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  • Preços praticados pelo varejo recuam 0,05% em fevereiro

    Pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo mostra que os preços praticados pelo varejo no Estado recuaram 0,05% em fevereiro, interrompendo a trajetória de altas consecutivas que o Índice de Preços no Varejo (IPV) vinha apresentando desde outubro de 2007. Na comparação com igual período do ano passado, os preços subiram 3,96%. No acumulado dos dois primeiros meses, o IPV apresentou queda de 0,20%.


    As quedas mais significativas foram no preço de Legumes (-9,49%), Aves (-7,19%), Frutas (-3,53%), Carnes Bovinas (-2,61%) e Carnes Suínas (-2,19%).

    Pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo mostra que os preços praticados pelo varejo no Estado recuaram 0,05% em fevereiro, interrompendo a trajetória de altas consecutivas que o Índice de Preços no Varejo (IPV) vinha apresentando desde outubro de 2007. Na comparação com igual período do ano passado, os preços subiram 3,96%. No acumulado dos dois primeiros meses, o IPV apresentou queda de 0,20%.


    As quedas mais significativas foram no preço de Legumes (-9,49%), Aves (-7,19%), Frutas (-3,53%), Carnes Bovinas (-2,61%) e Carnes Suínas (-2,19%). Na avaliação da entidade, a pressão sobre os alimentos nos próximos meses deve ser menor. Por outro lado, o segmento de Combustíveis sinaliza reajustar os preços, diante da proximidade do período de entressafra da cana-de-açúcar. Os grupos Materiais de Construção e Móveis e Decorações ainda devem continuar aquecidos por conta da demanda elevada. Entretanto, como o dólar se mantém desvalorizado frente ao real e não há tendência de reversão no curto prazo, é provável que este fator continue a colaborar para manter os preços nos atuais níveis.

  • Pauta do Plenário está trancada por 14 MPs

    A pauta do Plenário está trancada por 14 medidas provisórias nesta semana.

    A pauta do Plenário está trancada por 14 medidas provisórias nesta semana. As votações poderão ser retomadas a partir de terça-feira (25), com a análise dos destaques apresentados à Medida Provisória 385/07, que trata do prazo para o trabalhador rural requerer sua aposentadoria por idade.


    O andamento da pauta depende de acordo entre a base aliada e a oposição.

    O DEM e o PSDB têm adotado a estratégia de obstruir as votações até que o governo limite o número de MPs enviadas ou que a Câmara aprove mudanças na tramitação dessas medidas.


    O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, disse que não considera prudente definir o funcionamento da Casa a partir de situações conjunturais, como uma eventual suspensão de novas MPs pelo governo. “Se de fato houver urgência e relevância, poderá ser necessário editar novas MPs”, ressaltou. O ideal, segundo Chinaglia, é redefinir os critérios de tramitação das MPs e assegurar um funcionamento ordenado do Congresso.


    Crédito extraordinário

    Das 14 MPs que trancam a pauta, 4 abrem crédito extraordinário para ministérios e a Presidência da República (405/07, 406/07, 408/07 e 409/07).


    Agência Câmara, 24 de março de 2008.




     

  • Comissão de Educação realizará 2 Seminários Internacionais

    A Comissão de Educação e Cultura aprovou, na última quarta-feira (19), em reunião ordinária, dois requerimentos de autoria do presidente da comissão, deputado João Matos (PMDB-SC), para a realização de dois seminários internacionais sobre “Ensino Técnico Profissionalizante” e “Educação a Distância”.



    Os seminários têm como objetivo aprofundar e analisar as experiências bem sucedidas de países desenvolvidos, tanto no ensino a distância, como no ensino técnico profissionalizante.

    A Comissão de Educação e Cultura aprovou, na última quarta-feira (19), em reunião ordinária, dois requerimentos de autoria do presidente da comissão, deputado João Matos (PMDB-SC), para a realização de dois seminários internacionais sobre “Ensino Técnico Profissionalizante” e “Educação a Distância”.



