego e renda.

  • Votorantim defende tecnologia genética para biocombustível

    O diretor do Grupo Votorantim Jesus Aparecido Ferro defendeu na tarde de hoje (8/4), em mesa-redonda das comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, os benefícios da utilização das tecnologias genéticas de restrição de uso de variedade (Gurt, na sigla em inglês). Além da agricultura, ele apontou as possibilidades para melhorias na produção de biocombustíveis, nutrição e saúde.


    Nos biocombustíveis, afirmou, a tecnologia pode aumentar o teor de álcool da cana-de-açúcar e de óleo da mamona e outras plantas.

    O diretor do Grupo Votorantim Jesus Aparecido Ferro defendeu na tarde de hoje (8/4), em mesa-redonda das comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, os benefícios da utilização das tecnologias genéticas de restrição de uso de variedade (Gurt, na sigla em inglês). Além da agricultura, ele apontou as possibilidades para melhorias na produção de biocombustíveis, nutrição e saúde.


    Nos biocombustíveis, afirmou, a tecnologia pode aumentar o teor de álcool da cana-de-açúcar e de óleo da mamona e outras plantas. Na área de nutrição e saúde, destacou, o melhoramento genético de alimentos pode levar a um maior teor de vitaminas e proteínas e ao desenvolvimento de espécies para uso medicinal, como alimentos de alto teor de insulina para a dieta de diabéticos.


    Agência Câmara, 8 de abril de 2008.


     

  • Reforma tributária: PT ainda não tem consenso sobre nomes

    O PT ainda não chegou a um acordo sobre a escolha do presidente e do relator da comissão especial que analisará a PEC da Reforma Tributária (233/08). A afirmação é do líder do partido, deputado Maurício Rands (PE), após reunião da bancada para discutir o assunto, encerrada há pouco. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, participou da reunião. Ele afirmou que o partido deve fechar uma posição ainda nesta semana.

    O PT ainda não chegou a um acordo sobre a escolha do presidente e do relator da comissão especial que analisará a PEC da Reforma Tributária (233/08). A afirmação é do líder do partido, deputado Maurício Rands (PE), após reunião da bancada para discutir o assunto, encerrada há pouco. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, participou da reunião. Ele afirmou que o partido deve fechar uma posição ainda nesta semana.


    Rito de MPs

    Sobre as mudanças no rito de tramitação das MPs, Rands disse que a intenção do partido é viabilizar a votação do relatório do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) na comissão especial que analisa o tema amanhã. O texto de Picciani incorpora à PEC do Senado (511/06) sugestões contidas em 30 outras propostas sobre o assunto apresentadas por deputados e senadores nos últimos sete anos.


    A principal mudança do texto é o fim do trancamento da pauta da Câmara e do Senado quando não houver análise das MPs no prazo legal, que hoje é de 60 dias, prorrogável por igual período. No lugar do dispositivo de trancamento, a MP passaria a ser o primeiro item da pauta a partir do 11º dia de tramitação.


    Ele afirmou que eventuais divergências do PT sobre mudanças propostas por outros partidos não devem prejudicar um acordo para votar as mudanças.


    Votações em plenário

    Em relação ao acordo em negociação para permitir a votação das MPs que trancam a pauta sem obstrução, Rands não acredita que a decisão da oposição no Senado de pedir uma CPI sobre os cartões corporativos “vá contaminar” um possível acordo na Câmara. Ele afirmou que todos já estão conscientes de que é preciso votar as MPs para liberar a pauta.


    Agência Câmara, 8 de abril de 2008.

  • Audiência pública debate adoção de nota fiscal eletrônica

    A Subcomissão Temporária da Reforma Tributária promove, nesta quinta-feira (10), às 10h, audiência pública para debater a adoção da nota fiscal eletrônica.

    A Subcomissão Temporária da Reforma Tributária promove, nesta quinta-feira (10), às 10h, audiência pública para debater a adoção da nota fiscal eletrônica. A proposta partiu do relator da subcomissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ).


    Foram convidados para o debate o coordenador-geral de Fiscalização da Receita Federal do Brasil, Marcelo Fisch de Berredo Menezes; o secretário-adjunto de Fazenda do estado de São Paulo, George Tormin; e o economista Albérico Mascarenhas.


