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  • Shoppings faturam 16% mais em 2007

    Gazeta Mercantil    Editoria: Administração & Serviços    Página: C-8


    O setor de shopping centers surpreendeu e fechou o ano de 2007 com faturamento de R$ 58 bilhões, o que significa um crescimento de 16%, contra uma expectativa de 13% da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

    Gazeta Mercantil    Editoria: Administração & Serviços    Página: C-8


    O setor de shopping centers surpreendeu e fechou o ano de 2007 com faturamento de R$ 58 bilhões, o que significa um crescimento de 16%, contra uma expectativa de 13% da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).


    O cenário macroeconômico positivo – a expansão na oferta de crédito, os juros mais acessíveis, com inflação controlada, o crescimento do emprego formal e conseqüente aumento da massa salarial – associado à profissionalização do setor de shopping centers no País são os fatores que contribuíram com o resultado, segundo a entidade.


    O aumento do faturamento também se explica pela abertura de novos empreendimentos. No ano passado, dez centros de compras iniciaram suas operações, o que significa mais de 250 mil m de Área Bruta Locável (ABL). O Estado de São Paulo recebeu metade dos novos empreendimentos, com mais 100 mil m de ABL.


    Para 2008, já estão previstos mais 16 shopping centers, totalizando 367, com mais de 8 milhões de m de ABL. Para 2009, já foram anunciados outros 14 empreendimentos, segundo a Abrasce.


     


     


     

  • Plenário aprova acordos internacionais e comparecimento do presidente do BC ao Senado

    O Plenário aprovou, nesta quarta-feira (13), três acordos internacionais. Dois deles, celebrados com Angola, são referentes à extradição e transferência de presos ou condenados. Um terceiro acordo, celebrado entre Brasil e Cuba, prevê o incremento do turismo entre os dois países.

    O Plenário aprovou, nesta quarta-feira (13), três acordos internacionais. Dois deles, celebrados com Angola, são referentes à extradição e transferência de presos ou condenados. Um terceiro acordo, celebrado entre Brasil e Cuba, prevê o incremento do turismo entre os dois países. As matérias vão à promulgação.


    Outro projeto (PLS 26/2000), que prevê o comparecimento do presidente do Banco Central à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para explicar pessoalmente a execução da programação monetária de final de ano e fazer a entrega da programação trimestral, teve substitutivo aprovado. Ele volta à Comissão Diretora para a redação final e, depois, vai a votação em Plenário em turno suplementar.


    O projeto (PLS 685/1999) que dispõe sobre o Plano Real e o Sistema Monetário Nacional, e estabelece regras e condições de emissão do real, recebeu autorização para que os senadores tenham mais dois de prazo para interposição de recursos antes que a matéria entre novamente na ordem do dia.


    Dívida da Bolívia


    Projeto de resolução do Senado (PRS 65/2007), que autoriza a União a receber imóvel do governo da Bolívia como parte do pagamento de juros da dívida daquele país com o Brasil, também foi aprovado e vai à promulgação.


    A matéria, relatada favoravelmente pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), foi defendida em Plenário pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP).


    Plenário aprova redação final de emendas a projetos.


    Agência Senado, 14 de fevereiro de 2008.


     


     

  • Senado debate transposição do Rio São Francisco

    A pedido do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), quatro comissões da Casa discutem com autoridades do governo, pesquisadores, religiosos e ambientalistas, na manhã desta quinta-feira (14), o projeto do governo federal para integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. O governo, representado na audiência pública pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, diz que o projeto, com custo estimado de R$ 4,5 bilhões, vai beneficiar, até 2025, 60 cidades e uma população de 12 milhões de nordestinos.

    A pedido do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), quatro comissões da Casa discutem com autoridades do governo, pesquisadores, religiosos e ambientalistas, na manhã desta quinta-feira (14), o projeto do governo federal para integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. O governo, representado na audiência pública pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, diz que o projeto, com custo estimado de R$ 4,5 bilhões, vai beneficiar, até 2025, 60 cidades e uma população de 12 milhões de nordestinos. No entanto, há quem diga que, pela forma como foi concebido o programa, a transposição vai beneficiar um número mínimo de pessoas, como opinou dom Luiz Cappio, bispo de Barra (BA). No ano passado, durante 23 dias, ele fez greve de fome para pressionar o governo a paralisar as obras.


    O debate foi promovido pelas Comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), de Serviços de Infra-Estrutura (CI) e de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).