    Os seminários têm como objetivo aprofundar e analisar as experiências bem sucedidas de países desenvolvidos, tanto no ensino a distância, como no ensino técnico profissionalizante. Segundo o autor do requerimento aprovado, deputado João Matos, a idéia é trazer especialistas internacionais para conhecer de perto os projetos realizados na Europa e nos Estados Unidos e que poderiam ser adotados no Brasil. Os seminários estão previstos para acontecer em junho e em novembro.


    CNC, 24 de março de 2008.

  • Músicos discutem PEC que isenta CDs e DVS de impostos

    A Comissão Especial de Fonogramas e Videofonogramas Musicais ouve nesta terça-feira (25) o diretor da Associação Brasileira da Música Independente, Carlos de Andrade; o presidente da Associação Brasileira de Editores Reunidos, Marcos Jucá; e os cantores Raimundo Fagner e Sandra de Sá.


    A comissão analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) 98/07, que prevê isenção tributária na produção de CDs e DVDs.

    A Comissão Especial de Fonogramas e Videofonogramas Musicais ouve nesta terça-feira (25) o diretor da Associação Brasileira da Música Independente, Carlos de Andrade; o presidente da Associação Brasileira de Editores Reunidos, Marcos Jucá; e os cantores Raimundo Fagner e Sandra de Sá.


    A comissão analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) 98/07, que prevê isenção tributária na produção de CDs e DVDs. A intenção do autor da proposta, deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), é reduzir os preços desses produtos, valorizar a cultura nacional e combater a pirataria.


    A audiência está marcada para as 14h30, em plenário a ser definido.


    Agência Câmara, 24 de março de 2008.


     

  • Paulo Bernardo defende sigilo para gastos da Presidência

    Ao chegar à CPMI dos Cartões Corporativos, na última semana, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu a manutenção de sigilo de gastos de órgãos específicos do governo, como a Presidência da República. “As ações de caráter sigiloso estão previstas em lei. Não vejo nenhum problema nisso”, disse o ministro, que está sendo ouvido neste momento pela CPMI.


    Uso indevido

    O Ministro condenou a utilização de cartões corporativos para efetivação de saques. “É um uso indevido desses cartões.

    Ao chegar à CPMI dos Cartões Corporativos, na última semana, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu a manutenção de sigilo de gastos de órgãos específicos do governo, como a Presidência da República. “As ações de caráter sigiloso estão previstas em lei. Não vejo nenhum problema nisso”, disse o ministro, que está sendo ouvido neste momento pela CPMI.


    Uso indevido

    O Ministro condenou a utilização de cartões corporativos para efetivação de saques. “É um uso indevido desses cartões. O saque por meio do cartão o transforma praticamente na modalidade de pagamento de contas tipo b”, disse o ministro.


    Paulo Bernardo explicou que a intenção do governo é “restringir ou suprimir de vez” os saques com cartões corporativos. Ele acrescentou que essa proposta, no entanto, esbarra em algumas dificuldades, como a impossibilidade de pagamento com cartão em estabelecimentos como correios, órgãos judiciais e estacionamentos, além dos casos em que o sistema operacional desses cartões fica fora do ar.


    Agência Câmara, 24 de março de 2008.


     

  • Relator da reforma tributária apresenta parecer na terça (25)

    O relator da reforma tributária (PEC 233/08 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), apresenta seu parecer nesta terça-feira (25). Nesta fase de análise da proposta, a CCJ analisa apenas a admissibilidade. O relator, no entanto, vai propor duas mudanças no texto encaminhado pelo Executivo.


    Uma das mudanças é a retirada do dispositivo que exclui as operações com petróleo e energia elétrica do recolhimento de 2% do ICMS na origem. A proposta do governo exclui essas operações da regra.

    O relator da reforma tributária (PEC 233/08 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), apresenta seu parecer nesta terça-feira (25). Nesta fase de análise da proposta, a CCJ analisa apenas a admissibilidade. O relator, no entanto, vai propor duas mudanças no texto encaminhado pelo Executivo.


