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  • Empresário diz que não haverá apagão portuário no País

    O presidente do Conselho da Santos Brasil e da Multiterminais, Richard Klien, afirmou nesta terça-feira que não haverá um “apagão portuário” no Brasil. Segundo ele, ocorrerá “um círculo virtuoso” que vai assegurar o crescimento dos portos e das exportações brasileiras.


    Richard Klien fez a afirmação durante o Seminário Legislativo de Portos, Integração Multimodal e Comércio Exterior, promovido pela Câmara, pelo Senado e pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

    O presidente do Conselho da Santos Brasil e da Multiterminais, Richard Klien, afirmou nesta terça-feira que não haverá um “apagão portuário” no Brasil. Segundo ele, ocorrerá “um círculo virtuoso” que vai assegurar o crescimento dos portos e das exportações brasileiras.


    Richard Klien fez a afirmação durante o Seminário Legislativo de Portos, Integração Multimodal e Comércio Exterior, promovido pela Câmara, pelo Senado e pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). O evento foi uma homenagem aos 200 anos da abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional, provocada pela vinda da família real portuguesa para o Brasil.


    Berços de atracação

    O presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), Sérgio Salomão, informou que o setor privado investirá, até 2010, 250 milhões de dólares (cerca de R$ 433 milhões) na construção de cinco quilômetros de berços de atracação – locais de atracação e de movimentação das cargas a serem embarcadas e descarregadas. Ele elogiou o Congresso Nacional por aprovar alterações na Lei de Modernização de Portos (Lei 8.630/93), que, segundo ele, inseriu o Brasil no grande comércio marítimo internacional.


    Para o consultor de Logística e Infra-estrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antonio Fayet, o terminal de grãos do Maranhão, cujo projeto está pronto há três anos, aliviará os portos do sul do País. Hoje, segundo ele, 3 milhões de toneladas de grãos são transportados por rodovias para os portos do sul, que estão congestionados. O consultor destacou serem necessários R$ 100 milhões para a primeira etapa da obra.


    Potencial das hidrovias

    Já O diretor de Infra-estrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Michel Dib Tachy, destacou a importância das hidrovias para o crescimento das exportações. Segundo ele, na hidrovia Tocantins-Araguaia são utilizados apenas 280 quilômetros para navegação, quando há um potencial de até 4 mil quilômetros.


    Ao ressaltar que as hidrelétricas que não possuem eclusas prejudicam a navegação, ele afirmou que o governo está investindo na construção de eclusas nas já existentes, como em Tucuruí. Além disso, segundo ele, o governo está recuperando o rio São Francisco para também possibilitar a navegação.


    o diretor geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, afirmou que, no Brasil, não se pensa hoje em realizar obras de hidrelétricas sem as devidas eclusas. Segundo ele, o País precisa não só da produção da energia, mas também da garantia da navegabilidade das hidrovias.


    Investimento em rodovias

    o vice-presidente da Câmara Brasileira de Contêineres e representante da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Aluisio Sobreira, que também participou do evento, cobrou, no entanto, investimentos do governo para melhorar as rodovias. Ele alega que o setor privado tem feito grandes investimentos em estradas, enquanto o governo tem investido muito pouco no setor.


    Agência Câmara, 25 de março de 2008.




     

  • Paim e Unger discutem novas relações trabalhistas

    O senador Paulo Paim (PT-RS) e o ministro do Núcleo de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, reuniram-se nesta terça-feira (25) com o objetivo de planejar atividades no âmbito do Legislativo para tratar de um novo modelo de relações entre o capital e o trabalho no Brasil.


    O encontro é o primeiro de uma série que Mangabeira Unger pretende realizar no Congresso Nacional. O ministro tem mantido conversações com todos os setores do governo visando apresentar um novo modelo de desenvolvimento.

    O senador Paulo Paim (PT-RS) e o ministro do Núcleo de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, reuniram-se nesta terça-feira (25) com o objetivo de planejar atividades no âmbito do Legislativo para tratar de um novo modelo de relações entre o capital e o trabalho no Brasil.


