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  • Trimestre foi o melhor desde 2004



    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-3


    O Brasil já chegou ao crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), objetivo anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do segundo mandato.



    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-3


    O Brasil já chegou ao crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), objetivo anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do segundo mandato. Os números do PIB do terceiro trimestre de 2007, anunciados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que os 5% já foram atingidos em todos os tipos de medidas e é provável que 2007 feche com expansão acima de 5%.


     Veja o especial sobre o PIB


    Entre julho e setembro, a economia cresceu em ritmo superior ao das projeções do mercado, sustentada por um espetacular aumento dos investimentos. O PIB do terceiro trimestre cresceu 1,7% ante o trimestre anterior, na série dessazonalizada. Anualizando esse número, como fazem os Estados Unidos e outros países, o crescimento é de 6,98%.


    Na comparação com igual período de 2006, o crescimento no trimestre foi de 5,7%, o maior desde o segundo trimestre de 2004 (7,8%). O PIB vem crescendo nessa base de comparação desde o início de 2002.


    Nos 12 meses terminados em setembro, a economia cresceu 5,2%. No acumulado de 2007, o crescimento é de 5,3% (a maior taxa desde o terceiro trimestre de 2004, quando atingiu 5,7%). Em valores, o PIB do terceiro trimestre de 2007 atingiu R$ 645,2 bilhões, sendo R$ 551,6 bilhões de valor adicionado e R$ 93,5 bilhões de impostos.


    Os investimentos (formação bruta de capital fixo, sigla FBCF) cresceram, no terceiro trimestre, 14,4% em relação a igual período de 2006, a maior expansão trimestral desde pelo menos 1995 e a 15ª alta trimestral consecutiva.


    Em quatro trimestres seguidos, a menor taxa de crescimento dos investimentos foi de 8,8%, no primeiro trimestre de 2007. No segundo trimestre deste ano, a taxa foi de 13,9%. Com esse ritmo fortíssimo, os investimentos acumulam expansão de 12,1% nos 12 meses até setembro, mais que o dobro do PIB. Esse desempenho levou a taxa de investimentos no terceiro trimestre para 18,3% do PIB. É a maior taxa para o terceiro trimestre na série iniciada em 2000.


    “O crescimento dos investimentos tem sido sistematicamente muito bom”, comentou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE. Ela observou que o investimento vem sendo induzido pelo aquecimento do consumo interno e está calcado nos bens de capital, tanto os produzidos no Brasil quanto os importados (com estímulo da taxa de câmbio).


    Selic


    Rebeca notou, ainda, que a queda da Selic (a taxa de juros básica) média de 14,6%, no terceiro trimestre de 2006, para 11,5%, no mesmo período de 2007, contribuiu para os investimentos. O mesmo tipo de efeito foi proporcionado pelo aumento de 25,3% do crédito com recursos livres para empresas, entre os terceiros trimestres de 2006 e de 2007.


    Segundo Rebeca, o crescimento dos investimentos é generalizado, mas está fortemente baseado na aquisição de máquinas e equipamentos pela indústria e pela agropecuária. Os dados da produção de bens de capital do IBGE mostram expansão de 20% no terceiro trimestre, ante igual período de 2006. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam expansão de 30% nas importações de máquinas e equipamentos (em valores).

  • CNC reúne sua diretoria, no Rio

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antonio Oliveira Santos, reúne hoje, 13 de dezembro, no Rio de Janeiro, presidentes das sete federações nacionais e 27 estaduais filiadas ao Sistema CNC, diretores e consultores da entidade para a sua reunião mensal. Na pauta, os principais assuntos de interesse do empresariado do comércio de bens, serviços e turismo do país.

    O presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antonio Oliveira Santos, reúne hoje, 13 de dezembro, no Rio de Janeiro, presidentes das sete federações nacionais e 27 estaduais filiadas ao Sistema CNC, diretores e consultores da entidade para a sua reunião mensal. Na pauta, os principais assuntos de interesse do empresariado do comércio de bens, serviços e turismo do país.

