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  • Trabalhos Técnicos

    Resultado da compilação de estudos elaborados pelos técnicos das Divisões Econômica, Jurídica e Sindical e do Serviço de Documentação e Informação da Confederação Nacional do Comércio. Os temas abordados pelos trabalhos oferecem informações atuais sobre os problemas de ordem econômica, jurídica, legislativa, trabalhista e de informação no país, traduzindo-se numa obra notável de informações, que representa importante contribuição da CNC às entidades componentes do sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio.

    Resultado da compilação de estudos elaborados pelos técnicos das Divisões Econômica, Jurídica e Sindical e do Serviço de Documentação e Informação da Confederação Nacional do Comércio. Os temas abordados pelos trabalhos oferecem informações atuais sobre os problemas de ordem econômica, jurídica, legislativa, trabalhista e de informação no país, traduzindo-se numa obra notável de informações, que representa importante contribuição da CNC às entidades componentes do sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio.

  • Carta Mensal 667

    Resultado de trabalho do mais alto teor cultural e profissional que expressa o pensamento de brasileiros ilustres – técnicos, professores, diplomatas, economistas, sociólogos, juristas e empresários – sobre os problemas econômicos, sociais e políticos, resultando numa obra notável de esclarecimento, que representa importante e desinteressada contribuição do comércio brasileiro à cultura do país.

     

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  • Reforma tributária versus previdenciária

    O Estado de São Paulo Editoria: Opinião Página: A-2 


    Cid Heraclito de Queiroz *


    O Fórum Nacional da Previdência Social, reunindo as entidades representativas dos trabalhadores e empregadores e diversos órgãos públicos, concluiu os seus trabalhos sem que fosse obtido o pretendido consenso sobre questões relevantes, como o tempo de contribuição e os limites mínimos de idade para efeito de aposentadoria e o fator previdenciário, de modo a compatibilizar o Regime Geral da Previdência Social com a dinâmica do crescimento econômico, a distribuição da renda nacional e a nova e

    O Estado de São Paulo Editoria: Opinião Página: A-2 


    Cid Heraclito de Queiroz *


    O Fórum Nacional da Previdência Social, reunindo as entidades representativas dos trabalhadores e empregadores e diversos órgãos públicos, concluiu os seus trabalhos sem que fosse obtido o pretendido consenso sobre questões relevantes, como o tempo de contribuição e os limites mínimos de idade para efeito de aposentadoria e o fator previdenciário, de modo a compatibilizar o Regime Geral da Previdência Social com a dinâmica do crescimento econômico, a distribuição da renda nacional e a nova expectativa de vida dos brasileiros. O fracasso, inobstante os esforços do ministro da Previdência, decorreu da dimensão exagerada do fórum (cerca de 60 participantes com direito a voz e voto), da metodologia adotada, de algumas posições radicais e, sobretudo, da falta de uma proposta do governo que orientasse os debates.


    A par da discussão sobre variados aspectos da questão previdenciária, contudo, o fórum veio confirmar que praticamente todo o déficit, até então atribuído ao desequilíbrio entre contribuições e benefícios pagos, resulta dos subsídios ou ‘renúncias previdenciárias’, isto é, o pagamento a menor, por algumas classes, das contribuições à Previdência Social, em função de razões sociais ou econômicas – como o setor rural (R$ 28,5 bilhões), as empresas optantes pelo Simples (R$ 4,9 bilhões), os exportadores de produtos primários (R$ 1,85 bilhão), as entidades de benemerência social (R$ 4,19 bilhões), etc. – dados de 2006. O governo chegou a anunciar a expedição de um decreto para dar o adequado tratamento financeiro e contábil à matéria, mas, como é comum na burocracia estatal, a medida esbarrou em alguma força oculta. Em sentido contrário à sustentabilidade da Previdência Social, um dos objetivos centrais do fórum, as renúncias previdenciárias serão aumentadas pela emenda de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que prevê a redução da contribuição previdenciária dos trabalhadores. Isso para que estes continuem a pagar a CPMF, quando o certo seria isentar os saques nas contas até um limite predeterminado.