    Dom Cappio

    O projeto de integração do Rio São Francisco beneficiará grandes grupos econômicos e não objetiva o abastecimento humano e animal, afirmou dom Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra (BA). Para o religioso, que manifestou sua opinião logo após a abertura da reunião pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, o projeto é retrógrado e vai na contramão da história.


    O bispo avaliou que o projeto não adota a nova concepção de gestão da água, que prevê “cuidado e aproveitamento de cada gota de água disponível”. De acordo ainda com dom Cappio, esse programa do governo federal deixará de levar água às cerca de 10 milhões de pessoas que vivem no meio rural do semi-árido brasileiro e que ainda não têm acesso seguro à água. Sua abrangência espacial, observou o religioso, só atinge 7% do semi-árido.


    – Mais de 90% do território e suas populações continuarão no abandono e na indigência – frisou ainda, ao dizer que o governo faz propaganda enganosa quando afirma que as obras beneficiarão 12 milhões de pessoas.


    O religioso destacou que as prioridades do governo são atividades como cultivos irrigados, criação de camarão em cativeiro e usos industriais, privilegiando o setor econômico em detrimento das necessidades da população. O bispo também afirmou que as obras afetarão as estratégias de sobrevivência de populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas.


    Dom Aldo Cillo

    O presidente do Comitê Paraibano em Defesa da Integração das Bacias e de Transposição das Águas do Rio São Francisco, dom Aldo di Cillo Pagotto, afirmou que “quem tem sede apóia” o projeto do governo federal. O religioso acrescentou que o projeto de transposição conta com o apoio de bispos e de outros religiosos de vários estados. Dom Aldo é arcebispo da Paraíba.


    Na opinião do bispo, o projeto faz parte de uma política pública estruturante que não deve ser apenas de um governo ou de um partido, mas de todos que apóiam a integração nacional.


    O bispo convidou os parlamentares a participarem de manifestação popular de apoio à obra, no próximo dia 12 de março na cidade de Monteiro (PB). Dom Aldo também elogiou o trabalho do ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes, por sua defesa do projeto.


    Ciro Gomes

    O deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) condenou os argumentos dos críticos do projeto que, de acordo com ele, se baseiam na observação e induzem a “gravíssimos erros”.


    Um desses argumentos, de acordo com o deputado, sustenta que Fortaleza teria mais água que São Paulo, cidade abastecida, segundo lembrou, pelo projeto de transposição do Rio Piracicaba. Ciro, que foi governador do Ceará, disse que, durante sua administração, a capital do Ceará chegou a enfrentar três anos de estiagem.


    – Eu governei o estado do Ceará, e, após três anos de seca, Fortaleza, a quarta cidade em população do Brasil, remanesceu nas minhas mãos sem água. A observação empírica ignora que São Paulo tem fonte perene de água. O Rio Piracicaba é um rio permanente. Isso é uma obviedade que pode ser manejada com a inteligência humana. É o que tenta o projeto São Francisco – disse.


    Ciro Gomes frisou que é preciso deixar claro que, conforme os termos da outorga da Agência Nacional de Águas (ANA), “o projeto destina-se ao consumo humano e animal prioritariamente, mas não exclusivamente”. No entanto, segundo afirmou, não é verdadeiro, segundo defendem os críticos, que o projeto anunciaria falsamente atender ao consumo humano e animal para atender prioritariamente ao grande negócio e às empreiteiras.


    – Esse monopólio da boa-fé não pertence aos críticos do projeto – pontuou.


    O deputado disse ainda que, “ao beneficiar 12 milhões de pessoas, o projeto não prejudica um único brasileiro, qualquer que seja o ângulo em que ele se ponha a observá-lo”.


    Agência Senado, 14 de fevereiro de 2008.

  • Comércio tem faturamento 11,1% maior em 2007, na comparação com 2006, segundo Fecomércio-SC

    O faturamento do comércio varejista na Grande Florianópolis ficou 11,1% maior em 2007 do que o registrado em 2006.

    O faturamento do comércio varejista na Grande Florianópolis ficou 11,1% maior em 2007 do que o registrado em 2006. É o que aponta a Pesquisa Conjuntural realizada pela Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina, que afirma ainda que o bom resultado deveu-se ao aumento da oferta de crédito e à melhora na renda do trabalhador, aliados à confiança do trabalhador no cenário econômico e à queda dos juros.


