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  • Três meses após o fim da CPMF, Congresso termina votação do Orçamento 2008

    O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (12) o projeto do orçamento da União para este ano, exatamente três meses após a extinção da CPMF pelo Senado, o que obrigou os deputados e senadores a suspenderem o exame da proposta orçamentária para adaptá-la a uma redução de R$ 39,2 bilhões nas receitas federais.

    O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (12) o projeto do orçamento da União para este ano, exatamente três meses após a extinção da CPMF pelo Senado, o que obrigou os deputados e senadores a suspenderem o exame da proposta orçamentária para adaptá-la a uma redução de R$ 39,2 bilhões nas receitas federais. O Congresso ajustou as contas públicas com cortes em pessoal, em projetos e em programas e com uma reestimativa das receitas.


    O projeto aprovado não contém mais o Anexo de Metas e Prioridades, que gerou protestos nos últimos dias do PSDB, por este entender que 95 emendas individuais colocadas nesse anexo privilegiavam seus autores. O PSDB ameaçou obstruir a votação do orçamento caso essa parte não fosse eliminada. Os R$ 534 milhões do anexo foram redistribuídos entre os 26 estados e o Distrito Federal.


    Desde o primeiro dia deste ano, a máquina pública vem funcionando normalmente porque, pela legislação, o governo pode liberar por mês 1/12 do projeto orçamentário enviado ao Congresso. Só não pode haver liberação de verbas para novos investimentos, o que vinha incomodando o governo, que pressionou desde meados de fevereiro pela votação do orçamento. Tradicionalmente, o orçamento é votado até o dia 15 de dezembro do ano anterior.


    O orçamento aprovado pelos deputados e senadores prevê que o governo federal terá neste ano uma arrecadação primária de impostos e contribuições de R$ 687,5 bilhões. Esses recursos bancarão os gastos da União, como pessoal e encargos sociais (R$ 137,5bilhões), benefícios do INSS (R$ 199,4 bilhões), juros e encargos da dívida pública (R$ 152,2 bilhões) e outros. A saúde ficará com R$ 48,4 bilhões, a educação, com R$ 24,7 bilhões e os programas de seguro-desemprego e abono, com outros R$ 19,3 bilhões.


    A proposta orçamentária sai do Congresso com quase 30% a mais de investimentos diretos do governo federal. O Ministério do Planejamento havia proposto que os investimentos ficassem em R$ 28,8 bilhões e agora o valor sobe para R$ 37,3 bilhões, incluindo todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


    Os deputados e senadores apresentaram mais de 10 mil emendas ao orçamento, a maioria beneficiando programas e projetos nas áreas de saúde, infra-estrutura, turismo e educação. A proposta será agora encaminhada à sanção do presidente da República.


    Nos últimos dias, o coordenador de receitas da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), senador Francisco Dornelles (PP-RJ), identificou com os técnicos do orçamento que a arrecadação do Imposto de Importação ficará em R$ 750 milhões acima do projetado há um mês, levando em consideração os números da Receita Federal de janeiro e fevereiro. O dinheiro foi usado pelo relator-geral, deputado José Pimentel (PT-CE), para atender reivindicações da oposição e dos tribunais superiores.


    Assim, o Ministério da Agricultura passou a contar com mais R$ 450 milhões para compra de alimentos dentro da política de preços mínimos. Um corte nas obras do Judiciário de R$ 65 milhões foi eliminado, enquanto o programa de construção de sistemas de abastecimento de água potável dos municípios com menos de 50 mil habitantes ganhou mais R$ 91 milhões.


    Com a reestimativa, o Rodoanel de São Paulo voltou a contar com R$ 224 milhões que haviam sido cortados por equívoco durante as votações do projeto orçamentário na Comissão de Orçamento. A reestimativa evitou ainda que houvesse um corte de R$ 450 milhões no ressarcimento que a União faz aos estados pelas perdas de ICMS nas exportações (Lei Kandir). Esse ressarcimento, como em 2007, será de R$ 5,2 bilhões em 2008.