    A sugestão de adoção da nota fiscal eletrônica foi inserida por Francisco Dornelles em seu relatório preliminar sobre mudanças no sistema tributário nacional. O documento foi foi apresentado à subcomissão em 27 de março, após um ano de audiências com autoridades da área econômica, governadores, prefeitos de capitais, economistas e juristas de destaque na área tributária.


    A subcomissão é presidida pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e tem como vice-presidente o senador Neuto de Conto (PMDB-SC).


    Agência Senado, 8 de abril de 2008.

  • Projeto autoriza transferência de crédito por microempresa

    O Projeto de Lei Complementar 111/07, apresentado à Câmara pelo deputado Geraldo Thadeu (PPS-MG), autoriza as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional a terem novamente o direito de transferir, para grandes empresas da mesma cadeia produtiva, créditos relativos ao ICMS e ao IPI. A proposta altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar 123/06).


    As microempresas podiam fazer essas transferências antes da promulgação da lei de 2006.

    O Projeto de Lei Complementar 111/07, apresentado à Câmara pelo deputado Geraldo Thadeu (PPS-MG), autoriza as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional a terem novamente o direito de transferir, para grandes empresas da mesma cadeia produtiva, créditos relativos ao ICMS e ao IPI. A proposta altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar 123/06).


    As microempresas podiam fazer essas transferências antes da promulgação da lei de 2006. Elas perderam competitividade desde que a nova lei entrou em vigor, pois deixaram de gerar créditos tributários na cadeia produtiva que as empresas médias e grandes ainda podem gerar. Assim, empresas maiores, tributadas nos lucros real e presumido, deixaram de fechar negócios com as que aderiram ao Simples Nacional.


    As micro e pequenas empresas movimentam cerca de R$ 45,88 bilhões ao ano e transferiram anualmente R$ 4,78 bilhões de créditos de ICMS às empresas que ainda agregam na valor na cadeia produtiva, segundo dados extraídos do antigo Simples Federal e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.


    Aumento de preços

    “Com a impossibilidade de creditarem impostos, as micro e pequenas empresas repassam o valor do ICMS aos consumidores finais e, conseqüentemente, esses empresários perdem mercado em razão do aumento do preço de seus produtos”, explica Geraldo Thadeu.


    Segundo o deputado, diversas micro e pequenas empresas que aderiram ao Simples Nacional já estão adequando as suas contas para não terem prejuízo. “Algumas estão demitindo funcionários, outras estão migrando para a tributação sob o lucro presumido”.


    O autor da proposta acrescenta que, em relação à prestação de serviços, de um universo de 730 mil optantes do Simples Federal, apenas 450 mil terão vantagens se optarem pelo Simples Nacional.


    Tramitação

    O projeto será votado em Plenário após análise das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).


    Agência Câmara,


     

  • União eleva projeção de arrecadação, mas confirma corte

    Valor Econômico    Editoria: Brasil    Página: A-4


    O governo federal refez suas estimativas e concluiu que vai arrecadar, este ano, em receitas primárias, R$ 3,3 bilhões além do que prevê a lei orçamentária aprovada pelo Congresso, excetuadas contribuições à Previdência Social. O adicional já desconta as transferências constitucionais a Estados e municípios. Ainda assim, o Ministério do Planejamento anunciou, ontem à noite, um corte de R$ 19,4 bilhões nas dotações para despesas não-obrigatórias.

    Valor Econômico    Editoria: Brasil    Página: A-4


    O governo federal refez suas estimativas e concluiu que vai arrecadar, este ano, em receitas primárias, R$ 3,3 bilhões além do que prevê a lei orçamentária aprovada pelo Congresso, excetuadas contribuições à Previdência Social. O adicional já desconta as transferências constitucionais a Estados e municípios. Ainda assim, o Ministério do Planejamento anunciou, ontem à noite, um corte de R$ 19,4 bilhões nas dotações para despesas não-obrigatórias. Pesou na definição do tamanho do corte a opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de trazer de volta para o orçamento fiscal e da seguridade social a parcela da meta de superávit primário que o Congresso havia transferido para as estatais. 


