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  • Commodities sobem e puxam IGP-M para 0,74% em março

    O Estado de São Paulo   Economia: Economia   Página:  B-14


    A inflação medida pelo Índice Geral de Preço do Mercado (IGP-M) em março subiu 0,74%, acima do índice de 0,53% apurado em fevereiro. A informação foi divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, a forte elevação nos preços agropecuários (commodities) do atacado foi o fator principal para a alta. A taxa ficou, porém, abaixo do piso das estimativas dos analistas, que esperavam um resultado entre 0,76% e 0,98%.

    O Estado de São Paulo   Economia: Economia   Página:  B-14


    A inflação medida pelo Índice Geral de Preço do Mercado (IGP-M) em março subiu 0,74%, acima do índice de 0,53% apurado em fevereiro. A informação foi divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, a forte elevação nos preços agropecuários (commodities) do atacado foi o fator principal para a alta. A taxa ficou, porém, abaixo do piso das estimativas dos analistas, que esperavam um resultado entre 0,76% e 0,98%.


    A FGV divulgou também os três indicadores que compõem o IGP-M de março. O IPA (preços no atacado) subiu 0,96% em março, ante 0,64% em fevereiro. O IPC (preços ao consumidor) apresentou avanço de 0,19% em março, ante 0,26% em fevereiro. Já o INCC (custos da construção) registrou aumento de 0,59% em março, ante 0,43% em fevereiro.


    Até março, o IGP-M acumula alta de 2,38% no ano e de 9,10% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de março foi do dia 21 de fevereiro a 20 de março.


    Dentro do IGP-M, os preços dos produtos agrícolas subiram 1,16% em março, em comparação com a alta de 0,23% em fevereiro. O atual cenário de volatilidade nos preços das commodities no mercado internacional está trazendo uma grande dificuldade para a elaboração de previsão para o comportamento dos índices. A avaliação é de Quadros, que, em entrevista à Agência Estado, preferiu não traçar cenário de curto prazo para os indicadores.


    “Se em qualquer pesquisa de intenção de voto a margem de erro fica em torno de 2 ou 3 pontos porcentuais, com o cenário atual das commodities, a margem de erro para uma projeção de IGP-M, por exemplo, está ficando bem acima dos 10 pontos”, brincou Quadros. “No curto prazo, é muito arriscado divulgar a expectativa para os índices. Eles podem acabar vindo muito para baixo ou muito para cima”, complementou.


    No fim de fevereiro, quando concedeu entrevista para comentar o IGP-M do mês , que variou 0,53%, Quadros havia afirmado que o processo de desaceleração da alta do índice deveria continuar. O que se viu em março neste mês foi exatamente o contrário, pois o indicador avançou 0,74%. De acordo com Quadros, a forte elevação nos preços agropecuários do atacado pode ser apontada como fator principal para essa mudança inesperada de comportamento do IGP-M.


    Para os próximos meses, a expectativa de Quadros para os IGPs é de uma continuidade na pressão dos agrícolas. De acordo com ele, é certo que o preço mais elevado das commodities exercerá algum impacto nos preços do atacado no curto prazo. “A demanda continua forte e está mexendo com os preços, mesmo com a oferta respondendo bem em vários países.”


    Indústria


    No atacado, os preços dos produtos industriais registraram elevação de 0,88% em março, ante 0,80% em fevereiro.


    Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,12% em março, em comparação com 0,63% em fevereiro. Os preços dos bens intermediários registraram avanço de 1,06% em março, ante 1,01% em fevereiro. Já os preços das matérias-primas brutas apresentaram alta de 1,80% em março, ante aumento de 0,12% em fevereiro.


    Alta da Selic não afeta investimento, diz BC


    Uma eventual elevação da taxa Selic não prejudica, necessariamente, os investimentos no País. A avaliação foi feita ontem pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita. Segundo ele, grande parte dos empresários se financia com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é mais baixa, e uma parte utiliza financiamentos contraídos no exterior.