    Lamentavelmente, o fórum, não apoiou a implementação do Fundo Financeiro do Regime Geral da Previdência Social, de que trata o artigo 250 da Constituição federal, a ser gerido com a participação dos próprios trabalhadores, ativos e inativos, e que recolheria o total das contribuições pagas por empregadores e trabalhadores e receberia do Tesouro – à conta da receita da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) – o ressarcimento pelos subsídios concedidos. O fundo, além de dar transparência às contas da Previdência, possibilitaria, a exemplo do que ocorre com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e os Fundos de Previdência Privada, a aplicação de suas disponibilidades no mercado financeiro, gerando novas receitas, como prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal. Com o fundo, as receitas da Previdência deixariam de transitar pelo caixa do Tesouro e o pagamento dos benefícios deixaria de ser entendido como despesa da União. E ficaria claro que a receita das contribuições pagas por empregadores e trabalhadores está vinculada, constitucionalmente, a uma destinação específica. A participação do poder público se resumiria a assegurar, no interesse da coletividade, a compulsoriedade dos pagamentos, à semelhança do que ocorre com as legítimas contribuições ao FGTS, ao ‘Sistema S’ e às autarquias profissionais (OAB, CRM, Crea, etc.) e com os seguros obrigatórios.


    Enquanto o fórum se desenvolvia no Ministério da Previdência, do outro lado da Esplanada o Ministério da Fazenda elaborava um projeto de reforma tributária, com o propósito de eliminar a ‘guerra fiscal’ entre os Estados e reduzir a burocracia. Muito embora ainda não corporificada num projeto de emenda constitucional, mas apenas numa lista de propostas, o governo pretenderia basicamente: substituir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) por um Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) estadual; criar, para os municípios, um Imposto de Vendas a Varejo (IVV), do tipo da Sales Tax norte-americana; e substituir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Cofins, a contribuição ao PIS/Pasep e a Cide-Combustíveis por um IVA federal. Os demais impostos e contribuições remanesceriam, inclusive a CPMF. Falta à reforma, no entanto, o principal: a diminuição da carga tributária, que poderia começar pela redução das alíquotas e elevação do limite de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas.


    Entretanto, o mais estranho nessa proposta é a extinção da Cofins, criada pela Constituinte, como lembrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para custear as despesas com a assistência social, a assistência médico-hospitalar e os subsídios na área da Previdência. Isso depois de o governo haver transformado a incidência dessa contribuição, de cumulativa para não-cumulativa, muito embora mediante alíquotas exageradas. Na proposta da reforma tributária não há nenhuma indicação sobre a nova fonte de custeio da Seguridade Social, que, pela Constituição, deveria ser objeto de um orçamento específico, com estimativa de receitas e previsão de despesas próprias, separado do orçamento fiscal (Tesouro). O projeto pioneiro de reforma tributária, elaborado anos atrás, previa um só IVA regulado em lei federal e partilhado, na própria rede bancária, entre a União, os Estados e os municípios. E previa, ainda, um adicional ao IVA, para custear a Seguridade Social.


    Resta confiar no bom senso das nossas altas autoridades, para que não se produza um imbróglio reforma tributária x reforma previdenciária, que prejudique Estados e municípios, inviabilize a Seguridade Social, assuste os contribuintes e desestabilize a moeda nacional.


    * Cid Heraclito de Queiroz, advogado, foi procurador-geral da

    Fazenda Nacional (1979/1991)




     


     


     

  • Saldo é saldo

    Jornal do Commercio Editoria: Aziz Ahmed   Página: A-4 


    O ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas afirmou à coluna que, apesar da crise internacional, o Brasil deve atingir, este ano, saldo comercial de US$ 40 bilhões. Defensor de uma política de geração de superávits para dar tranqüilidade no front externo, considera que os atuais saldos são benéficos ao País.

    Jornal do Commercio Editoria: Aziz Ahmed   Página: A-4 


    O ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas afirmou à coluna que, apesar da crise internacional, o Brasil deve atingir, este ano, saldo comercial de US$ 40 bilhões. Defensor de uma política de geração de superávits para dar tranqüilidade no front externo, considera que os atuais saldos são benéficos ao País. Sobre críticas de que as exportações a cada dia se concentram mais em produtos primários, lembra que US$ 40 bilhões gerados por soja e minério têm o mesmo valor do que US$ 40 bilhões obtidos com a venda de sofisticados programas de informática.


     

  • Alimentos voltam a ter alta e pressionam o IPCA

    Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-9


    Presentes diariamente no prato do brasileiro, a carne e o feijão carioca foram os vilões da inflação de novembro. Subiram 23,13% e 5,71%, respectivamente, e pressionaram o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou o mês em 0,38%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa superou as previsões e superou o 0,30% de outubro.


    Em todo o ano de 2007, houve um choque de alimentos, cujos preços médios aumentaram 8,55% de janeiro a novembro -a maior alta desde 2002 (19,47%).

    Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-9


    Presentes diariamente no prato do brasileiro, a carne e o feijão carioca foram os vilões da inflação de novembro. Subiram 23,13% e 5,71%, respectivamente, e pressionaram o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou o mês em 0,38%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa superou as previsões e superou o 0,30% de outubro.


