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  • Governo prepara regulamentação do mercado de cartões de crédito

    O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-4


    Depois da regulamentação das tarifas bancárias, os cartões de crédito estão na mira do governo.

    O Estado de São Paulo Editoria: Economia Página: B-4


    Depois da regulamentação das tarifas bancárias, os cartões de crédito estão na mira do governo. Número um, em 2007, em queixas registradas no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) – que reúne informações de 88 cidades -, os cartões de crédito estão sendo acompanhados por um grupo de trabalho formado pelo Ministério da Fazenda, Banco Central (BC) e pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.


    Esse grupo começa a estudar o comportamento do mercado e a forma de atuação das administradoras de cartões de crédito, com foco no consumidor, para avaliar a necessidade de criação de um marco regulatório.


    Apesar dos mais de R$ 180 bilhões movimentados anualmente pelos quase 100 milhões de clientes de cartões no Brasil, a atividade não tem regras específicas. O BC não se considera totalmente responsável porque parte das administradoras de cartões não é considerada instituição financeira. Também há desarranjo regulatório em relação às responsabilidades dos bancos que oferecem aos clientes cartão com bandeiras de terceiros e atritos na relação entre administradoras e lojistas.


    O aumento, em janeiro, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) expôs ainda mais os problemas dos clientes de cartão de crédito, como a falta de informações sobre a forma de parcelamento das compras no boleto de cobrança. As explicações oficiais sobre o impacto do aumento nos cartões revelaram que, mesmo cidadãos com bom acesso à informação, desconhecem regras que têm impacto em seus bolsos.


    A confusão ocorre porque o cartão gera dois serviços distintos. Quando o cliente faz compras à vista e paga a fatura em dia, há uma prestação de serviço. Nesse caso, o BC – que regulamenta as atividades financeiras – não exerce nenhuma influência. Mas quando o cliente não paga a fatura em dia ou há parcelamento com juros, há uma operação de crédito. Nesse caso, o BC regulamenta todas as transações. Como existem as operações em que a autoridade monetária precisa acompanhar, há regras do BC para as administradoras.


    O BC estabelece condições rigorosas para a abertura de empresas, manutenção de capital mínimo e exposição a riscos, por exemplo. Mas o mesmo rigor não é visto quando o tema é a relação do setor de cartões com o consumidor. Na área de serviços ao cidadão na página do BC na internet, o texto é claro: “Reclamações sobre cartões de crédito deverão ser encaminhadas à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça ou às suas representações nos Estados (Procon ou Decon)”.


    Procurado pelo Estado, o BC esclareceu que recebe reclamações referentes a cartões de crédito quando eles são emitidos e administrados por instituições financeiras. Com o esclarecimento, anunciou que a informação na página do banco na internet será corrigida.


    “Há um vácuo na regulamentação”, admitiu o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ao preparar, no ano passado, a regulamentação das tarifas bancárias, o governo deixou os cartões de crédito para uma segunda etapa por causa da peculiaridade e complexidade do setor. A indústria do setor é muito fragmentada.


    Atividades como a emissão dos cartões, coleta de dados e processamento das compras são feitas por empresas distintas. Isso aumenta a confusão. Segundo Barbosa, o trabalho do grupo está começando e, por enquanto, é prematura uma indicação da necessidade de um marco regulatório. “Não podemos falar de culpados no começo do trabalho”, ressaltou.


    Para a diretora-adjunta do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) da SDE, Juliana Pereira, o aumento da oferta de crédito e o maior acesso da população de baixa renda ampliaram as reclamações aos Procons. Segundo Juliana, isso ocorreu depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que o Código de Defesa do Consumidor vale para a área financeira.


    Levantamento do DPDC com base em amostragem dos registros do Sindec revelou que 40% das reclamações são demandas de clientes da classe D. De 2006 para 2007, os cartões subiram do segundo para o primeiro lugar nas demandas no Sindec, trocando de posto com o aparelho celular. As maiores reclamações referem-se a cobranças indevidas, envio de cartões, rescisão contratual e dificuldade de cálculo de juros e envio do cartão sem autorização.


