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  • Brasileiros querem Lula mais tempo no poder, diz Alencar

    Folha de São Paulo  Editoria: Brasil   Página: A-4 


    O vice-presidente da República, José Alencar (PRB-MG), sugeriu ontem um terceiro mandato para Luiz Inácio Lula da Silva ao dizer que os brasileiros desejam que o presidente “fique mais tempo no poder”.


    Em entrevista à rádio Bandeirantes, Alencar falava sobre o governo quando, de forma espontânea, sem ser questionado sobre o assunto pelo apresentador, afirmou: “O Lula tem feito muito, mas ainda falta muito por fazer. Eu digo para você, eu sou democrata.

    Folha de São Paulo  Editoria: Brasil   Página: A-4 


    O vice-presidente da República, José Alencar (PRB-MG), sugeriu ontem um terceiro mandato para Luiz Inácio Lula da Silva ao dizer que os brasileiros desejam que o presidente “fique mais tempo no poder”.


    Em entrevista à rádio Bandeirantes, Alencar falava sobre o governo quando, de forma espontânea, sem ser questionado sobre o assunto pelo apresentador, afirmou: “O Lula tem feito muito, mas ainda falta muito por fazer. Eu digo para você, eu sou democrata. Nós não aceitamos outra coisa que não seja democracia. O Lula deseja fazer o seu sucessor. Mas eu digo para você que, se perguntarem aos brasileiros, o que os brasileiros desejam é que o Lula fique mais tempo no poder”.


    O vice-presidente interpretou o motivo pelo qual os brasileiros teriam esse desejo. “Por quê? Porque está bem o Lula, vai bem o Lula, porque raramente nós encontramos um cidadão como ele para dirigir as coisas do Brasil, ainda que seja um homem simples. Ainda há um certo preconceito”, disse.


    “Como falava o o ex-governador Leonel Brizola: “Será que o Lula deseja mesmo ser presidente da República? Por que nós, dizia o Brizola, fomos criados nos palácios, estamos habituados a andar nos tapetes dos palácios, mas o Lula?” Pois o Lula é esse que está aí. Qual foi o presidente que realizou esse trabalho? Estou falando do mercado internacional e aqui dentro também, no campo social e econômico.”


    Segundo a Folha apurou, Lula foi surpreendido pela entrevista. O presidente tem rejeitado pública e reservadamente essa possibilidade. Já pediu a aliados que não insistam no assunto. Na avaliação de um dos integrantes da cúpula do governo, falar em “re-reeleição” só aumenta o número de problemas com a oposição numa hora em que o governo tenta sair da enrascada do dossiê sobre gastos sigilosos da era FHC.


    O debate em torno do terceiro mandato foi lançado em 2007 e defendido por aliados, como o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), amigo de Lula. O tema gerou controvérsias e ataques da oposição. Na ocasião, o Planalto apressou-se a negar qualquer articulação.


    Ao ser questionado, então, se estava fazendo uma apologia ao terceiro mandato, Alencar afirmou: “Olha, você vê o seguinte. Os EUA têm quatro anos mais quatro de mandato, igual aqui no Brasil. Mas nos anos 30, [Franklin] Roosevelt teve o terceiro mandato. Por quê?


    Porque os Estados Unidos precisavam que ele continuasse e queriam”. Franklin Delano Roosevelt (1933-45) governou o país por quatro mandatos -o último encurtado por sua morte.


    Na entrevista, o apresentador lembra a Alencar que ainda falta muito tempo para terminar o segundo mandato de Lula, ao que ele responde: “Exatamente. Por isso estamos preocupados com o trabalho. Estamos começando. Só cumprimos o primeiro ano do segundo mandato”.


    Acrescenta: “Tem algum tempo, mas o trabalho agora de infra-estrutura precisa ser feito urgentemente”.


    Alencar é então confrontado com o fato de que argumento semelhante manteve Fidel Castro por mais de 50 anos no poder em Cuba. “Não, é diferente. O Fidel Castro implantou um regime de partido único e isso não tem nada a ver”. Na entrevista, de cerca de 30 minutos, Alencar disse que Lula é um fenômeno eleitoral e de comportamento e que está governando de maneira correta.


    A Folha ligou para a assessoria de Alencar, mas até a conclusão desta edição não obteve resposta sobre as declarações.


    O ministro José Múcio (Relações Institucionais) minimizou o episódio. “Conheço a vontade do presidente de terminar seu mandato. Evidentemente que todas as vezes que ele vai para uma inauguração as pessoas falam (…). E isso é bom, significa que ele tem dado certo (…). Mas é entusiasmo do vice, tenho certeza que o intuito do presidente é terminar o segundo mandato e se afastar.”




     


     

  • Para Lula, crédito e consumo devem continuar a crescer

    Valor Econômico   Editoria: Brasil  Página: A-4


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou ontem, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, um discurso bem mais cauteloso do que os anteriores em relação à crise americana. Uma semana depois de revelar ter dito ao presidente americano “Bush, resolve sua crise”, Lula disse, diante de empresários e sindicalistas, que o “Brasil não ficará imune” caso a crise americana se prolongue por muito tempo. 


