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  • PEC cria Conselho Nacional dos Tribunais de Contas

    A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 146/07, do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), cria o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas, que atuará no controle da atuação administrativa e financeira do Tribunal de Contas da União (TCU) e dos tribunais de contas dos estados e dos municípios.

    A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 146/07, do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), cria o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas, que atuará no controle da atuação administrativa e financeira do Tribunal de Contas da União (TCU) e dos tribunais de contas dos estados e dos municípios. De acordo com a proposta, o conselho será formado por 13 integrantes, que serão indicados por diversas entidades e nomeados pelo presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta dos integrantes do Senado (42).



    O conselho poderá expedir atos regulamentares e decidir sobre a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos dos tribunais de contas. Caberá ao conselho receber as reclamações contra membros ou órgãos dos tribunais, inclusive contra seus serviços auxiliares e Ministério Público. O conselho também poderá aplicar sanções administrativas e fixar prazo para a adoção de providências necessárias ao cumprimento das leis.



    Jackson Barreto afirma que a proposta tem como referência o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cuja experiência se revelou “benéfica ao Poder Judiciário brasileiro, ao coibir irregularidades que são de difícil controle pelo próprio órgão que as cometeu”.



    Composição do conselho

    A PEC estabelece que o Conselho Nacional dos Tribunais de Contas será composto por:

    – dois ministros do TCU, indicados pelo respectivo tribunal;

    – dois conselheiros de tribunais de contas dos estados e do Distrito Federal, de tribunais ou conselhos de contas dos municípios, indicados pelo TCU;

    – dois integrantes do Ministério Público junto ao TCU, indicados pelo procurador-geral do respectivo Ministério Público;

    – um membro do Ministério Público junto a tribunais de contas dos estados e do Distrito Federal, de tribunais ou conselhos de contas dos municípios, indicado pelo procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU;

    – dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

    – dois contadores, indicados pelo Conselho Federal de Contabilidade;

    – dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado.



    Conforme a proposta, o Conselho Nacional será presidido por um dos ministros do TCU, que votará em caso de empate, ficando excluído da distribuição de processos naquele tribunal. O ministro do TCU não eleito para a presidência do conselho exercerá a função de ministro-corregedor.



    Os conselheiros terão mandato de dois anos, admitida uma recondução. Para ocupar o cargo, precisarão ter mais de 35 e menos de 65 anos de idade.



    Tramitação

    A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, segue para o Plenário, onde precisa ser votada em dois turnos.


    Agência Câmara, 23 de janeiro de 2008.

  • Senac/MS firma convênio com Exército na área de saúde

    O Senac do Mato Grosso do Sul renovou por mais 5 anos a parceria com o Exército para oferecer aprendizagem prática na área de saúde. O convênio que prevê estágio supervisionado foi assinado hoje (22) pela diretora regional da entidade, Regina Ferro, pelo general de Divisão Walter Paulo, da 9ª Região Militar, e pela direção do Hospital Geral de Campo Grande (HGCG).

    O Senac do Mato Grosso do Sul renovou por mais 5 anos a parceria com o Exército para oferecer aprendizagem prática na área de saúde. O convênio que prevê estágio supervisionado foi assinado hoje (22) pela diretora regional da entidade, Regina Ferro, pelo general de Divisão Walter Paulo, da 9ª Região Militar, e pela direção do Hospital Geral de Campo Grande (HGCG). “Os alunos do Senac aprenderão a rotina hospitalar num dos mais conceituados hospitais de Campo Grande”, ressaltou Regina Ferro.


    Os estágios devem ter início após o término das férias escolares, previsto para o pós-carnaval. Cerca de 40 alunos do curso técnico em Enfermagem do Senac/MS, divididos em grupos, participarão do estágio.


    HGCG: 400 mil atendimentos em 2007  


    O Hospital Geral de Campo Grande, subordinado à 9ª Região Militar, presta assistência aos militares e familiares nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso; em casos de calamidade pública é aberto à população de uma forma geral. Isso representa, de acordo com o diretor do HGCG, tenente-coronel Paulo Sérgio Iglessias, só em 2007, cerca de 400 mil atendimentos/ano nas mais diversas áreas.


    Além do Senac-MS, participaram da solenidade de assinatura entidades como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp), Universidade Estácio de Sá, Centro de Ensino de Campo Grande (Cegran), Escolas Padrão e Instituto Paulo Freire.