    A explicação foi dada pelo diretor, após apresentação do relatório de inflação do BC, ontem no Rio. De forma geral, economistas e empresários vêm criticando a possibilidade de o BC elevar juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), por causa do aquecimento da demanda doméstica. Segundo eles, juros mais altos inibiriam novos investimentos, necessários para ampliar a oferta.


    A Selic está em 11,25%. A TJLP foi mantida em 6,25% pelo Conselho Monetário Nacional esta semana, e é usada, por exemplo, como referência nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


    Mesquita não fez nenhum prognóstico para a próxima reunião do Copom, em 15 e 16 de abril. Ele comentou que o BC tem indicado que há riscos inflacionários provocados pelo que chama de “descompasso” entre os ritmos do crescimento da demanda interna e da expansão da oferta de bens e serviços.


    Segundo o relatório, “elevou-se a probabilidade de que a emergência de pressões inflacionárias inicialmente localizadas represente riscos para a trajetória da inflação doméstica, uma vez que o aquecimento da demanda e do mercado de fatores, bem como a possibilidade do surgimento de restrições de ofertas setoriais, podem ensejar aumento no repasse de pressões sobre preços no atacado para os preços ao consumidor”.


    O relatório informa que há “riscos negativos” para os preços livres (formados pelo mercado), que “contrastam com um quadro benigno que ainda se configura para a evolução dos preços administrados”.

     

  • Empresários pedem aprovação de acordo entre Brasil e EUA

    Empresários norte-americanos reivindicaram ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, prioridade para a votação do Projeto de Decreto Legislativo 413/07, que ratifica acordo entre o Brasil e os Estados Unidos para intercâmbio de informações tributárias.

    Empresários norte-americanos reivindicaram ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, prioridade para a votação do Projeto de Decreto Legislativo 413/07, que ratifica acordo entre o Brasil e os Estados Unidos para intercâmbio de informações tributárias. Os empresários, integrantes do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, almoçam neste momento com Chinaglia, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.


    A aprovação do acordo faz parte de uma lista de reivindicações apresentadas pelos empresários com o objetivo de aperfeiçoar a relação entre os dois países, especialmente na área econômica. O acordo, segundo eles, evitará a bitributação de empresas norte-americanas com filiais no Brasil e vice-versa.


    O acordo, assinado em março do ano passado, prevê o intercâmbio de dados que possam ser relevantes para a administração ou o cumprimento de leis tributárias internas dos dois países. As informações podem ser relativas a determinação, lançamento, execução ou cobrança de tributos ou nas investigações de processos criminais de natureza tributária.


    Agência Câmara, 27 de março de 2008.


     

  • Francisco Dornelles defende IVA Nacional

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator da Subcomissão Temporária de Reforma Tributária, apresentou, nesta quinta-feira (27), versão preliminar de relatório com sugestões de mudanças no sistema tributário brasileiro. Nessa proposta, ele sugere a criação do Imposto Nacional sobre Valor Adicionado (IVA Nacional), nele incluindo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As receitas oriundas do novo tributo serão partilhadas entre União, estados e Distrito Federal.

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator da Subcomissão Temporária de Reforma Tributária, apresentou, nesta quinta-feira (27), versão preliminar de relatório com sugestões de mudanças no sistema tributário brasileiro. Nessa proposta, ele sugere a criação do Imposto Nacional sobre Valor Adicionado (IVA Nacional), nele incluindo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As receitas oriundas do novo tributo serão partilhadas entre União, estados e Distrito Federal.


    A inclusão do ICMS na base ampla do IVA Nacional é uma das diferenças fundamentais entre a proposta do senador e a solução adotada pelo governo em seu modelo de reforma tributária, encaminhado em fevereiro passado ao Congresso. A opção do governo foi pela preservação do ICMS, embora defenda a fusão das 27 legislações estaduais sobre o imposto.


