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  • Família pobre sofre mais com a inflação

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia    Página: A-2 


    A população de menor poder aquisitivo na capital paulista foi a que mais sofreu com a escalada dos preços no ano passado. De acordo com o Dieese, a inflação dos mais pobres subiu 5,55% em 2007 e ficou acima da variação média acumulada no município.

    Jornal do Commercio   Editoria: Economia    Página: A-2 


    A população de menor poder aquisitivo na capital paulista foi a que mais sofreu com a escalada dos preços no ano passado. De acordo com o Dieese, a inflação dos mais pobres subiu 5,55% em 2007 e ficou acima da variação média acumulada no município. A informação é parte da pesquisa do Índice do Custo de Vida (ICV) do ano passado, que acumulou alta média de 4,80% ante uma elevação de 2,57% em 2006.


    Além do ICV geral, o Dieese calcula mensalmente mais três indicadores de inflação, conforme os estratos de renda das famílias paulistanas. O primeiro grupo corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres (com renda média de R$ 377,49); e o segundo contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média de R$ 934,17). O terceiro reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média de R$ 2.792,90). Neste último grupo, a taxa de inflação foi de 4,55% em 2007. No grupo intermediário, o ICV subiu 4,93%.


    Produtos do grupo Alimentação foram os responsáveis por penalizar as famílias pobres da capital. No ano passado, a variação média dos alimentos foi de 12,48% em toda a cidade de São Paulo. Somente para os mais pobres, a alta foi de 13,88%, enquanto, para os mais ricos, de 11,41%.


    Dentro do grupo Alimentação, a variação mais expressiva – contando todos os estratos – foi apurada para o subgrupo Produtos In Natura e Semi-elaborados (20,03%). Na seqüência, os subgrupos Indústria Alimentícia e Alimentação Fora do Domicílio apresentaram altas de 7,01% e de 7,54%, respectivamente.


    Para se ter idéia do impacto dos alimentos na inflação de São Paulo em 2007, o Dieese calculou que o grupo gerou uma impacto de 3,15 pontos percentuais na taxa geral do ano passado. “Se a variação da Alimentação fosse zero, a inflação na cidade teria sido de 1,65%. Bem mais baixa que esta de 4,80%”, avaliou a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto.




     


     

  • Pedidos de falência têm queda de 35% em 2007

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro   Página: B-6


    No segundo ano completo da nova Lei de Falências, que entrou em vigor em junho de 2005, o número de pedidos de falências caiu 35% e o de recuperações judiciais aumentou 6,7%, segundo a Serasa.


    A lei nº 11.101 trouxe o instrumento da recuperação judicial, que deixa a empresa funcionando enquanto, por meio de acordo, os credores são pagos.

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro   Página: B-6


    No segundo ano completo da nova Lei de Falências, que entrou em vigor em junho de 2005, o número de pedidos de falências caiu 35% e o de recuperações judiciais aumentou 6,7%, segundo a Serasa.


    A lei nº 11.101 trouxe o instrumento da recuperação judicial, que deixa a empresa funcionando enquanto, por meio de acordo, os credores são pagos. Com ela, a empresa também só pode ter a falência decretada se tiver dívida acima de 40 salários mínimos.


    “O número está muito aquém do que pode vir a ser”, diz o consultor do Cenofisco (Centro de Orientação Fiscal), Lázaro Rosa da Silva.


    Na avaliação do assessor econômico da Serasa Carlos Henrique de Almeida, os baixos números da recuperação judicial são resultado do uso ainda restrito às grandes empresas. “O instrumento depende de muito planejamento para fazer acordo com os credores, o que é mais fácil de ser conseguido em empresas maiores.”


    Um sinal disso é que o número de pedidos de recuperação judicial foi cerca de dez vezes menor que o de falências: 269 e 2.721, respectivamente.


    As recuperações extrajudiciais, feitas por meio de acordo entre credores e devedores sem recorrer à Justiça, foram menos utilizadas. Houve 9 pedidos em 2007, contra 2 em 2006, e 5 homologações.


    Mesmo com queda nas falências, foi no comércio, setor com maior número de pequenas empresas, que houve mais pedidos desse tipo. Foram 937 requisições no ano passado (-33,6%) no comércio, 926 na indústria (-37,4%) e 842 no setor de serviços (-33,4%).