  • Receita publica novas regras do Supersimples

    Valor Econômico   Editoria: Legislação   Página: E-2 


    O Comitê Gestor do Simples Nacional publica hoje, no Diário Oficial da União (D.O.U.), duas novas resoluções definidas em uma reunião na segunda-feira. A primeira delas dispensa de escrituração contábil empreendimentos individuais que faturem até R$ 36 mil anuais.

    Valor Econômico   Editoria: Legislação   Página: E-2 


    O Comitê Gestor do Simples Nacional publica hoje, no Diário Oficial da União (D.O.U.), duas novas resoluções definidas em uma reunião na segunda-feira. A primeira delas dispensa de escrituração contábil empreendimentos individuais que faturem até R$ 36 mil anuais. A outra norma se aplica a empresas registradas a partir deste ano e fixa como início da opção pelo Supersimples a data de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) – e não mais da inscrição estadual ou municipal. 


    O secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, afirma que a mudança na data de inclusão das novas empresas no regime era necessária porque muitas delas já contratavam funcionários logo após a inscrição no CNPJ, enquanto aguardavam as demais inscrições – o que pode levar cerca de dois meses. Isto obrigava estas empresas a recolherem a contribuição previdenciária com base no lucro presumido, pois a opção pelo Supersimples se dava somente quando a última inscrição era emitida. 


    O Supersimples foi instituído pela Lei Complementar nº 123, de 2006, e começou a vigorar em julho do ano passado, substituindo o antigo Simples federal, criado em 1996. Do regime anterior migraram 1,3 milhões de empresas para o novo sistema, que também teve mais 1,5 milhões de novas inscrições no ano passado, de acordo com o Sebrae. Neste ano, a Receita Federal recebeu, até o dia 18, 131 mil novos pedidos de inscrição, dos quais 53 mil já foram deferidos. Das empresas já inscritas, 5 mil optaram por sair do regime. 


    Para o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Welinton Motta, quem aguardava, desde o ano passado, novas regras para optar pelo Supersimples já pode decidir, pois não houve grandes mudanças neste ano. “Antes de optar, a empresa deve analisar se terá vantagens tributárias, já que há casos em que os demais regimes são mais benéficos”, afirma. O presidente Sescon, José Maria Chapina Alcazar, diz que a contribuição previdenciária é o principal fator a ser levado em conta. “Para as empresas comerciais, por exemplo, a alíquota referente à Previdência é a mais alta e, dependendo do tamanho da folha salarial, pode ser mais econômico optar pelo lucro presumido ou lucro real”, explica. 


    Nas próximas semanas o comitê gestor publicará novas resoluções para criar formas de fiscalização diferenciadas para as micro e pequenas empresas do Supersimples e definir como inscrever empresas inadimplentes em um cadastro unificado da Dívida Ativa da União, dos Estados e dos municípios. 


     


     


     




     

  • Após 5 anos, Lula enfrenta 1ª grande crise econômica

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro   Página: B-6


    Mais preocupado nos bastidores do que aparenta em público, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teme que uma recessão nos EUA afete o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).


    A Folha ouviu no Palácio do Planalto que o PAC, o plano de investimentos em obras de infra-estrutura e energia que o petista julga vital para o êxito do segundo mandato, poderia ficar “manco” no cenário de uma recessão nos EUA.


    O receio do presidente é que investidores privados sejam mais conservadores em seus projetos

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro   Página: B-6


    Mais preocupado nos bastidores do que aparenta em público, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teme que uma recessão nos EUA afete o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).


    A Folha ouviu no Palácio do Planalto que o PAC, o plano de investimentos em obras de infra-estrutura e energia que o petista julga vital para o êxito do segundo mandato, poderia ficar “manco” no cenário de uma recessão nos EUA.


    O receio do presidente é que investidores privados sejam mais conservadores em seus projetos porque ainda não estão claras a duração e a dimensão da atual crise na maior economia do mundo. Mais: investimentos de estatais, como os da Petrobras, também poderiam ser afetados na hipótese de desaceleração mundial.


    Dos cerca de R$ 500 bilhões de investimentos do PAC no período 2007-2010, R$ 68 bilhões estão previstos para sair diretamente dos cofres da União. O restante dessa bolada caberia a estatais e a empresas privadas.