    Uma das mudanças é a retirada do dispositivo que exclui as operações com petróleo e energia elétrica do recolhimento de 2% do ICMS na origem. A proposta do governo exclui essas operações da regra. O objetivo do relator é evitar perdas para os estados produtores. A outra mudança garante à Câmara dos Deputados a competência de elaborar o projeto de lei complementar que vai instituir o novo ICMS, unificado. Pelo texto do governo, essa iniciativa só poderá ser proposta por 1/3 dos senadores, 1/3 dos governadores ou das Assembléias Legislativas ou pelo presidente da República.


    Leonardo Picciani considerou os dois pontos da proposta do governo inconstitucionais. Ele discutiu seu parecer com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na semana passada. “O ministro chamou a equipe técnica, uma vez que nós tratávamos de questões mais jurídicas, mas recebeu bem [a proposta de mudanças na PEC], pois teve a segurança de que os pilares da reforma tributária estão garantidos no parecer”, disse.


    Tramitação

    O presidente da CCJ, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), explicou que, após a apresentação do parecer, haverá um pedido de vista, por duas sessões. Na quarta-feira (26), a CCJ realizará audiência pública com o secretário Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, para discutir a proposta. Eduardo Cunha informou que a votação do parecer no dia 1º de abril.


    A reunião está marcada para as 11 horas, no plenário 1.


    Agência Câmara, 24 de março de 2008.




     

  • Audiência discute redução da jornada de trabalho

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realiza na quinta-feira (27) audiência pública para debater o Projeto de Lei 7663/06, do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A audiência foi sugerida pelo relator da proposta, deputado Roberto Santiago (PV-SP).


    O projeto também modifica regras trabalhistas referentes a horas extras, adicional noturno e tempo de intervalo de trabalho.

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realiza na quinta-feira (27) audiência pública para debater o Projeto de Lei 7663/06, do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A audiência foi sugerida pelo relator da proposta, deputado Roberto Santiago (PV-SP).


    O projeto também modifica regras trabalhistas referentes a horas extras, adicional noturno e tempo de intervalo de trabalho. O texto prevê, por exemplo, que o valor da hora extra deverá ser pelo menos 50% superior ao da hora normal, para a primeira hora, e 100% para as restantes. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto Lei 5.452/43) exige que o valor da hora suplementar seja pelo menos 20% superior ao da hora normal.


    Outra mudança prevista é o aumento de 20% para 35% no acréscimo de remuneração da hora noturna em relação à hora diurna.


    Foram convidados para a audiência:

    – o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP);

    – o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE);

    – o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade;

    – o presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Gabriel Jorge Ferreira;

    – o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fábio de Salles Meirelles;

    – o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio José Domingues de Oliveira Santos;

    – o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Antônio Fernandes dos Santos Neto;

    – o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos;

    – o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, José Calixto Ramos;

    – o presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah;

    – o presidente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), João Vicente Silva Cayres;

    – o presidente do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Celso Napolitano;

    – o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes.


    A reunião está marcada para as 10 horas, no plenário 12.


    Agência Câmara, 24 de março de 2008.

  • Reforma tributária é recebida com pessimismo por comerciantes de SP

    Valor Econômico   Editoria: Política   Página: A-10


    Em um auditório lotado de comerciantes, no centro de São Paulo, a discussão sobre a reforma tributária elaborada pelo governo federal não poderia ser mais pessimista. “Sinto muito pelas gerações mais novas. O melhor mesmo é arrumar um passaporte e garantir outra cidadania, que não seja a brasileira”, comentou o economista Paulo Rabello de Castro. “É uma proposta que só busca erros novos.

    Valor Econômico   Editoria: Política   Página: A-10


    Em um auditório lotado de comerciantes, no centro de São Paulo, a discussão sobre a reforma tributária elaborada pelo governo federal não poderia ser mais pessimista. “Sinto muito pelas gerações mais novas. O melhor mesmo é arrumar um passaporte e garantir outra cidadania, que não seja a brasileira”, comentou o economista Paulo Rabello de Castro. “É uma proposta que só busca erros novos. Devemos ficar horrorizados com ela”, disse a dirigentes e conselheiros da Federação do Comércio de São Paulo, entidade que organizou o debate. 