    O encontro é o primeiro de uma série que Mangabeira Unger pretende realizar no Congresso Nacional. O ministro tem mantido conversações com todos os setores do governo visando apresentar um novo modelo de desenvolvimento. Em conjunto com as maiores centrais sindicais do país, Mangabeira Unger pretende focar essa iniciativa em três assuntos principais: o fim do trabalho informal, a participação dos salários na renda nacional e uma mudança no regime sindical.


    Na próxima reunião da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Paim apresentará requerimento solicitando a criação de uma comissão mista especial para tratar das novas relações de trabalho no país. O senador pedirá também que os líderes dos partidos indiquem representantes para compor a comissão especial.


    Agência Senado, 25 de março de 2008.


     

  • Ministro dos Portos critica privatização do sistema portuário

    Na solenidade de abertura do Seminário Legislativo de Portos, Integração Multimodal e Comércio Exterior, nesta terça-feira (25), em homenagem aos 200 anos da abertura dos portos brasileiros às nações amigas, o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, defendeu gestão sustentável dos portos brasileiros como uma medida para não privatizá-los. Em sua opinião, não é necessário privatizar os portos para haver eficiência. O ministro informou que o governo federal vem adotando medidas com a finalidade de tornar os portos auto-suficientes.

    Na solenidade de abertura do Seminário Legislativo de Portos, Integração Multimodal e Comércio Exterior, nesta terça-feira (25), em homenagem aos 200 anos da abertura dos portos brasileiros às nações amigas, o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, defendeu gestão sustentável dos portos brasileiros como uma medida para não privatizá-los. Em sua opinião, não é necessário privatizar os portos para haver eficiência. O ministro informou que o governo federal vem adotando medidas com a finalidade de tornar os portos auto-suficientes. O seminário acontece durante toda esta quarta-feira, no auditório Petrônio Portela, do Senado.


    Entre as medidas do governo, Pedro Brito destacou a gestão funcional, com investimento em equipes qualificadas e o planejamento em longo prazo. Na sua avaliação, os portos têm condições de serem auto-suficientes e gerarem recursos para cobrir suas necessidades. O ministro enfatizou ainda a importância da conectividade do sistema portuário. Ele disse que os portos fazem parte de uma cadeia logística, à qual também estão inseridas as hidrovias, e, em sua opinião, para que haja desenvolvimento econômico do país, é necessário haver investimentos na área.


    O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, salientou que o Brasil depende do sistema portuário para se desenvolver, devido ao seu território com dimensões continentais. Na opinião de Chinaglia, o país cometeu um “erro estratégico” ao priorizar o sistema de transporte rodoviário nas últimas décadas. Também o presidente da Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística e grão-mestre do Sodalício Heráldico, dom Galdino Cuchiaro, criticou esse fato, que ele denominou a “civilização do carro”.


    Na opinião do autor do requerimento para a realização do seminário, deputado Edinho Bez (PMDB-SC), o governo precisa investir na reestrutura portuária, naval e hidroviária do país se pretender crescimento econômico superior a 5% ao ano. Para ele, um dos principais desafios é a atualização da legislação pertinente ao setor. O deputado destacou que o seminário possibilitará o início da reflexão sobre os desafios que se apresentam e informou que o Congresso Nacional vai apoiar debates sobre o assunto que serão programados nos estados e municípios.


    Para que o país ocupe posição de destaque no cenário comercial internacional, argumentou Marcos Prado Troyjo, diretor-conselheiro da Casa Brasil, instituição de fomento da arte, do conhecimento e da cultura, o Brasil deve adotar, nos próximos dez anos, um modelo de desenvolvimento que considere acordos internacionais para acesso privilegiado a grandes mercados, bem como realizar parcerias público-privadas. Troyjo, que é diplomata, economista e sociólogo, defendeu ainda a elaboração de uma “legislação amistosa” ao aporte de capital estrangeiro, diplomacia empresarial expansiva e infra-estrutura logística como medidas que contribuirão para o desenvolvimento do país.