    Em todo o ano de 2007, houve um choque de alimentos, cujos preços médios aumentaram 8,55% de janeiro a novembro -a maior alta desde 2002 (19,47%). Foi justamente o grupo alimentação que impulsionou o IPCA acumulado no ano -3,69%. O índice bateu os 3,14% registrados em 2006.


    No caso dos alimentos, as altas foram generalizadas, atingindo vários itens. Os motivos são o crescimento do consumo na esteira da renda maior, exportações em alta, o aumento dos preços das commodities e o clima desfavorável, que provocou especialmente a quebra de safra do feijão, diz o IBGE.


    “A história da inflação de 2007 já está contada. E ela será maior do que a de 2006. A principal causa é o aumento dos alimentos que sofreram com o clima, a alta das commodities, o aumento do consumo mundial e no Brasil, por causa da renda mais alta, e o incremento das exportações”, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

    Diante desse cenário, vários alimentos tiveram, no acumulado de 2007, as altas mais expressivas dos últimos anos. Foi o caso das carnes, que subiram 12,88%, a maior variação desde 2002 (14,60%). Já o frango aumentou 10,63%, a alta mais intensa desde 2003 (13,04%).


    O recordista, porém, foi o feijão carioca, afetado por uma quebra de safra. O item subiu 76,29%. Foi a maior alta desde o início do Plano Real. Embora a renda mais alta tenha possibilitado o aumento do consumo, diz Nunes dos Santos, não há sinais de uma inflação de demanda capaz de alterar a condução da política monetária. Segundo ela, o aumento real do salário mínimo elevou o poder de compra dos mais pobres, que passaram a comprar mais alimentos.


    Para o economista Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio, o consumo maior ajuda a explicar a forte alta dos alimentos, mas não é o principal. “Foi uma conjugação de acontecimentos desfavoráveis.” Ainda assim, Cunha diz que o centro da meta do governo -de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos- não está ameaçado.


    Já os preços administrados ficaram bem comportados por causa do câmbio. O destaque foi a energia, cujas contas caíram 5,80% até novembro.


     


     


     

  • Comércio critica proposta de restrição a demissões

    Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-14


    O projeto de lei estudado pelo governo federal que poderá acabar com as demissões por justa causa não ajuda os trabalhadores, na visão de Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo.

    Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-14


    O projeto de lei estudado pelo governo federal que poderá acabar com as demissões por justa causa não ajuda os trabalhadores, na visão de Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo. “Quanto mais se enrijece a legislação para demitir, menos se estimulam as empresas a admitir”, avalia.


    Anteontem, depois da marcha dos sindicalistas em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a ratificação da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que trata das chamadas demissões imotivadas. O Brasil já havia assinado esse documento internacional, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) retirou a adesão do país à convenção.


    “Vai ter resistência. Na época de FHC, antes de ele denunciar o instrumento, o empresariado entrou com uma ação no STF pedindo a inconstitucionalidade do assunto”, diz o secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros. Apesar da disputa no Congresso, o Ministério do Trabalho espera que os deputados e senadores confirmem a convenção no primeiro semestre do ano que vem.


    Na prática, a grande mudança será que todo trabalhador demitido no país poderá contestar sua demissão. Ou seja, um tribunal decidirá se a rescisão de contrato foi justa e se cabe indenização. “No Brasil, as empresas trabalham com um horizonte de instabilidade, se uma medida dessa for aprovada, elas irão optar por aumentar horas extras de trabalhadores em vez de fazer novas contratações”, diz Solimeo.


    Novos direitos


    Marcelo Cordeiro, sócio do escritório Pompeu, Longo, Kignel & Cipullo e professor de direito do trabalho da PUC-SP, afirma que hoje o trabalhador demitido sem justa causa já recebe compensações. “Há uma multa de 50% do fundo de garantia, ou seja, se o trabalhador tem R$ 100 mil, ele recebe R$ 40 mil de multa, e outros R$ 10 mil vão para o governo.” Também podem ser contados como benefícios ao demitido a existência do aviso prévio e o seguro-desemprego.


    Arthur Cahem, advogado trabalhista do Leite, Tosto e Barros Advogados, ressalta ainda que as medidas previstas na convenção da OIT chegaram a ser aplicadas no Brasil por sete meses e isso não surtiu bons resultados. “Enxergamos com reserva essa proposta, porque no passado já foi uma experiência negativa e está fora da dinâmica empresarial de hoje.”