    A platéia, berço político do ex-governador de São Paulo Paulo Maluf, ecoou o receio em relação às mudanças tributárias. “Vão aumentar a tributação!”, diziam conselheiros da federação, durante o debate. Entre os palestrantes, a mesma percepção. “Sem dúvida nenhuma haverá aumento da carga tributária”, declarou Rabello de Castro. Ao seu lado, o jurista Ives Gandra Martins afirmou que a ” União não vai apoiar medidas que ponham em risco o bolo tributário a que tem direito”. 


    Entre os participantes, grassava o ceticismo. “A reforma não vai ser aprovada até 2010” foi uma das frases mais ouvidas ontem de manhã, no auditório da federação. Cogitou-se até mesmo que nem nos próximos dois mandatos ela vingue. 


    Entre os que acreditavam na aprovação e opinavam sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) enviada pelo governo federal ao Congresso, surgiam de imediato as críticas. As reclamações eram as mais diversas. Desde a forma como as mudanças foram propostas até mesmo a suposta ineficácia das medidas no combate à guerra fiscal entre os Estados. “Demorou muito para fazer pouco. (O governo) entrou no jogo tarde, aos quarenta minutos do segundo tempo, furou a bola e perdeu um gol”, ironizou Rabello de Castro, que preside o Conselho de Planejamento Estratégico da federação. Gandra preferiu opinar que muitas mudanças, como a unificação de tributos, não precisava ser feita por meio de uma mudança constitucional, mas sim por uma legislação ordinária. 


    Além das reclamações sobre a eventual elevação dos tributos, a crítica mais enfática feita durante as quase três horas de debate foi o poder dado pela proposta de reforma tributária ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O órgão, composto pelos secretários da Fazenda, deverá decidir as alíquotas e os produtos que serão taxados pelo ICMS. Para Gandra, será um erro. “Vamos transferir o poder de decidir, que seria do Congresso Nacional, para técnicos que não foram escolhidos pelo povo. Eles definirão as alíquotas que poderão no máximo ser aceitas ou rejeitadas, mas não modificadas pelo Senado”, disse. O conselheiro da Fecomercio Agostinho Tavolaro pontuou que a proposta para o Confaz é uma “castração do poder legislativo dos Estados”. “A harmonização dos poderes passa por outra instância. Ao reforçar o Confaz, atribui-se as decisões ao Executivo.” 


    De todos os pontos debatidos pelos empresários e grandes comerciantes, o imposto sobre grandes fortunas, bandeira ideológica do PT na reforma tributária, foi o que gerou mais comentários irônicos. Classificado por Rabello de Castro como “imposto das viúvas”, Gandra analisou que é um retrocesso e que o governo quer “ressuscitar o que está morto”. “É um imposto que foi condenado à morte em outros países. É como querer ressuscitar a União Soviética antes do Muro de Berlim”. 


    Ao resumir sua opinião sobre a reforma tributária, Gandra afirmou que “a intenção do governo é boa, mas entre a intenção e a proposta há um grande abismo”. Já Rabello de Castro escolheu dois adjetivos nada favoráveis ao governo: “Achamos que o governo foi tímido e enrolado. É essa adjetivação que as 14 páginas (da PEC) merecem por enquanto”. A entidade aposta no substitutivo a ser apresentado por Francisco Dornelles (PP-RJ) na próxima semana. 


     




        


     


     


     

  • Conselho publica novas regras do Supersimples

    Valor Econômico   Editoria: Legislação    Página: E-2


    O Conselho Gestor do Simples Nacional (CGSN) deu mais um passo na regulamentação da Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

    Valor Econômico   Editoria: Legislação    Página: E-2


    O Conselho Gestor do Simples Nacional (CGSN) deu mais um passo na regulamentação da Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Com a edição de três resoluções publicadas na edição de quinta-feira do Diário Oficial da União (DOU), ficam definidos os critérios de fiscalização e de inscrição de débitos em dívida ativa pela União, Estados e municípios. 