    Lula e seus principais auxiliares consideram que enfrentam agora o segundo grande teste do governo petista na economia. O primeiro aconteceu em 2003, quando o petista recorreu a um rigor fiscal e monetário maior do que o esperado para conquistar credibilidade do mercado e viabilizar seu governo.


    Na prática, é a primeira vez que Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, serão gestores exclusivos de uma crise econômica em cinco anos de poder. Lula espera que a imagem internacional de homem responsável na economia funcione como um escudo neste momento.


    Em reuniões na segunda-feira, Lula orientou Mantega a “não piscar”. Ou seja: demonstrar tranqüilidade e confiança na capacidade de o Brasil enfrentar uma crise externa. Foi o que fez o próprio presidente na segunda, quando se antecipou às perguntas dos jornalistas e foi logo abordando a crise americana numa espécie de entrevista-pronunciamento no Palácio do Planalto.


    Até a semana passada, prevalecia na cúpula do governo a tese de descolamento das economias emergentes em relação aos Estados Unidos. O forte abalo de segunda nos mercados financeiros relativizou essa teoria, acreditam auxiliares do presidente.


    Enquanto o Banco Central está mais preocupado com eventual alta inflação neste ano do que um efeito negativo sobre a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), como revelou ontem a Folha, Lula tem maior receio em relação ao crescimento.


    O presidente considera que o aumento de ações na área social foi a marca do primeiro mandato e que, na segunda etapa presidencial, precisa de outra realização: taxas seguidas e significativas de crescimento do PIB. O PAC prevê metas de crescimento anuais de 5% do PIB entre 2008 e 2010, último ano de mandato do petista.


    Burocracia e insatisfação


    No front interno, Lula se preocupa com a burocracia. Nos bastidores, sua avaliação da performance do PAC é mais pessimista do que a expressada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no balanço de um ano feito ontem.


    O presidente se queixa de que as decisões que toma no Planalto demoram muito a se transformar em obras concretas do PAC. Sua orientação para Dilma e todos os ministros, na primeira reunião da equipe em 2008, será executar os investimentos apesar do prometido corte de R$ 20 bilhões do Orçamento deste ano.


     


     




     




     


     

  • Cesta de Compras no Rio tem alta de 0,76% na segunda semana do mês, aponta Fecomércio-RJ

    Pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) revela que a Cesta de Compras – que equivale ao consumo médio de todas as famílias residentes na cidade – apresentou alta de 0,76% na segunda semana de janeiro em relação à anterior, passando de R$ 341,43 para R$ 344,03.

    Pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) revela que a Cesta de Compras – que equivale ao consumo médio de todas as famílias residentes na cidade – apresentou alta de 0,76% na segunda semana de janeiro em relação à anterior, passando de R$ 341,43 para R$ 344,03. Na primeira semana do mês, havia sido registrado um aumento de 0,83%.


    O alta no custo da Cesta (no período entre 9 e 16 de janeiro) foi sentido tanto pelas famílias que recebem até 8 salários mínimos, com reajuste de 0,82%, quanto por aquelas que têm rendimento acima dessa faixa, que perceberam uma alta de 0,72%. Na análise mensal, período compreendido entre 14 de dezembro e 16 de janeiro, o valor da Cesta de Compras subiu 2,94%. No acumulado dos últimos 12 meses foi apurado aumento de 14,22%.


    A pesquisa Cesta de Compras reflete as variações de 6.440 preços, referentes a 39 itens (32 de alimentação, 4 de higiene e 3 de limpeza), de maior peso no orçamento, consumidos por famílias de dez diferentes faixas de renda.

  • Déficit em relação ao PIB caiu em 2007

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia   Página: A-6


    Pela primeira vez em oito anos, o déficit da Previdência Social caiu como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo as contas do Ministério da Previdência, o rombo de R$ 46 bilhões registrado no ano passado foi equivalente a 1,75% do PIB estimado para 2007, enquanto em 2006 essa mesma relação havia sido de 1,80%. A última vez que o déficit previdenciário recuou como proporção do PIB foi em 2000.