    As incertezas sobre a dimensão dos estragos levaram o presidente a uma comparação.

    Valor Econômico   Editoria: Brasil  Página: A-4


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou ontem, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, um discurso bem mais cauteloso do que os anteriores em relação à crise americana. Uma semana depois de revelar ter dito ao presidente americano “Bush, resolve sua crise”, Lula disse, diante de empresários e sindicalistas, que o “Brasil não ficará imune” caso a crise americana se prolongue por muito tempo. 


    As incertezas sobre a dimensão dos estragos levaram o presidente a uma comparação. Para ele, a crise americana assemelha-se a uma comissão parlamentar de inquérito. “Essa crise, diferentemente de outras crises, é uma crise que a gente vai tomando pílulas, todo santo dia, porque ela não aparece na sua totalidade. Todo dia aparece uma notícia, uma denúncia, uma coisa”, afirmou o presidente. 


    Para o presidente Lula, mesmo ainda sem estar vislumbrada em sua totalidade, não há como negar que a crise é grave, “pelas proporções das exigências que o governo americano já teve que participar, e por conta da participação dos bancos centrais europeus, tendo que enxertar dinheiro e criando alguns Proer para evitar que instituições que pareciam inatingíveis fosse atingidas”. 


    Segundo ele, o cenário atual da economia mundial permite diferenciar a crise americana da crise asiática, lembrando que, hoje, existem os BRICs, aliados a uma capacidade de crescimento de países que há muito tempo não cresciam, somado à consolidação do processo democrático na África. “É verdade que o chamado mundo desenvolvido, via Estados Unidos, tem uma crise, mas é verdade que outros países estão em situações que não estavam em outros momentos de crise no mundo”. 


    Por isso, na visão do presidente, o Brasil precisa acompanhar “direitinho para tomar as medidas que tiver que tomar”. E, no caso do Brasil, esse cuidado tem que ser muito maior pois, apesar do Brasil estar em uma situação infinitamente melhor, “nós precisamos saber que ainda estamos consolidando determinado jeito de governar este País e nós pretendemos não facilitar um milímetro sequer”, completou. Para o presidente, “é muito importante o crédito continuar crescendo, é muito importante o consumo continuar crescendo, mas todo mundo sabe que é importante que cresçam os espaços nas fábricas para produzir”, afirmou. 


    Lula explicou que o crescimento simultâneo de consumo, crédito e produção é importante, pois “na hora que houver descompasso [entre a demanda e a oferta], todos nós sabemos que o risco é muito grande e já vivemos isso em outras vezes. Vamos descobrir quais os gargalos e incentivar”, disse. 


    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que as medidas anunciadas na segunda pelo governo norte-americano para reformar o sistema de supervisão do seu mercado financeiro “são positivas”, mas “não têm eficácia para debelar a crise atual”. Segundo ele, as medidas foram tomadas com atraso “de 10 ou 15 anos” e só deverão servir “para o futuro, para as próximas crises”. 


    Mantega criticou o governo americano pela “ausência de qualquer regulação” anterior sobre as operações de derivativos, “que ficaram foram de controle” e geraram os “abusos” que geraram a crise atual. O titular da Fazenda apontou alguns efeitos da crise americana na economia real brasileira. “Os juros no mercado subiram um pouco, subiram os spreads e há volatilidade no mercado de renda variável”, afirmou Mantega. “Mas nada mais”, completou. “Nosso crescimento não foi afetado, é robusto e sustentado, porque não gera desequilíbrios como aumento de inflação ou do déficit público”. 


    Ele aproveitou a reunião do Conselhão para criticar a preocupação do Banco Central com o risco de aumento da inflação. Sem citar diretamente a autoridade monetária, ele afirmou que os “ortodoxos” têm medo do crescimento e desmistificou o que os economistas chamam de PIB potencial. “Até recentemente, alguns analistas diziam que a economia brasileira não tinha condições de crescer mais que 3%, depois mais que 3,5%, depois mais que 4%. Fomos desmontando este mito da impossibilidade com um crescimento robusto da economia brasileira”. 




     


     

  • IPC-S fecha março com alta de 0,45%

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional   Página: A-4 


    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou março com alta de 0,45%, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seis das sete categorias do grupo de despesas pesquisadas indicaram aumento, com destaque para os itens alimentícios, que apresentaram alta de 0,62%.


    A maior pressão foi constatada entre as verduras e legumes, com um salto na média de 0,21% para 3,18%. As frutas, que vinham apresentando deflação de -1,07% tiveram os preços elevados em 0,78%.

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional   Página: A-4 


    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou março com alta de 0,45%, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seis das sete categorias do grupo de despesas pesquisadas indicaram aumento, com destaque para os itens alimentícios, que apresentaram alta de 0,62%.