    De acordo com o secretário-executivo do CGSN, Silas Santiago, o principal avanço foi a definição de como funcionará a inscrição de débitos do Supersimples na dívida ativa. Segundo a Resolução nº 34, mesmo os valores do Simples referentes às parcelas devidas a Estados e municípios serão inscritos na dívida ativa da União, ficando as cobranças e os ajuizamentos a cargo da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que também deverá receber as possíveis contestações dos contribuintes. 


    Porém, a norma permite que as administrações estaduais e municipais firmem convênios com a PGFN para que os valores devidos aos governos sejam inscritos na dívida ativa específica de cada um. “É o que vai acontecer com a maioria dos Estados e municípios”, diz Santiago, que cita o Estado de Pernambuco como o primeiro a manifestar a intenção. Segundo ele, as únicas administrações que podem não propôr os convênios seriam pequenos municípios que não tenham uma estrutura jurídica preparada para cobrar os valores. “Estes municípios poderão se beneficiar com o trabalho feito pela PGFN”, diz. 


    Outra determinação do conselho, prevista na Resolução nº 32 do CGSN, simplificou as regras de fiscalização das empresas inscritas no Supersimples. Agora, o uso dos autos de infração e notificação fiscal (AINF) – documento único de autuação para todos os entes federativos que está previsto para entrar em vigor no segundo semestre deste ano – fica restrito aos casos de inadimplência e não mais no descumprimento de obrigações acessórias, como a entrega de declarações. Para estas obrigações, deverão ser usados os procedimentos próprios de cada ente. 


    O conselho decidiu também alterar a data da entrega da declaração anual simplificada referente ao segundo semestre de 2007, conforme estabelece a Resolução nº 33. A declaração deverá ser transmitida a partir de 1º de maio deste ano e até 30 de junho. Segundo Santiago, a mudança foi necessária devido a um atraso no programa para o preenchimento das informações. 


    Para a consultora da Fiscosoft, Juliana Ono, as resoluções do conselho deixaram de fora outras regulamentações importantes, como o uso do regime de caixa para o pagamento dos tributos.


    Segundo a consultora, o regime permitiria que as empresas do Supersimples recolhessem o tributo somente quando recebessem os valores pela venda ou prestação de serviço. Hoje, as micro e pequenas empresas devem usar somente o regime de competência, que obriga o recolhimento no mês seguinte ao da fatura, independentemente do recebimento dos valores. 




     

  • Inadimplência leva Receita a excluir 81% dos contribuintes do Refis e 50% do Paes

    Valor Econômico   Editoria: Brasil    Página: A-2


    O alto índice de inadimplência nos programas de refinanciamento de dívidas tributárias comprova que eles nem sempre alcançam os objetivos declarados. O secretário-adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo de Souza Cardoso, revela que o primeiro e mais generoso deles, o Refis, criado em 2001, já excluiu mais de 106 mil contribuintes inscritos, entre os quase 130 mil que aderiram. Em valores atuais, a dívida consolidada é de cerca de R$ 96 bilhões.


    Desse montante, 69% deixaram de ser pagos.

    Valor Econômico   Editoria: Brasil    Página: A-2


    O alto índice de inadimplência nos programas de refinanciamento de dívidas tributárias comprova que eles nem sempre alcançam os objetivos declarados. O secretário-adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo de Souza Cardoso, revela que o primeiro e mais generoso deles, o Refis, criado em 2001, já excluiu mais de 106 mil contribuintes inscritos, entre os quase 130 mil que aderiram. Em valores atuais, a dívida consolidada é de cerca de R$ 96 bilhões.


    Desse montante, 69% deixaram de ser pagos. No grupo dos excluídos, 44% pararam de pagar as parcelas e outros 27% deixaram de cumprir as obrigações tributárias correntes. 