    Para Almeida, da Serasa, a queda nas falências é resultado do crescimento econômico do país, que teria reduzido as dificuldades das empresas em 2007. “Isso se reflete no pequeno negócio, tanto que a maior queda foi no comércio.”


     


     


     

  • Previdência já tem mais ações

    Gazeta Mercantil  Editoria: Finanças Página: B-1


    Os fundos de previdência privada, PGBL e VGBL, que são planos de aposentadoria comercializados pelas seguradoras, fecharam 2007 com um volume recorde de recursos destinados para os chamados modelos compostos, como são classificados os fundos que aplicam até 50% de seus recursos em ações. No ano passado, os fundos captaram R$ 13,77 bilhões. Desse total R$ 12,22 bilhões foram para os fundos que aplicam em renda variável enquanto R$ 1,54 bilhão rumou para os de renda fixa.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Finanças Página: B-1


    Os fundos de previdência privada, PGBL e VGBL, que são planos de aposentadoria comercializados pelas seguradoras, fecharam 2007 com um volume recorde de recursos destinados para os chamados modelos compostos, como são classificados os fundos que aplicam até 50% de seus recursos em ações. No ano passado, os fundos captaram R$ 13,77 bilhões. Desse total R$ 12,22 bilhões foram para os fundos que aplicam em renda variável enquanto R$ 1,54 bilhão rumou para os de renda fixa.


    Foi uma mudança bastante acentuada se comparada a 2006, quando dos R$ 11,82 bilhões captados, R$ 10,11 bilhões foram para os fundos de renda fixa e R$ 1,71 bilhão para as carteiras de renda variável. É o que mostra pesquisa realizada pela consultoria NetQuant, com um universo de 289 fundos.


    Segundo a NetQuant, em 2007 a captação total dos fundos aumentou 16,5% em relação à 2006, com o patrimônio líquido atingindo R$ 90,90 bilhões. Apesar do aumento da renda variável em 2007, a renda fixa ainda representa a maior parte do patrimônio liquido do setor:


    23,38% estava aplicado em fundos com renda variável (R$ 2,25 bilhões) e 76,62% em fundos multimercado sem renda variável e de renda fixa (R$ 69,65 bilhões), no ano passado., mostra a pesquisa.


    Para o presidente da NetQuant, Marcelo Nazareth, a tendência é de que as aplicações em ações continuem crescendo neste ano. “É natural que as pessoas continuem investindo no que teve bom resultado no passado recente”, afirma. Para 2008, porém, ele prefere não arriscar uma previsão. “Do ponto de vista técnico há uma preocupação com o que está acontecendo no mercado internacional. O desdobramento da crise gerada pelo estouro da bolha imobiliária americana é cada vez mais preocupante.” No mercado interno também há nuvens no horizonte trazidas pela inflação, acrescenta.


    Aumento depende do juro


    Na avaliação de Marco Antônio Rossi, presidente da Bradesco Vida e Previdência, se as taxas de juros caírem mais a procura por aplicações em fundos de renda variável terá um aumento acentuado. Se ficarem no patamar atual deverá ser semelhante à de 2007, acrescenta. “A renda variável casa bem com os fundos de previdência por serem um produto de longo prazo.” Mas o clima favorável da economia brasileira e global pesa na atratividade do mercado de ações e nas decisões dos investidores, analisa Rossi. A seguradora está fechando 2007 com um patrimônio de R$ 34 bilhões em PGBL e VGBL, dos quais 77,9 % na renda fixa e 22,1% em ações, informa.


    Ganho maior


    Quem investiu nos fundos com renda variável obteve as melhores rentabilidades em 2007. Os fundos com até 15%, 30% e 50% em ações obtiveram ganho no ano de 12,81%, 16,23% e 20,33% respectivamente por categoria. Já o retorno da renda fixa ficou na faixa de 9,01% e 9,57%, conforme o estudo da NetQuant.


    Os fundos com alocação em renda variável poderiam ter obtido ainda melhores rentabilidades se tivessem aproveitado toda a alocação em ações permitida para os fundos. Aqueles que podem aplicar até 50% em ações, por exemplo, alocaram na prática 25,56% (em média); os até 30% alocaram apenas 18,53% e os até 15% que investiram de fato cerca de 9,01% em ações.