    A maior pressão foi constatada entre as verduras e legumes, com um salto na média de 0,21% para 3,18%. As frutas, que vinham apresentando deflação de -1,07% tiveram os preços elevados em 0,78%. Os pães e biscoitos saíram de uma oscilação de 1,49% para 1,87%, enquanto as carnes bovinas mantiveram variação negativa (-1,82%), mas com ritmo de recuperação de preços, já que no período anterior esses produtos haviam sido cotadas na média em -2,32%.


    No grupo habitação, a taxa subiu de 0,34% para 0,47%. Segundo o coordenador da pesquisa, Paulo Picchetti, essa elevação está associada às variações de preços nas tarifas de energia elétrica. Em sua análise, o resultado do IPC-S não deve ser visto como reflexo de uma situação macroeconômica.


    “Não é sinal de aquecimento excessivo da demanda e sim uma conseqüência de desequilíbrio de oferta de forma muito localizada”, analisou ele. O economista referia-se ao impacto sobre o índice de altas como a do tomate, por exemplo, que na pesquisa anterior havia subido 5,35% e, no fechamento do mês, “mais do que quintu-plicou”, com aumento de 23,53%.Os maiores aumentos por itens foram: tomate (23,53%), tarifa de energia elétrica (1,11%); óleo de soja (8,98%), leite tipo longa vida (2,53%) e refeição em restaurante (1,47%). Já as maiores quedas foram: feijão carioquinha (-8,52%), batata inglesa (–5,83%), maçã nacional (–14,88%), mamão da Amazônia, papaya (–7,45%) e alcatra (–3,53%).


    Picchetti não costuma fazer projeções sobre a inflação, mas acredita que neste mês o IPC-S deve sofrer algum impacto com a entrada em vigor dos novos preços dos medicamentos.


    O IPC-S é calculado com base em apurações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador.


     




     


     

  • IPC-S de março mostra alta na inflação em seis das sete capitais pesquisadas

    A Fundação Getúlio Vargas divulgou hoje os resultados regionais do Índice de Preços ao Consumidor Semanal, que revela que, das sete regiões pesquisadas, apenas Recife registrou desaceleração na inflação em março: 0,51% no fechamento do mês, ante 0,62% na semana anterior.


    São Paulo teve expansão de 0,33% no período, contra 0,11% apurado na terceira medição do mês. O Rio de Janeiro saltou de 0,39% para 0,55% na última semana de março. Belo Horizonte teve inflação de 0,56% no final do mês passado, ante alta de 0,38% na semana anterior.

    A Fundação Getúlio Vargas divulgou hoje os resultados regionais do Índice de Preços ao Consumidor Semanal, que revela que, das sete regiões pesquisadas, apenas Recife registrou desaceleração na inflação em março: 0,51% no fechamento do mês, ante 0,62% na semana anterior.


    São Paulo teve expansão de 0,33% no período, contra 0,11% apurado na terceira medição do mês. O Rio de Janeiro saltou de 0,39% para 0,55% na última semana de março. Belo Horizonte teve inflação de 0,56% no final do mês passado, ante alta de 0,38% na semana anterior. Na Bahia, o IPC-S saiu de 0,06% para 0,32% no fechamento do mês. Brasília registrou estabilidade nos preços, após recuo de 0,06% na terceira semana do mês. Em Porto Alegre, a alta foi de 0,88%, ante 0,28% da semana anterior.


    O resultado geral do Índice de Preços ao Consumidor Semanal, também divulgado pela FGV, mostrou uma inflação de 0,45% em março, o que representa uma alta de 0,22 ponto percentual sobre a taxa medida no período anterior (0,23%).

  • Importação salta 42% e saldo comercial é o menor em 6 anos

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-8 


    O superávit da balança comercial no primeiro trimestre de 2008 foi o menor desde os três primeiros meses de 2002. O forte crescimento das importações derrubou o saldo acumulado este ano para US$ 2,84 bilhões, ante US$ 8,72 bilhões no primeiro trimestre de 2007, uma redução de 67,4%. As exportações cresceram 13,8% no período, totalizando US$ 38,69 bilhões, enquanto as importações aumentaram 41,8%, acumulando US$ 35,85 bilhões. Vendas e compras internacionais no período são recordes.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-8 


    O superávit da balança comercial no primeiro trimestre de 2008 foi o menor desde os três primeiros meses de 2002. O forte crescimento das importações derrubou o saldo acumulado este ano para US$ 2,84 bilhões, ante US$ 8,72 bilhões no primeiro trimestre de 2007, uma redução de 67,4%. As exportações cresceram 13,8% no período, totalizando US$ 38,69 bilhões, enquanto as importações aumentaram 41,8%, acumulando US$ 35,85 bilhões. Vendas e compras internacionais no período são recordes.


    Em março, entretanto, o valor das exportações, de US$ 12,6 bilhões, caiu em relação a março de 2007 (US$ 12,9 bilhões) e na comparação com fevereiro deste ano (US$ 12,8 bilhões).