    Francisco Dornelles explicou que sua intenção foi sugerir a construção de um novo sistema tributário, e não somente propor uma reforma. Disse, ainda, que não teve a pretensão de propor um modelo acabado, mas alinhar os pontos mais relevantes para o início da discussão. O objetivo central, conforme assinalou, será melhorar a qualidade da tributação no país – sobretudo com a simplificação do sistema – para reduzir os custos do cumprimento das obrigações fiscais indiretas que recaem sobre as empresas, classificadas de “custos invisíveis”.


    – O Brasil é campeão mundial nesse quesito e com larga folga sobre os outros países – afirmou.


    Custo em horas


    Francisco Dornelles citou estudo do Banco Mundial cujos dados indicam que uma empresa padrão gasta no Brasil 2 mil e 600 horas por ano para pagar os impostos básicos. Observou que, da amostra de 177 países, somente em 23 são exigidas mais 500 horas por ano para se pagar as obrigações. Em contraste, o custo ficaria abaixo de 200 horas/ano nos países mais desenvolvidos.


    Para reduzir essa parcela de custos, ele propõe a fusão de vários tributos existentes, acompanhada da extinção de diversas contribuições sociais. O IVA Nacional passaria a incorporar, entre outros, os seguintes tributos: Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o Salário-Educação e o Programa de Integração Social (PIS).


    Ainda no IVA Nacional, entrariam as receitas do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e o Fundo Tecnológico para o Desenvolvimento das Telecomunicações (Funttel). O Imposto de Renda (IR), por sua vez, incorporaria a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O senador também cria um único imposto sobre a propriedade imobiliária, a partir da fusão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Territorial Rural (ITR), atribuído aos municípios.


    Quanto ao atual Imposto sobre Serviços (ISS), de competência municipal, a opção foi por mantê-lo inalterado, fora da base ampla do IVA Nacional e de regime não cumulativo – idéia que encontra muitos defensores entre especialistas da área tributária. Segundo Francisco Dornelles, essa fusão poderá ser adotada no futuro, tendo como contrapartida a transferência das receitas derivadas do Simples, regime de cobrança simplificada de tributos para as pequenas empresas que ele também preserva em sua proposta.


    – A porta do céu é pequena para passar tudo ao mesmo tempo – disse, ao comentar a decisão de preservar o ISS.


    IVA Nacional deve ser cobrado na origem, mas receita não passa por cofres do estado arrecadador


    Tasso: proposta alternativa não se opõe à reforma tributária do governo.


    Agência Senado, 27 de março de 2008.




     

  • Reforma tributária retoma debate de imposto sobre fortuna

    Vinte anos após ter sido incluído no texto constitucional, o imposto sobre grandes fortunas, conhecido pela sigla de IGF, volta a ser discutido no Congresso. Na quarta-feira (26), a líder do Psol, deputada Luciana Genro (RS), apresentou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 277/08, que regulamenta o tributo. O líder do PT, deputado Maurício Rands (PE), informou que o partido também deverá apresentar sua proposta. O imposto é uma das bandeiras da esquerda brasileira.


    A retomada do debate não é casual.

    Vinte anos após ter sido incluído no texto constitucional, o imposto sobre grandes fortunas, conhecido pela sigla de IGF, volta a ser discutido no Congresso. Na quarta-feira (26), a líder do Psol, deputada Luciana Genro (RS), apresentou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 277/08, que regulamenta o tributo. O líder do PT, deputado Maurício Rands (PE), informou que o partido também deverá apresentar sua proposta. O imposto é uma das bandeiras da esquerda brasileira.


    A retomada do debate não é casual. Com a reforma tributária tramitando na Câmara (PEC 233/08), os deputados aproveitam a oportunidade para regulamentar o IGF, também conhecido como “imposto Robin Hood”, o único dos sete de competência da União que nunca foi concretizado.


    A PEC 233/08 manteve a redação do imposto existente na Constituição (artigo 153, VII), mas determinou que ele integrará, junto com o Imposto de Renda (IR), com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e com o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA-f), a fatia da arrecadação federal destinada aos estados e municípios.