    Na opinião de Nazareth, o administrador do fundo deve ficar atento ao desejo do investidor.


    “Se o desejo do investidor é aplicar em um fundo até 50% em renda variável, uma aplicação de 25,56%, como a praticada em média neste perfil pelas administradoras de recursos, está inadequada. Se ele quisesse investir menos em ações teria optado por um fundo até 30% em ações.”.


    As duas maiores seguradoras no mercado de previdência complementar, que melhor aproveitaram essa tendência, foram a Bradesco Vida e Previdência, que captou no ano um volume de R$ 5,39 bilhões e o Itaú Vida e Previdência, com R$ 2,28 bilhões. Juntas elas captaram 63,09% do volume destinado aos fundos com renda variável. A BrasilPrev, seguradora controlada pelo Banco do Brasil e pelo grupo global Principal, que é terceira no ranking do mercado de previdência privada local, foi a recordista em captação nos segmentos de renda fixa (que inclui os fundos multimercados sem renda variável) com R$ 1,70 bilhões em 2007.


    O aumento da captação dos fundos com ações abriu a possibilidade de mudanças na classificação dos fundos com renda variável, que devem ser discutidas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados).

  • Lojas de Móveis e Decoração alavancaram varejo paulistano em novembro, divulga Fecomércio-SP

    A Federação do Comércio de São Paulo acaba de divulgar os resultados das vendas do comércio varejista da região metropolitana do estado: foi registrada alta de 6,6%, na comparação com igual período de 2006. É o 20º aumento consecutivo do índice da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), que já acumulou alta de 4,5% em 2007, na análise comparativa ao mesmo intervalo de 2006. A maior elevação foi detectada no setor de Móveis e Decoração (36%), e principal queda foi no segmento de lojas de Autopeças e Acessórios (23,9%).

    A Federação do Comércio de São Paulo acaba de divulgar os resultados das vendas do comércio varejista da região metropolitana do estado: foi registrada alta de 6,6%, na comparação com igual período de 2006. É o 20º aumento consecutivo do índice da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), que já acumulou alta de 4,5% em 2007, na análise comparativa ao mesmo intervalo de 2006. A maior elevação foi detectada no setor de Móveis e Decoração (36%), e principal queda foi no segmento de lojas de Autopeças e Acessórios (23,9%). Entre os fatores que contribuíram para o aquecimento do comércio constam a expansão da oferta de crédito e a estabilidade econômica.


    A expectativa é que a oferta de crédito continue evoluindo, pelo menos ao longo do primeiro semestre de 2008, mesmo com as recentes elevações de custos nos financiamentos que podem impedir um avanço nessas concessões nos mesmos níveis observados no ano passado. Além disso, segundo a Fecomércio-SP, é provável que a redução nas taxas finais de juros para as pessoas físicas continue na mesma trajetória dos últimos meses, seja pelo recente aumento anunciado na CSLL para o setor financeiro ou pela interrupção da queda da taxa Selic.

  • Senac-AM oferece novas turmas do Programa de Aprendizagem Educacional para o Trabalho (Paet)

    Desenvolvido pelo Senac-AM, o Programa de Aprendizagem Educacional para o Trabalho (Paet) abriu quatro novas turmas de educação profissional na última sexta-feira (04), com o objetivo de desenvolver competências que favoreçam o crescimento pessoal e profissional de adolescentes entre 14 e 18 anos incompletos.


    As novas turmas somam 123 estudantes, para os quais serão oferecidos cursos de Operador de Micro computador, Serviços de Venda e Serviços de Almoxarife, que serão ministrados na unidade do Centro de Informática, no bairro Chapada.

    Desenvolvido pelo Senac-AM, o Programa de Aprendizagem Educacional para o Trabalho (Paet) abriu quatro novas turmas de educação profissional na última sexta-feira (04), com o objetivo de desenvolver competências que favoreçam o crescimento pessoal e profissional de adolescentes entre 14 e 18 anos incompletos.