    Mesmo pela média diária de vendas, que foi de US$ 630,7 milhões – recorde para meses de março -, o crescimento das exportações foi de apenas 7,6% em relação a igual mês do ano passado, bem abaixo da média do ano, de 15,6%. As importações cresceram 33,2% em relação a março de 2007 e caíram 7,5% na comparação com fevereiro passado.


    De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o superávit comercial de março foi 69,4% menor que em março de 2007, somando US$ 1,01 bilhão. As exportações totalizaram US$ 12,61 bilhões e as importações, US$ 11,60 bilhões.


    Segundo o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, o governo quer estimular as vendas externas para conter a queda do superávit comercial. Ele lembrou que está sendo preparado um conjunto de medidas, dentro da nova política industrial, para estimular as exportações. “Esperamos que algumas medidas já tenham efeito em 2008”, disse ele.


    Para Barral, dois fatores estão levando ao aumento das importações: a competitividade da indústria brasileira, que tem aproveitado para aumentar o parque industrial; e a taxa de câmbio favorável.


    O secretário destacou que em março as importações de bens de capital aumentaram 70% em relação a março de 2007. As compras de bens de consumo, no entanto, também tiveram alta expressiva, de 32,4% – bem superior ao crescimento das exportações.


    O governo, disse, mantém a meta de exportação de US$ 180 bilhões para 2008. Segundo ele, há uma expectativa de que alguns itens pouco exportados no primeiro trimestre de 2008 ganhem força nos próximos meses, como minério de ferro, petróleo e soja.


    Segundo o secretário, houve retração nas vendas externas de minério de ferro em março porque os exportadores atrasaram os embarques para esperar o reajuste dos preços do produto, que ocorreu no mês passado.


    Também caíram as exportações de petróleo, explicou Barral, em razão de uma paralisação na refinaria de Paulínia (SP), além de parte do volume exportado ter sido desviada para atender ao aumento do consumo interno. Os embarques de soja para o exterior no primeiro trimestre ficaram 28% abaixo do volume exportado em igual período de 2007. A elevação dos preços, no entanto, foi de 52% no período.


    Para rebater as críticas de que as exportações crescem por causa da alta dos preços, o secretário afirmou que, excluindo os aumentos de preços em 2007, ainda assim o volume das exportações de commodities teria crescido 11,9% em relação a 2006.




     

  • Projeto do Sebrae amplia crédito para microempresa

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-4 


    Micro e pequenos empresários podem ter acesso a até R$ 300 milhões em novos empréstimos até o fim de 2009, se tiver sucesso um projeto do Sebrae que está sendo colocado em prática.


    A instituição pretende desenvolver no País as sociedades de garantia de crédito, entidades que podem reduzir os obstáculos que os pequenos negócios enfrentam para tomar recursos nos bancos.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-4 


    Micro e pequenos empresários podem ter acesso a até R$ 300 milhões em novos empréstimos até o fim de 2009, se tiver sucesso um projeto do Sebrae que está sendo colocado em prática.


    A instituição pretende desenvolver no País as sociedades de garantia de crédito, entidades que podem reduzir os obstáculos que os pequenos negócios enfrentam para tomar recursos nos bancos.


    A idéia é constituir sociedades entre os próprios empresários e entidades de fomento com a finalidade de oferecer garantias reais exigidas nas operações bancárias. Empresas de pequeno porte têm poucos ativos, como prédios e terrenos.


    Sem eles, tomar recursos nos bancos para comprar uma máquina ou reforçar o capital de giro costuma ser difícil e caro, já que ativos desse tipo são normalmente exigidos pelos bancos como garantia real da operação.


    Para mudar o quadro, o Sebrae está convidando empresas interessadas em tomar crédito em um sistema diferente. O plano é juntar os empresários e entidades como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o próprio Sebrae nas sociedades de garantia de crédito, entidades bastante desenvolvidas em países como Itália, Alemanha e Espanha.


    As garantias serão prestadas após a constituição de um fundo com recursos dos próprios empresários e, principalmente, das entidades. Em caso de inadimplência de alguma empresa participante, o dinheiro será usado para quitar a dívida com o banco e o empresário passa a ser devedor do grupo.


    Esse tipo de garantia reduz o risco do banco. Com risco menor, o juro dos empréstimos tende a cair. As sociedades também facilitarão o fornecimento de informações cadastrais das pequenas empresas para as instituições financeiras.


    “Os pequenos têm muita dificuldade em tomar crédito mais longo para investimento na produção ou inovação. As operações sempre esbarram na avaliação de risco e na ausência de ativos reais para a realização do empréstimo”, diz o diretor financeiro do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.


    O plano é constituir 10 sociedades de garantia de crédito nos próximos meses. A estimativa é que esses grupos possam reunir entre 3 mil e 5 mil empresários, que devem tomar empréstimos de R$ 300 milhões até o fim de 2009.