    A Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2008, com base na qual foi elaborada a Lei do Orçamento, estabelecia uma meta de superávit primário de 0,65% do Produto Interno Bruto (PIB) para as estatais federais. No âmbito do orçamento fiscal e da seguridade social, a LDO exigia superávit de 1,7% a 2,2% do PIB, dependendo do volume e do tipo de investimento a que o governo conseguir executar ao longo do ano (a execução do Projeto Piloto de Investimentos reduz a meta). 


    Ao ajustar o projeto à perda da CPMF, para preservar suas próprias emendas ao orçamento fiscal e da seguridade social, o Congresso redistribuiu a meta e transferiu para as estatais parcela de superávit equivalente a 0,1% do PIB. É esse movimento que agora está sendo revertido pelo governo. 


    A recomposição da meta do governo central ao nível original foi responsável por cerca de R$ 3,02 bilhões do corte total anunciado ontem, já considerada aí uma reestimativa do PIB nominal, informou o Ministério do Planejamento. Segundo o ministro interino da pasta, João Bernardo Bringel, a decisão foi tomada para preservar os investimentos das estatais no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 


    Bringel e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, levaram ao presidente Lula três hipóteses de corte. A mais baixa previa contingenciamento na faixa de R$ 14,5 bilhões e a mais alta, que prevaleceu, de R$ 19,4 bilhões. Além da recomposição do superávit primário, também levou o governo a optar pela proposta mais conservadora a preocupação com os créditos extraordinários abertos por medida provisória e, portanto, fora da lei orçamentária aprovada pelo Congresso. Só os créditos extraordinários reabertos esse ano em função de medidas baixadas em fins do ano passado somam R$ 1,8 bilhão. 


    Independentemente desses dois fatores, haveria corte, mesmo com reestimativa da receita para cima, porque, na avaliação do governo, outras despesas obrigatórias também serão maiores do que prevê o orçamento. Incluindo as de medida provisória, a revisão feita pela área econômica indicou que essas despesas estariam subestimadas, no Orçamento, em R$ 16,9 bilhões.


    Também pesou na definição do contingenciamento uma elevação de R$ 2,8 bilhões na expectativa de déficit da Previdência Social, por reestimativa de contribuições para baixo. 


    Ao mexer no Orçamento, o Congresso tinha aumentado em R$ 6 bilhões as despesas discricionárias, sobre as quais recaem os cortes. Portanto, em relação ao projeto original, o esforço de redução é de apenas de R$ 13,4 bilhões. 


     


     

  • CNC instala a Câmara Brasileira do Comércio de Produtos Ópticos

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antonio Oliveira Santos, realizou hoje (8) a instalação da 9ª Câmara de Comércio da Entidade: a Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos (CBÓptica), que será coordenada pelo empresário Leandro Luiz Fleury.


    Além de Oliveira Santos, participaram da cerimônia o vice-presidente Administrativo da CNC, Flávio Sabbadini, o consultor Sindical, Renato Rodrigues, a secretária-geral, Cléa Beranger Maceió, a chefe de Gabinete, Lenoura Schmidt, a coodenadora das Câmaras Brasileiras de Comércio, Renata Pantoja, e o co

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antonio Oliveira Santos, realizou hoje (8) a instalação da 9ª Câmara de Comércio da Entidade: a Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos (CBÓptica), que será coordenada pelo empresário Leandro Luiz Fleury.


    Além de Oliveira Santos, participaram da cerimônia o vice-presidente Administrativo da CNC, Flávio Sabbadini, o consultor Sindical, Renato Rodrigues, a secretária-geral, Cléa Beranger Maceió, a chefe de Gabinete, Lenoura Schmidt, a coodenadora das Câmaras Brasileiras de Comércio, Renata Pantoja, e o coordenador-substituto da CBÓptica, André Luiz Roncatto, além de representantes dos sindicatos dos Estados de Santa Catarina, Luís Bernardino dos Santos, do Maranhão, Manoel Procópio da Silva, da Bahia, Juarez Gonçalves da Hora, de São Paulo, Akira Kido, da Paraíba, Francisco Wanderley Junior, do Distrito Federal, Hamilton Guimarães, do Paraná, Nicolau Bulgacov Júnior, de Minas Gerais, Paulo Gonçalves, de Pernambuco, Rau Correa de Melo, e de Alagoas, Sandro Oliveira, entre outros.