    Emenda

    “Um dos pontos fundamentais para o partido é trazer de volta a discussão sobre as grandes fortunas”, confirmou o líder do PT. O partido ainda não definiu, porém, a forma legislativa que pretende encaminhar. Há deputados que defendem uma emenda à PEC substituindo o termo “imposto” por contribuição, que seria mais fácil de ser aprovada no Congresso. Há ainda quem proponha a apresentação de um projeto, como fez o Psol.


    É o caso do deputado petista Iran Barbosa (SE). Para subsidiar o projeto, ainda em preparação, ele apresentou nesta quinta-feira (27) um requerimento de informação (RICD 2400/08), endereçado ao ministro da fazenda, Guido Mantega, em que pede dados sobre o número de contribuintes com renda até R$ 1 milhão e acima disso, em diversas gradações.


    Prioridade

    No Psol, a criação do IGF é tratada como um item essencial da reforma tributária. Para deputada Luciana Genro, a tributação no Brasil penaliza os trabalhadores, que proporcionalmente pagam mais impostos do que a parcela mais rica da população.


    “Pretendemos inverter essa distorção”, afirmou a líder, salientado que uma verdadeira reforma deve tributar mais os que possuem maior capacidade contributiva. O PLP 277/08 prevê a taxação para o patrimônio total acima de R$ 2 milhões. As alíquotas vão variar de 1% a 5%, dependendo do tamanho da riqueza pessoal.


    Propostas

    O último projeto a tratar do IGF é de 1994. Dos oito que foram apresentados até hoje, o que foi mais longe é o PLP 202/89, do então senador Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), um dos defensores da inclusão do tributo no texto constitucional durante a Assembléia Constituinte.


    O projeto está pronto para ser votado no Plenário, ainda que seu texto esteja desatualizado – o patrimônio é medido em cruzeiros, moeda extinta em julho de 1993. O fato de que ele nunca chegou a ser apreciado no Plenário dá uma medida da controvérsia em torno do IGF.


    “Esse imposto é uma batalha perdida”, avalia o economista especializado em tributos Clóvis Panzarini, ex-coordenador tributário da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e sócio-diretor da CP Consultores Associados. Segundo ele, além da inexistência de um mínimo consenso político em torno da criação do IGF o debate sobre a taxação da riqueza esbarra em problemas técnicos.


    “Qual seria o tamanho da fortuna a ser tributada: um milhão, dois milhões?” questionou, lembrando a dificuldade de estabelecer um critério para definir riqueza. Para Panzarini, a melhor forma de tributar a riqueza é pelo Imposto de Renda. Quanto aos bens, ele argumenta que já sofrem tributações, seja pelo IPTU (imóveis) ou IPVA (carros, aviões e iates).


    No exterior

    A experiência internacional com a taxação sobre grandes fortunas é desigual. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a cobrança mantém-se em países como Suíça, Noruega, Grécia, Espanha, Finlândia, Índia e França, este último pioneiro na cobrança do tributo, conhecido como “imposto solidário sobre a riqueza”. Mas foi abolida na Áustria (1994), Holanda (2001) e Suécia (a partir deste ano). Na maior economia do mundo, os Estados Unidos, o tributo também não existe.


    CNC, 28 de março de 2008.




     

  • Jornada de trabalho: Marquezelli diz que o tema está ultrapassado

    O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho está ultrapassada. Para ele, o que deveria ser discutido é a criação de mecanismos que assegurem a produtividade.

    Marquezelli disse que, em algumas empresas, os funcionários responsáveis por excelentes resultados não precisam se submeter a nenhum tipo de controle de jornada.

    O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho está ultrapassada. Para ele, o que deveria ser discutido é a criação de mecanismos que assegurem a produtividade.

    Marquezelli disse que, em algumas empresas, os funcionários responsáveis por excelentes resultados não precisam se submeter a nenhum tipo de controle de jornada. Ele citou o caso da Ambev, que tem um funcionário que trabalha a bordo de um barco, distante da sede da empresa e pode, inclusive, se dar ao luxo de acordar tarde e se dedicar à pescaria.