    Os grandes números do orçamento para 2008


    Em R$ bilhões


    Receitas primárias da União (inclusive INSS) 687,5


    Gasto com pessoal e encargos sociais 137,5

    Benefícios da Previdência (INSS) 199,4

    Transferências constitucionais estados e municípios 123,9

    Juros e encargos da dívida pública 152,2

    Saúde 48,4

    Educação 24,7

    Abono e seguro desemprego 19,3

    Bolsa-Família 10,3

    Construção e recuperação de rodovias federais 8,2


    Parâmetros macroeconômicos usados no orçamento


    Crescimento da economia em 2008 5,0%

    Inflação projetada para o ano (IPCA) 4,20%

    Produto Interno Bruto (PIB) do ano R$ 2,81 trilhões

    Dólar ao final de dezembro de 2008 R$ 1,80

    Barril de petróleo (média do ano) US$ 90


    Agência Senado, 13 de março de 2008.

  • Mesa Brasil Sesc realiza doação para a Apae de Tocantins

    Através do programa Mesa Brasil Sesc, o Sesc de Tocantins realizou hoje, 14 de março, a entrega de cerca de 30 mil itens de mercadorias apreendidas pela Receita Federal à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Palmas.


    O Sesc atuou junto à Receita Federal, dando suporte na parte burocrática, para intermediar a doação de produtos como eletroeletrônicos, jogos educativos, vídeo-games, aparelhos de DVDs e CDs, entre outros, que foram retidos por não terem notas fiscais.


    A doação contribuirá para a qualidade dos serviços prestados pela instituição e para a

    Através do programa Mesa Brasil Sesc, o Sesc de Tocantins realizou hoje, 14 de março, a entrega de cerca de 30 mil itens de mercadorias apreendidas pela Receita Federal à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Palmas.


    O Sesc atuou junto à Receita Federal, dando suporte na parte burocrática, para intermediar a doação de produtos como eletroeletrônicos, jogos educativos, vídeo-games, aparelhos de DVDs e CDs, entre outros, que foram retidos por não terem notas fiscais.


    A doação contribuirá para a qualidade dos serviços prestados pela instituição e para a manutenção da entidade. “Boa parte do material ficará na Apae, como eletrodomésticos e materiais didáticos, e os demais serão vendidos em nosso bazar”, afirma o presidente da Apae-TO, Bráulio Alves.

  • Fecomércio-SP: varejo inicia o ano com alta de 3,2% em São Paulo

    Divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), a Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV) aponta que o comércio varejista de São Paulo cresceu 2,3% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os motivos: flexibilidade no financiamento, aumento de renda e de confiança do consumidor com a recuperação do emprego.

    Divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), a Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV) aponta que o comércio varejista de São Paulo cresceu 2,3% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os motivos: flexibilidade no financiamento, aumento de renda e de confiança do consumidor com a recuperação do emprego.


     


    O segmento de Lojas de Materiais de Construção obteve o melhor desempenho da PCPV, com alta de 29,9%, ante janeiro de 2007. Móveis e Decoração registrou crescimento de 4,6%; Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados também apresentou alta em seu faturamento (3,5%). Já o setor de Farmácias e Perfumarias registrou baixa de 4,4% devido, segundo a Fecomércio-SP, à concorrência com o grande varejo. Este início de ano acompanha os resultados de 2007 e não há expectativas de melhora no curto prazo.


     


    O faturamento real das Lojas de Eletroeletrônicos caiu 4,6% na comparação com janeiro de 2007. Alimentos e Bebidas – setor mais importante na composição da PCPV, pela participação no orçamento familiar – apresentou em janeiro o mesmo comportamento verificado em 2007, iniciando este ano com queda de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A tendência é que a trajetória de queda continue nos próximos meses. Lojas de Autopeças e Acessórios apresentaram queda de 21,4% no primeiro mês do ano.


     


    A expectativa é a de que 2008 seja um ano de boas oportunidades, mesmo com o mercado competitivo. A PCPV é apurada mensalmente pela entidade junto a cerca de 600 estabelecimentos comerciais no estado de São Paulo.

  • Indústria e varejo descartam risco de pressão inflacionária

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro    Página: B-6


    Os setores industrial e varejista procuraram afastar ontem o temor levantado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) de que a expansão da demanda venha a provocar pressões inflacionárias. Mas ainda há dúvidas sobre até que ponto as metas de inflação estão seguras.

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro    Página: B-6


    Os setores industrial e varejista procuraram afastar ontem o temor levantado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) de que a expansão da demanda venha a provocar pressões inflacionárias. Mas ainda há dúvidas sobre até que ponto as metas de inflação estão seguras. Na reunião da semana passada, os diretores do órgão chegaram a cogitar uma elevação dos juros para evitar aumento de preços no curto prazo, mas ao final decidiram conservar a taxa básica em 11,25% ao ano.