  • Importação sobe 20% com real forte

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-5


    A valorização do câmbio e o aquecimento da demanda interna já estão afetando o setor externo da economia brasileira. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) pela ótica da demanda mostra que as importações cresceram 20,4% no terceiro trimestre, ante 1,8% das exportações. Nos dois casos, a comparação é com o terceiro trimestre de 2006. Em 12 meses, as importações tiveram expansão de 20,4%, ante 6,4% das exportações.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-5


    A valorização do câmbio e o aquecimento da demanda interna já estão afetando o setor externo da economia brasileira. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) pela ótica da demanda mostra que as importações cresceram 20,4% no terceiro trimestre, ante 1,8% das exportações. Nos dois casos, a comparação é com o terceiro trimestre de 2006. Em 12 meses, as importações tiveram expansão de 20,4%, ante 6,4% das exportações. No ano são, respectivamente, 19,6% e 6,7%.


    Com o forte ritmo do consumo das famílias e dos investimentos, o País teve um pequeno déficit de financiamento no terceiro trimestre de 2007, no valor de R$ 255 milhões. Na comparação com terceiros trimestres (a única válida nesse caso), a última vez que um déficit de financiamento ocorreu foi em 2001, de R$ 11,05 bilhões. Em contraste, no terceiro trimestre de 2006 houve superávit de R$ 14,12 bilhões.


    Esse indicador espelha aproximadamente o saldo em conta corrente divulgado regularmente pelo Banco Central (BC), e, como ele, é condicionado por indicadores como a balança comercial e os pagamentos de juros e dividendos, entre outros. A razão básica para a mudança é que as importações estão crescendo muito mais que as exportações. Na área financeira, a conta de juros está caindo e a remessa de lucros, subindo, criando uma certa compensação entre as duas.


    Esses resultados mostram que a economia transitou de vez para um padrão de crescimento puxado pelo consumo interno e talvez se aproxime o momento em que o País terá de recorrer à poupança externa para manter em alta a taxa de investimentos, viabilizando um ritmo mais rápido de expansão.


    O consumo das famílias aumentou 6% no terceiro trimestre de 2007, comparado com igual período de 2006. É o 16º crescimento seguido nessa medida e o de maior intensidade desde o segundo trimestre de 1997 (quando foi de 6,9%).


    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento de 30,4% nas operações de crédito para pessoas físicas no terceiro trimestre e o aumento de 4,3% da massa salarial garantiram a continuidade do crescimento do consumo das famílias.


    O aquecimento da demanda e o real forte, com o aumento das importações, já se refletem na aproximação entre a taxa de poupança interna e a taxa de investimentos. Enquanto a primeira ficou entre 2,4 e 3,5 pontos porcentuais do PIB acima da segunda nos terceiros trimestres de 2003 a 2006, a diferença caiu para 1,1 ponto no mesmo período de 2007.


    De acordo com Cláudia Dionísio, economista do IBGE, os dados do balanço de pagamentos do Banco Central podem diferir do resultado de déficit de financiamento das contas nacionais trimestrais porque não incluem o contrabando, enquanto o IBGE estima também as importações ilegais.


    Setor Externo  


    20,4% foi o crescimento da importação no 3.º trimestre de 2007 ante o mesmo trimestre de 2006


    1,8% foi o crescimento da exportação no mesmo período


    9,1% foi quanto cresceu a importação no 3.º trimestre ante o 2.º trimestre de 2007


    1,4% foi quanto cresceu a exportação no mesmo período


    19,6% é o aumento das importações acumulado no ano


    6,7% é o aumento das exportações acumulado no ano


     


     


     


     


     


     


     

  • IGP-M deverá fechar o ano acima de 7%

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


    Com a disparada nos preços dos produtos agropecuários no segundo semestre, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) deve encerrar o ano com alta acima de 7%. Usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica, o IGP-M já acumula elevação de 7,05% no ano.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


    Com a disparada nos preços dos produtos agropecuários no segundo semestre, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) deve encerrar o ano com alta acima de 7%. Usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica, o IGP-M já acumula elevação de 7,05% no ano.


    Isso porque a primeira prévia do índice de dezembro, anunciada ontem pela Fundação Getúlio Vargas, mostrou avanço de 1,09%, a alta mais forte em quase cinco anos, superando as projeções do mercado financeiro (que iam até 0,98%) e bem acima da primeira prévia de novembro (0,34%).