    Na opinião do chefe da Casa Imperial, Dom Luis Gastão de Orléans e Bragança, a vinda de Dom João VI com a família real portuguesa representou o início do pleno desenvolvimento do país. Segundo ele, o rei pretendia “fazer no Brasil tudo o que não era mais possível fazer em Portugal”, uma vez que existem quase todos os tipos de minerais e o solo brasileiro é fértil. Dom Luis Gastão também ressaltou a generosidade do povo brasileiro como fundamental para atrair imigrantes que contribuíram para o desenvolvimento do país.


    A^gência Senado, 25 de março de 2008.




     

  • Sistema Fecomércio / Sesc / Senac-PR lança Programa VarejoMais

    O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac do Paraná lançou hoje, em Laranjeiras do Sul, oeste do Estado, o Programa VarejoMais – Mais Vendas, Mais Competitividade. O objetivo da iniciativa – que conta com a parceria do Sebrae-PR, entre outras entidades – é otimizar a atividade comerciária varejista paranaense, atendendo inicialmente a cerca de 30 empresas.

    O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac do Paraná lançou hoje, em Laranjeiras do Sul, oeste do Estado, o Programa VarejoMais – Mais Vendas, Mais Competitividade. O objetivo da iniciativa – que conta com a parceria do Sebrae-PR, entre outras entidades – é otimizar a atividade comerciária varejista paranaense, atendendo inicialmente a cerca de 30 empresas.


    O Programa apresenta quatro etapas principais: diagnóstico organizacional do empreendimento, que avalia o atendimento de acordo com a satisfação do cliente; avaliação da estrutura física da empresa; capacitação da gestão empresarial e consultoria especializada. Durante o desenvolvimento do projeto, os empresários aprendem como ampliar a carteira de clientes, definir novos produtos, serviços e processos, aprimorar a administração da loja, desenvolver a equipe de trabalho, fidelizar clientes, aumentar o volume de vendas e a qualidade dos serviços.  


    O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PR e do Conselho Deliberativo do Sebrae do estado, Darci Piana, destaca que o comércio é o setor que mais emprega e, quanto mais preparadas estiverem as empresas, melhor será o desempenho na geração de renda e postos de trabalho. “A Fecomércio-PR e o Sebrae querem ampliar o VarejoMais, levando-o a municípios menores e, com isso, ajudar a evitar a evasão de empregos para as cidades maiores”, afirma o empresário.

  • Gasto médio de compras na Páscoa é o maior dos últimos seis anos

    Pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro revela que os consumidores da Região Metropolitana do Rio gastaram, em média, R$ 53,63 na Páscoa – o maior valor já registrado para este período desde 2003.


    Nos estabelecimentos entrevistados, 85,6% compraram até R$ 100,00, ante R$ 91,00 gasto no ano passado. Porém, houve um avanço significativo no percentual daqueles que realizaram compras entre R$ 100,01 e R$ 300,00: 6,3%, ante 2,8% em 2007.

    Pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro revela que os consumidores da Região Metropolitana do Rio gastaram, em média, R$ 53,63 na Páscoa – o maior valor já registrado para este período desde 2003.


    Nos estabelecimentos entrevistados, 85,6% compraram até R$ 100,00, ante R$ 91,00 gasto no ano passado. Porém, houve um avanço significativo no percentual daqueles que realizaram compras entre R$ 100,01 e R$ 300,00: 6,3%, ante 2,8% em 2007.


    As formas de pagamentos nos estabelecimentos consultados pelo levantamento da entidade foram bastante homogêneas: 38,8% efetuaram os pagamentos à vista; 30,8% utilizaram o parcelamento no cartão; e 30,4%, cartão à vista. Nos estabelecimentos que comercializaram marcas próprias no período, esse tipo de produto representou 48,7% das vendas da Páscoa.

  • Presidente da Fenavist recebe hoje Prêmio Destaque

    O presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Jerfferson Simões, recebeu hoje (25) o Prêmio Destaque, concedido pela Cipa Editora, especializada em publicações voltadas para o segmento de segurança. O líder empresarial foi homenageado pelas ações e resultados à frente da Fenavist, durante cerimônia que aconteceu no Museu Biológico do Instituto Butantan, em São Paulo.


    “A cada vez que recebo esta homenagem, a minha responsabilidade frente ao segmento aumenta, pois os eleitores são especialistas, bem como os organizadores.