    Um dos indicadores que poderiam apontar uma pressão maior da demanda, os níveis de estoque nas indústrias mantêm-se em patamares considerados confortáveis, afirma Flavio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria).


    Para ele, o fato de os estoques estarem um pouco abaixo das expectativas não deve ser interpretado como uma dificuldade mais séria das empresas em atender a demanda. De acordo com a última Sondagem Industrial da CNI, referente ao quarto trimestre de 2007, o nível de estoques na indústria estava em 46,8 (o indicador varia de 0 a 100, sendo que valores acima de 50 indicam estoque acima do planejado).


    “O importante é que o investimento está correndo na frente da demanda. E o grau de utilização da capacidade tem se mantido estável, o que significa que a produção é maior, mas o investimento acompanha. Não há indicações de que a inflação vá se desgarrar da meta.”


    Um dos fatores que atenuam a pressão da demanda na inflação é o nível alto de investimento, a chamada formação bruta de capital. Essa alocação de recursos tende a se converter em mais oferta de produtos e serviços, a ponto de atender a essa demanda crescente. O problema é que leva tempo para as empresas transformarem o capital investido em oferta -fábricas têm de ser construídas, e máquinas, compradas e depois instaladas, se for o caso. A questão, portanto, é se dará tempo de trazer mais oferta antes de pressionar a inflação.


    “Essa é uma resposta que ninguém tem. É a grande dúvida do Banco Central. Pode-se apenas afirmar que a oferta vai se ampliar, pois o ritmo de investimento é muito forte, mas não quando esses investimentos gerarão mais produtos e serviços”, disse o ex-ministro Mailson da Nóbrega, sócio da Tendências.


    Para o economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) Marcel Solimeo, a preocupação declarada pelo Copom pode ser uma “preparação de espírito” para um aumento nos juros. Segundo ele, porém, não há razão para um temor em relação à inflação.


    “Na medida em que há investimento na indústria e aumento nas importações, o risco é menor”, afirmou. Segundo ele, não há registro no momento de remarcação de preços.


    Segundo Francisco Pessoa da LCA Consultores, o consumo cresce aceleradamente, mas ainda não deve levar os preços a estourarem a meta de inflação. “Ainda não é ameaça”, afirmou Pessoa.




     


     

  • BC vê ‘demanda robusta’ e indica que juro vai subir

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia    Página: B-6


    O Banco Central (BC) deixou claro ontem, na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que é cada vez mais iminente o risco de aumento da taxa Selic para conter o impacto do aquecimento da demanda nos preços.

    O Estado de São Paulo   Editoria: Economia    Página: B-6


    O Banco Central (BC) deixou claro ontem, na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que é cada vez mais iminente o risco de aumento da taxa Selic para conter o impacto do aquecimento da demanda nos preços. A confissão do BC de que foi considerada a possibilidade de elevação do juro na reunião da semana passada alimentou as expectativas de que a Selic poderá subir já em abril.


    Com viés agressivo e ainda mais conservador, a ata revelou que o aumento dos juros foi cogitado para reduzir o “descompasso” entre o ritmo do crescimento da demanda e da oferta, movimento que pode desencadear pressões inflacionárias com repasse de preços, até mesmo de serviços.


    A ata diz que o País vive hoje com uma “demanda doméstica robusta”, que “não mostra sinais de arrefecimento” nem mesmo na passagem de 2007 para 2008. Segundo o texto, a elevação dos juros poderia contribuir para reforçar a “ancoragem das expectativas”, ou seja, evitar que as projeções do IPCA se afastem das metas.


    Para o Copom, é relevante o risco de a expansão da demanda comprometer o cenário positivo para a inflação. Por isso, advertiu, é preciso prudência. “Entretanto, prevaleceu o entendimento de que, neste momento, o balanço de riscos para a trajetória de inflação justificaria a manutenção da taxa no patamar atual”, diz a ata, se referindo à decisão do Copom de manter os juros em 11,25% ao ano.


    O Copom alertou que a expansão da demanda se acelerou neste início do ano e pode ficar ainda mais robusta com o aumento dos gastos do governo (transferências) e o efeito defasado na atividade econômica dos cortes de juros feitos em 2007. Também advertiu que o crescimento dos investimentos não tem sido suficiente para conter o aumento do uso da capacidade instalada da indústria.