    Segundo a pesquisa, o ramo de atividade que apresentou o melhor resultado em 2007 foi o de revendedoras de veículos, que teve alta de 30,8%, seguido pelas lojas de tecido, com elevação de 24,0%, pelos supermercados e mercearias, com expansão de 14,7%, farmácias e perfumarias, com alta de 11,7%, e por vestuário, com faturamento 10,1% maior do que o verificado em 2006.


    Expectativas


    A maioria (67,5%) dos empresários ouvidos pela Fecomércio-SC acredita que as vendas no primeiro trimestre de 2008 serão melhores do que as efetuadas em 2007; para 29,6%, serão iguais e apenas 2,9% prevêem vendas inferiores. Entre os otimistas, 54,9% esperam crescimento entre 5% e 10%.


    Na opinião de 15,8% dos participantes, a diminuição dos impostos será a principal razão para o aumento nas vendas do comércio varejista em 2008. Já 15,4% afirmam que a expectativa favorável se confirmará apenas se houver aumento do nível de emprego; e 15% atribuem a alta nas vendas ao aumento do poder aquisitivo do consumidor.


    Para o presidente da Fecomércio de Santa Catarina, Antonio Edmundo Pacheco, os comerciantes apostam na diminuição da carga tributária e no aumento do nível de emprego e a conseqüente geração de renda. “Esperamos começar 2008 da mesma forma que fechamos 2007: com vendas positivas”, afirma o empresário.

  • Índice de Preços no Varejo tem alta de 0,26% em janeiro

    O Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, registrou elevação de 0,26% em janeiro, ante 0,9% em dezembro de 2007. Na comparação com janeiro do ano passado, a alta foi de 4,02%.


    Dos 21 grupos pesquisados, 14 registraram alta. Os setores de Feiras, Supermercados e Padarias foram os que mais contribuíram para a alta, registrando em janeiro, ante dezembro, elevações de preços de 1,37% 0,96% e 0,96%, respectivamente.

    O Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, registrou elevação de 0,26% em janeiro, ante 0,9% em dezembro de 2007. Na comparação com janeiro do ano passado, a alta foi de 4,02%.


    Dos 21 grupos pesquisados, 14 registraram alta. Os setores de Feiras, Supermercados e Padarias foram os que mais contribuíram para a alta, registrando em janeiro, ante dezembro, elevações de preços de 1,37% 0,96% e 0,96%, respectivamente. Para os técnicos da Fecomércio de São Paulo, os produtos alimentícios continuarão pressionando o IPV ao longo de 2008.


    Os segmentos de Eletroeletrônicos e o de Vestuários, Tecidos e Calçados apresentaram quedas de 1,04% e 0,98%, respectivamente.


     

  • Corte no Orçamento será de R$ 12,2 bi

    Valor Econômico   Editoria: Política   Página: A-10


    Os líderes partidários na Comissão Mista de Orçamento do Congresso (CMO) chegaram ontem a um acordo sobre os cortes no projeto da lei orçamentária da União para 2008.

    Valor Econômico   Editoria: Política   Página: A-10


    Os líderes partidários na Comissão Mista de Orçamento do Congresso (CMO) chegaram ontem a um acordo sobre os cortes no projeto da lei orçamentária da União para 2008.


    Segundo anunciou o relator-geral da proposta, deputado José Pimentel (PT-CE), para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF, serão cancelados, no âmbito do orçamento fiscal e da seguridade social, R$ 12,26 bilhões em despesas. 


    A necessidade de corte seria maior não fosse uma decisão tomada antes dessa. Preocupados principalmente em preservar emendas parlamentares ao projeto, os líderes decidiram elevar em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) a meta de superávit primário das empresas estatais, só para poder reduzir, em igual montante, a meta de superávit do orçamento fiscal e da seguridade social. Sem essa transferência de esforço fiscal, o corte teria que ser R$ 2,82 bilhões acima do anunciado, superando R$ 15 bilhões. 


    Embora essa parte não tenha sido explicitamente anunciada, o acordo firmado ontem pressupõe que, além de preservar cerca de R$ 12,1 bilhões de dotações decorrentes de emendas individuais e coletivas que já tinham sido acatadas na fase dos relatórios setoriais, haverá mais R$ 3,7 bilhões para cumprir acordos anteriores ao fim da CPMF, no que se refere a atendimento de novas emendas coletivas e de relator. Se esses acordos fossem ignorados, com o aumento do superávit das estatais, o corte em despesas já previstas no orçamento fiscal poderia ser de apenas R$ 8,55 bilhões. 