    O coordenador de Análises Conjunturais da FGV, Salomão Quadros, explicou que uma taxa acima de 7% já é uma certeza, praticamente. “Para se ter uma taxa abaixo da taxa já acumulada, de 7,05%, seria preciso que a segunda prévia de dezembro, ou que o fechamento do índice, venha em deflação. E isso não é provável”, afirmou.


     

     




     


     

  • Alimentos ajudam a elevar IPC da Fipe a 0,71%

     Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-2


    Os preços dos alimentos dispararam na primeira quadrissemana de dezembro – período de 30 dias até o dia 7 – e fizeram com que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP registrasse inflação de 0,71% no período.

     Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-2


    Os preços dos alimentos dispararam na primeira quadrissemana de dezembro – período de 30 dias até o dia 7 – e fizeram com que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP registrasse inflação de 0,71% no período. A categoria alimentação teve alta de 2,23% na abertura deste mês, maior índice desde a segunda quadrissemana de 2003, quando houve alta de 2,65%. 


    Na semana passada, o coordenador da pesquisa da Fipe, Márcio Nakane, disse que a pressão vista nos preços dos alimentos no mês passado deve se repetir neste mês – a categoria encerrou novembro com alta de 1,75%; para este mês, a expectativa é de alta de 2,35%. 


    O índice da categoria habitação também teve alta, passando de deflação de 0,15% para 0,05%. Desde a segunda quadrissemana de novembro, quando atingiu deflação de 0,39%, os preços na categoria vêm registrando altas graduais. 


    A categoria transportes também registrou alta, passando de 0,50% para 0,72%. Os preços na categoria despesas pessoais saíram de deflação de 0,25% para 0,08%. Na categoria educação o indicador voltou ao nível da terceira quadrissemana de novembro, 0,05%. Saúde e vestuário registraram declínio. A primeira teve alta de 0,58%, contra 0,63% no encerramento de novembro. Já os preços na categoria vestuário tiveram elevação de 0,45%, contra 0,55% em novembro. 


     


     


     

  • Financiamento no cartão chega a 60%

    Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-2


    Na próxima semana, na reta final das compras de Natal, as empresas de cartões de crédito se preparam para um movimento nunca antes visto no setor. Com o incentivo das compras parceladas sem juros, as projeções apontam para um volume de gastos com cartões de R$ 6,1 bilhões apenas no período que vai do dia 18 ao dia 24, segundo levantamento da Itaucard. Serão 246 milhões de transações. 


    Os cartões devem ter em dezembro o maior faturamento mensal da história.

    Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-2


    Na próxima semana, na reta final das compras de Natal, as empresas de cartões de crédito se preparam para um movimento nunca antes visto no setor. Com o incentivo das compras parceladas sem juros, as projeções apontam para um volume de gastos com cartões de R$ 6,1 bilhões apenas no período que vai do dia 18 ao dia 24, segundo levantamento da Itaucard. Serão 246 milhões de transações. 


    Os cartões devem ter em dezembro o maior faturamento mensal da história. As compras pagas com o dinheiro de plástico vão movimentar R$ 20,7 bilhões, a primeira vez que o segmento tem um volume maior que R$ 20 bilhões em um único mês. Em média, os outros meses deste ano tiveram volume de R$ 14,6 bilhões. 


    As compras parceladas sem juros no cartão (o chamado “parcelado lojista”) devem responder por quase 60% do faturamento (R$ 12 bilhões) em dezembro. Uma invenção brasileira, criada em 1997 para competir com o cheque pré-datado, este tipo de financiamento não pára de crescer. Depois do sucesso aqui, está sendo “exportado” para países como Chile e Argentina. 


    Este ano, o parcelado deve representar 51,6% do volume movimentado pelos cartões (estimado em R$ 182 bilhões) no Brasil. Em 2005 era 48,5% e em 2003, 41,5%. Em dezembro, este percentual cresce ainda mais. Deve ficar entre 55% e 60%, principalmente por causa da venda de eletrodomésticos e eletroeletrônicos pagos com cartão. Os hipermercados e supermercados são onde as pessoas mais usam o plástico, com 21% do faturamento. 