    As novas turmas somam 123 estudantes, para os quais serão oferecidos cursos de Operador de Micro computador, Serviços de Venda e Serviços de Almoxarife, que serão ministrados na unidade do Centro de Informática, no bairro Chapada. As expectativas são altas: este ano o Senac pretende capacitar 570 jovens-aprendizes nas áreas de Gestão, Comércio, Informática, Turismo e Hospitalidade. “A Aprendizagem é uma oportunidade para os jovens ingressarem com uma formação profissional e com seus direitos resguardados no mercado”, afirma a coordenadora do programa e gerente de Projetos Especiais do Senac-AM, Vanuza Matos.


    Resultados

     

    O Paet capacitou no ano passado 540 jovens para a inclusão no mercado do trabalho, na sua maioria de baixa renda. O objetivo do projeto é, ao longo dos anos, proporcionar uma melhor qualificação profissional e social aos jovens. A diretora regional do Senac-AM, Silvana Carvalho, destaca que o programa só é possível graça às parcerias com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e das empresas do comércio que trabalham com os aprendizes.

  • Estagiário poderá ter jornada semanal de 20 horas

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 1223/07, que define uma jornada de 20 horas semanais para o estágio de nível médio ou superior, em empresas, órgãos públicos e instituições de ensino. A proposta, de autoria do deputado Iran Barbosa (PT-SE), ainda obriga os órgãos governamentais a realizar processo seletivo público para a contratação de estagiários.


    Atualmente, a Lei 6494/77 estabelece apenas que a jornada de atividade em estágio deverá ser compatível com o horário escolar.

    A Câmara analisa o Projeto de Lei 1223/07, que define uma jornada de 20 horas semanais para o estágio de nível médio ou superior, em empresas, órgãos públicos e instituições de ensino. A proposta, de autoria do deputado Iran Barbosa (PT-SE), ainda obriga os órgãos governamentais a realizar processo seletivo público para a contratação de estagiários.


    Atualmente, a Lei 6494/77 estabelece apenas que a jornada de atividade em estágio deverá ser compatível com o horário escolar. Segundo a lei, nas férias escolares a jornada será estabelecida de comum acordo entre o estagiário e o empregador.


    Jornada extensa

    O parlamentar argumenta que não é suficiente estabelecer que a jornada de trabalho do estagiário deve ser compatível com o seu horário escolar. “Em muitos casos pode não haver tempo suficiente para o estudo complementar, para o aprofundamento nas matérias escolares e a pesquisa”, afirmou.


    Barbosa lembrou também que o contrato de estágio, “ainda que tenha o enfoque principal no aspecto educacional, é uma espécie de contrato de trabalho”. Por esse motivo, ele prevê que a contratação de estagiário por órgão público só pode ocorrer mediante processo de seleção público.


    Tramitação

    O projeto tramita em conjunto com o PL 4065/93, que já foi analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. As propostas estão prontas para votação do Plenário.


    Agência Câmara, 8 de janeiro de 2008.


     




     

  • Projeto revoga autorização para comércio aos domingos

    De autoria do deputando Dr. Rosinha (PT-PR), o Projeto de Lei 1107/07 revoga a autorização para o comércio varejista funcionar aos domingos (artigo 6º da Lei 10101/00). Dr. Rosinha esclarece, no entanto, que a medida não significa proibição para que o comércio funcione nesta data. “O que ocorrerá é que o assunto voltará a ser disciplinado pela Lei 605/49, que regula o trabalho nesse dia em todas as atividades econômicas”, explica.


    A lei de 1949 apenas concede a todo trabalhador o direito de repouso semanal remunerado de 24 horas, preferencialmente aos domingos, e nos feriados.

    De autoria do deputando Dr. Rosinha (PT-PR), o Projeto de Lei 1107/07 revoga a autorização para o comércio varejista funcionar aos domingos (artigo 6º da Lei 10101/00). Dr. Rosinha esclarece, no entanto, que a medida não significa proibição para que o comércio funcione nesta data. “O que ocorrerá é que o assunto voltará a ser disciplinado pela Lei 605/49, que regula o trabalho nesse dia em todas as atividades econômicas”, explica.


    A lei de 1949 apenas concede a todo trabalhador o direito de repouso semanal remunerado de 24 horas, preferencialmente aos domingos, e nos feriados. Já a Lei 10101/00 autoriza expressamente o funcionamento das atividades comerciais aos domingos e diz que o repouso semanal dos funcionários do setor deverá coincidir com o domingo pelo menos uma vez a cada quatro semanas.