    O recado da ata, divulgada em meio às turbulências da crise externa e à repercussão negativa das medidas cambiais anunciadas na véspera pelo Ministério da Fazenda, contribuiu para a disparada dos juros futuros e reforçou o nervosismo. Os investidores reviram as suas projeções, mas a aposta na alta dos juros já na reunião do Copom em abril não é unânime.


    “A economia tem crescido em ritmo mais forte que o suportado e isso tem elevado gradualmente as expectativas de inflação”, disse o economista-chefe do Banco Safra, Eduardo de Faria Carvalho. Para ele, a Selic começará a subir em abril e deve terminar o ano em 13,25%, dois pontos porcentuais superior à atual. O consultor de análises econômicas do Itaú, Joel Bogdnaski, acredita que o juro deve subir entre 1 ponto e 1,5 ponto até o fim do ano.


    Para o economista do Safra, a alta de até dois pontos porcentuais deve levar a economia para “ritmo mais sustentável de crescimento”, que deve variar de 4,5% a 5% ao ano. “Se olharmos os números do quarto trimestre, o PIB cresceu, na margem, algo próximo de 6%. E a atividade registrada no começo do ano mostra que esse ritmo pode ter se acelerado”, explica. Carvalho diz que apenas uma seqüência de indicadores que apontem para o arrefecimento da demanda poderia reverter o quadro da Selic.


    O quadro negativo traçado pelo Copom é reforçado pelo cenário externo: avaliações negativas sobre a economia dos Estados Unidos se disseminando e o aumento do preço do petróleo e das commodities (sobretudo de grãos). Esse último alerta foi incluído com ênfase na ata, principalmente porque investidores internacionais estariam ampliando as compras de commodities para evitar prejuízos com uma aceleração da inflação.


    Apesar do conservadorismo, a ata mostra que a inflação se desacelerou e as projeções para o IPCA em 2008 recuaram entre as reuniões de janeiro e março. A projeção de reajuste de energia caiu de 3,4% para 1,1% em 2008. Mesmo com o preço mais alto do petróleo, foi mantida a previsão de reajuste zero da gasolina e do bujão de gás. A estimativa de IPCA para 2009, no entanto, aumentou, embora permaneça abaixo da meta de 4,5%. A ata ressalta que a avaliação do cenário para decisões sobre o juro deve privilegiar indicadores prospectivas de inflação e não valores correntes.


    Principais Pontos


    Alta dos Juros


    O Copom chegou a discutir, na última reunião, o aumento da taxa de juros.


    Ao reduzir o consumo, o aumento dos juros contribuiria para diminuir o descompasso entre o crescimento da demanda e a ampliação da oferta de bens e serviços.


    A elevação dos juros contribuiria, assim, para “ancorar” as expectativas de inflação para 2008 e no médio prazo.


    Demanda x Oferta


    A demanda doméstica cresce a taxas robustas e continua colocando em risco o cumprimento da meta de inflação.


    Entre os fatores que têm provocado o aquecimento da demanda estão as “transferências fiscais” – ou seja, gastos públicos.


    O investimento das empresas vem aumentando, mas o ritmo não tem sido suficiente para acompanhar o crescimento da demanda. Restrições de

    oferta podem levar a repasses de preços.


    Há uma probabilidade “relevante” de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas se disseminem pela economia.


    Cenário Externo


    O preço do petróleo elevou-se consideravelmente e continua volátil.


    Os preços das commodities, especialmente grãos, também vêm tendo elevação forte.


    Embora o balanço de pagamentos do Brasil não represente risco inflacionário iminente, aumentaram as pressões inflacionárias em países emergentes e também em economias maduras.


    Consolida-se quadro de recessão nos Estados Unidos. Avaliações negativas vêm se tornando mais disseminadas.


     

  • Governo prepara mais medidas para incentivar as exportações

    Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-3


    O governo prepara medidas para estimular as exportações que vão além do esboço da nova política industrial. “Entregaremos ao presidente da República um conjunto de novas medidas para serem avaliadas”, disse nesta quinta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, ante do encontro com Lula. A política industrial está praticamente pronta desde o fim do ano passado e poderá ser anunciada dentro de dez a 15 dias, disse o ministro.

    Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-3


    O governo prepara medidas para estimular as exportações que vão além do esboço da nova política industrial. “Entregaremos ao presidente da República um conjunto de novas medidas para serem avaliadas”, disse nesta quinta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, ante do encontro com Lula. A política industrial está praticamente pronta desde o fim do ano passado e poderá ser anunciada dentro de dez a 15 dias, disse o ministro. Já as medidas adicionais para fortalecer os exportadores podem sair antes.


    Miguel Jorge negou-se a antecipar qualquer detalhe, alegando que as sugestões ainda não haviam sido apresentadas ao presidente Lula. Porém, o governo já começou a agir para fortalecer o setor exportador. Duas das medidas do pacote cambial anunciado na quarta-feira vão nessa direção. É o caso da eliminação da alíquota de 0,38% do Imposto de Operações Financeiras (IOF) cobrado nas exportações e do fim da cobertura cambial.


    O governo decidiu dar força às exportações depois de constatar que a queda no saldo da balança comercial pode se transformar, no futuro, em um ponto de vulnerabilidade externa do País. “Não podemos impedir as importações, que estão acontecendo para aumentar a capacidade produtiva da economia”, disse o ministro. “Queremos dar mais condições para as exportações brasileiras.”


    Bimestre


    Miguel Jorge observou que, nos dois primeiros meses deste ano, as vendas de produtos brasileiros ao exterior cresceram 20%, o que é um valor elevado. “Mas claro que não se compara aos 50% de aumento das importações, principalmente produtos de grande valor agregado que fazem diferença na balança comercial.”


    Mesmo com a nova política industrial e as medidas adicionais para os exportadores, Miguel Jorge reafirmou que a meta de exportações para este ano continua em US$ 180 bilhões. “Ela já era factível, com a política industrial ficará mais factível ainda.” A cifra, explicou o ministro, já leva em conta os possíveis efeitos da política industrial, mas não considera o impacto das novas medidas de estímulo às exportações. “Espero que elas tenham impacto, mas não me arriscaria a, agora, no calor da batalha, dizer que elas teriam ou de quanto seria.”


    A nova política industrial atenderá aos 25 setores industriais e está desenhada desde o final do ano passado. Ela estava engavetada porque aguardava a aprovação, pelo Congresso, do Orçamento deste ano. Sem ele, seria impossível determinar o valor das desonerações tributárias que farão parte da nova política. Quanto maior a arrecadação, mais fortes serão as medidas de estímulo à exportação. Por isso, Miguel Jorge não escondeu sua torcida. “Em janeiro, o secretário da Receita Federal disse que a arrecadação foi atípica. Acho que ele terá de usar o mesmo termo em fevereiro.”


    Além da desoneração tributária, que vai variar conforme setor, a política industrial prevê outras providências, como o aumento do crédito para os pequenos e médios exportadores. O ministro disse que um dos objetivos será atrair para o País empresas fabricantes de produtos que pesam na balança comercial. É o caso dos medicamentos.


    Miguel Jorge promete também medidas de combate à burocracia. A política industrial é organizada para atingir metas até 2010. Uma delas é aumentar a participação do Brasil no comércio mundial, de 1,16% em 2006 para 1,25% em 2010. Outra é elevar os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento de 0,54% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,67% do PIB.

     


     


     


     

  • União quer segurar R$ 20 bi

    Jornal do Commercio    Editoria: País   Página: A-8


    O Orçamento deste ano ainda não chegou nas mãos do governo federal, mas o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já fala em contingenciamento de R$ 20 bilhões. Na próxima semana, o texto aprovado pelos deputados e senadores será encaminhado ao Executivo para análise. “O Congresso fez R$ 12 bilhões de cortes. Assim que o Orçamento 2008 chegar, vamos examinar. Não tenho um número fechado, mas na nossa projeção é na faixa dos R$ 20 bilhões”, disse Paulo Bernardo.

    Jornal do Commercio    Editoria: País   Página: A-8


    O Orçamento deste ano ainda não chegou nas mãos do governo federal, mas o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já fala em contingenciamento de R$ 20 bilhões. Na próxima semana, o texto aprovado pelos deputados e senadores será encaminhado ao Executivo para análise. “O Congresso fez R$ 12 bilhões de cortes. Assim que o Orçamento 2008 chegar, vamos examinar. Não tenho um número fechado, mas na nossa projeção é na faixa dos R$ 20 bilhões”, disse Paulo Bernardo. Se os cálculos do ministro se confirmarem, o bloqueio das despesas previstas na proposta orçamentária será cerca de 33% maior que o contingenciamento do ano passado.