    “Está todo mundo tranqüilo, pois, na prática, não haverá nenhum corte nas emendas já acatadas. O que vamos fazer é abrir mão de usar em novas emendas parte do adicional de receita apontado pelas três reestimativas de arrecadação feitas pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ)”, admitiu o deputado Cláudio Vignatti (PT-PR), referindo-se ao relator da receita. 


    José Pimentel destacou que, sem considerar o efeito do pacote tributário baixado no início do ano pelo governo, as três reestimativas mostraram que a receita líquida da União, no âmbito do orçamento fiscal e da seguridade social, será quase R$ 25 bilhões acima daquela prevista no projeto original, encaminhado pelo Executivo em agosto. Não fosse o fim da CPMF, todo esse dinheiro iria para emendas. Então, sob esse ponto de vista, o Congresso está sim cortando emendas, defendeu ele. 


    Incluindo o efeito do pacote tributário, o ganho líquido das reestimativas foi próximo de R$ 35 bilhões. Por isso, mesmo com a perda de mais de R$ 39 bilhões da CPMF, arrecadação líquida prevista ficou só R$ 3,74 bilhões abaixo da que o governo apontou no projeto original. O corte precisa ser maior do que isso por duas razôes. Uma delas são as emendas, cujo impacto líquido na despesa foi de R$ 4,4 bilhões. O segundo motivo é que, ao adotar parâmetros novos para cálculo da receita, o Congresso elevou também despesas obrigatórias vinculadas ao salário mínimo e ainda os gastos com saúde, que são atrelados ao crescimento do PIB. O relator geral aproveitou esse reforço exigido na saúde para elevar em cerca de R$ 523 milhões gastos de alta e média complexidade. 


     






     

  • IPCA apura desaceleração em janeiro

    Valor Econômico   Editoria: Brasil     Página: A-3


    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), medida oficial da inflação no país, fechou o mês de janeiro em 0,54%, abaixo do 0,74% do mês anterior, de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Valor Econômico   Editoria: Brasil     Página: A-3


    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), medida oficial da inflação no país, fechou o mês de janeiro em 0,54%, abaixo do 0,74% do mês anterior, de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das expectativas dos analistas, que, segundo o mais recente boletim Focus, do Banco Central (BC), previam que o indicador ficaria em 0,60%. 


    Os alimentos, embora continuem a pressionar o IPCA, com alta de 1,52% e contribuição de 0,33 ponto percentual, representando mais da metade do índice, tiveram variação bem menor em janeiro na comparação com dezembro (2,06%), segundo o IBGE. 


    O feijão, com alta de 14,02% em janeiro, foi responsável pela maior contribuição individual (0,08 ponto percentual) entre os itens pesquisados. O produto subiu 32% em dezembro. A carne passou de alta de 8,20% para 0,29% em janeiro, e o preço do frango caiu de 5,01%, em dezembro, para 1,43% em janeiro. 


    Os produtos não-alimentícios apresentaram alta de 0,29% em janeiro, abaixo do 0,38% de dezembro. Os preços dos combustíveis caíram 0,33%, depois de elevação de 1,58% em dezembro. O álcool combustível teve variação negativa de 1,12% em janeiro, após aumento de 9,35% no mês anterior. O preço da gasolina também caiu em janeiro (-0,3%). Em dezembro, houve alta de 1,03%. 


    No acumulado dos 12 meses encerrados no mês de janeiro, a inflação apurada pelo índice foi de 4,56%. O percentual é superior ao relativo aos 12 meses imediatamente anteriores, que alcançou de 4,46%. Em janeiro de 2007, o IPCA subiu 0,44%. A coordenadora de índice de preços do IBGE, Eulina Santos, já havia previsto que a pressão dos alimentos deveria continuar em 2008, ao anunciar o número consolidado do IPCA no ano passado, que ficou em 4,46%. 


    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, ficou em 0,69% em janeiro, ante 0,97% de dezembro. Nos 12 meses encerrados em janeiro, o indicador acumula elevação de 5,36%, acima dos 5,16% dos 12 meses imediatamente anteriores. 

