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  • Proposta permite aplicação financeira de 20% do FGTS

    Está em análise na Câmara o Projeto de Lei 606/07, que permite ao titular de conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aplicar até 20% de seu saldo em cotas de fundos de investimentos e em outros ativos financeiros de sua escolha. O autor da proposta, deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), argumenta que o patrimônio do FGTS, estimado em cerca de R$ 190 bilhões, é “mais do que suficiente para honrar os compromissos de todas as contas vinculadas, cujos saldos somados não ultrapassam R$ 140 bilhões”.

    Está em análise na Câmara o Projeto de Lei 606/07, que permite ao titular de conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aplicar até 20% de seu saldo em cotas de fundos de investimentos e em outros ativos financeiros de sua escolha. O autor da proposta, deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), argumenta que o patrimônio do FGTS, estimado em cerca de R$ 190 bilhões, é “mais do que suficiente para honrar os compromissos de todas as contas vinculadas, cujos saldos somados não ultrapassam R$ 140 bilhões”.


    Mendes Thame também explica que seu projeto é uma alternativa à medida do governo de usar o patrimônio líquido do FGTS para viabilizar parte dos investimentos em infra-estrutura de energia, saneamento e transportes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por meio de Fundo de Investimento-FGTS (FI-FGTS) – Lei 11.491/07. Segundo os dados oficiais, esse patrimônio líquido estava em R$ 21 bilhões em dezembro de 2006.


    O deputado questiona a medida do governo. Ele alega que não há garantia de rentabilidade mínima para as cotas do FI-FGTS, e os titulares das contas vinculadas não têm garantida a portabilidade dos ativos, nem o acesso imediato aos eventuais rendimentos. Já objetivo de seu projeto, diz o deputado, é “dinamizar o mercado de capitais e ao mesmo tempo elevar a rentabilidade do patrimônio dos trabalhadores, de maneira mais segura e democrática”.


    Tramitação

    O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmara, 28 de dezembro de 2007.

     




     

  • Senador Cristovam propôs CPI do Apagão Educacional

    A Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) do Apagão Educacional, proposta pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no último dia 12, deverá, ao final dos trabalhos, elaborar um grande projeto de educação para a Nação. Essa é a expectativa do senador.

    A Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) do Apagão Educacional, proposta pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no último dia 12, deverá, ao final dos trabalhos, elaborar um grande projeto de educação para a Nação. Essa é a expectativa do senador. O projeto, segundo ele, deve ser capaz de “atravessar os vários governos que virão não somente com soluções, mas também com um grande acordo”.


    Em entrevista nesta quinta-feira (27), Cristovam Buarque, que já foi ministro da Educação, explicou que esse acordo tem que começar já com alguns compromissos, entre os quais um piso salarial nacional e satisfatório para os professores e a dotação de equipamentos e banheiros limpos em todos os estabelecimentos educacionais brasileiros.


    Cristovam disse ainda que, para que a CPI tenha início, é preciso convencer o presidente do Senado, Garibaldi Alves, a Mesa Diretora da Casa e os líderes partidários a endossarem o pedido de criação da comissão.


    – A partir daí, chamaremos, em primeiro lugar, historiadores para explicar por que somos um país onde a educação é relegada a um segundo plano. Depois, os professores nos explicarão o porquê do atraso educacional no país e, enfim, os políticos, para nos dizerem o porquê de tudo isso – afirmou o senador.


    Segundo Cristovam, a expectativa é formar um bom acervo de sugestões para melhorar a educação no Brasil.


    – Todos nós somos culpados pelo que está acontecendo. Por isso, essa CPI propõe justamente colocar o Brasil no divã para fazer uma psicanálise – explicou.


    Problemas


    Na opinião do parlamentar pelo PDT, vários são os problemas que enfrenta a educação brasileira. A primeira falha, destaca, é a cultural e, a segunda, política, destaca ele. Outro grande problema é a falta de interesse em gastar o dinheiro necessário para resolver os problemas da educação.