    Santos ressalta que as projeções levam em conta apenas o aporte de R$ 30 milhões que o próprio Sebrae fará nos fundos de garantia. O valor pode crescer com a participação de entidades como o BNDES e o BID.


    No Rio Grande do Sul, um programa-piloto funciona há dois anos. Com 328 empresas, a Associação de Garantia de Crédito da Serra Gaúcha já intermediou empréstimos que somam R$ 8,1 milhões. O diretor-executivo da entidade, Fernando Vial, avalia que o teste tem sido um sucesso.


    Além de alcançar micro e pequenos empresários de vários setores, ele diz que o juro praticado pelos bancos é menor porque há a garantia. No capital de giro, associados têm conseguido empréstimos com juro de 1,5% ao mês. Vial diz que, na média, os bancos da região cobram taxa mínima de 2,5% nessas operações.

  • Investimento em projetos sociais cresce 15% em 2007

    Valor Econômico  Editoria: Empresas  Página: B-2


    As empresas brasileiras gastaram R$ 1,150 bilhão no ano passado em projetos de investimento social privado. Foi um aumento de 15% em relação ao ano anterior. A maior parte das ações teve como foco a educação de pessoas entre 18 e 24 anos. Apesar desses investimentos, muitas companhias brasileiras ainda descumprem uma lei feita para inserir o jovem no mercado de trabalho. Até fevereiro de 2008, elas contrataram apenas 110 mil jovens pela Lei da Aprendizagem, criada em dezembro de 2000.

    Valor Econômico  Editoria: Empresas  Página: B-2


    As empresas brasileiras gastaram R$ 1,150 bilhão no ano passado em projetos de investimento social privado. Foi um aumento de 15% em relação ao ano anterior. A maior parte das ações teve como foco a educação de pessoas entre 18 e 24 anos. Apesar desses investimentos, muitas companhias brasileiras ainda descumprem uma lei feita para inserir o jovem no mercado de trabalho. Até fevereiro de 2008, elas contrataram apenas 110 mil jovens pela Lei da Aprendizagem, criada em dezembro de 2000. Se todas cumprissem o que é exigido pela lei, 2 milhões de jovens teriam sido contratados nesse período. 


    “É natural que exista um período de amadurecimento, ainda mais no Brasil onde muitas leis demoraram a pegar. O que buscamos é acelerar esse processo, sensibilizando a opinião pública e as empresas sobre a importância dessa lei”, explica ex-jogador Raí, integrante da ONG Atletas pela Cidadania que tem a inclusão de jovens no mercado de trabalho como uma de suas bandeiras. 


    Fernando Rossetti, secretário -geral do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), responsável pelo levantamento sobre investimento social privado no país, também acredita que o descumprimento da lei ocorre “muito mais por ignorância do que por má-fé”. 


    Segundo o levantamento do Gife, três dentre as quatro principais ações sociais exercidas pelas empresas e fundações que dele participaram estão relacionadas à formação para o mercado de trabalho. São elas: educação, formação para o trabalho e geração de trabalho e renda. A partir de hoje o Gife realiza, em Salvador, seu quinto congresso. 


    O crescimento econômico, segundo Rosseti, contribui para o incremento das ações sociais. Os R$ 1,150 bilhão gastos em 2007 foram destinados a investimentos sociais privados. São projetos e ações voltados para a comunidade, mas que fazem parte da esfera pública. Esse valor não diz respeito a gastos de uma empresa com reciclagem dos produtos que utiliza. Isso é chamado de responsabilidade social. O investimento social é o realizado, por exemplo, na construção de uma escola que servirá a uma comunidade próxima da empresa. 


    Esse tipo de investimento pode ter um apelo muito mais forte do que a contratação de aprendizes, pois, como não é algo previsto em lei e sim algo “a mais”, contribuiu para a promoção da empresa. 


    Um problema enfrentado pelas companhias, no entanto, é a aferição dos resultados trazidos pelo projetos. Ainda não há ferramentas para se avaliar o impacto de ações de investimento social nas empresas. Nas comunidades até é possível fazê-lo por meio de pesquisas que mostrem como era a situação antes e depois. 


    É complicado, porém, saber o que a ação social gerou de benefícios para a empresa. Não é claro, por exemplo, se isso aumenta seu valor no mercado. “Só que não é possível ter a certeza de que a melhora da imagem foi decorrente de um projeto social ou ambiental”, explica Rossetti.


    Isso abre brecha para que diretorias e conselhos questionam a eficácia das ações sociais para as empresas. 


     


     


     


     




     


     

  • Produção avança 9,7%

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    A produção industrial no País cresceu 9,7% em fevereiro, em relação a igual mês de 2007. Foi a vigésima alta seguida nesta base de comparação. No acumulado do ano, o produção cresceu 9,2%, alta mais expressiva desde 2000, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


    A produção industrial no País cresceu 9,7% em fevereiro, em relação a igual mês de 2007. Foi a vigésima alta seguida nesta base de comparação. No acumulado do ano, o produção cresceu 9,2%, alta mais expressiva desde 2000, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ante janeiro, houve recuo de 0,5% na produção, mas, na avaliação do coordenador de Indústria da instituição, Silvio Sales, mesmo com a retração o setor está estável.