    A advogada Adriana Giuntini, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), afirmou que a eventual redução da jornada máxima de trabalho por meio de lei vai “petrificar” as relações trabalhistas. Ela lembrou que países que reduziram a jornada, como a França, hoje enfrentam aumento do desemprego. Por outro lado, a advogada citou a Espanha e o Canadá como exemplos de países que aumentaram a carga de trabalho para tentar aumentar a competitividade de sua economia.


    Na reunião, o advogado Antonio Lisboa Cardoso, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), falou que a entidade é contra o Projeto de Lei 7663/06 porque ele impõe a redução da jornada em setores heterogêneos da economia. Cardoso disse que as micro e pequenas empresas não teriam condições de suportar o ônus que a redução da jornada provocaria.


    Também na audiência, o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) afirmou que não é verdadeiro o argumento dos sindicalistas de que a classe patronal se apropriou sozinha dos ganhos de produtividade. Para ele, quem realmente ganhou com esse processo foi o governo, que hoje impõe ao País uma carga tributária de mais de 37%.


    A audiência pública realizada na Comissão de Traballho debateu o Projeto de Lei 7663/06, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.


    Agência Câmara, 27 de março de 2008.




     

  • Fecomércio de Rondônia comemora 25 anos

     A Federação do Comércio do Estado de Rondônia comemora na próxima sexta, dia 28 de março, 25 anos de criação da entidade. Para o presidente da Fecomércio, Francisco Linhares, “essa data registra um pouco da história das bandeiras que a entidade sempre levantou em prol do desenvolvimento do Estado e também do apoio aos grandes movimentos nacionais em busca de um país mais justo”.

     A Federação do Comércio do Estado de Rondônia comemora na próxima sexta, dia 28 de março, 25 anos de criação da entidade. Para o presidente da Fecomércio, Francisco Linhares, “essa data registra um pouco da história das bandeiras que a entidade sempre levantou em prol do desenvolvimento do Estado e também do apoio aos grandes movimentos nacionais em busca de um país mais justo”.


    A comemoração terá início de manhã, quando a entidade reunirá, em sua sede, imprensa e convidados para um café da manhã. À noite, a Fecomércio-RO oferecerá um jantar em que homenageará empresários, entidades parceiras e lideranças políticas cujas atuações tenham contribuído para a busca de soluções para as questões que freiam o crescimento do país. Nesta cerimônia, que também vai contar com a presença de presidentes de federações do comércio que compõem a chamada Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Piauí, Roraima, Tocantins e Maranhão), a entidade mostrará o crescimento do Sesc e do Senac como órgãos de suporte ao bem-estar social e a formação profissional do trabalhador do Comércio.


    Em discurso, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Rondônia, Francisco Teixeira Linhares, citará algumas das principais realizações da entidade, como a criação da CredEmpresas, a primeira cooperativa de crédito dos empresários de Porto Velho, e do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Desenvolvimento – IFPD, que atua em pesquisas visando ao desenvolvimento do setor, e antecipará o anúncio da construção da nova sede da entidade, em Porto Velho.

  • Nota fiscal eletrônica abre exceções

    Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-6


    A Receita Federal anunciou nesta quinta-feira que 8% das operações nos setores de cigarros e combustíveis não estarão incluídas na obrigatoriedade de emitir nota fiscal eletrônica a partir de 1º de abril.

    Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-6


    A Receita Federal anunciou nesta quinta-feira que 8% das operações nos setores de cigarros e combustíveis não estarão incluídas na obrigatoriedade de emitir nota fiscal eletrônica a partir de 1º de abril. Segundo o secretário Jorge Rachid as operações de transferência de mercadorias e de transferência de ativos imobilizados entre unidades de uma mesma empresa dos dois setores e as operações de exportação e importação só entrarão no novo sistema em junho.


    “Nós percebemos que para entrar com segurança na nota fiscal eletrônica em abril tinha que fazer este deslocamento”, disse Rachid. A partir do próximo mês, as empresas fabricantes, distribuidoras e atacadistas de cigarros e produtores, formuladores e importadores de combustíveis serão obrigadas a registrar em nota fiscal eletrônica suas vendas em todos os estados, inclusive nas operações interestaduais. A mudança vai atingir cerca de 5 mil empresas.