      


     


     


     


     

  • Crescimento econômico reduz taxa de desemprego para 15,5%

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional   Página: A-7  


    O crescimento econômico trouxe reflexos positivos para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego recuou dos 16,8% de 2006 para 15,5% no ano passado, ” esta é a menor taxa de desemprego desde toda série histórica iniciada em 1998″, afirma Clemente Ganz Julio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que apurada na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) em conjunto com a Fundação Seade – Sistema Estadual de Análise de Dados.

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional   Página: A-7  


    O crescimento econômico trouxe reflexos positivos para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego recuou dos 16,8% de 2006 para 15,5% no ano passado, ” esta é a menor taxa de desemprego desde toda série histórica iniciada em 1998″, afirma Clemente Ganz Julio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que apurada na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) em conjunto com a Fundação Seade – Sistema Estadual de Análise de Dados. O estudo, que abrange as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal registrou que a abertura de 533 mil novas vagas em 2007 foram suficientes para absorver 374 mil novos candidatos e tirar 180 mil pessoas da condição de desemprego.


    O setor de serviços foi o que mais empregou no ano passado com a criação de 316 mil vagas, seguido do comércio que abriu 130 mil postos de trabalho, construção civil (66 mil), Indústria (46 mil) e serviços domésticos (21 mil). De acordo com Alexandre Loloian, diretor da Fundação Seade, “basta a economia crescer de forma sustentada para que os bons empregos surjam”, afirma Alexandre Loloian, diretor da Fundação Seade. Segundo Clemente, “para cada ponto percentual de crescimento do PIB, temos também cerca de 1 ponto percentual na taxa de crescimento da ocupação”. O acumulado no período de 2004 a 2007 somou o total de 774 mil vagas.


    A redução da taxa de desemprego foi registrada em todas das regiões pesquisadas pela Fundação Seade/Dieese. A maior delas foi observada na de Belo Horizonte que ficou em 12,2% no ano passado, abaixo dos 13,8% de 2006. De acordo com Loloian, “(a região de) Belo Horizonte está com uma taxa próxima a de países desenvolvidos”. As montadoras, indústrias de autopeças, bens de capital, mineração e metalurgia têm influência expressiva nesta redução. A pesquisa revela que as taxas ficaram próximas de mineira na região de Porto Alegre (12,9%), seguida de São Paulo, com 14,8% de desempregados, Distrito Federal (17,7%), Recife (19.7%) e Salvador que registrou 21,7% de desemprego em 2007.


    Retração


    No levantamento mensal referente a 2007, foi registrada redução constante na taxa de desemprego a partir de abril. Foram 8 meses seguidos de diminuição do contingente de desempregados que fechou o ano em 2.79 milhões de pessoas, 87 mil a menos do que em dezembro do ano passado. No final do ano os pesquisadores constataram um elemento novo.


    A oferta de mão-de-obra na construção civil manteve o ritmo forte também neste período . As construtoras costumam reduzir as atividades pelas chuvas, que são mais constantes nesta época do ano, e as festas natalinas. Segundo a pesquisa, de dezembro de 2006 a dezembro de 2007, foram criadas 160 mil vagas no setor da construção. Deste total, 102 mil na região metropolitana de São Paulo.


    O rendimento médio nas regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade/Dieese cresceu no Distrito Federal e deu sinais de recuperação na região metropolitana de Belo Horizonte. O salário médio no Distrito Federal cresceu 5,7% e situou-se em R$ 1.521,00 em 2007. O rendimento médio subiu 4,3% em Salvador (R$ 822,00).. Belo Horizonte registou uma recuperação de 4% e consolidou a média de R$ 987,00. O rendimento cresceu 2,5% em Porto Alegre (R$ 1.028,00) e 1,5% em Recife, onde os trabalhores ganham R$ 658,00. São Paulo -queda de 0,3% e o valor permaneceu praticamente estagnado em R$ 1.140,00.


     


     

  • Emprego industrial tem a maior alta desde 2001

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro Página: B-4 


    O emprego na indústria cresceu 2,2% em 2007. Foi o melhor desempenho do mercado de trabalho do setor desde 2001, quando teve início a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do IBGE. Medido pela folha de pagamento, o rendimento também teve bom resultado e subiu 5,4%, maior taxa desde 2004 (9,7%). “Os dados refletem o dinamismo da atividade industrial em 2007”, diz Denise Cordovil, economista da coordenação de Indústria do IBGE.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro Página: B-4 


    O emprego na indústria cresceu 2,2% em 2007. Foi o melhor desempenho do mercado de trabalho do setor desde 2001, quando teve início a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do IBGE. Medido pela folha de pagamento, o rendimento também teve bom resultado e subiu 5,4%, maior taxa desde 2004 (9,7%). “Os dados refletem o dinamismo da atividade industrial em 2007”, diz Denise Cordovil, economista da coordenação de Indústria do IBGE.