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia   Página: A-6


    Pela primeira vez em oito anos, o déficit da Previdência Social caiu como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo as contas do Ministério da Previdência, o rombo de R$ 46 bilhões registrado no ano passado foi equivalente a 1,75% do PIB estimado para 2007, enquanto em 2006 essa mesma relação havia sido de 1,80%. A última vez que o déficit previdenciário recuou como proporção do PIB foi em 2000.


    Em valores, entretanto, o rombo nas contas da Previdência aumentou 2,4% em relação ao ano anterior, já que em 2006 a diferença entre despesa e receita havia sido de R$ 44,9 bilhões – montante já corrigido pelo INPC. Mas como a economia cresceu mais rapidamente, como proporção do PIB o déficit diminuiu.


    Nas suas estimativas, os técnicos da Previdência extrapolaram para todo o ano a expansão de 5,3% da economia captada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos três primeiros trimestres de 2007, em relação ao igual período do ano anterior.


    O aumento do déficit em valores nominais decorreu da antecipação, para dezembro, do pagamento de parte dos benefícios (com valores de um salário mínimo) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) referentes a janeiro. Essa antecipação levou o rombo das contas da Previdência a R$ 3,89 bilhões apenas no último mês do ano passado. Sem a antecipação, o déficit de 2007 teria sido de R$ 43,3 bilhões, 3,5% menor que o do ano anterior.


    Para 2008, o ministro da Previdência, Luiz Marinho, afirmou que os cálculos apontam para um déficit de R$ 44 bilhões. Isso ocorrerá se a economia do País este ano crescer por volta dos 5% esperados pelo governo e as empresas continuarem contratando mão-de-obra formal. Foi o bom desempenho do mercado de trabalho no ano passado, com a geração de 1,6 milhão de novas vagas com carteira assinada, que impulsionou as receitas.


    A arrecadação do INSS totalizou R$ 143,7 bilhões em 2007 e cresceu 9,1% em relação ao ano anterior. O número de contribuintes aumentou porque mais empregados com carteira assinada passaram a descontar para a Previdência e as empresas passaram a contribuir mais porque têm de repassar ao INSS o equivalente a 20% sobre a folha de salário. As despesas com benefícios somaram no ano R$ 189,71 bilhões, aumento de 7,4% em relação a 2006.


    “A taxa de crescimento das receitas maior que o aumento das despesas ajudou no controle das contas do INSS”, ressaltou o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer. O estoque de aposentadorias, pensões e auxílios pagos pela previdência em 2007 atingiu 25,2 milhões de benefícios. Os auxílios-doença, que cresciam a taxas elevadas há dois anos, somaram 1,380 milhão, 12% menos que o estoque desse tipo de benefício registrado em 2006.


    Mudanças apenas pontuais


    O ministro da Previdência, Luiz Marinho, disse que o governo poderá enviar este ano ao Congresso Nacional propostas de alterações “pontuais” nas regras da Previdência, praticamente descartando um projeto mais amplo de reforma previdenciária em 2008. “Muito provavelmente, o governo vai priorizar o debate da reforma tributária este ano”, afirmou Marinho após anunciar o resultado nas contas do INSS em 2007. “Quanto à Previdência, poderemos mandar projetos pontuais ao Congresso e ir avançando na criação de condições para uma reforma mais ampla, mas tudo também vai depender das condições políticas”, completou.


    Fórum


    Marinho evitou antecipar temas que poderiam ser alvo de mudanças por projetos de lei. O Fórum Nacional de Previdência Social, realizado no segundo semestre do ano passado, não chegou a um consenso sobre qualquer mudança de regras, mas entre os debates esteve a possibilidade de novas regras para concessão de pensões por morte. Em 2007, o estoque de pensões atingiu 6 milhões de benefícios, contra 5,9 milhões do ano anterior.


    Alguns estudos de especialistas em previdência mostraram que as regras brasileiras estão entre as mais generosas do mundo na concessão de pensões. Na Europa, Estados Unidos e Ásia, os valores das pensões são fixados de acordo com a idade do cônjuge viúvo ou a existência de filhos menores deixados pelo segurado falecido.


    Marinho disse que a elevação do déficit do INSS em “apenas 2,4%” entre 2006 e 2007 é um sinal de que as contas estão controladas no curto prazo, mas alertou que a situação deve mudar no longo prazo. “Para o futuro, precisamos insistir na necessidade de ajustes da Previdência às mudanças demográficas”, afirmou, lembrando que o envelhecimento populacional e a maior longevidade das pessoas podem sobrecarregar o sistema. As alternativas de fixar idades mínimas para aposentadoria ou aumentar o tempo de contribuição para o INSS, como ajustes demográficos, só podem ser feitos por emendas à Constituição Federal.