    Já Medeiros diz que a medida será boa, pois não poderá haver uma demissão apenas “porque o patrão não gosta da cara do empregado”. “Se a empresa tem problemas financeiros, perdeu encomendas, se há uma recessão, são algumas razões. Precisará haver uma justificativa econômica.”


    Ele acrescenta que a rotatividade é muita alta no mercado brasileiro porque a Constituição proíbe a redução de salários, e as empresas, então, demitem funcionários para contratar trabalhadores com salários mais baixos. “Isso não quer dizer que o trabalhador vai passar a ter estabilidade no emprego. Não vai virar funcionário público, no bom sentido. O empregado vai ter de mostrar produtividade e desempenho.”


    Para Cahem e Cordeiro, a medida tira a autonomia das empresas de gerenciar os negócios, já que permitirá que um tribunal intervenha na administração privada e possa exigir que o funcionário seja readmitido ou receba uma indenização pela demissão.


    Estabilidade


    A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirma que o sistema jurídico do país afasta a possibilidade de estabilidade plena no emprego. Segundo a advogada da entidade Sylvia Lorena Sousa, o artigo 7º da Constituição prevê indenização compensatória nas demissões sem justa causa. “Fora essa questão, achamos que esse não é o melhor mecanismo, pois incentiva a informalidade e não estimula o profissional a buscar seu aperfeiçoamento.”


    Solimeo ainda diz que o melhor meio de proteger o emprego é estimular a economia e reduzir a burocracia. “Com a convenção 158 sendo aplicada, se houver um período de expansão de mercado, o empresário não se sentirá seguro para fazer uma nova contratação.”


    Ele ainda diz que nenhum empresário sente prazer em demitir. “Você investe tempo e em treinamento, não há demissão sem motivos. Além disso, no comércio, existe o problema da sazonalidade. Como a empresa contratará temporários se depois não poderá demitir?”


    Se for aprovada pelo Congresso, a medida ainda precisará ser regulamentada via projeto de lei.


    O governo terá um prazo de dois anos para isso.




     


     

  • ICMS menor para as MPEs



    Jornal do Commercio Editoria: Rio de Janeiro Página: A-16


    A lei que reduz as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para as pequenas e microempresas do Rio de Janeiro foi sancionada nesta quinta-feira pelo governador Sérgio Cabral. Aprovado pela Assembléia Legislativa (Alerj) no último dia 27, o projeto do Executivo favorece as empresas que optarem pelo regime unificiado de tributação Simples Nacional no estado.



    Jornal do Commercio Editoria: Rio de Janeiro Página: A-16


    A lei que reduz as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para as pequenas e microempresas do Rio de Janeiro foi sancionada nesta quinta-feira pelo governador Sérgio Cabral. Aprovado pela Assembléia Legislativa (Alerj) no último dia 27, o projeto do Executivo favorece as empresas que optarem pelo regime unificiado de tributação Simples Nacional no estado. A expectativa do Sebrae-RJ é que a nova lei gere 100 mil empregos ao longo dos próximos 18 meses, sendo 30 mil novos postos e trabalho e 70 mil referentes à mudança da informalidade para a formalidade.


    “As pequenas empresas fluminenses dispõem, a partir de agora, do melhor regime tributário vigente nos grandes estados brasileiros. Melhor que São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul”, destacou o superintendente do Sebrae-RJ, Sérgio Malta, acrescentando que as pequenas empresas representam 99% das empresa formais e respondem por 56% da mão-de-obra com carteira assinada.


    Publicação


    A nova lei sancionada começará a valer a partir da publicação no Diário Oficial, prevista para esta sexta-feira – o que significa que o empresário já recolherá menos imposto em janeiro. De acordo com a justificativa do projeto apresentada pelo governador Sérgio Cabral, os dados estatísticos da arrecadação do ICMS oriundos dos recolhimentos das empresas de pequeno porte representam aproximadamente 2% do total da arrecadação do tributo, referentes às cerca de 150 mil empresas cadastradas no estado.


    “Um peso tributário insustentável joga a empresa para informalidade e a lei diminui o peso tributário, permitindo que a microempresa saia da ilegalidade e possa gerar mais empregos. A informalidade se deve muito à carga tributária e ao mar de burocracia. Com a sanção, estamos também criando um comitê de gestão para a lei geral da micro e pequena empresa viabilizando questões da burocracia porque carga tributária e burocracia são os dois grandes inimigos da pequena e microempresa, que terão a vida facilitada no Rio”, acentuou cabral durante a solenidade.