    Já os cheques estão perdendo espaço. A distância entre o uso do plástico e os cheques aumentou ainda mais este ano. Em 2007, serão 2,4 bilhões de transações com cartão e 1,5 bilhão de cheques compensados. 


    Na avaliação de Fernando Chacon, diretor de marketing de cartões do Itaú, com o cheque há o risco de fraudes e ainda o de inadimplência. Com o parcelado, se por um lado o estabelecimento recebe o valor das compras também de forma parcelada, por outro, o fato de oferecer esta opção ao cliente, incentiva as vendas. Além disso, há o fato de não haver inadimplência, pois o banco paga o lojista caso a fatura deixe de ser quitada. 


    A outra modalidade de financiamento dos gastos com o cartão, o parcelamento da fatura, tem registrado queda. Com juros estratosféricos, que chegam a 14% ao mês, os consumidores têm ficado longe deste tipo de crédito. Segundo Chacon, a propensão de financiar a fatura caiu de 47% para 35%. O executivo avalia que os juros do rotativo tendem a cair para a casa de um dígito em 2008, acompanhando a queda da Selic. As taxas de inadimplência também estão em queda, segundo Chacon, que não revela os valores. 


    Os cartões de crédito vêm crescendo na casa dos 20% desde o Plano Real, em 1994. Chacon avalia que a expansão vai se manter neste ritmo por mais um três ou quatro anos. Mais recentemente a baixa renda vem impulsionando o setor, com ofertas de cartões nas ruas e no comércio varejista. Desde 2003, o volume movimentado com cartão por quem ganha menos de R$ 1.499 por mês subiu 137%. Já quem tem renda maior que R$ 1.500 subiu 85%. 


    Em unidades, a quantidade de cartões na baixa renda mais que dobrou desde 2003, saltando de 26 milhões para 62 milhões. Já entre os mais endinheirados, subiu 58%. Outro fator que explica a expansão dos cartões entre os mais pobres é o “embandeiramento” dos tradicionais cartões de loja. Muito comuns na baixa renda por não cobrarem anuidade e dar crédito naquele estabelecimento, estes plásticos passaram a se transformar em cartões Visa ou MasterCard a partir da estratégia dos bancos de fazerem parcerias com o varejo. 


     


     


     




     

  • Pesquisa mostra varejo otimista com o Natal

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-2


    Os empresários brasileiros estão otimistas em relação ao Natal deste ano: 61% dos entrevistados esperam aumento do faturamento na data em relação ao Natal de 2006. É o que mostra a Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para o Natal de 2007. O patamar é recorde desde o início da pesquisa, em 2005, mas não apenas em relação ao Natal.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-2


    Os empresários brasileiros estão otimistas em relação ao Natal deste ano: 61% dos entrevistados esperam aumento do faturamento na data em relação ao Natal de 2006. É o que mostra a Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para o Natal de 2007. O patamar é recorde desde o início da pesquisa, em 2005, mas não apenas em relação ao Natal. Considerando-se todas as datas festivas do varejo desde o início da pesquisa, é a primeira vez que a barreira de 50% é rompida. 


    Os empresários do comércio brasileiro esperam um crescimento médio do faturamento de 15,5% no Natal deste ano em relação ao do ano passado. Quanto às regiões do país, os empresários do comércio mais otimistas sobre o faturamento do Natal 2007 são os do Norte (70%), Sul (66%), Sudeste e Centro-Oeste empatados (59%) e, por último, os do Nordeste (56%). 


    A pesquisa da Serasa considerou uma amostra de 1.008 empresas do varejo, segmentadas por porte e por localidade. Em relação ao volume de vendas físicas (quantidade vendida), a perspectiva também é recorde, com 59% dos entrevistados apostando no crescimento em relação ao Natal de 2006. Desde o Dia das Crianças de 2006, é a primeira vez que a perspectiva de faturamento é maior que a de vendas físicas, em datas especiais do varejo, indicando que os presentes serão de maior valor. Na opinião dos empresários, os celulares – apontados por 30% dos entrevistados – continuarão liderando as vendas para este Natal. 