    Após a instalação da Câmara, o seu coordenador, Leandro Fleury, traçou um cenário sobre o mercado óptico no país e no exterior, citando exemplos de localidades como a Austrália, cuja legislação, mais avançada, obriga que estudantes utilizem óculos de sol como proteção contra os raios solares.


    Em seguida, o vice-presidente Administrativo da CNC, Flávio Sabbadini, explicou aos novos membros da Câmara o Sistema de Representação Empresarial, que, presidencialista e alicerçado nas empresas do comércio de bens, de serviços e de turismo, tem na Confederação Nacional do Comércio a sua representante máxima. Sabbadini abordou ainda o Plano Estratégico 2007/2020 da CNC, que descreve as principais diretrizes para o Sistema para os próximos doze anos – entre eles, a implementação das Câmaras Brasileiras de Comércio, que representam segmentos do comércio de bens e de serviços e tem por objetivo oferecer estudos e sugestões para a ação política da Entidade em apoio e defesa das categorias econômicas que representam.


    A Confederação Nacional do Comércio possui instaladas outras oito câmaras de comércio: Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários, Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis, Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação, Câmara Brasileira de Corretores de Seguros, Câmara Brasileira de Serviços de Telecomunicações, Câmara Brasileira de Materiais de Construção, Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos e Câmara Brasileira de Turismo.

  • Marketing ineficaz trava turismo, diz FGV

    Folha on line      Editoria: Dinheiro


    Um estudo sobre as condições de infra-estrutura e de serviços dos principais destinos turísticos brasileiros, divulgado ontem pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, mostrou que as duas maiores deficiências do setor são a ausência de marketing eficaz e falta de monitoramento da atividade nos municípios e Estados.


    A Fundação Getulio Vargas estabeleceu uma escala que de 0 (deficiência máxima) a 100 pontos (eficiência máxima).

    Folha on line      Editoria: Dinheiro


    Um estudo sobre as condições de infra-estrutura e de serviços dos principais destinos turísticos brasileiros, divulgado ontem pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, mostrou que as duas maiores deficiências do setor são a ausência de marketing eficaz e falta de monitoramento da atividade nos municípios e Estados.


    A Fundação Getulio Vargas estabeleceu uma escala que de 0 (deficiência máxima) a 100 pontos (eficiência máxima). As ações de marketing obtiveram 37,6 pontos, e o monitoramento da atividade turística, 34,8. O quesito mediu a existência de pesquisas de satisfação de turistas e a qualidade das estatísticas sobre o setor nos 65 destinos. E pode ser traduzido da seguinte forma: não há um conjunto de dados que mostre o que deseja o turista (brasileiro ou estrangeiro) e nem os serviços que são oferecidos a ele -mesmo nas cidades e regiões com maior potencial turístico.


    O quesito com a melhor avaliação (61,8) foi o de infra-estrutura, que inclui saúde pública, energia, comunicação, segurança pública e urbanização. Apesar da crise na aviação, o quesito “acesso” ( transportes aéreo, rodoviário e ferroviário) veio logo atrás com 61,6.


    Todas as capitais brasileiras foram visitadas pelos pesquisadores da FGV, que estabeleceram 13 parâmetros, que vão das condições de acesso às cidades (estradas e aeroportos, por exemplo) à capacidade empresarial dos empreendedores locais. Na média, o Brasil como um todo obteve 52,7 pontos.


    A ministra Marta reconheceu que o país ainda tem longo caminho a trilhar: “O importante é sedimentar a cultura do turismo entre nós. Não é algo que poderemos alcançar a curto prazo”.


    Segundo Marta, no curto prazo, a maior aposta será mesmo a expansão do turismo interno, como resultado do aumento da renda e do crédito: “As pesquisas mostram que os brasileiros que estão sendo incorporados à classe média, os brasileiros que estão chegando à classe C, querem viajar para outros Estados, conhecer o Brasil e ficar em hotéis. Precisamos desenhar programas para essas pessoas.”




