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  • Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-4

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    O Banco Mundial (Bird) afirmou, em relatório, que é “improvável” uma aceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no curto prazo. No entanto, afirma que os fundamentos positivos observados em 2007 e 2008 (“baixa taxa de juros, moeda forte e queda no desemprego”) devem continuar a sustentar o “ritmo robusto” da atividade doméstica.


    Segundo as previsões do organismo internacional, o Brasil crescerá 4,5% neste ano e em 2009. A estimativa para o ano passado é de um avanço de 4,8%.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    O Banco Mundial (Bird) afirmou, em relatório, que é “improvável” uma aceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no curto prazo. No entanto, afirma que os fundamentos positivos observados em 2007 e 2008 (“baixa taxa de juros, moeda forte e queda no desemprego”) devem continuar a sustentar o “ritmo robusto” da atividade doméstica.


    Segundo as previsões do organismo internacional, o Brasil crescerá 4,5% neste ano e em 2009. A estimativa para o ano passado é de um avanço de 4,8%. Para as instituição, o corte na taxa básica de juros, o aumento na demanda privada e os maiores gastos públicos foram responsáveis pela expansão do PIB brasileiro entre 2005 e 2007 – há três anos, o crescimento foi de 3,2%.


    As previsões do Banco Mundial para o crescimento brasileiro de 2007 a 2009 são idênticas às da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgadas no início de dezembro.


    Pelas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), de outubro do ano passado, o Brasil crescerá 4% neste ano. Para a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o País se expandirá em 5%. Segundo a previsão do boletim Focus, feito semanalmente pelo Banco Central com cem instituições financeiras, o PIB brasileiro será de 4,5% neste ano.


     

     

     

  • IGP-DI sobe 7,89%, a maior alta desde 2004

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    Impulsionada pela disparada dos preços dos produtos agropecuários no atacado, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 7,89% no ano passado, a maior variação desde 2004, quando subiu 12,14%, e mais do dobro da de 2006 (3,79%).

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-4


    Impulsionada pela disparada dos preços dos produtos agropecuários no atacado, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 7,89% no ano passado, a maior variação desde 2004, quando subiu 12,14%, e mais do dobro da de 2006 (3,79%). A aceleração dos preços agropecuários também puxou para cima a taxa de dezembro do índice, que subiu 1,47%, ante 1,05% em novembro.


    Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), as taxas refletem o período de auge dos aumentos de preços dos alimentos, que não devem continuar subindo com a mesma intensidade esse ano. Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos estados com a União.


    Segundo o economista da FGV, André Braz, 40% do IGP-DI de 2007 foram originados do setor agropecuário. Com esse cenário, a inflação no setor atacadista também dobrou, de 4,29% para 9,44%, de 2006 para 2007. Os produtos agropecuários mais caros também foram os responsáveis pela aceleração de preços no atacado, de novembro para dezembro (de 1,45% para 1,90%).


    Braz explicou que 2007, de uma maneira geral, foi um ano de inflação alta para todos os tipos de alimentos, no mundo todo. Isso porque o consumo de alimentos aumentou entre a população mundial, sem que fosse acompanhado pela oferta – provocando altas de preços no setor. “As commodities também subiram de preço, e compuseram grande parte desse cenário de 2007”, disse o economista.


    Esse cenário também ajudou a puxar para cima a inflação no setor varejista, que subiu 4,60% no ano passado – mais do que o dobro do apurado em 2006 (2,05%). De novembro para dezembro, os preços junto ao consumidor também aceleraram (de 0,27% para 0,70%), pelo mesmo motivo: o repasse das altas dos preços agrícolas no atacado para os preços dos alimentos no varejo. Entretanto, na avaliação de Braz, está ocorrendo um ajuste entre a oferta e a demanda de alimentos, que deve causar desacelerações nos preços do varejo e do atacado em 2008. “Além disso, as perspectivas de safras para esse ano são bem positivas, o que deve aumentar a oferta dos produtos agrícolas”, acrescentou.


    Feijão


    O economista não acredita que produtos como o feijão, por exemplo, que encerrou o ano passado com alta de 198,77% no atacado, repita esse patamar de elevação de preços este ano.


    O mês de janeiro, contudo, ainda deve registrar resultados altos de inflação, pelo menos no varejo. Isso porque, no primeiro mês do ano, ocorrem impactos expressivos de altas de preços no cálculo dos índices – como reajustes nas mensalidades escolares e aumento nos preços dos alimentos in natura, cuja oferta é prejudicada pelo clima errático dessa época do ano.


    Ontem, a FGV também anunciou o primeiro indicador de inflação do ano, o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que mostrou aceleração de 0,70% para 0,89% entre a última semana de dezembro e a primeira semana de janeiro. Para Braz, esse índice já está sendo pressionado por aumentos nos preços dos in natura, e deve continuar subindo no primeiro mês do ano.