    – Já o quarto problema é o corporativismo, pois estamos muito preocupados com nós mesmos, e o quinto problema, que é uma causa de todos os outros, é a municipalização da educação. A solução está na federalização da educação de base – defendeu o ex-ministro da Educação.


    Agência Senado, 28 de desembro de 2007.

  • Câmara analisa criação de sociedades de garantia solidária

    Tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar 109/07, do deputado Fernando Coruja (PPS-SC), que autoriza a constituição de sociedades de garantia solidária. O objetivo desse tipo de sociedade é conceder garantia a seus sócios participantes. Os contratos de garantia solidária permitem que os sócios participantes ofereçam créditos a receber como lastro para emissão de valores mobiliários no mercado de capitais.

    Tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar 109/07, do deputado Fernando Coruja (PPS-SC), que autoriza a constituição de sociedades de garantia solidária. O objetivo desse tipo de sociedade é conceder garantia a seus sócios participantes. Os contratos de garantia solidária permitem que os sócios participantes ofereçam créditos a receber como lastro para emissão de valores mobiliários no mercado de capitais. Essas sociedades beneficiam principalmente microempresas e empresas de pequeno porte.


    Além dos sócios participantes, as sociedades de garantia solidária também são constituídas por sócios investidores – pessoas físicas ou jurídicas, que colocam recursos à disposição dos sócios participantes, com o objetivo de auferir rendimentos.


    “A proposta vai contribuir para desfazer um obstáculo ao crescimento de microempreendimentos brasileiros, que é precisamente a insuficiência de crédito motivada pela falta de garantias”, diz o autor do projeto. Coruja lembra que a idéia já foi legalmente implementada anteriormente; porém, não progrediu. Ele explicou o antigo Estatuto da Microempresa (Lei 9.841/99), revogado pela Lei Complementar 123/06 (que instituiu o novo estatuto e o Supersimples), autorizava a constituição de sociedades de garantia solidária. Na prática, no entanto, tais sociedades não saíram do papel. A Lei Complementar 123/06 também previa a constituição de sociedade de garantia solidária, mas o dispositivo foi vetado pelo presidente da República.


    Segundo o deputado, um dos motivos para o insucesso dessas sociedades foi a falta de garantia de capital mínimo. “Sem isso, não se garante a escala necessária para as operações”, diz. Por isso, sua proposta fixa esse valor em R$ 200 mil. Quem se retirar da sociedade pode pedir o reembolso das ações.


    Sócios

    O projeto de Fernando Coruja também fixa em 100 o número mínimo de sócios. Ele acredita que as propostas anteriores relativas ao assunto tinham um problema de escala ao estabelecer um número mínimo de dez participantes, o que inviabiliza um aporte suficiente de recursos.


    Pela proposta, podem ser sócios participantes associações, cooperativas, profissionais liberais e assemelhados. Uma das condições para a existência das sociedades é a proibição de concessão a um mesmo sócio participante de garantia superior a 5% do capital social ou do total garantido pela sociedade. Também não é permitida a concessão de crédito a seus sócios ou a terceiros.


    Além disso, dos resultados líquidos, 5% deverão ser alocados para reserva legal, até o limite de 20% do capital social. Também serão alocados 50% da parte correspondente aos sócios participantes para o fundo de risco, que será constituído também por aporte dos sócios investidores e de outras receitas aprovadas pela assembléia-geral da sociedade.


    As sociedades de garantia solidária poderão contar com recursos aportados pelos sócios, financiamentos de bancos e outras instituições financeiras, emissão de obrigações de qualquer espécie e recursos públicos. A proposta também permite a constituição de sociedades de contragarantia. Essas sociedades podem ser constituídas para garantir a oferta de contragarantia que pode ser exigida pelas sociedades de garantia solidária nos contratos firmados com sócios participantes. Essas operações são regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional.


    Tramitação

    A proposta será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto também será analisado pelo Plenário.


    Agência Câmara, 27 de dezembro de 2007.