    O secretário da Receita Federal enfatizou que o sistema de notas fiscais eletrônicas vai reduzir os custos das empresas e do Fisco e diminuir a sonegação. Ele informou que, a partir de setembro, a obrigatoriedade da emissão de notas fiscais eletrônicas será estendida a vários outros setores, mencionando automóveis, cimento, atacadistas de medicamentos e de carne, frigoríficos, fabricantes de bebidas alcoólicas e refrigerantes. O sistema valerá para todas as operações e setores a partir de janeiro de 2009.


    A nota fiscal eletrônica é um registro feito por computador no sistema mantido pelas Secretarias de Fazenda dos estados e pela Receita Federal. Também foi criada a Secretaria de Fazenda Virtual, a Sefaz Virtual, que permite às secretarias de Fazenda estaduais ainda impossibilitadas de informatizar amplamente suas operações para emitir documentos fiscais eletrônicos.


     


     


     




     


     

  • Confiança do consumidor dispara

    Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-3


    Impulsionado pelo bom momento da economia e pelo aumento na intenção de compras para os próximos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em março, com alta de 3,5% ante fevereiro. No mês passado, a taxa havia registrado queda de 0,4%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou nesta quinta-feira o indicador, o nível de confiança do consumidor em março foi o maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005.

    Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-3


    Impulsionado pelo bom momento da economia e pelo aumento na intenção de compras para os próximos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em março, com alta de 3,5% ante fevereiro. No mês passado, a taxa havia registrado queda de 0,4%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou nesta quinta-feira o indicador, o nível de confiança do consumidor em março foi o maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005.


    A pesquisa abrange amostra de mais de 2 mil domicílios, com entrevistas feitas entre os dias 3 e 24 deste mês, em sete capitais. Para a FGV, o apetite por compras do consumidor reflete a crescente demanda no mercado interno e a atual boa oferta de crédito. Mas o resultado do ICC, um exemplo de que o brasileiro está comprando como nunca e pretende comprar mais, não pode ser usado como sinal de um futuro “choque de preços” na inflação, na avaliação do coordenador de Análises Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da fundação (Ibre/FGV), Aloísio Campelo.


    Para Campelo, a indústria tem feito investimentos suficientes para atender ao aumento no poder de consumo do brasileiro. O economista lembrou os recentes resultados da Sondagem da Indústria da Transformação, que mostram as indústrias com projeções de investimentos pesados em aumento na capacidade de produção para os próximos meses. “A indústria parece estar capacitada para encarar esse aumento da demanda”, afirmou.


    Porém, classificou como “surpreendente” o avanço da confiança para um mês de março, conhecido historicamente por ser de segurança em baixa, entre os consumidores. A pesquisa mostrou que, no terceiro mês do ano, o consumidor não parece mais tão preocupado com uma escalada da inflação, como estava no ano passado – época em que os alimentos mais caros derrubaram o ICC por vários meses, principalmente entre os consumidores de baixa renda.


    Renda


    Além disso, é possível perceber que, pelos dados do levantamento, o brasileiro tem visto melhoras no mercado de trabalho e em seu poder aquisitivo (devido ao aumento da renda). “Para o brasileiro, a economia “vai bem, obrigado””, afirmou Campelo.


    A analista da consultoria Tendências, Ariadne Vitoriano, também é da mesma opinião. “O crescimento do otimismo do consumidor deve-se ao bom desempenho do mercado de trabalho, que tem mostrado expansão da renda e do emprego, e também da menor pressão inflacionária”, afirmou. Esse cenário favorável afetou tanto as respostas sobre o presente, quanto as projeções para o futuro.


    O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que subiu 5,2% em março, em comparação com a queda de 3% em fevereiro; e o Índice de Expectativas (IE), que teve alta de 2,6% em março, ante aumento de 1,1% em fevereiro.