     


     


     

  • Brasileiro gasta mais com CPMF do que com arroz, feijão e leite, revela Fecomércio-SP

    No dia em que o Senado Federal decide sobre a prorrogação até 2011 da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a Federação do Comércio de São Paulo divulga estudo com um dado que chama a atenção: os gastos dos brasileiros com o imposto do cheque podem chegar a R$ 40 bilhões em 2007, enquanto os com arroz, feijão e leite chegam a pouco mais de R$ 25 bilhões – ou seja, o valor dispendido com o chamado “imposto do cheque” supera em até 699% a despesa mensal das famílias com itens essenciais.


    A CPMF representa 3,3% do total de consumo das famílias, e ocupa

    No dia em que o Senado Federal decide sobre a prorrogação até 2011 da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a Federação do Comércio de São Paulo divulga estudo com um dado que chama a atenção: os gastos dos brasileiros com o imposto do cheque podem chegar a R$ 40 bilhões em 2007, enquanto os com arroz, feijão e leite chegam a pouco mais de R$ 25 bilhões – ou seja, o valor dispendido com o chamado “imposto do cheque” supera em até 699% a despesa mensal das famílias com itens essenciais.


    A CPMF representa 3,3% do total de consumo das famílias, e ocupa o sétimo lugar em lista produzida pela Fecomércio-SP com as maiores despesas dos grupos familiares; em primeiro lugar está Aluguel (14,3%), seguido de Vestuário (4,7%), Impostos (4,6%), Alimentação fora do Domicilio (4,1%), Manutenção do Lar (3,5%) e Educação (3,4%). Arroz, Leite e Feijão ocupam, respectivamente, os 21º, 22º e 25º lugares, com 0,9%, 0,8% e 0,5% sobre o total de gastos dos brasileiros.


    De acordo com a Fecomércio-SP, a CPMF ainda incide indiscriminadamente sobre todas as transações financeiras, recai sobre todos os produtos, inclusive os da Cesta Básica, como arroz e feijão. Esses produtos básicos deveriam ser isentos ou ter tributação diferenciada pelo caráter social de seu consumo, mas, segundo a entidade, a contribuição sobre a movimentação financeira não respeita essa lógica.

  • Senado aprova indicação de novos diretores da Anac

    Os senadores aprovaram, na sessão deliberativa desta terça-feira (11), uma mensagem presidencial indicando o nome da economista Solange Paiva Vieira para ocupar o cargo de diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no lugar de Milton Zuanazzi. Além de Solange, o Plenário acatou ainda a indicação do engenheiro Ronaldo Serôa da Motta para o cargo de diretor da agência em substituição a Josef Barat.

    Os senadores aprovaram, na sessão deliberativa desta terça-feira (11), uma mensagem presidencial indicando o nome da economista Solange Paiva Vieira para ocupar o cargo de diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no lugar de Milton Zuanazzi. Além de Solange, o Plenário acatou ainda a indicação do engenheiro Ronaldo Serôa da Motta para o cargo de diretor da agência em substituição a Josef Barat.


    Durante a discussão da indicação de Solange Vieira, os senadores José Agripino (DEM-RN), Delcídio Amaral (PT-MS), Gerson Camata (PMDB-ES), Valdir Raupp (PMDB-RO), César Borges (PR-BA), Epitácio Cafeteira (PTB-MA), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Mário Couto (PSDB-PA) e Marcelo Crivella (PRB-RJ) elogiaram a escolha da economista para a diretoria da Anac.


    Durante sua exposição, na sabatina da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI), realizada pela manhã, Solange Vieira disse que a aviação civil no Brasil cresceu, entre 1997 e 2006, 8% ao ano, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB), apenas 2,2% anuais. Com isso, afirmou, surgiu um gargalo no setor, em que o crescimento da demanda não foi acompanhado por aumento dos investimentos, o que resultou na crise aérea que o país vem enfrentando há mais de um ano.


    Como solução de médio prazo, Solange Vieira defendeu o aumento da percentagem de participação estrangeira na aviação civil dos atuais 20% para 49% e pediu a ajuda do Congresso Nacional na aprovação da medida. Em sua avaliação, isso estimulará a concorrência entre as empresas aéreas, beneficiando o consumidor.