     

  • Projeto estimula fortalecimento de pequenas empresas

    Os bancos oficiais federais – a exemplo da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB) – poderão ser obrigados a aplicar no financiamento de pequenas e microempresas 50% dos recursos ativos disponíveis para empréstimo. É o que prevê projeto de lei (PLS 34/07) de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR) a ser examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em uma de suas primeiras reuniões de 2008.


    Segundo a proposta, os encargos financeiros dos financiamentos não poderão exceder o limite de 12% ao ano.

    Os bancos oficiais federais – a exemplo da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB) – poderão ser obrigados a aplicar no financiamento de pequenas e microempresas 50% dos recursos ativos disponíveis para empréstimo. É o que prevê projeto de lei (PLS 34/07) de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR) a ser examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em uma de suas primeiras reuniões de 2008.


    Segundo a proposta, os encargos financeiros dos financiamentos não poderão exceder o limite de 12% ao ano. O projeto também abre espaço para que a agricultura familiar possa ter acesso ao empréstimo subsidiado, desde que os recursos sejam destinados a investimentos em beneficiamento, processamento ou industrialização agrícola.


    Para Osmar Dias, o objetivo principal da proposição é criar mecanismos operacionais destinados a obrigar as instituições públicas federais a investir, de forma maciça, em linhas de financiamento às pequenas e microempresas.


    O senador entende que a recuperação do desenvolvimento econômico passa pelo fortalecimento do estímulo às pequenas e microempresas – setor que emprega mais em todo país.


    Agência Senado, 27 de dezembro de 2007.


     

  • Impostos para prestadores de serviços poderá ser reduzido

    O Projeto de Lei 2097/07, do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), autoriza as empresas optantes pelo sistema de tributação com base no lucro presumido a utilizar créditos de PIS/Pasep e de Cofins sobre importação para pagamento de outros impostos federais. A legislação atual (Lei 10.865/04) veda essa utilização. O objetivo da proposta é desonerar principalmente a carga tributária de empresas prestadoras de serviço, porque a maioria das empresas optantes por esse regime estão nesse segmento.

    O Projeto de Lei 2097/07, do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), autoriza as empresas optantes pelo sistema de tributação com base no lucro presumido a utilizar créditos de PIS/Pasep e de Cofins sobre importação para pagamento de outros impostos federais. A legislação atual (Lei 10.865/04) veda essa utilização. O objetivo da proposta é desonerar principalmente a carga tributária de empresas prestadoras de serviço, porque a maioria das empresas optantes por esse regime estão nesse segmento.


    Com o advento da Lei 10.865/04, que instituiu a cobrança do PIS e da Cofins na importação de insumos, as empresas que optaram pelo lucro presumido e que se dedicam à prestação de serviços, tiveram um elevado aumento de sua carga tributária com a imposição de uma alíquota de 1,65% para o PIS/Pasep-importação e de 7,6% para a Cofins-importação.


    Magalhães Neto cita como exemplo o caso de uma empresa que se dedica a serviços de automação comercial e bancária e emprega cerca de 100 trabalhadores. As alíquotas criadas pela Lei 10.865/04 elevariam sua carga tributária de 27,34% para 34,79%. Para um faturamento de R$ 13 milhões, a empresa teria de pagar mais de R$ 3,5 milhões de impostos em um ano. “Com esse aumento de mais de sete pontos percentuais em sua carga tributária, a empresa se verá obrigada a aumentar o preço dos serviços oferecidos, enfrentando rejeição no mercado ou fechar suas portas”, argumenta o deputado.


    “Essa grave situação repete-se, com maior ou menor intensidade, em todas as pequenas e médias empresas que optaram por pagar tributos com base no lucro presumido”, lembra o deputado. Para evitar o agravamento desse quadro, ele sugere a mudança como mecanismo para evitar “a ameaça real de desemprego e de desativação de um importante segmento da economia”.


    Tramitação

    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Agência Câmra, 27 de dezembro de 2007.


     

  • Fecomércio-SP: mais temporários deverão ser efetivados ainda este ano

    O Natal deste ano trouxe boas novidades para os trabalhadores da capital de São Paulo: levantamento realizado pela Federação do Comércio do Estado registra que 43% dos comerciantes contrataram funcionários temporários, contra 37% em 2006. Em 2006, 52% dos varejistas empregaram até dois funcionários temporários. E mais: 40% dos empresários contrataram cinco ou mais temporários também este ano.