     

     


     


     


     

  • Real resiste ao vaivém do mercado

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-5


    Ao contrário de outras crises em que rapidamente o dólar disparava, desta vez o câmbio se mantém praticamente estável. Enquanto as ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo caíram 12,2% entre o último dia útil de 2007 e ontem, o dólar teve alta de apenas 0,96% no mesmo período.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-5


    Ao contrário de outras crises em que rapidamente o dólar disparava, desta vez o câmbio se mantém praticamente estável. Enquanto as ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo caíram 12,2% entre o último dia útil de 2007 e ontem, o dólar teve alta de apenas 0,96% no mesmo período. Na avaliação de analistas, os fundamentos econômicos mudaram e hoje o Brasil tem mais ativos em dólar, o que lhe garante a relativa estabilidade do câmbio.


    “Hoje os países emergentes são doadores de capital, ao contrário da década passada”, afirma Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultoria Integrada. Segundo ele, depois das crises enfrentadas pelos emergentes e dos ajustes externos seguindo as regras do Fundo Monetário Internacional (FMI), esses países conseguiram acertar as contas externas.


    O Brasil, por exemplo, diz Blanche, tem mais de US$ 200 bilhões em ativos, considerando as reservas e o swap cambial reverso e descontada a dívida do governo em moeda americana. É exatamente essa retaguarda da economia real que não permite que a cotação do dólar dispare. “Sai um pouco de capital da bolsa, mas não há impacto na taxa de câmbio”, afirma.


    Essa avaliação é compartilhada pelo economista-chefe do banco BNP Paribas, Alexandre Lintz. Ele observa que esse montante de ativos em dólar nas mãos do governo quebrou o círculo vicioso que era freqüente em crises externas passadas.


    “Hoje a subida do dólar não aumenta a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB)”, diz o economista do BNP Paribas. Ele argumenta que, se o câmbio subisse, haveria mais reais na mãos do governo e a relação entre a dívida e o PIB diminuiria. Isso quebra as expectativas do mercado que levariam a uma alta do câmbio.


    “Depois dos ajustes que foram feitos, o País está muito mais resistente a choques”, afirma o economista-chefe da Corretora Concórdia, Elson Teles. Segundo ele, além de reservas de US$ 185 bilhões, as perspectivas de financiamento do balanço de pagamentos são favoráveis, com a entrada de investimentos diretos e o saldo comercial ainda positivo neste ano.


    Blanche, da Tendências, acrescenta ainda outro fator que garante a estabilidade do dólar. Ele observa que a arbitragem dos juros entre EUA e Brasil ainda vai atrair a entrada de capitais. Com o corte de juros feito ontem pelo Fed, a taxa real (descontada a inflação) nos EUA está negativa em 0,5%, enquanto no Brasil o juro real passou de 7% para 7,5%.


     


     


     

  • Alta do IOF deve ter impacto marginal

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-7


    O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode estimular o parcelamento sem juros nas compras feitas com cartão de crédito, segundo avaliação do diretor de Marketing de Cartões do Banco Itaú, Fernando Chacon. Hoje, o chamado “parcelado-lojista” representa metade das operações, seguido de 36% de financiamentos feitos pela administradora do cartão – modalidade em que incide o IOF – e de 14% de pagamentos realizados à vista.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-7


    O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode estimular o parcelamento sem juros nas compras feitas com cartão de crédito, segundo avaliação do diretor de Marketing de Cartões do Banco Itaú, Fernando Chacon. Hoje, o chamado “parcelado-lojista” representa metade das operações, seguido de 36% de financiamentos feitos pela administradora do cartão – modalidade em que incide o IOF – e de 14% de pagamentos realizados à vista.


    Para Chacon, no entanto, o parcelado sem juros não deve ultrapassar 60% do total, uma vez que a capacidade de capital do varejista tem limite. “O varejo é fortemente ancorado nessa modalidade, criada na década de 90 para combater o risco de inadimplência do cheque pré-datado. Mas o varejista também recebe em parcelas e existe determinado limite para isso. Creio que ele não passa de 60%”, disse. Em dezembro, o parcelado sem juros chegou a 55% do total.