    Como soluções de curto prazo, Solange Vieira apontou medidas para coibir os atrasos dos vôos, como o estabelecimento de multas para as empresas aéreas, o que já foi adotado pela Anac, e a ampliação da segurança de vôo, tarefa da alçada da Aeronáutica. Ela lembrou, ainda, que, durante a próxima alta temporada de férias, o Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) decidiu limitar o número de vôos charter em determinados horários.


    Agência Senado, 11 de dezembro de 2007.

  • CE aprova sugestões para o aperfeiçoamento da educação

    A responsabilização da União pela manutenção da educação básica e o estabelecimento de padrões de construção e equipamentos para as escolas brasileiras, incluindo condições de energia e saneamento, estão entre as principais recomendações feitas pelos relatores do ciclo de audiências públicas Idéias e Propostas para a Educação Brasileira.

    A responsabilização da União pela manutenção da educação básica e o estabelecimento de padrões de construção e equipamentos para as escolas brasileiras, incluindo condições de energia e saneamento, estão entre as principais recomendações feitas pelos relatores do ciclo de audiências públicas Idéias e Propostas para a Educação Brasileira. O ciclo foi promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), que aprovou as recomendações dos relatores nesta quarta-feira (12).


    As sugestões para o aperfeiçoamento da educação estão contidas em oito relatórios setoriais. O relatório sobre o ensino fundamental, que teve como relator o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), recomenda – além da responsabilização da União – a informatização de todas as escolas públicas, com adoção de um sistema de acompanhamento da freqüência e dos resultados dos alunos. Está proposta, ainda, a criação de incentivos a professores cujos alunos atingirem ou superarem as metas de aprendizagem definidas pelo Ministério da Educação.


    Em seu relatório a respeito da educação infantil, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) lamentou que a educação das crianças de zero a seis anos não tenha recebido grande atenção do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Apenas um programa, relatou, vai investir R$ 800 milhões até 2010 para construir ou reformar 400 escolas por ano. Para a senadora, a meta é “irrisória, como um pingo d’água no oceano”.


    – Os silêncios do Plano de Desenvolvimento da Educação a respeito da educação infantil são reveladores. A União ainda resiste em exercer de forma mais eficaz seus deveres supletivos em relação à oferta de creches e pré-escolas, incumbência prioritária dos municípios, nos termos constitucionais – afirmou Rosalba Ciarlini.


    A relatora para o ensino médio, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), incluiu entre as suas recomendações a implantação de um programa similar ao de residência médica para professores. Defendeu também o desenvolvimento de um sistema de avaliação do desempenho dos profissionais de educação. Essa medida, que ela admitiu ser polêmica, seria acompanhada da informação aos pais dos alunos dos resultados das avaliações dos professores.


    Em seu relatório a respeito do ensino técnico e profissionalizante, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirma que o PDE atende “demandas históricas e emergenciais da sociedade brasileira”, além de contemplar parte das idéias apresentadas durante o ciclo de audiências. Observou, porém, que não basta encher as salas de aula de computadores e laboratórios sofisticados sem garantir recursos mínimos para a manutenção desses equipamentos.


    O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), relator da educação a distância, lembra em seu relatório que atualmente apenas 10% dos jovens brasileiros com idade de 18 a 24 anos têm acesso às instituições de ensino superior. Pelas dimensões continentais do país, o senador acredita que o Brasil é uma Nação preparada para o ensino a distância. Ele recomendou a flexibilização da regulação desse tipo de ensino.


    Em seu relatório sobre a política para o ensino superior, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) afirma que o PDE contém “medidas promissoras”, embora inclua planejamento de ações já em vigor e a reapresentação de programas antigos.


    Na reunião da CE, ainda, o senador Paulo Paim leu as principais conclusões do relatório do senador Flávio Arns (PT-PR) a respeito da educação especial, com a indicação de projetos que tramitam no Senado tratando do tema. Por sua vez, o presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), apresentou os principais trechos do relatório sobre pesquisa, no ensino superior, elaborado pelo senador Marco Maciel (DEM-PE). Entre as propostas, está a ampliação do papel das instituições públicas de ensino superior na formação de professores para o ensino fundamental e médio.


    Agência Senado, 12 de dezembro de 2007.