    Dois anos após a criação do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), os parlamentares aprovaram o Parcelamento Especial (Paes), mas a nova chance dada aos que não pagam tributos manteve o alto índice de inadimplência, afirma o secretário. Dos mais de 374 mil contribuintes inscritos, mais de 183 mil foram excluídos. Nesse grupo, 52% deixaram de honrar os compromissos e 46% não recolheram impostos e contribuições do fluxo normal da empresa.


    A dívida consolidada é estimada pela Receita em R$ 72 bilhões. 


    Como o lobby antitributo é permanente e vigilante, o governo publicou a MP 303, em 29 de junho de 2006, estabelecendo o Parcelamento Excepcional (Paex). A rotina da inadimplência repetiu-se e já ocorreram muitas exclusões. Nesse caso, a Receita ainda está concluindo a consolidação das dívidas tributária e previdenciária. Foram quase 180 mil adesões para uma dívida avaliada em R$ 23 bilhões sem contar o devido à Previdência. 


    “Se forem freqüentes, esses parcelamentos acabam estimulando o contribuinte a sempre esperar a próxima oportunidade. Cria-se um vício. É um prêmio à inadimplência”, adverte o secretário. 


    Refis, Paes e Paex são apenas os três mais conhecidos programas de parcelamento de dívidas tributárias federais, mas Cardoso chama a atenção para outros igualmente “deseducadores”.


    Sempre que aparece uma oportunidade, um parlamentar aproveita a chance para apresentar uma emenda com esse objetivo. Recentemente, na tramitação da lei que criou a loteria Timemania, as entidades filantrópicas foram beneficiadas. 


    Os prefeitos puderam, em 2005, refinanciar as dívidas previdenciárias na conversão em lei da “MP do Bem”, editada para incentivar investimentos voltados à exportação. Os governadores tiveram tratamento igual na aprovação da lei que criou a Super Receita, em 2007. Micro e pequenas empresas puderam parcelar débitos quando o Congresso aprovou os regimes tributários do Simples Federal, em 1996. Dez anos depois, em 2006, veio a ampliação, que resultou no Simples Nacional, acompanhado de novo refinanciamento. 


    “Nas adesões há muitos contribuintes sérios e bem intencionados, mas uma quantidade expressiva quer apenas postergar sua vida errante e obter certidão negativa para participar de licitações, conseguir financiamentos e realizar transações imobiliárias”, lamenta Cardoso. Os que vêm honrando o compromisso assumido pagaram, no âmbito do Refis, R$ 742 milhões em 2007. Nesse período, o Paes registrou arrecadação de R$ 3,56 bilhões e o Paex levou R$ 1,56 bilhão aos cofres federais. 


    Cardoso informa que, além desses programas, a Receita tem à disposição dos contribuintes parcelamentos ordinários, que dividem passivos tributários em até 60 vezes. A mais recente tentativa do que já está sendo chamado de “Refis 4” está na Câmara. O Valor revelou que o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), determinou a criação de comissão especial para analisar projeto apresentado em 2005 pelo então líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra (PTB-RN). A proposta regulamenta parcelamento de débitos com a Receita, inscritos ou não em dívida ativa. Dessa vez, as beneficiadas são empresas que se encontram em processo de recuperação judicial. Se aprovado o projeto, será concedido prazo de seis anos para devedores em geral e sete anos para micro e pequenas empresas. 


    O secretário-adjunto da Receita critica a iniciativa e pondera que o Estado não pode estimular as empresas ao mau uso do instrumento da recuperação judicial. Na antiga concordata, o crédito tributário só perdia em importância para as verbas trabalhistas. Na nova lei de falências, outros créditos ganharam status como, por exemplo, os com garantia real. 


    “Para o fisco, é interessante que a empresa continue ativa para pagar o passivo tributário. Mas se uma pessoa jurídica não consegue se recuperar com os benefícios da nova lei, já está na missa de sétimo dia”, avalia Cardoso. Ele alerta para o fato de que, mesmo com sobrevida efêmera, a empresa que não paga tributos ou fornecedores goza das vantagens da concorrência desleal.