     

  • Investimento estrangeiro direto dobra no país em 2007

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-4


    O fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil teve a maior alta percentual no mundo em 2007, com exceção de uma situação excepcional ocorrida na Holanda, segundo dados da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). A entrada de IED no Brasil cresceu 99,3%, pulando de US$ 18,8 bilhões em 2006 para US$ 37,4 bilhões.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-4


    O fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil teve a maior alta percentual no mundo em 2007, com exceção de uma situação excepcional ocorrida na Holanda, segundo dados da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). A entrada de IED no Brasil cresceu 99,3%, pulando de US$ 18,8 bilhões em 2006 para US$ 37,4 bilhões. A Unctad atribui o crescimento sobretudo a investimentos em recursos naturais, estimulados pela alta dos preços das matérias-primas. 


    O fluxo global de IED é estimado em US$ 1,5 trilhão em 2007, superando o recorde anterior do ano 2000. Abundância de liquidez e fortes lucros das empresas impulsionaram o valor de fusões e aquisições até a metade de 2007, quando explodiu a crise das hipotecas de alto risco (subprime) nos Estados Unidos. 


    Apesar de projeções econômicas pouco favoráveis para 2008 e potencial de endurecimento nas regras para investimentos estrangeiros em recursos naturais, a Unctad estima que a alta demanda por commodities globalmente vai continuar impulsionando os investimentos estrangeiros diretos, inclusive a partir de fundos soberanos árabes e asiáticos com gigantescas reservas de dólares. 


    Houve alta de IED no ano passado no mundo todo. O fluxo para os países ricos alcançou US$ 1 trilhão (alta de 16,8%). A União Européia atraiu quase 40% do total mundial. A situação excepcional ocorreu na Holanda: a alta foi de 2.285%, de US$ 4,4 bilhões para US$ 104 bilhões (2.285%), refletindo uma única operação: a aquisição do banco ABN Amro pelo consórcio formado pelo RBS, Fortis e Santander. 


    Na América Latina e Caribe, o fluxo cresceu 50% e bateu o recorde de US$ 126 bilhões. O volume para o México foi quase idêntico ao do Brasil, inclusive na alta percentual. O mais importante na região é que a expansão de IED ocorreu através de “greenfield investments” (novos investimentos e expansão) e não de fusões e aquisições. 


    Na Ásia, o fluxo alcançou US$ 224 bilhões. A China continuou a ser o país emergente que mais captou IED em volume, mas o total de US$ 4 67,3 bilhões representa queda de 3,1% comparado a 2006. 


    Nos países do Leste Europeu, as chamadas economias em transição, o crescimento foi de 41%, para novo recorde de US$ 98 bilhões. Foi o sétimo ano consecutivo em que se dobrou o fluxo para a região, inclusive ainda através de privatizações. 


    Com a queda do dólar, investidores europeus e asiáticos estão mais ativos. E sempre que fundos de investimentos passam a controlar mais de 10% de uma empresa, essa aplicação passa de “portfólio em ações” para IED, o que explica em parte a elevação nessa categoria. As condições para 2008 são de prudência, por causa do cenário internacional, mas a Unctad acredita que a desaceleração no fluxo de investimentos estrangeiros será pequena. 


     




     


     

  • Empresas atacam taxação de importados

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro   Página: B-4


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma medida provisória instituindo no país medidas de comércio vistas como protecionistas por importadores e setores do próprio governo e que são criticadas há anos pelo Brasil no cenário internacional e nas negociações comerciais da OMC (Organização Mundial do Comércio).


    A mudança unilateral também representa, na visão dos críticos, um golpe no Mercosul, como bloco aduaneiro.

    Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro   Página: B-4


    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma medida provisória instituindo no país medidas de comércio vistas como protecionistas por importadores e setores do próprio governo e que são criticadas há anos pelo Brasil no cenário internacional e nas negociações comerciais da OMC (Organização Mundial do Comércio).


    A mudança unilateral também representa, na visão dos críticos, um golpe no Mercosul, como bloco aduaneiro. Fornecedores argentinos de empresas brasileiras se perguntam se a mudança resulta em quebra de contratos.


    O governo não soube elucidar ontem se a nova sistemática representa uma mudança na política externa brasileira ou apenas um erro técnico cometido pela Receita Federal na elaboração do texto da medida provisória número 413, publicada numa edição extra do “Diário Oficial” da União na quinta-feira passada -um “contrabando” no pacote de medidas para compensar a perda da CPMF.


    O texto institui a aplicação de uma alíquota específica de R$ 10 sobre mais de dez categorias de produtos, segundo uma interpretação ouvida pela Folha. Sob outra ótica, também coletada pela reportagem, a taxa variaria de R$ 1 a R$ 10.


    Esse valor seria cobrado de cada “unidade de medida estatística”, mas não há clareza sobre o que seria isso e como aplicar a questão na prática. A própria medida provisória afirma que a sistemática só valerá depois de ser regulamentada, o que aumentou a insegurança de importadores ouvidos pela Folha.


    “É terrível, vai matar o setor, 80% a 90% das empresas vão sair do mercado. Vinho de 2 pode sair por R$ 50 na gôndola. O produto vai ser invendável. Há muita dúvida, é uma grande questão que o Brasil vai enfrentar”, disse Raquel Salgado, presidente-executiva da ABBA (Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Bebidas).