    AUTO-REGULAÇÃO


    Com a movimentação do governo, as empresas de cartões de crédito decidiram se antecipar e preparam uma proposta de auto-regulamentação. O principal temor é que mudanças nas regras interrompam a forte expansão desse meio de pagamento no Brasil. O plano deve ser apresentado ainda neste semestre. A idéia é padronizar os procedimentos de uso e administração do cartão de crédito.


    “Embora a maioria do código já seja uma prática adotada pela indústria, pode haver uma ação diferente por um ou outro emissor, o que afeta a imagem de todo o setor”, disse o diretor da Associação Brasileira de Cartões de Crédito (Abecs), Antonio Rios.


    Pelo cronograma da entidade, o texto deve ser ajustado e aprovado pelas empresas até o fim do semestre. Antes, deve ser apresentado ao governo, informou o diretor da entidade. Apesar de estarem trabalhando na proposta, as administradoras avaliam que a falta de regulamentação não tem atrapalhado. “Se a gente analisar o mercado nos últimos cinco anos, temos apresentado crescimento vigoroso, com taxas superiores a 20% ao ano. Isso nos leva a crer que o arcabouço legal existente já é suficiente para permitir um crescimento saudável do setor”, disse Rios.


    A iniciativa de auto-regulamentação surgiu quando propostas de regras para o setor começaram a ecoar mais fortemente. “Algumas propostas foram feitas por pessoas com pouco conhecimento do setor. Em alguns casos, o tabelamento de taxas inviabilizaria o negócio. Isso engessaria o setor e o custo poderia ser repassado ao cliente”, diz o dirigente de uma das maiores administradoras de cartões do Brasil, que pediu para não ser identificado.


    Uma das propostas mais polêmicas é do senador Adelmir Santana (DEM-DF). Ligado ao comércio, ele tem uma série de projetos em tramitação – desde a unificação das máquinas de leitura dos cartões até permitir preços diferentes para pagamentos em dinheiro e cartão.


    Para o gerente jurídico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec),Marcos Diegues, a legislação brasileira é boa, mas não é cumprida.


     


     

  • Superávit comercial brasileiro é de US$ 994 milhões em janeiro

    A balança comercial brasileira fechou o mês de janeiro com saldo positivo de US$ 944 milhões. O valor representa uma queda de 62,5% em relação a igual período do ano passado, e de 76,4% sobre dezembro de 2007, mas é também a maior movimentação já registrada para os meses de janeiro: no período, o volume de exportações foi da ordem de US$ 13,277 bilhões e o de importações, US$ 12,333 bilhões.


    Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

    A balança comercial brasileira fechou o mês de janeiro com saldo positivo de US$ 944 milhões. O valor representa uma queda de 62,5% em relação a igual período do ano passado, e de 76,4% sobre dezembro de 2007, mas é também a maior movimentação já registrada para os meses de janeiro: no período, o volume de exportações foi da ordem de US$ 13,277 bilhões e o de importações, US$ 12,333 bilhões.


    Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

  • Supersimples tem 300 mil pedidos de adesão em janeiro

    A Receita Federal divulgou hoje que chegou a 309,5 mil o número de solicitações de micro e pequenas empresas para a adesão ao Simples Nacional, o Supersimples, em janeiro. Do total, 109 mil pedidos foram aceitos imediatamente e 23,5 mil, indeferidos por problemas cadastrais. Outros 23,8 mil solicitações eram de empresas em início de atividade. Pouco mais que 153 mil empresas apresentaram alguma pendência junto à Receita, aos estados ou municípios. O total de adesões supera em mais de 100 mil as expectativas do Comitê Gestor do Simples Nacional.