    O Natal deste ano trouxe boas novidades para os trabalhadores da capital de São Paulo: levantamento realizado pela Federação do Comércio do Estado registra que 43% dos comerciantes contrataram funcionários temporários, contra 37% em 2006. Em 2006, 52% dos varejistas empregaram até dois funcionários temporários. E mais: 40% dos empresários contrataram cinco ou mais temporários também este ano. Além disso, a intenção de efetivar os temporários também cresceu: 83% dos empresários pretendem fazer isso, contra 74% no ano passado.


    Segundo a Fecomércio-SP, o aumento nas contratações dos temporários e na intenção de efetivá-los decorre do aquecimento das vendas do varejo sentido ao longo do ano, ancorado na estabilidade econômica, ampliação da oferta de crédito, elevação da massa salarial e tímida redução na taxa de juros. O faturamento gerado pelas vendas de Natal cresceu 6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, o dobro de 2006 quando o avanço foi de 3%.


    Desconto especial e cartão de crédito


    A sondagem de 2007 traz ainda uma outra novidade: entra o desconto especial e sai a oferta-relâmpago. A estratégia eleita pelos empresários que decidiram realizar promoções para incrementar as vendas (47% do total de entrevistados) foi a concessão de descontos especiais. Esse tipo de promoção foi usada por 54% dos comerciantes, enquanto 32% optaram pela oferta relâmpago. Já em relação à modalidade preferida pelos consumidores para pagar as compras, mais uma vez prevaleceu o cartão de crédito que respondeu por 62% das transações. O pagamento à vista foi a escolha de 30% dos compradores, seguido do cheque pré-datado (5%). A sondagem foi efetuada no dia 26 de dezembro, com 100 empresários na capital paulista.

  • Compensação da CPMF exclui cortes em Segurança e Saúde

    Gazeta Mercantil  Editoria: Política  Página: A-2


    Com um rombo de R$ 40 bilhões para equacionar no Orçamento de 2008, o governo começou ontem a definir a estratégia de redução das despesas da União para o próximo ano, de forma a compensar o impacto provocado pelo fim da CPMF na arrecadação. Em reunião da coordenação política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a ministros que os programas sociais, a saúde e a segurança pública deverão ficar de fora do corte nas despesas.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Política  Página: A-2


    Com um rombo de R$ 40 bilhões para equacionar no Orçamento de 2008, o governo começou ontem a definir a estratégia de redução das despesas da União para o próximo ano, de forma a compensar o impacto provocado pelo fim da CPMF na arrecadação. Em reunião da coordenação política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a ministros que os programas sociais, a saúde e a segurança pública deverão ficar de fora do corte nas despesas.


    Segundo relato do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, as emendas parlamentares estão na mira da tesoura do governo. “A saúde já sofreu sua perda, uma vez que a regulamentação da Emenda 29 ficou sem sua principal fonte de recursos, que era a CPMF”, disse José Múcio, depois da reunião com o presidente Lula. De acordo com o ministro, até fevereiro, quando o Congresso volta de seu recesso, o governo deverá ter estipulado o desenho dos cortes para cada área da administração. “Todas as áreas vão dar sua contribuição, inclusive o Congresso. Estamos fazendo um esforço muito grande pela liberação de emendas parlamentares relativas ao Orçamento deste ano, mas há uma distância entre o sonho e o possível”, acrescentou o ministro.


    Enquanto decide na ponta do lápis o que cortar e o que preservar no Orçamento de 2008, o governo pretende enviar ao Congresso, no fim de janeiro, sua proposta de reforma tributária.


    De acordo com José Múcio, a idéia é apresentar o texto já no início do ano legislativo para ganhar tempo, uma vez que, com as eleições municipais, o Parlamento tende a ser esvaziado a partir do segundo semestre.