    Com isso, o diretor do Itaú acredita que o aumento do IOF deve ter impacto marginal no setor de cartões de crédito. O IOF passou 1,5% ao ano para 3% nos financiamentos, além da criação da alíquota extra de 0,38% sobre o valor da operação. Esse imposto também incide sobre as compras com cartão de crédito no exterior, que hoje representam de 2% a 3% do faturamento do setor. Nesse caso, a alíquota foi mantida em 2%, mas o adicional de 0,38% passou a valer.


    Previsão


    “Na prática, a gente percebe que os brasileiros estão mais preocupados em que as parcelas caibam no seu bolso. Então, no curto prazo, o impacto do IOF será muito pequeno”, disse. Também minimizando efeitos da crise americana, Chacon manteve a previsão de faturamento dos cartões neste ano: R$ 218 bilhões, com alta de 19% sobre 2007. Até dezembro, 12 milhões de cartões serão emitidos – embora não necessariamente ativados -, totalizando 105 milhões. Neste mês, a indústria deve faturar R$ 16,3 bilhões, com alta de 14,7% sobre janeiro de 2007.


    Os números levam em consideração a previsão do Banco Itaú de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 3,9% neste ano, projeção abaixo das expectativas do mercado e do Ministério da Fazenda. Segundo Chacon, a previsão do Itaú para o PIB deste ano ainda não foi modificada pela crise americana. “Não sentimos impacto ainda. Se houver, será na diminuição do consumo americano e, portanto, das importações dos Estados Unidos, com algum impacto sobre o Brasil”, afirmou, durante apresentação do estudo “O cartão de crédito e o mercado varejista”.


    No estudo, o Itaú considerou apenas 65% do varejo nacional, ou seja, só levou em consideração as empresas comerciais, com vinte ou mais empregados e exceto setores como serviços, veículos e peças. De acordo com Chacon, o objetivo do levantamento foi mostrar que a indústria de cartões cresce acima do varejo. Para ele, o cartão de crédito é potencializador do consumo.


    O estudo também não contabilizou o cartão de crédito private label (cartão de loja; aceito só no local), nem revelou quanto das compras do varejo são feitas via cartão de crédito. Segundo estimativa do Itaú com base em estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo teria faturado R$ 335 bilhões no ano passado, ante R$ 286,7 bilhões de 2006. São Paulo representou 28,9% do total, Minas Gerais, 9,9%, e Rio de Janeiro, 8,9%.


     


     




     


     

  • Turistas aquecem comércio

    Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14


    Os empresários da Zona Sul do Rio confiam no bom faturamento do mês de janeiro que, segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, superará em 2,3% o obtido em igual período do ano passado. A alta é atribuída ao grande volume de turistas estrangeiros na cidade, atrelado ao maior poder de compra dos turistas nacionais que visitam o Rio. Esse poder de compra, na avaliação de economistas, é estimulado pelas melhores condições de crédito, menores juros e maior acesso ao emprego e renda.

    Jornal do Commercio  Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-14


    Os empresários da Zona Sul do Rio confiam no bom faturamento do mês de janeiro que, segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, superará em 2,3% o obtido em igual período do ano passado. A alta é atribuída ao grande volume de turistas estrangeiros na cidade, atrelado ao maior poder de compra dos turistas nacionais que visitam o Rio. Esse poder de compra, na avaliação de economistas, é estimulado pelas melhores condições de crédito, menores juros e maior acesso ao emprego e renda.


    A estimativa é que os visitantes gastem 11,8% a mais este ano no comércio da região. A pesquisa foi realizada com 469 empresários ou gerentes de estabelecimentos de diversos setores comerciais na Zona Sul carioca no último dia 10.


    O levantamento revelou ainda que os turistas possam gastar neste mês, nos estabelecimentos comerciais da zona sul ouvidos pela pesquisa, em média R$ 160,00 enquanto cada morador da cidade gastará R$136,20. O valor gasto pelos turistas é maior do que o registrado no ano passado (R$ 143,1), porém inferior aos apurados em 2005 (R$ 165,1) e 2006 (R$ 165,3). A diferença entre o que os turistas e os moradores vão gastar nos estabelecimentos é a menor da série histórica iniciada em 2005. Além disso, pela primeira vez o turista nacional vai estimular o comércio da região tanto quanto o estrangeiro


    “Os números de 2005 e 2006 foram bons por conta da valorização do dólar frente ao real. Com a desvalorização da moeda americana, em 2007 registrou-se queda dos gastos médios do turista. Mesmo com a baixa cotação do dólar em 2008, o número voltou a subir por que o turista brasileiro, que vive hoje em melhores condições de consumo, puxou o registro de gastos para cima”, analisou o economista da Fecomércio-RJ Cristian Travassos.