     


     

  • Alimentos e insumos pressionam no atacado

    Valor Econômico    Editoria: Brasil    Página: A-3


    O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,7% em março, acima da variação apurada em fevereiro (de 0,38%) e 0,04 ponto percentual abaixo da medição imediatamente anterior (do IGP-M, que mede a inflação no intervalo de 30 dias até o dia 20).

    Valor Econômico    Editoria: Brasil    Página: A-3


    O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,7% em março, acima da variação apurada em fevereiro (de 0,38%) e 0,04 ponto percentual abaixo da medição imediatamente anterior (do IGP-M, que mede a inflação no intervalo de 30 dias até o dia 20). Diferente do que se previa no início do ano, os preços de alimentos ainda não deram trégua no varejo e, no atacado, os preços de produtos industriais e agrícolas mantêm trajetória ascendente, elevando as preocupações relativas ao cumprimento da meta inflacionária para o ano de 4,5%. 


    O Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde por 60% do IGP-DI, subiu 0,8% em função da valorização nos preços de produtos industriais, que se elevaram 0,06 ponto percentual desde a leitura do dia 20, para 0,94%, fruto do reajuste nos preços do minério de ferro e seu repasse a produtos da mineração ao longo do mês. No acumulado de 12 meses, o IPA-DI acumula alta de 11,39% (ante 10,62% em fevereiro), o maior apurado desde abril de 2005. 


    Zeina Latif, economista-chefe do ABN Amro Real, observou que a alta do IPA foi determinada pelos reajustes nos preços de metalurgia. Segundo cálculos da economista, excluindo esse item, o núcleo sai de 0,58% para uma alta de 0,42%. “É uma alta novamente localizada em um item específico e que deve recuar novamente já em abril. Acredito que março tenha sido o mês de pico”, afirmou. 


    Luís Fernando Azevedo, economista da Rosenberg & Associados, também acredita em desaceleração de preços, mas talvez apenas no segundo semestre. Em abril, para ele, reajustes em preços de petróleo e derivados e alta das commodities agrícolas ainda exercerão pressão sobre os custos industriais no mercado interno. 


    No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também registrou aceleração, saindo de variação zero em fevereiro para 0,45% no IGP-DI de março. O indicador também ficou acima da variação do IGP-M, de 0,19%. Para economistas, além dos preços industriais, que ainda não deram sinais de desaceleração, preocupa a evolução dos preços de produtos agrícolas e de alimentos, que sofrem os efeitos da alta de commodities no mercado internacional. 


    O pão francês, por exemplo, subiu no varejo 2,69% em março, a maior alta registrada desde dezembro de 2002, período em que a economia brasileira sofria os efeitos da crise externa de confiança causada pela sucessão presidencial. A alta, observou Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é resultado do aumento de 13,38% nos preços do trigo em março. Em 12 meses, o item acumula valorização de 45,69%, por conta do reajuste de preços no mercado internacional – hoje, 63,5% do trigo consumido no país é importado. 


    “A expectativa era de que alimentos teriam um aumento menor neste ano, e é provável que isso ocorra, mas não dá para saber onde eles vão estacionar”, afirmou Quadros. No mês, o item alimentação saiu de uma deflação de 0,38% para uma alta de 0,62%. No ano, o item acumula variação positiva de 2,34% e, em 12 meses, de 8,63%. De acordo com o economista, os preços de alimentos – que em 2007 subiram 10,28 % e responderam por metade do IPC – têm de se manter entre 6% e 7% para garantir um IPCA entre 4,5% e 4,7% no ano. “Os preços agrícolas devem continuar sendo motivo de preocupações para a inflação neste ano, só que agora não é mais um fator isolado, como foi em 2007.” 


    No IPC, cinco das sete classes de despesa apresentaram aceleração, sendo que as maiores contribuições vieram de alimentos e habitação, que passou de 0,09% para 0,47%, alta influenciada pelos reajustes na tarifa de eletricidade residencial (de 1,11% no mês) e na taxa de água e esgoto (de 0,92%). 