    Também em janeiro o presidente Lula pretende resolver suas pendências com partidos aliados, sobretudo o PMDB. Entram nessa negociação o comando do ministério de Minas e Energia, vaga destinada ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), e cargos no segundo escalão do governo, principalmente em estatais do setor elétrico. “Nossa idéia é que logo na primeira semana de janeiro todas essas questões estejam resolvidas”, afirmou o ministro, que evitou, contudo, confirmar a indicação de Edison Lobão para a pasta.


    Pronunciamento


    Às vésperas de um ano eleitoral, o governo vai aproveitar o período de festas para vender os números positivos da economia para a população. O presidente Lula fará hoje um pronunciamento em cadeia de rádio e TV descrevendo, em tom otimista, os avanços da economia brasileira em 2007. O crescimento econômico, a geração de empregos com carteira assinada e a ascensão de 20 milhões de brasileiros das classes D e E para a classe C serão os principais assuntos da fala de Lula.


    O rascunho do discurso foi apresentado ontem ao presidente na reunião de coordenação política. “Vai ser um presente de Natal para os brasileiros, as notícias serão alvissareiras, não obstante algumas derrotas e problemas”, disse o ministro José Múcio.


    O fiasco da derrota do governo para a oposição na batalha pela CPMF, as tesouradas no Orçamento e o possível aumento na alíquota de impostos serão mantidos à distância do discurso presidencial à nação. “Época de Natal não é época de se falar de impostos – resumiu Múcio.

     


     


     

  • Volume de crédito se aproxima de R$ 1 trilhão

    Jornal do Commercio Editoria: Economia  Página: A-5 


    Embalado pelo aquecimento da economia, por juros menores e pela corrida dos consumidores às compras de Natal, o volume de crédito na economia deve se aproximar neste final de ano da cifra de R$ 1 trilhão, ou cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB), o mais alto índice desde o auge do Plano Real, em 1995. De acordo com dados do Banco Central divulgados ontem, em novembro o crédito já havia atingido R$ 909 bilhões e, em apenas 11 dias de dezembro, cresceu mais 3%.

    Jornal do Commercio Editoria: Economia  Página: A-5 


    Embalado pelo aquecimento da economia, por juros menores e pela corrida dos consumidores às compras de Natal, o volume de crédito na economia deve se aproximar neste final de ano da cifra de R$ 1 trilhão, ou cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB), o mais alto índice desde o auge do Plano Real, em 1995. De acordo com dados do Banco Central divulgados ontem, em novembro o crédito já havia atingido R$ 909 bilhões e, em apenas 11 dias de dezembro, cresceu mais 3%. Em 2007, a expansão do crédito está sendo puxada principalmente pelas pessoas físicas, ou seja, o consumidor comum, que obteve do sistema financeiro 31,3% a mais de recursos do que em 2006.


    A modalidade que mais cresce é a do financiamento imobiliário (70,3% no ano), seguida do crédito consignado (32,8%), aquela em que o trabalhador toma o dinheiro emprestado no banco e tem a prestação descontada automaticamente do seu salário no final do mês. Já são R$ 63,9 bilhões tomados emprestados por trabalhadores do setor público e privado, em muitos casos para cobrir dívidas mais caras do cheque especial ou do cartão de crédito. “A busca do crédito consignado tem se dado muito por mobilidade, para trocar dívidas mais caras por outras mais baratas”, explica o diretor do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.


    Outro setor que está em franca expansão é o crédito para aquisição de veículos, que bateu a cifra de R$ 79,5 bilhões em novembro, uma expansão de 25,3% desde o ano passado. Com a aproximação do Natal, as compras com cartão de crédito também subiram, atingindo um volume de R$ 17,6 bilhões em novembro, 3,5% a mais do que em outubro e 31,2% a mais do que em 2006.


    Custo


     A boa notícia de final de ano, segundo o BC, é que em geral o dinheiro está chegando ao bolso do consumidor a um custo cada vez mais baixo. A taxa de juros cobrada da pessoa física caiu de 52,1% ao ano no final de 2006 para 44,8% em novembro, a menor desde o início do Plano Real. No último mês, por exemplo, a queda dessa taxa chegou a 1 ponto percentual e, em dezembro, já acumula uma queda de 0,7 ponto percentual em menos de duas semanas. “Desde agosto de 2005, quando a Selic começou a cair, a taxa do tomador final já caiu 12,7 pontos percentuais”, diz Lopes.