    A medida provisória provocou queixas do chanceler Celso Amorim a Lula na sexta-feira passada e reações negativas do Ministério do Desenvolvimento nos bastidores.


    A assessoria do Itamaraty chegou a divulgar que o tal artigo foi incluído na MP porque a Receita se preocupava com “subfaturamento” das importações. Depois da perda de arrecadação da CPMF, a interpretação era a de que a Receita planejava arrecadar mais com essa medida.


    Já a Receita nega. “Essa medida nunca teve finalidade arrecadatória, e sim regulatória. Visa-se um controle efetivo de comércio exterior”, contestou o secretário em exercício Carlos Alberto Barreto. Ele disse que a Receita não chegou a fazer um levantamento de quanto a norma poderia gerar em arrecadação.


    Ontem, Amorim discutiu a nova medida com os ministros em exercício Ivan Ramalho (Desenvolvimento) e Nelson Machado (Fazenda), mas o conteúdo da discussão não foi divulgado, o que também gerou críticas de empresários. O governo federal acena que o tema será resolvido em fevereiro pela Camex (Câmara de Comércio Exterior)


    “Enquanto isso, deixam-nos 60 dias com uma espada em cima da cabeça. Isso não é política adequada. Todo mundo está com pé atrás, quem ia fazer negócio não faz”, disse Cláudio Marques, secretário-executivo da Abimed (Associação Brasileira de Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares).


    A medida provisória de Lula afeta 13% das importações brasileiras, ou R$ 14,7 bilhões. Inclui bebidas, plásticos, borrachas, têxteis e confecções, calçados, ferramentas, aparelhos médicos, relojoaria, móveis e outros. Segundo Marques, da Abimed, também inclui preservativos, luvas de borracha, aparelhos de raios-X, aparelhos de hemodiálise, microscópios.


    Se mantiver a aplicação de alíquota específica para unidade de produto, o Brasil irá contra acordo firmado com a OMC sobre tarifas máximas de 35%, representará quebra de compromisso com o Mercosul e firmará posição prática contrária ao que vem defendendo com o G20, grupo de países em desenvolvimento que negociam em conjunto a Rodada Doha de comércio.


     


     

  • Brasil ocupa o 11º lugar em lista mundial que mede o otimismo do empresariado

    Levantamento feito pelo International Business Report (IBR) para medir o otimismo dos empresários com a situação econômica de seus países mostra que 70% do empresariado brasileiro têm boas expectativas para a economia neste ano. Tamanho otimismo alavancou o Brasil para a 11ª posição no ranking do IBR – ou 7 posições acima da ocupada em 2007 (18º lugar) -, em um total de 32 países.


    O aumento do otimismo entre os brasileiros superou o de países como a Polônia, que registrou um aumento de 36 pontos percentuais em 2008, na comparação com o ano passado, Botsuana, na Áf

    Levantamento feito pelo International Business Report (IBR) para medir o otimismo dos empresários com a situação econômica de seus países mostra que 70% do empresariado brasileiro têm boas expectativas para a economia neste ano. Tamanho otimismo alavancou o Brasil para a 11ª posição no ranking do IBR – ou 7 posições acima da ocupada em 2007 (18º lugar) -, em um total de 32 países.


    O aumento do otimismo entre os brasileiros superou o de países como a Polônia, que registrou um aumento de 36 pontos percentuais em 2008, na comparação com o ano passado, Botsuana, na África, com 25% de alta, e Turquia, com 28%.


    O Brasil também teve o maior aumento no nível de otimismo entre as economias emergentes reunidas sob a sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). A China é o país mais otimista, sustentando 77% no índice, e a Rússia, com 58%, ocupa a última posição do globo.

  • Fecomércio-AM: previsão para funcionamento de cooperativa no primeiro semestre do ano

    A Federação do Comércio do Estado do Amazonas pretende inaugurar ainda no primeiro semestre deste ano a Cooperativa de Crédito Empresarial de Manaus, a Credempresas, cooperativa de crédito pioneira no gênero no Amazonas que vai oferecer, de forma democrática, financiamento para micros e pequenas empresas (microcrédito), um dos principais desafios para alavancar a economia estadual.


    Em 17 de agosto do ano passado, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-AM, José Roberto Tadros, protocolou junto ao Banco Central (na agencia regional de Recife) o projeto de viabilidade econômica d

    A Federação do Comércio do Estado do Amazonas pretende inaugurar ainda no primeiro semestre deste ano a Cooperativa de Crédito Empresarial de Manaus, a Credempresas, cooperativa de crédito pioneira no gênero no Amazonas que vai oferecer, de forma democrática, financiamento para micros e pequenas empresas (microcrédito), um dos principais desafios para alavancar a economia estadual.


    Em 17 de agosto do ano passado, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-AM, José Roberto Tadros, protocolou junto ao Banco Central (na agencia regional de Recife) o projeto de viabilidade econômica da Credempresas. Na ocasião, o líder empresarial estava acompanhado da superintendente da Fecomércio-AM, Simone Menezes, e do futuro presidente da cooperativa, Enock Luniére Alves. 