    Entre as perguntas feitas sobre a situação atual, subiu de 16,9% para 19%, de fevereiro para março, a parcela dos entrevistados que consideram boa a situação econômica da cidade em que residem. Já no caso das respostas sobre o futuro, aumentou de 21,4% para 24,4% o percentual de pesquisados que prevêem maior quantidade de compras de bens duráveis, nos próximos meses. “Aparentemente, não há sinais de que o consumidor esteja esgotando sua capacidade de compras”, afirmou.


     


     


     

  • Crédito ao consumidor

    Jornal do Commercio    Editoria: Opinião   Página: A-17


    Felizmente as autoridades da área econômica desistiram da idéia – se é que realmente pensaram nisso a sério – de sugerir ao comércio, indústria e bancos uma puxada de freio de mão no credito ao consumidor, a pretexto de afastar “perigo iminente” de inflação ou o risco de inadimplência devido a “exageros” nos prazos de financiamento.

    Jornal do Commercio    Editoria: Opinião   Página: A-17


    Felizmente as autoridades da área econômica desistiram da idéia – se é que realmente pensaram nisso a sério – de sugerir ao comércio, indústria e bancos uma puxada de freio de mão no credito ao consumidor, a pretexto de afastar “perigo iminente” de inflação ou o risco de inadimplência devido a “exageros” nos prazos de financiamento. Uma das justificativas informadas por assessores ministeriais foi que medidas dessa natureza inibiriam a elevação da taxa básica de juros na próxima reunião do Copom, em abril. Isso, em virtude do teor da ata da última reunião divulgada pelo Banco Central, em que a assombração reaparece.


    Não é razoável o receio que toma conta de certas cabeças quando têm que se haver com os desequilíbrios que a aceleração do crescimento produz. Em sua maioria eles são facilmente previsíveis e não deveriam assustar ninguém. Basta aceitar uma verdade simples: no processo de desenvolvimento quando se resolve um problema ele criou mais dois e cada um desses dois criou outros tantos e assim por diante. Desenvolvimento não é equilíbrio e, portanto, é preciso estar preparado para lidar com novos problemas sem se precipitar ou inventar “soluções” miraculosas.


    A “crença” que o desenvolvimento mais robusto e a melhoria da renda salarial ameaçam a estabilidade é um despropósito. Não existe mais aquela corrida de preços e salários, nem correção automática. Todos os acordos salariais feitos nos últimos nove a doze meses (e que são mais de oitocentos) resultaram em reajustes ligeiramente superiores ao aumento dos preços e foram mais que compensados pelo aumento da produtividade. Os ganhos de produtividade superaram 3% (o Dieese informa um ganho real médio de 2% para 88% dos acordos). É preciso prestar atenção nas formas de remuneração, que estão mudando: cerca de 25% da remuneração dos trabalhadores se devem à apropriação de resultados e ganhos das empresas, quer dizer estão ligados ao próprio lucro e portanto não exercem pressão inflacionária de qualquer natureza. O Brasil tem condições internas muito importantes para sustentar um crescimento de 5% do PIB, com taxa de 4,5% de inflação e um bom déficit em conta corrente, o que é irrelevante diante do volume de reservas de 196 bilhões de dólares.


    Devemos aceitar definitivamente o fato que quem faz o crescimento é o empresário e ele está investindo agora porque está próximo de sua capacidade e sabe que haverá demanda lá na frente. Se o governo vai ao setor privado e diz que está pensando em medidas para cortar a demanda, simplesmente esfria o ânimo de investimento dos empresários e frustra o desenvolvimento.


    Já a decisão do Banco Central de aumentar a fiscalização com relação aos empréstimos bancários é correta. Trata-se de olhar se os empréstimos estão sendo concedidos com garantias adequadas, prevenindo para que não se repita no Brasil a patifaria que contaminou o sistema financeiro nos Estados Unidos. Isso não é corte de crédito nem restrição ao número das prestações. É um reforço de fiscalização absolutamente adequado. O financiamento da compra de um automóvel em 36 meses pode ser menos ou mais seguro que um de 72 meses, dependendo das garantias: se o cidadão tem um emprego permanente ou um perfil de renda mais sólido, o tipo normal de comportamento, é isso que faz a diferença.