    A Receita Federal divulgou hoje que chegou a 309,5 mil o número de solicitações de micro e pequenas empresas para a adesão ao Simples Nacional, o Supersimples, em janeiro. Do total, 109 mil pedidos foram aceitos imediatamente e 23,5 mil, indeferidos por problemas cadastrais. Outros 23,8 mil solicitações eram de empresas em início de atividade. Pouco mais que 153 mil empresas apresentaram alguma pendência junto à Receita, aos estados ou municípios. O total de adesões supera em mais de 100 mil as expectativas do Comitê Gestor do Simples Nacional. Já o número de pedidos de exclusão do programa foi de 14,6 mil, em janeiro.


    Puderam aderir ao Supersimples as empresas com faturamento bruto anual de até R$ 2,4 milhões em 2007 que não tivessem dívidas tributárias pendentes com os três níveis de governo, incluindo a Previdência Social.

  • Projeto cria Certidão Negativa de Débito Ambiental

    O Projeto de Lei 2153/07, do deputado Vander Loubet (PT-MS), cria a Certidão Negativa de Débito Ambiental (CNDA). A certidão, que terá a validade máxima de 18 meses, será exigida nas licitações para a contratação de obras e serviços pela administração pública federal. O objetivo é criar um instrumento de controle dos agentes poluidores que celebram contratos e prestam serviços ao governo.


    A CNDA também será exigida para concessão de empréstimos e financiamentos por estabelecimentos oficiais de crédito.

    O Projeto de Lei 2153/07, do deputado Vander Loubet (PT-MS), cria a Certidão Negativa de Débito Ambiental (CNDA). A certidão, que terá a validade máxima de 18 meses, será exigida nas licitações para a contratação de obras e serviços pela administração pública federal. O objetivo é criar um instrumento de controle dos agentes poluidores que celebram contratos e prestam serviços ao governo.


    A CNDA também será exigida para concessão de empréstimos e financiamentos por estabelecimentos oficiais de crédito. “Não se pode admitir que o poder público seja conivente e estabeleça relações econômicas com empresas que detêm passivo ambiental em prejuízo da sociedade”, argumenta o autor. O projeto altera a Lei de Licitações (Lei 8.666/93).


    Sanções para infratores

    A proposta estabelece que as sanções aplicadas aos infratores da legislação ambiental federal serão inseridas em um cadastro exclusivo para a expedição da Certidão de Débito Ambiental. A regulamentação da lei indicará o órgão responsável pelo lançamento das infrações e expedição da certidão negativa.


    De acordo com o texto, estarão em débito ambiental as pessoas que tenham sido multadas por desobedecer a legislação ambiental, tenham tido suas atividades suspensas ou seus alvarás e licenças cassados.


    Tramitação

    A matéria tramita em caráter conclusivo nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

     

    Agência Câmara, 1º de fevereiro de 2008.

  • CCJ deve analisar mudanças no sistema eleitoral propostas por Dornelles

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) é autor de mais uma proposição que tenta modificar o sistema eleitoral brasileiro. Proposta de emenda à Constituição (PEC 54/07) de sua iniciativa pretende estabelecer o sistema majoritário – em vez do proporcional, hoje em vigor – para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores.

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) é autor de mais uma proposição que tenta modificar o sistema eleitoral brasileiro. Proposta de emenda à Constituição (PEC 54/07) de sua iniciativa pretende estabelecer o sistema majoritário – em vez do proporcional, hoje em vigor – para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores.


    Para tanto, as circunscrições eleitorais seriam convertidas em grandes distritos, nos quais todos os vereadores, deputados estaduais ou distritais e deputados federais seriam eleitos por maioria de votos, independentemente dos partidos pelos quais tivessem concorrido. Dessa maneira, os lugares correspondentes às bancadas de cada estado na Câmara dos Deputados seriam preenchidos apenas pelos candidatos que obtivessem maior número de votos.


    Atualmente, só o presidente da República, governadores, prefeitos e senadores são escolhidos pelo sistema majoritário, pelo qual é eleito o candidato que obtiver maior número de votos. O voto proporcional funciona com sistema de quocientes, obtidos pela divisão do número de eleitores votantes pelo de postos a serem preenchidos.