    No ano passado, a produção do setor subiu 6%.


    Em dezembro, o contingente de ocupados na indústria, porém, caiu 0,5% na comparação livre de influências sazonais com novembro e interrompeu uma seqüência de cinco taxas positivas.


    Mais uma vez, acompanhou a produção, que recuou 0,6% nessa base comparativa. Em relação a dezembro de 2006, o emprego cresceu 3,5%.


    Segundo Cordovil, os ramos que lideraram a produção foram os mesmos que impulsionaram o emprego no setor. Os destaques ficaram com máquinas e equipamentos (7%), meios de transporte (7,7%), produtos de metal (7,3%) e alimentos/bebidas (4,0%).


    Outros ramos que também demandam muitos trabalhadores, porém, não foram tão bem. É o caso de calçados e artigos de couro (-7,3%), madeira (-5,7%) e vestuário (-3,7%). Todos foram afetados pelo câmbio, que ampliou a concorrência de importados e reduziu a competitividade da exportação.


    Regionalmente, São Paulo foi o Estado onde a indústria mais contratou -as vagas cresceram 3,5%. Também tiveram bom desempenho Paraná (3,1%), região Nordeste (1,4%) e Minas Gerais (1,5%). As 14 áreas pesquisadas registraram expansão do emprego -a variação mais modesta foi no Rio Grande do Sul (apenas 0,1%).


    Segundo o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), o resultado do emprego na indústria “deve ser considerado favorável”, embora não seja “brilhante”. A evolução recente do emprego -de setembro a dezembro- foi “muito mais dinâmica” do que no resto do ano.


    Já a renda cresceu apoiada especialmente na expansão dos setores de meios de transporte (8,1%), produtos químicos (14,2%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (4,8%). Mais uma vez, São Paulo representou o principal impacto positivo em 2007, com crescimento de 4,7% da folha de pagamento.


    De novembro para dezembro, a folha de pagamento caiu 3% na taxa livre de efeitos sazonais -é a segunda queda seguida. Na comparação com dezembro de 2006, houve alta de 6,8%, a maior desde dezembro de 2004 (10,7%).


     


     

  • Chinaglia: regras para admissibilidade de MPs devem mudar

    O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou hoje à tarde (13) que a discussão sobre mudanças no rito das medidas provisórias deve envolver também alterações nas regras para análise da admissibilidade dessas medidas. Nessa fase de análise, os relatores avaliam a urgência e a relevância das medidas provisórias (critérios previstos pela Constituição).

    O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou hoje à tarde (13) que a discussão sobre mudanças no rito das medidas provisórias deve envolver também alterações nas regras para análise da admissibilidade dessas medidas. Nessa fase de análise, os relatores avaliam a urgência e a relevância das medidas provisórias (critérios previstos pela Constituição). Atualmente, apesar de a Constituição estabelecer a obrigatoriedade de instalação de uma comissão mista para analisar as MPs, antes de elas serem votadas na Câmara e no Senado, o parecer sobre a admissibilidade acaba sendo proferido em plenário, já no processo de votação da matéria.


    Chinaglia lembrou que a necessidade de mudar o rito das MPs para que eles deixem de trancar a pauta das duas casas do Congresso foi apoiada tanto por líderes da base do governo como da oposição. Ele afirmou que apenas o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), não manifestou apoio à proposta, embora tenha admitido a urgência da discussão mudanças no rito de tramitação das MPs.


    Chinaglia argumenta que, se o governo adota as MPs como instrumento legislativo e tem maioria na Câmara, por exemplo, não há razão para que a pauta da Casa fique trancada sucessivas vezes, como ocorre hoje. Na situação atual, segundo ele, o Congresso perdeu a prerrogativa de definir sua pauta de votações.


    Além das mudanças no rito das MPs, Chinaglia também defende a discussão de mudanças regimentais que permitam acelerar a tramitação de outras propostas no Congresso, a exemplo da ratificação de acordos internacionais. Ele diz que é preciso adotar medidas para combater uma “morosidade histórica” em certas áreas do processo legislativo.


    Agência Câmara, 13 de fevereiro de 2008.