    A Credempresas – que funcionará na sede da Fecomércio-AM – vai oferecer empréstimos com juros mais baixos do que os das instituições bancárias, uma das principais vantagens para os cooperados. Outro benefício será a inexistência de buracracia para a obtenção de empréstimo. Inicialmente, seu capital será da ordem de 300.000,00 (trezentos mil reais) e, segundo projeções, espera-se atingir o montante de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) nos próximos três anos.

  • Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PB realiza o II Festival da Cachaça Paraibana

    A mais brasileira das bebidas é a estrela de um evento que o Sistema Fecomércio-Sesc/Senac da Paraíba promove, de amanhã (09) até 11 de janeiro, no Centro de Formação em Turismo e Hotelaria Sesc Senac (CFTUR), na praia de Cabo Branco, em João Pessoa, com entrada aberta ao público: é o II Festival da Cachaça Paraibana.


    A iniciativa vai reunir os principais produtores de cachaça do estado, que poderão expor as bebidas para degustação e comercialização. Também está programada uma feira de produtos gastronômicos e de derivados da cachaça.

    A mais brasileira das bebidas é a estrela de um evento que o Sistema Fecomércio-Sesc/Senac da Paraíba promove, de amanhã (09) até 11 de janeiro, no Centro de Formação em Turismo e Hotelaria Sesc Senac (CFTUR), na praia de Cabo Branco, em João Pessoa, com entrada aberta ao público: é o II Festival da Cachaça Paraibana.


    A iniciativa vai reunir os principais produtores de cachaça do estado, que poderão expor as bebidas para degustação e comercialização. Também está programada uma feira de produtos gastronômicos e de derivados da cachaça. Nos três dias, haverá apresentação do grupo de forró do Sesc. “Além do bom convívio entre os participantes, que irão se deliciar do melhor da produção paraibana nessa área específica na qual tem o reconhecimento mundial, teremos uma ótima atração musical abrilhantando o evento com uma performance do grupo de forró pé-de-serra do Sesc, todas as noites”, diz a coordenadora geral do projeto, Marinelma Roque.


    O II Festival da Cachaça Paraibana conta com a parceira da Secretaria de Desenvolvimento e Turismo do Governo do Estado, Associação dos Produtores de Cachaça, Restaurante e Cachaçaria Dona Branca, Associação Brasileira de Agências de Viagens, Federação da Agricultura do Estado da Paraíba, Restaurante e Cachaçaria Salutte, e Associação Brasileira de Agências de Viagens.

  • Gasto com juro é o menor desde 1997

    Valor Econômico  Editoria: Brasil   Página: A-3


    O Brasil gastou o equivalente a cerca de 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB) com o pagamento de juros em 2007, o menor percentual desde os 4,61% do PIB de 1997. Para 2008, a expectativa é de uma nova queda, devido à perspectiva de que os juros serão ligeiramente mais baixos do que em 2007 e de que a economia vai continuar a crescer a um ritmo forte. Com isso, as despesas financeiras seguiriam em queda como proporção do PIB.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil   Página: A-3


    O Brasil gastou o equivalente a cerca de 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB) com o pagamento de juros em 2007, o menor percentual desde os 4,61% do PIB de 1997. Para 2008, a expectativa é de uma nova queda, devido à perspectiva de que os juros serão ligeiramente mais baixos do que em 2007 e de que a economia vai continuar a crescer a um ritmo forte. Com isso, as despesas financeiras seguiriam em queda como proporção do PIB. Os mais cautelosos apostam que a carga de juros ficará em torno de 6% do PIB, enquanto os mais otimistas acreditam num número mais próximo de 5,5% do PIB. 


    As despesas com juros são inferiores aos gastos com os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje na casa de 7% do PIB ao ano e equivalem a mais de 18 vezes os dispêndios com o Bolsa Família (algo como 0,34% do PIB). Vale ressaltar que o resultado fiscal de dezembro ainda não foi divulgado. Os gastos com juros nos 12 meses até novembro atingiram 6,32% do PIB, número próximo do qual deve fechar o acumulado no ano. Em valores absolutos, as despesas financeiras de 6,32% do PIB equivalem a R$ 160,285 bilhões. 


    Apesar de estarem no nível mais baixo desde 1997, as despesas com juros do setor público brasileiro ainda são muito elevadas. Numa lista de 116 países com estimativas da agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), os 6,3% do PIB só são menores do que os da Jamaica (13,2% do PIB), do Líbano (10,5% do PIB) e da Turquia (7,7% do PIB). 


    O economista Fernando Fenolio, do Unibanco, acredita que os gastos com juros ficarão na casa de 6% do PIB em 2008. “Será uma queda modesta em relação a 2007.” Fenolio diz que a taxa Selic média será apenas um pouco mais baixa do que a do ano passado, num cenário em que o Banco Central (BC) mostra cautela em relação ao comportamento da inflação. Ele projeta uma Selic média de 11,25% ao ano em 2008, apostando que a taxa ficará inalterada ao longo de 2008. Com isso, ficará próxima da média de 11,9% do ano passado. Fenolio espera um crescimento ainda robusto da atividade econômica, de 4,8%, um pouco inferior aos 5,3% projetados para 2007. 