    “A indústria conquistou, a partir de outubro, patamar muito elevado de produção e vem se mantendo em torno desse nível, o que garante resultados elevados em relação ao ano anterior e estabilização na margem da série. Há sustentação de um elevado patamar produtivo”, disse Sales.


    O economista destacou que nos 12 meses encerrados em fevereiro, a produção industrial acumulou alta de 6,9% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. “O resultado é o maior desde os 7,2% de maio de 2005, mas naquele ano ainda havia resquícios de 2004, quando a produção industrial cresceu 8,3%”, acrescentou Sales.


    Em relação a fevereiro de 2007, o perfil de crescimento atingiu 22 atividades e 65% dos produtos pesquisados, sendo esse o mais elevado índice de difusão desde agosto de 2004.


    Entre as atividades, os destaques ficaram com veículos automotores (24,5%), máquinas e equipamentos (18,9%), outros produtos químicos (12,5%), metalurgia básica (11,7%) e alimentos (5,9%).


    Ainda na comparação com o segundo mês de 2007, os índices por categorias de uso confirmaram a liderança de bens de capital (25%). Este desempenho foi sustentado por todos os seus subsetores.


    “Um aspecto importante é que a produção de bens de capital continua avançando acima da média da indústria. Isso cria capacidade de oferta à frente e expressa também otimismo por aqueles que estão encomendando máquinas e equipamentos. Há um ciclo de investimento em curso e a demanda interna continua sendo o principal elemento impulsionador desse desempenho”, afirmou o coordenador de Indústria do IBGE.


    A produção de bens de consumo duráveis registrou sua taxa mais elevada desde junho de 2005 (20,7%), influenciada principalmente pela produção de automóveis (26,9%), celulares (31,4%) e eletrodomésticos (12,4%). O setor de bens intermediários (10,4%) avançou em ritmo superior à média nacional. Única com desempenho abaixo da média global, a categoria de bens de consumo semi e não duráveis (1%) mostrou o 14º resultado positivo consecutivo nessa comparação, com a maior contribuição vinda do subsetor de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (2,8%).


    Na comparação com janeiro, dos 27 ramos pesquisados, 13 registraram recuo frente a janeiro, com destaque para a pressão negativa de farmacêutica (-33,2%), resultado que reflete os efeitos de uma paralisação técnica em importante empresa do setor. O nome da empresa não foi citado por Sales. O grupo alimentos, que recuou 1,8% após acumular 5,9% de crescimento nos dois meses anteriores, também influenciou o índice negativamente. Entre as atividades com acréscimo no indicador, destacaram-se material eletrônico e equipamentos de comunicações (14,7%), máquinas e equipamentos (2,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (1,2%).


    Ainda na comparação com o mês anterior, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis registrou a queda mais acentuada entre as categorias de uso, -3,9%, após aumento de 2,6% no mês de janeiro. A produção de bens intermediários ficou no mesmo patamar, com ligeira queda de 0,2%, após dois meses de resultados positivos, quando acumulou 2,4% de expansão. Os setores de bens de capital (3,1%) e bens de consumo duráveis (0,9%) prosseguiram com crescimento.


    No primeiro bimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2007, a indústria avançou 9,2%, com 22 atividades apontando crescimento. A fabricação de veículos automotores manteve a liderança em termos de impacto sobre o índice geral, com alta de 24,3%. O segmento de máquinas e equipamentos, onde o avanço de 14,4% foi influenciado pelo item máquinas para colheita, também influenciou positivamente a taxa.


    Por categoria de uso, ainda no indicador acumulado no ano, o aumento no início de 2008 confirmou o padrão de crescimento de 2007. Os maiores resultados ficaram com bens de capital (19,9%) e bens de consumo duráveis (18,1%), ambos com ritmo de crescimento duas vezes maior que a média global. O setor de bens intermediários assinalou expansão igual à média da indústria (9,2%), ficando bens de consumo semi e não duráveis, com taxa de 3,5%, abaixo da média.


     


     




     


     

  • Produção manteve-se em alta no trimestre

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-3


    No conjunto, a indústria brasileira manteve, em março, o ritmo forte de produção que marcou os primeiros dois meses do ano. Algumas empresas, contudo, começam a perceber sinais de acomodação do ritmo de crescimento e está mais evidente o descompasso entre os setores.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-3


    No conjunto, a indústria brasileira manteve, em março, o ritmo forte de produção que marcou os primeiros dois meses do ano. Algumas empresas, contudo, começam a perceber sinais de acomodação do ritmo de crescimento e está mais evidente o descompasso entre os setores.