    O presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Jerfferson Simões, recebeu hoje (25) o Prêmio Destaque, concedido pela Cipa Editora, especializada em publicações voltadas para o segmento de segurança. O líder empresarial foi homenageado pelas ações e resultados à frente da Fenavist, durante cerimônia que aconteceu no Museu Biológico do Instituto Butantan, em São Paulo.


    “A cada vez que recebo esta homenagem, a minha responsabilidade frente ao segmento aumenta, pois os eleitores são especialistas, bem como os organizadores. Entretanto, o meu entusiasmo para continuar a lutar pelo desenvolvimento do segmento de segurança privada também cresce”, afirma Simões, que lidera um segmento que movimenta mais de R$ 12 bilhões ao ano e emprega cerca de 500 mil pessoas.


    Desde que foi criado, o Prêmio Destaque objetiva valorizar os profissionais de segurança do Brasil, e já homenageou mais de 300 pessoas. Este ano a 22ª edição da homenagem foi destinada a 20 personalidades que destacaram-se em 2007 nos setores de segurança do trabalho, saúde do trabalho, segurança empresarial e prevenção e combate a incêndio.

  • Lula sanciona proposta de R$ 1,46 trilhão

    Gazeta Mercantil    Editoria: Política   Página: A-7


    Depois de muita polêmica e discórdias dentro do próprio governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem o Orçamento Geral da União deste ano. O projeto foi aprovado praticamente com três meses de atraso pelo Congresso, o que só aconteceu no último dia 12 pelos parlamentares. O valor total da peça orçamentária de 2008 é de R$ 1,46 trilhão.

    Gazeta Mercantil    Editoria: Política   Página: A-7


    Depois de muita polêmica e discórdias dentro do próprio governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem o Orçamento Geral da União deste ano. O projeto foi aprovado praticamente com três meses de atraso pelo Congresso, o que só aconteceu no último dia 12 pelos parlamentares. O valor total da peça orçamentária de 2008 é de R$ 1,46 trilhão.


    Desse montante, R$ 99 bilhões serão destinados a investimentos sociais, incluindo as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo que os investimentos diretos a cargo da União somam R$ 37,3 bilhões – montante 30% maior do que o previsto pelo Palácio do Planalto inicialmente (R$ 28,8 bilhões).


    A oposição decidiu obstruir a votação do Orçamento depois que o governo concordou em redistribuir os R$ 534 milhões de um “Anexo de Metas e Prioridades” criado de última hora pela bancada governista no Congresso. O Anexo iria beneficiar apenas 95 parlamentares da própria bancada o que gerou gritaria entre os partidos de oposição. Os dias que antecederam a votação da peça orçamentária no Congresso foram preenchidos com muitas negociações, incluindo parlamentares da oposição.


    Alguns governistas, entre eles o próprio presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), viu parte de suas pretensões de destinar recursos para sua região prejudicada pela manobra da bancada governista. A estratégia travou a tramitação da proposta no Congresso.


    Para a tramitação seguir em frente, depois de reclamações em público do presidente Lula contra o Congresso, a bancada governista foi obrigada a abrir mão do Anexo e também de retirar recursos da lei Kandir para investimentos em agricultura (que totalizariam R$ 5,2 bilhões neste ano).


    O Palácio do Planalto foi obrigado a refazer os cálculos do Orçamento após o Senado rejeitar, em dezembro passado, a prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O tributo renderia cerca de R$ 40 bilhões aos cofres da União neste ano. Na prática, os cortes atingiram principalmente a máquina federal, que ficou com menos R$ 6,77 bilhões. A proposta orçamentária também prevê cortes de R$ 3,48 bilhões na área de pessoal, medida que atinge diretamente o número de vagas a serem abertas neste ano por meio de concursos públicos.


    Indignado


    Ontem, o presidente Lula negou que o PAC tenha cunho eleitoreiro. Após enumerar algumas das conquistas atribuídas às ações do governo, ele rebateu mais uma vez acusações que relacionam a iniciativa e a proximidade das eleições, geralmente feitas pela oposição.