    O economista-chefe do Pátria Investimentos, Luís Fernando Lopes, também prevê que a carga de juros ficará na casa de 6% do PIB em 2008, embora projete uma Selic um pouco menor do que em 2007- para ele, a taxa pode atingir 10,75% ao ano em dezembro. Ele avalia que o crescimento do PIB deve ficar em 4,5%. “Os gastos com juros são de fato elevados, mas estão em tendência declinante.” 


    Não seria possível uma queda mais rápida das despesas financeiras ainda em 2008? “Para isso ocorrer, seria necessário um crescimento bem mais forte da economia, o que não me parece a hipótese mais provável neste momento.” 


    Uma queda mais forte dos juros também ajudaria, mas, pelo menos por enquanto, é tida como improvável, dado o comportamento prudente do BC na condução da política monetária. Pouco mais de um terço (34,8%) da dívida em títulos do governo federal é corrigida pela Selic, mas a taxa é uma referência importante para o custo financeiro do setor público. 


    O economista Cristiano Souza, do ABN Amro, acredita numa queda um pouco mais forte dos gastos com juros do setor público em 2008, estimando despesas de 5,6% do PIB. Ele projeta uma Selic estável em 11,25% neste ano e aposta num crescimento do PIB de 4,7%. Souza aponta ainda dois outros fatores que podem aliviar a carga de juros neste ano: os gastos com os encargos da dívida externa devem ser relativamente baixos em 2008 e – aposta ele – o dólar tende a subir em relação ao real. Hoje, uma alta do dólar tem um impacto fiscal positivo, por conta das operações de swap cambial do BC. No swap cambial, a autoridade monetária fica credora em dólar, perdendo quando a moeda americana se desvaloriza, ganhando quando ela se valoriza. O ABN Amro estima um câmbio em R$ 2 no fim deste ano – ontem, a moeda americana fechou em R$ 1,765. 


    A crença numa desvalorização do real em 2008, porém, está longe de ser unanimidade entre os analistas. Lopes, por exemplo, crê num dólar “quase parado”, devendo terminar o ano na casa de R$ 1,80. Desse modo, ele não acredita que os gastos com juros cairão por conta do comportamento do câmbio. 


    O consultor de análise econômica do Itaú, Joel Bogdanski, não descarta nem mesmo que a valorização do câmbio continue em 2008. Se alguma agência de rating elevar o Brasil a classificação de grau de investimento, o fluxo de dólares para o país pode aumentar, derrubando a moeda para a casa de R$ 1,65 a R$ 1,70, diz ele, que projeta gastos com juros abaixo de 6% do PIB neste ano, na casa de 5,8% do PIB. Os juros médios deverão ser um pouco menores neste ano e o crescimento ainda será razoável, próximo a 4,5%, avalia Bogdanski. 


    Os elevados gastos com juros do Brasil se devem a dois fatores, dizem os analistas. O primeiro é que o país ainda tem uma dívida muito elevada, ainda que ela esteja em queda como proporção do PIB, como nota Lopes. Em novembro de 2007, a dívida líquida do setor público equivalia a 42,6% do PIB, bem acima da média da média de 31,7% do PIB dos países classificados como “BB+”, “BB” e “BB-” pela S&P – o rating do Brasil é BB+. Lopes acrescenta que o endividamento tem caído como proporção do PIB, mas continua a aumentar em termos absolutos, já que o setor público brasileiro ainda tem déficit nominal (quando se incluem os gastos financeiros no resultado das contas públicas), atualmente na casa de 2% do PIB. Em novembro, a dívida líquida era de R$ 1,127 trilhão. 


    O outro fator, como lembra Bogdanski, é que a taxa básica de juros no Brasil ainda é muito alta. Embora a Selic tenha caído de 19,75% em setembro de 2005 para os atuais 11,25%, os juros reais brasileiros continuam muito elevados. Se descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses, a taxa real está em 6,7%, ainda alta para padrões internacionais. 


    Mesmo com esses dois problemas, os gastos com juros do setor público como proporção do PIB mostram de fato uma tendência de queda razoável – vale lembrar que, nos 12 meses até agosto de 2003, as despesas financeiras do setor público totalizaram 9,66% do PIB. 


    Tesouro recebe autorização para emprestar R$ 12,5 bilhões ao BNDES


    A Secretaria do Tesouro Nacional recebeu autorização da Presidência da República para emprestar R$ 12,5 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do qual é o único acionista. A notícia foi publicada ontem no “Diário Oficial da União” e confirmou informação dada ao Valor pelo presidente do banco, Luciano Coutinho. 


    Em dezembro, o Tesouro já havia emprestado R$ 2,5 bilhões de recursos de sua tesouraria ao banco, que, somados ao novo empréstimo, alcançam R$ 15 bilhões, informou Maurício Borges Lemos, diretor-financeiro do BNDES. Com esse dinheiro, o banco cobre metade dos R$ 30 bilhões que precisa captar para garantir o orçamento de 2008, de R$ 80 bilhões, o maior de sua história, aprovado na última reunião do conselho da instituição, no fim do ano passado. 