    “Não haveria necessidade de fórmulas de conversão de votos em cadeiras, a questão das sobras deixaria de existir e até a coligação para as eleições proporcionais perderia sentido, uma vez que os votos dos candidatos não seriam mais somados para apuração do total de cadeiras a que cada partido ou coligação teria direito”, explicou Dornelles na justificação da PEC 54/07.


    Para Dornelles, todas as propostas de reforma eleitoral discutidas até aqui mantêm o voto proporcional e estabelecem o regime de lista fechada. Esse foco, na sua opinião, retiraria da discussão a alternativa do voto distrital em suas diversas modalidades, puro ou misto, “única capaz de garantir o contato estreito e constante entre representados e representantes, contato de que tanto carecemos hoje”. O parlamentar também é autor de outra proposição (PEC 59/07) que estabelece o voto distrital misto, com 75% de parlamentares eleitos pelo voto majoritário e 25% eleitos pelo voto proporcional, em lista.


    “Há muito o sistema eleitoral brasileiro dá sinais de esgotamento. Problemas de governabilidade, de financiamento, de representação fidedigna da vontade do eleitor vêm a público a cada nova eleição. Essa a razão de as propostas de reforma política retornarem constantemente à pauta nas duas Casas do Congresso Nacional”, comentou Dornelles na justificação da proposta.


    As duas matérias estão tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).


    Agência Senado, 1º de fevereiro de 2008.

  • Agenda do Congresso em 2008

    O ano legislativo em 2008 será mais curto em razão das eleições municipais. As atividades do Congresso recomeçam em fevereiro, depois do Carnaval, e vai até julho, quando o Legislativo entra em recesso. Nessas alturas, o debate político-eleitoral nos municípios estará a pleno vapor. Assim, a agenda legislativa poderá ser turbinada pelos presidentes da Câmara e do Senado, que querem recuperar a imagem e credibilidade do Poder Legislativo, tão afetado por sucessivas crises políticas e éticas.

    O ano legislativo em 2008 será mais curto em razão das eleições municipais. As atividades do Congresso recomeçam em fevereiro, depois do Carnaval, e vai até julho, quando o Legislativo entra em recesso. Nessas alturas, o debate político-eleitoral nos municípios estará a pleno vapor. Assim, a agenda legislativa poderá ser turbinada pelos presidentes da Câmara e do Senado, que querem recuperar a imagem e credibilidade do Poder Legislativo, tão afetado por sucessivas crises políticas e éticas. Além disso, têm muitas matérias pendentes de votação, dentre essas várias medidas provisórias que bloqueiam as pautas da Câmara e do Senado.


    Com base nas pendências da sessão legislativa passada, na vontade dos presidentes das Casas do Congresso e também dos apelos políticos da sociedade, já é possível antecipar os dois principais temas que irão compor a agenda do Legislativo. Mas isto não quer dizer que essas matérias serão votadas – as reformas política e tributária.


    As dificuldades para votar ambas as matérias, polêmicas por sua natureza, ganharão outros contornos de problemas, pois 2008 é um ano eleitoral. Pela tradição brasileira, em anos assim, o Congresso tende a não votar matérias com grau elevado de disputa e controvérsias. Mas se o Governo disse que vai encaminhar a reforma tributária, pode ser que o tema ganhe o Congresso e, assim, deputados e senadores comecem a debater o tema.


    Agenda possível

    Pode ainda fazer parte dessa agenda, a PEC que disciplina a edição de medidas provisórias; o projeto de lei que regulamenta o funcionamento das centrais sindicais; e a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho. Há também os projetos que compõem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


    Outras três proposições, que o Governo deverá enviar para exame do Congresso, são as que regulamentam a Convenção 158 da OIT, que trata de demissão imotivada; e a 151, que institui a negociação coletiva para o funcionalismo; e também a que cria a contribuição negocial em substituição à sindical.