    “Ora, é no mínimo uma coisa que me deixa indignado. Ou seja, o governo não está disputando nenhuma eleição. Não tem eleição para presidente da República e não tem eleição para governador. O programa é um programa que o governo federal anunciou com dois anos de antecedência e esse dinheiro agora está gerando aquilo que nós queríamos que ele gerasse:


    emprego e melhoria na vida das pessoas”, afirmou ontem em seu programa semanal de rádio “Café com o Presidente”.

     

     


     


     


     

  • Déficit explode com remessas e importados

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    Principal canal de contágio da economia brasileira diante de turbulências internacionais e importante ponto de apoio para o controle da inflação nos últimos anos, as contas externas brasileiras já dão sinais de enfraquecimento.


    A previsão para 2008 do Banco Central do déficit nas transações do país com o mundo mais do que triplicou.

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    Principal canal de contágio da economia brasileira diante de turbulências internacionais e importante ponto de apoio para o controle da inflação nos últimos anos, as contas externas brasileiras já dão sinais de enfraquecimento.


    A previsão para 2008 do Banco Central do déficit nas transações do país com o mundo mais do que triplicou. Em vez dos US$ 3,5 bilhões estimados há três meses, o déficit agora deve ficar em US$ 12 bilhões, ou cerca de 1% das riquezas produzidas no país (PIB), após cinco anos de superávits.


    No mercado financeiro, espera-se até o dobro: déficit de 2% do PIB. As principais causas são o forte crescimento das importações, que reduz o saldo comercial, e o aumento das remessas de lucros e dividendos.


    As estatísticas do BC mostram que, ao contrário do que afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a crise internacional originada nos EUA já está trazendo prejuízos indiretos ao país. A deterioração das contas externas tem um peso ainda maior porque se dá num momento delicado da inflação.


    O BC contou, nos últimos anos, com as importações para controlar os preços. Havia uma situação confortável nas contas externas, as exportações estavam com toda força e compensavam a procura por produtos importados estimulada pelo real valorizado. Os importados mais baratos ajudavam a neutralizar eventuais pressões por reajustes, dizem analistas.


    Mas agora o espaço para acomodar importações cada vez maiores sem preocupação com o saldo final das contas externas diminui. “O espaço para apreciações maiores do câmbio estreitou. O setor externo não conseguirá segurar sozinho pressões inflacionarias”, avalia o economista Caio Megale, da MauáInvest.


    Com isso, avalia, a demanda precisa ser reduzida ou a inflação deverá subir. O governo já dá sinais de preocupação com o crescimento do consumo, mas quer evitar um aumento dos juros que trave a economia como aconteceu após o forte crescimento de 2004.


    O Brasil cresceu 5,4% em 2007. Neste início de ano, os dados disponíveis apontam um nível de atividade ainda mais acelerado. Com isso, as empresas aqui instaladas, sobretudo da área automotiva e financeira, elevaram o lucro enviado para suas matrizes. Os dois setores estão entre os mais punidos com a crise financeira e o quadro de recessão nos EUA.


    No primeiro bimestre do ano, as remessas de lucros e dividendos para o exterior somaram US$ 4,317 bilhões, o dobro dos US$ 2,191 bilhões do mesmo período do ano passado. Em março, até ontem, já alcançavam mais US$ 2,540 bilhões. O setor de veículos respondeu por cerca de 28% das remessas, e o financeiro, por 15,6%.


    O BC calcula que, ao longo de 2008, essas remessas chegarão a US$ 24 bilhões, US$ 4 bilhões a mais que a projeção anterior. Já as importações cresceram, no bimestre, 54% em comparação com o mesmo período de 2007 e somaram US$ 24,251 bilhões. Enquanto isso, o aumento das vendas externas foi de 24% no bimestre, somando US$ 26,077 bilhões.


    Em 2008, o BC projeta aumento de US$ 10 bilhões nas exportações em relação ao dado estimado anteriormente (de US$ 172 bilhões para US$ 182 bilhões) e de US$ 13 bilhões nas importações (de US$ 142 bilhões projetados antes para US$ 155 bilhões).