    Lemos disse que já tem R$ 50 bilhões garantidos dos fluxos de empréstimos e mais R$ 15 bilhões do Tesouro. “Agora vamos equacionar os R$ 15 bilhões restantes”, disse. Uma das prováveis fontes de recursos é o FGTS. Mas Lemos considera que essa opção depende de negociações. “Temos de conversar com o Conselho Curador do FGTS, que recentemente aprovou regras para seu fundo de investimento em infra-estrutura. Dependendo dos setores que vão priorizar, o banco pode ter acesso a uma fatia desse fundo. Mas serão muitas as exigências e a burocracia”, previu. 


    Outras alternativas de captação estão sendo estudadas. O lançamento de debêntures no mercado doméstico, mas em volume mais moderado que no ano passado, é uma delas. O mercado internacional também está sendo observado, mas o diretor-financeiro do BNDES disse que não gosta de deixar o BNDES descasado. “O BNDES captar em dólares e emprestar em TJLP pode criar problemas para o mutuário. Ele pode não querer bancar a correção cambial.” 


    Ele afasta a hipótese de lançamento de um novo PIBB, fundo de ações negociado na Bovespa e destinado a investidores do varejo. “Para isso precisaríamos comprar ações, já que não temos o volume suficiente para corresponder a um IBX 50 (índice da Bovespa que negocia 50 tipos de papéis)”, revelou. 


    Para Lemos, porém, o Tesouro é a possibilidade mais forte de captação, caso o banco não consiga outras formas de se financiar. “Por enquanto temos R$ 15 bilhões e precisamos de mais R$ 15 bilhões. O Tesouro é o nosso grande parceiro e padrinho e o dividendo pode ser uma alternativa neste caso.” 


    Lemos não descarta a possibilidade de o banco reduzir o volume de dividendos que paga ao Tesouro. O assunto ainda não entrou em discussão. Existe uma pendência entre o banco e o Tesouro referente aos dividendos de 2006, quando foram pagos dividendos mínimos ao acionista sobre um lucro de R$ 6 bilhões. O Tesouro quer receber mais do que o R$ 1,3 bilhão pago pelo banco. 


    O ideal para resolver a disponibilidade de mais recursos, na avaliação de Lemos, é o banco trabalhar com um orçamento menor este ano. Mas ele reconhece que os R$ 80 bilhões são um número bastante provável. Porém, esse valor pode ser revisto para cima ou para baixo na próxima reunião do conselho marcada para fevereiro. 


    A revisão do orçamento vai depender sobretudo do comportamento da demanda por recursos no banco, bastante aquecida, mas que poderá sofrer algum impacto para baixo, já que os empréstimos do BNDES poderão ficar mais caros para o tomador, porque suas operações vão ter que pagar 0,38% de IOF. “O IOF vai incidir sobre o valor que ele (tomador) está tomando, mas acho que não vai afetar a demanda nas operações do banco. Teoricamente elas (as operações) encarem”, avalia Lemos. 


    A expectativa do BNDES é de que o Tesouro irá desembolsar os R$ 15 bilhões pouco a pouco até maio. “Para chegar até o fim do primeiro semestre temos de garantir pelo menos R$ 20 bilhões e mais R$ 10 bilhões dos R$ 30 bilhões que nos faltam até o fim do ano”. Lemos informou que boa parte dos R$ 80 bilhões do orçamento se refere a empréstimos indiretos por meio de agentes financeiros, ainda não aprovados. Os empréstimos diretos feitos pelo banco aos clientes reúnem grandes projetos das áreas de infra-estrutura e insumos básicos, entre outros já aprovados. 


    No ano passado, o BNDES encerrou o ano com um desembolso total de R$ 65 bilhões. 


    Rio fecha ano com R$ 795 milhões em caixa


    O Estado do Rio fechou o ano passado com um caixa de R$ 798,5 milhões e com poucas dívidas a pagar em 2008. “Conseguimos esse caixa cumprindo todas as vinculações com todo o conforto. Nada que estivesse há mais de 30 dias pendente deixou de ser pago”, disse o secretário estadual de Fazenda do Estado, Joaquim Levy. As contas a pagar com menos de 30 dias até o fim de 2007 somaram R$ 19,9 milhões. Ao fim de 2006, o governo anterior havia deixado o caixa com R$ 88,7 milhões, mas com restos a pagar de cerca de R$ 1 bilhão. 


    Segundo Levy, foi dada prioridade ao corte de gastos, principalmente nos de custeio, e ao aumento da arrecadação. Uma das medidas que mais reduziram os gastos correspondeu ao fim dos contratos sem licitação e à adoção de pregões eletrônicos. “Quando existe o foco no que se gasta, não tem padrinho de gasto e o objetivo do contrato é prestar o serviço, não falta dinheiro. Com essa carga tributária, se houver uma boa administração, consegue-se muita coisa. Isso explica um pouco o nosso resultado.” 


    Entre as dívidas antigas equacionadas, Levy cita um contrato de 1999 com uma empresa coreana de trens, cujo pagamento estava atrasado há mais dois anos. Outra dívida paga diz respeito ao pecúlio para parte de servidores, referente ao período de 1997 a 2005, no valor de R$ 4,5 milhões. O governo do Rio também conseguiu resolver o pagamento dos precatórios e, no ano passado, quitou parcelas que somaram R$ 73 milhões. 