    Farão ainda parte dessa agenda, dois projetos de interesse do Planalto: o PLP 1/07, que limita gastos com pessoal; e o PLP 92/07, que autoriza a criação das fundações públicas ou privadas. Outros temas poderão fazer parte das prioridades, mas isto dependerá ainda de prévios acordos, tanto na Câmara, quanto no Senado.


    Medidas provisórias

    Diante das pressões para modificar o rito das medidas provisórias no Congresso Nacional, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), se comprometeu a finalmente pauta a proposta que já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça. Trata-se da PEC 511/06, do senador Antônio Carlos Magalhães (DEM/BA).


    Pela proposta, a medida provisória só terá força de lei depois de aprovada a admissibilidade pela CCJ da Casa onde iniciar a discussão; outra novidade é o fato de a proposta estabelecer que a MP será analisada alternadamente por Casa do Congresso. Hoje, as MPs sempre iniciam sua tramitação pela Câmara e têm força de lei desde sua edição.


    A PEC inova ainda ao proibir a edição de MP sobre tributos, exceto sobre sua redução ou extinção. A proposta terá ainda que ser examinada por uma comissão especial, que debaterá o mérito. Para que a proposta comece a ser discutida é necessário criar e instalar a comissão especial, e cujos líderes partidários indicam os membros do colegiado.


    Centrais sindicais

    O projeto de lei (PL 1.990/07), do Executivo, que regulamenta o funcionamento das centrais sindicais, está na segunda fase de discussão na Câmara, depois de ter sofrido várias alterações no Senado.


    Fundamentalmente, duas são as mudanças que impuseram o retorno da matéria à Câmara. O primeiro restabeleceu p desconto automático no contracheque do trabalhador assalariado da contribuição sindical anual. Emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS/DF) havia alterado a forma e os procedimentos do desconto.


    No contexto do debate para aprovação do projeto no Senado, o Governo e a base aliada firmaram acordo para que o primeiro encaminhasse projeto de lei, a fim de instituir a contribuição negocial. As linhas gerais do projeto estão traçadas. Falta, então, que centrais sindicais e patrões apresentem suas sugestões para fechar o projeto e encaminhá-lo para exame da Câmara.


    Jornada de trabalho

    Esta é a bandeira número um do movimento sindical hoje. Desde 1995 em discussão, parece que agora as condições econômicas do País permitirão debater a matéria no Congresso e com a sociedade. Nesse sentido, as centrais sindicais se movimentam para acelerar o debate no âmbito do Poder Legislativo.


    No próximo dia 11 de fevereiro, as centrais têm agendado o lançamento da campanha pela redução da jornada de trabalho, na Praça Ramos, centro da cidade de São Paulo. Na ocasião, será distribuído um panfleto explicativo sobre a campanha.


    A centrais sindicais estão convocando suas bases para participar do ato e conclamam as entidades sindicais a se empenharem na coleta de assinaturas para a campanha que visa a redução da jornada de trabalho por meio da aprovação da PEC 231/95 e demais iniciativas, incluindo metas graduais de redução até atingir 36 horas semanais, que tramitam no Congresso Nacional.


    No Senado

    Os líderes partidários do Senado terão no próximo dia 12 de fevereiro (terça-feira), às 11h, reunião com o presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN). No encontro, segundo a Secretaria Geral da Mesa, os líderes decidirão as prioridades da pauta de 2008.


    Em entrevista à imprensa no último dia 23, Garibaldi afirmou que o Senado tem algumas matérias pendentes da pauta do ano passado. Mas ressaltou que irá aguardar a reunião para discutir as prioridades.


    Entre as prioridades citadas por Garibaldi em entrevistas anteriores, estão os vetos da Presidência da República a projetos de lei. Há cerca de 800 dispositivos vetados em diversas propostas que ainda carecem de análise pelo Congresso Nacional. O presidente pretende apresentar esse quadro aos líderes e ouvir sugestões dos parlamentares. O encontro acontecerá no gabinete da Presidência. (DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar)


    CNC, 1º de fevereiro de 2008.