    Segundo ele, a desvalorização do dólar também não será significativamente sentida pelos empresários por que os produtos consumidos pelos turistas são geralmente nacionais.


    A variação dos gastos do morador da cidade ou “não turista”nos estabelecimentos ouvidos pela pesquisa, de um ano para outro, também foi registrada no levantamento. Em 2006 o número era – 5,2%, em 2007, -22,4% e em 2008 a variação atingiu o numero recorde de 63,1%. “Essa variação dos gastos é atribuída ao bom momento econômico do país. As melhores condições de renda e empregos atreladas ao maior acesso ao crédito estimulam esse boom no consumo”, disse Travassos.


    Além disso, a baixa do dólar possibilita pacotes turísticos mais baratos favorecendo assim o turista nacional. De acordo com a pesquisa, em 2007 35% dos turistas que freqüentaram os locais ouvidos no levantamento eram brasileiros. Neste ano o número passou a ser de 51,9%. Por conta do câmbio os turistas estrangeiros diminuíram frente a janeiro do ano passado. Em 2007 o número registrado era de 64,2% e nesse ano, 48,1%.


    Dentre os estabelecimentos da região, 52,5% são bastante freqüentados por turistas, 42% pouco freqüentados e 5,5% raramente atendem algum não morador da cidade. Além disso, dentre os estabelecimentos que costumam receber consumidores de fora, os turistas são responsáveis por 29,6% do faturamento, em janeiro.


    Melhoria


    Os empresários estão buscando, cada vez mais, melhorar os serviços e capacitar o atendimento, segundo dados da pesquisa. Entre os estabelecimentos que têm uma freqüência intensa de turistas internacionais, 85% afirmaram estarem preparados para receber os estrangeiros. O caminho apontado para chegar a excelência no atendimento ao turista internacional é ter funcionários com fluência em língua estrangeira, aceitar todos os cartões de crédito (nacionais e internacionais), possuir cartazes informativos em outras línguas e possuir produtos e serviços direcionados a esse turista.


     


     

  • Cresce a intenção de compras

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-6


    O alongamento dos prazos de crediário e a redução de taxas cobradas no varejo ao longo de 2007 provocaram um aumento da intenção de compra dos consumidores no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o igual período do ano passado. De acordo com pesquisa realizada pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), 56,6% dos entrevistados pretendem realizar compras de bens duráveis entre janeiro e março de 2008.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-6


    O alongamento dos prazos de crediário e a redução de taxas cobradas no varejo ao longo de 2007 provocaram um aumento da intenção de compra dos consumidores no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o igual período do ano passado. De acordo com pesquisa realizada pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), 56,6% dos entrevistados pretendem realizar compras de bens duráveis entre janeiro e março de 2008. No mesmo período de 2007, 45,2% tinham a intenção de adquirir algum produto desse segmento.


    Segundo o estudo, feito com 500 consumidores na cidade de São Paulo, o percentual deste trimestre ficou um pouco abaixo da intenção de compra registrada entre outubro e dezembro de 2007, período que incluiu o Natal. No trimestre passado, 61,2% dos entrevistados pretendiam fazer compras de itens duráveis. “As condições para compra estão mais favoráveis. O alongamento dos prazos, a queda das taxas e o aumento da renda reduzem o endividamento do consumidor. O resultado deste trimestre reflete o ambiente de otimismo de 2007”, afirmou o coordenador-geral do Provar, Claudio Felisoni.


    A intenção de compra deste trimestre, porém, não fica acima de patamares de 2006, de 62,8%; de 2005, quando atingiu 59,2%, nem de 2003, de 65,2%. Desde o início da apuração referente ao período janeiro- março, em 2003, o índice só é superior ao primeiro trimestre de 2004, período em que 43,9% dos consumidores pretendiam comprar itens duráveis.