    Com relação à arrecadação, houve aumento de 7% da receita de ICMS, fruto de mudanças na fiscalização em vários segmentos, como no varejo. “Explicamos ao contribuinte que quem faz não é o fiscal A, B ou C. Existe a instituição e não adianta dizer que antigamente era diferente”, disse. A Secretaria de Fazenda ainda passou a cruzar dados das administradoras de cartão de crédito com os valores das contribuições de ICMS e vai criar uma ouvidoria em 2008, o que segundo Levy, deve gerar efeitos expansivos sobre a arrecadação. A melhor gestão resultou ainda na redução do déficit do fundo de pensão dos servidores, o Rioprevidência, de R$ 600 milhões em 2006 para R$ 130 milhões em 2007. 


    Apesar de conseguir deixar as finanças do Rio equilibradas em seu primeiro ano no cargo, Levy se diz preocupado com a possibilidade do nível de endividamento do Estado subir em 2008 por conta da indexação pelo IGP-M da dívida junto ao governo federal. O índice, pressionado pela alta dos produtos agrícolas, fechou 2007 em 7,75%, taxa bem superior aos índices medidos no varejo, em torno de 4,5%. Levy explica que grande parte dos alimentos é livre de tributação do ICMS por fazer parte da cesta básica. Por outro lado, as fontes principais de receita do Estado, como os combustíveis e as tarifas de energia elétrica e de telefonia não aumentaram ou chegaram a cair. 


     


     




     


     


     


     


     


     


     


     

  • Mercado aponta juros de 10,75% no fim do ano

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    Analistas do mercado financeiro fizeram ajustes nas previsões dos principais indicadores da economia brasileira, segundo o boletim Focus, do Banco Central, divulgado ontem.


    Para os juros, foi mantida a projeção de que a taxa Selic terminará 2008 em 10,75% ao ano. Está em 11,25% desde setembro.


    Os analistas esperam expansão de 5,20% para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2007, maior que os 5,19% esperados antes.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    Analistas do mercado financeiro fizeram ajustes nas previsões dos principais indicadores da economia brasileira, segundo o boletim Focus, do Banco Central, divulgado ontem.


    Para os juros, foi mantida a projeção de que a taxa Selic terminará 2008 em 10,75% ao ano. Está em 11,25% desde setembro.


    Os analistas esperam expansão de 5,20% para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2007, maior que os 5,19% esperados antes. Para 2008, a projeção foi mantida em 4,50%.


    Em relação à inflação, os analistas esperam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) de 2007 fique em 4,39%. Há um mês, a previsão era de 4,10%. Para este ano, a expectativa é de 4,30%.


    Crédito com desconto em folha representa 57% do total oferecido pelos bancos no país


    Os empréstimos com desconto em folha de pagamento já representam 57% de todo o crédito pessoal oferecido pelas instituições financeiras no país, segundo dados do Banco Central.


    Ampliado em 2003, no início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Sliva, o instrumento foi um dos responsáveis pela expansão na oferta de financiamentos ocorrida nos últimos anos.


    Em novembro do ano passado -dado mais recente disponível-, os chamados empréstimos consignados liberados pelos bancos somavam R$ 63,922 bilhões, um aumento de 35% ante o saldo de novembro de 2006. No mesmo período, os financiamentos direcionados a pessoas físicas como um todo registraram alta de 24,7%.


    A maioria dos interessados nessa modalidade de crédito tem alguma ligação com o governo: ou são servidores públicos ou pensionistas do INSS. Esse grupo de pessoas respondia por R$ 63,922 bilhões de empréstimos com desconto em folha oferecidos pelos bancos -87% do total. Os trabalhadores do setor privado possuíam saldo de R$ 8,262 bilhões.


    O interesse no crédito consignado é grande por causa das baixas taxas de juros. Enquanto num financiamento tradicional a taxa média praticada pelos bancos é de 61,5% ao ano, nos empréstimos com desconto em folha os juros são de 29,0%.


    Os bancos dizem que as baixas taxas cobradas no crédito consignado refletem o menor risco de inadimplência. Como as prestações do empréstimo são descontadas no salário -ou na aposentadoria- do devedor, o risco de calote fica perto do zero. Na média, o nível de inadimplência do financiamento a pessoas físicas é de 7,1%.


    Estabilidade


    Além disso, as instituições financeiras têm interesse maior em emprestar para funcionários públicos e aposentados pela estabilidade que essas pessoas têm. No caso dos empregados do setor privado, o risco de inadimplência existe por causa da possibilidade de o devedor ser demitido antes de terminar de quitar seu financiamento.


    Devido aos custos menores, os empréstimos com desconto em folha de pagamento foram um dos principais fatores a impulsionar a expansão do crédito no país. Em novembro, o total de financiamentos bancários disponíveis no país representava 34,3% do PIB (Produto Interno Bruto), nível mais elevado em 12 anos.