     

  • Fecomércio-SP: comércio tem crescimento de 4,4% no faturamento, em 2007

    O comércio varejista da região metropolitana de São Paulo registrou crescimento de 4,4% em 2007, sobre 2006, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.


    Entre os fatores que contribuíram para o resultado destacam-se a expansão da oferta de crédito, da estabilidade econômica e o aumento do emprego na região.


    Na análise setorial, as lojas de materiais de construção apresentaram o melhor desempenho no faturamento, com um aumento real de 16% em 2007.

    O comércio varejista da região metropolitana de São Paulo registrou crescimento de 4,4% em 2007, sobre 2006, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.


    Entre os fatores que contribuíram para o resultado destacam-se a expansão da oferta de crédito, da estabilidade econômica e o aumento do emprego na região.


    Na análise setorial, as lojas de materiais de construção apresentaram o melhor desempenho no faturamento, com um aumento real de 16% em 2007. Em seguida vieram as concessionárias de veículos, que encerraram o ano com crescimento de 14,3% nas vendas. Na terceira posição, o setor de móveis e decorações registrou crescimento de 12,9% no ano passado, seguido pelas lojas de eletroeletrônicos, cujo desempenho foi de 10,1% no período. O faturamento do setor de vestuário, tecidos e calçados foi de 9,8%; o de farmácias e perfumarias, de 7,9%; o das lojas de departamentos, de 1,4%.


    Os setores de supermercados (-1,5%) e de lojas de autopeças e acessórios (-21,2%) foram os únicos que registraram quedas no faturamento de 2007.

  • Sondagem da FGV mostra indústria mais cautelosa

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-5 


    O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,1% em janeiro ante dezembro, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês passado, o índice havia registrado queda de 4,2% ante novembro. De dezembro para janeiro, o indicador recuou de 116,1 para 113,6 pontos. Na comparação com janeiro do ano passado, o ICI avançou 8,6% – resultado inferior à alta de 9,2% em dezembro, na mesma base de comparação.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-5 


    O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,1% em janeiro ante dezembro, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês passado, o índice havia registrado queda de 4,2% ante novembro. De dezembro para janeiro, o indicador recuou de 116,1 para 113,6 pontos. Na comparação com janeiro do ano passado, o ICI avançou 8,6% – resultado inferior à alta de 9,2% em dezembro, na mesma base de comparação.


    Segundo a FGV, “o resultado mostra que a indústria continua bastante aquecida no início de 2008, mas o ritmo de atividade econômica é um pouco menos intenso que o vigente no último trimestre de 2007”. O levantamento foi feito entre os dias 2 e 28 deste mês, com 1.079 empresas. Portanto, os entrevistados já estavam sob impacto da turbulência financeira global provocada pelo agravamento da crise imobiliária dos Estado Unidos.


    O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve queda de 4,6% em janeiro, em comparação com a taxa negativa de 1,4% em dezembro. De dezembro para janeiro, a proporção dos que avaliam a situação dos negócios como boa caiu de 39,7% para 33,2%, enquanto a dos que a consideram ruim aumentou de 7,3% para 8,1%.


    O segundo componente é o Índice de Expectativas, que cresceu 1,1% em janeiro ante queda de 7,5% em dezembro. Em relação a janeiro de 2007, houve aumentos de 11,7% no Índice de Situação Atual e de 5,2% no Índice de Expectativas.


    Para os próximos meses, as previsões sinalizam continuidade do crescimento produtivo, apesar de os empresários se mostrarem “mais cautelosos ao tentarem prever um horizonte mais longo”: 54% projetam melhora da situação nos próximos seis meses e 6,3%, piora. Em outubro, as proporções eram de 61,4% e 4,1%.


     

  • Comércio paulista fatura 4,4% a mais em 2007

    Gazeta Mercantil   Editoria: Serviços   Página: C-3


    O faturamento real do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo cresceu 4,4% em 2007. O dado faz parte da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), que aponta ainda para um aumento de 4,6% em dezembro, em comparação com o mesmo mês de 2006.