    Para a cadeia automobilística, os números de crescimento superam os dois dígitos na comparação com o primeiro trimestre de 2007 – os fabricantes de automóveis produziram cerca de 30% mais no acumulado de janeiro a março em relação ao mesmo período do ano passado. No segmento de bens de consumo semi-duráveis, os relatos são menos uniformes, mas sempre positivos. Empresas têxteis e calçadistas relatam vendas 10%, em média, maiores. 


    É nesse cenário que as pressões por reajustes de preços se avolumam, por conta do aumento do preço dos insumos, e devem afetar justamente os setores mais dinâmicos. Depois do reajuste de 78% do minério de ferro, o carvão deve subir cerca de 200% nesta semana, elevando o custo do aço, insumo fundamental para automóveis, máquinas e construção civil – que impulsionam o atual crescimento da economia brasileira. 


    Os empresários argumentam que é uma inflação de custos, provocada pela alta das commodities, e reforçam que a indústria pode atender à demanda. “Não adianta subir juros que não vai baixar o preço do aço”, diz Carlos Loureiro, presidente da distribuidora Rio Negro, sobre a perspectiva do Banco Central elevar a taxa de juros. 


    Ele relata que as vendas de aço das usinas para os distribuidores aumentaram 20% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período do ano anterior. Dos distribuidores para os clientes, o aumento nas vendas chegou a 25%. “Superou as nossas expectativas”, diz Loureiro. Parte da alta é resultado de antecipação de compras pelas empresas, que esperavam o aumento de 10% no preço do aço que ocorreu por volta do dia 20 do mês passado. 


    No segundo trimestre deste ano, o percentual de aumento nas vendas de aço deve cair para pouco mais de 10%, mas isso não significa desaceleração nas vendas. É que a base de comparação é mais forte, pois o aquecimento do mercado começou no segundo trimestre de 2007. Em 2008, a estimativa oficial do setor é de alta de 10% para as vendas de aços planos, mas Loureiro acredita que pode chegar a 12% ou 13%. “Não tem nenhum sinal de desaquecimento”, diz. 


    No setor automotivo, as vendas crescem mais aceleradamente ainda. As vendas de veículos e caminhões cresceram acima de 30% em março em relação a março de 2007, repetindo a performance de janeiro e fevereiro, conforme Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos da Ford e ex-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Ele acredita que a demanda seguirá aquecida nos próximos meses, embora a taxa de crescimento deva cair, também por conta da base de comparação mais forte. A estimativa da Anfavea é de alta de 17,5% nas vendas no mercado interno em 2008. 


    Impulsionado pelo investimento, a fábrica de equipamentos do grupo MPE já contabiliza um aumento de 25% no faturamento em 2008 apenas com as encomendas já fechadas. O grupo presta serviços de engenharia e fabrica equipamentos, como tubos, para segmentos de petróleo, energia, mineração, todos em alta por conta da demanda externa por commodities, e das obras internas de infra-estrutura. “Para nós, o mercado está mais aquecido do que na época do milagre econômico, na década de 70”, afirma o presidente do grupo, Renato Abreu. 


    O Pólo Industrial de Manaus registrou crescimento de 5,7% em janeiro e de 6% em fevereiro, impulsionado pelos setores de eletroeletrônicos, bebidas, relógios, informática, duas rodas e celulares. O Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) previa para o primeiro trimestre expansão um pouco menor, de 5%. De acordo com Maurício Loureiro, presidente da entidade, a demanda está mais forte que no quarto trimestre de 2007, mas, até o momento, o reajuste de preços ficou concentrado em matérias-primas, como aço e químicos. “Não devemos ter receio de inflação de demanda. O que precisamos é de oportunidades para que empresários invistam para aumentar a produção”, diz ele. 


    Em bens semi-duráveis, o bom desempenho do primeiro trimestre superou as expectativas de alguns fabricantes. As vendas totais da fabricante gaúcha de calçados A.Grings, da marca Piccadilly, alcançaram 3 milhões de pares, 17% a mais do que no mesmo período do ano passado, e acima da projeção de 12% a 15% feita para o ano, disse o presidente Paulo Grings.


    No mercado externo a alta foi de 30%, apesar do reajuste de 11% a 12% nos preços em dólar. As vendas domésticas subiram 12%, para 2 milhões de pares, e a demanda vem mantendo um ritmo ascendente mês a mês. Por cautela, a empresa ainda não revisou a previsão para o ano. 


    Para a Bibi, de Parobé (RS), que produz calçados infantis, o primeiro trimestre fechou estável em relação a igual período de 2007, disse o diretor-presidente Marlin Kohlrausch. Segundo ele, as vendas da empresa avançam sazonalmente a partir de setembro e outubro e a previsão para 2008 é de um crescimento de cerca de 10% . 