    No final, essa idéia que é possível restringir o volume de crédito fixando um período de financiamento não foi mesmo feliz.


    Delfim netto – Professor Emérito da FEA-USP. Ex-Ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento

     




     


     

  • Emprego formal em fevereiro foi recorde


    Jornal do Commercio    Editoria: Economia   Página: A-3


    O nível de formalização da mão-de-obra metropolitana do País chegou a um patamar recorde em fevereiro, segundo divulgou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento da formalidade foi a melhor notícia do mês em que a taxa de desemprego subiu para 8,7% (ante 8% em janeiro), refletindo a queda no número de ocupados e o aumento da procura por trabalho.


    Jornal do Commercio    Editoria: Economia   Página: A-3


    O nível de formalização da mão-de-obra metropolitana do País chegou a um patamar recorde em fevereiro, segundo divulgou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento da formalidade foi a melhor notícia do mês em que a taxa de desemprego subiu para 8,7% (ante 8% em janeiro), refletindo a queda no número de ocupados e o aumento da procura por trabalho. Em fevereiro do ano passado, a taxa havia sido de 9,9%.



    “Não houve, de forma alguma, piora no quadro do mercado de trabalho. O que está ocorrendo agora é um movimento sazonal”, disse o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo. Para ele, haverá novo aumento da taxa em março, e pelos resultados apresentados até o momento, o mercado de trabalho este ano poderá apresentar um comportamento tão favorável como o do ano passado. Azeredo lembrou que essa foi a taxa mais baixa da série (iniciada em março de 2002) para um mês de fevereiro. “A desocupação está em patamar mais baixo”, sublinhou.



    A analista Claudia Oshiro, da Tendências Consultoria, também destacou a queda da taxa de desemprego em relação ao patamar de fevereiro do ano passado. “O bom ritmo de atividade econômica no início deste ano tem propiciado essa robusta melhora dos indicadores de mercado de trabalho. O recuo da taxa de desemprego em relação a fevereiro de 2007 resultou do aumento de 3,6% do número de ocupados e queda de quase 10% da desocupação (número de pessoas procurando trabalho)”, frisou ela, acrescentando que “a alta da taxa de desemprego em relação a janeiro é sazonal”.


    Crescimento


    Segundo Azeredo, “só um crescimento estrondoso, extraordinário da economia, evitaria um aumento da taxa em fevereiro”. Ele explica que em dezembro a taxa cai porque há geração de muitos postos de trabalho temporários no final do ano e, além disso, muita gente deixa de procurar emprego. Em janeiro, há dispensa dos temporários e um retorno lento à procura, o que infla a taxa. Em fevereiro, há novas dispensas, ainda de temporários, e a procura já é ainda maior, e por isso a taxa – puxada para cima pela queda na ocupação e/ou pelo aumento na desocupação – é pressionada novamente.



    Por outro lado, a formalidade alcançou o patamar mais elevado. O percentual de trabalhadores formais no total de ocupados, somando empregados com carteira assinada e funcionários públicos, chegou a 54,6%. O percentual é o maior de toda a série e também o maior entre os meses de fevereiro de 2007 (52,9%); 2006 (52,2%); 2005 (50,7%); 2004 (50,0%); 2003 (51,6%) e 2002 (52%). Segundo Azeredo, a formalização recorde reflete a melhoria no cenário econômico e a mudança da estrutura no mercado de trabalho.



    A pesquisa do IBGE revelou também que o rendimento médio real de R$ 1.189,90 dos ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País em fevereiro de 2008 é o maior para um mês de fevereiro na série histórica iniciada em março de 2002, mas ainda não atingiu o nível de renda registrado em março daquele ano, quando era de R$ 1.212,30. Segundo Azeredo, o aumento da renda apurado em fevereiro de 2008 (1,1% ante janeiro e 2,5% ante fevereiro de 2007) responde à inflação controlada, ao aumento do poder de compra dos trabalhadores e à maior formalização do mercado de trabalho.