    Raphael Castro, da LCA Consultores, ponderou que a pressão de alta em preços administrados será diluída nos próximos meses, e apontou como suavizador a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de aprovar redução nas tarifas de energia em Mato Grosso (de 8,08%), Mato Grosso do Sul (7,18%) e Minas Gerais (12,24%). “A preocupação incide sobre os tradeables (produtos passíveis de comercialização no mercado internacional)”, afirmou. 


    O economista observou que o câmbio, que no ano passado teve um efeito suavizador da inflação de 1,1 ponto percentual, não deverá registrar uma valorização semelhante neste ano e, por isso, as importações, que até o momento contribuíram para conter a inflação não terão o mesmo efeito benéfico ao longo do ano. 




    Para Castro, o segundo trimestre será ainda marcado por valorizações nos preços do aço e de produtos da metalurgia, embora em menor escala. “Os preços de fertilizantes também devem continuar pressionando o IPA industrial, registrando desaceleração só a partir de junho”, disse. 


    Confiança do consumidor aumenta no 1º trimestre


    A confiança dos consumidores apresentou crescimento no primeiro trimestre deste ano, o melhor desempenho para um mês de março desde o início da série histórica, em 1999. Os dados são do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), índice trimestral divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 


    Em março, ele estava em 109,1 pontos, elevação de 3,1% em relação a igual período de 2007.


    Na comparação entre trimestres, a CNI identificou alta nas expectativas de 1,1%. Segundo a CNI, o resultado de março é o terceiro melhor da série, ficando atrás apenas de setembro e dezembro de 2006, quando as expectativas foram influenciadas pelas eleições. 


    As expectativas otimistas são atribuídas à expectativa sobre a melhora no emprego. Segundo a CNI, o mercado interno, aquecido com a demanda cada vez maior, faz o emprego no país crescer, e a população ter perspectivas positivas com relação ao crescimento do número de postos de trabalho no Brasil nos próximos meses. 


    De acordo com os dados da CNI, para 33% dos 2.002 entrevistados de 141 municípios, o desemprego vai diminuir nos próximos seis meses, enquanto 23% acreditam que vai se manter.


    Pelo levantamento anterior, 29% diziam que o desemprego diminuiria nos seis meses seguintes, e 24% esperavam manutenção. Os consumidores aumentaram em 4,4% a expectativa em relação ao crescimento da renda própria, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Do total de entrevistados, 37% acreditam no aumento da renda do consumidor. 


    Habitação puxa alta de preços em SP para 0,45%


    O Índice de Custo do Vida (ICV) dos paulistanos ficou 0,45% mais alto no mês de março, pressionado principalmente pelo aumento de aluguéis, impostos e condomínio que, juntos, registraram alta de 3,11%. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), isso fez com que o grupo habitação, onde a alta foi de 1,60%, respondesse por 0,36 ponto percentual de toda a inflação do mês. 


    O indicador de março ficou 0,48 ponto percentual acima da variação de fevereiro (-0,03%).


    No acumulado dos 12 meses encerrados em março, o ICV aponta inflação de 4,69%. No primeiro trimestre deste ano, a inflação na cidade de São Paulo acumula alta de 1,31%. 


    Conforme o Dieese, a elevação mais significativa em março derivou do aumento aplicado ao condomínio (7,89%). Essa alta refletiu, em parte, o reajuste da mão-de-obra, decorrente da correção do salário mínimo. 


    Depois de habitação, a maior variação de alta foi registrada pelo grupo transporte, que avançou 0,52%. O aumento de 1,95% no preço do álcool foi um dos fatores que contribuíram para essa elevação. No grupo despesas pessoais, a inflação foi de 0,44%, diante do aumento nos preços dos produtos de higiene (1,19%). 


    Na ponta inversa, o grupo alimentação foi o único a apontar deflação, de 0,17%, graças à retração de produtos in natura e semi-elaborados, cujos preços tiveram recuo de 1,52%. 