    Faturamento


    Com a lei sancionada nesta quinta-feira pelo governador, 70% das empresas de pequeno porte com faturamento anual de R$ 360 mil vão pagar menos de 1% de ICMS. Pela regra atual (do Super Simples), o percentual é de até 6% e de 18% para as que estão fora do Super Simples. Na avaliação do superintendente do Sebrae-RJ, Sérgio Malta, dois setores no Rio têm maior potencial para gerar empregos: bens de consumo popular e as cadeias produtivas do petróleo, gás e logística.


    “Com esta desorneração fiscal e com o plano de ação, que facilitará acesso ao crédito, ao fundo de tecnologia, compras governamentais e a desburocratização, acreditamos que 100 mil empregos poderão ser criados, sendo que 30% serão novos postos de trabalho. Em um primeiro momento, a arrecadação do estado vai perder cerca de R$ 40 milhões nos próximos 12 meses com a renúncia fiscal, mas ao final de 18 meses, essa perda será compensada com o aumento de empresas que passarão à formalidade, portanto, que passarão a gerar arrecadação”, ponderou Malta.


    Ele disse ainda que a nova lei que reduziu o ICMS das pequenas e microempresas e a conclusão do plano de ação do comitê estadual, criado por decreto do governador em junho, colocam o estado na vanguarda de um ambiente legal, tributário e regulatório favorável à prosperidade dos pequenos negócios.


    O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destacou o momento positivo de atração de investimentos, representados no universo de R$ 107 bilhões de recursos públicos e privados que serão investidos no Rio nos próximos três anos. “Estamos mostrando a reafirmação de um novo Rio que agora se desenha. Felizmente podemos dizer que a imagem que algumas pessoas tinham, de esvaziamento do Rio, que nunca ocorreu, sepultamos e agora isso nunca mais vai ocorrer”, frisou Gouvêa Vieira.


    Ambiente


    Na avaliação do presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e do conselho deliberativo do Sebrae-RJ, Orlando Diniz, o Rio já respira um ambiente fiscal mais adequeado, principalmente para as pequenas e microempresas.


    “No estado, as empresas de pequeno porte geram 1 milhão de empregos em 400 mil empresas. Ver reduzida de oito para um o número de guias para pagamento de impostos e obter descontos de 70% nas taxas e serviços anuais faz com que o Rio saia na frente”, comemorou o presidente da Fecomércio.


    Também estiveram presentes na solenidade de sanção da lei de redução de ICMS para pequenas e microempresas, o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Olavo Monteiro de Carvalho; o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão; o presidente do Fórum da Micro e pequena Empresa, deputado estadual André Corrêa (PPS); e o presidente da Junta Comercial do Rio, Carlos La Rocque.


     


     


     


     


     

  • Setor eletroeletrônico deve crescer 8% no ano

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


    A indústria de eletroeletrônicos deve fechar o ano com alta de 8% no faturamento em relação a 2006, segundo informou a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O montante deverá atingir R$ 112,4 bilhões. A associação atribuiu o desempenho à expansão do mercado interno, devido ao aumento da renda, do nível de emprego, das condições favoráveis de crédito e da redução da taxa de juros.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


    A indústria de eletroeletrônicos deve fechar o ano com alta de 8% no faturamento em relação a 2006, segundo informou a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O montante deverá atingir R$ 112,4 bilhões. A associação atribuiu o desempenho à expansão do mercado interno, devido ao aumento da renda, do nível de emprego, das condições favoráveis de crédito e da redução da taxa de juros. O setor apresentou aumento de 20% das importações, que passou de US$ 19,7 bilhões em 2006 para US$ 23,7 bilhões no ano de 2007. Por sua vez, as exportações perderam espaço nos negócios, segundo a Abinee.

     

  • Trabalhos Técnicos

    Resultado da compilação de estudos elaborados pelos técnicos das Divisões Econômica, Jurídica e Sindical e do Serviço de Documentação e Informação da Confederação Nacional do Comércio. Os temas abordados pelos trabalhos oferecem informações atuais sobre o

    Resultado da compilação de estudos elaborados pelos técnicos das Divisões Econômica, Jurídica e Sindical e do Serviço de Documentação e Informação da Confederação Nacional do Comércio. Os temas abordados pelos trabalhos oferecem informações atuais sobre o

  • As Micro e Pequenas Empresas no Brasil

    Este trabalho demonstra como as empresas são classificadas, apresenta como as micro e as pequenas empresas participam no conjunto de atividades econômicas, discute linhas de crédito, comenta as vantagens oferecidas pelo governo na renegociação de débit

    Este trabalho demonstra como as empresas são classificadas, apresenta como as micro e as pequenas empresas participam no conjunto de atividades econômicas, discute linhas de crédito, comenta as vantagens oferecidas pelo governo na renegociação de débit