    Esse custo continua caindo nos últimos meses apesar de o BC ter interrompido a queda da Selic. A explicação para isso é que o spread cobrado pelos bancos, que corresponde ao prêmio de risco pela eventual inadimplência do devedor, já caiu para o menor nível da história no caso das pessoas físicas. Dos 44,8% de juros ao ano que o tomador de empréstimo paga ao banco, em média, 33,3% se referem a esse spread – valor três vezes mais alto do que o custo de captação do dinheiro. “Ainda temos muito espaço para queda do spread, que continua sendo muito alto para as pessoas físicas”, afirma o diretor do BC.


    Além da maior concorrência entre os bancos, segundo Lopes, a própria expansão do crédito também está possibilitando a redução do spread, já que as instituições financeiras possuem equipes que, ao mesmo custo, podem fazer uma avaliação de risco sobre maior número de operações de crédito – o chamado ganho de escala.


    Além do crédito para consumo, o crédito à produção também está crescendo em quase todos os setores da economia. Na indústria, por exemplo, já são R$ 205,2 bilhões em operações de crédito, 24,7% a mais do que em 2006. Na construção civil, a expansão é de 24,4%, e no comércio, 21,7%.


    Os desembolsos realizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, alcançaram R$ 56,6 bilhões nos 11 meses do ano, o que representa expansão de 36,6% em comparação ao igual período de 2006. Como os pedidos de empréstimo que chagaram ao BNDES cresceram 29,8% no mesmo período, a instituição acelerou o ritmo de liberação de recursos.


    Base


    A base monetária – a soma do papel moeda em circulação e das reservas bancárias – subiu 2,5% em novembro pela média dos saldos nos dias úteis, de acordo com dados do Banco Central. A base monetária somou no mês passado R$ 127,393 bilhões, sendo R$ 86,141 bilhões de papel moeda emitidos pelo Banco Central (alta de 1,7%) e R$ 41,252 bilhões de reservas bancárias (alta de 4%). Nos últimos 12 meses, a base monetária subiu 21,5% pelo critério da média dos saldos nos dias úteis.


    Pelo critério de saldos em final de período (ponta), a base monetária subiu em novembro 6,4%, atingindo R$ 130,847 bilhões. No período acumulado de 12 meses encerrados em novembro, a base, na ponta, subiu 24,2%. Por esse critério, o volume de papel moeda emitido atingiu R$ 88,018 bilhões, com alta de 5,1%. Já as reservas bancárias atingiram R$ 42,829 bilhões, com alta de 9,2%.


     




     


     

  • IPC-S perde força em São Paulo e Porto Alegre

    Jornal do Commercio Editoria: Economia  Página: A-6 


    A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou ontem os resultados regionais de inflação das sete capitais usadas para cálculo do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S). Das sete capitais pesquisadas, quatro apresentaram aceleração de preços, entre a segunda e a terceira prévia de dezembro.

    Jornal do Commercio Editoria: Economia  Página: A-6 


    A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou ontem os resultados regionais de inflação das sete capitais usadas para cálculo do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S). Das sete capitais pesquisadas, quatro apresentaram aceleração de preços, entre a segunda e a terceira prévia de dezembro. Mas a cidade de São Paulo não seguiu o exemplo da maioria das cidades: a inflação perdeu força, atingindo 0,78% na terceira prévia de dezembro, em comparação com a elevação de 0,87% no indicador anterior, apurado até o dia 15 de dezembro.


    Porto Alegre também registrou desaleração, de 0,40% para 0,36%. Em contrapartida, foram apuradas altas mais intensas em Brasília (de 0,69% para 0,76%); Rio de Janeiro (de 0,39% para 0,48%); Salvador (de 0,75% para 1,03%) e Recife (de 0,84% para 0,93%). Já Belo Horizonte manteve a alta de preços: 0,55%. O IPC-S geral referente à terceira prévia de dezembro subiu 0,69%, segundo a FGV.