    Emprego

    Dr. Rosinha afirma que, ao contrário do que foi argumentado quando da aprovação da lei, não houve aumento de empregos no setor de comércio. “Ao contrário, a medida gera desemprego, pois só as grandes redes conseguem funcionar normalmente nos domingos. Prejudicados pela concorrência, os pequenos muitas vezes têm de fechar”, diz ele.


    O deputado sustenta ainda que a extensão exagerada da jornada de trabalho que, em seus cálculos pode chegar a 56 horas semanais, ocasiona o aparecimento de doenças profissionais e prejudica o convívio familiar dos trabalhadores. “Tudo isso tem sido causa de depressão entre os comerciários”, acrescenta.


    Tramitação

    O projeto tramita em conjunto com o PL 1322/03, do deputado Ricardo Izar (PTB-SP), que autoriza o funcionamento do comércio aos domingos e feriados mediante acordo em convenção coletiva. Ambos serão analisados em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 8 de janeiro de 2008.


     

  • Bird: maior expansão do Brasil é improvável

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    O Banco Mundial (Bird) afirmou, em relatório, que é “improvável” uma aceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no curto prazo. No entanto, afirma que os fundamentos positivos observados em 2007 e 2008 (“baixa taxa de juros, moeda forte e queda no desemprego”) devem continuar a sustentar o “ritmo robusto” da atividade doméstica.


    Segundo as previsões do organismo internacional, o Brasil crescerá 4,5% neste ano e em 2009. A estimativa para o ano passado é de um avanço de 4,8%.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    O Banco Mundial (Bird) afirmou, em relatório, que é “improvável” uma aceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no curto prazo. No entanto, afirma que os fundamentos positivos observados em 2007 e 2008 (“baixa taxa de juros, moeda forte e queda no desemprego”) devem continuar a sustentar o “ritmo robusto” da atividade doméstica.


    Segundo as previsões do organismo internacional, o Brasil crescerá 4,5% neste ano e em 2009. A estimativa para o ano passado é de um avanço de 4,8%. Para as instituição, o corte na taxa básica de juros, o aumento na demanda privada e os maiores gastos públicos foram responsáveis pela expansão do PIB brasileiro entre 2005 e 2007 – há três anos, o crescimento foi de 3,2%.


    As previsões do Banco Mundial para o crescimento brasileiro de 2007 a 2009 são idênticas às da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgadas no início de dezembro.


    Pelas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), de outubro do ano passado, o Brasil crescerá 4% neste ano. Para a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o País se expandirá em 5%. Segundo a previsão do boletim Focus, feito semanalmente pelo Banco Central com cem instituições financeiras, o PIB brasileiro será de 4,5% neste ano.


     

  • Proposta institui nova Lei de Execução Fiscal

    Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5615/05, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que institui uma nova Lei de Execução Fiscal, baseada na cobrança administrativa dos créditos da Fazenda Pública, que engloba a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e as autarquias e fundações públicas. O projeto revoga a atual Lei de Execução Fiscal (Lei 6.830/80).


    Segundo Russomanno, o objetivo é desafogar o Judiciário, já que quase a metade dos processos em curso na Justiça Federal de primeiro grau são de execução fiscal.

    Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5615/05, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que institui uma nova Lei de Execução Fiscal, baseada na cobrança administrativa dos créditos da Fazenda Pública, que engloba a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e as autarquias e fundações públicas. O projeto revoga a atual Lei de Execução Fiscal (Lei 6.830/80).


    Segundo Russomanno, o objetivo é desafogar o Judiciário, já que quase a metade dos processos em curso na Justiça Federal de primeiro grau são de execução fiscal. O deputado acrescenta que pretende estabelecer, para a execução administrativa, procedimentos similares aos da execução comum.


    Celeridade

    “Se na execução comum o juiz determina os atos executivos e os oficiais da Justiça os cumprem, na execução administrativa cabe ao procurador fiscal assumir a posição do juiz, no sentido de ordenar e presidir a execução, resolvendo as questões incidentes, enquanto os agentes fiscais, com formação em Direito, assumem o papel dos oficiais de Justiça, realizando materialmente a execução, no exercício pleno de seu poder de polícia, e com a celeridade que o interesse do credor público reclama”, resume Celso Russomanno.


    Tramitação

    O projeto, que foi rejeitado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, será analisado ainda, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 8 de janeiro de 2008.