    Gazeta Mercantil   Editoria: Serviços   Página: C-3


    O faturamento real do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo cresceu 4,4% em 2007. O dado faz parte da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), que aponta ainda para um aumento de 4,6% em dezembro, em comparação com o mesmo mês de 2006.


    A expansão da oferta de crédito, a estabilidade econômica e o aumento do emprego na região estão entre os fatores que contribuíram para o aquecimento do comércio, na avaliação da entidade.


    Além disso, o reflexo das vendas de Natal e o bom momento vivido pelas lojas de materiais de construção e de móveis e decoração, impulsionaram o faturamento do setor no ano passado.


    Com alta de 16% no faturamento de 2007, o segmento de materiais de construção apresentou o melhor desempenho entre os pesquisados pela Fecomercio.


    As concessionárias de veículos encerram 2007 com um crescimento anual de 14,3%, o segundo melhor índice do varejo.


    Já as lojas de autopeças e acessórios tiveram queda 12,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No ano de 2007, o segmento acumulou resultado negativo de 21,2%.


    Segundo a Fecomercio, o resultado é fruto das quedas sucessivas do preços dos produtos, em decorrência do câmbio valorizado que facilita a entrada de produtos importados. Outro fator que acabou atrapalhando o desempenho do segmento foi o aumento vigoroso nas vendas de veículos novos, que reduzem a demanda por peças e serviços de manutenção.


    Para o segmento de móveis e decorações, o encerramento positivo do ano passado se traduziu em uma alta acumulada de 12,9% no faturamento.


    Lojas de Departamentos


    As lojas de departamento tiveram queda de 15% nas vendas de dezembro, ante o mesmo mês do ano anterior. No ano, acumularam crescimento de apenas 1,4%.


    Segundo a Fecomercio, a queda decorre da base de comparação elevada do ano anterior. No entanto, segundo a entidade, a concorrência no segmento e as grandes lojas de outros segmentos que vendem o mesmo tipo de produto é crescente, e estariam fazendo com que os grandes magazines acabem direcionando suas vendas a um público de menor poder aquisitivo.


     


     

  • Ata do copom destaca risco de aceleração inflacionária

    Gazeta Mercantil   Editoria: Finanças   Página: B-3


    Ao longo dos próximos meses, o crescimento do crédito e a expansão da massa salarial devem continuar impulsionando a atividade econômica e aumentando os riscos de inflação mais alta em 2008.

    Gazeta Mercantil   Editoria: Finanças   Página: B-3


    Ao longo dos próximos meses, o crescimento do crédito e a expansão da massa salarial devem continuar impulsionando a atividade econômica e aumentando os riscos de inflação mais alta em 2008. A análise é do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que divulgou ontem a ata da primeira reunião do ano, que na semana passada manteve inalterada a taxa Selic em 11,25% ao ano.Na ata, o Copom afirma que está pronto para “adotar uma postura diferente, por meio do ajuste dos instrumentos e política monetária, caso venha a se consolidar um cenário divergente entre a inflação projetada e a trajetória das metas”.


    A meta de inflação do BC para este ano é de 4,5%. A mesma do ano passado, que quase foi atingida, ao subir depois de cinco anos de queda, o que reforçou o conservadorismo do Copom, que em outubro interrompeu uma trajetória de quase dois anos de queda na taxa Selic.


    “A despeito da apreciação cambial observada em 2007, a variação dos preços dos bens comercializáveis mostrou aceleração, atingindo 4,75% ou 1,31% acima do resultado de 2006”, diz a ata. O IPCA ficou em 4,46%. Para este ano, o mercado prevê inflação de 4,45%. No ano passado, a oferta de crédito subiu 2,5%. As operações de crédito do sistema financeiro somaram R$ 932,2 bilhões, o equivalente a 34,7% do PIB (Produto Interno Bruto). Foi a maior proporção de crédito concedido, com relação ao PIB, desde 1995, quando os empréstimos chegaram a 35,1% do PIB.