    Nesta quinta-feira, foi publicado no Diário Oficial da União uma programação financeira provisória, que limita o pagamento de despesas até que a Lei Orçamentária seja sancionada. O governo tem 15 dias para analisar e assinar o Orçamento 2008. Mas Paulo Bernardo afirmou que em seis dias, depois que a proposta aprovada chegar, estará pronta a programação definitiva. “A aprovação do Orçamento alivia nosso drama, mesmo sabendo que vai levar alguns dias para eles (deputados e senadores) nos mandarem finalmente o projeto”, disse o ministro, durante entrevista para anunciar o reajuste salarial de 11 categorias do funcionalismo público.


    No Congresso, a expectativa era de um contingenciamento bem menor do que o anunciado pelo ministro Paulo Bernardo. Técnicos fizeram uma estimativa de que o bloqueio não ultrapassaria os R$ 9 bilhões, uma vez que a proposta orçamentária será sancionada no segundo bimestre deste ano. São quatro meses de arrecadação e estimativas de receita mais próximas da realidade. Contudo, assessores de deputados e senadores consideravam a possibilidade de o governo contingenciar o valor equivalente às emendas parlamentares: R$ 15,6 bilhões. Foi assim no ano passado.


    Rombo


    Como as medidas adotadas pelo governo não supriram totalmente o rombo de R$ 39 bilhões aberto com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o ministro do Planejamento não descarta fazer os ajustes por meio do bloqueio de parte dos R$ 1,4 trilhão previsto no Orçamento. Com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi possível recuperar R$ 10 bilhões da receita perdida. O deputado José Pimentel (PT-CE), relator-geral do Orçamento, viu aprovada sua sugestão de cortes de R$ 12 bilhões.


    Mas o Executivo pode adicionar nessa conta, por exemplo, os créditos extraordinários abertos no ano passado para dar continuidade nos investimentos. Também será levado em conta o aumento de R$ 2,5 bilhões em gastos com a Previdência, por causa do reajuste do salário mínimo para R$ 415. Assim, por precaução, Paulo Bernardo bloquearia mais R$ 20 bilhões das despesas. As despesas passíveis de contingenciamento somam R$ 129,6 bilhões no Orçamento aprovado pelo Congresso.


    Dilma


    A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que foi “muito importante” a aprovação do Orçamento da União para 2008. “Significa que a gente pode abrir o Orçamento e começar as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)”. Dilma, qualificada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “mãe do PAC”, disse que o governo vai se empenhar em recuperar o atraso nas obras do programa registrado em janeiro e fevereiro e em parte de março. “Ficou tudo atrasado. Agora, nós pretendemos acelerar isso para recuperar esse tempo”, afirmou.


     


     

  • Sesc de Pernambuco inaugura unidade do SescLer em São Lourenço da Mata

    O Sesc de Pernambuco realiza hoje, 14 de março, a inauguração oficial de mais um Centro Educacional SescLer no Estado – desta vez, no município de São Lourenço da Mata, próximo à capital, Recife.

    O Sesc de Pernambuco realiza hoje, 14 de março, a inauguração oficial de mais um Centro Educacional SescLer no Estado – desta vez, no município de São Lourenço da Mata, próximo à capital, Recife. Além de moderno centro pedagógico que oferecerá ensino em todos os níveis, da educação infantil à de jovens e adultos, unidade contará com parque aquático, quadra poliesportiva e campo de futebol.


    À solenidade de inauguração estarão presentes autoridades regionais, empresários, líderes sindicais e a população, que se beneficiará das novas instalações do Sesc no município. O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Pernambuco, Josias Albuquerque, receberá, na ocasião, o título de Cidadão São Lourencense, por sua contribuição para o desenvolvimento da cidade.


    Como parte das comemorações pela abertura da nova unidade do Sesc, a entidade realizará, em parceria com a Rede Globo Nordeste, o projeto Pernambuco ao Luar, que promoverá shows na unidade-móvel do TeatroSesc.


     

  • Entidades criadas antes da Constituição Federal de 1988 – com Carta Sindical

    Entidades criadas antes da Constituição Federal de 1988 – com Carta SindicalEntidades criadas antes da Constituição Federal de 1988 – com Carta Sindical