     


     




     

  • Média diária de importações aumenta 66,3% neste mês

    Jornal do Commercio Editoria: Economia  Página: A-6


    O aumento das compras com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, veículos e peças para automóveis, químicos orgânicos e inorgânicos, plásticos e obras e farmacêuticos elevaram em 12,1% a média das importações na terceira semana deste mês na comparação com a média até a segunda de dezembro, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

    Jornal do Commercio Editoria: Economia  Página: A-6


    O aumento das compras com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, veículos e peças para automóveis, químicos orgânicos e inorgânicos, plásticos e obras e farmacêuticos elevaram em 12,1% a média das importações na terceira semana deste mês na comparação com a média até a segunda de dezembro, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


    A análise mostra que a média diária de importação até a terceira semana de dezembro, de US$ 599,8 milhões, ficou 66,3% acima da média de dezembro do ano passado, de US$ 360,7 milhões. O resultado é 0,2% inferior ao obtido em novembro de 2007, de US$ 601,3 milhões.


    A comparação com o resultado de dezembro de 2006 mostra que aumentaram em 204,4% as importações com adubos e fertilizantes, insumos cujos preços estão em alta no mercado internacional devido à forte demanda por parte dos produtores rurais. As importações de combustíveis e lubrificantes cresceram, em valores, 157%; siderúrgicos, 71,2%; veículos e partes, 64,5%; e instrumentos de ótica e precisão, 57,1%.


    Em relação a novembro de 2007, houve queda nos gastos com as importações de equipamentos elétricos e eletrônicos (-14,8%), veículos e peças (-9,5%), siderúrgicos (-8,4%), plásticos e obras (-5,2%) e instrumentos de ótica e precisão (-3,2%), informou o ministério.


     


    exportações. A média das exportações da terceira semana do mês chegou a US$ 855 milhões, 27,3% superior à média de US$ 671,7 milhões até a 2ª semana de dezembro. O crescimento é resultado do aumento de 67,4%, de US$ 195,9 milhões para US$ 328 milhões, nas vendas de produtos básicos. As vendas externas de petróleo em bruto, minério de ferro, café em grão, minérios de cobre e farelo de soja justificam o crescimento.


    Além disso, houve aumento de 14,1% nas vendas de manufaturados, de US$ 367,3 milhões para US$ 419,1 milhões, por causa das exportações de aviões, veículos de carga, calçados, aparelhos transmissores e receptores, motores e geradores.


    O detalhamento da balança comercial mostra, no entanto, queda nas vendas de semimanufaturados (-5%, de US$ 92,5 milhões para US$ 87,9 milhões, principalmente, celulose, açúcar em bruto, ferro ligas, ferro fundido e madeira serrada).


    Na comparação entre as exportações médias até a terceira semana de dezembro deste ano (US$ 732,8 milhões) com a de dezembro de 2006 (US$ 613,3 milhões), o crescimento foi de 19,5%. A alta foi determinada pelo incremento de 50,4% nas exportações de produtos básicos, de US$ 159,6 milhões para US$ 240 milhões, por conta de milho em grão, minério de cobre, carne suína e de frango, soja em grão e petróleo em bruto.


    As vendas de manufaturados cresceram 10,9%, de US$ 346,9 milhões para US$ 384,6 milhões, por conta das vendas de ônibus, máquinas e aparelhos para uso agrícola, motores e geradores, aviões, madeira compensada, gasolina, tratores, máquinas e aparelhos para terraplanagem e pneumáticos.


    No período, decresceram as exportações de semimanufaturados (-3,9%, de US$ 94,6 milhões para US$ 90,9 milhões, com retração, principalmente, nas vendas de açúcar em bruto, ferro fundido e de semimanufaturados de ferro/aço).


    Na comparação com novembro deste ano, as exportações brasileiras cresceram 4,3%, de US$ 702,6 milhões para US$ 732,8 milhões.