    Segundo o diretor-financeiro da Altenburg, Dietmar Piske, a empresa fechou o primeiro trimestre com um volume de vendas cerca de 10% superior ao mesmo período do ano passado. Ele cita que março foi melhor do que janeiro e fevereiro e acredita que esse ritmo será mantido nos próximos meses, podendo até mesmo conseguir um resultado ainda melhor no segundo trimestre. Piske diz que a Altenburg já está com boa parte das vendas de abril acertadas e espera crescimento superior a 10% no segundo trimestre deste ano. 


    Também fabricante têxtil, a Buettner, manteve em março o mesmo ritmo de janeiro e fevereirom (10% de alta), informa João Henrique Marchewsky, presidente da empresa. Ele, porém, acredita que o mercado interno poderá não manter esse aquecimento nos próximos meses. Para Marchewsky, o comércio começa a dar sinais de desaquecimento. “Havia um clima melhor nos primeiro dois meses. Há maior relutância nas encomendas por conta do temor com possível reflexo da crise americana e até pelas notícias de financiamento de prazo maior para veículos, que pode reduzir a demanda por outros bens”, diz ele. 


    Outro indicador de desaquecimento, diz ele, é a carteira maior de pedidos. Em janeiro ele já tinha boa parte das vendas de fevereiro acertadas. “Em fevereiro, entrei com março vendido, e para abril pouca venda foi feita em março”. 


    Favorecida pela explosão do consumo das classes C e D, a Embelleze, fabricante de cosméticos para cabelo, obteve alta de 26% na produção do primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses de 2007. Em março, a empresa, registrou alta de produção de 24% e prevê fechar o ano com 28%. 


    O vice-presidente da empresa, Jomar Beltrame, descarta problemas no fornecimento de insumos e não enxerga pressões sobre os preços da produção, 95% dela voltada ao mercado interno. A Embelleze tem elevado a importação de insumos, beneficiada pelo câmbio, o que evita um eventual repasse sobre os preços no varejo diante do consumo maior. 


    A produção da Linifício Leslie, fabricante de tecidos de linho, ficou acima do esperado e a previsão é de um segundo trimestre ainda melhor. “Tivemos alta da exportação e das vendas internas”, disse a diretora financeira da indústria, Renata Schama. 


     


     

  • Dornelles faz críticas a restrições de venda de bebidas

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) criticou em Plenário, nesta segunda-feira (31), a medida provisória (MP 415/08) e o projeto de lei (PL 2733/08) enviados ao Congresso pelo Poder Executivo com o objetivo de disciplinar o consumo de bebidas alcoólicas. As duas proposições ainda estão tramitando na Câmara dos Deputados.


    Inicialmente, Francisco Dornelles considerou absurda a proibição, estabelecida pela MP 415/08, de passageiros de um ônibus de turismo, por exemplo, não poderem comprar bebida alcoólica em um restaurante à beira de uma estrada federal.

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) criticou em Plenário, nesta segunda-feira (31), a medida provisória (MP 415/08) e o projeto de lei (PL 2733/08) enviados ao Congresso pelo Poder Executivo com o objetivo de disciplinar o consumo de bebidas alcoólicas. As duas proposições ainda estão tramitando na Câmara dos Deputados.


    Inicialmente, Francisco Dornelles considerou absurda a proibição, estabelecida pela MP 415/08, de passageiros de um ônibus de turismo, por exemplo, não poderem comprar bebida alcoólica em um restaurante à beira de uma estrada federal. Enquanto isso, acrescentou, motoristas que trafegam pelas rodovias ficariam livres, devido à falta de fiscalização, para consumir bebidas trazidas de casa.


    – Na verdade, a punição prevista na MP 415/08 atinge aqueles que não dirigem, sem alcançar os que dirigem embriagados- disse.


    Quanto ao PL 2733/08, o representante do Rio de Janeiro chamou atenção para a inexistência de relação, em sua avaliação, entre publicidade e aumento de consumo de bebidas alcoólicas. Francisco Dornelles lembrou que a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) não referenda a restrição à publicidade desse produto como uma política eficaz para o combate ao consumo nocivo de álcool.


    Segundo argumentou, a diminuição dos efeitos negativos do consumo indevido de bebidas alcoólicas ocorrerá principalmente com a intensificação da fiscalização nas estradas e com a aplicação de punições para os motoristas que dirigem embriagados.


    Em apartes, os senadores Mão Santa (PMDB-PI), Paulo Paim (PT-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP) comentaram o pronunciamento de Francisco Dornelles. Mão Santa convidou Dornelles a incentivar os presidentes de associações comerciais do Rio de Janeiro a entrarem com pedidos de liminar na Justiça visando liberar a venda de bebidas nas rodovias. Paim defendeu a implementação de campanhas de esclarecimento sobre os prejuízos à saúde decorrentes do uso indevido do álcool. Já Suplicy considerou que a restrição à publicidade de bebidas poderia ter resultado satisfatório, tal como verificado, há alguns anos, com os limites impostos à propaganda de tabaco no Brasil e em outros países.


    Agência Senado, 31 de março de 2008.