     

  • Captação de R$ 33,4 bi da poupança em 2007 é a maior da história

    O Estado de São Paulo  Editoria: Dinheiro   Página: B-1


    A caderneta de poupança encerrou 2007 com o melhor resultado da história. Em tempos de aumento da renda e queda do juro, o brasileiro voltou a encarar a caderneta como alternativa de investimento.


    A ausência de taxas de administração e a isenção do Imposto de Renda são os maiores atrativos. No ano, os depósitos superaram os saques em R$ 33,4 bilhões. O valor é cinco vezes maior que o resultado de 2006 (R$ 6,5 bilhões).

    O Estado de São Paulo  Editoria: Dinheiro   Página: B-1


    A caderneta de poupança encerrou 2007 com o melhor resultado da história. Em tempos de aumento da renda e queda do juro, o brasileiro voltou a encarar a caderneta como alternativa de investimento.


    A ausência de taxas de administração e a isenção do Imposto de Renda são os maiores atrativos. No ano, os depósitos superaram os saques em R$ 33,4 bilhões. O valor é cinco vezes maior que o resultado de 2006 (R$ 6,5 bilhões).


    Conforme dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), o resultado recorde foi proporcionado pelos depósitos de R$ 1,03 trilhão e retiradas de R$ 995,1 bilhões. Com o aumento de mais de R$ 33 bilhões, o saldo de todas as cadernetas atingiu R$ 235,3 bilhões no fim de 2007. O valor é 25,18% maior que o de 2006.


    O recorde também foi registrado no resultado de dezembro, quando a captação somou R$ 9,1 bilhões, maior cifra para um único mês na história.


    Especialistas dizem que o forte resultado pode ser explicado pelo aumento da renda e queda dos juros. Juntos, esses fatores têm levado clientes das classes D e E a poupar mais e feito com que alguns investidores de classe média saiam dos fundos de renda fixa de volta para a poupança.


    “Na classes D e E, o aumento da massa salarial tem feito sobrar mais dinheiro no final do mês”, diz o administrador de investimentos Fabio Colombo. “Já entre clientes de parte da classe média, muita gente que estava em fundos de investimento com altas taxas de administração, como 4% ou 5%, tem voltado para a poupança, porque ela não tem taxa nem IR.”


    Para o superintendente-geral da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), José Pereira Gonçalves, o ano de 2007 terminou com uma mudança na imagem das cadernetas. “Com a Selic menor, a rentabilidade de parte dos fundos de renda fixa passou a ficar com apenas um dígito. Isso diminuiu muito a vantagem na comparação com a poupança e a diferença não é mais perceptível”, diz.


    Outro ponto que tem pesado a favor da poupança é facilidade de investimento. “Fizemos uma pesquisa que mostrou que o cliente acha, muitas vezes, complicado aplicar em fundos, já que existem vários perfis e condições que variam de banco para banco. Para o cliente que prefere evitar essa complexidade, a poupança é como uma velha conhecida, já que é igual em todas as instituições”, diz Gonçalves.


    Para 2008, o crescimento da economia deve manter o fluxo de depósitos para as cadernetas, avaliam os especialistas. O resultado, contudo, deve ser menor que o recorde de 2007. Apenas uma eventual mudança na política monetária poderia reverter o cenário positivo. Se, por exemplo, a inflação permanecer pressionada e o BC for obrigado a elevar a taxa Selic, a caderneta perderia competitividade frente aos fundos de renda fixa.


    Desempenho


    Em 2007, a caderneta rendeu 7,70%, bem acima da inflação de 4,39% estimada pelo mercado para o ano. Mas, entre as aplicações de renda fixa, o rendimento da poupança foi suficiente apenas para superar o do Certificado de Depósito Bancário (CDB) emitido para pequenos investidores, que renderam 7,34% líquidos em 2007, e ficar muito próximo ao dos fundos de investimento que captam pequenas quantias e possuem taxa de administração de 4% a 5%: esses fundos renderam 7,79% líquidos, em média.


    Para quantias maiores, acima de R$ 10 mil, o investidor recebeu melhor remuneração que na caderneta: na média, fundos de renda fixa pagaram 10,08% líquidos em 2007 e fundos DI, 9,73%, também após o desconto do IR.