    Com esse desempenho, o saldo das transações correntes -que contabiliza o saldo comercial e de receitas e despesas com serviços, rendas e transferência unilaterais- chegará a um déficit de US$ 12 bilhões no final do ano, projeta o BC.


    No primeiro bimestre, ele já foi de US$ 6,322 bilhões, o pior desempenho desde o início da série, em 1947.


    Somente em fevereiro, o déficit nas contas externas foi de US$ 2,09 bilhões, também um recorde histórico para o mês. O BC esperava um resultado negativo de US$ 1,7 bilhão.


    Segundo o chefe Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o forte aumento das importações vai ser diluído ao longo do ano e o ritmo atual não se sustentará.


     




     


     

  • Índice de confiança sobe em março

    Valor Econômico   Editoria: Brasil    Página: A-9


    O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,4% em março na comparação com o mês anterior e atingiu 147,9 pontos, de acordo com pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) realizada na capital paulista. Na comparação com março de 2007, foi apurada alta de 15,2%. 


    Em fevereiro, o ICC havia alcançado seu maior patamar desde fevereiro de 2005, aos 147,3 pontos, um salto de 3,1% sobre janeiro e de 9,5% sobre fevereiro do ano passado.

    Valor Econômico   Editoria: Brasil    Página: A-9


    O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,4% em março na comparação com o mês anterior e atingiu 147,9 pontos, de acordo com pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) realizada na capital paulista. Na comparação com março de 2007, foi apurada alta de 15,2%. 


    Em fevereiro, o ICC havia alcançado seu maior patamar desde fevereiro de 2005, aos 147,3 pontos, um salto de 3,1% sobre janeiro e de 9,5% sobre fevereiro do ano passado. Entre os fatores que levaram à desaceleração da confiança em São Paulo, a federação cita a manutenção da taxa de juros em 11,25% ao ano e as incertezas relativas à economia americana. Entre os indicadores que compõem o ICC, o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) ficou estável em 154 pontos e o Índice das Expectativas do Consumidor (IEC) subiu 0,7% em relação a fevereiro, para 143,7 pontos. 


    Os paulistanos com ganhos superiores a dez salários mínimos são os menos otimistas. Nessa faixa de renda, o ICC recuou 1,6% em relação a fevereiro, para 151,4 pontos. O indicador da percepção do futuro caiu 2% e o que avalia o presente, 1%. 


    Entre os consumidores com rendimento inferior a dez salários mínimos, o índice de confiança subiu 1,6% ante fevereiro, para 146 pontos. Nessa faixa de renda, o IEC aumentou 2,3% e o ICEA, 0,7%. A pesquisa revela ainda um maior otimismo entre os os homens. Enquanto a confiança do consumidor masculino aumentou 2,9% de fevereiro para março, entre as mulheres, foi apurada queda de 2%. 


    O levantamento mostra também que os consumidores mais jovens estão mais confiantes. No grupo com idade inferior a 35 anos, o ICC aumentou 0,9% sobre fevereiro. Entre os de 35 anos ou mais, a confiança caiu 0,5%. O ICC varia de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de cem pontos e otimismo acima desse patamar. 


     


     




     

  • IPC-S sobe 0,23% na semana até o dia 22

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4




    O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,23% na semana encerrada no último sábado (dia 22), em comparação com o aumento de 0,14% no índice anterior, de até 15 de março. A informação é da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


    Segundo a FGV, a principal influência para aceleração do índice foi a elevação de preços mais intensa ou fim de deflação em quatro das sete classes de despesas.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4




    O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,23% na semana encerrada no último sábado (dia 22), em comparação com o aumento de 0,14% no índice anterior, de até 15 de março. A informação é da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


    Segundo a FGV, a principal influência para aceleração do índice foi a elevação de preços mais intensa ou fim de deflação em quatro das sete classes de despesas. Foram os casos das movimentações de preços em Alimentação (de -0,09% para 0,11%); Habitação (de 0,26% para 0,34%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,41% para 0,52%); e Transportes (de 0,09% para 0,17%). Os outros grupos apresentaram desaceleração ou queda mais intensa: Vestuário (de -0,38% para -0,53%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,37% para 0,32%) e Despesas Diversas (de 0,47% para 0,41%).