     

  • Ministra do Turismo lança, durante teleconferência da Rede Sesc/Senac, estudo inédito para desenvolver localidades turísticas do país

    Durante teleconferência realizada pela Confederação Nacional do Comércio no dia 7 de abril, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, lançou o Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento – Relatório Brasil, um trabalho inédito, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, que tem como objetivo analisar e incrementar o potencial competitivo das principais localidades turísticas do país.

    Durante teleconferência realizada pela Confederação Nacional do Comércio no dia 7 de abril, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, lançou o Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento – Relatório Brasil, um trabalho inédito, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, que tem como objetivo analisar e incrementar o potencial competitivo das principais localidades turísticas do país. Para isto, o Ministério fechou parcerias com o Senac, para a formação de mão-de-obra qualificada, e o Sebrae, que ajudará na divulgação dos trabalhos juntos aos micro e pequenos empresários.




    Além da ministra, participaram da mesa de abertura do evento o presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Albano Franco,o presidente da Confederação Nacional do Comércio e dos Conselhos Nacionais do Sesc e do Senac, Antonio Oliveira Santos, o diretor-presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamotto, e o presidente da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal.




    Em seu discurso, na abertura da teleconferência, o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, ressaltou o trabalho realizado há anos pela Entidade no desenvolvimento do turismo no Brasil, através do Sesc e do Senac, cujas ações foram intensificadas a partir de 2003, época da criação do Ministério do Turismo. “Em 2007, o Senac, braço de formação profissional do Sistema CNC, formou 158 mil profissionais em áreas ligadas ao turismo”, disse. Segundo Oliveira Santos, o Sesc, em suas unidades, espalhadas por todo o país, disponibiliza mais de 15,5 mil leitos para turistas de todas as classes sociais.




    Para a ministra, o Estudo, inédito, contribuirá para que as principais localidades turísticas possam mensurar seu potencial no desenvolvimento da região, movimentando a economia local. Segundo ela, ”pela primeira vez, o Brasil passará a ter um histórico da evolução dos municípios, do ponto de vista turístico”, afirmou, acrescentando: “Temos em mãos um instrumento valioso, cuja palavra-chave é planejamento”.




    O presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, Albano Franco, falou sobre a importância do documento elaborado pelo Ministério do Turismo: “O Estudo vai colaborar para que possamos atingir a meta estipulada pelo Plano Nacional de Turismo, de fazer com que o Brasil possua, até 2010, cerca de 7 milhões de turistas”. Já o secretário de Políticas do Turismo do Ministério do Turismo, Airton Pereira, acredita que o estudo permitirá um melhor redirecionamento de recursos públicos, beneficiando os setores que mais precisam de investimentos urgentes. “Este levantamento é um marco na gestão do turismo no país. A partir de agora será mais fácil encontrar soluções mais rápidas para alavancar o desenvolvimento da atividade”, disse o diretor-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.




    Estudo de Competitividade




    O documento elaborado pela Fundação Getúlio Vargas é dividido em cinco macro-dimensões: Infra-estrutura, Turismo, Políticas Públicas, Economia e Sustentabilidade, que correspondem aos ambientes em que a atividade turística se desenvolve. Cada grupo foi subdividido em 13 dimensões e estas, em 61 variáveis. Então, especialistas opinaram sobre o peso que cada variável deveria ter, considerando a sua importância para o desenvolvimento do turismo e as características de cada um dos destinos.




    O diagnóstico identificou que os destinos analisados têm nível 3 de desenvolvimento, em uma escala de 1 a 5. As localidades analisadas alcançaram 52,7 pontos na média nacional – 58,7 pontos para as capitais e 48,3 para os demais municípios. As dimensões que mais contribuíram para a pontuação da média nacional foram Infra-Estrutura (61,8 pontos), Acesso (61,6 pontos), Aspectos Ambientais (59,0 pontos), Aspectos Sociais (57,2 pontos), Economia Local e Atrativos Turísticos (empatados com 56,9 pontos).




    A seleção dos 65 destinos considerou informações encaminhadas por todos os Estados. A partir daí, o Ministério do Turismo selecionou os locais que seriam priorizados para receber investimentos técnicos e financeiros, de acordo com a capacidade de atrair e distribuir significativo número de turistas para o seu entorno e dinamizar a economia da região.