     


     




     

  • INSS modifica regras para empréstimo consignado

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    O governo vai alterar as regras do crédito consignado para aposentados e poderá obrigá-los a pagar mais por esse tipo de empréstimo. Ainda nesta semana, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deverá editar uma medida para reduzir o limite que o segurado pode comprometer da renda mensal com esse tipo de operação e ampliar o prazo de pagamento da dívida.


    Na prática, isso significa que o aposentado poderá levar mais tempo para quitar o empréstimo e, portanto, pagará mais juros aos bancos.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-1


    O governo vai alterar as regras do crédito consignado para aposentados e poderá obrigá-los a pagar mais por esse tipo de empréstimo. Ainda nesta semana, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deverá editar uma medida para reduzir o limite que o segurado pode comprometer da renda mensal com esse tipo de operação e ampliar o prazo de pagamento da dívida.


    Na prática, isso significa que o aposentado poderá levar mais tempo para quitar o empréstimo e, portanto, pagará mais juros aos bancos. Pelas regras atuais, os segurados têm uma margem de comprometimento da renda mensal de até 30% do seu benefício. O novo limite será de 20%. Já o prazo será estendido de 36 meses para 60 meses.


    O governo vai permitir ainda que 10% da renda do aposentado seja usada para pagar empréstimo consignado por meio de cartão de crédito.


    O ministro interino da Previdência, Carlos Gabas, nega que haja aumento de custo para os aposentados. “Isso já acontece hoje porque o aposentado, assim que tem uma folga, renegocia o prazo do empréstimo de novo com o banco”, declarou.


    Ele afirma que, em média, os aposentados que recorreram ao consignado já contrataram 2,5 operações.


    Na opinião do presidente do Sindicatos dos Aposentados da Força Sindical, João Batista Inocentini, os aposentados vão, sim, pagar mais juros com as mudanças. “Vai pagar mais juros, mas realmente muita gente já refinanciava o seu empréstimo.”


    Desde o dia 2, as operações do consignado para os aposentados estão suspensas, à espera da nova regulamentação. Em 20 de dezembro, o INSS editou norma sobre o assunto, mas o texto, segundo Gabas, foi mal interpretado pelo mercado financeiro e precisa ser refeito.


    Segundo ele, os bancos entenderam que havia um aumento do prazo, sem redução do limite da renda que pode ser comprometida com o empréstimo consignado. Por isso, o governo suspendeu as operações e publicará um texto mais claro sobre o assunto.


    Para o superintendente da Febraban (federação dos bancos), Jorge Higashino, a suspensão temporária não deverá afetar muito a concessão dos empréstimos. “Nesta época do ano, a procura pelo crédito consignado é menor.”


    Lobby


    As mudanças no crédito consignado ocorreram para atender a um lobby das entidades de aposentados. Gabas relatou que há muito tempo as entidades pedem mudanças nas regras no crédito consignado na modalidade de cartão de crédito. Esse tipo de operação já existe, mas nunca deslanchou porque os bancos consideravam os custos altos e pediam tratamento diferenciado para esse tipo de transação.


    Para contemplar tais alterações, afirma Gabas, foi preciso alterar as normas do crédito consignado tradicional a fim de evitar um aumento de endividamento por parte dos segurados. Isso porque, ao limitar o comprometimento da renda a 20%, o governo abriu espaço para que 10% do benefício seja destinado aos empréstimos com cartão de crédito.


    Com a redução do limite para 20% na modalidade tradicional, o governo se viu obrigado a ampliar o prazo de pagamento para permitir aos aposentados a manutenção dos níveis de empréstimos. Em contas feitas pela Folha, no entanto, não há como um aposentado tomar o mesmo valor pelas regras atuais e pagar a dívida em 60 meses. Com a alteração, isso só seria possível em 94 meses.


    Para Inocentini, as mudanças no cartão de crédito darão “cidadania” aos aposentados que ganham um salário mínimo. As entidades, no entanto, também serão beneficiadas com a possibilidade de massificação do cartão, pois muitas já oferecem esse tipo de serviço, pelo qual recebem uma receita, ou estão em negociações para passar a fazê-lo.


    O sindicato da Força Sindical já oferece o serviço pelo Banco Cruzeiro do Sul e ganha R$ 20 por cartão emitido. “Temos 28 mil cartões em operação. Com os grandes bancos entrando, não tenho dúvida de que poderá crescer bastante esse número”, declarou Inocentini.


    A Cobap (Confederação Brasileira da Aposentados e Pensionistas), de acordo com Gabas, também pretende lançar um cartão via parceria com um banco oficial.


    Além de fixar o limite de 10% para o cartão de crédito, o governo permitiu que os bancos possam cobrar até R$ 15 pelo produto e os juros serão superiores ao teto estipulado para o consignado tradicional. Enquanto esse último tem taxa de 2,64% ao mês, os juros no cartão poderão chegar a 3,7% ao mês.


    O crédito consignado para aposentados está em vigor desde maio de 2004 e mais de R$ 30 bilhões já foram contratados. Segundo o Ministério da Previdência, o número de operações já ultrapassa 23 milhões. Muitos aposentados têm usado o consignado para que parentes possam tomar os empréstimos.